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quarta-feira, 7 de agosto de 2013

Dilma: acorde e mude sua comunicação!


DEMOCRATIZAÇÃO DA MÍDIA



Presidenta Dilma: 

Faça uma reforma geral na Comunicação do seu governo! (Bernardo, Helena & Cia. ...)

Fale diretamente com seu povo, Presidenta!

Mude sua linguagem! Fale fácil, de um jeito que o povão entenda! Gente do povo nem sempre sabe o que é "balizar"... e outras palavras obscuras e/ou técnicas que a senhora usa em suas falas!

Alerta de amiga e mulher da comunicação: se eu não tivesse criado este "Abra a Boca, Cidadão!", família-quadrilha, aliada ao mundo do crime, já teria me tirado de circulação...

Venha para as redes sociais, Presidenta, crie uma conta no Twitter!

Promova o marco regulatório da comunicação, a regulamentação da mídia, uma Lei de Meios, como a intrépida e corajosa Cristina Kirchner fez na Argentina.

Vai pra cima da mídia golpista, Presidenta Dilma !!!



Dilma e a crônica de uma derrota anunciada

Miguel do Rosário



O governo do PT tem inúmeros problemas, como todo governo.

Não construiu um projeto de Estado, como prova a falta de discernimento com que indicou os ministros do Supremo Tribunal Federal. Não investiu suficientemente em projetos estruturantes de mobilidade urbana. A redução do IPI dos automóveis foi realizada sem um contraponto urbanista para evitar o congestionamento das grandes cidades.

Entretanto, talvez não tenha havido fracasso maior no governo do que a sua estratégia de comunicação. Ontem [31/07], a presidenta participou de um evento em São Paulo no qual anunciou o investimento de R$ 8 bilhões do governo federal na cidade de São Paulo.

Ótimo! Excelente oportunidade para construir um discurso revigorante, com planos de futuro, inspirando esperança e espírito empreendedor nas pessoas. Só que não.

Ao invés disso, a presidenta faz um longo louvaminha do governo, citando tediosamente dados do IDH, que vão até 2010!

O passado, mais uma vez, assumiu o lugar do futuro.

Toda segunda-feira, temos o Café com a Presidenta, no rádio… Quem escuta? Talvez donas de casa no interior do Amapá. Mas não são as pessoas que vivem nas cidades médias e grandes, ou seja, 70% da população brasileira.

As manifestações de rua, que por pouco não enveredam para um grande movimento de repúdio ao governo federal, pelo jeito não despertaram as belas adormecidas do Planalto. O ridiculamente anacrônico Café com a Presidenta, que ninguém escuta, continua sendo seu único canal de comunicação. Por que não trocar para vídeo, e disseminá-lo viralmente pelas redes sociais? Nós a elegemos, Dilma, para que você nos represente politicamente, com galhardia e coragem, não para se esconder em programas transmitidos apenas em áreas rurais.
Estamos às vésperas de um processo eleitoral, e a presidenta não tem uma conta de twitter. Se tivesse uma, poderia acumular seguidores e construir uma arma política para se defender dos ataques que fatalmente virão em 2014.

Mais uma vez, a guerra ficará nas mãos de blogueiros e internautas, qual um novo exército de 300 espartanos, a lutar contra 5 milhões de persas midiáticos.

Sou um blogueiro de esquerda, e estou predestinado a apoiar Dilma em 2014 porque entendo que a alternativa, Aécio Neves, representa um retrocesso terrível para o país. Por isso mesmo, estou absolutamente chocado com a i
ncompetência da comunicação do governo federal.

Não falo isso para arrumar um emprego no governo, como acusarão meus detratores. Quero continuar sendo um blogueiro independente, operando no setor privado, dono da minha opinião e do meu nariz.

Tudo que eu quero é que o governo federal esteja ao nosso lado na luta ideológica contra as forças do atraso que, aliadas ao imperialismo, querem manter o Brasil submisso a um destino de periferia pobre do mundo.

Me desculpem o termo grosseiro, mas é muita estupidez a Dilma jamais ter investido nas redes sociais.

