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sábado, 28 de setembro de 2013

Twitter: Dilma comemora renda de ricos e pobres


PRESIDENTA TUITEIRA






NO TWITTER, DILMA CELEBRA RENDA MAIOR DE POBRES E RICOS


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A presidente voltou ao microblog neste sábado para comentar os dados da Pesquisa Nacional de Amostragem por Domicílios, do IBGE; entre 2011 e 2012, a renda dos 10% mais ricos no Brasil aumentou 8,4%; a dos 10% mais pobres cresceu 11,4%


Leia mais no Brasil 247.


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Snaps, o "Bolsa Família" dos EUA


Sim, senhoras e senhores, o "Grande Irmão do Norte" - os Estados Unidos da América - tão admirado e invejado pelas elites brasileiras, que chamam o Bolsa Família de "Bolsa Esmola" e "Bolsa Vagabundagem", os EUA, maior potência econômica e militar do planeta, têm um programa social para socorrer cidadãos pobres.

E apesar da pobreza estadunidense nem de longe se parecer com a trágica miséria brasileira, o valor recebido pelos mais frágeis lá chega a 600 dólares em muitos casos!


Bolsa Família do Tio Sam custa 7 vezes mais que a nossa


Miguel do Rosário


Aproveitando que a presidenta esteve nos EUA fazendo discursos duros contra a espionagem, vamos dar uma espiada na cozinha do Tio Sam. O que ele come quando não tem dinheiro? Há alguns dias, o Tijolaço comentou e reproduziu artigo do Paul Krugman que denuncia a tentativa dos republicanos de fazerem cortes no mais antigo e popular programa social do governo americano, o Food Stamps, hoje conhecido simplesmente como Snaps, sigla para Supplemental Nutrition Assistance Program, ou Programa de Assistência Nutricional Suplementar.

A matéria merece alguns complementos estatísticos.

Segundo informações oficiais, o programa atingiu em 2012 um total de 46,60 milhões de americanos, e custou US$ 78,44 bilhões. Em reais, usando o câmbio médio dos últimos dias, em R$ 2,2, este valor corresponde a R$ 172 bilhões. O programa paga de US$ 100 a US$ 600 por pessoa (o valor médio é de US$ 133,41, ou R$ 293,00). Existe pelo menos desde 1969, sendo que programas similares existem nos EUA desde o fim da II Guerra.

Para efeito de comparação: o Programa Bolsa Família (PBF) beneficiou, no mês de setembro de 2013, 13,8 milhões de famílias, que receberam benefícios com valor médio de R$ 152,35. O orçamento federal para o programa em 2013 é de R$ 23,18 bilhões.

Ou seja, mesmo com o aumento de 60% dos gastos públicos com o Bolsa Família em 2013, o governo americano gasta com o seu principal programa de assistência social um valor sete vezes superior ao Bolsa Família.



Considerando que não apenas a quantidade de pobres no Brasil é bem superior a de pobres nos EUA, e que a qualidade da nossa pobreza é bem pior, conclui-se que as críticas que sempre se fizeram ao Bolsa Família eram profundamente desinformadas, pois os críticos ao Bolsa Família, em geral, são pessoas que admiram o modelo norte-americano.

O Snaps tem estado na berlinda da mídia americana por causa da movimentação de alguns republicanos, em especial o deputado republicano pela Flórida Steve Southerland, que vem protagonizando uma espécie de cruzada pela revisão do programa, com vistas a cortar beneficiários. Apesar do apoio entre republicanos, e do esforço quase místico de Southerland, a iniciativa não tem tido apoio na sociedade, em virtude da deterioração nas estatísticas sociais dos últimos anos. O número de famílias norte-americanas em situação de “insegurança alimentícia” tem disparado, e a recuperação econômica observada nos últimos meses tem ajudado apenas as camadas superiores, não os mais pobres.

Mesmo o Washington Post, jornal conservador, que publicou longa reportagem favorável às ideias de Southerland, não demonstra otimismo de ver sua proposta prosperar, por causa da oposição radical que ela encontra entre os Democratas, além do poder de veto do presidente.



Destaques do ABC!

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sexta-feira, 27 de setembro de 2013

Dilma volta ao Twitter


PRESIDENTA CONECTADA


A Presidenta Dilma Rousseff retornou hoje à sua conta no microblog Twitter, para se aproximar ainda mais dos cidadãos brasileiros.


