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quarta-feira, 15 de maio de 2013

Protógenes bate forte na PGR e no "banqueiro bandido"


Deputado Delegado Protógenes Queiroz (PCdoB-SP) rasgou o verbo ontem, na tribuna da Câmara, defendendo a MP dos Portos e batendo duro no "banqueiro bandido", Daniel Dantas, e em Roberto Gurgel, Procurador-Geral da República.

Protógenes fala em "patranha" no Ministério Público Federal...

Veja o vídeo.




Ministros do STF: digam "não" a JB !


Engenheiro Goulart, Penha, cidade de São Paulo. Esquema criminoso mobilizado contra Sônia Amorim, a cidadã que edita este blog. Ciladas, emboscadas, atentados. Disfarçados, camuflados. Assim opera a delinquência. Mais detalhes na coluna à direita e em outros posts. Cidadã em permanente risco de violência grave. Todos atentos!



SUPREMOCRACIA


"Desmontado o circo, desfeita a gritaria manipuladora e interessada, foi ficando cada vez mais claro que o julgamento [mensalão] foi tragicômico."

"O plenário do Supremo, que examinará a pertinência dos recursos, está desde já na obrigação de deter Joaquim Barbosa."

"O Supremo tem que se erguer moralmente."




O Supremo tem que dizer não a Joaquim Barbosa


PAULO NOGUEIRA, de Londres


Seguir os passos de JB vai levar o grupo todo à desmoralização.


Sede do STF, em Brasília


A única explicação para a ferocidade com que Joaquim Barbosa vem lidando com qualquer coisa relativa aos recursos do mensalão só pode repousar numa tentativa de apagar os próprios rastros naquele que foi um dos piores momentos da história judiciária nacional.

É como se ele acreditasse que mantendo as sentenças duríssimas os erros colossais como que desapareciam sob o tapete.

Mas não é bem assim. Ele não tem o poder de controlar as evidências que foram se acumulando pós-veredito sobre o tortuoso trabalho do STF.

Poucos meses fizeram toda a diferença.

Desmontado o circo, desfeita a gritaria manipuladora e interessada, foi ficando cada vez mais claro que o julgamento foi tragicômico.

O pior papel coube exatamente a Barbosa, que deu o tom vitriólico (e equivocado, como sabemos agora) do julgamento.

Ele teve seus minutos de glória como heroi da mídia. Chegou a ganhar uma capa da Veja na qual era chamado – risos, por favor – de “menino que mudou o Brasil”.

Ora, ele não mudou sequer o STF. Foi incapaz de impedir agressões éticas elementares como as relações entre Fux e um escritório de advocacia.

Foi incapaz ele próprio de estabelecer um padrão ético exemplar ao fazer coisas como convidar – pagar — jornalistas para que dessem a sua miserável visita à Costa Rica, da qual afinal nada restou de relevante, um tom retumbante de excursão napoleônica.

Isso para não falar nos 90 000 gastos numa reforma de banheiros, por causa dos quais ele chamou um jornalista de “palhaço”.

Inepto para mudar o STF ele mudaria o Brasil?

Que ele já deixou de ser heroi para se converter no que é, uma figura lastimável pela mesquinharia e prepotência, está claro.

Para a posteridade ele aparecerá do jeito real, e não fantasiado de Batman ou Super-homem.

Mas o STF não precisa acompanhá-lo em sua louca cavalgada.

O plenário do Supremo, que examinará a pertinência dos recursos, está desde já na obrigação de deter Joaquim Barbosa.

Pelos erros, e pela severidade das penas físicas e morais, os réus têm que poder esgotar todas as formas de recursos.

Para a história, Joaquim Barbosa já é um caso perdido.


Mas os demais ministros não têm por que acompanhá-lo.

O Supremo tem que se erguer moralmente.

Meio século atrás, o Supremo era respeitado quase que nos limites da veneração.

