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sexta-feira, 24 de outubro de 2014

Dilma detona os CRIMES e os CRIMINOSOS da Veja


JORNALISMO DE ESGOTO NO GOLPE EM ANDAMENTO




Meus amigos e minhas amigas, eu gostaria de encerrar minha campanha na TV de outra forma, mas não posso me calar frente a esse ato de terrorismo eleitoral articulado pela revista Veja e seus parceiros ocultos. Uma atitude que envergonha a imprensa e agride a nossa tradição democrática. Sem apresentar nenhuma prova concreta e mais uma vez baseando-se em supostas declarações de pessoas do submundo do crime, a revista tenta envolver a mim e ao presidente Lula nos episódios da Petrobras que estão sob investigação da justiça. Todos os eleitores sabem da campanha sistemática que a revista move há anos contra Lula e contra mim, mas dessa vez a Veja excedeu todos os limites. Desde que começaram as investigações sobre ações criminosas do Senhor Paulo Roberto Costa eu tenho dado total respaldo à Polícia Federal e ao Ministério Público. Até a sua edição de hoje, às vésperas das eleições que, em todas as pesquisas, apontam a minha nítida vantagem sobre meu adversário, a maledicência da Veja tentava insinuar que eu poderia ter sido omissa na apuração dos fatos. Isso já era um absurdo, isso já era uma tremenda injustiça. Hoje a revista excedeu todos os limites da decência e da falta de ética, pois insinua que eu teria conhecimento prévio dos malfeitos na Petrobras e que o presidente Lula seria um de seus articuladores. A revista comete esta barbaridade, esta infâmia contra mim e contra o presidente Lula sem apresentar a mínima prova. Isso é um absurdo, isso é um crime. É mais do que clara a intenção malévola da Veja de interferir de forma desonesta e desleal nos resultados das eleições. A começar pela antecipação da edição semanal para hoje, sexta-feira, quando normalmente chega às bancas no domingo. Mas como das outras vezes e nas outras eleições, Veja vai fracassar no seu intento criminoso. A única diferença é que dessa vez ela não ficará impune. A justiça livre desse país seguramente vai condená-la por esse crime. Ela e seus cúmplices tão pouco conseguirão sucesso no seu intento criminoso. O povo brasileiro tem maturidade suficiente para discernir entre a mentira e a verdade. O povo brasileiro sabe que não compactuo e nunca compactuei com a corrupção. A minha história mostra isso. Farei o necessário doa a quem doer, de investigar e de punir quem mexe com o patrimônio do povo. Sou uma defensora intransigente da liberdade de imprensa, mas a consciência livre da nação não pode aceitar que mais uma vez se divulgue falsas denúncias no meio de um processo eleitoral em que o que está em jogo é o futuro do Brasil. Os brasileiros darão sua resposta à Veja e seus cúmplices nas urnas e eu darei minha resposta na justiça.



Destaques do ABC!

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domingo, 17 de fevereiro de 2013

Ensaio sobre a Bestialidade Humana


Elas derrubam e envenenam plantas e árvores, maltratam e assassinam animais doceis e indefesos, lesam, roubam, se apropriam do que não lhes pertence, têm "orgasmos múltiplos" diante de dinheiro fácil, carros novos, bens materiais e tudo o que lhes traga status e preencha seu vazio existencial.

Elas conjugam o verbo "Ter", não o verbo "Ser".

"Compro, logo, existo..."

E não se importam nem um pouco se para conseguir essas futilidades mundanas e passageiras tenham que pisotear quem estiver pela frente, formar quadrilha e passar a ser membro do mundo do crime.

A estupidez humana é mesmo infinita.



Besta Humana



Nicete Campos* 





Desde os primórdios o homem tem se mostrado cada vez mais decepcionante, desafiando as leis da evolução natural (ou seria uma evolução naturalmente maligna?). As causas variam conforme a necessidade/vontade se lhe apresenta. Antropologistas tentam explicar as diferentes culturas tribais, as interferências externas e suas necessidades adaptacionais. Apela-se para o bom senso de respeitar as diferentes culturas sem a censura rançosa causada pelo não conhecimento, não questionando se uma é melhor ou pior do que aquela em que se está inserido.

Historiadores e outros cientistas afins colaboram para a montagem de um quadro humano recheado de informações técnicas levando o leitor interessado no assunto a ter um panorama lotado de dados numéricos, geográficos e culturais, o que é bastante relevante levando em consideração o trabalho gigantesco que fazem para a compreensão e perpetuação da história do homem.

