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domingo, 18 de dezembro de 2011

Celebração do Amor



O que é o Amor? O que é o Amor verdadeiro? Existe verdadeiramente Amor no estágio atual da humanidade? O que o mundo de hoje nos mostra? 


A seguir, palavras de um sábio.



O que é o Amor ? 


Eu não sei. Tudo o que sei é que experimentar o amor é uma das mais belas experiências da vida.

Para vivenciarmos o verdadeiro amor, quatro passos devem ser celebrados.

O primeiro passo é: esteja aqui e agora – porque o amor só é possível aqui e agora.

O segundo passo em direção ao amor é libertar-se dos sentimentos negativos… porque muitas pessoas amam, mas seu amor está contaminado por sentimentos como ciúme, possessividade ou medo.

O terceiro: compartilhe. O amor é uma fragrância a ser compartilhada, irradiada. O amor não pode ser acumulado; ele só pode ser compartilhado.

E o quarto: seja um nada. Somente quando você está vazio de você, há o amor. Quando você está cheio de ego não é possível amar. O amor e o ego não podem existir juntos. É impossível o amor e o ego estarem juntos, porque amor e Deus são sinônimos.

Somente uma pessoa que aprendeu a amar é madura. Uma pessoa madura não “cai de amor”, ela se “eleva no amor”. E quando duas pessoas maduras 
estão se amando, um dos maiores paradoxos da vida acontece. Elas estão juntas, são quase um, mas esta unidade não destrói a individualidade. Na verdade, realça.

Duas pessoas maduras em verdadeiro amor ajudam-se mutuamente a se tornarem mais livres, mais plenas, mais completas.
                                                                                                                   Osho



Amor não é sentimento. É escolha. Decisão. Construção.


Amor não é segurar, não é prender. É deixar ir...


Celebremos o Amor, ouvindo a belíssima canção de John Denver.


Cantem. E celebrem o amor verdadeiro.





Perhaps Love - Talvez o Amor

John Denver & Placido Domingo



Perhaps love is like a resting place  
Talvez o amor seja como um lugar de descanso
A shelter from the storm  

Um abrigo da tempestade
It exists to give you comfort  

Ele existe para confortá-lo
It is there to keep you warm  

Ele está lá para mantê-lo aquecido
And in those times of trouble  

E naqueles momentos de dificuldade
When you are most alone  

Quando você está mais sozinho
The memory of love will bring you home  

A lembrança do amor te trará acolhida

Perhaps love is like a window  

Talvez o amor seja como uma janela
Perhaps an open door  

Talvez uma porta aberta
It invites you come to closer  

Ele te convida a chegar mais perto
It wants to show you more  

Ele quer te mostrar mais
And even if you lose yourself and  

E mesmo que você se perca e
don't know what to do  

Não saiba o que fazer
The memory of love will see you through

A lembrança do amor o acompanhará

Oh love to some is like a cloud  

O amor para alguns é como uma nuvem
To some as strong as steel  

Para outros tão forte como o aço
For some a way of living  

Para alguns um jeito de viver
For some a way to feel  

Para outros um jeito de sentir
And some say love is holding on  

E alguns dizem que o amor é prender
And some say letting go  

E outros dizem que é deixar ir
And some say love is everything  

E alguns dizem que o amor é tudo
And some say they don't know  

E outros dizem que não sabem

Perhaps love is like the ocean  

Talvez o amor seja como o oceano
Full of conflict, full of pain  

Cheio de conflito, cheio de dor
Like a fire when it's cold outside  

Como um fogo quando está frio lá fora
Or thunder when it rains  

Ou trovão quando chove
If I should live forever  

Se eu viver para sempre
And all my dreams come true  

E todos os meus sonhos virarem realidade
My memories of love will be of you  

Minhas lembranças do amor serão de você


*

sábado, 17 de dezembro de 2011

O assassinato do Yorkshire e a barbárie no Facebook



Eu queria mesmo tratar deste assunto.


Eu queria compartilhar com vocês o sentimento de revolta e indignação que me tomou ontem quando "passei os olhos" sobre aquela violência estúpida, de uma enfermeira covarde e doente, contra um animalzinho indefeso, estampada em vários sites e portais.


Falo que "passei os olhos" porque não consigo ler este tipo de notícia. E muito menos ver o vídeo do assassinato cometido por esta besta enfurecida.


A indignação é imensa diante da atrocidade contra o animal, mas ao mesmo tempo brota em mim o estranhamento pela reação irracional de internautas que promovem um verdadeiro linchamento público e sumário da assassina.


