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segunda-feira, 6 de agosto de 2012

SP: Eliana Calmon denuncia "conluio" entre juízes e advogados


O insigne jurista Miguel Reale Jr. há tempos alertou: na corrupção do Judiciário os advogados (e as advogadas, claro!) são uma peça fundamental, pois fazem o meio de campo, o leva-e-traz, entre a parte corruptora e o magistrado (magistrada) corrupto (a): Advocacia de Esgoto e Bandidos (as) de Toga, unidos, para promover INJUSTIÇA!

Portanto, a Ordem dos Advogados do Brasil também tem que participar do combate desses verdadeiros cancros que emporcalham fóruns e tribunais, gente que passou 5 anos dentro de uma faculdade para obter um diploma que lhes permita roubar, lesar, promover injustiças e transitar no Judiciário como se estivesse num chiqueiro.

A aguerrida ministra Eliana Calmon, que está em São Paulo dando início a uma Mega-Inspeção no maior tribunal do País, chamou a atenção do presidente Ivan Sartori e de todos os demais membros do Judiciário para o CONLUIO entre Advogados (as) e Magistrados (as), em prejuízo dos cidadãos e cidadãs.

O Abra a Boca, Cidadão! e esta Blogueira, vítima desse conluio, comemoram mais uma vez a coragem, a combatividade e a hombridade da Grande Mulher da Justiça! 

Manda bala, ministra!!!




Corregedoria investiga 2% dos juízes 
do TJ de SP por corrupção

Tribunal de São Paulo é o 25° a passar por vistoria.
Serão investigadas folhas de pagamento e pagamento de precatórios.


Marcio Pinho


Eliana e Sartori durante reunião na sede do TJ (Foto: Márcio Pinho/G1)Eliana e Sartori durante reunião na sede do TJ
(Foto: Márcio Pinho/G1)
A corregedoria do Conselho Nacional de Justiça começou nesta segunda-feira (6) uma inspeção no Tribunal de Justiça de São Paulo. A ministra Eliana Calmon, que já realizou trabalhos semelhantes em outros tribunais do país, afirmou que são investigados em São Paulo cerca de 2% dos magistrados por denúncias de corrupção, principalmente sobre conluios com advogados das partes. O Tribunal tem 2.021 juízes de primeiro grau.

“É um universo mínimo, mas nos preocupa. Não podemos admitir”, afirmou a ministra. Segundo Calmon, a inspeção ocorrerá em quatro etapas. Inicialmente serão investigadas folhas de pagamento, questões administrativas e pagamento de precatórios. Ao término da inspeção, será elaborado um relatório conclusivo da visita com recomendações e determinações ao tribunal.

Calmon disse que tem satisfação em iniciar a inspeção com “um espírito de colaboração”. Ela elogiou a atual direção do tribunal, a cargo de Ivan Sartori há sete meses, afirmando que o órgão aumenta sua transparência. “O tribunal dá o primeiro passo para a modernização, que é a abertura”. O tratamento é bem diferente do dado à ministra no ano passado, quando uma liminar impediu a realização da investigação no TJ-SP.


Atraso
Segundo Eliana Calmon, outras denúncias que chegam com frequência são sobre o atraso. Em relação a estas há mais tolerância, segundo Calmon, já que o Conselho Nacional de Justiça tem consciência do sucateamento da primeira instância. As reclamações de atraso são encaminhadas à corregedoria local.

O Tribunal de Justiça de São Paulo é o 25º a ser investigado. O trabalho iniciado em 2008 já passou por outros 24 estados. Segundo o presidente do TJ, Ivan Sartori, sua administração realizou um “choque de gestão”, mas a solução de problemas históricos não é automática. Ele afirma que a corregedoria local também apura casos de corrupção. Segundo ele, nos últimos 18 meses, dois juízes foram afastados em São Paulo.

G1

Destaques do ABC!
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Bandidos de Toga, tremei! Eliana Calmon em São Paulo



Uma Mega-Inspeção tem início hoje no Tribunal de Justiça de São Paulo, o maior do País, sob o comando da destemida Corregedora Nacional de Justiça, ministra Eliana Calmon.


Está marcada uma entrevista coletiva da Corregedora às 15 horas, quando Eliana Calmon detalhará as etapas da inspeção que sua grande equipe promoverá em vários setores do TJ-SP.


Todo apoio e gratidão do povo paulista e paulistano à Grande Mulher da Justiça, por seu trabalho verdadeiramente histórico e inestimável à frente da Corregedoria do Conselho Nacional de Justiça.




