Tradutor

Mostrando postagens com marcador Hugo Chávez. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Hugo Chávez. Mostrar todas as postagens

quinta-feira, 7 de março de 2013

Venezuela: de volta à República das Bananas?



"Operação Abafa" correndo solta no bairro da Penha, cidade de São Paulo. Esta Blogueira é vítima de esquema criminoso, QUADRILHA, que comete crimes contra a cidadã há anos, desafia a Lei e o Estado de Direito e põe em risco toda a sociedade.


OPINIÃO


"A Venezuela não vai recuar para o papel de quintal dos Estados Unidos e de poleiro para ditadores corruptos."

"A Venezuela de Chávez se impregnou de cheiro de povo. Os índices de miséria desabaram. Os programas sociais da chamada Revolução Bolivariana foram mais radicais e mais abrangentes do que as versões brasileiras do Fome Zero e do Bolsa Família."

"(...) a Venezuela não é mais vassala do Império. Com Chávez, sem Chávez, não há como voltar atrás. O poder é dos descamisados."




                                                      Foto: Fernando Llano/AP

De volta à República das Bananas? Nem pensar.

Seguro que não.

A Venezuela não vai recuar para o papel de quintal dos Estados Unidos e de poleiro para ditadores corruptos.

Se Chávez teve um mérito, foi esse: a Venezuela se livrou da plutocracia. Os magnatas sem escrúpulos se mudaram para Miami. Ele deu um basta nos governos gringos que tratam a América Latina como se a gente ainda vivesse na guerra fria.

A Venezuela de Chávez se impregnou de cheiro de povo. Os índices de miséria desabaram. Os programas sociais da chamada Revolução Bolivariana foram mais radicais e mais abrangentes do que as versões brasileiras do Fome Zero e do Bolsa Família.

Outra virtude sua foi a coragem pessoal.

Chávez jogou pelas regras da democracia (embora os choramingões da imprensa golpista filiada à SIP quisessem dizer o contrário), mas deu um conteúdo excessivamente personalista a seu governo. Esse foi seu pecado.

Mesmo que o chavismo sobreviva, Chávez há de fazer falta. Governos autocráticos se fundam em líderes e correm o risco de sucumbir junto com eles.

Estão soltando fogos em Miami. O intrigante Roger Noriega deve ter aberto uma champanhe. Em vão.

(Noriega foi o sub-secretário de Estado de George Bush para assuntos do quintal, isto é, da América Latina.

Tramou com o rebotalho da direita um golpe contra o presidente eleito, em 2002. Botou no poder, por 48 horas, o líder dos empresários do atraso. A revista Veja comemorou, na capa. Chávez voltou nos braços do povo. Noriega continuou atuando nos bastidores: boatos, intrigas, subornos e notas plantadas em acadêmicas colunas do Globo e assemelhados).

Mas a Venezuela não é mais vassala do Império. Com Chávez, sem Chávez, não há como voltar atrás. O poder é dos descamisados.


*

quarta-feira, 6 de março de 2013

Chávez: triunfo sobre a amoralidade capitalista


OPINIÃO




HUGO CHÁVEZ

Laerte Braga


Chávez transcende a Venezuela. Transformou seu país em principal
protagonista, ao lado de Cuba, da luta pela independência política e
econômica dos países da América Latina. Governando desde o primeiro momento com o respaldo do voto popular, conseguiu sobrepor-se a um golpe de estado em abril de 2002 a partir da reação do povo venezuelano. Em agosto do mesmo ano, a despeito dos esforços dos Estados Unidos, sob governo Bush, foi confirmado como presidente por maioria absoluta dos eleitores venezuelanos. A legitimidade do referendo foi reconhecida pelo próprio governo norte-americano, principal ator do golpe frustrado.

Rubens Ricúpero substituiu Fernando Henrique Cardoso no Ministério da Fazenda, governo Itamar Franco, logo após a saída do tucano para se candidatar a presidente da República. 1994. Pouco antes de conceder uma entrevista à REDE GLOBO, principal porta-voz da direita brasileira, na manhã de 1º. de abril, a conversa com o apresentador do jornal vaza por antenas parabólicas e Ricúpero acaba renunciando ao Ministério.

“Eu não tenho escrúpulos. Eu acho que é isso mesmo. O que é bom a gente mostra, o que é ruim a gente esconde”. O trêfego ministro referia-se ao Plano Real e à necessidade de usá-lo como instrumento de campanha de FHC. O prenúncio do caráter amoral do que viria a ser o governo de Fernando Henrique.

Rubens Ricúpero é um dos “especialistas” ouvidos pela REDE BANDEIRANTES (extrema-direita) sobre Chávez e a Venezuela pós Chávez. Na edição do BANDNEWS (canal fechado, com acesso de assinantes) o apresentador ouviu também Marcus Vinícius de Freitas e em meio a “especialidades” desses especialistas, disse que o vice-presidente da Venezuela “está tentando levar as pessoas para o lado deles”.

É incrível o despudor da mídia brasileira. A falta de caráter de jornalistas que se prestam ao papel de William Bonner, ou William Waack.