Espero que a Polícia, o Judiciário, o Ministério Público cumpram com suas obrigações constitucionais, façam valer a Lei de Crimes Ambientais e outros dispositivos legais e sancionem este ser estúpido e ignorante, que cometeu esta barbaridade e ainda se vangloria nas redes sociais (apologia a crime). E alerto para que fiquemos atentos às nossas atitudes, para não nos deixarmos contaminar pela atmosfera de bestialidade e enveredarmos por insanidades semelhantes.


Toda Vida é Sagrada!




Civilização e barbárie
A era dos homo facers

Durante algum tempo, homens e animais dividiram os mesmos espaços e as mesmas angústias. Não existiam gandulas de supermercado, mas, em compensação, não havia outras preocupações na vida a não ser “o que vou comer no almoço”, “o que devo caçar”, “como conseguir o alimento com menos tempo e menos esforço”.

Era o tempo da racionalidade. O corpo tinha fome e o instinto nos levava à caça, à pesca, à colheita de frutos. Homens e iguanas poderiam sentar numa mesma mesa de bar, se houvesse bar naquele tempo, para compartilhar as mesmas queixas sobre um dia árduo. “Rapaz, deixei aquele mosquito escapar, mas foi por pouco. Tive que me contentar com um caqui podre que já estava no chão. Meu filho ficou puto porque não aguenta mais comer caqui”.



O homo facer: de dia compartilha bons sentimentos, à noite, pede sangue em nome de justiça

Ambos eram caça, ambos eram caçadores (a onça corria mais, mas os dois podiam se esconder na árvore).

E assim não caminhava a humanidade até o dia em que o sujeito de barba, ereto, observou um osso jogado no chão e percebeu que podia fazer daquele instrumento uma arma. Foi quando resolveu domesticar os animais para a sua alimentação e companhia. De um lado, atendia aos apelos do estômago, que teimava em sentir fome; de outro, atendia ao apelo da alma, para que desse um jeito na solidão.

Deste último grupo não havia melhor representante que os cães, que eram mais leais que o vizinho barbudo da casa ao lado. Eram tão dóceis quanto os elefantes e menos pegajosos do que as iguanas; só eles tinham porte para cuidar do nosso quintal e vigiar nossas posses sem estragos além dos inevitáveis. Criou-se o conceito de amizade.

Passa a fita e o sujeito barbudo abandona o osso e passa a fabricar armas. Fabrica também casas, indústrias, estradas, dutos, aviões e até lâminas de barbear. Fabrica também noções de justiça e regras de convivência. Quando viu, o homem já não era o lobo do homem, mas um ser atento a um novo jogo de sobrevivência. Permanecia falso como um camaleão, mas ciente de que um passo errado o colocaria em problemas com o delegado, com o juiz e até mesmo com o advogado, que viu naquilo tudo um negócio mais rentável do que vender ossos a prestação.

Era o tempo da evolução. Enquanto isso as iguanas e os cães seguiam lá: leais, mas à espera de que alguém os alimentasse.

Leia também:

‘Prende e arrebenta’

A morte no caminho
Indiferença, linguagem universal 

Fato é que, tanto tempo depois, o ser humano já aprendeu a lidar com quase tudo. Já foi pra Lua, começou e encerrou muitas guerras, construiu a ponte estaiada sobre a marginal, botou muito vírus e muita bactéria para correr. Só não aprendeu a lidar com o elemento humano que definitivamente o diferencia do animal que domestica. Porque o animal, quando tem fome, come; quando tem sono, dorme; mas o ser humano, desde que o mundo é mundo, tem mania de complicar tudo. Por isso, toma remédios para emagrecer quando deve comer, e bebe energético ou café com guaraná quando precisa dormir.

É o ser humano que, movido a paixões, mata pai, mãe, tio ou irmão quando é contrariado. Só ele possui propriedades ainda inexistentes no mundo mineral e animal, como o ciúme, a ingratidão, a raiva, a vingança, a indignação. Por isso gasta-se tanto tempo para entender, em vão, atitudes impensadas (ou pensadas, mas fora do script do que se considera normal), como jogar a filha pela janela do apartamento ou invadir um haras para matar a tiros a amante.



O cão, que assiste de camarote 
à involução humana




Anos de evolução e revoluções (da industrial à tecnológica) e páginas impressas de vã filosofia não bastaram para eliminar as barbáries do período primitivo. As barbáries, como os animais, foram apenas domesticadas. Estão sob eterna vigilância de um conjunto de regras e noções sobre ação e reação – que impedem, ou deveriam impedir, que irmãos matem irmãos impunemente. Mesmo assim, não impedem.


E quando não impedem, quando voltamos a nos comportar como animais, tentamos entender e racionalizar o que aconteceu. Quando isso é impossível, a coisa trava. Como uma máquina. Não conseguimos emitir resposta, a cabeça começa a esquentar, a soltar fumaça, como um computador à espera do Control + Alt + Del para começar tudo de novo.

