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quarta-feira, 30 de abril de 2014

ONU e PMSP lançam campanha mundial contra homofobia


MÊS DO ORGULHO GAY


Nascemos livres e iguais em dignidade e direitos e devemos permanecer assim pela vida afora.

Cada um tem o direito de ser e amar quem quiser.



"Amar é um direito humano" (Anistia Internacional)


ONU lança em São Paulo campanha "Livres & Iguais"


Objetivo da campanha é promover a igualdade de direitos de lésbicas, gays, bissexuais, transexuais e travestis; evento faz parte das atividades do Mês do Orgulho LGBT de São Paulo


Secretaria Executiva de Comunicação


Com a proximidade da 18ª Parada do Orgulho LGBT de São Paulo, que acontece no dia 4 de maio, a ONU lançou nesta segunda-feira (28), com apoio da Prefeitura de São Paulo, a campanha "Livres & Iguais" para promover a igualdade de direitos de lésbicas, gays, bissexuais, transexuais e travestis (LGBT), com foco na necessidade de reformas legais e na educação pública para o combate à homofobia. O evento faz parte das atividades do Mês do Orgulho LGBT de São Paulo e contou com a presença do prefeito Fernando Haddad e da cantora Daniela Mercury.

Na cerimônia de lançamento da campanha, realizada na sede da Prefeitura de São Paulo, Haddad ressaltou a importância de lutar contra a discriminação e a violência que a população LGBT ainda sofre. “Nós temos aqui mais uma rodada de lutas, de lembrança e protesto. Muitos infelizmente perderam a vida por uma questão de educação sexual. Muitos foram agredidos, muitos são humilhados e nós temos que estar juntos para impedir que isso continue acontecendo na nossa cidade e no nosso país. É uma causa internacional que a ONU nos faz lembrar. Nós temos que fazer essa defesa não só no Brasil, temos que fazer essa defesa dos direitos fundamentais em todo o mundo”, afirmou Haddad.

A cantora Daniela Mercury comemorou a iniciativa da ONU. “É espetacular que a ONU tenha lançado essa campanha, porque eu estou falando sempre da Carta Magna dos Direitos Humanos, que foi proposta pela ONU há mais de cinquenta anos, e é inclusive a razão do nascimento da própria [Organização] das Nações Unidas”, disse a cantora Daniela Mercury. “É diferente quando a ONU vem para cá, lança essa campanha mundialmente e vemos muitos formadores de opinião manifestando essa campanha. Nós podemos ver que esta é uma atitude que precisava.”

Criada pelo Alto Comissariado das Nações Unidas para os Direitos Humanos (ACNUDH) em parceria com a Fundação Purpose, a iniciativa foi lançada mundialmente em julho do ano passado e chega agora ao Brasil. A campanha busca ainda, diante dos alarmantes índices de violência contra lésbicas, gays, bissexuais, travestis e transexuais, promover a igualdade e o respeito aos direitos humanos de pessoas LGBT e conscientizar sobre a violência e a discriminação homofóbica e transfóbica. A campanha busca ainda promover maior respeito pelos direitos das pessoas LGBT, em todos os lugares do mundo.

O secretário de Direitos Humanos e Cidadania, Rogério Sottili, disse na cerimônia que, segundo os últimos dados de 2012 da Ouvidoria Nacional, foram recebidas 10 mil denúncias de crimes motivados por homofobia no país. “Quase uma pessoa é morta por dia no nosso país por conta da homofobia. São dados assustadores e não podemos nos omitir diante desta realidade, mas infelizmente a realidade da violência aos grupos LGBT não é só brasileira. Por isso a campanha mundial contra a homofobia é tão importante para conscientizar e transformar essa história. Essa campanha discute algo que deveria ser muito simples, que é uma luta muito antiga, mas que ainda não alcançamos, a liberdade e a igualdade de todos e de todas”, afirmou.

“Sabemos que todos os dias a população LGBT sofre na pele violações dos seus direitos e muitas vezes agressões físicas e homicídios. Infelizmente esta é uma realidade em um país onde não só existem leis contra as opções sexuais e pessoais, mas há até políticas públicas a favor da população LGBT. Então podemos imaginar como é a situação nos países onde a situação das leis são mais preconceituosas e dramáticas”, destacou o diretor do Centro de Informação da Organização das Nações Unidas no Brasil, Giancarlo Summa.