O jornalista Carlos Castelo Branco, em seu livro sobre a renúncia de Jânio, lembra um episódio que mostra isso.

Corria o boato de que o ministro da Justiça de Jânio, Pedroso Horta, sairia do gabinete para se transferir para o Supremo.

Castelinho, que era assessor de imprensa de Jânio, perguntou a Horta sobre o boato.

“Não”, disse Horta. “Eu não tenho estatura moral para o Supremo.”

Uma frase dessas hoje pareceria, infelizmente, uma piada.



Diário do Centro do Mundo

Destaques do ABC!

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terça-feira, 14 de maio de 2013

São Paulo: tolerância zero na violência contra mulher



Engenheiro Goulart, Penha, cidade de São Paulo.

Esquema criminoso mobilizado contra Sônia Amorim, a cidadã que edita este blog. Ciladas, emboscadas, atentados. Disfarçados, camuflados. Assim opera a delinquência. Mais detalhes na coluna à direita e em outros posts. Todos atentos!




NOVOS TEMPOS EM SÃO PAULO


Assim como no plano federal o governo popular e trabalhista criou a Secretaria de Políticas Para as Mulheres, atualmente sob o comando da ministra Eleonora Menicucci, a maior cidade brasileira não poderia ignorar as problemáticas que dizem respeito à condição feminina.

O prefeito Fernando Haddad criou a Secretaria Especial de Políticas Para as Mulheres, que tem à frente Denise Motta Dau, graduada em Serviço Social e com mestrado em Saúde Coletiva. A secretaria tem um olhar prioritário ao enfrentamento da gravíssima questão da violência contra a mulher, e acaba de publicar e disponibilizar a cartilha "A São Paulo que queremos não tolera violência contra a mulher".

Mulheres podem sofrer violência física, sexual, moral, psicológica, patrimonial, doméstica, familiar, institucional. Violência contra mulher é VIOLAÇÃO de DIREITOS HUMANOS!

É vítima de violência ou tem conhecimento de mulheres violentadas?

Denuncie!  

(Disque 180 ou utilize outros canais)





"A São Paulo que queremos não tolera violência contra a mulher"

Esse é o tema da Cartilha contra a violência publicada pela Secretaria Especial de Políticas para as Mulheres



Cartilha "A São Paulo que queremos não tolera violência contra a mulher"

A Cartilha "A São Paulo que queremos não tolera violência contra a mulher" foi lançada no último dia 07 de março durante a divulgação do programa “Mulheres em Todos os Espaços”, elaborado pela Secretaria Especial de Políticas para as Mulheres.

A publicação contém toda a Lei Maria da Penha, os direitos das mulheres, bem como os endereços dos Centros de Cidadania da Mulher (CCM), Casas Abrigo e Centros de Atendimento para Mulheres Vítimas de Violência. Faça aqui o download da publicação.


SEPM/PMSP

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segunda-feira, 13 de maio de 2013

SP: Prefeitura abre espaços para questões da Mulher


Engenheiro Goulart, Penha, cidade de São Paulo.

Esquema criminoso mobilizado contra Sônia Amorim, a cidadã que edita este blog. Ciladas, emboscadas, atentados. Disfarçados, camuflados. Assim opera a delinquência. Mais detalhes na coluna à direita e em outros posts. Todos atentos!



NOVOS TEMPOS EM SÃO PAULO


São Paulo em ótimas mãos, limpas, dignas e competentes. Além do prefeito Fernando Haddad, que faz uma gestão aberta, transparente e moderna, a administração da cidade conta com a participação ativa da primeira-dama, Ana Estela Haddad, da vice-prefeita Nádia Campeão, da secretária especial de Políticas para as Mulheres, Denise Motta Dau, e de outras tantas valorosas mulheres à frente de secretarias, subprefeituras e outros órgãos.

Hoje, algumas delas estiveram discutindo políticas voltadas ao combate à violência contra a mulher e outros temas que dizem respeito à condição feminina.

