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sexta-feira, 16 de dezembro de 2011

Privataria Tucana: "Serra é do Bem! Serra é do Bem!"



A casa tá caindo. A senzala botou fogo na casa grande.


Os ratos já começam a abandonar o navio...


Vem aí a CPI da Privataria!




Todavia, José Serra, o personagem principal do livro-bomba A Privataria Tucana, do jornalista Amaury Ribeiro Jr.sobre o crime de lesa-pátria da tucanagem, o maior assalto ao patrimônio público da história brasileira, esse não dá o braço a torcer. E entra em crise: "Esse livro é um lixo! Um lixo!"



Link do vídeo


Vídeo do André Lux, blog Tudo Em Cima


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quinta-feira, 15 de dezembro de 2011

Privataria Tucana: FSP rompe o silêncio



Até que enfim!


A Folha de S. Paulo de hoje, versão online, finalmente rompeu o "silêncio ensurdecedor" mantido pela velha mídia sobre o livro-bomba A Privataria Tucana, do jornalista Amaury Ribeiro Jr., lançado na última sexta-feira, 9, que traz uma extensa e fartamente documentada reportagem-denúncia sobre a roubalheira do patrimônio público nas privatizações do governo Fernando Henrique Cardoso.




Na Câmara, o deputado Protógenes Queiroz (PCdoB) recolhe assinaturas para instalar a CPI da Privataria, para investigar as privatizações tucanas e aprofundar as denúncias contidas no livro.


O ABC! espera que os "bastiões da moralidade", ACM Neto, Álvaro Dias e coisas do gênero, que adoram fazer estardalhaço e correr pedindo CPI quando se trata de suspeitas de ilícitos dos ministros da presidenta Dilma, apoiem de imediato toda e qualquer investigação sobre as maracutaias dos "Privatas do Caribe".


Quem não deve, não teme!


Em livro, jornalista acusa tucanos de receber propina

DE SÃO PAULO

Um livro que chegou à praça no fim de semana acusa o ex-governador José Serra de receber propinas de empresários que participaram das privatizações conduzidas pelo governo Fernando Henrique Cardoso (1995-2002).

Publicado pela Geração Editorial, "A Privataria Tucana" foi escrito pelo jornalista Amaury Ribeiro Jr., que no ano passado foi acusado de participar da montagem de uma central de espionagem no comitê da campanha da presidente Dilma Rousseff.

Serra diz que livro é 'coleção de calúnias'; outros não comentam

O livro sustenta que amigos e parentes de Serra mantiveram empresas em paraísos fiscais e as usaram para movimentar milhões de dólares entre 1993 e 2003, mas não oferece nenhuma prova de que esse dinheiro tenha relação com as privatizações.

Algumas informações do livro circularam na campanha eleitoral do ano passado e boa parte do material foi publicada antes por jornais e revistas, entre eles a Folha.

O livro mostra que uma empresa controlada pelo empresário Carlos Jereissati nas Ilhas Cayman repassou US$ 410 mil para Ricardo Sérgio de Oliveira, ex-diretor da área internacional do Banco do Brasil e amigo de Serra.

Segundo os documentos apresentados pelo livro, a transferência foi feita dois anos depois do leilão em que um grupo controlado por Jereissati arrematou o controle da antiga Telemar. Mas o livro não exibe prova de que a transação tenha algo a ver com Serra e a privatização.

Outro alvo do livro é a filha de Serra, Verônica Serra, que foi sócia da empresária Verônica Dantas numa firma de prestação de serviços financeiros na internet, a Decidir.

Verônica Dantas é irmã do banqueiro Daniel Dantas, que controlou a antiga Brasil Telecom até o início de 2005. A Telemar e a Brasil Telecom atualmente são parte da Oi.

O jornalista também diz que Gregório Preciado, casado com uma prima de Serra, teve ajuda de Ricardo Sérgio na privatização do setor elétrico e depois movimentou dinheiro em paraísos fiscais.