O governo do PT prefere torrar bilhões com marketing tradicional do João Santana do que contratar meia dúzia de garotos para escrever tweets e posts no facebook.

O governo não exerce a luta política, não argumenta. Tornou-se um elefante parado no meio da savana, levando flechadas. Os caciques do PT no legislativo não querem lutar com medo de represálias. Tornaram-se um bando de covardes.

O PSDB, no poder, vai enterrar todas as investigações sobre a privataria tucana, o Banestado, Cachoeira, sonegação da Globo, e encetar um ataque violento contra os podres do PT, desde o vereador que usou dinheiro público para comprar um sanduíche fora da cidade até as coisas grandes. A estratégia petista de permanecer sempre na defensiva, e inclusive entregar alguns reféns aos leões (Dirceu, Genoíno, Cunha e Pizzolato), para evitar um confronto mais direto, será implodida por seus adversários quando estes subirem a rampa. De 2015 em diante, o bicho papão vai pegar do mesmo jeito.

É uma pena.

Se nem a explosão das bombas, e os gritos de milhões de pessoas à sua porta, conseguiu acordar o governo, é porque talvez ele já esteja morto.

Bem, espero que não. De qualquer forma, seremos obrigados a lutar para ressuscitá-lo, como Lázaro.

Dilma, acorde. Mude seu ministério. Mude sua comunicação. Venha pra rua. Venha lutar. Desse jeito, você e seu partido vão perder a guerra.


O mais grave: vão perder pelo pior dos defeitos numa pessoa e num governo, a covardia. A covardia não atrai. Mesmo valentões descerebrados ou mal intencionados, como Joaquim Barbosa, conseguem despertar a simpatia de um setor, porque vêem nele sinais de coragem e intrepidez.

Os representantes do PT, e principalmente a presidenta, se quiserem atrair gente, precisam demonstrar mais arrojo, mais culhões, mais autoestima.

Hoje temos uma questão central, por exemplo. A sonegação da Rede Globo nos permite oferecer ao gigante das ruas um inimigo à sua altura. Um poderio imenso, disseminado e dissimulado. A Globo controla a política porque, em quase todos os estados brasileiros, sobretudo os mais pobres, as famílias que dominam a política local detêm concessão pública para retransmitir a Globo, o SBT, a Band…

Seria interessante que a presidenta aproveitasse a oportunidade para se engajar em nossa luta em prol de uma mídia mais democrática e mais justa.

O Cafezinho

Destaques do ABC!

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domingo, 28 de julho de 2013

Multidão faz "Flash Mob" para o Papa Francisco


PAPA FRANCISCO NO BRASIL



Milhões de fieis, autoridades, clérigos e cidadãos do mundo todo fazem o "Flash Mob" para homenagear o Papa Francisco na Praia de Copacabana, hoje, na missa de encerramento da 28a. Jornada Mundial da Juventude.

Presidentas Dilma Rousseff e Cristina Kircher e presidente Evo Morales estiveram lá.


Foto: Banco de Imagens/PR


Vídeo




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segunda-feira, 18 de março de 2013

"Nunca um Papa me beijou", diz Cristina Kirchner


A relação cheia de turbulência entre os famosos argentinos começa a ficar mais amena. Cristina e Francisco almoçaram juntos e trocaram presentes.

Presidenta Dilma também já está em Roma e amanhã deve encontrar o Papa.




"Nunca um Papa me beijou", diz Cristina em encontro com Francisco

Apesar da relação tensa, presidente da Argentina e Papa trocaram afagos e presentes em almoço no Vaticano


Presidente Cristina Kirchner e o Papa Francisco se cumprimentam em encontro oficial 
no Vaticano / AFP

ROMA - Em um encontro oficial, mas com tom informal, a presidente da Argentina, Cristina Kirchner, almoçou com o Papa Francisco na Residência Santa Marta, no Vaticano. Entre risos, eles conversaram, trocaram presentes e a mandatária até ganhou um beijo do Pontífice.