Infelizmente, apesar dos avanços tecnológicos e de tantas boas conquistas feitas por alguns homens de bem, a grande massa disforme de humanos continua a praticar barbaridades ideológicas de cunho religioso, moral e social. Para que possam cultuar o mal, e por covardia mesmo, formam sub-tribos que se comprazem em dividir seus feitos maléficos e devastadores.

O chamado “Efeito Lúcifer”, de Philip George Zimbardo, doutor em Psicologia, Sociologia e Antropologia, descreve perfeitamente bem as situações em que um ser “bom” pode transformar-se em um “monstro” quando, dependendo do tipo de situação em que se encontra, consegue colocar de lado suas convicções pessoais, seus valores morais e praticar atos jamais imaginados. Sabe-se que fatores ambientais e comportamentais influenciam as atitudes do sujeito, prevalecendo ora uma, ora outra.

De qualquer modo, quando se forma uma “trupe” travestida de máscara duvidosa, uniforme em sua maneira de pensar e agir, a consequência é desastrosa. Quando o “mal” tem em seu ponto de partida a paixão afogueada pelos prazeres letais e resolve abocanhar mais seguidores, fica mais fácil se misturar onde a ignorância e o fanatismo imperam. Assim, como numa enxurrada após uma forte chuva, vão arrastando e condensando num só esgoto um número infindo de massa humana podre.

O mesmo poderia acontecer com o “bem”, mas não acontece. É assim porque é! Não adianta mais desculpas esfarrapadas do tipo: falta de amor ao próximo ou quaisquer outras exclamações religiosas. O homem se enrolou em suas próprias teias, e a história sobre a sua atual cultura e evolução deverá receber um nome complicado e difícil de ser lido e pronunciado, legando assim, ao futuro, um código a ser desvendado.


Nicete Campos é jornalista, membro do Grupo REBECA (Rede Brasileira de Educomunicação Ambiental) e colunista do Portal Mais Interior.


Mais Interior

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quarta-feira, 13 de fevereiro de 2013

Ensaio sobre a Ganância


"De que adianta ao homem ganhar o mundo inteiro e perder a sua alma?" (Marcos, 8:36)


O Buraco Negro





A riqueza do sábio



"Um sábio é naturalmente régio. Ele pode parecer pobre aos seus olhos, mas mesmo assim ele é um rei. O sábio está cheio de luz, ele dominou a inconsciência, e quer ele tenha posses ou não, isso não importa - ele é um imperador, ele é régio.

Alexandre, O Grande, achou que era grande diante do mendigo Diógenes, que vivia feliz numa pequena cabana. Alexandre, ao visitar o famoso e excêntrico homem, posicionou-se entre este e o sol, e ofereceu-lhe ajuda, qualquer que fosse; mas Diógenes, olhando com compaixão para Alexandre, apenas respondeu: 
'Se você se dispõe a fazer tantas coisas por mim, peço-te apenas uma, Alexandre: Saia da frente do meu sol' ". 

segunda-feira, 12 de setembro de 2011

Assassinato da juíza foi "facilitado"



A quem interessava o assassinato da destemida e combativa juíza Patrícia Acioli, executada com 21 tiros na porta de sua casa, em Niterói, Rio de Janeiro, há um mês?


Quem são os beneficiários deste crime brutal contra Patrícia e contra o Estado Democrático de Direito?


Por que uma juíza corajosa, que condenava marginais perigosíssimos, inclusive policiais militares, transitava sem carro blindado, sem escolta, sem qualquer proteção? 


Ontem, domingo, 11, foi decretada a prisão temporária de três policiais militares do 7o. BPM de São Gonçalo, Rio de Janeiro, suspeitos de serem os assassinos de Patrícia: o tenente Daniel dos Santos Benitez Lopes e os cabos Sérgio Costa Júnior e Jefferson de Araújo Miranda, que já estavam presos na Unidade Prisional da Polícia Militar pelo assassinato de um adolescente, prisão decretada por Patrícia horas antes de sua morte


O crime do adolescente tinha sido registrado na 72ª DP (São Gonçalo) como auto de resistência (morte em confronto com a polícia). No entanto, segundo testemunhas, tratou-se de um assassinato.


