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segunda-feira, 19 de novembro de 2012

A barbárie na Palestina


Fósforo branco: crianças palestinas são queimadas vivas por Israel em Gaza

Conflito: As Crianças de Gaza e as Bombas de Fósforo Branco

Criança palestina vítima de fósforo branco. 
Foto: divulgação

As crianças são as maiores vítimas do ataque com bombas de fósforo branco, na faixa de Gaza.O fósforo branco é usado regularmente para a fabricação de fogos de artifício e bombas de fumaça para camuflar movimentos de tropas, em operações militares. A sua utilização como componente de armas químicas é proibida pelas Convenções de Genebra e especialmente pela Convenção sobre Armas Químicas, reafirmando os termos do Protocolo de Genebra de 1925, que proíbe o uso de armas químicas e biológicas.

Bombas, munição de artilharia e morteiros, quando contêm fósforo, explodem em flocos inflamáveis, mediante impacto. São artefatos incendiários e causam queimaduras terríveis, podendo mesmo ser letais. É legal o uso de fósforo branco como componente de foguetes de iluminação e bombas de fumaça, e a Convenção sobre Armas Químicas (CWC) não o inclui na lista de armas químicas. O fósforo foi usado pelos exércitos desde a Primeira Guerra Mundial. Durante a Segunda Guerra, na Guerra do Vietnam e recentemente por Israel na Operação Chumbo Fundido. Os Estados Unidos e a Grã-Bretanha também já utilizaram munições com fósforo.

Bombas de fósforo branco lançadas por Israel. 

Nas últimas décadas, porém, a tendência é o banimento do seu uso, contra qualquer alvo, civil ou militar, em razão dos severos danos causados pela substância, e os especialistas acreditam que o fósforo deveria ser mesmo incluído entre as armas químicas, pois queima e ataca o sistema respiratório.Uma exposição prolongada, sob qualquer forma, pode ser fatal.


Bombas de fósforo branco lançadas por Israel. 

Segundo a GlobalSecurity.org, citada pelo The Guardian, “Fósforo branco resulta em lesões dolorosas por queimadura química”. Partículas incandescentes de fósforo branco, resultantes da explosão inicial de uma bomba de fósforo, podem produzir extensas, dolorosas e profundas queimaduras (de segundo e terceiro graus). Queimaduras por fósforo carregam um maior risco de mortalidade do que outras formas de queimaduras devido à absorção de fósforo pelo organismo, através da área queimada, resultando em danos ao fígado, coração, rins e, em alguns casos, falência múltipla de órgãos.

Além disso, essas armas são particularmente insidiosas porque o fósforo branco continua a queimar, a não ser em ambiente privado de oxigênio, até que seja completamente consumido, de forma que as pessoas atingidas, ainda que mergulhem na água, continuarão a queimar ao emergirem para respirar.

Efeitos do fósforo branco em criança palestina. 

Durante a incursão israelita na Faixa de Gaza em dez 2008 a jan 2009, grupos humanitários estimam que cerca de 1.000 crianças foram feridas e 300 foram mortas.

A realidade das crianças palestinas de hoje está em ver seus pais e seus irmãos sendo mortos, suas casas sendo derrubadas, suas escolas bombardeadas.

O fósforo branco não para de queimar mesmo após 
atingida a pele.

Para piorar, Israel impõe um bloqueio econômico sobre a nação, gerando mais desespero e miséria para os palestinos.

Diante desse cenário absurdo, muitas crianças deixam de fazer o que faz a maioria das crianças: sonhar.

Pragmatismo Político

Brasil que eu quero

*

Dilma se levanta contra a barbárie na Palestina


Presidenta Dilma Rousseff assume seu papel de líder mundial e pede um "Basta!" na barbárie contra o povo palestino.

Todos estamos perplexos e indignados.

É inominável esta selvageria contra seres indefesos.

Estamos de luto.





domingo, 18 de novembro de 2012

Palestina: Estamos Todos Indignados!



                                        Israel: Estado Terrorista!



ÓDIO E NEGÓCIOS


Laerte Braga

Estão juntos na barbárie nazi/sionista contra palestinos. O ódio bíblico da presunção de superioridade racial, de missão divina, os “negócios”, nos saques e na pirataria contra vidas e riquezas palestinas. Pior. Esse ódio e esses “negócios” se espalham pelo mundo no cinismo que caracteriza os sucessores de Hitler.