Livres & Iguais


A campanha surgiu na sequência do primeiro relatório oficial da ONU sobre a violência e a discriminação contra a população LGBT, publicado pela ACNUDH em dezembro de 2011. O relatório aponta que, hoje, 76 países ainda criminalizam relações homossexuais consensuais e que agressões, manifestações de ódio e assassinatos motivados por homofobia são registrados em todas as regiões do mundo.

Para conhecer um pouco do trabalho da ONU Brasil para promover a igualdade LGBT, acesse www.onu.org.br/livreseiguais.


Portal PMSP

Destaques do ABC!

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domingo, 2 de junho de 2013

SP: Parada Gay leva multidão às ruas


ORGULHO GAY - GAY PRIDE


Domingo frio e chuvoso em São Paulo não amedrontou cidadãs e cidadãos, que foram pras ruas da cidade defender os direitos civis e protestar contra a homofobia. Neste momento, os 17 trios elétricos estão descendo a Rua da Consolação em direção à Praça da República, onde acontecerá o show de encerramento.

Um dos pontos altos da Parada Gay foi o beijo que a cantora Daniela Mercury deu em sua esposa, Malu Verçosa, para delírio geral do público.




Parada Gay: Daniela Mercury apresenta Malu, sua mulher, para o público

Cantora se transformou em defensora do movimento gay depois de ter assumido seu romance com a jornalista Malu Verçosa

Vitor Sorano 


Danila Mercury agita trio elétrico durante a Parada Gay 2013 de São Paulo. 
Cantora defendeu a liberdade, o casamento gay, a democracia, o amor e a alegria. 
Foto: Ana Ribeiro

Atração mais esperada da 17ª Parada Gay de São Paulo, a cantora Daniela Mercury não decepcionou. Por volta das 14 hs, chegou animada ao trio elétrico no qual se apresentaria, ao som de "O Meu Sangue Ferve por Você", de Sidney Magal . Sorridente, a cantora parou para acenar para o público, que a recebeu com gritos e aplausos, mas não falou com a imprensa.



A cantora apresentou ao público sua mulher, Malu, e a beijou no trio elétrico
Foto: Ana Ribeiro


Foi só na descida da avenida Consolação que ela começou a cantar, às 15hs. Reclamou do frio que fazia em São Paulo, mas conclamou as pessoas a pular e a festejar o amor, a cidade, o país, a democracia e a liberdade.

Abriu a apresentaçao com "O Canto da Cidade", pediu para as pessoas pularem e levantarem os braços. Depois contou que gravou "Paula e Bebeto", música de Caetano Veloso que diz "qualquer maneira de amor vale a pena, qualquer maneira de amor vale amar", no fim do ano passado, antes de se apaixonar pelo seu amor (a jornalista Malu Verçosa).

Depois de cantar o Hino Nacional, chamou Malu para o seu lado. "Eu quero apresentar a Malu pra voces, vem aqui, Malu". E a beijou, para delírio geral. "Tudo o que a gente quer é igualdade, respeito e dignidade", afirmou. E disse mais: "Quem representa a gente é o nosso povo. Viva o casamento igualitário", disse, numa clara provocação ao pastor Marco Feliciano.

Daniela se tornou um importante símbolo do movimento gay em abril, quando assumiu a sua homossexualidade e apresentou a jornalista Malu Verçosa como "meu amor, minha esposa, minha inspiraçao, minha família".

Neste ano, a cantora será a madrinha da Parada Gay de Salvador, que ocorre em 8 de setembro. Em São Paulo, ela se apresentou no trio elétrico da organização do evento baiano. A ministra da Cultura, Marta Suplicy, e o deputado Jean Wyllys, estavam ali também, assistindo à apresentação.


Portal IG

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sexta-feira, 8 de março de 2013

Onde foi parar a nossa humanidade?


"(...) O que são direitos humanos? Para que servem? Os direitos humanos não devem servir apenas para os 'bons'? Para os 'eleitos'? Mas, afinal, quem são esses 'eleitos'; quem são os 'bons'? Qual é, afinal, a lógica da nossa humanidade; dessa nossa espúria humanidade?"




A nossa espúria humanidade



LULA MIRANDA

Os homossexuais são humanos? Os bandidos são humanos? Eles têm direitos? Não. Não no Brasil - e em alguns outros poucos países ditos civilizados


Os homossexuais são humanos? Os bandidos são humanos? Eles têm direitos? Não. Não no Brasil - e em alguns outros poucos países ditos civilizados. Civilizados?! Homossexuais não são humanos; são "bandidos"; são "doentes". No Brasil até a lógica mais simplória é corrompida, desrespeitada, achincalhada.