Mergulhados numa era de competição feroz, e cansados de apertar os parafusos que nos garantem o orgulho de ser alguém na vida, entramos de cabeça num período confuso, de pura contradição. Lemos livros de auto-ajuda e falamos de bons sentimentos, mas damos cotoveladas homéricas em quem se aproximar do nosso parafuso e nossos quintais. O outro, o vizinho, o colega e até a esposa e o marido são sempre uma ameaça. Sempre podem produzir algo que não consta do script, da trairagem à traição. Porque são humanos, e não devolvem sorrisos quando fazemos cafuné neles. Alguns te engolem no dia seguinte, e ainda ameaçam colocar no YouTube aquele vídeo em que você aparece em posição constrangedora.

Vai ver é por isso que, para compensar nossa incapacidade de se desanimalizar (tenho a impressão de que essa palavra não existe), façamos tanto esforço para humanizar aqueles que ainda têm jeito na vida. No caso, os animais – aquele parceiro de caça de outrora e que hoje nos distrai e nos faz companhia na hora da novela, da sopa, e na hora em que precisamos quebrar o gelo da casa para não lembrar que somos sozinhos, vazios e incapazes de nos relacionar com alguém da nossa espécie.

É compreensível. Um animal bem cuidado jamais vai ser traiçoeiro. Vai, enquanto for vivo, cumprir tudo o que se espera dele. Jamais vai te contestar nem esperar seu sono para ligar para outros donos. Vai ser sempre leal, parceiro, dócil. Um ser, enfim, que devolve amor quando a ele dedicamos amor. Bem diferente dos filhos, para passarem metade da vida ouvindo regras e a outra metade as descumprindo. Adão e Eva estão aí para mostrar que não existe paraíso que compense a delícia de ser oposição (com o perdão a Machado de Assis).

Com quase 30 anos nas costas, não me lembro até hoje de ter conhecido ser humano mais leal do que o Tupi, um pastor belga parceiro de dias e noites num dos períodos mais saudosos da minha infância. E não me lembro até hoje de ter sentido uma tristeza mais aguda do que o dia em que nos despedimos dele, num centro veterinário de Jaboticabal, onde meus pais foram informados de que não havia outra cura para seus tumores a não ser sacrificá-lo. Nunca me esqueci do Tupi, que uma hora dessas deve estar roçando as pernas de São Francisco de Assis.

Mesmo assim, acho que até ele se preocuparia se visse, do céu, a reação de bípedes conectados que, numa ação conjunta articulada pela internet, resolveram pedir o linchamento público de uma mulher filmada agredindo um cão até a morte. A cena é lamentável e a comoção, como diante de qualquer crime, parece inevitável.

O crime é, como qualquer crime, um ponto fora da curva das regras de convivência. Racionais que somos, não estamos preparados para absorver algo que não faça sentido (um ser humano maltratar até a morte um ser indefeso). E, como uma máquina de computador que não codifica a mensagem e passa a soltar fumaça, voltamos à pré-história. O tal Control + Alt + Del.

Em coro, juntamente até com o novelista da tevê, vamos às redes sociais com tridentes, escopetas, facas nos dentes para pedir justiça. Não a justiça resultante de anos de evolução, com processo, direito de defesa, ressocialização, espaço para o arrependimento, ação corretiva. Mas a justiça dos antepassados, que expurgavam os pontos fora da curva com apedrejamento e sangue.

Na era virtual, não basta cobrar justiça. É preciso expor a agressora, mostrar a cara, o número do celular, o endereço e o aviso: procura-se viva ou morta. Se amanhã ela for presa, processada e punida, não sentiremos a menor saciedade. Sangue se paga com sangue, e é assim desde que homens e animais engatinhavam juntos nos tempos áureos.

Nada mais representativo dos nossa era atual. Nos últimos anos, o Twitter e o Facebook permitiram que encontrássemos eco para nossas ideias mais pessoais, algumas inconfessáveis em períodos normais da história.

Fosse vivo, Benito Mussolini mediria sua popularidade pelo botão de “curtir”, e não seria pouca. O usuário da internet, sabendo que é uma legião, perdeu até a vergonha de relinchar em público. Ganhou uma plateia para as causas justas (como a defesa da dignidade dos animais) e para as suas causas duvidosas (como uma certa vontade, assumida ou não, de passar o trator na cracolândia). O meio é a mensagem e a mensagem é, no mínimo, estranha: por que vemos tanto espírito no pet e nenhum no marginal?

A verdade é que, juntos, o sentimento de revolta e o compartilhamento de simpatias pela barbárie deram outra dimensão à ideia de justiça. Em defesa dos animais, passamos a pedir a eliminação do ser humano, numa tentativa vã de extirpar do nosso convívio o elemento humano, aquele imprevisível, ingrato, incompreensível, que nos leva ao crime e à barbárie.

