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quarta-feira, 7 de agosto de 2013

Dilma "espanca" terroristas da mídia golpista


A VERDADE 

(que o Jornal Nacional não mostrará...)




Inflação de Julho quase nula: 0,03 %

Valor da cesta básica: cai em 18 capitais

Preço do tomate: desaba...   (e aí, Ana Maria Braga?!)

"Urubólogos" da mídia golpista inventarão o que para continuar atacando a Presidenta?




247 – Mais uma aposta perdida pela mídia tradicional, cujo acompanhamento dos fatos vai sendo cada vez mais prejudicado por editorialização e partidarismo. Depois de naufragar em suas previsões do apagão de energia, feitas no ano passado por um arco de mídia que foi da colunista Miriam Leitão, do jornal O Globo, ao jornal Folha de S. Paulo, outro movimento de terrorismo midiático fez água.

O IBGE divulgou oficialmente nesta quarta-feira 7 o IPCA de julho, índice oficial de inflação. A variação foi de praticamente zero, com elevação registrada de apenas 0,03%, a menor desde julho de 2010. Na terça 6, foi apurado o novo valor da cesta básica de alimentos, chegando-se a menor variação desde 2007, com redução em 18 capitais. A suspensão do aumento nas passagens de ônibus, por outro lado, tirou ainda mais pressão do índice.

A presidente Dilma comemorou a vitória da política econômica sobre a inflação, considerando-a inteiramente controlada pelo governo. Elevada, em janeiro, à preocupação número um do Brasil, levando inclusive economistas que já ocuparam posições de destaques na cena nacional, como os ex-diretores do Banco Central Ilan Goldfajn e Alexandre Schwartsman, a defenderem desemprego para segurar a taxa, o índice praticamente zero não está merecendo destaque na mídia tradicional. Todos os números prévios, que adiantavam essa tendência, foram publicados discretamente. Em 247 foi diferente (aqui).

DADO COMO LOUCO - O ministro Guido Mantega, que sofreu campanha nacional e internacional de descrédito, com publicações como a revista The Economist pedindo seguidamente a sua cabeça, ora com franqueza, ora com ironia, obtém mais um alívio. Ele assegurou que a variação conhecida no início do ano se deu pela sazonalidade da produção de alimentos, e não por fatores estruturais da economia. Quase foi dado como louco pela mídia tradicional. Agora, ninguém vai chamá-lo de gênio, e nem ao menos seu trabalho e o de sua equipe será reconhecido mais acentuadamente. O jogo da mídia só vale quando o governo erra, e nunca quando a própria mídia se esboroa em seus desvãos.

A antes chamada grande imprensa terá, agora, de arrumar outro fantasma para materializar seus medos. Pelo que mostram os fatos econômicos reais, a maioria desses fantasmas realmente não existe.

Abaixo, notícia da Agência Brasil a respeito:


Inflação oficial fecha julho em 0,03%

Vitor Abdala
Repórter da Agência Brasil


Rio de Janeiro – O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), que mede a inflação oficial, registrou taxa de 0,03% em julho deste ano. Em junho, a taxa havia sido de 0,26%. Em julho do ano passado, a inflação foi 0,43%.

O dado foi divulgado hoje (7) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). A inflação de julho deste ano foi a mais baixa desde julho de 2010, que havia sido de 0,01%. Entre os principais responsáveis pela queda da inflação estão os transportes, com queda de preços de 0,66%, e alimentação, com deflação de 0,33%.

O grupo de despesas vestuário também teve queda de preços, de 0,39%. Por outro lado, as despesas pessoais, com inflação de 1,13%, foram o principal responsável por evitar uma queda maior da taxa.

O IPCA acumula taxa de 3,18% no ano. No acumulado de 12 meses, o IPCA registrou taxa de 6,27% e voltou a ficar abaixo do teto da meta de inflação do governo, que é de 6,5%.


Destaques do ABC!

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Dilma: acorde e mude sua comunicação!