Ana Estela Haddad e Nádia Campeão     SECOM/PMSP


Encontro com vereadoras debate políticas públicas para as mulheres


Projetos para a Secretaria Especial de Políticas para as Mulheres foram debatidos no encontro, que contou com a presença da vice-prefeita Nádia Campeão e da primeira-dama de São Paulo, Ana Estela Haddad



A Secretaria Especial de Políticas para as Mulheres promoveu nesta segunda-feira (13) um encontro com a bancada feminina da Câmara Municipal. O objetivo da reunião, que contou com a presença da primeira-dama de São Paulo, Ana Estela Haddad, e da vice-prefeita Nádia Campeão, foi apresentar os projetos da pasta às vereadoras e ouvir sugestões de novas ações que possam ser criadas para combater a violência contra a mulher.

“Essa é uma primeira conversa de muitas. Queremos que esses encontros sejam um espaço para troca de ideias e de discussões sobre o combate à violência contra a mulher”, disse a secretária Denise Motta Dau.

Denise destacou ainda que a aprovação da pasta na última quarta-feira (8) já foi o primeiro passo nessa causa. “A Câmara aprovou em peso a criação da Secretaria de Políticas para as Mulheres do Município de São Paulo. Agora, vamos ter como agregar recursos humanos, equipamentos, espaço físico e orçamento para poder implementar as políticas relacionadas à temática de gênero na cidade”, completou.

Segundo a vice-prefeita Nádia Campeão, o próximo passo será pensar em ações que deem visibilidade à Secretaria de Políticas para as Mulheres. “A visibilidade dessa secretaria não pode ficar restrita ao Dia Internacional da Mulher. Nosso desafio é ao longo dos próximos quatro anos, para que uma futura gestão não extinga uma pasta tão importante”, disse.

A primeira-dama do município, Ana Estela Haddad, lembrou que a questão da mulher
engloba também o trabalho e o cuidado com os filhos. “Muitas mulheres trabalham fora e não conseguem tempo para acompanhar uma fase tão importante do desenvolvimento dos filhos, que é a primeira-infância. Precisamos encontrar meios de que as mulheres participem mais ativamente da vida dos filhos dentro das creches da cidade”, disse Ana Estela.

As vereadoras Juliana Cardoso (PT) e Sandra Tadeu (DEM), que participaram do almoço, disseram estar à disposição da secretaria para apoiar projetos com relevância para a mulher. “A criação de uma pasta específica para as mulheres vem num momento muito importante, uma vez que até o próprio Governo Federal já tem um Ministério voltado para as políticas das mulheres. A Prefeitura tem em mim uma parceira nessa causa”, disse a vereadora Juliana Cardoso.

Mamatas midiáticas


"Dinheiro público foi sempre usado também para financiar – em condições de mãe para filho – empreendimentos que deveriam ser bancados por nossos intrépidos, aspas, capitalistas da mídia."

"Para completar a tragicomédia, as empresas promovem campanhas sistemáticas de engambelação coletiva destinadas a provar, aspas, que os impostos são elevados no Brasil.

Não são. A carga tributária brasileira, na casa de 35%, é bem menor que a de países modelos, como a Escandinávia."

"Para que o Brasil avance socialmente, as mamatas das empresas de mídia – fiscais e não só fiscais — têm que acabar."

"O dinheiro que custam as mordomias bilionárias da mídia deve servir à sociedade: que se construam escolas, hospitais e estradas com ele, em vez de vê-lo dar acesso à lista de super ricos da Forbes."




Para a sociedade avançar, os privilégios da mídia têm que acabar



PAULO NOGUEIRA


O dinheiro do contribuinte tem que ser mais bem empregado.


Jânio não conseguiu varrer os privilégios fiscais da imprensa

Li “A Renúncia de Jânio”, do jornalista Carlos Castelo Branco, o último grande colunista político brasileiro.

