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segunda-feira, 3 de junho de 2013

Carta Aberta à Presidenta Dilma Rousseff


DIREITOS HUMANOS



"Senhora presidenta: um governo é tanto mais admirável quanto mais atenção dá aos desvalidos."

"A desigualdade brasileira se consolidou com sucessivas administrações que agiram como babás dos privilegiados pertencentes ao 1%: para eles empréstimos a juros maternos, para eles mamatas de variada natureza com dinheiro do contribuinte."

"Os ruralistas não podem ditar sua agenda, comandar suas ações, impedi-la de zelar pelos brasileiros mais desprotegidos entre tantos brasileiros excluídos ao longo de tanto tempo."

"Senhora presidenta: mostre aos índios que eles importam. Receba-os. Ouça-os. Sua agenda tem que encontrar espaço para estes brasileiros que sofrem há séculos nossa predação selvagem em nome da civilização."







Carta aberta à presidenta Dilma

DIÁRIO DO CENTRO DO MUNDO 

A hora impõe uma mudança radical em relação aos indígenas.


Quem se importa com essa criança?

Senhora Presidenta:


Há momentos que distinguem estadistas de simples ocupantes de palácios presidenciais.

Este é um deles.

O momento pede – não, exige – que a senhora abra sua agenda para receber pessoalmente os índios, e não por emissários.

É um gesto que além do mais terá um extraordinário valor simbólico para além dos indígenas. Os brasileiros comprometidos com a causa da igualdade social esperam por isso com uma ansiedade prestes a se transformar em impaciência e desapontamento.

Fotos contam muito. Lembramos todos da imagem de seu olhar massacrante para Joaquim Barbosa depois do triste espetáculo dele no julgamento do Mensalão.

Queremos vê-la agora numa foto ao lado dos índios. Temos que vê-la. É uma imagem para a história: a presidenta de todos os brasileiros, incluídos aí os índios.

Os ruralistas não podem ditar sua agenda, comandar suas ações, impedi-la de zelar pelos brasileiros mais desprotegidos entre tantos brasileiros excluídos ao longo de tanto tempo.

Fora tudo, está em jogo a posteridade. Sua passagem para a história não pode ser manchada pela ideia de que em sua presidência o interesse econômico levou ao abandono dos índios.

Senhora presidenta: um governo é tanto mais admirável quanto mais atenção dá aos desvalidos.

A desigualdade brasileira se consolidou com sucessivas administrações que agiram como babás dos privilegiados pertencentes ao 1%: para eles empréstimos a juros maternos, para eles mamatas de variada natureza com dinheiro do contribuinte.

Até quando isso, mesmo numa administração que deveria significar uma ruptura com hábitos tão nocivos ao desenvolvimento social?

Se houvesse uma oposição moderna no país, a senhora seria duramente cobrada por ignorar os índios. Seria um flanco pelo qual a atacariam. Mas nem com a oposição os índios, como os demais excluídos, podem contar.

Também a criticariam vigorosamente pelas remoções associadas à Copa do Mundo. O vídeo das remoções de brasileiros completamente desprotegidos que chegou esta semana à ONU é estarrecedor, a exemplo do que vimos em Pinheirinho.

Mas a oposição fala em riscos imaginários à democracia, pibinho, no preço do tomate e em outros disparates.

Senhora presidenta: mostre aos índios que eles importam. Receba-os. Ouça-os. Sua agenda tem que encontrar espaço para estes brasileiros que sofrem há séculos nossa predação selvagem em nome da civilização.

Não são apenas os índios e seus bravos, admiráveis, abnegados defensores que anseiam por isso.

São todos os brasileiros genuinamente interessados em deixar para trás as injustiças tonitruantes de um país que ainda é, lamentavelmente, um dos campeões mundiais em desigualdade.

Atenciosamente, e com moderada esperança.

Diário do Centro do Mundo


domingo, 2 de junho de 2013

Fernando Haddad: "Existe Amor em São Paulo"


ORGULHO GAY - GAY PRIDE



Apesar do público ter ficado bem aquém do esperado pelos organizadores, por conta do domingo frio e chuvoso na cidade, a 17a. Parada do Orgulho LGBT, uma das mais importantes do mundo, foi um sucesso, levando uma multidão para as Avenidas Paulista e Consolação e Praça da República.