- Posso tocá-lo? Nunca um Papa me beijou - disse Cristina.

De acordo com o jornal “La Nación”, Jorge Bergoglio, eleito Papa na última semana, cumprimentou Cristina de forma calorosa, que o presenteou com um mate. Antes do almoço, os argentinos conversaram entre 15 e 20 minutos.

Cristina apresentou ao Pontífice o chanceler Héctor Timerman, o embaixador no Vaticano, Juan Pablo Cafiero, o secretário de Comunicações, Alfredo Soccima, e seu secretário, Martín Aguirre.

O porta-voz do Vaticano, Federico Lombardi, afirmou que não haveria um comunicado da Santa Sé sobre o almoço porque era uma “visita informal”. Trata-se da primeira reunião de Bergoglio com um chefe de Estado após o conclave. A próxima da fila é a presidente Dilma Rousseff, que deve encontrar com o Papa Francisco nesta terça-feira.

Apesar da troca de afagos, o ex-arcebispo de Buenos Aires e Cristina mantêm uma relação tensa. Por reiteradas vezes, Bergoglio criticou em suas homilias a corrupção e a pobreza na Argentina. Após a escolha de Bergoglio, a Casa Rosada divulgou um comunicado frio para saudar o novo Papa e pediu ao argentino que tivesse um trabalho “significante para a religião”.

sábado, 16 de março de 2013

Papa Francisco receberá Cristina Kirchner


A presidenta da Argentina Cristina Kirchner e a presidenta Dilma Rousseff estarão entre os cerca de 150 chefes de Estado que devem acompanhar na terça, 19, em Roma a coroação do Papa Francisco, argentino e ex-arcebispo de Buenos Aires.

                                                                  Imagem/Portal do Vaticano


Cristina será a primeira Chefe de Estado a ser recebida pelo Papa

quarta-feira, 13 de março de 2013

"Habemus papam"! E ele é argentino!!!...


Deus é brasileiro. Mas o papa é argentino...

domingo, 3 de março de 2013

Dilma, por favor, se espelhe na Cristina!...


A corajosa presidenta Cristina Kirchner promoveu uma polêmica "Ley de Medios" para regulamentar e democratizar a comunicação na Argentina.

Agora, a destemida presidenta e também advogada vai mexer num outro "vespeiro": ela quer fazer uma reforma para democratizar o Judiciário (!!!), e já começa a enfrentar resistências.

Claro! Veículos de comunicação e Poder Judiciário, lá e cá, são controlados pelas elites, em geral mesquinhas, apátridas, tacanhas, ultraconservadoras, que só pensam nos seus interesses.

Ponto para a intrépida presidenta Cristina Kirchner, em quem a presidenta Dilma Rousseff poderia, muito bem, se espelhar de vez em quando...

                                                                                   Roberto Stuckert Filho/PR

Apoiamos a presidenta Dilma, que vem fazendo um governo muito atento aos mais frágeis, mas nas relações com a mídia e com o Judiciário, somos "mil vezes" Cristina Kirchner!



Cristina Kirchner fará reforma judicial, mas nega mudar Constituição

BUENOS AIRES, 1 Mar (Reuters) - A presidente da Argentina, Cristina Kirchner, proporá ao Congresso uma iniciativa para "democratizar" o Poder Judiciário, mas não promoverá uma reforma constitucional - opção que seus adversários temiam que fosse usada para permitir que ela concorresse a um terceiro mandato.

Cristina tem criticado vários juízes por frearem leis consideradas cruciais por seu governo, especialmente uma reforma que limita a propriedade dos meios de comunicação e que obrigaria o maior conglomerado do setor, o poderoso Grupo Clarín, a abrir mão de algumas concessões.

Ela também acusa o Judiciário de trabalhar a favor de "corporações" que, assegura ela, buscam desestabilizar seu governo.

Em um discurso de mais de três horas para abrir o novo ano legislativo, Cristina disse que enviará ao Congresso três projetos, incluindo um que institui eleições diretas para o Conselho da Magistratura, órgão de controle do Judiciário. Atualmente, seus 13 integrantes são nomeados pelo Congresso, pelo governo, pelo Judiciário, por sindicatos de advogados e pelo âmbito acadêmico.