O que me levou a esse velho livro foram as recentes evocações do infame golpe militar de 1964 em seu aniversário, no dia 31 de março.

O golpe, de alguma forma, começa em Jânio, o demagogo que renunciou à presidência em 1961 quando estava fazia apenas sete meses no cargo, por motivos jamais explicados.

Mas o que mais me chamou a atenção no livro é um episódio que mostra bem o regime de privilégios fiscais desfrutados há muito tempo pelas empresas jornalísticas brasileiras.

Castelinho, que foi assessor de imprensa de Jânio, conta que certa vez estava preparando uma sala para um pronunciamento que ele, Jânio, faria naquela noite em rede nacional de televisão.

No lugar escolhido, a biblioteca do Palácio da Alvorada, Castelinho viu sobre a mesa um exemplar do Estadão de domingo. Em cima, estava um bilhete do presidente: “Não toquem neste jornal. Preciso dele”.

“Só soube do que se tratava quando Jânio o ergueu na mão para exibi-lo audaciosamente ao país [na fala em rede] como fruto de privilégios, o esbanjamento de papel comprado com subvenção oficial, pago, portanto, pelo povo”, escreveu Castelinho.

É o chamado “papel imune”. Os contribuintes subvencionam há décadas o papel usado para imprimir jornais e revistas.

Jânio apontou o mal, mas não foi capaz de resolvê-lo. Os mesmos empresários que tanto falam num Estado mínimo não se embaraçam em, nas sombras, mamar nele em coisas como o papel imune, e em muitas outras.

Dinheiro público foi sempre usado também para financiar – em condições de mãe para filho – empreendimentos que deveriam ser bancados por nossos intrépidos, aspas, capitalistas da mídia.

Nos anos 90, Roberto Marinho comemorou ao lado de FHC a inauguração de uma supergráfica projetada para quando o jornal chegasse – hahaha – à marca de 1 milhão de exemplares.

FHC não estava na foto porque Roberto Marinho queria promovê-lo. É que o governo tinha concedido um empréstimo especial às Organizações Globo para fazer a gráfica que hoje parece uma piada.


Na inauguração do parque gráfico da Globo, em 1999, o Estado 
serviu de babá e evitou o risco de um investimento fracassado

Por que o empréstimo? Ora, a Globo era então já uma potência. Tinha mais de metade do faturamento da publicidade nacional, graças à tevê e a expedientes amorais como o chamado BV (bonificação por vendas).

A empresa poderia, perfeitamente, bancar o passo (torto) que decidira dar com a nova gráfica. Mas não. O Estado babá estava ali, à disposição, na figura sorridente de FHC.

Essencialmente, o resultado é que a fortuna da família Marinho foi poupada do risco de um investimento que poderia fracassar, como aconteceu.

Coisa parecida aconteceu com as outras grandes empresas em suas incursões para fazer novos parques gráficos: dinheiro farto, quase dado.

Fora o papel imune, naturalmente.

E fora, mais recentemente, artifícios como a criação de PJs (pessoas jurídicas) para reduzir os impostos pagos.

Note. As companhias jornalísticas não querem pagar impostos, mas depois esperam que o Estado – com dinheiro alheio, do “Zé do Povo”, como dizia o patriarca Irineu Marinho – esteja com os cofres cheios para bancar seus investimentos.

Para completar a tragicomédia, as empresas promovem campanhas sistemáticas de engambelação coletiva destinadas a provar, aspas, que os impostos são elevados no Brasil.

Não são. A carga tributária brasileira, na casa de 35%, é bem menor que a de países modelos, como a Escandinávia.

A diferença é que, neles, as corporações pagam o que devem. Vá, na Dinamarca ou na Noruega, inventar PJs e você é chutado da esfera corporativa e submetido a desprezo nacional.

Para que o Brasil avance socialmente, as mamatas das empresas de mídia – fiscais e não só fiscais — têm que acabar.