DEMOCRATIZAÇÃO DA MÍDIA



Presidenta Dilma: 

Faça uma reforma geral na Comunicação do seu governo! (Bernardo, Helena & Cia. ...)

Fale diretamente com seu povo, Presidenta!

Mude sua linguagem! Fale fácil, de um jeito que o povão entenda! Gente do povo nem sempre sabe o que é "balizar"... e outras palavras obscuras e/ou técnicas que a senhora usa em suas falas!

Alerta de amiga e mulher da comunicação: se eu não tivesse criado este "Abra a Boca, Cidadão!", família-quadrilha, aliada ao mundo do crime, já teria me tirado de circulação...

Venha para as redes sociais, Presidenta, crie uma conta no Twitter!

Promova o marco regulatório da comunicação, a regulamentação da mídia, uma Lei de Meios, como a intrépida e corajosa Cristina Kirchner fez na Argentina.

Vai pra cima da mídia golpista, Presidenta Dilma !!!



Dilma e a crônica de uma derrota anunciada

Miguel do Rosário



O governo do PT tem inúmeros problemas, como todo governo.

Não construiu um projeto de Estado, como prova a falta de discernimento com que indicou os ministros do Supremo Tribunal Federal. Não investiu suficientemente em projetos estruturantes de mobilidade urbana. A redução do IPI dos automóveis foi realizada sem um contraponto urbanista para evitar o congestionamento das grandes cidades.

Entretanto, talvez não tenha havido fracasso maior no governo do que a sua estratégia de comunicação. Ontem [31/07], a presidenta participou de um evento em São Paulo no qual anunciou o investimento de R$ 8 bilhões do governo federal na cidade de São Paulo.

Ótimo! Excelente oportunidade para construir um discurso revigorante, com planos de futuro, inspirando esperança e espírito empreendedor nas pessoas. Só que não.

Ao invés disso, a presidenta faz um longo louvaminha do governo, citando tediosamente dados do IDH, que vão até 2010!

O passado, mais uma vez, assumiu o lugar do futuro.

Toda segunda-feira, temos o Café com a Presidenta, no rádio… Quem escuta? Talvez donas de casa no interior do Amapá. Mas não são as pessoas que vivem nas cidades médias e grandes, ou seja, 70% da população brasileira.

As manifestações de rua, que por pouco não enveredam para um grande movimento de repúdio ao governo federal, pelo jeito não despertaram as belas adormecidas do Planalto. O ridiculamente anacrônico Café com a Presidenta, que ninguém escuta, continua sendo seu único canal de comunicação. Por que não trocar para vídeo, e disseminá-lo viralmente pelas redes sociais? Nós a elegemos, Dilma, para que você nos represente politicamente, com galhardia e coragem, não para se esconder em programas transmitidos apenas em áreas rurais.
Estamos às vésperas de um processo eleitoral, e a presidenta não tem uma conta de twitter. Se tivesse uma, poderia acumular seguidores e construir uma arma política para se defender dos ataques que fatalmente virão em 2014.

Mais uma vez, a guerra ficará nas mãos de blogueiros e internautas, qual um novo exército de 300 espartanos, a lutar contra 5 milhões de persas midiáticos.

Sou um blogueiro de esquerda, e estou predestinado a apoiar Dilma em 2014 porque entendo que a alternativa, Aécio Neves, representa um retrocesso terrível para o país. Por isso mesmo, estou absolutamente chocado com a i
ncompetência da comunicação do governo federal.

Não falo isso para arrumar um emprego no governo, como acusarão meus detratores. Quero continuar sendo um blogueiro independente, operando no setor privado, dono da minha opinião e do meu nariz.

Tudo que eu quero é que o governo federal esteja ao nosso lado na luta ideológica contra as forças do atraso que, aliadas ao imperialismo, querem manter o Brasil submisso a um destino de periferia pobre do mundo.

Me desculpem o termo grosseiro, mas é muita estupidez a Dilma jamais ter investido nas redes sociais.

O governo do PT prefere torrar bilhões com marketing tradicional do João Santana do que contratar meia dúzia de garotos para escrever tweets e posts no facebook.