No governo FHC, Ricardo Sérgio, como diretor do Banco do Brasil, exercia influência sobre a Previ, o fundo de pensão dos empregados do BB, que se associou aos vários grupos que participaram das privatizações da época.

Ribeiro Jr. foi acusado pela Polícia Federal de ter violado o sigilo fiscal de dirigentes tucanos e dos familiares de Serra durante suas investigações, pagando despachantes para obter ilegalmente informações sobre eles.

O jornalista diz que não fez nada ilegal. Ele iniciou suas investigações quando trabalhava para o jornal "Estado de Minas" e o então governador do Estado, Aécio Neves, disputava com Serra a indicação do PSDB para disputar a eleição presidencial.

Sua atuação só foi exposta mais tarde, quando Aécio já estava fora da disputa e Ribeiro Jr. foi chamado pelo jornalista Luiz Lanzetta para colaborar com a campanha de Dilma, um projeto que foi abortado pela cúpula do PT antes de ganhar corpo.


FSP Online



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quarta-feira, 14 de dezembro de 2011

A Privataria Tucana e a Mídia Bandida



Por que a grande (?!) mídia brasileira, que adora fazer estardalhaço com "suspeitas de corrupção" dos ministros da presidenta Dilma, não dá 1 linha sequer sobre a "Bomba do Ano", o livro-reportagem A Privataria Tucana, do jornalista Amaury Ribeiro Jr., sobre a roubalheira da fina flor do tucanato nas privatizações do governo FHC, o maior escândalo de corrupção da história brasileira? Por quê?




Mídia apátrida, partidarizada, cúmplice, vendida, corrompida.




Link do vídeo


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terça-feira, 13 de dezembro de 2011

Depois dos "Bandidos de Toga", a Mídia Corrupta



Não é novidade para nenhum de nós que estuda, pensa e faz a mídia: imprensa partidarizada, elitista, apátrida, comprometida com interesses mesquinhos. Jornalismo de Esgoto. Jornalixo.


A questão é que com o lançamento do livro-bomba do jornalista Amaury Ribeiro Jr., A Privataria Tucana, que denuncia a maior roubalheira ao patrimônio público brasileiro perpetrado pela quadrilha que estava no poder no governo FHC e comparsas, e o silêncio "estrondoso" da grande imprensa brasileira (Folha de S. Paulo, O Estado de S. Paulo, O Globo, Veja, Rede Globo e outras porcarias midiáticas) sobre o livro, a cumplicidade da mídia está sendo desmascarada, escancarada.


Não era suficiente os políticos corruptos do Congresso e outras casas legislativas? Já não chegava os ministros caindo por suspeitas de corrupção? E os "Bandidos de Toga" da ministra Eliana Calmon, então, que saíram dos gabinetes, "desceram do salto" e foram pras bocas do povão?


Pergunta que não quer calar: Que moral têm estes senhores da mídia, cúmplices das bilionárias maracutaias tucanas, para denunciar corrupção e "exigir a cabeça" deste ou daquele ministro?


Agora nós, cidadãs e cidadãos brasileiros, Indignadas e Indignados, temos que proceder também a uma faxina profunda na velha, podre, corrupta e comparsa mídia. As redes sociais estão aí pra isso mesmo, especialmente nós que fazemos a Blogosfera Cidadã, a Blogosfera Verdadeiramente Progressista.


Haja água, sabão, detergente, desinfetante, creolina!...


Jornalismo brasileiro: vergonhoso, corrompido e revoltante

Depois reclamam do fim do diploma. Deveriam protestar contra o fim da vergonha na cara.

- por Pablo Villaça, no Cinema Em Cena



Só pra deixar claro: o livro "A Privataria Tucana", que traz 200 páginas de denúncias e outras 120 páginas de documentos comprovando-as, é lançado na sexta-feira, dia 9. José Serra, que usa o twitter compulsivamente e é um dos personagens principais do livro, desaparece do microblog nos dois dias seguintes; não posta absolutamente nada. Ao mesmo tempo, as denúncias passam a repercutir na blogosfera de maneira avassaladora.