Ministra Martha Suplicy, madrinha da Parada, prefeito Fernando Haddad, governador Geraldo Alckmin, deputado Jean Wyllys e outras autoridades participaram deste importante evento.

O prefeito Haddad ressaltou a importância de se lutar na defesa dos direitos civis e mais uma vez declarou: "Existe Amor em São Paulo".

E tem que existir também respeito à Diversidade.

Liberdade, Igualdade e Dignidade.


  Fernando Haddad   Foto: SECOM/PMSP

Com a primeira-dama, Ana Estela, em cima do trio elétrico  
Foto: SECOM/PMSP

Com drag queens, que desfilaram no evento
Foto: SECOM/PMSP



SP: Parada Gay leva multidão às ruas


ORGULHO GAY - GAY PRIDE


Domingo frio e chuvoso em São Paulo não amedrontou cidadãs e cidadãos, que foram pras ruas da cidade defender os direitos civis e protestar contra a homofobia. Neste momento, os 17 trios elétricos estão descendo a Rua da Consolação em direção à Praça da República, onde acontecerá o show de encerramento.

Um dos pontos altos da Parada Gay foi o beijo que a cantora Daniela Mercury deu em sua esposa, Malu Verçosa, para delírio geral do público.




Parada Gay: Daniela Mercury apresenta Malu, sua mulher, para o público

Cantora se transformou em defensora do movimento gay depois de ter assumido seu romance com a jornalista Malu Verçosa

Vitor Sorano 


Danila Mercury agita trio elétrico durante a Parada Gay 2013 de São Paulo. 
Cantora defendeu a liberdade, o casamento gay, a democracia, o amor e a alegria. 
Foto: Ana Ribeiro

Atração mais esperada da 17ª Parada Gay de São Paulo, a cantora Daniela Mercury não decepcionou. Por volta das 14 hs, chegou animada ao trio elétrico no qual se apresentaria, ao som de "O Meu Sangue Ferve por Você", de Sidney Magal . Sorridente, a cantora parou para acenar para o público, que a recebeu com gritos e aplausos, mas não falou com a imprensa.



A cantora apresentou ao público sua mulher, Malu, e a beijou no trio elétrico
Foto: Ana Ribeiro


Foi só na descida da avenida Consolação que ela começou a cantar, às 15hs. Reclamou do frio que fazia em São Paulo, mas conclamou as pessoas a pular e a festejar o amor, a cidade, o país, a democracia e a liberdade.

Abriu a apresentaçao com "O Canto da Cidade", pediu para as pessoas pularem e levantarem os braços. Depois contou que gravou "Paula e Bebeto", música de Caetano Veloso que diz "qualquer maneira de amor vale a pena, qualquer maneira de amor vale amar", no fim do ano passado, antes de se apaixonar pelo seu amor (a jornalista Malu Verçosa).

Depois de cantar o Hino Nacional, chamou Malu para o seu lado. "Eu quero apresentar a Malu pra voces, vem aqui, Malu". E a beijou, para delírio geral. "Tudo o que a gente quer é igualdade, respeito e dignidade", afirmou. E disse mais: "Quem representa a gente é o nosso povo. Viva o casamento igualitário", disse, numa clara provocação ao pastor Marco Feliciano.

Daniela se tornou um importante símbolo do movimento gay em abril, quando assumiu a sua homossexualidade e apresentou a jornalista Malu Verçosa como "meu amor, minha esposa, minha inspiraçao, minha família".

Neste ano, a cantora será a madrinha da Parada Gay de Salvador, que ocorre em 8 de setembro. Em São Paulo, ela se apresentou no trio elétrico da organização do evento baiano. A ministra da Cultura, Marta Suplicy, e o deputado Jean Wyllys, estavam ali também, assistindo à apresentação.


Portal IG

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São Paulo Hoje: Parada do Orgulho Gay


"Para o Armário Nunca Mais! União e Conscientização na Luta contra a Homofobia"



É hoje. Começa ao meio-dia.

Na Mais Paulista das Avenidas.





Cidade de São Paulo em festa.