Um pastor que responde por homofobia e estelionato no STF foi nomeado presidente (!) da Comissão de Direitos Humanos da Câmara! Um ex-PM que matou 36 suspeitos de crime em supostos "confrontos" foi eleito vereador pelo PSDB e chegou a ser indicado pelo seu partido para a Comissão de Direitos Humanos da Câmara Municipal de São Paulo. O que pretendem essas supostas "excelências", os senhores parlamentares?! Avacalhar o Legislativo; o país; a política; os direitos humanos?!

E, afinal, o que são direitos humanos? Para que servem? Os direitos humanos não devem servir apenas para os "bons"? Para os "eleitos"? Mas, afinal, quem são esses "eleitos"; quem são os "bons"? Qual é, afinal, a lógica da nossa humanidade; dessa nossa espúria humanidade? Vejamos a seguir.

Negros não são humanos. Os negros são uma raça inferior que só serve para servir. Passado já mais de um século da abolição da escravatura, os negros ainda são discriminados e continuam sendo tratados como inferiores. Porém, a mulata é o maior tesão. E viva o samba, a capoeira, o caruru e o vatapá!

Onde foi parar a nossa humanidade?

Mulheres não são humanas. Mulheres são espancadas e/ou assassinadas por seus maridos ou namorados, quase todos os dias, só porque estes se acharam traídos ou abandonados. Mas esse é apenas um crime "passional". Mulheres são "diabólicas", "oferecidas". Honra se lava com sangue. "Desonrados" e "abandonados", os homens se redimem na morte. Aumentou 600% - isso mesmo: seiscentos por cento! – os casos de violência às mulheres em 6 anos – diz o jornal hoje. Seiscentos por cento!

Onde foi parar a nossa humanidade?

Nordestinos não são humanos. São, também estes, uma raça inferior. São gabirus, cabeças-chatas; só servem para trabalhar na construção civil e despencar de andaimes pingentes.

Judeus não são humanos. "Japas" tampouco são humanos.

Onde foi parar a nossa humanidade?

Bandidos não são humanos. Bandido bom é bandido morto. Sabe quanto custa um criminoso para a sociedade? Sabe quanto custa manter um "vagabundo" desses à custa do erário; do nosso suado imposto?! Bandido tinha que ser assassinado com um único tiro certeiro e a família ainda deveria pagar o preço da bala ao Estado.

Sem-terra e sem-teto não são humanos. Menores infratores não são humanos. Viciados em crack não são humanos.

Onde foi parar a nossa humanidade?

Homossexuais não são humanos. Homossexuais não, viados mesmo! Viados! Pois são assim que os chamamos, os xingamos. Chibungo! Franchona! Sapata! Falso ao corpo! "Falso ao corpo". Era assim que um antigo crítico de cinema na Bahia do anos 1980, um septuagenário à época, de modo obsessivo denominava os gays, quase todos os dias em suas colunas no jornal A Tarde da Bahia. Colunas que deveriam conter... comentários críticos sobre filmes. Mas traziam inúmeros vitupérios gratuitos aos gays. O preconceito e a intolerância quase sempre são gratuitos e obsessivos.

Homossexuais, usurpados de sua humanidade, são espancados nas ruas das cidades, na calada da noite e à luz do dia. Só porque denotam nos gestos uma certa... fragilidade; só porque são supostamente "efeminados". Pai e filho foram violentamente espancados numa feira agropecuária ano passado. Afinal eram dois homens andando de mãos dadas, uma pouca vergonha! Chibungos! Viados! Homossexuais não são humanos.

Onde foi parar a nossa humanidade?

Quem sabe assim, ouvindo os incômodos ecos da nossa barbárie e bestialidade, acordemos do pesadelo em que afundamos nesse sono profundo e despertemos enfim para a nossa verdadeira humanidade. E nos lembremos por fim que somos todos humanos, demasiado humanos.

N.A. – Os impropérios e vitupérios assacados nesse texto não refletem, em absoluto, a minha opinião, servem apenas, esclareço, como recurso retórico para ilustrar/reforçar o argumento utilizado no texto.

sexta-feira, 23 de setembro de 2011

Dia do Orgulho Bissexual



Em pleno século XXI, dá pra acreditar (e entender) que um cidadão seja discriminado e até sofra constrangimentos, ofensas, violências pela escolha que faz quanto à expressão da sua sexualidade? Assunto de foro íntimo, que interessa somente a si mesmo e a mais ninguém... 


Vivemos numa sociedade doentia. Perversa. Sombria. A Era do Preconceito. "Muito verniz e pouca raiz", como diz o doutor Dráusio Varela.