Eliana Calmon abre inspeção no TJSP 
nesta segunda-feira

Gláucio Dettmar/Agência CNJ
Eliana Calmon abre inspeção no TJSP nesta segunda-feira
Começa nesta segunda-feira (6/8) a primeira etapa da inspeção da Corregedoria Nacional de Justiça no Tribunal de Justiça de São Paulo (TJSP). O objetivo é verificar as rotinas administrativas da maior Corte estadual do País, no intuito de contribuir com o aprimoramento da prestação jurisdicional. A corregedora nacional de Justiça, ministra Eliana Calmon, participará do primeiro dia de trabalho no TJSP e dará entrevista coletiva à imprensa às 15h, na sede do Tribunal, em São Paulo, para explicar como funcionará a inspeção.

O Tribunal de Justiça paulista será o 25º a ser inspecionado pela Corregedoria Nacional de Justiça. Na segunda-feira (6/8), a ministra Eliana Calmon se reunirá com o presidente do TJSP, desembargador Ivan Sartori, e com o Conselho Superior da Magistratura. Também participará de reuniões com representantes da Ordem dos Advogados do Brasil, do Ministério Público, dos servidores do Judiciário e da Defensoria Pública, no intuito de conhecer as dificuldades enfrentadas na Justiça Comum do Estado.

As informações coletadas servirão de complemento às visitas realizadas no Tribunal. Durante toda a semana, uma equipe de aproximadamente 30 pessoas, incluindo juízes-auxiliares, servidores e técnicos, vai verificar as áreas de pessoal, licitações e contratos administrativos, o Fundo Especial do Poder Judiciário e a execução orçamentária, o setor de precatórios e os procedimentos administrativos e disciplinares da Presidência e da Corregedoria-Geral do TJSP.

A inspeção foi determinada pela ministra Eliana Calmon por meio da  Portaria 101, publicada na última semana. O TJSP é hoje a maior Corte do país, onde tramitam quase 30% dos casos novos que chegam por ano à Justiça estadual, segundo dados da publicação Justiça em Números. Ao término da inspeção, será elaborado um relatório conclusivo da visita com recomendações e determinações ao Tribunal.

Desde outubro de 2008, quando a Corregedoria Nacional de Justiça deu início às inspeções, o trabalho já passou por outros 24 tribunais. São eles: os Tribunais de Justiça de Roraima, Rondônia, Rio de Janeiro, Amapá, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Rio Grande do Norte, Paraná, Distrito Federal e Territórios, Ceará, Pernambuco, Tocantins, Espírito Santo, Paraíba, Alagoas, Piauí, Amazonas, Pará, Maranhão, Bahia e Minas Gerais. Também já foram inspecionados o Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF1), a Justiça Militar do Rio Grande do Sul e unidades da Justiça Federal em Belo Horizonte.

Coletiva da ministra Eliana Calmon
Data: segunda-feira (6/8)
Horário: 15h
Local: sede do Tribunal de Justiça de São Paulo, Praça da Sé, s/nº

Mariana Braga
Agência CNJ de Notícias

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domingo, 5 de agosto de 2012

Phil, Paris, 2004



Começa com um "arraso" na bateria. E por aí vai, com canções inesquecíveis...



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Ponto de Mutação, o Filme



Chegamos ao Ponto de Mutação. Ou mudamos nosso modo de pensar e de viver ou perecemos enquanto humanidade. A mudança deve ser de percepção, de consciência. Um novo olhar para o planeta e para nós mesmos, enquanto indivíduos e espécie.


Cidadania Planetária e Revolução Mundial têm tudo a ver com esse novo olhar.







Dois amigos, um político e um poeta, em crise existencial encontram num castelo medieval no Monte Saint Michel uma física desencantada com a ciência, ao ver suas descobertas empregadas para a destruição no projeto Guerra nas Estrelas. No encontro, eles entretêm uma longa conversa que percorre ecologia, fisica quântica, poesia, política, tecnologia. Esses diálogos nos apresentam uma nova visão de mundo, fundamental, segundo o autor, Fritjof Capra, para a salvação do planeta e de nós todos.


Um filme instigante, atualíssimo, que mostra a urgência de se instalar uma nova abordagem, um novo pensamento, novos valores, se quisermos transformar radicalmente a realidade crítica que nos circunda.

sábado, 4 de agosto de 2012

Dilma, aprovadíssima, em nova pesquisa



Trabalhadora, discreta, linha dura e mão-de-ferro nos negócios públicos, mas humana e acolhedora quando se trata dos mais frágeis, a Poderosa Dilma Rousseff bate mais um recorde em pesquisa da sua gestão junto ao povo, que é o que importa. 