“Vamos levar Gaza de volta à Idade Média”. Foi a declaração de um dos ministros do gabinete terrorista de Tel Aviv. Ficou estampada em todos os jornais do mundo. Não havia como esconder. Os vídeos e fotos de corpos de crianças, mulheres, idosos mortos na insanidade fingida, na falsa indignação de quem ocupa terras alheias são universais e se incorporam à História da crueldade em todos os tempos.

Os ataques de Israel contra Gaza são crime de genocídio e têm o apoio de nações como os Estados Unidos e sua principal colônia na União Européia, a Grã-Bretanha. O sangue de palestinos corre por todo o mundo despertando a revolta de seres humanos que ainda se mantêm como tal.

Os corpos estendidos, os olhares aflitos, a dor, a revolta, são da incompreensão de tanto ódio, de tantos “negócios”.


O governo terrorista de Israel se apropriou de terras e águas palestinas. No caso da água, uma empresa sionista explora o bem em terras palestinas e cobra o dobro de palestinos. São ladrões contumazes ao longo da história. E curiosamente o Alcorão proíbe a cobrança de juros. É uma diferença abissal entre o ódio e os “negócios” e simplicidade de pastores de ovelhas, agricultores expulsos de suas terras, cercados por um muro e atemorizados por batalhões de homens bestas, ou bestas-feras armados até os dentes e sem o menor brilho humano nos olhos.

Em Gaza os palestinos vivem da produção de flores e frutas, entre outras atividades primárias, mas ricos em sua essência. As flores estão sendo mortas e não estão “vencendo canhões”.




Parar com esse horror? Basta que os chamados grandes queiram fazê-lo. Israel deixou de ser um direito de um povo – a despeito dos protestos de judeus em todo o mundo contra o seu governo – para se transformar naquilo que Einstein, ainda no final da década de 40 e início da década de 50, previa. Criminosos no governo.

É uma falácia a afirmação que foguetes do Hamas atingem Jerusalém. São rojões perto do arsenal químico (fósforo branco) e nuclear dos terroristas de Tel Aviv. Ou de Treblinka, difícil dizer a diferença.

É inexplicável o silêncio de governos do Egito, da Jordânia, dos países muçulmanos diante do massacre inaceitável. É um silêncio que soa como punhalada.

Nicolas Sarkozi quando presidente da França propôs ao Parlamento de seu país que em nome da liberdade proibisse o uso da burca em público. São perto de duas mil mulheres que usavam a burca em público em toda a França. Duas mil mulheres condenadas a permanecer em suas residências, trancafiadas. Há milhões de religiosos que usam hábitos de suas religiões em público, se escondem em fantasias mil e nenhuma lei para garantir a liberdade, ou “tradições libertárias”, como chegou a falar o ex-presidente.

Uma perfeita análise do preconceito está no livro VIVENDO O FIM DOS TEMPOS do marxista Slavoj Zizek, um dos mais conceituados pensadores da atualidade.

A luta palestina é a de todos os oprimidos do mundo.

Desligue a GLOBO e toda a mídia podre de mercado que domina a informação no Brasil. Para servir aos seus patrões não se importam de sujar as mãos de sangue em nome do lucro e mostrar uma face, só uma face, daquilo que chamam “terrorismo”. Escondem o verdadeiro terror.

O das elites políticas e econômicas que recheadas de dinheiro sionista se alastram pelo Brasil.

É de Washington Luís a frase “ou o Brasil acaba com a saúva, ou a saúva acaba com o Brasil”. Ou acabamos com o tratado de livre comércio firmado pelo equilibrista Luiz Inácio Lula da Silva e o governo de Israel, ou o sionismo que chega com o código de barra 7 29 (os três primeiros números) e toma conta, como está tomando, do Brasil.

Não há limites para a crueldade sionista e o expansionismo é uma realidade.

Está longe, muito longe, da moça Rebeca salva por Ivanhoé dos templários de sir Bois de Guilbert, no romance de Walter Scott. Não existe isso mais. O ódio ficou congelado e é despejado em cima de inocentes na Palestina.

É ódio e são “negócios”

A judiação imposta ao povo palestino só encontra paralelo nos campos de concentração do III Reich.

Vivemos o apogeu insano do IV Reich.

Começam a soprar ventos de insatisfação nos EUA. Nem os norte-americanos aguentam mais tanta violência e tanta crueldade.

Bem fez Chávez que, em 2006, percebendo o perigo da suástica transformada em cruz de Davi, expulsou de seu país todo o corpo diplomático israelense da Venezuela.