E praticamente nenhuma linha sobre o assunto é publicada no Globo, na Foxlha e demais veículos que vivem bradando a própria imparcialidade, mas que não hesitam em transformar em manchete por dias contínuos até mesmo denúncias contra o governo Dilma feitas por criminosos condenados e sem qualquer linha de evidência a não ser "minha palavra contra a sua". Reparem: nem estou dizendo que as denúncias contra o PT são inválidas; aponto apenas que são tratadas com estardalhaço mesmo quando não trazem um centésimo das evidências apresentadas pelo livro recém-lançado.

Como alguém pode observar isso e afirmar que temos uma imprensa limpa no Brasil? 

Neste momento, o UOL encontra espaço em sua capa para todas as chamadas seguintes: "Minotauro opera fratura de braço; Stallone manda mensagem de apoio"; "Falcão e humoristas sabatinam INRI Cristo"; "Carolina Dieckman responde cutucada de Luana Piovani"; "Portugueses querem recordes de fantasiados de Papai Noel"; "Cão que foi enterrado precisa ser acordado para se alimentar"; "Polícia do Rio recupera carro do jogador Marquinhos"; "Estudo mostra que sono no metrô de NY quase nunca é produtivo" (WTF); "Ivete Sangalo fala sobre meningite no Faustão"; "Bodas de Prata de Zeca Pagodinho e Mônica reúne famosos"; "Silvio Santos se esconde dentro do armário"; "Britney Spears leva filhos Sean e Jayden para o palco"; "Ana Carolina lança clipe oficial em preto e branco"; "Após UFC 140, veja beldades das plaquinhas"; "Especialistas ensinam o que fazer para chegar linda ao destino"; "Concurso que descobriu Gisele Büchen tem final na China"; "Ronaldinho vai à balada, na BA, acompanhado"; "Justin Bieber é flagrado em carinho ousado com namorada"; "Ser solteira no Rio é uma grande vantagem, diz Suzana Pires"; "Doeu! Rapaz resolve pular (sobre) na piscina e se dá mal"; "Marca de sutiã patrocina salto de bungee jump em sutiã de modelo"; "Homem é rejeitado por mulher e envia email gigante dando segunda chance"; "Pizza retangular é atração em bar industrial chique de Madri"; entre várias outras chamadas igualmente tolas.

E, no entanto, o maior portal jornalístico do Brasil não encontra um único espaço, por menor que seja, para abordar o assunto que dominou a internet durante todo o fim de semana.

Não ficarei espantado caso a primeira manchete real dedicada ao tema seja algo como "Serra classifica insinuações de livro como 'levianas'" ou algo do gênero.

Depois reclamam do fim do diploma. Deveriam protestar contra o fim da vergonha na cara.


Tudo Em Cima



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domingo, 11 de dezembro de 2011

"Privataria Tucana": o livro-bomba que Folha, Estadão, Veja e Globo ignoram



Um sofisticado bando saqueia o Brasil e o Povo Brasileiro no governo tucano de Fernando Henrique Cardoso. O maior escândalo de corrupção da história do Brasil, como afirmam alguns articulistas. Os protagonistas da organização criminosa? José Serra, Fernando Henrique Cardoso, o banqueiro Daniel Dantas. A filha de Serra, Verônica Serra, a irmã de Dantas, Verônica Dantas, e o ex-diretor de contas internacionais do Banco do Brasil, Ricardo Sérgio de Oliveira, também têm participação importante na roubalheira.





A reportagem investigativa publicada em mais de 300 páginas do livro-bomba do jornalista Amaury Ribeiro Jr., lançado na última sexta-feira, 9, mostra à saciedade, com farta e insuspeita documentação, as entranhas do esquema criminoso.


Reiteramos: Por que veículos de comunicação da mídia tradicional, como os jornais Folha de S. Paulo, O Estado de S. Paulo, O Globo, a revista VEJA, a Rede Globo de Televisão, silenciam sobre o conteúdo bombástico e escandaloso do livro?


Que cumplicidade é essa entre banqueiros, políticos tucanos e velha mídia para lesar o Brasil e o Povo Brasileiro?