"A proposta é que a totalidade dos membros do Conselho da Magistratura sejam eleitos pelo povo", disse a presidente, acrescentando que nunca teve a intenção de reformar o Judiciário por meio de uma mudança na Constituição.

Nas últimas semanas, a oposição vinha dizendo que os apelos governistas pela democratização da Justiça eram um pretexto para reformar a Constituição e permitir à presidente exercer um terceiro mandato.

"Não vai se reformar Constituição nenhuma, fiquem todos tranquilos. Então, quem achava que isso da democratização da Justiça era uma desculpa, que esqueçam", afirmou.


Ela também anunciou que, pelo projeto da reforma, o preenchimento de postos de trabalho no Judiciário (exceto para cargos de juízes) ocorrerá por sorteio, para evitar favorecimentos. "Ingressar no Poder Judiciário não pode ser um privilégio, devem poder fazê-lo todos que reunirem os requisitos." [claro!!!]


Outra proposta de Cristina é regulamentar as medidas cautelares, um recurso com o qual vários juízes frearam algumas reformas do seu governo.

O Clarín, por exemplo, recorreu à Justiça contra partes da nova regulamentação dos meios de comunicação, por considerar inconstitucionais algumas exigências. Esses recursos geraram medidas cautelares que serviram para congelar um processo de desinvestimento, num caso que pode chegar à Corte Suprema.

Cristina disse que as medidas cautelares são uma "distorção do direito".

Parlamentares de oposição disseram que a proposta de reforma do Judiciário buscará "submeter" a Justiça aos desejos do Poder Executivo. A deputada Elisa Carrió disse, pelo Twitter, que a presidente "quer uma Justiça kirchnerista, submetida ao seu mando".

Reportagem de Guido Nejamkis

Reuters

Destaques do ABC!

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segunda-feira, 28 de janeiro de 2013

O "jornalismo de esgoto" e a foto falsa de Chávez


OPINIÃO

"Na capa do 'El País' vi uma foto que, na verdade, não é uma foto. É uma canalhice". (...) "Imprensa canalha. Não há outro adjetivo. É igual em todos os lugares, o 'El País' em Madri, o 'The Sun' em Londres, envolvido em escândalos de corrupção e quem sabe outras coisas mais. Aqui [Argentina] é o 'Clarín'. Sobre isso não faltam adjetivos, sobram e são bastante conhecidos".

                                            Cristina Kirchner, presidenta da Argentina




O retrato de uma imprensa canalha

LULA MIRANDA


Cabe uma pergunta: se fosse Barack Obama o chefe de Estado na mesa de cirurgia, eles publicariam a foto? Se fosse Bush? E se fosse FHC, os jornais brasileiros publicariam? Se fosse Lula, provavelmente.

O jornal El País estampou, com destaque e espalhafato, em sua primeira página, a fotografia de um homem entubado numa mesa de cirurgia, que supostamente seria o presidente da Venezuela, Hugo Chávez. O homem da foto não era Chávez. O jornal cometeu uma das barrigas mais infames da história do jornalismo. Mas isso é de menor relevância. O essencial nessa questão é a grave violação da ética do jornalismo e o desrespeito aos direitos humanos perpetrados pelo jornal. Esse aspecto, curiosamente, ninguém aborda ou comenta.

O homem retratado na foto, em um momento íntimo e de máxima fragilidade, não era Chávez. E se fosse? Estaria assim justificada a publicação da foto? É justificável exibir um ser humano daquela maneira, estampado numa foto gigantesca na primeira página de um grande jornal? Só para se vender algumas centenas de milhares de jornais? Não, não é. E o editor do jornal e seus donos sabem disso, mas compram e publicam esse tipo de foto e manchete sensacionalista por motivos que não têm nada a ver com o bom jornalismo.