O governo não exerce a luta política, não argumenta. Tornou-se um elefante parado no meio da savana, levando flechadas. Os caciques do PT no legislativo não querem lutar com medo de represálias. Tornaram-se um bando de covardes.

O PSDB, no poder, vai enterrar todas as investigações sobre a privataria tucana, o Banestado, Cachoeira, sonegação da Globo, e encetar um ataque violento contra os podres do PT, desde o vereador que usou dinheiro público para comprar um sanduíche fora da cidade até as coisas grandes. A estratégia petista de permanecer sempre na defensiva, e inclusive entregar alguns reféns aos leões (Dirceu, Genoíno, Cunha e Pizzolato), para evitar um confronto mais direto, será implodida por seus adversários quando estes subirem a rampa. De 2015 em diante, o bicho papão vai pegar do mesmo jeito.

É uma pena.

Se nem a explosão das bombas, e os gritos de milhões de pessoas à sua porta, conseguiu acordar o governo, é porque talvez ele já esteja morto.

Bem, espero que não. De qualquer forma, seremos obrigados a lutar para ressuscitá-lo, como Lázaro.

Dilma, acorde. Mude seu ministério. Mude sua comunicação. Venha pra rua. Venha lutar. Desse jeito, você e seu partido vão perder a guerra.


O mais grave: vão perder pelo pior dos defeitos numa pessoa e num governo, a covardia. A covardia não atrai. Mesmo valentões descerebrados ou mal intencionados, como Joaquim Barbosa, conseguem despertar a simpatia de um setor, porque vêem nele sinais de coragem e intrepidez.

Os representantes do PT, e principalmente a presidenta, se quiserem atrair gente, precisam demonstrar mais arrojo, mais culhões, mais autoestima.

Hoje temos uma questão central, por exemplo. A sonegação da Rede Globo nos permite oferecer ao gigante das ruas um inimigo à sua altura. Um poderio imenso, disseminado e dissimulado. A Globo controla a política porque, em quase todos os estados brasileiros, sobretudo os mais pobres, as famílias que dominam a política local detêm concessão pública para retransmitir a Globo, o SBT, a Band…

Seria interessante que a presidenta aproveitasse a oportunidade para se engajar em nossa luta em prol de uma mídia mais democrática e mais justa.

O Cafezinho

Destaques do ABC!

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terça-feira, 6 de agosto de 2013

O Brasil quer saber: o que houve com Amarildo?


MUNDO DO CRIME



"Há fortes indícios de que ele tenha sido morto por policiais. As câmeras de segurança da base não funcionavam no dia, assim como o GPS dos carros também, coincidentemente, quebraram."

"A polícia sempre matou e a sociedade sempre aplaudiu."

"A sociedade espera que a apuração seja rigorosa, sem corporativismo. Que a morte de Amarildo não seja vista como apenas um erro de cálculo, mas que seja tratada por todos como um crime de estado, incompatível com a democracia que todos almejamos."



Quem sumiu com Amarildo fomos nós

José Nabuco Filho*


O desaparecimento do pedreiro da Rocinha é resultado de uma sociedade violenta e desigual.



O sumiço de Amarildo de Souza, servente de pedreiro, levado por policiais de uma Unidade de Polícia Pacificadora (UPP) da Rocinha, é o retrato de uma sociedade desigual que tolera a violência policial que recai contra as classes sociais mais baixas.

Há fortes indícios de que ele tenha sido morto por policiais. As câmeras de segurança da base não funcionavam no dia, assim como o GPS dos carros também, coincidentemente, quebraram.

O fato de recair na polícia a suspeita desse homicídio causa indignação, mas não surpresa. Afinal, os herois do Rio são os membros do Bope que, sugestivamente, usam como símbolo o crânio de uma caveira com uma faca enfiada, e que têm um blindado que se chama “caveirão”.

A polícia sempre matou e a sociedade sempre aplaudiu.