São Paulo de Todas as Cores.






Contra a discriminação e a homofobia.

São Paulo da Diversidade.




São Paulo de Todos os Amores.








Saiba mais, acessando o site oficial da Parada aqui.

Clique aqui e veja a Avenida Paulista agora, ao vivo, pela EarthCam.


Imagens do site oficial e Facebook da 17a. Parada LGBT.

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sábado, 1 de junho de 2013

José Mujica: exemplo para a humanidade


CIDADANIA PLANETÁRIA



"Sua simplicidade, digna dos grandes filósofos, é inspiradora. É um contraponto à ganância e ao consumismo doentio que levaram o mundo a ser o que é hoje.

Ele recusou o palácio para viver em seu sitiozinho. Ele doa 90% de seu salário para os pobres. Ele se locomove num fusca velho. E vital: ele não é um demagogo."


Mujica para o Nobel da Paz. Já.

PAULO NOGUEIRA, de Londres 

Com sua simplicidade inspiradora, o presidente uruguaio virou um cidadão de estatura mundial.


Um exemplo para a humanidade

O Nobel da Paz já foi para almas bélicas e sangrentas.

Ted Roosevelt, presidente americano do começo do século 20, é um desses casos. Ele achava, como afirmou numa carta, que todo país deve guerrear de tempos em tempos para manter a “virilidade”.

Roosevelt, é certo, tinha um complexo familiar jamais superado. Seu pai não lutou na Guerra Civil. Pagou, como era comum naqueles dias, a um homem pobre para que o substituísse.

A covardia paterna pesou tanto em Roosevelt que, já velho e afastado da vida pública, ele tentou se alistar nas forças americanas na Segunda Guerra.

Barack Obama, naturalmente, é outro caso de acidente ao espírito pacifista que deveria dominar a entrega do Nobel da Paz.

Apenas para registro, Gandhi jamais levou o prêmio.

Mas.

Mas eis que surge uma rara notícia boa nessa área: a indicação, por uma ONG holandesa, do presidente Pepe Mujica para o Nobel da Paz.

Clap, clap, clap.

Mujica, segundo a ONG, trouxe paz à guerra contra as drogas, com sua política de liberação do consumo para minar o tráfico e os traficantes.

A contribuição ao mundo de Mujica vai muito além.

Sua simplicidade, digna dos grandes filósofos, é inspiradora. É um contraponto à ganância e ao consumismo doentio que levaram o mundo a ser o que é hoje.

Ele recusou o palácio para viver em seu sitiozinho. Ele doa 90% de seu salário para os pobres. Ele se locomove num fusca velho. E vital: ele não é um demagogo.


Ted Roosevelt amava guerras e ganhou o Nobel da Paz

Mujica faz uma dupla extraordinária com o Papa Chico, que tomava mate no centro de Buenos Aires quando era bispo, andava de ônibus e, como ele, rejeitara um palácio.

Chico viajou para o conclave de Roma na classe econômica. Compare com as revelações das constantes viagens de primeira classe de Joaquim Barbosa e companheiros de STF – mais acompanhantes.

Mujica já avisou que, terminado seu mandato, vai se recolher a uma quase contemplação, em vez de correr atrás de moedas no indecente circuito de palestras milionárias que atrai ex-presidentes de notoriedade internacional – uma atividade que une, no caso brasileiro, FHC e Lula.

Não há nada que substitua a força do exemplo pessoal, e é isso que estes dois sul americanos formidáveis oferecem a todos nós.

O papa é outro nome que mereceria o Nobel da Paz, com sua pregação pacifista que inclui até os ateus.

Ouça pessoas como o pastor Feliciano falando e a diferença saltará. Num de seus momentos mais pecaminosos, Feliciano disse que Deus matou Lennon porque ele comparou os Beatles a Jesus num momento.

O Nobel da Paz já errou muito.

É hora de acertar. Mujica ou Chico. Já.

Diário do Centro do Mundo

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Dilma com os ruralistas. O que é isso, Presidenta?


OPINIÃO



Este texto é dedicado à memória do terena Oziel Gabriel, morto aos 35 na defesa da terra dos seus.