A indignação e a revolta nos ajudam a lembrar que somos humanos, e não máquinas indiferentes. Mas, como humanos, nos lembram que estamos sujeitos à mesma barbárie, seja como vítimas, seja como carrascos. Contra a covardia, respondemos com mais covardia. E assim a humanidade segue, no seu inevitável caminho de volta ao tempo em que ainda rastejava.



Matheus Pichonelli


CartaCapital 


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Triste Judiciário: o Tribunal da Cidadania



Vimos sempre falando aqui do Judiciário brasileiro e de como ele destoa dos outros dois poderes da República, uma vez que é o mais fechado, retrógrado, elitista, refratário a mudanças e seus membros não são escolhidos por eleições.


A corrupção é um mal que se alastra em todas as direções, nos três poderes e em todos os outros setores da sociedade. Onde estiver o ser humano, com seus interesses mesquinhos, haverá corrupção.


O que não quer dizer que se aceite e não se combata este malfeito. No poder criado exatamente para promover a legalidade e coibir ilícitos, é inadmissível que a corrupção corra solta, como parece acontecer.


A seguir, mais um artigo do professor Marco Antonio Villa sobre as mazelas do Judiciário. Desta vez no STJ, o chamado "Tribunal da Cidadania".




Triste Judiciário: um breve retrato do STJ

Marco Antonio Villa


O Superior Tribunal de Justiça (STJ) é formado por 33 ministros. Foi criado pela Constituição de 1988. Poucos conhecem ou acompanham sua atuação, pois as atenções nacionais estão concentradas no Supremo Tribunal Federal. No site oficial está escrito que é o tribunal da cidadania. Será?

Um simples passeio pelo site permite obter algumas informações preocupantes.

O tribunal tem 160 veículos, dos quais 112 são automóveis e os restantes 48 são vans, furgões e ônibus. É difícil entender as razões de tantos veículos para um simples tribunal. Mais estranho é o número de funcionários. São 2.741 efetivos.

Muitos, é inegável. Mas o número total é maior ainda. Os terceirizados representam 1.018. Desta forma, um simples tribunal tem 3.759 funcionários, com a média aproximada de mais de uma centena de trabalhadores por ministro!! Mesmo assim, em um só contrato, sem licitação, foram destinados quase R$2 milhões para serviço de secretariado.

Não é por falta de recursos que os processos demoram tantos anos para serem julgados. Dinheiro sobra. Em 2010, a dotação orçamentária foi de R$940 milhões. O dinheiro foi mal gasto. Só para comunicação e divulgação institucional foram reservados R$11 milhões, para assistência médica a dotação foi de R$47 milhões e mais 45 milhões de auxílio-alimentação. Os funcionários devem viver com muita sede, pois foram destinados para compra de água mineral R$170 mil. E para reformar uma cozinha foram gastos R$114 mil. Em um acesso digno de Oswaldo Cruz, o STJ consumiu R$225 mil em vacinas. À conservação dos jardins — que, presumo, devem estar muito bem conservados — o tribunal reservou para um simples sistema de irrigação a módica quantia de R$286 mil.

Se o passeio pelos gastos do tribunal é aterrador, muito pior é o cenário quando analisamos a folha de pagamento. O STJ fala em transparência, porém não discrimina o nome dos ministros e funcionários e seus salários. Só é possível saber que um ministro ou um funcionário (sem o respectivo nome) recebeu em certo mês um determinado salário bruto. E só. Mesmo assim, vale muito a pena pesquisar as folhas de pagamento, mesmo que nem todas, deste ano, estejam disponibilizadas. A média salarial é muito alta. Entre centenas de funcionários efetivos é muito difícil encontrar algum que ganhe menos de 5 mil reais.

Mas o que chama principalmente a atenção, além dos salários, são os ganhos eventuais, denominação que o tribunal dá para o abono, indenização e antecipação das férias, a antecipação e a gratificação natalinas, pagamentos retroativos e serviço extraordinário e substituição. Ganhos rendosos. Em março deste ano um ministro recebeu, neste item, 169 mil reais. Infelizmente há outros dois que receberam quase que o triplo: um, R$404 mil; e outro, R$435 mil. Este último, somando o salário e as vantagens pessoais, auferiu quase meio milhão de reais em apenas um mês! Os outros dois foram “menos aquinhoados”, um ficou com R$197 mil e o segundo, com 432 mil. A situação foi muito mais grave em setembro. Neste mês, seis ministros receberam salários astronômicos: variando de R$190 mil a R$228 mil.

