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terça-feira, 11 de março de 2014

Gleisi Hoffmann com FHC: "Bateu, Levou!"


"Mexeu com a Presidenta Dilma, mexeu comigo."

Parece ser este o espírito das manifestações que a ex-ministra da Casa Civil e senadora Gleisi Hoffmann (PT-PR) vem fazendo diante de ataques do ministro Joaquim Barbosa, do governador do Paraná, Beto Richa, e agora do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso.

Muito além do charme e da beleza, coragem e determinação.





FHC achincalha Congresso e não tem direito de nos tomar por tolos

Não me passaria pela cabeça que o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso pudesse iniciar um artigo de opinião censurando o sorriso de alguém. Ao indagar com tanto mau humor a razão da alegria estampada na foto da presidenta Dilma com o ex-presidente Lula no Palácio da Alvorada, o ex-presidente surpreende pelo azedume e pela amargura.

A sequência de ataques do artigo parece indicar que o autor renunciou à cadeira de referencial de equilíbrio e estabilidade do debate nacional, que muitos lhe atribuem, para especular sobre uma imaginária (e inexistente) indiferença da presidenta Dilma, e do poder central, em relação às manifestações das ruas e a alguns acontecimentos dos últimos dias. Com todo o respeito, cumpre que o ex-presidente volte à razão. 

Testemunhei na Casa Civil o esforço da presidenta para entender e atender as ruas. Ela foi praticamente a única, entre as lideranças políticas deste país, a expor-se, a manifestar-se claramente, a ter iniciativas. As manifestações carecem ainda de melhor análise histórica, mas, seguramente, erra quem insiste em tentar atribuir toda a insatisfação ao governo central. Será que o ex-presidente acredita que as manifestações eram a favor da oposição? Nenhum governante da oposição foi alvo de protestos?

Ele fala de crise do setor elétrico como se o apagão de 2001/2002 não estivesse na memória do país. A crítica à suposta imprevidência só pode ser a si mesmo e a seu governo. Sobre a inflação, diz que é "bem mais" que 6% ao ano, sem citar, contudo, qualquer fonte que possa sustentar seu índice impreciso e irreal. 

Esquece-se de que deixou ao país uma inflação de 12,7% em 2002.


Com sua prosa instruída, sua cultura e sua força retórica, o ex-presidente cita Maria Antonieta e tenta, em vão, associá-la a personagens da história brasileira no presente. Não faz sentido. Os líderes do atual governo, a começar pela presidenta Dilma, podem orgulhar-se da enorme proximidade com as pessoas. Governam para a maioria. Não é por acaso que os pobres melhoraram de vida e passaram a ter otimismo e esperança.

Fernando Henrique agora critica o clientelismo e a inépcia assegurada por 30 partidos no Congresso. Nem parece que passou oito anos no comando do Executivo, sem dizer "a" ou "b" sobre reforma política. E que governou com um sistema de base parlamentar tão ampla que alterou a Constituição Federal para garantir sua reeleição.

O curioso é que, depois de achincalhar o Congresso, o ex-presidente conclama o conjunto da "classe política" a assumir parcelas de responsabilidade sobre os rumos do Brasil para construírem a política do amanhã. Fiquei pensando: ele tem direito de dizer o que muito bem quiser. Não tem é o direito de nos tomar por tolos. 

Gosto da ideia de buscarmos unir a todos os brasileiros em torno das questões fundamentais para a nossa nação. Não concordo que os temas essenciais sejam a troca da guarda nem a revolta contra o sorriso, mas sem dúvida é preciso aprofundar o debate sobre a economia, a política e as questões sociais. Isso é o fundamental para a construção do futuro. E o futuro pode ser edificado sim com alegria e sorrisos.

Gleisi Hoffmann, senadora PT-PR, em seu Facebook.

Destaques do ABC!

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terça-feira, 30 de julho de 2013

Brasil: Desemprego despenca em 2013


PACTO DA VERDADE



Aqui, no ABC!, o que você não vê nos comentários dos "urubólogos" e noticiário do Jornal Nacional, Veja, Estadão e demais veículos da mídia golpista, que produzem jornalismo de esgoto.

Considerando a crise econômica internacional, que devasta a Europa e outras regiões do mundo, o Brasil vai muito bem, obrigado.




Primeiro semestre de 2013 registra menor taxa de desemprego


O primeiro semestre de 2013 apresentou a menor taxa média de desemprego para o período nos últimos 10 anos. De janeiro a junho deste ano, a taxa média de desemprego foi 5,7%. Já nos primeiros seis meses de 2003, a taxa média de desemprego era 12,2%. Uma queda de 6,5% em todo o período. Para a ministra-chefe da Casa Civil, Gleisi Hoffmann, o Brasil vive uma boa situação de empregabilidade em meio a um cenário adverso vivido por muitas economias ao redor do mundo.