No dia da execução de Patrícia, a advogada dos PMs os avisou que sua prisão seria decretada. E eles imaginaram que a morte da juíza os livraria. Agora investiga-se também se a advogada dos PMs teve alguma participação no crime. 


Abaixo uma entrevista da mãe da juíza ao jornal O Dia, versão online, falando das "facilidades" que foram concedidas aos assassinos de sua filha.


"Facilitaram tudo para os assassinos da Patrícia", diz mãe de magistrada assassinada


Reprodução do jornal O Dia online



Rio - Aos 75 anos, Marly Lourival Acioli, mãe da juíza Patrícia Acioli, executada com 21 tiros há um mês em Niterói, diz que a única coisa que espera agora da vida é não morrer antes de ver a prisão dos matadores da juíza. Mesmo com um problema de saúde agravado pela perda repentina da filha, Marly quebrou o silêncio e falou sobre o caso pela primeira vez. Ela criticou a falta de escolta à magistrada e, assim como as mães que pediam justiça à Patrícia por seus filhos, ela clamou: “Não se esqueçam dela”.

ODIA: Patrícia era muito ligada à família. Hoje faz um mês que ela foi morta. Como está sendo lidar com essa ausência? 

MARLY: Minha vida acabou. Está sendo desesperador. É um fundo que eu não consigo achar. Já estou com 75 anos e não tenho mais nada a esperar da vida. Só espero não morrer antes de ver a prisão desses bandidos safados que fizeram essa atrocidade.


O que faz mais a senhora lembrar da sua filha?

Ela vinha aqui (casa da mãe) toda a sexta-feira. Chegava com aquele sorriso lindo, brincando. Fiquei sem ver a alegria e o amor que me confortavam.

Patrícia falava sobre o trabalho e as ameaças?
 

Fazia apenas comentários. Falava da gratidão por ela de mães que tiveram filhos mortos. Era visível o orgulho quando aplicava a pena que réus mereciam. Ela temia pelas ameaças, mas dizia que não interfeririam no trabalho.
 

A senhora pediu a ela para deixar a 4ª Vara Criminal?
 

Perdi a conta. Fiz até promessa, mas ela falava que as pessoas precisavam dela e essa era sua razão de viver.
 

Como a senhora recebeu a notícia da morte?
 

Quem me falou foi meu médico, que primeiro me deu calmantes. Eu berrava e dizia que era mentira, que não era justo me torturarem assim. Quando passou a fase da negação, mergulhei no vazio.
 

O que a senhora acha do Tribunal de Justiça retirar escolta de Patrícia?
 

Foi covardia. Facilitaram tudo para os assassinos da Patrícia. Queriam forçá-la a sair de lá, intimidá-la ou sei lá o que tem mais nessa história podre. Não conheciam nem sua coragem nem sua obstinação.
 

Como está a investigação?
 

Todo dia eu pergunto se já acharam os matadores da minha filha. Só escuto o silêncio.
 

Os pais não estão, claro, preparados para perder um filho. Apesar disso, para a senhora, a morte de Patrícia deixa alguma lição?
 

Acho que sim. Juízes ameaçados estão de carro blindado, reforçaram a segurança de fóruns. E agora deu para aparecer escolta que não tinha.
 

A senhora acha que será feita Justiça no caso?
 

Acho que não. A gente vê tanta podridão que perde a esperança. Vão ter que prender alguém porque o caso teve repercussão. Mas será que a verdade vai aparecer?
 

Muitas mães procuraram Patrícia para pedir que os culpados pela morte de seus filhos fossem punidos. Agora, na mesma condição, qual o pedido que a senhora faz à Justiça?
 

Que não se esqueça dela. Que julgue com o mesmo rigor que ela julgava. Que faça todos os participantes desse crime pagarem.

Blog do Ricardo Gama


Portal iG

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sexta-feira, 9 de setembro de 2011

SP: blogueira Sonia Amorim continua sob ameaças


Chico, 12 anos. Arthur, 5 anos. Estes são os encantadores cães de estimação da escritora e blogueira Sonia Amorim.

                                                                             Chico, em Monte Verde - MG






                                                                             




                       Arthur, correndo no quintal










Chico e Arthur, os dóceis e sociáveis cães de estimação da blogueira, continuam sendo ameaçados de morte por LUANA CRISTINA SANDES DOS SANTOS e MAURÍLIO ALVES DE LIMA SANTOS, violentos inquilinos da blogueira, que se recusam a deixar a casa da cidadã, mesmo sendo por esta criminalmente processados.