O sinal da sordidez de nossa PM é que ninguém, com um mínimo de senso de ridículo, é capaz de dizer que um soldado não seria capaz de matar e desaparecer com o corpo de uma pessoa inocente.

O que é preciso dizer é que essa sordidez não é a degradação de uma instituição que saiu do controle — ao contrário, ela decorre de uma sociedade desigual e violenta. Em suma, a polícia sempre fez o que a sociedade quis que ela fizesse.

A repressão penal é, essencialmente, seletiva. Os vários níveis do sistema penal — polícia, Ministério Público e Judiciário — são vocacionados para perseguir as condutas dos pobres. Isso se dá tanto no momento de fazer as leis, como no momento de iniciar a apuração dos fatos criminosos.

Alessandro Baratta, Professor de Criminologia da Universidade de Saarland, na Alemanha, afirmava que a repressão penal privilegia as classes dominantes. É como se a lei penal fosse uma rede com malha fina para punir condutas tradicionalmente praticadas por “classes subalternas” e malha larga para punir condutas praticadas pelas classes dominantes.

Esse caráter seletivo se acentua na fase de investigação, que tende a se basear em “preconceitos e estereótipos”, de modo a enxergar o criminoso nos estratos sociais onde é “normal” encontrá-lo.

Pois bem. Se Baratta chega a essas conclusões desenvolvendo seus estudos na Alemanha, o que se pode dizer em um país tão desigual como o Brasil?

Parece ser por essa razão que a população brasileira tolera tanto a violência cometida por agentes do Estado. Quando um sujeito em São Paulo fala que quer a “Rota na Rua”, ou quando no Rio de Janeiro se repete o bordão “Faca na Caveira”, em referência ao Bope, não se ignora que esse é um discurso de extermínio, que exalta uma polícia violenta que investiga, acusa e aplica a pena de morte sumariamente. Não se ignora que isso pode atingir vítimas inocentes, confundidas pelo juízo estúpido de um policial truculento. A questão é que essa violência é contra as classes baixas e, no fundo, é como se todo favelado fosse um pouco criminoso.

O que é instigante no fenômeno do Amarildo é que parece que a sociedade se deu conta da dimensão dessa brutalidade. De um lado, há um incômodo em ver nas redes sociais pessoas que defendem a violência estatal perguntando sobre o paradeiro do Amarildo. Afinal, ele não foi vítima apenas de uns policiais tresloucados, mas também de toda a sociedade que diz que “bandido bom é bandido morto”. Mas, por outro lado, é também um movimento contra toda essa brutalidade, contra essa política de extermínio que atinge os estereótipos, numa seletividade que aumenta ainda mais a desigualdade no Brasil.

A sociedade espera que a apuração seja rigorosa, sem corporativismo. Que a morte de Amarildo não seja vista como apenas um erro de cálculo, mas que seja tratada por todos como um crime de estado, incompatível com a democracia que todos almejamos. Ou, então, que o governo assuma que a palavra “pacificadora” é apenas mais um engodo eleitoral.

* José Nabuco Filho é mestre em Direito Penal pela Unimep, professor de Direito Penal da Universidade São Judas Tadeu e quarto-zagueiro clássico. Seu email: j.nabucofilho@gmail.com


Destaques do ABC!

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CNJ: Barbosa pode ser diretor de empresa?


Tudo o que é sólido desmancha no ar...


O presidente do Supremo Tribunal Federal, ministro Joaquim Barbosa, endeusado pela grande imprensa e setores das redes sociais como o "Nosso Batman", pela mão de ferro com que conduziu o julgamento do mensalão, condenando duramente os réus acusados de corrupção, lavagem de dinheiro e formação de quadrilha, criou a Assas JB Corp., em Miami, Flórida (EUA), para adquirir, em nome desta empresa, com benefícios fiscais, um apartamento que pode valer 1 milhão de reais.

Associações de magistrados querem que o Conselho Nacional de Justiça, presidido por Barbosa, se pronuncie sobre a legalidade da questão.

Tristes Trópicos...