As más línguas, as línguas-de-aluguel, continuarão babando veneno quando falarem da presidenta.


Os cães ladram e a caravana passa...















A perigosa guerrilheira

Acolhendo o pequeno cidadão

                                                                                                          Um beijo ao Povo Brasileiro


 (imagens da campanha presidencial/2010)


Dilma é aprovada por 75,7% da população


Aprovação da presidenta cresceu 5,5 pontos percentuais 

desde o ano passado. Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom/ABr

A gestão da presidenta Dilma Rousseff é aprovada por 75,7% da população, segundo pesquisa realizada pela Confederação Nacional do Transporte (CNT). A aprovação cresceu 5,5 pontos percentuais desde a última pesquisa realizada no mandato da presidenta, em agosto de 2011, quando ela tinha 70,2% de aprovação.

O resultado também é superior ao do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva após o mesmo tempo de mandato. Em junho de 2004, um ano e meio após assumir o cargo, Lula tinha 54,1% de aprovação.

A CNT também pediu para os entrevistados compararem os governos da atual presidenta e do seu antecessor. Segundo a pesquisa, 34,6% acham o governo de Dilma pior que o de Lula, 48,2% acreditam que eles são iguais e 15,9% acham o da presidenta melhor.

Eleição de 2014

A CNT também fez as primeiras pesquisas estimuladas para a eleição à presidência da República de 2014. Foram testados dois cenários diferentes com três candidatos cada e em ambos o candidato petista seria eleito no primeiro turno.

Num cenário com Dilma candidata à reeleição, ela teria 59%. Em segunda, o senador Aécio Neves (PSDB-MG) teria 14,8% e o governador de Pernambuco, Eduardo Campos, teria 6,5%.

Num cenário com Lula candidato, a diferença entre os candidatos é maior. O ex-presidente teria 69,8%, Aécio 11,9% e Eduardo Campos 3,2%.

Foram realizadas 2.000 entrevistas e a margem de erro da pesquisa é de 2,2 pontos percentuais para mais ou para menos. A pesquisa foi realizada de 18 a 22 de julho e divulgada nesta sexta-feira 3.



CartaCapital


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sexta-feira, 3 de agosto de 2012

STF: Gurgel denuncia a Quadrilha do Mensalão

Procurador da República, Roberto Gurgel, denuncia a Quadrilha do Mensalão no STF ao longo desta tarde. A peça acusatória é contundente, pesada.




"Tudo da quadrilha era feito de modo enviesado"


Reflexões sobre a barbárie midiática



Por um jovem e promissor jornalista.


É preciso que a Blogosfera esteja atenta, pois alguns blogueiros já descambam para reproduzir os mecanismos de dominação da grande imprensa, atuando em sentido contrário à emancipação dos cidadãos, em busca de audiência, poder e dinheiro, claro.






O problema da mídia no Brasil

INSTITUIÇÃO MAIS PODEROSA DO PAÍS, A MÍDIA FAZ A MANUTENÇÃO DE UM BRASIL ACORRENTADO AO PASSADO E APROVEITA-SE DA APATIA POLÍTICA DO BRASILEIRO PARA AUMENTAR SUA INFLUÊNCIA E, CLARO, LUCRAR

Rafael Querrer

As cicatrizes provocadas pelas injustiças, covardias e tragédias com as quais se escreveram a história do Brasil permanecem ávidas, eternizando o terror da violência que deformou, e deforma, diariamente, o país. As feridas provocadas pelo ódio intolerante e fascista, instaurado por colonos, ditadores e impérios ao longo do processo de construção do Brasil persistem abertas na medida em que a sociedade é imersa, a todo o momento, em conceitos ultrapassados que reforçam o teor discriminatório e preconceituoso implícito na cultura nacional. Os cidadãos, cobaias dessa tortura durante mais de 500 anos, aprenderam a reproduzir o horror de períodos insanos da história do Brasil em comportamentos retrógrados e prejudiciais a qualquer país, comunidade ou grupo que precise desenvolver-se socialmente de acordo com padrões democráticos, justos e igualitários.