“O PT no poder parece que esqueceu toda a trajetória que o construiu”, disse recentemente um ativista dos direitos indígenas. “É doloroso que a sociedade, à frente os povos indígenas, tenha que partir para o confronto contra o PT-Governo para evitar que este se afunde no agronegócio dilapidador da biodiversidade e para impedir a exploração predatória.”

“A bancada ruralista chantageia, joga pesado, barganha. Sabe como enredar o governo porque joga de forma unitária, classista, não titubeia na defesa dos seus interesses. Há análises que interpretam que o maior partido no Brasil é o ‘partido dos ruralistas’.”

"Dize-me com quem andas e te direi quem és..."


Um governo a favor dos caras pálidas

Diário do Centro do Mundo, Londres


Gleisi Hoffmann simboliza a opção do governo Dilma pelos ruralistas em desfavor dos índios.


  Gleisi Hoffmann

Você mede socialmente uma administração pela forma como os desvalidos são tratados.

Olhe para os índios, e você vai ver quanto o Brasil tem que avançar no desenvolvimento social – a despeito das frequentes auto congratulações do PT.

Pobres índios.

Eles devem ter imaginado que, com um governo de raízes populares, sua vida melhoraria.

Talvez a mesma ilusão tenha tomado os moradores de Pinheirinho, o assentamento destruído há pouco mais de um ano em São José dos Campos.

Bem, a realidade é diferente. Nada mostra tão claramente o quanto o PT está engessado nas reformas sociais de que o país tanto necessita quanto a relação do governo Dilma com os índios e, do outro lado, com os ruralistas.

A opção pelos ruralistas é torrencial.

A ministra da Casa Civil Gleisi Hoffmann personifica isso. No começo de maio, na Câmara dos Deputados, ela desqualificou diante de uma plateia de ruralistas um dos raros apoios com os quais os índios contam: a Funai.

Foi aplaudida.

A Funai é um órgão envolvido com os interesses indígenas e, portanto, não é imparcial, disse ela. Gleisi colocou sob suspeição a competência da Funai para desenvolver as atribuições que estão sob a sua responsabilidade.

Dias depois, ela disse que “o governo não pode e não vai concordar com minorias com projetos ideológicos irreais”.

Irreais?

Um momento: preservar o resto do resto de terras indígenas é irreal?

Mudaram os índios, mudaram os fatos – ou mudou o PT?

“O PT no poder parece que esqueceu toda a trajetória que o construiu”, disse recentemente um ativista dos direitos indígenas. “É doloroso que a sociedade, à frente os povos indígenas, tenha que partir para o confronto contra o PT-Governo para evitar que este se afunde no agronegócio dilapidador da biodiversidade e para impedir a exploração predatória.”

Como isso aconteceu?

O governo Dilma Rousseff é hoje refém da bancada ruralista. Sem ela não aprova projetos como a MP dos Portos.

Escreveu um outro ativista: “A bancada ruralista chantageia, joga pesado, barganha. Sabe como enredar o governo porque joga de forma unitária, classista, não titubeia na defesa dos seus interesses. Há análises que interpretam que o maior partido no Brasil é o ‘partido dos ruralistas’.”

Continua ele: “Na ótica do governo, afrontar os ruralistas é empurrá-los para o apoio a outras candidaturas. Nas articulações políticas visando 2014 não é bom tê-los como inimigos, avalia o Palácio do Planalto. Sabe-se que o apoio dos ruralistas foi importante para a vitória de Dilma Rousseff em estados da região centro-oeste. As articulações para reeleição de Dilma contam com o apoio senão de todos, de parcela significativa dos ruralistas.”

Ouça agora o antropólogo Spensy Pimentel: “Num país como o Brasil, o bom trato com a questão indígena ajuda a definir o grau de nobreza de um governo. Porque os indígenas, aqui, não são expressivos, em termos eleitorais, mas eles são um componente da mais alta relevância no que se refere a nossa história e nossa identidade como brasileiros”.

Mas não dão votos e nem ajudam a passar projetos do governo no Congresso – e por isso são desprezados.

sexta-feira, 31 de maio de 2013

"Cidadã" Yoani Sánchez já está em Cuba


YOANI SÁNCHEZ: CIDADÃ CUBANA



A ativista, escritora, blogueira e tuiteira Yoani Sánchez já está em Cuba, onde foi recebida calorosamente por amigos e familiares ontem à noite, no aeroporto de Havana.