A presidenta Argentina, Cristina Kirchner, reagiu com indignação e mandou pelo Twitter: “Na capa do 'El País' vi uma foto que, na verdade, não é uma foto. É uma canalhice”. E disse mais: "Imprensa canalha. Não há outro adjetivo. É igual em todos os lugares, o 'El País' em Madri, o 'The Sun' em Londres, envolvido em escândalos de corrupção e quem sabe outras coisas mais. Aqui [Argentina] é o 'Clarín'. Sobre isso não faltam adjetivos, sobram e são bastante conhecidos".

A presidenta está correta: isso ocorre “em todos os lugares”. Mas não deveria. Ocorre aqui no Brasil também. Lembro-lhes o episódio da publicação de uma ficha falsa da presidenta Dilma Rousseff pelo jornal Folha de S. Paulo.

Por isso que se deve discutir uma Lei de Meios, uma legislação para a regulação da mídia, estabelecer um código mínimo de ética, e o que pode e o que não pode ser publicado (não confundir com censura), para assim proteger o cidadão comum do poder esmagador da mídia. Pois se fazem isso com um chefe de Estado, imagine o que não fariam com você, prezado leitor?

Cabe uma pergunta: se fosse Barack Obama o chefe de Estado na mesa de cirurgia, eles publicariam a foto? Se fosse Bush? E se fosse FHC, os jornais brasileiros publicariam? Se fosse Lula, provavelmente. Donde podemos depreender que uns são mais humanos que outros, uns merecem mais respeito do que outros. Não é exatamente esse modelo de sociedade que desejamos para “nosotros” – não é mesmo?

A presidenta da Argentina disse ainda mais: "Como será a pessoa que montou a foto? Será que ela anda pelas ruas de Madri junto com homens e mulheres normais? E será que o editor escreve editoriais sobre ética, moral e bons costumes e aponta com o dedo sua próxima vítima?". Kirchner na verdade queria, provavelmente, se referir ao editor que autorizou a publicação da foto e aos chamados “barões da mídia”. Mas esses, sabe-se, definitivamente não podem ser considerados “pessoas normais”. Não podem.


Brasil 247

Destaques do ABC!

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sexta-feira, 14 de dezembro de 2012

Lei dos Meios: Vitória de Cristina; Coragem, Dilma!


Todos estamos vendo o assanhamento da mídia golpista brasileira (PIG) para tentar desestabilizar o governo da presidenta Dilma, satanizando e destruindo o ex-presidente Lula e o Partido dos Trabalhadores, com o apoio até do Supremo, no julgamento do mensalão.

Está mais do que na hora do Brasil ter a sua Lei de Meios e a democratização da comunicação.

Coragem, Presidenta Dilma!



Opera Mundi - O juiz federal Horacio Alfonso declarou, no fim da tarde desta sexta-feira (14/12), a constitucionalidade dos artigos 45 e 161 da Lei de Meios (Lei de Serviços de Comunicação Áudio-Visual), questionados pelo maior conglomerado de mídia do país, o Grupo Clarín.

Segundo a agência oficial de notícias do país, Télam, a resolução derruba a liminar que protegia o grupo dos artigos relacionados à desconcentração.

O governo, que esperava a decisão judicial para dar início à desconcentração dos demais grupos de comunicação do país, ainda não se pronunciou sobre a resolução.

Aprovada pelo Legislativo do país em 2009, a Lei de Meios prevê uma série de mudanças no uso do espaço radioelétrico do país. Uma das principais resoluções, que não pôde ser aplicada devido aos recursos judiciais promovidos pelo Grupo Clarín, limita o número de licenças de rádio e televisão aberta ou a cabo de cada conglomerado de comunicação.


Brasil 247

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quinta-feira, 15 de novembro de 2012

Somos Cristina. E Dilma!


Estarrecidos, estamos todos vendo a influência nefasta de um grupelho constituído por meia-dúzia de famílias detentoras de veículos de comunicação (mídia golpista) nos destinos do País, inclusive interferindo na atuação do Supremo Tribunal Federal, a instância máxima do Judiciário.