Os funcionários (assim como os ministros) acrescem ao salário (designado, estranhamente, como “remuneração paradigma”) também as “vantagens eventuais”, além das vantagens pessoais e outros auxílios (sem esquecer as diárias). Assim, não é incomum um funcionário receber R$21 mil, como foi o caso do assessor-chefe CJ-3, do ministro 19, os R$25,8 mil do assessor-chefe CJ-3 do ministro 22, ou, ainda, em setembro, o assessor chefe CJ-3 do desembargador 1 recebeu R$39 mil (seria cômico se não fosse trágico: até parece identificação do seriado “Agente 86”).

Em meio a estes privilégios, o STJ deu outros péssimos exemplos. Em 2010, um ministro, Paulo Medina, foi acusado de vender sentenças judiciais. Foi condenado pelo CNJ. Imaginou-se que seria preso por ter violado a lei sob a proteção do Estado, o que é ignóbil. Não, nada disso. A pena foi a aposentadoria compulsória. Passou a receber R$25 mil. E que pode ser extensiva à viúva como pensão. Em outubro deste ano, o presidente do STJ, Ari Pargendler, foi denunciado pelo estudante Marco Paulo dos Santos. O estudante, estagiário no STJ, estava numa fila de um caixa eletrônico da agência do Banco do Brasil existente naquele tribunal. Na frente dele estava o presidente do STJ. Pargendler, aos gritos, exigiu que o rapaz ficasse distante dele, quando já estava aguardando, como todos os outros clientes, na fila regulamentar. O presidente daquela Corte avançou em direção ao estudante, arrancou o seu crachá e gritou: “Sou presidente do STJ e você está demitido. Isso aqui acabou para você.” E cumpriu a ameaça. O estudante, que dependia do estágio — recebia R$750 —, foi sumariamente demitido.

Certamente o STJ vai argumentar que todos os gastos e privilégios são legais. E devem ser. Mas são imorais, dignos de uma república bufa. Os ministros deveriam ter vergonha de receber 30, 50 ou até 480 mil reais por mês. Na verdade devem achar que é uma intromissão indevida examinar seus gastos. Muitos, inclusive, podem até usar o seu poder legal para coagir os críticos. Triste Judiciário. Depois de tanta luta para o estabelecimento do estado de direito, acabou confundindo independência com a gastança irresponsável de recursos públicos, e autonomia com prepotência. Deixou de lado a razão da sua existência: fazer justiça.


MARCO ANTONIO VILLA é historiador e professor da Universidade Federal de São Carlos (SP).

Blog do Villa



Destaques do ABC!


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sexta-feira, 16 de dezembro de 2011

STF: Todos são iguais perante a lei...



... mas uns são mais iguais que os outros.



A Justiça não é igual para todos, como prova o STF no caso Jader Barbalho



                                                                                                              Peluso (foto: O Globo)

O Supremo Tribunal Federal fecha o ano com mais uma surpreendente decisão.


O ministro Cezar Peluso, que preside a Corte excelsa, mudou de posição e, depois de receber pedido da cúpula do PMDB, colocou em julgamento, sem a publicação na pauta e com a ausência do relator Joaquim Barbosa (mais uma vez licenciado para tratamento da coluna vertebral), os autos relativos ao pedido de autorização judicial de posse formulado por Jader Barbalho, o mais votado para o cargo de senador paraense na eleição de 2010: 1,8 milhão de votos.

No caso, o julgamento estava suspenso devido a empate. Então, o ministro-relator (Joaquim Barbosa) formulou proposta aceita de se esperar, para desempate, a posse da nova ministra, que ocuparia a cadeira da aposentada ministra Ellen Gracie.

A proposta do ministro Barbosa deveu-se ao fato de, como era sabido, o presidente Peluso não aceitar cumprir o Regimento do STF que lhe concedia, no caso de empate, votar duas vezes, ou seja, como ministro e como presidente. Esse tipo de voto é chamado no STF de “voto de qualidade”.

Para não cumprir o Regimento, o ministro Peluso justificava a incompatibilidade do dispositivo com o regime democrático. No julgamento de Joaquim Roriz, ex-governador do Distrito Federal, Peluso afirmou, para todo o Brasil, que não era um déspota e, portanto, não votaria duas vezes.

Ontem, Peluso mudou de opinião e votou para desempatar. Pior, na reunião com a cúpula do PMDB, conforme noticia o jornal O Estado de S. Paulo, sugeriu que o interessado, Jader Barbalho, pedisse por petição seu voto de desempate.

Jarbas Barbalho, é bom recordar, tinha sido barrado pela Lei da Ficha Limpa, apresentada ao Parlamento por iniciativa popular que reuniu 2 milhões de assinaturas.