Depois de uma intensa, emocionante e produtiva viagem por 13 países, onde denunciou a ditadura castrista, proferiu palestras, concedeu entrevistas, recebeu mais de uma dezena de prêmios, fez contatos, cursos, passeou e aprendeu muito, a combativa blogueira está de volta à "Ilha dos Desconectados", como ela jocosamente se refere à "Cuba de Fidel", onde navegar na internet é direito para endinheirados.

Pelo seu Twitter (@yoanisanchez) percebemos que a destemida blogueira já está com problemas para se comunicar com o mundo, enviando mensagens fragmentadas, por SMS. Lastimável!

Yoani Sánchez é uma mulher aguerrida, ousada, corajosa, vitoriosa. Vamos acompanhar seu dia a dia na Ilha, saber e denunciar eventuais represálias que venha a sofrer por parte do regime ditatorial e informar nossos leitores sobre a criação de um jornal digital que ela pretende fundar.

Força, Yoani !


Imagens do desembarque em Cuba

Chegada ao Aeroporto Internacional José Martí, em Havana

 Sob o olhar do filho Theo, Yoani abraça a mãe

 Com o marido, jornalista e blogueiro Reynaldo Escobar

 Recebendo o carinho de familiares, amigos e populares


Yoani Sánchez volta a Cuba cheia de projetos após longa viagem ao exterior

Havana, 30 mai (EFE) - A blogueira e dissidente cubana Yoani Sánchez retornou à ilha nesta quinta-feira com "muitos projetos" após ter passado por mais de 12 países da Europa e América, uma viagem que, segundo ela, mudou sua vida "em vários sentidos".

"O futuro se abre em minha frente e necessito descansar um pouco para poder projetá-lo, mas tudo anda muito bem e estou muito feliz", declarou a reconhecida blogueira aos jornalistas em sua chegada a Havana e após reencontrar seu marido, Reinaldo Escobar, e seu filho Teo, assim como outros familiares e amigos que a esperavam no aeroporto.

Yoani, uma das vozes críticas da ilha mais conhecidas internacionalmente como autora do blog "Geração Y", declarou que realizou uma "maravilhosa viagem".

"É uma viagem que vai mudar minha vida em muitos sentidos, já que ela se mostrou humana, jornalística, cívica, tecnológica. Agora estou aqui com muitos projetos e também muito exausta pelo itinerário que foi bem extenso", completou a blogueira em uma de suas breves declarações.

A dissidente cubana, de 37 anos, deixou a ilha em meados de fevereiro com destino ao Brasil, primeira escala de uma viagem que realizou após cinco anos de negativas por parte do governo de Cuba. A viagem de Yoani só pôde ser feita após a reforma migratória aprovada na ilha no início deste ano.

Embora tenha planejado uma viagem de 80 dias, a blogueira ficou mais de três meses fora do país, passando, além do Brasil, pelo Peru, México, Itália, República Tcheca, Polônia, Suécia, Suíça, Alemanha, Noruega, Holanda e Estados Unidos.

Durante a viagem, a blogueira recolheu os prêmios "Ortega y Gasset" de jornalismo digital, que foi concedido pelo jornal espanhol "El País" em 2008, e o "Bobs" de melhor blog, concedido pela emissora alemã de televisão Deutsche Welle (DW) também em 2008, e recebeu a menção "María Moors Cabot", da universidade americana de Colúmbia.

Além dos prêmios recebidos, Yoani também manteve encontros com personalidades políticas, acadêmicas e intelectuais, como o Prêmio Nobel de Literatura Mario Vargas Llosa, além de representantes de exilados políticos.

As autoridades cubanas consideram Yoani Sánchez como parte dos contra-revolucionários cibernéticos "fabricados pelos Estados Unidos", uma crítica que também é compartilhada por blogueiros governistas, que a consideram como uma "fraude" e uma "mercenária" a serviço dos EUA. EFE

Yahoo Notícias


Imagens em "print-screen", a partir do site do El Nuevo Herald.

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