Não é fácil, como vemos ao constatar o que deu do brado janista de meio século atrás. Sucessivos governos têm vergado ao poder de intimidação da mídia. (Para a qual vigora ainda uma inacreditável reserva de mercado, aliás.)

Mas nada é fácil.

O poder de manipulação da mídia se reduziu, graças à internet.

Se há uma hora para fazer o que deve ser feito, é esta.

O dinheiro que custam as mordomias bilionárias da mídia deve servir à sociedade: que se construam escolas, hospitais e estradas com ele, em vez de vê-lo dar acesso à lista de superricos da Forbes.

Dilma tem que se mexer, em nome do Brasil.


O jornalista Paulo Nogueira, baseado em Londres, é fundador e diretor editorial do site de notícias e análises Diário do Centro do Mundo.

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domingo, 12 de maio de 2013

Ser Mãe em São Paulo


PREFEITURA PROMOVE RODA DE DIÁLOGO "SER MÃE EM SÃO PAULO"



Muitas vezes, tudo o que precisamos é dar voz a toda essa diversidade. Esperamos que esse diálogo seja apenas o começo. Nesses quatro anos, queremos escutá-los de modo que possamos nos enxergar no lugar do outro para, enfim, construirmos uma São Paulo melhor e mais solidária para todos.

                                         Ana Estela Haddad, primeira-dama da cidade de São Paulo


Primeira-dama, Ana Estela Haddad    SECOM/PMSP


Primeira-dama promove diálogo entre mulheres para a discussão dos desafios da mãe paulistana

Atividade integra evento em comemoração ao Dia das Mães. Atrações musicais, feira gastronômica, brincadeiras, oficinas e palestras serão realizadas no Vale do Anhangabaú até domingo.


Maria Amélia Vampré Xavier tem 87 anos de idade e é mãe de um senhor com deficiência intelectual. Quando muito pouco se sabia sobre a criação de crianças deficientes intelectuais, Maria Amélia se juntou a outros pais que enfrentavam o mesmo problema e fundou a Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais (APAE) de São Paulo na década de 60. Atualmente, a rede de APAEs está presente em mais de 2 mil municípios de todo o território brasileiro.

Entre 2008 e 2012, a jovem Alana viveu pelas ruas de São Paulo. Durante parte deste período, teve de lidar com o desafio de criar um de seus filhos. Atualmente, a jovem é atendida por uma organização social e, recentemente, voltou a estudar e já tem planos para entrar no mercado de trabalho.

Maria Amélia e Alana são duas das várias mulheres que contaram sua história na manhã deste sábado (11), em meio à roda de diálogo "Ser Mãe em São Paulo", no Vale do Anhangabaú. Mediada pela primeira-dama Ana Estela Haddad, a atividade reuniu depoimentos que tinham como intuito levantar discussões acerca da diversidade das mães paulistanas e o papel da maternidade na sociedade contemporânea.

"Estamos aqui hoje para compartilhar a experiência dessas mulheres que assim como tantas outras paulistanas, lidam com o desafio de ser mãe em São Paulo", afirmou Ana Estela na abertura do evento. A maternidade exercida por cadeirantes, migrantes, casais homoafetivos e soropositivos esteve entre os temas discutidos ao longo de mais de três horas de conversa.

Em diversos momentos, a primeira-dama chamou atenção para o mundo de vozes que definem a mãe paulistana. “Muitas vezes, tudo o que precisamos é dar voz a toda essa diversidade. Esperamos que esse diálogo seja apenas o começo. Nesses quatro anos, queremos escutá-los de modo que possamos nos enxergar no lugar do outro para, enfim, construirmos uma São Paulo melhor e mais solidária para todos”, comentou.

O prefeito Fernando Haddad esteve presente e acompanhou o debate. “Estamos inaugurando uma nova forma de lidar com o Dia das Mães. Nós tivemos a oportunidade de ouvir depoimentos muito importantes que têm o objetivo de humanizar, de criar uma cidade mais tolerante e um olhar mais atento para as mães paulistanas em toda a sua complexidade de vida de mulher moderna - não apenas na condição de mãe, mas de trabalhadora, de cidadã”, comentou o prefeito após o encerramento da roda de conversa.

