Ajude Help Ayuda Aide (links)
Ajude a Somália
*
Cidadania, Comunicação e Direitos Humanos * Judiciário e Justiça * Liberdade de Expressão * Mídia Digital Editoria/Sônia Amorim: ativista, blogueira, escritora, professora universitária, palestrante e "canalhóloga" Desafinando o Coro dos Contentes...
Tradutor
domingo, 14 de agosto de 2011
A "pátria global" de Edgar Morín
O que fazer diante da crise mundial? Como atuar num planeta em estado terminal? O mundo caminha a passos largos em direção ao abismo. É possível reverter isso?
"Estamos cegos", afirma Morín. Mas "é preciso acreditar no improvável".
Devemos criar uma democracia global, afirma o filósofo Edgar Morín
Paulo Pastor Monteiro
"É preciso acreditar no improvável. Apostei minha vida inteira nesse caminho". É desta forma, até otimista, que o filósofo e sociólogo francês Edgar Morín justifica a sua esperança de que ainda é possível construir um mundo mais solidário e harmônico.
Ele esteve nesta terça-feira (09/08) na Sala São Paulo, região central da capital paulista, para participar de uma palestra organizada pelo Fronteiras do Pensamento, evento promovido pela Braskem e a Universidade Federal do Rio Grande do Sul. Morín trouxe uma ampla análise a respeito da crise econômica, da globalização e apontou a construção de uma democracia global como saída para os atuais conflitos entre as nações.
Greg Salibian
O filósofo criticou as ciências econômicas que, apesar de terem evoluído, se revelaram incompetentes para evitar crises, além de quererem quantificar "tudo o que há na sociedade". "Os cientistas econômicos são precisos quanto aos números e as grandezas matemáticas. Mas a economia não leva em conta o que há de mais importante: os sentimentos das pessoas, o medo e a insegurança que as crises geram nas famílias".
A separação dos conhecimentos tem levado a sociedade e os governos a não enxergarem os problemas como um todo. A realidade não acontece de forma fragmentada, mas insistimos em tentar entendê-la dessa forma, como se um problema fosse só de ordem econômica ou política. "Estamos cegos", alerta Morín.
Pátria global
"É graças à globalização que as pessoas passaram a ter a sensação de comunidade, de pertencerem ao mesmo grupo. Neste sentido, a globalização é o melhor dos mundos!", avalia o professor. O aumento e a intensificação da relação entre as diferentes sociedades é apontada como o embrião de uma pátria, de uma democracia global.
"Pátria global" é o termo que Morín usa para definir o que seria a formação de uma sociedade global, a qual possibilite a existência de uma unidade entre os povos, mas que respeite as diferenças e particularidades de cada cultura.
Na visão do sociólogo, o crescimento da globalização é essencial para a construção de uma nova sociedade. "Os fenômenos globalizantes são importantes porque levam, por exemplo, conceitos de liberdade e de direitos humanos para sociedades mais tradicionais e fechadas".
Por outro lado, ele expõe que a globalização também permite a proliferação das armas de destruição em massa, o aumento da degradação da biosfera e a falta e regulamentação financeira dos mercados. "Os fenômenos globais têm levado à proliferação e a intensificação da miséria, da exploração e degradação do homem e da natureza. Neste sentido, a humanidade tem caminhado em direção ao abismo", diz.
Greg Salibian
De acordo com o professor, na medida em que aumenta a unificação entre os países, a cultura de cada um deles é transformada. Assim, ao sentirem ameaçadas culturalmente, as sociedades se fecham para tudo o que vier de fora. "Esse ideal de preservação cultural é o que leva ao retorno das raízes primitivas destes povos e, em alguns casos, isso dá espaço para que ressurjam sentimentos como o preconceito ou o racismo", explica o filósofo.
O humanismo latino
Morín lamenta que a Europa não tem conseguido mais oferecer respostas para os problemas mundiais, mas avalia que o pensamento na América Latina tem apresentado novas alternativas. "É triste ver que o presidente do meu país (Nicolas Sarkozy) colocou a culpa dos problemas da França nos ciganos, um povo historicamente perseguido. Na Inglaterra, a recente onda de violência é uma resposta dos imigrantes ao comportamento truculento da polícia", analisa.
Entre os exemplos positivos na América do Sul, ele cita o conceito do "bem viver", no qual a diferença para a ideia do "bem estar social" é considerar a qualidade de vida e não o conforto como prioridade dentro das sociedades.
O paradoxo da liberdade
Para Morín, é necessária a construção de um pensamento complexo que consiga entender a ambivalência da humanidade. Esta complexidade seria a percepção de que um ideal como a liberdade pode tanto ter implicações positivas como negativas. "Ao mesmo tempo em que hoje as pessoas podem ser mais livres como indivíduos, este individualismo tem criado uma sociedade cada vez mais egocêntrica", avalia o pensador. Precisamos encontrar maneiras de responder a isto.