O que vai acontecer agora com esta corja?


Privataria Tucana - O maior escândalo de corrupção da história do Brasil


Os processos de privatização ocorridos no governo FHC, sobretudo os das teles, sempre foram contestados. Favorecimentos de concorrentes por parte dos tucanos, utilizando fundos de pensões aparelhados, foram revelados com os grampos “fogo amigo” do BNDES, mas, até hoje, quase quinze anos depois, não se sabia ao certo qual a forma de retribuição dos corruptores aos corrompidos. Com um Procurador-Geral da República disposto a engavetar todas as denúncias contra o governo e a imprensa no bolso, a impunidade estava garantida.

O livro do Amaury Ribeiro Junior, “Privataria Tucana”, vem revelar o modus operandi do que já pode ser considerado o maior escândalo de corrupção da história do país, que envolve o governo federal, grandes corporações financeiras e a imprensa com a prática de crimes de corrupção ativa e passiva, favorecimento ilegal, formação de quadrilha, lavagem de dinheiro, enriquecimento ilícito e invasão de privacidade, associado a desvio de dezenas de bilhões dos cofres públicos.

Para embasar as acusações do autor, o livro conta com um acervo de centenas de documentos extraídos legalmente de processos em andamento na justiça. Os documentos atingem diretamente um seleto grupo ligado ao tucano José Serra, o seu coordenador de campanhas e ex-diretor de contas internacionais do BB, Ricardo Sérgio, o empresário casado com sua prima, Gregório Marins Preciado, sua filha Verônica Serra e o genro Alexandre Burgeois.

Amaury mostra como Daniel Dantas enriqueceu a filha de Serra através da empresa Decidir.com, INC., ao injetar capital do Opportunity e Citybank por meio de dois argentinos, sócios das Verônicas (Serra e Dantas) no empreendimento de sucesso meteórico, e como foi montada a operação na imprensa para justificar o fantástico enriquecimento quase instantâneo.

A certeza da impunidade fez com que os tucanos ligados a Serra tivessem pouca preocupação em disfarçar operações utilizando off-shores para internalizar o dinheiro das propinas, que faziam literalmente uma turnê pelo mundo antes de entrar limpinho nas suas contas. As empresas sediadas no paraíso fiscal Ilhas Virgens Britânicas possuem nomes idênticos ou muito parecidos às suas empresas “subsidiadas” no Brasil, e no caso de Alexandre Burgeois, genro de Serra, chega ao cúmulo de assinar pelas duas empresas.

O livro ainda mostra como Serra usa serviços de arapongas, pagos com dinheiro público, para criar dossiês contra adversários políticos desde o seu período à frente do Ministério da Saúde, e como sua filha e a irmã de Daniel Dantas quebraram o sigilo de 40 milhões de brasileiros pela obtenção de informações privilegiadas dentro do governo.

Na entrevista que deu a blogueiros progressistas por twitcam na sexta-feira, Amaury revelou que além de ter dívidas com o BNDES reduzidas durante o período das privatizações, a grande mídia, que na época atuou como cabo eleitoral do neoliberalismo e encobriu as denúncias de corrupção, foi beneficiada com as negociatas entre governo e corruptores, garantindo cotas publicitárias aos veículos que se prestavam ao papel de produzir propagandas institucionais travestidas de matérias jornalísticas e editoriais.

Sobrou também para facções do PT que, na disputa insana pelo poder, são capazes de destruir colegas de partido e abastecer algozes na imprensa com dossiês que não atingem apenas o desafeto político, mas toda a agremiação, inclusive colocando em risco eleições presidenciais. São os aloprados que o Lula bem identificou. Ruy Falcão e Palocci foram citados nominalmente.

Amaury ainda faz mais uma revelação estarrecedora: como explicar que depois de nove anos fora do governo, Serra ainda mantém controle da cúpula da Polícia Federal? Com a palavra Marcio Thomaz Bastos, Tarso Genro e José Eduardo Cardozo, principalmente o último que ainda ocupa o cargo. Ou o ministro processa o Amaury, ou demite toda a cúpula da Polícia Federal e se informa melhor sobre ligações políticas dos detentores de cargos de confiança no ministério que comanda, ou pede demissão ele próprio porque é incompetência demais.