“A supressão da personalidade acompanha fatalmente as condições da existência submetida às normas espetaculares – cada vez mais afastada da possibilidade de conhecer experiências autênticas e, por isso, de descobrir preferências individuais. Paradoxalmente , o indivíduo deve se desdizer sempre se desejar receber dessa sociedade um mínimo de consideração. Essa existência postula uma fidelidade sempre cambiante, uma série de adesões constantemente decepcionantes, a produtos ilusórios. Trata-se de correr atrás da inflação dos sinais depreciados da vida” – Debord, A SOCIEDADE DO ESPETÁCULO, Contraponto, RJ).

O jornalismo robotizado e depreciado, o ser aviltado e transformado em objeto decorado a cores e luzes da mentira.

Segundo o mesmo Debord, só o “tolo e o ignorante” necessitam do especialista. Aquele que conforma a alienação a uma realidade que é diversa, que descaracteriza o ser humano. Ignoram o processo histórico.

Chávez é maior que tudo isso. Deixa um legado, um rastro de coragem e determinação que líderes como Lula jamais tiveram. Aceitaram o jogo dos senhores do mundo enquanto Chávez os enfrentou. Tem a estatura de um Fidel Castro.

“Nesta tribuna onde falo hoje, ontem falou o presidente Bush dos EUA, que eu chamo de El Diablo. Ainda está com cheiro de enxofre”. Num pronunciamento na Assembléia Geral das Nações Unidas.

“Ufa! Que alívio, finalmente o fim de uma praga”. John McCain, senador republicano e candidato presidencial derrotado na primeira eleição de Obama, ao tomar conhecimento da morte de Chávez.

As forças da reação, os “especialistas” que iludem tolos e ignorantes, vão tentar de todas as formas derrotar o chavismo nas eleições presidenciais dentro de 30 dias. Um e outro são maiores.

A Venezuela erradicou o analfabetismo, levou a todos os cidadãos os serviços de saúde pública, começou o processo de construção socialista e tudo isso sob a liderança de Chávez e o apoio popular. Organização popular é o principal instrumento da revolução bolivariana.

Não passarão. O triunfo de Chávez é o triunfo da História. Sua morte o coloca no patamar de Marti, de Bolivar, de tantos outros lutadores do povo na América Latina. O coloca ao lado de Chê.

É por essa e outras razões que Chávez transcende a Venezuela e transcende a si próprio. O triunfo sobre a amoralidade escravagista do capitalismo. É a maior dentre todas as heranças que Chávez deixa.

Y


Yoani Sánchez escreve sobre a morte de Chávez


Em sua coluna no jornal espanhol El País, a ativista, escritora, blogueira e jornalista Yoani Sánchez trata da falta de transparência ao longo da enfermidade e também no falecimento do presidente venezuelano Hugo Chávez.

Yoani fala do "segredo melhor guardado de Cuba", depois da doença que acomete Fidel Castro, e das mentiras e exageros nas informações divulgadas pelos meios oficiais cubanos, lembrando que o povo da Venezuela tem direito a saber agora toda a verdade.












El final de Chávez

Yoani Sánchez / El País


                                                                Imagen tomada de www.lahora.com.ec

Era cuestión de fechas, de elegir un día en el calendario para anunciar lo que ya muchos imaginábamos. La noticia de la muerte de Hugo Chávez se ha producido en la tarde del pasado martes, pero desde hacía meses era predecible su pronto final. Los medios oficiales cubanos habían mantenido la versión de su lenta pero ascendente recuperación, para deslizar sólo en las últimas semanas los detalles de algunas complicaciones. Como un guión bien cuidado fue manejado el asunto, como un guión escrito en la Plaza de la Revolución de La Habana, por dos hermanos a los que el fallecimiento de su discípulo de Miraflores, los ha dejado en una situación muy delicada.

Sin embargo, no han podido demorar más el obituario, pues la información es tan difícil de guardar por estos días, como el agua en el cuenco formado por dos manos. Así que finalmente han encontrado un día para contarle al mundo el secreto mejor guardado de Cuba, sólo comparable en hermetismo con la propia enfermedad de Fidel Castro. Ahora vendrá el duelo, los crespones negros, los panegíricos sobre el difunto, pero también comenzarán a ventilarse las incongruencias entre los partes médicos que se publicaron y el fatal desenlace que ha tenido la situación clínica del Comandante. Las mentiras quedarán más en evidencia, las exageraciones se percibirán más burdas y la verdad le pasará factura a los líderes del chavismo dentro de Venezuela. También a los ancianos dirigentes cubanos les tocará su cuota de responsabilidad por la falta de transparencia con que manejaron la convalecencia de un presidente extranjero tratado en nuestro territorio nacional. Los ciudadanos venezolanos tienen derecho a exigir una explicación de cómo y cuándo fue realmente el deceso de su líder, habrá que ver si Raúl Castro está dispuesto a darla.


Blog Cuba Libre / El País

*

Venezuelanos choram a morte de Hugo Chávez


AMÉRICA LATINA


Crianças, jovens, adultos, idosos... a comoção tomou conta dos venezuelanos, com a notícia do falecimento de Hugo Chávez, líder da República Bolivariana da Venezuela.