LUANA e MAURÍLIO, como já relatado aqui, depois de 7 (sete) meses de convivência harmônica, passaram, do dia para a noite, sem qualquer motivo, passaram a injuriar, caluniar e difamar a blogueira, dentro de sua casa, tentando agredi-la fisicamente e ameaçando de morte a ela e a seus cães.


LUANA e MAURÍLIO, processados criminalmente pela blogueira no Proc. n. 0015365, 1a. Vara Criminal e do Juizado de Violência Doméstica e Familiar Contra Mulher, Foro Regional Penha de França, cidade de São Paulo, ao que tudo indica, apostam na impunidade. Só isso pode explicar o descaramento com que continuam morando às custas da blogueira que violentam, consumindo irresponsavelmente água e luz bancadas pela blogueira e dando seguimento a ameaças, constrangimentos e violências contra a cidadã. Com a cumplicidade de familiares.


Há dois dias, ao sair da garagem com seu carro, acompanhada pelo cão Chico, a blogueira ouviu da agressora LUANA, apontando o dedo em direção ao animal: "Eu vou matar o seu cachorro"...

["Artigo 32 da Lei Federal nº. 9.605/98:

É considerado CRIME praticar ato de abuso, maus-tratos, ferir ou mutilar animais silvestres, domésticos ou domesticados, nativos ou exóticos.

Pena - Detenção de 3 (três) meses a 1 (um) ano e multa.

Parágrafo 1°. - Incorre nas mesmas penas quem realiza experiência dolorosa ou cruel em animais vivos, ainda que para fins didáticos ou científicos, quando existirem recursos alternativos.

Parágrafo 2°. - A Pena é aumentada de 1 (um) terço a 1 (um) sexto, se ocorrer a morte do (s) animal (s)."]


As violências que a blogueira vem sofrendo dentro de sua casa desde abril deste ano nada têm a ver com Lei do Inquilinato. Trata-se de CÓDIGO PENAL. Trata-se de CRIME. E VIOLAÇÃO DE DIREITOS HUMANOS.


A quem interessa tumultuar e destruir a vida da blogueira? Quem se esconde covardemente por trás destes agressores? Quem são os mandantes de tais violências? 


Com a palavra a Polícia do Estado de São Paulo. Com a palavra o Poder Judiciário do Foro Regional Penha de França, cidade de São Paulo.


Basta de Violência! Chega de Impunidade!


JUSTIÇA JÁ !!!




quarta-feira, 17 de agosto de 2011

Blogueiro carioca faz mais denúncias sobre o assassinato da juíza



Isso é gravíssimo!

Foram encontrados diversos documentos que mostram que a juíza Patrícia Acioli, brutalmente assassinada na porta de sua casa no último dia 12, em Niteroi, Rio de Janeiro, pediu, requereu, suplicou, por meio de "ofícios dramáticos" dirigidos a diversas autoridades, inclusive ao Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro, proteção à sua vida por escolta armada.

Patrícia Acioli, juíza combativa e linha dura, que colocava em primeiro lugar suas obrigações como servidora do povo brasileiro dentro do Judiciário, já havia condenado cerca de 60 policiais envolvidos com o crime organizado, e foi barbaramente executada com 21 tiros na última sexta-feira.

Leia e veja abaixo a indignação do destemido blogueiro carioca Ricardo Gama, sobrevivente de atentado no início do ano, quando levou 6 tiros.


terça-feira, 16 de agosto de 2011

Documentos retirados de sala de juíza Patrícia Lourival Acioli morta em Niterói comprovam ameaças


Vídeo comentário.



Link do vídeo no youtube.


O Tribunal de Justiça do RJ e Desembargadores foram desmascarados, todos mentiram,  e conforme sempre disse a família da juíza assassinada, ela sempre pediu proteção, mas os "poderosos" desembargadores, data maxima venia, cagaram solenemente para a vida da juíza.

Será que dá processo isso, dizer que os desembargadores "cagaram solenemente" ?

Foram achados dezenas de ofícios hoje no gabinete da juíza onde ela suplica proteção ao Tribunal de Justiça, e aí ?