A presidenta Dilma bem que podia seguir o exemplo da aguerrida Cristina Kirchner, presidenta da Argentina, e dar início a uma profunda revolução no sentido da democratização dos meios de comunicação.

Tudo tem o seu tempo, o momento oportuno.

Está na hora, presidenta Dilma. Coragem! 

Vai, Presidenta! A hora é essa!




quarta-feira, 31 de outubro de 2012

Chegou a hora de derrubar a Ditadura Midiática


Eu sou mídia. Graduação em Letras, Mestrado em Jornalismo, acesso à internet, editora de blogs.

Mas não é preciso diploma. Qualquer cidadão pode ser mídia, ou seja, produzir e difundir notícias, informação, opinião, conteúdo.

Todavia, as grandes corporações midiáticas não querem a democratização dos meios de comunicação.

Os ingleses não dizem que "querer é poder". Os ingleses dizem "Saber é Poder" (Knowledge is power). Saber, no sentido de conhecimento, informação.

Já vai longe o Feudalismo. Adentramos o terceiro milênio, vivemos no Mundo Digital, conectado por avançada tecnologia da comunicação. Cidadania Planetária, sem senhores feudais. E sem vassalos.

É preciso, sim, derrubar também a Ditadura Midiática.




GLOBO TEME "EPIDEMIA" DE LEIS DE MÍDIA 
NO CONTINENTE

Jornal Nacional faz editorial contra a "repressão disfarçada de democracia" que estaria ocorrendo na Argentina, onde Congresso aprovou a "Ley de Medios", e que poderia se alastrar, segundo a Globo, como uma epidemia pelo continente; nesta terça-feira, tanto Rui Falcão como José Dirceu defenderam que a democratização dos meios de comunicação entre na agenda do governo federal


247 - Medo. Esta é a palavra que expressa o sentimento das Organizações Globo a respeito de uma eventual discussão sobre a democratização dos meios de comunicação no País. Na noite desta terça-feira, o Jornal Nacional, ancorado por William Bonner, exibiu longa reportagem sobre a "repressão disfarçada de democracia", que estaria ocorrendo na Argentina.

Lá, o governo da presidente Cristina Kirchner conseguiu aprovar uma "Ley de Medios", que, para muitos analistas, irá democratizar os meios de comunicação no País, ao limitar o número máximo de concessões que pode ser detido por grupo econômico. No próximo dia 7 de dezembro, o grupo Clarín, o maior da Argentina, e equivalente à Globo no seu território, terá de se desfazer de parte de suas concessões. Outros acreditam que a nova legislação fora feita sob medida para prejudicar o tradicional grupo argentino de mídia.

Apresentada por Dellis Ortiz, a reportagem da Globo informa que essa "epidemia", que já teria contaminado Venezuela e Equador, pode se "alastrar pelo continente". Em países desenvolvidos, como Estados Unidos e Reino Unido, há limites ao número máximo de concessões.

A reportagem da Globo também abordou um seminário no Uruguai onde se debateu a proteção da "imprensa livre na era da internet". Na lógica defendida pelos grandes grupos de comunicação brasileiros, a internet deve ser controlada e não deve haver qualquer limite para a ação dos conglomerados de mídia.

Ao mesmo tempo em que a Argentina implanta sua lei, no Brasil, Rui Falcão e José Dirceu, do PT, têm defendido que o governo encampe o debate sobre a democratização dos meios de comunicação. Segundo a Globo, na Argentina, o governo Kirchner "pressiona até a suprema corte".

Bom, no Brasil, quem coloca pressão sobre o Supremo Tribunal é a própria Globo. Basta lembrar dos 18 minutos do Jornal Nacional sobre o mensalão às vésperas do segundo turno.