Juízes levam caso do apê de Barbosa em Miami ao CNJ



Membros da Ajufe (Associação dos Juízes Federais do Brasil), da AMB (Associação dos Magistrados Brasileiros) e da Anamatra (Associação Nacional dos Magistrados da Justiça do Trabalho) vão questionar ao Conselho se um juiz pode ser diretor de empresa no exterior e usá-la para comprar um imóvel, no intuito de constranger presidente do STF. "Magistrado não pode ser diretor de empresa, e um ministro do STF é um magistrado", afirma Nino Toldo

247 – Associações de magistrados prometem deixar Joaquim Barbosa em saia justa com uma enquete ao Conselho Nacional de Justiça sobre a possibilidade de um juiz de primeiro grau ser diretor de empresa no exterior e usá-la para a aquisição de imóvel.

O presidente do Supremo Tribunal Federal criou a Assas JB Corp., na Flórida (EUA), para a aquisição de um imóvel em 2012, o que lhe permite benefícios fiscais. O apartamento estimado entre R$ 546 mil e R$ 1 milhão, tem 73 m².

"Acredito que um magistrado não pode ser diretor de empresa, e um ministro do Supremo é um magistrado. A Loman (Lei Orgânica da Magistratura) tem que valer para todos", disse Nino Toldo, presidente da Ajufe (Associação dos Juízes Federais do Brasil), à Folha.

Por ser ministro do STF, ele não está sujeito ao controle do CNJ. Mas a intenção é forçar a comparação para deixá-lo constrangido. Além da Ajufe, devem assinar a consulta a AMB (Associação dos Magistrados Brasileiros) e a Anamatra (Associação Nacional dos Magistrados da Justiça do Trabalho).


Em entrevista a "O Globo", o ministro afirmou que a reportagem foi uma "invasão brutal" da sua privacidade e que a aquisição foi feita "em conformidade com a lei norte-americana".


Brasil 247

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segunda-feira, 5 de agosto de 2013

"A saída para o Brasil está nas ruas"


GOLPE EM ANDAMENTO



"Bancos, grandes empresas (formadoras de carteis em setores essenciais da economia) e latifundiários (devastadores do Pantanal e da Amazônia) têm o controle do País, submetem o governo a constrangimentos vergonhosos, somam-se à bancada evangélica – uma das grandes ameaças à democracia – num jogo proposital de mais de 40 partidos (a maior parte sem representação que não busca de cargos) e um Judiciário preocupado com Miami e outras coisas mais, onde as vozes sérias são caladas por ministros como Gilmar Mendes e Joaquim Barbosa, figuras suspeitas em qualquer crime que se cometa no Brasil.

A saída está nas ruas. Mas de forma organizada, bem dirigida e voltada para bandeiras essenciais, básicas e não pontuais
, pois acabam fazendo o jogo dos que subjugaram o Brasil no golpe militar, e para eles pouco interessa o que quer, o que deseja o cidadão brasileiro."

" (...) os EUA e os seus interesses apostam num novo Oriente Médio na América do Sul. O quanto mais cedo iniciarmos a luta real, concreta, sem caráter festivo, mais cedo conseguiremos nos livrar desse terror que nos vem sendo imposto, sem perder de vista que somos um País continental e apostam na divisão. Fomentam essa divisão. O único risco real para o poder dessa gente, além da China e da Rússia, é o Brasil, por isso os grandes olhos do grande irmão."

                                                                                    MPL São Paulo/Facebook


Sem as ruas, os carteis continuam


Laerte Braga



O Brasil tem uma elite bisonha. Tão bisonha que antes preferia Paris e hoje vai para Miami (exceto tucanos de alta plumagem, esses continuam em Londres e Paris), refúgio de mafiosos. O escândalo, no sentido de show, espetáculo deprimente, diante da decisão do governo de trazer médicos estrangeiros para políticas primárias de saúde, é um exemplo disso.

De repente se descobre que a maioria não trabalha, muitos não fizeram residência e outros tantos estão lotados em municípios do interior de um determinado estado e vivem e não trabalham nas capitais.