Na concepção de Morín, as escolas devem ensinar as pessoas a pensarem a sociedade de forma complexa. "Temos aprendido que os fenômenos sociais acontecem de maneira isolada, que um problema econômico tem raízes na economia e os seus danos serão sentidos só nesse âmbito. Quando, na verdade, problemas dessa ordem são sentidos em todos os setores da sociedade. Precisamos mudar o rumo".
Morín afirma que a crise atual nos oferece duas alternativas: ou apresentamos novas soluções ou o sistema vai regredir e se tornar ainda mais bárbaro. "Eu confio na criatividade da humanidade. O tempo tem comprovado que o ser humano é muito criativo. Nossas criações artísticas e culturais e a construção das sociedades comprovam isso. Não sei como será a pátria global, mas vocês vão saber criá-la", analisa o filósofo.
"Se as soluções não estão visíveis, isso não quer dizer que elas não existam", explica. Segundo ele, o cristianismo estava a milhares de quilômetros do centro do Império Romano e acabou se tornando a maior religião ocidental. O capitalismo, lembra ele, era em seu início um "parasita do feudalismo" com as pequenas vendas de tecidos, perfumes e tempero, posteriormente, desencadeou o fim deste sistema.
"O cristianismo e o capitalismo são exemplos de que a humanidade consegue mudar de rumo a partir de coisas pequenas. Precisamos dar início a um processo de metamorfose da humanidade mesmo que não saibamos qual será o resultado", afirma Morín.
operamundi
*
sábado, 13 de agosto de 2011
Parabéns, Fidel !
Fidel Castro - 13 de agosto de 2011 - 85 anos
Parabéns, Comandante!
Viva Cuba! Viva o Povo Cubano!
Link do vídeo
Por sugestão do amigo blogueiro Gilberto Azevedo, do Recife.
*
Repúdio veemente à execução da Juíza Patrícia Acioli
Esta blogueira, também vítima de constrangimentos e ameaças, e o Abra a Boca, Cidadão! encontram-se consternados, indignados, diante do bárbaro assassinato da íntegra juíza, corajosa defensora da sociedade e exemplar servidora do Estado Democrático de Direito, Patrícia Lourival Acioli.
A democracia brasileira foi brutalmente golpeada.
Quem executa juiz executa blogueiro, blogueira, jornalista e todo aquele que incomodar o Estado Delinquente enquistado no Estado brasileiro.
Repudiamos com todas as nossas forças este Estado Criminoso, que tenta calar a todos nós semeando o medo, a insegurança, a barbárie.
Reproduzo abaixo post do combativo blogueiro carioca Ricardo Gama, que no início do ano escapou milagrosamente de atentado em que tomou 6 tiros...
sábado, 13 de agosto de 2011
Assassinato da juíza Patrícia Lourival Acioli deixa o povo do Rio revoltado com a falta de segurança
.
Reprodução do jornal O Globo, coluna dos Leitores



















O jornal O Globo nunca publicou tantas cartas e e-mail's do povo sobre um mesmo assunto, o que revela a preocupação das Organizações Globo com a morte da juíza Patrícia Lourival Acioli.
Se os bandidos matam uma juíza no Rio, dão um recado que podem matar também jornalistas, blogueiros, ou qualquer um que interfira em seus negócios.
Quase todas as cartas publicadas hoje no Globo mostram a revolta, e a indignação do povo do Rio com a falta de segurança, ou seja, revela o FRACASSO da política de segurança desse governo Sérgio Cabral.
Se os bandidos matam uma juíza no Rio, dão um recado que podem matar também jornalistas, blogueiros, ou qualquer um que interfira em seus negócios.
Quase todas as cartas publicadas hoje no Globo mostram a revolta, e a indignação do povo do Rio com a falta de segurança, ou seja, revela o FRACASSO da política de segurança desse governo Sérgio Cabral.
Reprodução do jornal O Globo, coluna dos Leitores



















Marcadores:
assassinato,
bandidagem,
crime ogranizado,
democracia,
Estado Democrático de Direito,
Estado paralelo,
execução,
juíza Patrícia Acioli,
segurança pública
Crime da Juíza: Ministra das Mulheres quer punição de mandantes
A ministra da Secretaria Especial de Políticas para Mulheres da Presidência da República, Iriny Lopes, falou ontem sobre a execução da juíza Patrícia Acioli, brutalmente assassinada com 21 tiros na porta de sua casa em Niterói, Rio de Janeiro.
Além de lamentar a morte, a ministra deixou claro que o assassinato da magistrada está dentro da perseguição a defensores de direitos humanos, e afirmou: "Não pode parar nos executores, é preciso chegar aos mandantes".
Leia mais abaixo.