Brasil 247

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sexta-feira, 29 de junho de 2012

"Poderosas" decidem: entra Venezuela, sai Paraguai



Mercosul suspende Paraguai e anuncia adesão 
da Venezuela

Apesar de suspensão até abril, Paraguai não sofrerá sanções econômicas; anfitriã da cúpula, presidenta argentina diz que Venezuela se tornará membro pleno em 31 de julho

Os presidentes do Mercosul anunciaram nesta sexta-feira a suspensão do Paraguai do bloco de comércio até que se celebrem as eleições de abril de 2013, mas sem a imposição de sanções econômicas. As medidas são uma retaliação à destituição, há uma semana, de Fernando Lugo.

Retaliação: América do Sul discute medidas para isolar Paraguai após impeachment

                    Presidentas da Argentina, Cristina Kirchner, e do Brasil, Dilma Rousseff, 
                    são vistas durante cúpula do Mercosul em Mendoza       EFE

"O Mercosul suspende temporariamente o Paraguai até que seja realizado o processo democrático que novamente instale a soberania popular no país", disse Cristina ao encerrar a reunião celebrada na cidade argentina de Mendoza (oeste da Argentina).

Anfitriã do evento, a presidenta da Argentina, Cristina Kirchner, anunciou que a Venezuela se tornará membro pleno do grupo a partir de 31 de julho. A Venezuela, um membro associado do bloco, tentava conseguir o status pleno há anos, mas a iniciativa vinha sendo bloqueada pelos congressistas paraguaios.

"A data e lugar será 31 de julho no Rio de Janeiro, quando a República Bolivariana da Venezuela será incorporada como membro pleno do Mercosul", disse Cristina ao resumir o conteúdo da declaração firmada pelos governantes do bloco.

Ao discursar, a presidenta Dilma Rousseff disse esperar "que a Venezuela formalize a adesão buscada com esforço". Em menção indireta ao Paraguai, Dilma disse que o Mercosul tem "o compromisso democrático" e rejeita "ritos sumários", em uma referência ao rápido impeachment de Lugo. Segundo Dilma, o Mercosul está aberto para a adesão de novos sócios plenos do bloco.

Em Caracas, o presidente da Venezuela, Hugo Chávez, comemorou a decisão e afirmou que o ingresso do país no Mercosul, após sete anos de espera, representa "uma derrota para o imperialismo americano e as burguesias lacaias da região".

Lugo foi cassado em um processo de impeachment relâmpago pelo Congresso do Paraguai após uma reintegração de posse violenta que deixou 17 mortos entre policiais e sem-terra em uma reserva florestal perto da fronteira do Brasil em 15 de junho.

Na avaliação dos presidentes do Mercosul, "a ordem democrática foi quebrada" no Paraguai porque Lugo não teve tempo hábil para sua defesa. "(Mas o grupo) não acredita em sanções econômicas, porque elas não prejudicam os governos. Elas sempre prejudicam a população", disse Cristina.

O Paraguai é um dos países mais pobres da América do Sul e qualquer sanção econômica teria sido desastrosa, já que metade de seu comércio é com os outros membros fundadores do Mercosul - Argentina, Brazil e Uruguai.

O Mercosul proibiu o sucessor de Lugo, o ex-vice-presidente Federico Franco, de participar do encontro. Franco diz que a transição de poder no Paraguai foi feita de acordo com a lei e que a atual proibição de comparecer aos encontros já é punição suficiente.

A princípio, Lugo disse que compareceria à cúpula para apresentar seu caso para os líderes regionais, mas mais tarde mudou de ideia. Depois declarou-se contrário às sanções econômicas, afirmando que só prejudicariam os paraguaios comuns.


Apesar da pequena importância geopolítica do Paraguai, a cassação do mandato de Lugo, cuja presidência foi marcada por um diagnóstico de câncer e vários escândalos de paternidade, mergulhou o país em uma profunda crise política e o tornou uma prioridade para os outros líderes da região.

Adesão da Venezuela

A Venezuela fez seu pedido formal de adesão ao bloco em 2005. O pedido foi analisado pelos Congressos dos quatro países-membros. Apenas o Senado paraguaio ainda não havia aprovado a adesão, sob o argumento, de alguns senadores, de que a Venezuela não respeita os valores democráticos exigidos pelo bloco.