Não basta pedir paz. Que paz? Há que ter liberdade para a Palestina. O Estado Palestino como decidido pela ONU.

Há que se cumprir as mais de 50 resoluções da ONU que condenam Israel por práticas terroristas, tais como uso de força excessiva (eufemismo para barbárie), armas químicas, biológicas, tortura, estupros, assassinatos seletivos.

Israel nunca quis a paz e quando a paz se ofereceu Israel matou seu próprio líder, Itzak Rabin. Atribuíram o crime a um “fanático” judeu. Se sabe hoje era um agente da MOSSAD abrindo caminho para os terroristas à frente Ariel Sharon.

A sanha bárbara e terrorista de Israel quer terras, quer negócios, quer juros nos seus bancos, usa a bíblia como escudo, no fundo têm a convicção que são superiores.

Superiores, sim. Na insanidade.




ooooooooooo


*

sexta-feira, 23 de setembro de 2011

Declaração de Independência da Palestina

Carta do Presidente da Venezuela, Hugo Chávez, ao Secretário Geral das Nações Unidas




Miraflores, 17 de septiembre de 2011

Sua Excelência

Ban Ki-Moon

Secretário Geral

Organização das Nações Unidas

Senhor Secretário Geral:

Distintos representantes dos povos do mundo:

Dirijo estas palavras à Assembléia Geral da Organização das Nações Unidas, a este grande fórum onde estão representados todos os povos da terra, para ratificar, neste dia e neste cenário, o total apoio da Venezuela ao reconhecimento do Estado Palestino: ao direito da Palestina de converter-se em um país livre, soberano e independente. Trata-se de um ato de justiça histórico com um povo que leva em si, desde sempre, toda a dor e o sofrimento do mundo.

O grande filósofo francês Gilles Deleuze, em seu memorável escrito: A grandeza de Arafat, diz com acento da verdade: A causa palestina é antes de tudo o conjunto de injustiças que este povo tem padecido e continua padecendo. E também é, me atrevo a agregar, uma permanente e inquebrantável vontade de resistência que já está inscrita na memória heróica da condição humana. Vontade de resistência que nasce do mais profundo amor pela terra. Mahmud Daewish, voz infinita da Palestina possível, nos fala a partir do sentimento e da consciência deste amor: “Não necessitamos a recordação/porque em nós está o Monte Carmelo/ e em nossas pálpebras está a erva da Galiléia. Não digas: se corrêssemos até meu país como o rio!/Não o digas!/Porque estamos na carne de nosso país/ e ele está em nós”.

Contra quem sustenta falazmente que o ocorrido ao povo palestino não é um genocídio, o mesmo Deleuze sustenta com implacável lucidez: “Em todos os casos se trata de fazer como se o povo palestino não somente não pudesse existir, senão que jamais tenha existido. É como dizer, o grau zero de genocídio: decretar que um povo não existe, negar-lhe o direito à existência”.


A propósito, quanta razão tem o grande escritor espanhol Juan Goytisolo quando afirma contundentemente: “A promessa bíblica da terra da Judéia e Samaria às tribos de Israel não é um contrato de propriedade avaliado diante de um cartório que autoriza a expropriar de seu solo aqueles que nasceram e vivem nele. Por isso mesmo, a resolução do conflito do Oriente Médio passa, necessariamente, por fazer justiça ao povo palestino, este é o único caminho para conquistar a paz”.

Dói e indigna que aqueles que padeceram um dos piores genocídios da história se tenham convertido em verdugos do povo palestino: dói e indigna que a herança do Holocausto seja a Nakba. E indigna, a secas, que o sionismo siga fazendo uso da chantagem do anti-semitismo contra aqueles que se opõem a seus atropelos e a seus crimes. Israel tem instrumentalizado e instrumentaliza, descaradamente e com vileza, a memória das vítimas. E o faz para atuar, com total impunidade, contra a Palestina. Ademais, não é ocioso precisar que o anti-semitismo é uma miséria ocidental, européia, da qual participam os árabes. Não esqueçamos, ademais, que é o povo semita palestino aquele que padece a limpeza étnica praticada pelo estado colonialista israelense.

Quero que se me entenda: uma coisa é rechaçar o anti-semitismo, e outra muito diferente aceitar passivamente que a barbárie sionista lhe imponha um regime de apartheid ao povo palestino. Desde um ponto de vista ético, quem rechaça o primeiro tem que condenar ao segundo.