Nascido e educado sob a influência de padrões sociais, políticos e culturais repressivos e arcaicos, o brasileiro edificou parte de suas instituições com as mesmas características retrógradas que se arrastaram do período colonial até o século 21. Isso sem perceber a necessidade de reformas e adaptações para evitar que tais instituições reproduzissem, em abundância, produtos já ultrapassados. São polícias, escolas, governos e até entidades organizadas pela sociedade civil recriando e promovendo antigas posturas adotadas pela estupidez de recentes administrações sedentas por poder, com explícitas intenções mercadológicas e alfabetizadas pela violência. Hoje, devido à amplitude e eficiência da força comunicativa da velha mídia tupiniquim, a televisão, o rádio, os jornais, as revistas e até mesmo os portais de internet uniram-se e consolidaram a instituição com a maior capacidade impulsionadora de valores "comuns" em períodos menos esclarecidos da humanidade: a mídia do alto da pirâmide, as poucas famílias que detêm o poder de se comunicar unilateralmente (e exclusivamente) com uma quantidade enorme de pessoas, as donas das empresas de comunicação, remontam a realidade buscando a manutenção de um Brasil colônia.


Os meios de comunicação aproveitam-se da apatia política do brasileiro, de sua ignorância quanto à própria história, de seu pouco entusiasmo para refletir sobre questões políticas, sociais e midiáticas e de sua postura conservadora, egoísta e excludente para aumentar sua influência e, claro, lucrar. A mídia reforça o que foi doutrinado pela violência dos anos de chumbo ou do período escravagista, por exemplo, e ainda concebe noções e representações moldadas com as péssimas experiências desse período. E tudo isso serve para aumentar uma audiência composta por pessoas acostumadas e dependentes das truculências sociais que ampliam a possibilidade de eventos racistas, machistas, homofóbicos etc. As empresas de comunicação, em muitos dos casos, ganham dinheiro em cima de conceitos equivocados que a sociedade incorporou, conservou, aprendeu a gostar e agora reproduz por pensar ser coerente e correto. Aliás, reproduz por não conseguir, ainda, fazer uma leitura ou interpretação adequada do que representa 80% da programação à qual é submetida. Isso não é novidade para um país repleto de "letrados" que mal conseguem ler um livro.


Com as portas, pernas e mentes abertas, os espectadores, ouvintes e navegantes são invadidos pela influência midiática, que aproveita para plantar opiniões, pontos de vista deturpados e linhas editoriais que dividem a cama com a parte comercial das corporações. Os receptores reagem, cada um à sua maneira, mas não conseguem fugir do tsunami provocado pela indústria da comunicação para, muitas vezes, impedir as mudanças que o país precisa. Não aparentam capacidade intelectual, não têm unidade (força) e nem representantes políticos competentes para caminhar de encontro à vontade dos grupos de comunicação e romper laços com a falta de respeito que é propagada por muitos deles. Basta abrir uma revista ou ligar a televisão para entrar em choque com verdades desenvolvidas para moldar um país sem espaço para a diversidade/diferença, sem lugar para o pobre e sem respeito pela mulher. E por mais incrível que isso possa parecer, esses são os fatos criados para vender, mas que também acabam ensinando.


Um dos motivos que leva jornais, programas de televisão, propagandas e até mesmo portais da internet a promover esse tipo de desagravo são as regras impostas pelo jogo capitalista do mercado, onde o lucro sobrepõe o respeito, ou a recuperação de um país desigual e injusto. Além desse item há também o conservadorismo preconceituoso e letal do brasileiro aliado a uma base educacional ainda deficiente e sem "prestígio" (estudar pra que?). A televisão roubou o papel da escola, mas leciona sem ética ou cuidados. Hoje, por exemplo, estupros e outras violências contra a mulher tornam-se piada em um país com altos índices dessas barbáries. Enquanto isso, do outro lado, um empresário ri e enche os bolsos de dinheiro.


As propagandas têm sido cada vez mais propulsoras de perspectivas ultrapassadas, inadequadas e desrespeitosas, principalmente com as mulheres. De acordo com boa parte das campanhas publicitárias que são veiculadas, hoje, as mulheres tornaram-se um produto a ser consumido ou manipulado por bens que não definem personalidade ou caráter, como carros e latas de cerveja. Além disso, as propagandas brincam com realidades historicamente perversas, envolvendo situações que terminam em casos de violência doméstica, na vida real. Outras campanhas, disputando o troféu da falta de noção, desenvolvem trabalhos visualmente perfeitos, mas com valores no mínimo imbecis. Sem avaliação alguma sobre o contexto social e econômico do país, eu imagino, essas propagandas atribuem novos valores ao humano, que agora é o carro que tem ou o lugar onde mora, e lhe ensinam novas perspectivas: "jogue bola para melhorar a sua vida e confie no nosso banco". E não para por aí, há propagandas que mantêm a "ordem" das coisas, mostrando que as "famílias felizes" e bem sucedidas são sempre compostas por pessoas de pele branca (e com a mãe cozinhando ou limpando a casa), enquanto os negros são utilizados exclusivamente para apresentar a "pluralidade racial" mentirosa de instituições de ensino superior ou para dizer que "os pobres terão acesso a uma nova política pública" (porque para a mídia "preto e pobre são palavras iguais"). E por fim (dos meus exemplos) as propagandas que querem também determinar como devem ser corpos, cabelos e roupas, pregando uma velha ditadura que nunca deixou de existir.