Ainda estão de fora outros personagens conhecidos da privataria tucana, como André Lara Resende, Sérgio Motta, Luis Carlos Mendonça de Barros, Jair Bilachi e o próprio FHC, mas o Amaury informa que estão sendo elaborados mais livros de outros autores sobre o tema e a munição é gigantesca e que ele próprio vai aprofundar investigações em cima de FHC e jornalistas que, segundo ele, não resistem a uma investigação leve, como Reinaldo Azevedo e Cesar Tralli.

Como uma bola de neve, o livro do Amaury já está incentivando outros denunciantes, e o ex-delegado da Polícia Federal e deputado Protógenes Queiroz vem narrando no twitter, desde o lançamento do livro, algumas informações do que apurou em investigações durante o tempo de PF, como, por exemplo, a forma como o grupo de FHC comandava operações de fraude com títulos da dívida pública, com o BACEN favorecendo laranjas de amigo de FHC, Alberto Aschar, que fugiu do Brasil com cinco milhões esquentados pelo Banco Safra em 1988, ou quando encontrou vários bicudos em fundos que enviavam dinheiro para fora do país.

A imprensa tenta desesperadamente abafar a repercussão do maior escândalo de corrupção da história do Brasil, mas o esforço inglório é inútil porque já criou vida própria e a tendência é que percam mais credibilidade e morram abraçados ao Serra com blindagem e tudo. Enquanto isso, procure o livro “Privataria Tucana” na FNAC e Livraria Saraiva, é um excelente presente para dar de Natal a si próprio e em confraternizações de “amigos ocultos”.

Ponto e Contraponto


Vídeo da entrevista do autor a jornalistas e blogueiros

Link do vídeo



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Privataria Tucana e o "Escândalo Serra": por que a velha mídia silencia?





Um bando assaltou o Brasil e o Povo Brasileiro no governo tucano de Fernando Henrique Cardoso. Reportagem investigativa de mais de 300 páginas, publicada no livro A Privataria Tucana, do jornalista Amaury Ribeiro Jr., lançado na sexta, 9, conta com farta e insuspeita documentação toda essa criminosa maracutaia. José Serra é o personagem central dessa história.


Por que esse assunto explosivo e escandaloso está estampado na Blogosfera e é ignorado pelos jornais Folha de S. Paulo, O Estado de S. Paulo, O Globo, revista VEJA, Rede Globo de Televisão e outros veículos da grande mídia, que preferem fechar os olhos a um dos maiores crimes da história política brasileira?


Por que o crime organizado deitou e rolou nas privatizações tucanas e a mídia tradicional não publica sequer 1 linha a respeito, preferindo continuar brincando de "tiro ao alvo" com os ministros da Dilma?


Mídia venal e partidarizada. Jornalismo de Esgoto. E põe esgoto nisso!...


Chega às livrarias "A Privataria Tucana", de Amaury Ribeiro Jr. CartaCapital relata o que há no livro

Não, não era uma invenção ou uma desculpa esfarrapada. O jornalista Amaury Ribeiro Jr. realmente preparava um livro sobre as falcatruas das privatizações do governo Fernando Henrique Cardoso. Neste fim de semana chega às livrarias “A Privataria Tucana”, resultado de 12 anos de trabalho do premiado repórter, que durante a campanha eleitoral do ano passado foi acusado de participar de um grupo cujo objetivo era quebrar o sigilo fiscal e bancário de políticos tucanos. Ribeiro Jr. acabou indiciado pela Polícia Federal e tornou-se involuntariamente personagem da disputa presidencial.


Na edição que chega às bancas nesta sexta-feira 9, CartaCapital traz um relato exclusivo e minucioso do conteúdo do livro de 343 páginas publicado pela Geração Editorial e uma entrevista com o autor (reproduzida abaixo). A obra apresenta documentos inéditos de lavagem de dinheiro e pagamento de propina, todos recolhidos em fontes públicas, entre elas os arquivos da CPI do Banestado. José Serra é o personagem central dessa história. Amigos e parentes do ex-governador paulista operaram um complexo sistema de maracutaias financeiras que prosperou no auge do processo de privatização.