A mídia, logo a mídia conservadora, seis dedos de silicone que era usado para que os pontos fossem registrados sem a presença dos profissionais.

A reação? Batem o ponto e vão embora, não trabalham.

É claro que há falta de estrutura, que inclua um plano de cargos e salários, entre outras coisas, como é cristalino que os municípios foram penalizados, são penalizados pelos estados e pelo governo federal, por absoluta falta de recursos e fiscalização.

O que a roubalheira do metrô de São Paulo não daria para benefícios e criação de uma estrutura de saúde? O que os desvios de verbas no governo Aécio Neves em Minas, justamente na área de saúde (a cargo do deputado Marcus Pestana), não significariam para a saúde, e o maior de todos, a criação da CPMF para suprir a saúde de recursos e o rumo que FHC deu ao dinheiro?

“Precisamos de médicos que cuidem de gente” é uma frase de Adib Jatene. Foi autor da ideia da CPMF e renunciou ao Ministério quando percebeu que FHC era um blefe, um sacripanta a serviço do capital internacional,e que o dinheiro não usado na saúde, que fora logrado pelo presidente da República e pelo ministro da Fazenda, Pedro Malan, hoje principal executivo do grupo Eike Batista e condutor do golpe da falência fraudulenta.

Um estudo das Nações Unidas mostra que os médicos cubanos no Haiti fizeram muito mais pelo país que toda a ostentação militar de norte-americanos, brasileiros e quejandos, de olhos na reconstrução (que nunca acontece). A divisão do botim.

Os problemas do Brasil são estruturais. Não é como num prédio onde se descobre que há um vazamento numa determinada sala e o conserto é feito sem que a fonte seja procurada, porque cada vazamento vai permitir a um cartel de empreiteiras “solucionar” o problema.

Mudanças estruturais como a política, a agrária, a tributária e fiscal (impostos sobre igrejas e grandes fortunas, por exemplo) e a busca de tecnologias nacionais (somos capazes), por falta de investimento desde a educação básica, fazendo com que em nossas ruas não circule um carro nacional, mas todos de montadoras estrangeiras sobre os quais pagamos royalties. Temos uma dívida pública escandalosa e FHC desconstruiu o serviço público para privatizar e terceirizar setores essenciais do Estado, dentre eles a saúde e a educação.

E governos que administram o caos de uma constituição remendada, num cipoal de leis, em que os recursos são mínimos, pois a dívida consome a maior parte da receita do governo federal.

Pior, não existe a vontade política de mudar essa situação, exceto nas palavras vazias de políticos do tempo do império e que atuam em seus estados como imperadores.

Hoje se sabe que os sistemas de satélites de espionagem podem alterar os resultados de uma eleição nas urnas eletrônicas, daí a razão e o medo do voto impresso, que impediria a fraude. Podem até identificar o eleitor.

Bancos, grandes empresas (formadoras de carteis em setores essenciais da economia) e latifundiários (devastadores do Pantanal e da Amazônia) têm o controle do País, submetem o governo a constrangimentos vergonhosos, somam-se à bancada evangélicauma das grandes ameaças à democracia – num jogo proposital de mais de 40 partidos (a maior parte sem representação que não busca de cargos) e um Judiciário preocupado com Miami e outras coisas mais, onde as vozes sérias são caladas por ministros como Gilmar Mendes e Joaquim Barbosa, figuras suspeitas em qualquer crime que se cometa no Brasil.

A saída está nas ruas. Mas de forma organizada, bem dirigida e voltada para bandeiras essenciais, básicas e não pontuais, pois acabam fazendo o jogo dos que subjugaram o Brasil no golpe militar, e para eles pouco interessa o que quer, o que deseja o cidadão brasileiro.

A classe média envenenada pela mídia podre, corrompida. E o naufrágio à vista no imenso iceberg que é como uma espécie de barco dirigido pelos donos, nada natural.

O confronto entre trabalhadores e elites é inevitável, mas é preciso que seja organizado.