Imagens/Facebook

*

Presidenta Dilma lamenta morte de Hugo Chávez


NOTA OFICIAL










O governo brasileiro tomou conhecimento, com grande pesar, da morte do Presidente Hugo Chávez.

As transformações econômicas, sociais e políticas que Chávez conduziu, nos últimos 14 anos, na Venezuela, fizeram desse grande líder a mais importante referência da história daquele país e o projetaram em toda a América Latina e Caribe.

Hugo Chávez contribuiu para o fortalecimento do nosso continente, sendo responsável pela constituição da Unasul e da Celac.

O governo e o povo brasileiros perdem um grande amigo, cuja coragem, generosidade e calor humano irmanaram Venezuela e Brasil como nunca antes em nossas histórias.

Hugo Chávez viverá na memória de venezuelanos, brasileiros e latino-americanos e será uma eterna referência para toda a América Latina.



Dilma Rousseff
Presidenta da República Federativa do Brasil


terça-feira, 5 de março de 2013

Morre Hugo Chávez


Pátria, tua é minha vida
Tua é minha alma.

Viva a República Bolivariana da Venezuela!




Chávez e a Constituição



"Chávez, Coração do Povo"



Último pronunciamento/dezembro de 2012


mmm

segunda-feira, 28 de janeiro de 2013

O "jornalismo de esgoto" e a foto falsa de Chávez


OPINIÃO

"Na capa do 'El País' vi uma foto que, na verdade, não é uma foto. É uma canalhice". (...) "Imprensa canalha. Não há outro adjetivo. É igual em todos os lugares, o 'El País' em Madri, o 'The Sun' em Londres, envolvido em escândalos de corrupção e quem sabe outras coisas mais. Aqui [Argentina] é o 'Clarín'. Sobre isso não faltam adjetivos, sobram e são bastante conhecidos".

                                            Cristina Kirchner, presidenta da Argentina




O retrato de uma imprensa canalha

LULA MIRANDA


Cabe uma pergunta: se fosse Barack Obama o chefe de Estado na mesa de cirurgia, eles publicariam a foto? Se fosse Bush? E se fosse FHC, os jornais brasileiros publicariam? Se fosse Lula, provavelmente.

O jornal El País estampou, com destaque e espalhafato, em sua primeira página, a fotografia de um homem entubado numa mesa de cirurgia, que supostamente seria o presidente da Venezuela, Hugo Chávez. O homem da foto não era Chávez. O jornal cometeu uma das barrigas mais infames da história do jornalismo. Mas isso é de menor relevância. O essencial nessa questão é a grave violação da ética do jornalismo e o desrespeito aos direitos humanos perpetrados pelo jornal. Esse aspecto, curiosamente, ninguém aborda ou comenta.

O homem retratado na foto, em um momento íntimo e de máxima fragilidade, não era Chávez. E se fosse? Estaria assim justificada a publicação da foto? É justificável exibir um ser humano daquela maneira, estampado numa foto gigantesca na primeira página de um grande jornal? Só para se vender algumas centenas de milhares de jornais? Não, não é. E o editor do jornal e seus donos sabem disso, mas compram e publicam esse tipo de foto e manchete sensacionalista por motivos que não têm nada a ver com o bom jornalismo.

A presidenta Argentina, Cristina Kirchner, reagiu com indignação e mandou pelo Twitter: “Na capa do 'El País' vi uma foto que, na verdade, não é uma foto. É uma canalhice”. E disse mais: "Imprensa canalha. Não há outro adjetivo. É igual em todos os lugares, o 'El País' em Madri, o 'The Sun' em Londres, envolvido em escândalos de corrupção e quem sabe outras coisas mais. Aqui [Argentina] é o 'Clarín'. Sobre isso não faltam adjetivos, sobram e são bastante conhecidos".

A presidenta está correta: isso ocorre “em todos os lugares”. Mas não deveria. Ocorre aqui no Brasil também. Lembro-lhes o episódio da publicação de uma ficha falsa da presidenta Dilma Rousseff pelo jornal Folha de S. Paulo.

Por isso que se deve discutir uma Lei de Meios, uma legislação para a regulação da mídia, estabelecer um código mínimo de ética, e o que pode e o que não pode ser publicado (não confundir com censura), para assim proteger o cidadão comum do poder esmagador da mídia. Pois se fazem isso com um chefe de Estado, imagine o que não fariam com você, prezado leitor?

Cabe uma pergunta: se fosse Barack Obama o chefe de Estado na mesa de cirurgia, eles publicariam a foto? Se fosse Bush? E se fosse FHC, os jornais brasileiros publicariam? Se fosse Lula, provavelmente. Donde podemos depreender que uns são mais humanos que outros, uns merecem mais respeito do que outros. Não é exatamente esse modelo de sociedade que desejamos para “nosotros” – não é mesmo?