A Presidenta também lançou hoje o novo Portal Brasil, totalmente reformulado e robustecido, e a fan-page do governo no Facebook.

O ABC! já comemorou a volta de Dilma às redes sociais, tuitando uma mensagem à Presidenta.

Siga a Presidenta no Twitter !

@dilmabr


Acesse o Portal Brasil: www.brasil.gov.br


Dilma diz no Twitter que a "The Economist" está desinformada


"O dólar estabilizou, a inflação está sob controle e somos o único grande país com pleno emprego", afirmou a presidente

Elizabeth Lopes e Lisandra Paraguassu, da Agência Estado

SÃO PAULO - Depois de quase três anos desativada, a presidente Dilma Rousseff voltou a postar nesta sexta-feira (27) em sua conta oficial na rede de microblog Twitter (@dilmabr). E aproveitou a rede social para responder à reportagem da revista inglesa The Economist, que em reportagem de capa desta semana alega que o País perdeu o rumo e questiona a capacidade de Dilma em recuperar a economia brasileira: "Eles (The Economist) estão desinformados. O dólar estabilizou, a inflação está sob controle e somos o único grande país com pleno emprego." E continuou, na defesa de sua administração: "Somos a 3ª economia que mais cresceu no mundo no 2º trimestre. Quem aposta contra o Brasil, sempre perde."


Roberto Stuckert/Divulgação

Dilma defendeu a sua administração

A presidente também falou sobre o Mais Médicos: "Respeito muito os médicos brasileiros, mas traremos médicos de onde pudermos. Importante é atender melhor a população. Isso é o + médicos."

A presidente reativou sua conta, abandonada desde dezembro de 2010, em uma conversa pelo microblog com Jeferson Monteiro, o criador do perfil Dilma Bolada, um dos fakes mais famosos da internet. Em seu primeiro Twitter, desde o final da sua campanha eleitoral, Dilma começou com o humor de seu clone: "Bom dia linda maravilhosa, sempre acompanhei vc. Mas não me dê bom dia. Mas me dê bons resultados."

Neste momento, a presidente e Monteiro tuitam lado a lado no gabinete da Presidência, os dois de camisa vermelha, como mostra uma foto publicada no Instagram do Palácio do Planalto, em uma jogada para apresentar o Portal Brasil, o sistema de perfis do governo nas redes sociais que será lançado hoje à tarde. "Gente, o novo @portalbrasil vai ser a porta de acesso ao governo do cidadão nas redes sociais", tuitou.

A presidente ainda confirmou que fez um passeio de moto pela capital federal. "Sim & me diverti pra valer. Será que vc tem carteira pra dirigir moto? Se tiver, da próxima vez, podemos atuar no 8º Velozes e Furiosas", brincou. A conta de Dilma tem mais de 1,9 milhão de seguidores. Ela informou também que a Presidência terá um perfil oficial no Facebook.


Estadão Online

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Dilma lança o novo Portal Brasil


GABINETE DIGITAL


Acompanhem conosco, direto do Palácio do Planalto, o lançamento do novo Portal Brasil, conectando melhor o governo popular e trabalhista da presidenta Dilma Rousseff com o Povo Brasileiro.

"O Brasil a um clique dos Brasileiros!"




Transmissão encerrada às 16:23 h *

Na ONU, Pepe Mujica espanca a "ordem" mundial


CIDADANIA PLANETÁRIA


A energia no mundo sobra, se trabalharmos para usá-la bem. É possível arrancar tranquilamente toda a indigência do planeta. É possível criar estabilidade e será possível para as gerações vindouras, se conseguirem raciocinar como espécie e não só como indivíduos, levar a vida à galáxia e seguir com esse sonho conquistador que carregamos em nossa genética. (...)

Mas, para que todos esses sonhos sejam possíveis, precisamos governar a nós mesmos, ou sucumbiremos porque não somos capazes de estar à altura da civilização que, de fato, nós criamos.

Este é nosso dilema. Não nos entretenhamos apenas remendando consequências. Pensemos nas causas profundas, na civilização do desperdício, na civilização do usar e jogar fora, que despreza tempo mal gasto de vida humana, esbanjando coisas inúteis. Pensem que a vida humana é um milagre. Que estamos vivos por um milagre e nada vale mais que a vida. E que nosso dever biológico, acima de todas as coisas, é respeitar a vida e impulsioná-la, cuidá-la, procriá-la e entender que a espécie somos nós.