Essas e muitas outras (propagandas) estão preocupadas apenas em atingir a lucratividade com a venda dos seus produtos e se apoiam não só no afastamento do brasileiro quanto às questões sociais e políticas do país, como também na tendência conservadora e preconceituosa de muitos cidadãos em reproduzir comportamentos tenebrosos, ultrapassados e até criminosos. É a brutalidade da ignorância em favor de uma das máquinas mais atuais de sustentação do nosso falido sistema político e econômico vigente: a mídia.


Não bastassem as ridículas e pobres alusões racistas e discriminatórias nas propagandas, ainda temos os programas de televisão, incluindo novelas e quadros de comédia, que insistem em estar sempre renovando o desrespeito. São as histórias de sempre, que sustentam e mantêm negros, mulheres, gays e nordestinos em situações que já não compõem o nosso contexto atual, principalmente por constituírem crimes contra os direitos humanos. As minorias se tornam caricaturas para divertir e distrair, promovendo discriminação e exclusão. Estão dentro de uma programação que não respeita e não está preocupada com os valores seculares enfrentados por essas pessoas, mas sim em entupir outros cidadãos com uma "ração audiovisual" de baixa qualidade para a obtenção de poder e dinheiro.


E a imprensa não fica atrás, principalmente os setores que atuam para ganhar mais espaço no mercado ao invés de suprir a necessidade da sociedade brasileira por uma informação de qualidade, sem entrelinhas. São os lucros da publicidade sobre as dificuldades da população. E para alcançar seus objetivos esses "jornalões" jogam sujo. Escondem informações, invadem as vidas alheias e deturpam realidades para que elas pareçam menos complexas e mais "rentáveis". Quantos jornalistas nunca tiveram que apagar essa ou aquela frase, parágrafo ou palavra em função de acordos e anúncios publicitários? Quantos jornais não produzem suas manchetes "para vender jornal" e não para informar o público? Quantos jornais se desvinculam de políticos para se vincular ao leitor/espectador/ouvinte? Quantos jornais não pertencem a um político "bem conectado" no Congresso Nacional, no Palácio do Planalto e no Supremo Tribunal Federal? Aliás, no Brasil, além de perpetuar moldes oligárquicos, a imprensa também julga pela justiça, legisla pelos parlamentares e senadores e executa pela presidente da República. Por aqui, os jornais se tornam até partidos políticos. Porém, é preciso levar em conta que ninguém sabe ao certo qual é o papel ou a função da mídia nacional e nativa.


No Brasil, a mídia ajuda a manter um país que não deveria existir para um povo que não o conhece. São poucas famílias formatando o Brasil a bel prazer, para que políticos e empresários se eternizem na direção de uma República que escondeu corpos estigmatizados pelas truculências da história. Tudo para privilegiar os grupos que "presidem" o país desde a época em que uma das principais propulsoras da nossa economia era a chibata.


O impressionante é que apesar dos mais de 500 anos de experiência, a população ainda não despertou por inteiro para fazer sumir alguns dos muros impostos, quando coroas e impérios nos presentearam com mordaças, coleiras e ignorância. A luta não é fácil, principalmente para quem nas estatísticas atua pelo time dos excluídos, marginalizados e "diferentes". Ou melhor, a parte da população prejudicada diretamente pelos tropeços do país e que não consegue se recuperar por inteiro. Também não é fácil para aqueles que saíram da caverna e encontraram outra luz, além da emitida pela televisão. É óbvio que apenas uma regulamentação da mídia não seria o suficiente para mudar o país, até porque os meios de comunicação são apenas parte de um problema muito maior. Seria necessária uma verdadeira revolução social, cultural, política e econômica. Mas vai ficando difícil acreditar em mudanças dentro de um país com pessoas que não sabem falar a própria língua, não conhecem a própria história e estão muito distantes da vontade real de querer um país diferente.


Rafael Querrer é jornalista e repórter de política e economia


Brasil 247


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