A presidenta da Argentina disse ainda mais: "Como será a pessoa que montou a foto? Será que ela anda pelas ruas de Madri junto com homens e mulheres normais? E será que o editor escreve editoriais sobre ética, moral e bons costumes e aponta com o dedo sua próxima vítima?". Kirchner na verdade queria, provavelmente, se referir ao editor que autorizou a publicação da foto e aos chamados “barões da mídia”. Mas esses, sabe-se, definitivamente não podem ser considerados “pessoas normais”. Não podem.


Brasil 247

Destaques do ABC!

*

sexta-feira, 11 de janeiro de 2013

Venezuela: sem Chávez, com Chávez


Milhares de cidadãos foram ontem às ruas em várias cidades da Venezuela, para defender a Revolução Bolivariana e promover a "posse simbólica" do presidente Hugo Chávez, que se encontra internado em Cuba para tratamento de um câncer.

Todos Somos Chávez!

                                                                                                                                        Foto: AP


Dezenas de milhares marcam posse simbólica de Chávez nas ruas de Caracas


Reunida do lado de fora do Palácio Miraflores, multidão gritou "Todos somos Chávez", no que pode ser o primeiro capítulo de movimento chavista sem a presença do líder venezuelano

Nada até agora havia mostrado de forma tão clara quanto Hugo Chávez se agarra ao poder quanto sua ausência em sua própria cerimônia de posse nesta quinta-feira. A Venezuela reuniu aliados do exterior e dezenas de milhares de partidários para celebrar o início do quarto mandato do presidente venezuelano, que está muito doente em Cuba para poder voltar para casa e fazer o juramento ao cargo.


Partidário do presidente da Venezuela, Hugo Chávez, segura 
faixa com seu retrato durante manifestação em Caracas  AP

De muitas formas, pareceu o tipo de comício que o líder protagonizou várias vezes durante seus 14 anos no poder. A face do presidente apareceu em camisetas, placas e faixas. Partidários fervorosos dançaram e cantaram as músicas que saíam de caixas de som posicionadas em caminhões. Quase todos vestiram vermelho, a cor do movimento da Revolução Bolivariana.

Mas, dessa vez, não havia nenhum Chávez no balcão no Palácio de Miraflores.

Essa foi a primeira vez na história da Venezuela que um presidente perdeu sua posse, disse o historiador Elias Pino Iturrieta. Em relação à simbólica manifestação de rua, Pino afirmou: "Talvez esse seja o primeiro capítulo do que eles chamam de Chavismo sem Chávez."

Apesar disso, muitos na multidão do lado de fora do palácio presidencial insistiram que Chávez ainda estava presente em seus corações, testemunhando seu sucesso em forjar um forte senso de identidade com milhões de venezuelanos pobres.

A multidão gritou: "Todos somos Chávez!" Alguns usaram recortes de papel da amarela, azul e vermelha faixa presidencial para mostrar que simbolicamente assumiam o cargo eles mesmos, no lugar de Chávez.

"Um período histórico desta segunda década do século 21 está começando, com nosso comandante na liderança", disse o vice-presidente Nicolás Maduro , apontado por Chávez como seu sucessor.

O líder venezuelano, normalmente no centro da atenção nacional, está tão doente depois de sua quarta cirurgia relativa a um câncer que não fez nenhuma declaração televisiva em mais de um mês e não apareceu em uma única foto. Autoridades não especificaram que tipo de câncer ele tem ou em qual hospital é tratado.

Ainda assim, a oposição, que se recupera de duas derrotas eleitorais, parece impotente para efetivamente desafiá-lo, e críticos veem sua impotência na batalha sobre a posse como um exemplo de quanto o presidente pode ignorar a Constituição.

Apesar das alegações da oposição de que a Constituição exige uma posse em 10 de janeiro, a Assembleia Nacional chavista prorrogou a cerimônia, e a Suprema Corte endossou essa decisão na quarta, dizendo que ele poderia assumir o quarto mandato perante essa corte em uma outra data.

A parlamentar opositora Maria Corina Machado classificou essas medidas de "um golpe bem planejado contra a Constituição venezuelana" e ecoou as suspeitas de outros críticos de que aliados estrangeiros estão influenciando eventos no país: "Isso tem sido dirigido de Cuba, por cubanos", disse.


Pôster do presidente da Venezuela, Hugo Chávez, anexado 
à imagem de Jesus, é visto durante manifestação do lado 
de fora do Palácio de Miraflores em Caracas   Reuters

Líderes da oposição convocaram protestos para 23 de janeiro, o aniversário da última ditadura do país em 1958. Mas não está claro quanto apoio as reclamações da oposição podem atrair em meio a um jorro de simpatia pública pelo líder doente, e com vizinhos latino-americanos apoiando a posição do governo ou relutantes em se intrometer nas questões domésticas do país.

O governo convidou líderes estrangeiros para acrescentar um peso político ao evento desta quinta. Os presidentes do Uruguai, Jose Mujica, da Bolívia, Evo Morales, e da Nicarágua, Daniel Ortega, compareceram.