Ribeiro Jr. elenca uma série de personagens envolvidas com a “privataria” dos anos 1990, todos ligados a Serra, aí incluídos a filha, Verônica Serra, o genro, Alexandre Bourgeois, e um sócio e marido de uma prima, Gregório Marín Preciado. Mas quem brilha mesmo é o ex-diretor da área internacional do Banco do Brasil, o economista Ricardo Sérgio de Oliveira. Ex-tesoureiro de Serra e FHC, Oliveira, ou Mister Big, é o cérebro por trás da complexa engenharia de contas, doleiros e offshores criadas em paraísos fiscais para esconder os recursos desviados da privatização.

O livro traz, por exemplo, documentos nunca antes revelados que provam depósitos de uma empresa de Carlos Jereissati, participante do consórcio que arrematou a Tele Norte Leste, antiga Telemar, hoje OI, na conta de uma companhia de Oliveira nas Ilhas Virgens Britânicas. Também revela que Preciado movimentou 2,5 bilhões de dólares por meio de outra conta do mesmo Oliveira. Segundo o livro, o ex-tesoureiro de Serra tirou ou internou no Brasil, em seu nome, cerca de 20 milhões de dólares em três anos.

A Decidir.com, sociedade de Verônica Serra e Verônica Dantas, irmã do banqueiro Daniel Dantas, também se valeu do esquema. Outra revelação: a filha do ex-governador acabou indiciada pela Polícia Federal por causa da quebra de sigilo de 60 milhões de brasileiros. Por meio de um contrato da Decidir com o Banco do Brasil, cuja existência foi revelada por CartaCapital em 2010, Verônica teve acesso de forma ilegal a cadastros bancários e fiscais em poder da instituição financeira.

Na entrevista a seguir, Ribeiro Jr. explica como reuniu os documentos para produzir o livro, refaz o caminho das disputas no PSDB e no PT que o colocaram no centro da campanha eleitoral de 2010 e afirma: “Serra sempre teve medo do que seria publicado no livro”.

CartaCapital: Por que você decidiu investigar o processo de privatização no governo Fernando Henrique Cardoso?

Amaury Ribeiro Jr.: Em 2000, quando eu era repórter de O Globo, tomei gosto pelo tema. Antes, minha área de atuação era a de reportagens sobre direitos humanos e crimes da ditadura militar. Mas, no início do século, começaram a estourar os escândalos a envolver Ricardo Sérgio de Oliveira (ex-tesoureiro de campanha do PSDB e ex-diretor do Banco do Brasil). Então, comecei a investigar essa coisa de lavagem de dinheiro. Nunca mais abandonei esse tema. Minha vida profissional passou a ser sinônimo disso.

CC: Quem lhe pediu para investigar o envolvimento de José Serra nesse esquema de lavagem de dinheiro?

ARJ: Quando comecei, não tinha esse foco. Em 2007, depois de ter sido baleado em Brasília, voltei a trabalhar em Belo Horizonte, como repórter do Estado de Minas. Então, me pediram para investigar como Serra estava colocando espiões para bisbilhotar Aécio Neves, que era o governador do estado. Era uma informação que vinha de cima, do governo de Minas. Hoje, sabemos que isso era feito por uma empresa (a Fence, contratada por Serra), conforme eu explico no livro, que traz documentação mostrando que foi usado dinheiro público para isso.

CC: Ficou surpreso com o resultado da investigação?