Com certeza, a preocupação do Tribunal de Justiça sempre foi com a obra bilionária em suas dependências feita pela Delta Construtora, aquela que o dono, Fernando Cavendish, é amigo íntimo de Sérgio Cabral.

Com certeza, os desembargadores da cúpula do TJ também têm culpa na morte da juíza Patrícia Lourival Acioli, eles poderiam responder por omissão.

Esse é o Brasil, um país da VERGONHA e do DESCASO, até quando ? 

Reprodução do site R7


O advogado contratado pela família da juíza Patrícia Acioli, assassinada na última quinta-feira (8) [sexta-feira, 12] com 21 tiros no momento em que chegava em sua casa, em Niterói, na região metropolitana do Rio de Janeiro, revelou que documentos encontrados no gabinete da magistrada comprovam as ameaças de morte recebidas por ela nos últimos anos. Passa de cem o número de ligações para o Disque-Denúncia com informações sobre o assassinato da juíza Patrícia Lourival Acioli.

De acordo com o criminalista Técio Lins e Silva, a juíza enviou diversos ofícios ao Tribunal de Justiça do Rio (TJ-RJ) relatando os riscos que corria. 

- As autoridades sabiam (das ameaças), a polícia sabia e a divisão de segurança do Tribunal de Justiça sabia. Tudo foi comunicado pela Patrícia ao longo dos anos. 

Os papéis foram entregues à DH (Divisão de Homicídios), que investiga o crime. A Corregedoria da Polícia Militar informou que a juíza esteve no órgão uma semana antes de ser morta, mas não comentou sobre nenhuma ameaça de morte contra ela. 

O advogado cita ainda um depoimento dado pela juíza à corregedoria da PM e um documento com relatos sobre uma ameaça descoberta em uma interceptação telefônica da Polícia Federal. 

Segundo ele, "há ofícios dramáticos em que Patrícia pede providências" para a garantia de sua segurança. O TJ-RJ (Tribunal de justiça) alega que a magistrada abriu mão de sua escolta em 2007 e não voltou a pedir proteção

Investigadores analisaram na segunda-feira (15) as imagens das câmeras do Fórum de São Gonçalo, onde Patrícia trabalhava. Dois homens em uma moto teriam feito uma tocaia e esperado o carro da juíza sair da garagem.

Ao ver o veículo na saída, eles teriam seguido para a casa da magistrada. No mesmo fórum, a comissão de três juízes criada para assumir provisoriamente os casos sob responsabilidade de Patrícia começou a estudar os processos. Uma audiência marcada para esta semana foi adiada para a semana que vem.

As câmeras do circuito interno de segurança do condomínio em Piratininga, região oceânica de Niterói, onde a juíza Patrícia Acioli foi assassinada no início da madrugada desta sexta-feira (12), não gravaram o momento do crime. A informação foi confirmada por policiais da DH, na Barra da Tijuca, zona oeste do Rio.

O juiz Fabio Uchôa, que considerou nula a segurança aos juízes um dia após a morte da juíza, foi escolhido para coordenar a comissão. Ele admitiu contar com uma equipe de segurança.

- Minha rotina vai continuar a mesma. Tenho meus mecanismos de segurança, que não ficaram mais rigorosos após o assassinato de Patrícia.

Ele se dedicará exclusivamente à 4ª Vara Criminal, local em que uma comissão do Conselho Nacional de Justiça acompanhará as investigações sobre o assassinato de Patrícia.

Em nota, a Anistia Internacional condenou a execução da magistrada e cobrou ações do governo brasileiro contra as milícias e grupos de extermínio.


sábado, 13 de agosto de 2011

Crime da Juíza: Ministra das Mulheres quer punição de mandantes


A ministra da Secretaria Especial de Políticas para Mulheres da Presidência da República, Iriny Lopes, falou ontem sobre a execução da juíza Patrícia Acioli, brutalmente assassinada com 21 tiros na porta de sua casa em Niterói, Rio de Janeiro.

Além de lamentar a morte, a ministra deixou claro que o assassinato da magistrada está dentro da perseguição a defensores de direitos humanos, e afirmou:  "Não pode parar nos executores, é preciso chegar aos mandantes".

Leia mais abaixo.