Muitos disseram que mantinham a esperança de que o presidente possa voltar eventualmente vivo para a Venezuela, embora reconheçam que parece que ele enfrenta uma batalha difícil. "Viemos para mostrar apoio, para que ele saiba que sua nação está com ele", disse Anny Marquez, uma secretária e voluntária de uma milícia civil que Chávez montou em anos recentes. "Estamos com ele nos momentos bons ou ruins."

Mas enquanto alguns projetaram a confiança na resiliência do movimento socialista, alguns reconheceram a possibilidade de mudanças futuras. "Infelizmente Chávez não pode estar conosco hoje", disse o professor Marcelo Villegas. "Mas nós, o povo, representamos Chávez. Ele é e sempre será nosso líder."

Portal IG, com adaptações


*


sexta-feira, 29 de junho de 2012

"Poderosas" decidem: entra Venezuela, sai Paraguai



Mercosul suspende Paraguai e anuncia adesão 
da Venezuela

Apesar de suspensão até abril, Paraguai não sofrerá sanções econômicas; anfitriã da cúpula, presidenta argentina diz que Venezuela se tornará membro pleno em 31 de julho

Os presidentes do Mercosul anunciaram nesta sexta-feira a suspensão do Paraguai do bloco de comércio até que se celebrem as eleições de abril de 2013, mas sem a imposição de sanções econômicas. As medidas são uma retaliação à destituição, há uma semana, de Fernando Lugo.

Retaliação: América do Sul discute medidas para isolar Paraguai após impeachment

                    Presidentas da Argentina, Cristina Kirchner, e do Brasil, Dilma Rousseff, 
                    são vistas durante cúpula do Mercosul em Mendoza       EFE

"O Mercosul suspende temporariamente o Paraguai até que seja realizado o processo democrático que novamente instale a soberania popular no país", disse Cristina ao encerrar a reunião celebrada na cidade argentina de Mendoza (oeste da Argentina).

Anfitriã do evento, a presidenta da Argentina, Cristina Kirchner, anunciou que a Venezuela se tornará membro pleno do grupo a partir de 31 de julho. A Venezuela, um membro associado do bloco, tentava conseguir o status pleno há anos, mas a iniciativa vinha sendo bloqueada pelos congressistas paraguaios.

"A data e lugar será 31 de julho no Rio de Janeiro, quando a República Bolivariana da Venezuela será incorporada como membro pleno do Mercosul", disse Cristina ao resumir o conteúdo da declaração firmada pelos governantes do bloco.

Ao discursar, a presidenta Dilma Rousseff disse esperar "que a Venezuela formalize a adesão buscada com esforço". Em menção indireta ao Paraguai, Dilma disse que o Mercosul tem "o compromisso democrático" e rejeita "ritos sumários", em uma referência ao rápido impeachment de Lugo. Segundo Dilma, o Mercosul está aberto para a adesão de novos sócios plenos do bloco.

Em Caracas, o presidente da Venezuela, Hugo Chávez, comemorou a decisão e afirmou que o ingresso do país no Mercosul, após sete anos de espera, representa "uma derrota para o imperialismo americano e as burguesias lacaias da região".

Lugo foi cassado em um processo de impeachment relâmpago pelo Congresso do Paraguai após uma reintegração de posse violenta que deixou 17 mortos entre policiais e sem-terra em uma reserva florestal perto da fronteira do Brasil em 15 de junho.

Na avaliação dos presidentes do Mercosul, "a ordem democrática foi quebrada" no Paraguai porque Lugo não teve tempo hábil para sua defesa. "(Mas o grupo) não acredita em sanções econômicas, porque elas não prejudicam os governos. Elas sempre prejudicam a população", disse Cristina.

O Paraguai é um dos países mais pobres da América do Sul e qualquer sanção econômica teria sido desastrosa, já que metade de seu comércio é com os outros membros fundadores do Mercosul - Argentina, Brazil e Uruguai.

O Mercosul proibiu o sucessor de Lugo, o ex-vice-presidente Federico Franco, de participar do encontro. Franco diz que a transição de poder no Paraguai foi feita de acordo com a lei e que a atual proibição de comparecer aos encontros já é punição suficiente.

A princípio, Lugo disse que compareceria à cúpula para apresentar seu caso para os líderes regionais, mas mais tarde mudou de ideia. Depois declarou-se contrário às sanções econômicas, afirmando que só prejudicariam os paraguaios comuns.


Apesar da pequena importância geopolítica do Paraguai, a cassação do mandato de Lugo, cuja presidência foi marcada por um diagnóstico de câncer e vários escândalos de paternidade, mergulhou o país em uma profunda crise política e o tornou uma prioridade para os outros líderes da região.

Adesão da Venezuela

A Venezuela fez seu pedido formal de adesão ao bloco em 2005. O pedido foi analisado pelos Congressos dos quatro países-membros. Apenas o Senado paraguaio ainda não havia aprovado a adesão, sob o argumento, de alguns senadores, de que a Venezuela não respeita os valores democráticos exigidos pelo bloco.

Ironicamente, esse foi o mesmo argumento usado pelos sócios do bloco para suspender o Paraguai após o impeachment de Lugo.