Uma das maiores cabeças pensantes do planeta.

Homem simples, adepto da vida simples, franco, desapegado, solidário.

Abençoado povo uruguaio, que tem no comando deste pequeno-grande país este verdadeiro cidadão planetário.



"Pobre é quem precisa de muito para viver", ensinou Mujica

quinta-feira, 26 de setembro de 2013

STF: Decano denuncia pressão da grande mídia


Há alguns que ainda insistem em dizer que não fui exposto a uma brutal pressão midiática. Basta ler, no entanto, os artigos e editoriais publicados em diversos meios de comunicação social (os 'mass media') para se concluir diversamente! É de registrar-se que essa pressão, além de inadequada e insólita, resultou absolutamente inútil. (...)

Eu, honestamente, em 45 anos de atuação na área jurídica, como membro do Ministério Público e juiz do STF, nunca presenciei um comportamento tão ostensivo dos meios de comunicação sociais, buscando, na verdade, pressionar e virtualmente subjugar a consciência de um juiz.(...)

É muito perigoso qualquer ensaio que busque subjugar o magistrado, sob pena de frustração das liberdades fundamentais reconhecidas pela Constituição. É inaceitável, parta de onde partir. Sem magistrados independentes jamais haverá cidadãos livres.

                                                                                    Celso de Mello, decano do STF




quarta-feira, 25 de setembro de 2013

A Toga e o Palco: relações perigosas entre judiciário e mídia


Quando se me impõe a solução de um caso jurídico ou moral, não me detenho em sondar a direção das correntes que me cercam: volto-me para dentro de mim mesmo, e dou livremente a minha opinião, agrade ou desagrade a minorias, ou maiorias.
                                                                                                       Rui Barbosa




A toga e o palco

No ano Barbosa, o STF se julgou no papel de representante do que a imprensa lhe dizia ser a opinião da sociedade

Roberto Amaral

José Cruz /ABr

Os ministros Gilmar Mendes e Celso de Mello

Os telejornais abusaram de repetir, na semana que se foi, lamentável diálogo entre dois ministros do STF, um antigo juiz, useiro e vezeiro em conceder liminares discutíveis (e mal recebidas pela "opinião pública" que agora corteja, como, por exemplo, a que libertou Cacciola), com um ministro novo, chamado pelo antigo, de forma depreciativa, de "novato". O juiz benjamin (nem por isso menos experiente e sabidamente mais culto) era criticado por haver posto em dúvida a juridicidade de certas decisões dos "antigos". Ora, essa hierarquia – velhos e novos – jamais medrou na Corte constitucional, onde, em compensação, tampouco é regimental a distinção entre competentes e incompetentes, embora uns e outros sejam assaz conhecidos.

A boa norma dos tribunais, a começar pelos superiores, aqueles cujas decisões são irrecorríveis, é a busca daquilo que se configura como a melhor interpretação da lei, a identificação de seu espírito, de sua índole, de sua finalidade, a saber, fazer justiça. Seja mediante a decisão solitária do juiz no julgamento monocrático, seja mediante o voto que irá compor a decisão coletiva. Não deve importar ao julgador se a sentença lavrada é popular ou não. Pergunta-se apenas se foi limpa, se procurou a Justiça. E a resposta só encontrará em sua própria consciência.

A decisão – o parecer, o relatório, o acórdão – a despeito de sua vestimenta técnica (da qual não pode despir-se) –, é construída no diálogo íntimo do juiz com sua própria consciência, apartado de quaisquer influências extra-autos, sejam os pleitos da amizade, sejam os pleitos do poder econômico, sejam os pleitos do poder político, sejam mesmo os pleitos da opinião açulada pela imprensa, seja aquela que condenou o capitão Dreyfus, para vergonha da França, seja a que condenou, sem direito a recurso, a família proprietária da Escola Base, em São Paulo. A Justiça, para ser isenta, e a isenção é naturalmente difícil na sociedade de classes, tem de estar de olhos vendados para todos os lobbies e pressões.