Ministra defende condenações e diz que 
não há escolta suficiente


Carro da juíza assassinada passa por perícia no Rio
Foto: Mauro Pimentel/Futura Press

CLAUDIA ANDRADE    Brasília

A ministra da Secretaria Especial de Política para Mulheres, Iriny Lopes, afirmou nesta sexta-feira que o combate mais eficaz a homicídios contra defensores de direitos humanos é o julgamento de executores e mandantes, e que não há como escoltar todos os que sofrem ameaças. A declaração referiu-se ao caso do assassinato da juíza Patrícia Lourival Acioli, na noite de ontem, em Niterói, no Rio de Janeiro.

"Não há escolta suficiente para a proteção de todos os militantes de direitos humanos ameaçados no Brasil. E essa escolta só será eficaz se tivermos julgamento, dentro da lei, com rapidez, dos executores e dos mandantes. Isto sim é um combate eficaz aos homicídios dos defensores de direitos humanos no Brasil", disse.

Para a ministra, "a escolta resolve em parte, mas não é tudo". "É importante ter escolta, mas não é exclusivamente a escolta que garante a vida daquela pessoa. É preciso ter métodos de inteligência para a proteção da pessoa ameaçada."

A ministra, que ficou sob proteção da Polícia Federal durante cinco anos por conta do enfrentamento de organizações criminosas no Espírito Santo, disse esperar "agilidade nas investigações e na identificação dos responsáveis". "Não pode parar nos executores, é preciso chegar aos mandantes", ressaltou. "A punição é que é o instrumento mais eficaz de interrupção de homicídios dessa natureza no nosso País."

Lembrando que não tem informações sobre o caso específico da juíza morta no Rio de Janeiro, a ministra ponderou que nem sempre a pessoa que está sob ameaça aceita proteção, por conta das restrições que a situação impõe. "Tem determinados lugares que você não pode ir mais. Há lugares que você não pode ir com sua família, porque pode colocá-la em risco. A pessoa sob proteção tem uma vida absolutamente restrita. Muda tudo."

"Precisamos averiguar se lhe foi oferecido (à juíza), se ela dispensou ou se não dispensou e, se ela pediu, é preciso identificar a quem foi solicitado e quem deveria ter dado garantia, porque estamos falando de uma pessoa membro do judiciário."

Conforme o presidente do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro, desembargador Manoel Alberto Rebêlo dos Santos, Patrícia não havia solicitado segurança à justiça. Ele confirmou que três policiais a protegeram entre 2002 e 2007 por iniciativa do próprio tribunal. Segundo ele, também foi o TJ que julgou desnecessária a manutenção da escolta, reduzindo para apenas um policial a partir de 2007. Na ocasião, porém, a juíza optou por dispensar a proteção, segundo ele.


Juíza estava em "lista negra" de criminosos

A juíza Patrícia Lourival Acioli, da 4ª Vara Criminal de São Gonçalo, foi assassinada a tiros dentro de seu carro, por volta das 23h30 do dia 11 de agosto, na porta de sua residência em Piratininga, Niterói, na região metropolitana do Rio de Janeiro. Segundo testemunhas, ela foi atacada por homens em duas motos e dois carros. Foram disparados pelo menos 15 tiros de pistolas calibres 40 e 45, sendo oito diretamente no vidro do motorista.

Patrícia, 47 anos, foi a responsável pela prisão de quatro cabos da PM e uma mulher, em setembro de 2010, acusados de integrar um grupo de extermínio de São Gonçalo. Ela estava em uma "lista negra" com 12 nomes possivelmente marcados para a morte, encontrada com Wanderson Silva Tavares, o Gordinho, preso em janeiro de 2011 em Guarapari (ES) e considerado o chefe da quadrilha. Familiares relataram que Patrícia já havia sofrido ameaças e teve seu carro metralhado quando era defensora pública.

Terra

Os destaques em bold são do ABC!

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sexta-feira, 12 de agosto de 2011

Patrícia Acioli: encarou o crime e levou 21 tiros


Por que o Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro negou escolta para proteção da juíza Patrícia Lourival Acioli, barbaramente assassinada com 21 tiros na noite passada, na porta de sua casa, em Niterói, Rio de Janeiro, como afirmaram alguns familiares?

Por que o governo do estado do Rio de Janeiro não quer a participação da Polícia Federal nas investigações desta atrocidade?

Quem são os mandantes da execução da juíza Patrícia Acioli? 