Do contrário vamos ter sempre Sérgio Cabral, Aécio, Anastasia, Alkmin, Serra, FHC e outros dirigindo de fato o Brasil a partir do exterior.

É um confronto que se deseja pacífico, mas nem sempre será. É a “explosão das ruas”, como disse o jornalista Ricardo Boechat.

Não tem a menor importância, pois os EUA e os seus interesses apostam num novo Oriente Médio na América do Sul. O quanto mais cedo iniciarmos a luta real, concreta, sem caráter festivo, mais cedo conseguiremos nos livrar desse terror que nos vem sendo imposto, sem perder de vista que somos um País continental e apostam na divisão. Fomentam essa divisão. O único risco real para o poder dessa gente, além da China e da Rússia, é o Brasil, por isso os grandes olhos do grande irmão.

Teoria conspiratória? Quando se falava em espionagem, diziam o mesmo.

“Quando as ideias não têm organização, morrem, somem” – Che Guevara.


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domingo, 4 de agosto de 2013

Os "Black Blocs" e a Filosofia da Violência


CIDADANIA, SIM.

PROTESTOS, SIM.

MANIFESTAÇÕES, SIM.

VIOLÊNCIA, NÃO !



Seguidores de Gandhi, o Mahatma, a Grande Alma que libertou a Índia do Império Britânico, blogueira e blog apoiam e vibram com todas as manifestações pacíficas que ganharam as ruas do Brasil e do mundo. Todas. Até aquelas com as quais não concorda.

Esse movimento poderia ser chamado de Cidadania Planetária. Revolução Mundial. Cidadãs e Cidadãos do mundo todo, conectados pela mais avançada tecnologia da comunicação e informação, lutando, pacificamente, com a palavra, com a criatividade, com ideias e ideais, por avanços e emancipação. Sem retrocesso a Estado totalitário. Dentro da Democracia. Sempre.

Um Mundo Novo é Possível.

Vamos construí-lo!

Sem sangue, sem fogo, sem intimidação, sem baderna, sem destruição.

Com Sensibilidade, Comunicação e Inteligência.

Violência, não !


Black Blocs/RJ   Facebook


Black Blocs já se articulam em 23 Estados do País



Pela internet, eles começam a promover um "badernaço" para o 7 de Setembro, com uso de violência como estratégia política

Bruno Paes Manso

No Maranhão, os integrantes da página dos Black Blocs no Facebook contam a história da Balaiada, movimento popular rebelde formado por "escravos aquilombados e caboclos" que tomou a segunda maior cidade do Maranhão no século 19. Os de São José dos Campos colocaram na internet a imagem da "mãozinha do curtir" segurando um coquetel molotov.


Confronto entre manifestantes e PM em ato em 

São Paulo   Daniel Teixeira/AE

Já os goianos, assim como os demais, se dizem anarquistas e afirmam que "sua pátria é o mundo inteiro" e "sua lei é a liberdade". No Pará, a bandeira brasileira está pintada de preto e vermelho, com o "A na bola", símbolo do anarquismo, no lugar do Ordem e Progresso.

Quase dois meses depois do começo dos protestos do Movimento Passe Livre (MPL), discussões virtuais e presenciais sobre o uso da violência como estratégia política nas manifestações de rua já são feitas em 23 Estados. Por enquanto, só Amapá, Tocantins, Sergipe e Acre ainda não têm fóruns de internet dos Black Blocs.

A página mais popular dos Black Blocs no Facebook é a do Rio, com mais de 18 mil seguidores. Em São Paulo, além da capital e de São José dos Campos, outras cinco cidades têm fóruns de discussão anarquistas (Ribeirão Preto, Rio Preto, Rio Claro, Piracicaba e Sertãozinho). Os cearenses fizeram o documentário "Com Violência", sobre as ações do grupo na Copa das Confederações, com mais de 50 mil acessos no YouTube.