Mais cedo, em Assunção, o presidente Franco lamentou a suspensão temporária do Paraguai do Mercosul e não descartou que o país firme um Tratado de Livre Comércio (TLC) com os EUA. “Ao ser suspenso, o Paraguai está liberado para tomar decisões e faremos o que for melhor para os interesses paraguaios”, disse segundo a imprensa paraguaia.

Quando questionado sobre a possibilidade de “negociar acordos comerciais com EUA, China ou outros países”, o presidente paraguaio respondeu: “É uma possibilidade.”



iG
*

domingo, 30 de outubro de 2011

"Lula, irmão, viveremos e venceremos!"



Os internautas que quiserem mandar mensagens de apoio, carinho e solidariedade ao companheiro Lula, escrevam para o email criado especialmente para isso pelo Instituto Cidadania:


                                  saudelula@icidadania.org




Do G1: 


Hugo Chávez manifesta esperança na 
recuperação do 'irmão' Lula


Ex-presidente foi diagnosticado com câncer na laringe no sábado (29).
Chefe de Estado da Venezuela também descobriu câncer em junho.

Da France Press

Mesmo com o tratamento, Chávez mantém as atividades e falou em público na última quarta-feira (14) (Foto: Leo Ramírez / AFP)Mesmo com tratamento contra o câncer, Hugo
Chávez manteve as atividades de presidente
(Foto: Leo Ramírez / AFP)
O presidente venezuelano Hugo Chávez manifestou esperança neste domingo (30) pela recuperação do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que foi diagnosticado com câncer na laringe. Chávez prometeu retribuir a atenção recebida durante seu tratamento contra a doença.


“Em nome de todo o povo venezuelano e com base na experiência que vivi ao ter enfrentado uma situação similar, quero expressar, da irmandade que nos une ao companheiro Lula, meu profundo desejo de que o tratamento ao qual se submeterá nas próximas semanas permita sua pronta recuperação”, afirma Chávez em um comunicado.


“Sabe Lula que estarei atento ao desenvolvimento de todo seu processo, como ele tem estado junto a mim na circunstância que tenho vivido e que estou superando", completa a nota de Chávez, que foi operado de um tumor maligno em Cuba. “Lula, irmão, viveremos e venceremos!”, acrescentou.


Chávez, de 57 anos, nunca revelou a localização exata de seu câncer. Ele alega, quatro meses depois da descoberta da doença, que está recuperado.


O hospital Sírio-Libanês informou na manhã de sábado (29) que o ex-presidente, de 66 anos, será submetido a um processo de quimioterapia para tratamento de um tumor na laringe. Segundo nota do hospital, exames realizados por Lula, em São Paulo, identificaram a doença.


G1

sexta-feira, 23 de setembro de 2011

Declaração de Independência da Palestina

Carta do Presidente da Venezuela, Hugo Chávez, ao Secretário Geral das Nações Unidas




Miraflores, 17 de septiembre de 2011

Sua Excelência

Ban Ki-Moon

Secretário Geral

Organização das Nações Unidas

Senhor Secretário Geral:

Distintos representantes dos povos do mundo:

Dirijo estas palavras à Assembléia Geral da Organização das Nações Unidas, a este grande fórum onde estão representados todos os povos da terra, para ratificar, neste dia e neste cenário, o total apoio da Venezuela ao reconhecimento do Estado Palestino: ao direito da Palestina de converter-se em um país livre, soberano e independente. Trata-se de um ato de justiça histórico com um povo que leva em si, desde sempre, toda a dor e o sofrimento do mundo.

O grande filósofo francês Gilles Deleuze, em seu memorável escrito: A grandeza de Arafat, diz com acento da verdade: A causa palestina é antes de tudo o conjunto de injustiças que este povo tem padecido e continua padecendo. E também é, me atrevo a agregar, uma permanente e inquebrantável vontade de resistência que já está inscrita na memória heróica da condição humana. Vontade de resistência que nasce do mais profundo amor pela terra. Mahmud Daewish, voz infinita da Palestina possível, nos fala a partir do sentimento e da consciência deste amor: “Não necessitamos a recordação/porque em nós está o Monte Carmelo/ e em nossas pálpebras está a erva da Galiléia. Não digas: se corrêssemos até meu país como o rio!/Não o digas!/Porque estamos na carne de nosso país/ e ele está em nós”.

Contra quem sustenta falazmente que o ocorrido ao povo palestino não é um genocídio, o mesmo Deleuze sustenta com implacável lucidez: “Em todos os casos se trata de fazer como se o povo palestino não somente não pudesse existir, senão que jamais tenha existido. É como dizer, o grau zero de genocídio: decretar que um povo não existe, negar-lhe o direito à existência”.


A propósito, quanta razão tem o grande escritor espanhol Juan Goytisolo quando afirma contundentemente: “A promessa bíblica da terra da Judéia e Samaria às tribos de Israel não é um contrato de propriedade avaliado diante de um cartório que autoriza a expropriar de seu solo aqueles que nasceram e vivem nele. Por isso mesmo, a resolução do conflito do Oriente Médio passa, necessariamente, por fazer justiça ao povo palestino, este é o único caminho para conquistar a paz”.