Para não ser cassado por quebra de decoro parlamentar e se tornar inelegível, Barbalho, em 2001, renunciou ao mandato de senador. À época, ele protagonizava escândalo por corrupção a envolver a Sudam (Superintendência do Desenvolvimento da Amazônia) e o Banpará. Pela Lei da Ficha Limpa, aquele que renuncia a mandato para evitar eventual cassação torna-se inelegível.

Para o cidadão-comum, tentou-se passar a informação de Peluso ter evitado dupla injustiça. A primeira de se abrir oportunidade para a posse do terceiro suplente, que é de outro partido (PSOL) não vencedor. A segunda, de o STF já ter entendimento de não se aplicar a Lei da Ficha Limpa na eleição de 2010.

Tudo isso até seria aceitável não tivesse Peluso declarado, anteriormente, a inconstitucionalidade do voto de qualidade (desempate). E não estivesse em tramitação pelo Parlamento projeto de reajuste de vencimentos da Magistratura.

Wálter Fanganiello Maierovitch, jurista e ex-desembargador do TJ-SP.

Terra

Destaque do ABC!

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Dilma: Tolerância Zero com a corrupção



Na entrevista que concedeu a jornalistas que cobrem a Presidência da República no Palácio do Planalto, durante café da manhã de confraternização hoje cedo, a presidenta Dilma Rousseff, mais uma vez, deixou claro que não compactua com malfeito e corrupção. 


Em pesquisa divulgada hoje pela CNI/Ibope, a aprovação da presidenta Dilma em seu primeiro ano de governo supera as de Lula e FHC no mesmo período.


A seguir, os principais pontos da entrevista.



Dilma: "Qualquer malfeito ou corrupção terá tolerância zero"


Em café da manhã com jornalistas, presidenta prometeu trabalhar para evitar que crises políticas voltem a atingir o governo

Severino Motta, iG Brasília

Prestes a concluir seu primeiro ano no Palácio do Planalto, a presidenta Dilma Rousseff prometeu trabalhar para evitar que novas crises políticas se instalem no governo. Dilma, que realizou nesta manhã um café da manhã com jornalistas que cobrem a Presidência da República, perdeu sete ministros desde o início da gestão, seis deles por suspeita de envolvimento em irregularidades e esquemas de corrupção.

Leia também: Avaliação positiva do governo Dilma sobe para 56%, diz CNI/Ibope

A presidenta reconheceu que não pode garantir à população brasileira que episódios como esses não se repetirão, mas avisou que não vai tolerar práticas irregulares. "Vou dizer: qualquer prática de malfeito ou corrupção é tolerância zero", afirmou Dilma. "Não tem como dizer se em algum momento no futuro isso vai ocorrer de novo. Mas asseguro que vou tomar todos os cuidados para que isso não aconteça”, completou. Confira abaixo os principais pontos do encontro de Dilma com a imprensa.



                                                                                                              Foto: Roberto Stuckert Filho/PR

Veja também: 



Relembre as imagens que marcaram a trajetória de Dilma Rousseff

Conheça a biografia de Dilma e as curiosidades sobre a vida da presidenta


DEMISSÃO DE MINISTROS

“Tem de preservar a integridade do governo. Não posso apedrejar pessoas, fazer julgamento sem direito de defesa. (...) Há pessoas que se sentem tão cercadas que saem mesmo sem ter responsabilidade, como foi Alceni Guerra (ministro da Saúde no governo Collor, acusado em esquema de corrupção e depois inocentado). (...) Mas vou dizer: qualquer prática de malfeito ou corrupção é tolerância zero. (...) Não tem como dizer se em algum momento no futuro isso vai ocorrer de novo. Mas asseguro que vou tomar todos os cuidados para que isso não aconteça.”

FERNANDO PIMENTEL


“Não tem nada a ver com o meu governo. O que estão acusando (sobre consultorias), não tem nada a ver com meu governo."

RELAÇÃO ENTRE GOVERNO E PARTIDOS DA BASE


“Cada vez mais, vou exigir que os critérios de governança interna sejam exclusivamente do governo e que nenhum partido político interfira nas relações internas do governo. Uma coisa é governabilidade, e os partidos têm que participar e indicar ministros. Mas, uma vez indicado, ele presta contas ao governo e a mais ninguém.”

PROFISSIONALIZAÇÃO DA MÁQUINA PÚBLICA 


"Temos que fazer o processo de profissionalização do Estado brasileiro. Falo em modificação do funcionário do governo. Numa valorização do funcionário, mas com exigência de eficiência. Preciso, como governo federal, de um Estado que seja ágil. Esse é o grande desafio."

REAJUSTE DO JUDICIÁRIO


“O reajuste do Judiciário está no Congresso. O que eu tinha de fazer eu fiz. Fui a público. Disse que não dá isso, não dá aquilo. Tem um nível de desgaste. O Brasil se fragilizaria se começássemos a gastar por conta. (...) Não faço análise sobre Poderes.”