Ironicamente, esse foi o mesmo argumento usado pelos sócios do bloco para suspender o Paraguai após o impeachment de Lugo.

Mais cedo, em Assunção, o presidente Franco lamentou a suspensão temporária do Paraguai do Mercosul e não descartou que o país firme um Tratado de Livre Comércio (TLC) com os EUA. “Ao ser suspenso, o Paraguai está liberado para tomar decisões e faremos o que for melhor para os interesses paraguaios”, disse segundo a imprensa paraguaia.

Quando questionado sobre a possibilidade de “negociar acordos comerciais com EUA, China ou outros países”, o presidente paraguaio respondeu: “É uma possibilidade.”



iG
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domingo, 11 de dezembro de 2011

Cristina e Dilma: mulheres, presidentas e poderosas



A presidenta Dilma Rousseff passou o sábado todo, 10, em Buenos Aires, prestigiando a posse da presidenta Cristina Kirchner, eleita para um segundo mandato na Argentina.


Em seu discurso de posse, um momento de grande emoção para as duas mulheres mais poderosas do Cone Sul: Cristina fez referência à foto recentemente divulgada da jovem guerrilheira Dilma, em interrogatório diante de militares, após sessão de tortura, e ao fato de Dilma ter superado esta etapa e chegado à Presidência da República de um dos países mais importantes do mundo.


                           Presidenta Dilma Rousseff durante cumprimentos à presidenta da
                           Argentina, Cristina Kirchner, na Casa Rosada. 
                           Foto: Roberto Stuckert Filho/PR                                                                                   



Sobre a posse de Cristina, leia mais a seguir.


Cristina Kirchner toma posse para segundo mandato na Argentina

Cristina recebeu a faixa presidencial das mãos da filha, Florencia.
Presidente foi reeleita nas eleições de outubro com 54,11% dos votos.



A presidente argentina, Cristina Kirchner, tomou posse neste sábado (10) para o segundo mandato, até 2015, durante uma cerimônia no Congresso Nacional.

Ao prestar juramento, a presidente argentina recordou o falecido marido e antecessor, Néstor Kirchner (2003-2007), com a frase "Que Deus, a pátria e ele me demandem", caso não cumpra as expectativas do mandato.


Cristina Kirchner chora após receber a faixa presidencial, entre o ex-vice-presidente Julio Cobos (esq) e o atual, Amado Boudou (dir) (Foto: Juan Mabromata/ AFP)

    Cristina Kirchner chora após receber a faixa presidencial, entre o 
      ex-vice presidente Julio Cobos (esq) e o atual, Amado Boudou (dir). 
      Foto: Juan Mabromata/AFP

A presidente, de 58 anos, vestida de luto rigoroso mais de um ano depois da morte de Néstor Kirchner, recebeu a faixa presidencial das mãos da filha Florencia, em meio aos gritos e aplausos dos congressistas e partidários presentes no Congresso.

Os presidentes do Uruguai, José Mujica, e do Paraguai, Fernando Lugo, chegaram neste sábado à capital argentina, onde já estavam seus pares do Brasil, Dilma Rousseff, e da Bolívia, Evo Morales, para a cerimônia de posse.

Cristina Kirchner citou em seu discurso ter visto uma foto da presidente brasileira Dilma Rousseff presa durante a ditadura militar no Brasil. Ela destacou que hoje, Dilma, que há três décadas estava presa, está sentada na cadeira presidencial de um dos países mais importantes do mundo.

Os presidentes da Venezuela, Hugo Chávez; Colômbia, Juan Manuel Santos; Peru, Ollanta Humala; e Equador, Rafael Correa; cancelaram por diferentes motivos suas viagens.

Kirchner, de 58 anos, inicia o mandato com a popularidade em alta, depois de reeleita para mais quatro anos com 54,11% dos votos, no dia 23 de outubro passado.

Um forte esquema de segurança foi montado em torno do Congresso Nacional e das ruas que o separam da histórica Plaza de Mayo, trajeto que a presidente percorreu de carro, depois da cerimônia.

G1


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