Dói e indigna que aqueles que padeceram um dos piores genocídios da história se tenham convertido em verdugos do povo palestino: dói e indigna que a herança do Holocausto seja a Nakba. E indigna, a secas, que o sionismo siga fazendo uso da chantagem do anti-semitismo contra aqueles que se opõem a seus atropelos e a seus crimes. Israel tem instrumentalizado e instrumentaliza, descaradamente e com vileza, a memória das vítimas. E o faz para atuar, com total impunidade, contra a Palestina. Ademais, não é ocioso precisar que o anti-semitismo é uma miséria ocidental, européia, da qual participam os árabes. Não esqueçamos, ademais, que é o povo semita palestino aquele que padece a limpeza étnica praticada pelo estado colonialista israelense.

Quero que se me entenda: uma coisa é rechaçar o anti-semitismo, e outra muito diferente aceitar passivamente que a barbárie sionista lhe imponha um regime de apartheid ao povo palestino. Desde um ponto de vista ético, quem rechaça o primeiro tem que condenar ao segundo.

Uma digressão necessária: é francamente abusivo confundir sionismo com judaísmo; não poucas vozes intelectuais judaicas, como as de Albert Einstein e Erich Fromm, se encarregaram de nos recordar através do tempo. E, hoje por hoje, é cada vez mais numerosa a cidadania consciente que, no próprio Israel, se opõem abertamente ao sionismo e suas práticas terroristas e criminosas.

Há que dizê-lo com todas suas letras: o sionismo, como visão do mundo, é absolutamente racista. Estas palavras de Golda Meir, em seu aterrador cinismo, são prova incontestável: “Como vamos devolver os territórios ocupados? Não há ninguém a quem devolvê-los. Não há tal coisa chamada palestinos. Não é como se pensa que existia um povo chamado palestino, que se considera ele mesmo como palestino e que nós chegamos, os expulsamos e nos apropriamos de seu país. Eles não existiam”.

Necessário é fazer memória: desde o final do século XIX, o sionismo planejou o regresso do povo judeu à Palestina e a criação de um Estado nacional próprio. Este planejamento era funcional ao colonialismo francês e britânico, como o seria depois ao imperialismo yanqui. O ocidente alentou e apoiou, desde sempre, a ocupação sionista da Palestina pela via militar.

Leia-se e releia-se esse documento que se conhece historicamente como Declaração de Balfour do ano de 1917: o Governo britânico se arrogava a jurisdição de prometer aos judeus um lugar nacional na Palestina, desconhecendo deliberadamente a presença e a vontade de seus habitantes. Há de assinalar que na Terra Santa conviveram em paz, durante séculos, cristãos e muçulmanos, até que o sionismo começou a reivindicá-la como de sua inteira e exclusiva propriedade.

Recordemos que, desde a segunda década do século XX, o sionismo, aproveitando a ocupação colonial britânica da Palestina, começou a desenvolver seu projeto expansionista. Ao concluir a Segunda Guerra Mundial, se exacerbaria a tragédia do povo palestino, consumando-se a expulsão de seu território e, ao mesmo tempo, da história. Em 1947 a detestável e ilegal resolução 181 das Nações Unidas recomenda a divisão da Palestina em um Estado judeu, um Estado árabe e uma zona sob controle internacional (Jerusalém e Belém). Concedeu-se, observe-se que descaramento, 56% do território ao sionismo para a constituição de seu Estado. De fato, esta resolução violava o direito internacional e desconhecia flagrantemente a vontade das grandes maiorias árabes: o direito de autodeterminação dos povos se convertia em letra morta.

Desde 1948 até hoje o Estado sionista tem prosseguido com sua criminosa estratégia contra o povo palestino. Para isso tem contado sempre com um aliado incondicional: os Estados Unidos da América do Norte. E esta incondicionalidade se demonstra através de um fato bem concreto: é Israel quem orienta e fixa a política internacional estadunidense para o Oriente Médio. Com toda razão Edward Said, essa grande consciência palestina e universal, sustenta que qualquer acordo de paz que se construa sobre a aliança com os EUA será uma aliança que confirma o poder do sionismo, mais que confrontá-lo.

Agora bem: contra o que Israel e os Estados Unidos pretendem fazer crer ao mundo, através das transnacionais da comunicação, o que aconteceu e segue acontecendo na Palestina, digamo-lo com Said, não é um conflito religioso: é um conflito político, de cunho colonial e imperialista; não é um conflito milenar senão contemporâneo; não é um conflito que nasceu no Oriente Médio, senão na Europa.

Qual era e qual segue sendo o miolo do conflito? Privilegia-se a discussão e consideração da segurança de Israel, e para nada a segurança da Palestina. Assim pode corroborar-se na história recente: basta recordar o novo episódio genocida desencadeado por Israel através da operação “Chumbo Fundido” em Gaza.