O juiz não pode temer nem a impopularidade nem a incompreensão de seu voto (como não temeram, em papéis distintos, Lewandowski e Celso de Mello), nem o clamor da opinião publicada, principalmente quando lhe cabe decidir da liberdade de um réu previamente condenado pela imprensa. Os princípios de deontologia da magistratura se impõem sobre a glória fugaz do aplauso.

Ao tempo da presidência Ayres de Brito, assistimos a um populismo extemporâneo denominado de "neopositivismo", o jeito de torcer a lei para interpretá-la contra seu próprio espírito. Na verdade, tratava-se de o STF legislar ao arrepio da ordem constitucional, invadindo a competência privativa de um Legislativo que, genuflexo, carecia de força moral para reagir, embora tivesse o dever de cumprir o artigo 49, inciso 11, da Constituição Federal, que o manda “zelar pela preservação de sua competência legislativa em face da atribuição normativa dos outros Poderes”.

E só por isso assim agia o STF.

No ano Barbosa, o STF se julgou no papel de representante do que a imprensa lhe dizia ser a opinião da sociedade, e para atender ao clamor da imprensa – vale dizer, a opinião do oligopólio empresarial que domina os meios de comunicação de massa, formando consciências e sentimentos – importou a jamais aplicada teoria do domínio do fato, que, para a condenação do réu, dispensa a Polícia e o Ministério Público de produzirem a prova. Fica mais fácil a condenação do réu, é verdade, mas não só a dos culpados, como também a dos inocentes – e isso é o que deveria nos preocupar a todos.

É a mesma Corte que cedo se amoldou às conveniências militares e agora se diz zelosa da democracia.

A transmissão direta das sessões do STF, como das duas casas do Congresso, tem contribuído, e muito, para a transparência que se quer do exercício do poder público, qualquer que seja a instância. Mas, no que se aplica ao Supremo, contribui também para o surgimento dessa figura já ridícula do ministro pop star, o juiz-ator, o juiz-espetáculo, beirando a falta do decoro que de nossos magistrados mais se exige do que dos parlamentares.

No lamentável diálogo referido acima, o ministro Marco Aurélio Mello insurgia-se contra o reino da liberdade de consciência para o julgamento isento, que o ministro Barroso, o "novato", arguia como fundamento da magistratura. A essa responsabilidade pessoalíssima, o ministro antigo opunha, como imperador, o que chama de "clamor das ruas", a nova soberania, supra constitucional. Dirigindo-se de forma quase pândega ao ministro Celso de Mello – antes louvado pela mídia pelos votos severos na Ação penal 470 – dizia-lhe, o mesmo Marco Aurélio Mello, estar o STF a um voto da sua consagração ou de seu descrédito, tudo a depender do voto do decano.

(No mesmo dia em que o ministro Celso de Mello dita seu voto-aula – de direito e de ética –, o ministro Gilmar Mendes, notório boquirroto, procura a mídia para desnudar-se ideológica e culturalmente. Na entrevista a que se ofereceu, declarou ao Portal Uol: “Daqui a pouco nós conspurcamos o Tribunal, corrompemos o Tribunal, transformamos ele (sic) num Tribunal de Caracas, de La Paz (cidade que ele supõe ser a capital da Bolívia, e sede de seu Supremo, em vez de Sucre...), num Tribunal bolivariano”.

Sobre o trono no qual se senta Joaquim Barbosa, e bem visível por todos os ministros, estava, e está, apesar de nossa opção laica e republicana, a imagem do Cristo crucificado, a exata mensagem do que significa o julgamento ditado pelas turbas e a pusilanimidade do julgador.

Seria, talvez, querer muito pedir a alguns de nossos ministros a leitura de Rui Barbosa, autor crescentemente fora de moda em nossas Cortes. Em homenagem ao ministro Lewandowski reproduzo trecho da famosa carta de Rui a Evaristo de Morais, pai, texto que se transformaria na tábua dos deveres do advogado:

“Quando se me impõe a solução de um caso jurídico ou moral, não me detenho em sondar a direção das correntes que me cercam: volto-me para dentro de mim mesmo, e dou livremente a minha opinião, agrade ou desagrade a minorias, ou maiorias”.

Troque-se opinião por voto e eis uma lição a ser ouvida por juízes de primeira, segunda e última instâncias, audiência especialmente recomendada àqueles juízes-atores que julgam sob os holofotes da televisão.

Destaques do ABC!

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