A ministra de Políticas para as Mulheres, Eleonora Menicucci, a secretária adjunta da Secretaria de Direitos Humanos, Larissa Beltramim, e as secretárias Luciana Temer, da Secretaria Municipal de Assistência e Desenvolvimento Social, Marianne Pinotti, da Secretaria da Pessoa com Deficiência e Mobilidade Reduzida, e Denise Motta Dau, da Secretaria de Política para as Mulheres, também participaram da roda de diálogo.

Durante a tarde, a primeira-dama assistiu às apresentações do grupo de ballet da Associação Fernanda Biandrini, cujas integrantes são mulheres portadoras de deficiência visual, e da cantora Tulipa Ruiz. Ana Estela visitou ainda as tendas que integram o evento promovido pela Prefeitura. São espaços onde mulheres puderam obter informações, orientações e atendimento à saúde, inclusive. Informações sobre a Lei Maria da Penha, o teste do pezinho, aleitamento materno e orientações sobre adoção estão entre os serviços prestados.

O evento reuniu ainda oficinas de temas diversos. Havia oficinas de bonecas, de cuidados com a pele da gestante, de compartilhamento das atividades domésticas, de tai chi e práticas alternativas, de tênis de campo e de cartonagem.



Pedalada


Neste domingo (12), para encerrar o evento, a Secretaria de Esportes convida as mães e filhos a participar da pedalada no Centro Histórico de São Paulo. A atividade contará com a presença do prefeito Fernando Haddad e da primeira-dama, Ana Estela Haddad. O passeio terá início às 10 horas, em frente à sede da prefeitura, no Viaduto do Chá, e terminará em frente ao prédio dos Correios.


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sábado, 11 de maio de 2013

"Milagre" em SP: Juiz acumula 30 milhões em 30 meses


CORRUPÇÃO NA ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA



Mais um "milagre da multiplicação de imóveis" acontece em São Paulo.

Depois do estrondoso caso de Hussain Aref Saab, servidor do APROV, órgão da Secretaria da Habitação da Prefeitura de São Paulo, flagrado com um patrimônio de mais de 100 imóveis, um juiz com salário líquido de 13 mil reais acumula imóveis no valor de R$ 30 milhões em 30 meses.

Um verdadeiro "gênio das finanças"!...



Juiz do Fisco acumula bens de R$ 30 mi em 30 meses

Salário líquido é de R$ 13 mil; Justiça bloqueia patrimônio de magistrado da Fazenda paulista

Fausto Macedo


SÃO PAULO - A Justiça decretou o bloqueio de todos os bens do juiz Élcio Fiori Henriques, do Tribunal de Impostos e Taxas (TIT) da Secretaria da Fazenda do Estado. Agente fiscal de rendas de carreira do Fisco paulista desde 2006, Fiori amealhou patrimônio de R$ 30,75 milhões em imóveis de alto padrão em apenas dois anos e meio - sua remuneração bruta é de R$ 19.490; a líquida é de R$ 13.020.

Ele é suspeito de lavagem de capitais e crime contra a administração pública - como juiz de impostos, segundo os investigadores, teria negociado redução de valores de autuações impostas a pessoas jurídicas.

Duas decisões judiciais congelam sua fortuna, uma da Justiça criminal, outra da 9.ª Vara da Fazenda Pública, que viram risco de ocultação e dilapidação de ativos de Fiori. Foi ordenado o sequestro de 19 imóveis que o juiz incorporou ao seu patrimônio e ao de sua empresa, a JSK Serviços, Investimentos e Participações Ltda., entre 4 de março de 2010 e 5 de outubro de 2012. Parte dos imóveis foi adquirida com dinheiro em espécie, relatam testemunhas.