CRISE ECONÔMICA


“Estou otimista quanto à economia. O cenário para o ano que vem é de crescimento entre 4,5% e 5% do PIB e controle da inflação. (...) Temos que olhar a crise como uma oportunidade de acelerar nosso crescimento. (...) A questão que me permite dizer que sou otimista é que o Brasil está com situação melhor, pois temos recursos próprios para enfrentar este momento e temos mais do que tínhamos antes, pois o processo é cumulativo e aprendemos com a crise de 2009. Ao contrário de outros países, que quando a coisa aperta têm de ir para o Orçamento, nós não precisamos, pois temos os depósitos compulsórios.”

MEIO AMBIENTE E CRESCIMENTO


"O Brasil tem que provar que existe uma ficção de que o meio ambiente é um obstáculo para o crescimento econômico, precisamos provar que isso não é real."

MULHER NA PRESIDÊNCIA


“Olhar feminino tem uma importância. Eu diria que ele foi importante quando vemos programas para o enfrentamento das drogas. O tamanho das janelas do Minha Casa Minha Vida, o azulejo...Tem muito olhar feminino no Programa de estímulo a pessoas com deficiência, ou quando cobro o Padilha (Alexandre Padilha, ministro da Saúde) sobre câncer de colo de útero e mama."

OPOSIÇÃO


"Neste ano, nos países do mundo, a relação entre oposição e situação foi incivilizada, até deletéria, como no episódio da votação do teto de endividamento dos Estados Unidos. Acredito que é preciso estender a mão civilizadamente para a oposição. Acredito muito na relação civilizada. Não precisa ter a mesma posição, mas capacidade de entender. E se pode ter outras posições. E sempre me dispus a ter. E considero também muito boa a relação com os governadores dos partidos de oposição."

POLÍTICA EXTERNA


"Devemos continuar cada vez mais a relação com a África. Neste ano, só pude ir à Subsaariana, mas acho importante a África do Norte e estarei lá ano que vem. O Brasil deve ter visão multipolar da política externa. Isso não significa que não mantenhamos relações com os Brics (grupo formado por Brasil, Rússia, Índia e China). Todos nós dos Brics nos dispusemos a emprestar para o FMI (Fundo Monetário Internacional), para ser mais um elemento do muro corta-fogo da crise europeia." (...) "Considero importante relação com a União Européia. Tivemos sempre uma posição de ajudar, de solidariedade. Não tivemos nenhum momento de soberba, pois sabemos o que é um ajuste fiscal sem luz no fim do túnel."

IMPRENSA


"Cada vez que há esse processo (de crise política) eu estou lançando os melhores programas de governo e vocês (jornalistas) pensando em outra coisa. Lanço o Brasil sem Miséria e vocês pensando em outra coisa. Estou lançando o Brasil Maior e vocês pensando em outro assunto. É como se tivesse dois brasis. Obviamente eu acho que escândalo vende mais jornal".

O MAIS DIFÍCIL


"O que eu acho mais difícil no governo não foi isso (de lidar com crise política), mas a questão econômica. É sempre a questão econômica. Acho que a questão social é difícil, mas é um desafio que nós temos hoje certa capacidade e conhecimento para tratar."

"PRIVATARIA TUCANA" (livro do jornalista Amaury Ribeiro Jr.)


Eu não li nem o meu (A Vida Quer é Coragem, biografia recém-lançada da presidenta, assinada pelo jornalista Ricardo Amaral).


Portal iG


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Privataria Tucana: "Serra é do Bem! Serra é do Bem!"



A casa tá caindo. A senzala botou fogo na casa grande.


Os ratos já começam a abandonar o navio...


Vem aí a CPI da Privataria!




Todavia, José Serra, o personagem principal do livro-bomba A Privataria Tucana, do jornalista Amaury Ribeiro Jr.sobre o crime de lesa-pátria da tucanagem, o maior assalto ao patrimônio público da história brasileira, esse não dá o braço a torcer. E entra em crise: "Esse livro é um lixo! Um lixo!"



Link do vídeo


Vídeo do André Lux, blog Tudo Em Cima


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quinta-feira, 15 de dezembro de 2011

Violência contra Blogueiros não dá trégua



A Blogosfera vem incomodando muita gente. A bandidagem, em especial.


No Rio de Janeiro, o combativo blogueiro Ricardo Gama, que sofreu um atentado em março, quando tomou 6 (seis) tiros e sobreviveu milagrosamente, vive como refém: sai pouco de casa, toma várias medidas de segurança, abandonou várias atividades, entre elas o exercício da advocacia. Semana passada, precisou deixar sua casa às pressas, levando sua família, devido a graves ameaças de morte que vem sofrendo. Abandonou até o blog, mas felizmente reconsiderou tal decisão.