Ministra defende condenações e diz que
não há escolta suficiente

Carro da juíza assassinada passa por perícia no Rio
Foto: Mauro Pimentel/Futura Press
CLAUDIA ANDRADE Brasília
A ministra da Secretaria Especial de Política para Mulheres, Iriny Lopes, afirmou nesta sexta-feira que o combate mais eficaz a homicídios contra defensores de direitos humanos é o julgamento de executores e mandantes, e que não há como escoltar todos os que sofrem ameaças. A declaração referiu-se ao caso do assassinato da juíza Patrícia Lourival Acioli, na noite de ontem, em Niterói, no Rio de Janeiro.
"Não há escolta suficiente para a proteção de todos os militantes de direitos humanos ameaçados no Brasil. E essa escolta só será eficaz se tivermos julgamento, dentro da lei, com rapidez, dos executores e dos mandantes. Isto sim é um combate eficaz aos homicídios dos defensores de direitos humanos no Brasil", disse.
Para a ministra, "a escolta resolve em parte, mas não é tudo". "É importante ter escolta, mas não é exclusivamente a escolta que garante a vida daquela pessoa. É preciso ter métodos de inteligência para a proteção da pessoa ameaçada."
A ministra, que ficou sob proteção da Polícia Federal durante cinco anos por conta do enfrentamento de organizações criminosas no Espírito Santo, disse esperar "agilidade nas investigações e na identificação dos responsáveis". "Não pode parar nos executores, é preciso chegar aos mandantes", ressaltou. "A punição é que é o instrumento mais eficaz de interrupção de homicídios dessa natureza no nosso País."
Lembrando que não tem informações sobre o caso específico da juíza morta no Rio de Janeiro, a ministra ponderou que nem sempre a pessoa que está sob ameaça aceita proteção, por conta das restrições que a situação impõe. "Tem determinados lugares que você não pode ir mais. Há lugares que você não pode ir com sua família, porque pode colocá-la em risco. A pessoa sob proteção tem uma vida absolutamente restrita. Muda tudo."
"Precisamos averiguar se lhe foi oferecido (à juíza), se ela dispensou ou se não dispensou e, se ela pediu, é preciso identificar a quem foi solicitado e quem deveria ter dado garantia, porque estamos falando de uma pessoa membro do judiciário."
Conforme o presidente do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro, desembargador Manoel Alberto Rebêlo dos Santos, Patrícia não havia solicitado segurança à justiça. Ele confirmou que três policiais a protegeram entre 2002 e 2007 por iniciativa do próprio tribunal. Segundo ele, também foi o TJ que julgou desnecessária a manutenção da escolta, reduzindo para apenas um policial a partir de 2007. Na ocasião, porém, a juíza optou por dispensar a proteção, segundo ele.
Juíza estava em "lista negra" de criminosos
A juíza Patrícia Lourival Acioli, da 4ª Vara Criminal de São Gonçalo, foi assassinada a tiros dentro de seu carro, por volta das 23h30 do dia 11 de agosto, na porta de sua residência em Piratininga, Niterói, na região metropolitana do Rio de Janeiro. Segundo testemunhas, ela foi atacada por homens em duas motos e dois carros. Foram disparados pelo menos 15 tiros de pistolas calibres 40 e 45, sendo oito diretamente no vidro do motorista.
Patrícia, 47 anos, foi a responsável pela prisão de quatro cabos da PM e uma mulher, em setembro de 2010, acusados de integrar um grupo de extermínio de São Gonçalo. Ela estava em uma "lista negra" com 12 nomes possivelmente marcados para a morte, encontrada com Wanderson Silva Tavares, o Gordinho, preso em janeiro de 2011 em Guarapari (ES) e considerado o chefe da quadrilha. Familiares relataram que Patrícia já havia sofrido ameaças e teve seu carro metralhado quando era defensora pública.
sexta-feira, 12 de agosto de 2011
Patrícia Acioli: encarou o crime e levou 21 tiros
Por que o Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro negou escolta para proteção da juíza Patrícia Lourival Acioli, barbaramente assassinada com 21 tiros na noite passada, na porta de sua casa, em Niterói, Rio de Janeiro, como afirmaram alguns familiares?
Por que o governo do estado do Rio de Janeiro não quer a participação da Polícia Federal nas investigações desta atrocidade?
Quem são os mandantes da execução da juíza Patrícia Acioli?

Protesto de uma ong na praia de Icaraí, Niterói, Rio de Janeiro
Foto: Alba Valéria Mendonça/G1
*
A revolta do blogueiro carioca
Estamos todos consternados. Estamos todos indignados.
O Estado Democrático de Direito foi duramente golpeado com o bárbaro assassinato da exemplar e íntegra juíza criminal Patrícia Acioli, em Niterói, Rio de Janeiro.
Ricardo Gama, blogueiro carioca muito combativo, extremamente corajoso, que critica acidamente em seu blog autoridades do Rio de Janeiro, inclusive do Judiciário, e que escapou milagrosamente de atentado no início do ano, está publicando hoje várias matérias sobre esta atrocidade, esta afronta à democracia.
Abaixo, a revolta do blogueiro. Da qual compartilhamos.
Link do vídeo
*
Assinar:
Postagens (Atom)