No 7 de setembro, Dia da Independência do Brasil, eles pretendem promover um "badernaço" nacional. A articulação vem sendo feita na página do Black Bloc Brasil, com quase 40 mil seguidores. "Muitos dos jovens que estão usando essa estratégia da violência nas manifestações vieram das periferias brasileiras. Eles já são vítimas da violência cotidiana por parte do Estado e por isso os protestos violentos passam a fazer sentido para eles", afirma o professor Rafael Alcadipani Silveira, coordenador de pesquisas organizacionais da Fundação Getúlio Vargas (FGV-SP). Silveira tem acompanhado as discussões virtuais dos anarquistas e esteve nos últimos dois protestos.

História. Inspirada inicialmente em ativistas alemães, que atuavam de preto e com máscaras de gás como segurança nas manifestações nos anos 1990, a estética e ação Black Bloc se fortaleceu principalmente depois de ganhar os Estados Unidos, onde o pacifismo era discurso hegemônico graças às vitórias nas lutas pelos direitos civis, lideradas por Martin Luther King Júnior, e às passeatas hippies contra a Guerra do Vietnã, sob o lema "faça amor, não faça guerra".

Atos de depredação em Seattle, em 1999, que impediram diversos delegados de chegarem à reunião da Organização Mundial do Comércio (OMC), conseguiram provocar o debate sobre o papel da violência nas manifestações. Uma das referências do debate foi o livro Como a não-violência protege o Estado, do ativista americano Peter Gelderloos, que já passou duas temporadas em prisões americanas e espanholas.

Esses manifestantes passaram a argumentar que depredação não é violência, mas uma intervenção simbólica que atinge o cerne do capitalismo: a proteção à propriedade. De acordo com essa filosofia, seriam atos violentos somente as ações que ferem os indivíduos.

"Depois de Seattle, os movimentos sociais passaram a aceitar a violência como uma das estratégias políticas e a debater abertamente a questão", explica o filósofo Pablo Ortellado, coautor do livro Estamos Vencendo! (Conrad), sobre os movimentos autonomistas no Brasil. Além da estratégia dos Black Blocs, há nos movimentos globais as ações lúdicas e festivas (chamadas de Pink Blocs), estratégias no Brasil representadas pelas Paradas Gays, Marchas da Maconha e das Vadias, e as pacifistas (White Blocs).

"Não se pode dizer que alguém é do grupo Black Bloc, já que se trata de uma estratégia de ação. Ainda que seja adepta da violência nas manifestações, a pessoa pode variar suas atitudes conforme a situação. As ações nas ruas podem ser de resistência e pacifistas, conforme a necessidade. O integrante de um coletivo, por exemplo, pode usar essas diferentes formas de ação de acordo com o protesto", explica um integrante do coletivo Desentorpecendo a Razão, que pediu para não se identificar. "Não há repressão na Parada Gay, por exemplo. Por isso, nunca haverá Black Blocs nesse evento."

Na atual fase brasileira, onde o Estado está em descrédito, a moda da violência e da anarquia acabou pegando mais do que as outras, contagiando rapidamente a nova geração de jovens. Ortellado acredita que é só uma fase, já vivida pela Argentina e pela Espanha em épocas de crise política. "São momentos de indignação", diz. A violência, no entanto, costuma escurecer qualquer bola de cristal.


Estadão Online

Destaques do ABC!

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sábado, 3 de agosto de 2013

"Mais Médicos" e Maus Médicos


MARCHA DOS JALECOS BRANCOS



Segundo os médicos que estão nas ruas criticando e boicotando o programa "Mais Médicos", criado pelo Ministério da Saúde para levar profissionais a regiões afastadas dos grandes centros, a culpa pelos problemas na saúde é do governo que está aí.

Simples, assim.

Eles são os "mocinhos" e os governantes são os "bandidos", num enredo de péssimo gosto.

Mas, a vida real costuma ser mais complexa.

Os "doutores de jaleco branco" não têm responsabilidade alguma nas sofríveis condições de atendimento ao cidadão no sistema público de saúde?














Já imaginaram ser atendido por uma dessas aqui?



Vídeo


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