Uma digressão necessária: é francamente abusivo confundir sionismo com judaísmo; não poucas vozes intelectuais judaicas, como as de Albert Einstein e Erich Fromm, se encarregaram de nos recordar através do tempo. E, hoje por hoje, é cada vez mais numerosa a cidadania consciente que, no próprio Israel, se opõem abertamente ao sionismo e suas práticas terroristas e criminosas.

Há que dizê-lo com todas suas letras: o sionismo, como visão do mundo, é absolutamente racista. Estas palavras de Golda Meir, em seu aterrador cinismo, são prova incontestável: “Como vamos devolver os territórios ocupados? Não há ninguém a quem devolvê-los. Não há tal coisa chamada palestinos. Não é como se pensa que existia um povo chamado palestino, que se considera ele mesmo como palestino e que nós chegamos, os expulsamos e nos apropriamos de seu país. Eles não existiam”.

Necessário é fazer memória: desde o final do século XIX, o sionismo planejou o regresso do povo judeu à Palestina e a criação de um Estado nacional próprio. Este planejamento era funcional ao colonialismo francês e britânico, como o seria depois ao imperialismo yanqui. O ocidente alentou e apoiou, desde sempre, a ocupação sionista da Palestina pela via militar.

Leia-se e releia-se esse documento que se conhece historicamente como Declaração de Balfour do ano de 1917: o Governo britânico se arrogava a jurisdição de prometer aos judeus um lugar nacional na Palestina, desconhecendo deliberadamente a presença e a vontade de seus habitantes. Há de assinalar que na Terra Santa conviveram em paz, durante séculos, cristãos e muçulmanos, até que o sionismo começou a reivindicá-la como de sua inteira e exclusiva propriedade.

Recordemos que, desde a segunda década do século XX, o sionismo, aproveitando a ocupação colonial britânica da Palestina, começou a desenvolver seu projeto expansionista. Ao concluir a Segunda Guerra Mundial, se exacerbaria a tragédia do povo palestino, consumando-se a expulsão de seu território e, ao mesmo tempo, da história. Em 1947 a detestável e ilegal resolução 181 das Nações Unidas recomenda a divisão da Palestina em um Estado judeu, um Estado árabe e uma zona sob controle internacional (Jerusalém e Belém). Concedeu-se, observe-se que descaramento, 56% do território ao sionismo para a constituição de seu Estado. De fato, esta resolução violava o direito internacional e desconhecia flagrantemente a vontade das grandes maiorias árabes: o direito de autodeterminação dos povos se convertia em letra morta.

Desde 1948 até hoje o Estado sionista tem prosseguido com sua criminosa estratégia contra o povo palestino. Para isso tem contado sempre com um aliado incondicional: os Estados Unidos da América do Norte. E esta incondicionalidade se demonstra através de um fato bem concreto: é Israel quem orienta e fixa a política internacional estadunidense para o Oriente Médio. Com toda razão Edward Said, essa grande consciência palestina e universal, sustenta que qualquer acordo de paz que se construa sobre a aliança com os EUA será uma aliança que confirma o poder do sionismo, mais que confrontá-lo.

Agora bem: contra o que Israel e os Estados Unidos pretendem fazer crer ao mundo, através das transnacionais da comunicação, o que aconteceu e segue acontecendo na Palestina, digamo-lo com Said, não é um conflito religioso: é um conflito político, de cunho colonial e imperialista; não é um conflito milenar senão contemporâneo; não é um conflito que nasceu no Oriente Médio, senão na Europa.

Qual era e qual segue sendo o miolo do conflito? Privilegia-se a discussão e consideração da segurança de Israel, e para nada a segurança da Palestina. Assim pode corroborar-se na história recente: basta recordar o novo episódio genocida desencadeado por Israel através da operação “Chumbo Fundido” em Gaza.



A segurança da Palestina não pode se reduzir ao simples reconhecimento de um limitado autogoverno e autocontrole policialesco em seus “encraves” da ribeira ocidental do Jordão e na Faixa de Gaza, deixando por fora não só a criação do Estado Palestino, sobre as fronteiras anteriores a 1967 e com Jerusalém oriental como sua capital, os direitos de suas nações e sua autodeterminação como povo, senão, também, a compensação e consequente retorno à Pátria de 50% de sua população palestina que se encontra dispersa pelo mundo inteiro, tal e como o estabelece a resolução 194.

É incrível que um país (Israel) que deve sua existência a uma resolução da Assembleia Geral possa ser tão desdenhoso das resoluções que emanam das Nações Unidas, denunciava o padre Miguel D`Escoto quando pedia o fim do massacre contra o povo de Gaza, aos finais de 2008 e princípios de 2009.