A segurança da Palestina não pode se reduzir ao simples reconhecimento de um limitado autogoverno e autocontrole policialesco em seus “encraves” da ribeira ocidental do Jordão e na Faixa de Gaza, deixando por fora não só a criação do Estado Palestino, sobre as fronteiras anteriores a 1967 e com Jerusalém oriental como sua capital, os direitos de suas nações e sua autodeterminação como povo, senão, também, a compensação e consequente retorno à Pátria de 50% de sua população palestina que se encontra dispersa pelo mundo inteiro, tal e como o estabelece a resolução 194.

É incrível que um país (Israel) que deve sua existência a uma resolução da Assembleia Geral possa ser tão desdenhoso das resoluções que emanam das Nações Unidas, denunciava o padre Miguel D`Escoto quando pedia o fim do massacre contra o povo de Gaza, aos finais de 2008 e princípios de 2009.

Senhor Secretário Geral e distintos representantes dos povos do mundo:

É impossível ignorar a crise das Nações Unidas. Diante desta mesma Assembleia Geral sustentamos, no ano de 2005, que o modelo das Nações Unidas se havia esgotado. O fato de que se tenha postergado o debate sobre a questão palestina, e que se esteja sabotando abertamente, é uma nova confirmação disso.

Há vários dias, Washington vem manifestando que vetará no Conselho de Segurança o que será a resolução majoritária da Assembleia Geral: o reconhecimento da Palestina como membro pleno da ONU. Junto às Nações irmãs que formam a Aliança Bolivariana para os Povos de Nossa América (ALBA), na Declaração de reconhecimento do Estado Palestino, temos deplorado, desde já, que tão justa aspiração possa ser bloqueada por esta via. Como sabemos, o império, neste e em outros casos, pretende impor um duplo standard no cenário mundial: é a dupla moral yanque que viola o direito internacional na Líbia, porém permite que Israel faça o que lhe dá na gana, convertendo-se assim no principal cúmplice do genocídio palestino em mãos da barbárie sionista. Recordemos umas palavras de Said que colocam o dedo na ferida: “Devido aos interesses de Israel nos Estados Unidos, a política deste país em torno do Oriente Médio é, portanto, israelocêntrica."

Quero finalizar com a voz de Mahmud Darwish em seu memorável poema "Sobre esta terra": “Sobre esta terra há algo que merece viver: sobre esta terra está a senhora de terra, a mãe dos começos, a mão dos finais. Se chamava Palestina. Continua chamando Palestina. Senhora: eu mereço, porque tu és minha dama, eu mereço viver”.

Seguirá chamando Palestina: A Palestina viverá e vencerá! Longa vida a Palestina livre, soberana e independente!

Hugo Chávez Frías

Presidente de la República Bolivariana de Venezuela

Tradução e Nota: Vera Vassouras

Nota – Pobre humano. É uma assembleia de bárbaros e pseudo-nações escravas que há muito abandonaram a soberania ao custo de milhões de vidas, destruição da natureza e negócios de guerra. Uma assembleia de lacaios que se permitem calar com um veto monárquico de quatro ou cinco países. Qualquer um deles, vetando a resolução da “maioria”, impedirá que os palestinos sejam resgatados dos fornos crematórios de Israel. A Assembleia Geral da ONU é a farsa mais deprimente que o Ocidente já estruturou. Suas bases são a cegueira de uns, a alma de lacaios de outros e a voracidade de meia dúzia de bárbaros que resolverão todas as controvérsias com ameaças militares, nucleares e econômicas, pois com a globalização do roubo, criou-se uma teia de comandos que mantém sob suas garras presidentes, políticos, empresários e igrejas.

E, aproveitando a memória de Chávez, sabe-se que na Inglaterra existe uma lenda de que “todos os ingleses são descendentes da tribo do rei David”, os ancestrais da realeza britânica. A mesma realeza que pratica genocídio secularmente e impunemente e que, não obstante, mantém em suas escolas a prática obrigatória de aulas de arco e flecha. Ao exterminar os gentios, roubam-lhe a cultura. Ao exterminar os palestinos, colocam sob seu comando o “deus de Israel”, o faminto, o troglodita, o sanguinário, o bajulador, o mentiroso, o profano, o falsificador, o exterminador de consciências.

Enquanto os bárbaros se reúnem e discutem se os palestinos existiram, existem ou se poderão existir, Israel continua experimentando novas armas contra o povo. Na Palestina, na Síria, na Líbia, na Somália e onde mais existir minérios, água e petróleo, com o objetivo de manter a “ordem e o progresso” de meia dúzia de famílias e seus milhares de agregados. Aqui, ali, acolá e, para não esquecer quem manda: nos céus, inclusive, o planeta deve ser mantido como um inferno para milhões de criaturas, em nome de Deus, de Jeová ou de Allah, todos democráticos, todos capitalistas, todos símios travestidos de humanos, criados à sua semelhança. Uma lástima para a inteligência que afirmam possuir os denominados seres humanos. Uma psicose coletiva. Uma degenerescência. Uma cegueira coletiva para a qual, aparentemente, não há remédio que se invente, pois não há consciência da histeria e, portanto, não há desejo de cura. Todos por Israel e Israel contra todos. Em nome do pai, do filho e do espírito santo. Assim seja??? Veremos.