Entre 15 de março de 2010 e 9 de agosto de 2011, o magistrado da Fazenda e a JSK compraram, e posteriormente revenderam, 22 imóveis de luxo. Nessas transações ele desembolsou R$ 1,84 milhão e, pela venda, recebeu R$ 5,66 milhões, lucro de 208%, ou R$ 3,82 milhões. "Mesmo num mercado imobiliário superaquecido, os lucros obtidos são desproporcionais e fora dos padrões observados no mercado", diz o Ministério Público.

Os investigadores apontam para o "incrível acúmulo de riqueza de Fiori". Além dos imóveis adquiridos e revendidos, entre 4 de março de 2010 e 5 de outubro de 2012, Fiori comprou em nome próprio ou da JSK Serviços outros 19 apartamentos residenciais e salas comerciais, que registrou por R$ 15,28 milhões. O valor real empregado na aquisição dos bens é estimado em R$ 30,75 milhões.

Operação. A investigação sobre o enriquecimento relâmpago do magistrado tem base na Operação Lava-Rápido - missão da Polícia Federal e da Procuradoria da República que desarticulou organização criminosa infiltrada em setores da Fazenda para se apoderar de processos fiscais de empresas autuadas.

O TIT, composto de 16 Câmaras, é vinculado à Coordenadoria de Administração Tributária da Fazenda. Os juízes podem ser representantes da Fazenda ou dos contribuintes. Os juízes servidores públicos são indicados pela Fazenda e pela Procuradoria-Geral do Estado. Os que representam contribuintes são indicados por entidades de diversos setores envolvidos com a tributação estadual.

Em 2008, com apenas dois anos na Fazenda, Fiori foi designado para as funções de assistente fiscal no TIT e assumiu cadeira de juiz, participando de julgamentos de impugnações e recursos contra autuações milionárias. Agora, é suplente na 16.ª Câmara Julgadora.

Os investigadores suspeitam que Fiori construiu seu tesouro "mediante numerário possivelmente proveniente de crime de corrupção passiva". Antes de assumir a função de juiz de impostos, em sua declaração de Imposto de Renda, exercício 2007, não constava nenhum bem imóvel. O acréscimo patrimonial coincidiu com o período da nomeação de Fiori no TIT.

Lucro. Os imóveis foram registrados por um valor muito abaixo do praticado no mercado, o que tipifica lavagem de dinheiro, segundo investigadores. Em 5 de outubro de 2011, ele comprou conjuntos comerciais no Edifício Wilson Mendes Caldeira, na Avenida das Nações Unidas, Vila Olímpia, ao preço de R$ 3,9 milhões, valor de registro em cartório. A investigação mostra que o valor real era R$ 7 milhões. Um ano depois, outubro de 2012, Fiori comprou outro conjunto no mesmo prédio, incluindo 9 vagas na garagem, e pagou R$ 3,2 milhões, segundo a matrícula 30.394, mas com valor de mercado de R$ 6 milhões, diferença de 87,5%.

Na compra de um apartamento no Edifício Adress Cidade Jardim - matrícula 119.378 -, ele teve lucro a realizar de 900%. Registrou o bem em 16 de abril de 2010 por R$ 50 mil, mas o valor real batia em R$ 500 mil.

Em outra transação, a 13 de setembro de 2010, declarou ter desembolsado R$ 510 mil na compra de um apartamento no Edifício Serra Azul - matrícula 115.871 -, em Cerqueira César. O valor real: R$ 2,7 milhões, lucro a realizar de 429,41%.


Ele constituiu a JSK Serviços em 4 de maio de 2011, supostamente para assumir o patrimônio desproporcional e ocultar e dissimular os bens conquistados no exercício da função de juiz do TIT
. Figura como sócio-proprietário da JSK com 99,99% do capital social e integralizou R$ 1,3 milhão.


Estadão online

Destaques do ABC!

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