Senhor Secretário Geral e distintos representantes dos povos do mundo:

É impossível ignorar a crise das Nações Unidas. Diante desta mesma Assembleia Geral sustentamos, no ano de 2005, que o modelo das Nações Unidas se havia esgotado. O fato de que se tenha postergado o debate sobre a questão palestina, e que se esteja sabotando abertamente, é uma nova confirmação disso.

Há vários dias, Washington vem manifestando que vetará no Conselho de Segurança o que será a resolução majoritária da Assembleia Geral: o reconhecimento da Palestina como membro pleno da ONU. Junto às Nações irmãs que formam a Aliança Bolivariana para os Povos de Nossa América (ALBA), na Declaração de reconhecimento do Estado Palestino, temos deplorado, desde já, que tão justa aspiração possa ser bloqueada por esta via. Como sabemos, o império, neste e em outros casos, pretende impor um duplo standard no cenário mundial: é a dupla moral yanque que viola o direito internacional na Líbia, porém permite que Israel faça o que lhe dá na gana, convertendo-se assim no principal cúmplice do genocídio palestino em mãos da barbárie sionista. Recordemos umas palavras de Said que colocam o dedo na ferida: “Devido aos interesses de Israel nos Estados Unidos, a política deste país em torno do Oriente Médio é, portanto, israelocêntrica."

Quero finalizar com a voz de Mahmud Darwish em seu memorável poema "Sobre esta terra": “Sobre esta terra há algo que merece viver: sobre esta terra está a senhora de terra, a mãe dos começos, a mão dos finais. Se chamava Palestina. Continua chamando Palestina. Senhora: eu mereço, porque tu és minha dama, eu mereço viver”.

Seguirá chamando Palestina: A Palestina viverá e vencerá! Longa vida a Palestina livre, soberana e independente!

Hugo Chávez Frías

Presidente de la República Bolivariana de Venezuela

Tradução e Nota: Vera Vassouras

Nota – Pobre humano. É uma assembleia de bárbaros e pseudo-nações escravas que há muito abandonaram a soberania ao custo de milhões de vidas, destruição da natureza e negócios de guerra. Uma assembleia de lacaios que se permitem calar com um veto monárquico de quatro ou cinco países. Qualquer um deles, vetando a resolução da “maioria”, impedirá que os palestinos sejam resgatados dos fornos crematórios de Israel. A Assembleia Geral da ONU é a farsa mais deprimente que o Ocidente já estruturou. Suas bases são a cegueira de uns, a alma de lacaios de outros e a voracidade de meia dúzia de bárbaros que resolverão todas as controvérsias com ameaças militares, nucleares e econômicas, pois com a globalização do roubo, criou-se uma teia de comandos que mantém sob suas garras presidentes, políticos, empresários e igrejas.

E, aproveitando a memória de Chávez, sabe-se que na Inglaterra existe uma lenda de que “todos os ingleses são descendentes da tribo do rei David”, os ancestrais da realeza britânica. A mesma realeza que pratica genocídio secularmente e impunemente e que, não obstante, mantém em suas escolas a prática obrigatória de aulas de arco e flecha. Ao exterminar os gentios, roubam-lhe a cultura. Ao exterminar os palestinos, colocam sob seu comando o “deus de Israel”, o faminto, o troglodita, o sanguinário, o bajulador, o mentiroso, o profano, o falsificador, o exterminador de consciências.

Enquanto os bárbaros se reúnem e discutem se os palestinos existiram, existem ou se poderão existir, Israel continua experimentando novas armas contra o povo. Na Palestina, na Síria, na Líbia, na Somália e onde mais existir minérios, água e petróleo, com o objetivo de manter a “ordem e o progresso” de meia dúzia de famílias e seus milhares de agregados. Aqui, ali, acolá e, para não esquecer quem manda: nos céus, inclusive, o planeta deve ser mantido como um inferno para milhões de criaturas, em nome de Deus, de Jeová ou de Allah, todos democráticos, todos capitalistas, todos símios travestidos de humanos, criados à sua semelhança. Uma lástima para a inteligência que afirmam possuir os denominados seres humanos. Uma psicose coletiva. Uma degenerescência. Uma cegueira coletiva para a qual, aparentemente, não há remédio que se invente, pois não há consciência da histeria e, portanto, não há desejo de cura. Todos por Israel e Israel contra todos. Em nome do pai, do filho e do espírito santo. Assim seja??? Veremos.