Os dados são do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), que divulgou na última semana os dados sobre desemprego de janeiro a junho deste ano. Comparando junho de 2013 com o mesmo período do ano passado, o Instituto também identificou crescimento de 3,2% do número de trabalhadores com carteira assinada no setor privado, representando um adicional de 359 mil postos de trabalho com carteira assinada.

Blog do Planalto

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sábado, 1 de junho de 2013

Dilma com os ruralistas. O que é isso, Presidenta?


OPINIÃO



Este texto é dedicado à memória do terena Oziel Gabriel, morto aos 35 na defesa da terra dos seus.

“O PT no poder parece que esqueceu toda a trajetória que o construiu”, disse recentemente um ativista dos direitos indígenas. “É doloroso que a sociedade, à frente os povos indígenas, tenha que partir para o confronto contra o PT-Governo para evitar que este se afunde no agronegócio dilapidador da biodiversidade e para impedir a exploração predatória.”

“A bancada ruralista chantageia, joga pesado, barganha. Sabe como enredar o governo porque joga de forma unitária, classista, não titubeia na defesa dos seus interesses. Há análises que interpretam que o maior partido no Brasil é o ‘partido dos ruralistas’.”

"Dize-me com quem andas e te direi quem és..."


Um governo a favor dos caras pálidas

Diário do Centro do Mundo, Londres


Gleisi Hoffmann simboliza a opção do governo Dilma pelos ruralistas em desfavor dos índios.


  Gleisi Hoffmann

Você mede socialmente uma administração pela forma como os desvalidos são tratados.

Olhe para os índios, e você vai ver quanto o Brasil tem que avançar no desenvolvimento social – a despeito das frequentes auto congratulações do PT.

Pobres índios.

Eles devem ter imaginado que, com um governo de raízes populares, sua vida melhoraria.

Talvez a mesma ilusão tenha tomado os moradores de Pinheirinho, o assentamento destruído há pouco mais de um ano em São José dos Campos.

Bem, a realidade é diferente. Nada mostra tão claramente o quanto o PT está engessado nas reformas sociais de que o país tanto necessita quanto a relação do governo Dilma com os índios e, do outro lado, com os ruralistas.

A opção pelos ruralistas é torrencial.

A ministra da Casa Civil Gleisi Hoffmann personifica isso. No começo de maio, na Câmara dos Deputados, ela desqualificou diante de uma plateia de ruralistas um dos raros apoios com os quais os índios contam: a Funai.

Foi aplaudida.

A Funai é um órgão envolvido com os interesses indígenas e, portanto, não é imparcial, disse ela. Gleisi colocou sob suspeição a competência da Funai para desenvolver as atribuições que estão sob a sua responsabilidade.

Dias depois, ela disse que “o governo não pode e não vai concordar com minorias com projetos ideológicos irreais”.

Irreais?

Um momento: preservar o resto do resto de terras indígenas é irreal?

Mudaram os índios, mudaram os fatos – ou mudou o PT?

“O PT no poder parece que esqueceu toda a trajetória que o construiu”, disse recentemente um ativista dos direitos indígenas. “É doloroso que a sociedade, à frente os povos indígenas, tenha que partir para o confronto contra o PT-Governo para evitar que este se afunde no agronegócio dilapidador da biodiversidade e para impedir a exploração predatória.”

Como isso aconteceu?

O governo Dilma Rousseff é hoje refém da bancada ruralista. Sem ela não aprova projetos como a MP dos Portos.

Escreveu um outro ativista: “A bancada ruralista chantageia, joga pesado, barganha. Sabe como enredar o governo porque joga de forma unitária, classista, não titubeia na defesa dos seus interesses. Há análises que interpretam que o maior partido no Brasil é o ‘partido dos ruralistas’.”

Continua ele: “Na ótica do governo, afrontar os ruralistas é empurrá-los para o apoio a outras candidaturas. Nas articulações políticas visando 2014 não é bom tê-los como inimigos, avalia o Palácio do Planalto. Sabe-se que o apoio dos ruralistas foi importante para a vitória de Dilma Rousseff em estados da região centro-oeste. As articulações para reeleição de Dilma contam com o apoio senão de todos, de parcela significativa dos ruralistas.”

Ouça agora o antropólogo Spensy Pimentel: “Num país como o Brasil, o bom trato com a questão indígena ajuda a definir o grau de nobreza de um governo. Porque os indígenas, aqui, não são expressivos, em termos eleitorais, mas eles são um componente da mais alta relevância no que se refere a nossa história e nossa identidade como brasileiros”.

Mas não dão votos e nem ajudam a passar projetos do governo no Congresso – e por isso são desprezados.