A propósito, reproduzo um post do blog da combativa Procuradora da República Janice Ascari, membro do Ministério Público Federal em São Paulo, Mestra em Direito e blogueira.


Preconceito contra bissexuais (por héteros e gays)

Bissexuais reclamam que são discriminados por héteros e gays


IURI DE CASTRO TÔRRES

Em tempos de discussão sobre orgulho gay e orgulho hétero, 3% da população brasileira diz sofrer preconceito de ambos os lados.


São os bissexuais - mais de 5 milhões no país, segundo pesquisa Datafolha de 2009. Na próxima sexta, dia 23 [hoje], eles vão comemorar o Dia do Orgulho Bissexual.


Um deles é Fábio*, 17. "Sinto atração pela beleza dos dois", diz. "As mulheres são mais meigas e suaves, já os homens têm pegada forte, são mais rústicos."


Como ele, a estudante de ciências sociais Maraiza Adami, 23, também é bi. Ela reclama: "Os héteros acham que ser bi é transitório ou promíscuo. Já os gays, principalmente dentro do movimento LGBT, acham quase uma agressão você ficar com alguém do sexo oposto."


Especialistas em sexualidade tentam entender as razões do duplo preconceito. O psiquiatra Alexandre Saadeh, especialista em identidade sexual do Hospital das Clínicas, lembra que é muito comum que a bissexualidade seja vista como uma fase anterior à confirmação da homossexualidade.



   Marisa Cauduro/Folhapress

SAO PAULO, SP, BRASIL10-09-2011; Daniela Furtado, 24 criadora do site : be sides sobre bisexualidade.e seu namorado Danilo Milhioranca,26,webdesigner.( Foto: Marisa Cauduro/ Folhapress, FOLHATEEN)*** EXCLUSIVO FOLHA***
A bissexual Daniela Furtado, 24, com seu namorado Danilo Milhiorança, 25, heterossexual


Esse mito incomoda tanto Ilana Falci, 21, de Belo Horizonte, que ela quer editar um vídeo com vários bissexuais dando o seu depoimento. "O bi não é uma pessoa em dúvida", diz ela. "Não precisa decidir se gosta mais de homens ou de mulheres."


O projeto de Ilana se chama "Sou Visível". É possível encontrar mais informação sobre ele em bisides.comEsse site foi criado por outra bissexual, a estudante de secretariado executivo Daniela Furtado, 24. Um dos seus objetivos é utilizar a página para discutir como lutar contra o que ela chama de "bifobia".


Os participantes do site reclamam que, apesar da sigla LGBT incluir os bissexuais, gays e lésbicas "negam lugar" a eles no movimento. "Eles se sentem no direito de nos olhar com desconfiança", diz um dos textos. "Então eu pergunto: o que gays e lésbicas propõem que nós façamos quando o sexo de quem amamos é diferente do nosso?"


Daniela já namorou tanto meninas quanto meninos. Atualmente, está há três anos com Danilo Milhiorança, 25, que é heterossexual.


"Ela foi muito honesta comigo e sempre me fez sentir seguro, então está tudo certo", diz o rapaz.


Entre os bissexuais famosos, estão os cantores David Bowie e Lady Gaga, o vocalista do Green Day, Billie Joe Armstrong, e as atrizes Megan Fox e Angelina Jolie.


ALGO CURIOSO


Nem todo mundo, porém, é tão convicto da sua bissexualidade quanto esses famosos. E não há nada de errado nisso, diz Maria Helena Vilela, educadora sexual e diretora do Instituto Kaplan, que faz estudos sobre sexualidade.


Na adolescência, afirma, é comum a confusão entre admiração e tesão. Muitos jovens, então, acabam tendo experiências com o mesmo sexo, com amigos, por exemplo.


Mas isso não necessariamente os faz homo ou bissexuais, já que a identidade só é completamente estabelecida na fase adulta.


"Os adolescentes têm hormônios saindo pelos ouvidos e maior disponibilidade para o sexo, então é mais complicado separar a curiosidade", explica Saadeh.


Lúcia*, 18, por exemplo, só transou com garotos, mas, desde o começo do ano, tem experimentado ficar com algumas amigas. "Nunca tinha cruzado minha mente a ideia de ficar com meninas, mas rolou um dia e eu gostei, então estou vendo o que realmente quero", diz.


*Nomes fictícios
http://www1.folha.uol.com.br/folhateen/976741-bissexuais-reclamam-que-sao-discriminados-por-heteros-e-gays.shtml


Blog da Janice