Em São Paulo, com esta blogueira editora do ABC!, as ameaças e constrangimentos são camuflados. A blogueira aciona familiares na Justiça e no ano passado precisou deixar sua casa por seis meses e viver em casa de amigos, depois de sofrer dois atentados. De dois anos pra cá a blogueira passou a ter intensificada campanha difamatória que já sofria, interferência em seus negócios particulares, para sofrer prejuízos financeiros, e a viver como uma espécie de refém, tendo suas movimentações monitoradas por pessoas que pretendem calá-la e impedir que as reparações que a blogueira busca no Judiciário sejam conseguidas. Até câmeras de segurança "disfarçadamente" voltadas para a entrada da casa e o quintal da blogueira foram instaladas pelos meliantes, monitorando a blogueira 24 horas por dia.


Agora a notícia mais grave: blogueiro em Santa Catarina foi encontrado morto dentro de sua casa e há indícios fortes de assassinato, já que o blogueiro vinha incomodando certas "autoridades" e sofria ameaças.


A violência contra blogueiros não dá trégua. Os malfeitores não querem ser denunciados, temem ter seus crimes desmascarados, pretendem continuar impunemente lesando cidadãos e sociedade . E para isso recorrem a tudo: constrangimentos, ameaças veladas ou declaradas, assassinatos.


No Rio, o inquérito que investiga o atentado contra o blogueiro Ricardo Gama está parado. Em São Paulo, as denúncias feitas pela blogueira se arrastam, enquanto ela tem sua vida e circulação vigiada e cerceada. E no crime de Santa Catarina? Como as autoridades se comportarão?


Fiquemos todos atentos.


Blogueiro que denunciou estupro envolvendo filho do diretor da RBS é encontrado morto


Mosquito foi o blogueiro mais incisivo nas denúncias sobre o caso de estupro envolvendo o filho do dono da poderosa RBS, afiliada da TV Globo

A quem interessava a morte de Mosquito?
Comentário do SiteA morte de Mosquito, que jamais se calou diante da operação abafa implementada por um grupo poderoso e pelos seus cúmplices, é um alívio para quem não estava nem um pouco acostumado a ter o calcanhar pisoteado. Agora já podem retomar tranquilamente a rotina. Caberá novamente às mídias alternativas fazer um pouco de barulho em meio ao silêncio conveniente; um silêncio que nem sequer esboça sinal de partida.

O blogueiro Amilton Alexandre, o Mosquito, foi encontrado morto em seu apartamento, em Palhoça, Santa Catarina, na tarde de ontem (13). Segundo a polícia, tratou-se de "suicídio por enforcamento". A rápida conclusão, porém, não convenceu seus amigos e familiares, que exigem rigorosa apuração do caso.

Com suas "tijoladas" na internet, Mosquito fez inúmeros inimigos. Nos últimos tempos, ele alertou que estava sendo ameaçado. Na semana retrasada, ele anunciou o fim da sua página: "O blog Tijoladas acabou para eu continuar vivo. Não é uma capitulação. Não mudei meu modo de pensar. Não mudei minhas convicções".


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Um amigo pessoal de Mosquito, que pediu para ter o seu anonimato por ora preservado, revelou a Pragmatismo Político suas importantes impressões sobre a misteriosa morte do blogueiro. As informações seguem caminho completamente contrário às versões oficiais. 

"Quem conheceu Mosquito sabe que não se suicidaria", disse, enumerando as diversas razões que indicam a impossibilidade de suicídio. "Ele era alvo de várias ameaças de morte. Era defensor da sustentabilidade, modo de vida saudável, andava de bicicleta, trocava frutas e verduras do quintal com seus vizinhos. Era defensor da transparência e combatia os poderosos. Era pai de uma adolescente. Filho querido de uma mãe ainda viva por quem  tinha muito carinho. Um cidadão com esse perfil não se suicida. A porta da sua casa estava aberta. Sua casa é de esquina, de um lado os fundos, do outro, um terreno baldio. Foi encontrado com lençol enrolado no pescoço, quem se suicida de forma tão cruel, correndo risco de morte lenta e dolorosa? Sendo morador solitário, não seria mais fácil entupir-se de comprimidos?

Mosquito ganhou fama nacional ao denunciar um caso de estupro em Florianópolis, envolvendo o filho de um diretor da poderosa RBS, afiliada da TV Globo. A mídia corporativa abafou o escândalo, só noticiado pela TV Record (vídeo abaixo).




A morte de Mosquito não pode ser abafada. O que se exige é que o caso, bastante estranho, seja apurado com rigor! 





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