ARJ: A apuração demonstrou aquilo que todo mundo sempre soube que Serra fazia. Na verdade, são duas coisas que o PSDB sempre fez: investigação dos adversários e esquemas de contrainformação. Isso ficou bem evidenciado em muitas ocasiões, como no caso da Lunus (que derrubou a candidatura de Roseana Sarney, então do PFL, em 2002) e o núcleo de inteligência da Anvisa (montado por Serra no Ministério da Saúde), com os personagens de sempre, Marcelo Itagiba (ex-delegado da PF e ex-deputado federal tucano) à frente. Uma coisa que não está no livro é que esse mesmo pessoal trabalhou na campanha de Fernando Henrique Cardoso, em 1994, mas sob o comando de um jornalista de Brasília, Mino Pedrosa. Era uma turma que tinha também Dadá (Idalísio dos Santos, araponga da Aeronáutica) e Onézimo Souza (ex-delegado da PF).

CC: O que você foi fazer na campanha de Dilma Rousseff, em 2010?

ARJ: Um amigo, o jornalista Luiz Lanzetta, era o responsável pela assessoria de imprensa da campanha da Dilma. Ele me chamou porque estava preocupado com o vazamento geral de informações na casa onde se discutia a estratégia de campanha do PT, no Lago Sul de Brasília. Parecia claro que o pessoal do PSDB havia colocado gente para roubar informações. Mesmo em reuniões onde só estavam duas ou três pessoas, tudo aparecia na mídia no dia seguinte. Era uma situação totalmente complicada.

CC: Você foi chamado para acabar com os vazamentos?

ARJ: Eu fui chamado para dar uma orientação sobre o que fazer, intermediar um contrato com gente capaz de resolver o problema, o que acabou não acontecendo. Eu busquei ajuda com o Dadá, que me trouxe, em seguida, o ex-delegado Onézimo Souza. Não tinha nada de grampear ou investigar a vida de outros candidatos. Esse “núcleo de inteligência” que até Prêmio Esso deu nunca existiu, é uma mentira deliberada. Houve uma única reunião para se discutir o assunto, no restaurante Fritz (na Asa Sul de Brasília), mas logo depois eu percebi que tinha caído numa armadilha.

CC: Mas o que, exatamente, vocês pensavam em fazer com relação aos vazamentos?

ARJ: Havia dentro do grupo de Serra um agente da Abin (Agência Brasileira de Inteligência) que tinha se desentendido com Marcelo Itagiba. O nome dele é Luiz Fernando Barcellos, conhecido na comunidade de informações como “agente Jardim”. A gente pensou em usá-lo como infiltrado, dentro do esquema de Serra, para chegar a quem, na campanha de Dilma, estava vazando informações. Mas essa ideia nunca foi posta em prática.

CC: Você é o responsável pela quebra de sigilo de tucanos e da filha de Serra, Verônica, na agência da Receita Federal de Mauá?

ARJ: Aquilo foi uma armação, pagaram para um despachante para me incriminar. Não conheço ninguém em Mauá, nunca estive lá. Aquilo faz parte do conhecido esquema de contrainformação, uma especialidade do PSDB.

CC: E por que o PSDB teria interesse em incriminá-lo?

ARJ: Ficou bem claro durante as eleições passadas que Serra tinha medo de esse meu livro vir à tona. Quando se descobriu o que eu tinha em mãos, uma fonte do PSDB veio me contar que Serra ficou atormentado, começou a tratar mal todo mundo, até jornalistas que o apoiavam. Entrou em pânico. Aí partiram para cima de mim, primeiro com a história de Eduardo Jorge Caldeira (vice-presidente do PSDB), depois, da filha do Serra, o que é uma piada, porque ela já estava incriminada, justamente por crime de quebra de sigilo. Eu acho, inclusive, que Eduardo Jorge estimulou essa coisa porque, no fundo, queria apavorar Serra. Ele nunca perdoou Serra por ter sido colocado de lado na campanha de 2010.

CC: Mas o fato é que José Serra conseguiu que sua matéria não fosse publicada no Estado de Minas.

ARJ: É verdade, a matéria não saiu. Ele ligou para o próprio Aécio para intervir no Estado de Minas e, de quebra, conseguiu um convite para ir à festa de 80 anos do jornal. Nenhuma novidade, porque todo mundo sabe que Serra tem mania de interferir em redações, que é um cara vingativo.



CartaCapital


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