ONG faz protesto pela morte da juíza em Niterói (Foto: Alba Valéria Mendonça/G1)
Protesto de uma ong na praia de Icaraí, Niterói, Rio de Janeiro
Foto: Alba Valéria Mendonça/G1


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segunda-feira, 1 de agosto de 2011

E quando MULHERES violentam mulheres?


Quando se fala em violência contra a mulher imediatamente se pensa em espancamentos, tapas, socos, pontapés, hematomas, cara inchada, sangue, ferimentos etc. E a primeira ideia que vem é a de um macho brutamontes, troglodita, marido ou companheiro, truculento, autoritário, ignorante, que se aproveita de sua força física para subjugar, humilhar e ferir uma esposa ou companheira indefesa.

Essa é "apenas" uma das modalidades de violência contra a mulher. A mais visível, a mais comum, a mais chocante, a que por vezes vai parar na mídia. 

Mas há outras tantas modalidades de violência contra a mulher. Muitas delas silenciosas, quase invisíveis. Violência moral, psicológica, patrimonial, institucional. E os agentes também vão muito além de maridos, companheiros, irmãos, sobrinhos, inquilinos... 

Sim. Há violência contra mulher desferida por mulheres. E aí temos AS trogloditas em ação. Muitas vezes, do alto de seus sapatos de bico fino e de seu péssimo e hediondo caráter...

Imaginem MULHERES que violentam mulheres. Façam um exercício de imaginação.

Absurdo dos absurdos. Ridículo dos ridículos.

Mas acontece. E muito. E muitas vezes com mulheres da mesma "família"... Não nos rincões. Mas na maior cidade brasileira.

Aqui me refiro apenas às trogloditas que eu tenho o infortúnio, a má sorte, a desgraça de conhecer... e que promovem insultos, ridicularização, ameaças, constrangimentos, intimidações  contra mulher, mantendo-a numa espécie de "cárcere privado", num isolacionismo, cerceando sua liberdade de ir e vir, violando seus direitos fundamentais e sua dignidade.  

Que vergonha! Que ridículo! Imaginem, senhoras, se a sociedade brasileira tiver o desprazer de conhecer suas identidades!...

As sórdidas. 

Violência contra Mulher é VIOLAÇÃO DOS DIREITOS HUMANOS das Mulheres.

DENUNCIE!


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domingo, 31 de julho de 2011

Cidadão abriu a boca...

Tem que ser assim. Não tem outro jeito.

Aguardamos providências urgentes do Mais Poderoso dos Poderes da República contra a "dona Clara". Ela precisa aprender que acima dela está a Lei...

Entrevista com um escravo



O maranhense João resolveu buscar trabalho no Pará, onde homens valem menos que bois. Por Felipe Milanez. Foto: Bernardo Loyola
Marabá, sexta-feira. O sol da manhã confirma a época da seca e anuncia o calor que virá durante a tarde. Atrás do muro alto em uma rua de terra à margem de um córrego, fica o abrigo da Comissão Pastoral da Terra chamado “cabanagem”. Trata-se de um espaço feito para receber trabalhadores em situação de risco. O nome faz referência à revolta de negros e índios ocorrida na Amazônia no período regencial. João me aguarda para a conversa. Ele saiu do Maranhão em novembro para procurar emprego no Pará. Deixou para trás a mulher e um casal de filhos. Acabou aliciado por um “gato”. Trabalhou seis meses praticamente sem receber, por causa da dívida na cantina. Um dia sofreu um acidente. Pediu as contas, a dona da fazenda, de nome Clara, disse que não tinha o que lhe pagar. Ele ameaçou ir à Justiça. Ela retrucou: “Rapaz, se tu quiser ir, tu pode ir. Porque na minha fazenda quem manda é eu, não é a polícia”. Fugiu com 200 reais no bolso.
Pergunto qual era o trabalho dele na fazenda.
“Era cortando juquira (erva daninha que atrapalha o pasto) e ajudante de fazer cerca na fazenda.”
Fazia isso no Maranhão?
“Não, vim fazer aqui.”
O que é a cantina?
“É onde vende bota, foice, arroz, feijão, óleo, essas coisas assim de fazenda, sabe? Café, açúcar, sabão.”
Eles cobravam?
“Cobravam. Olha, lá no barraco que eu tava, nem energia não tem. O litro de óleo que a gente compra lá, tudo vai pra nota, pro caderno. A água lá onde os meninos estão é água de rio. E lá onde eu tava é um córrego, desse córrego ela botou um cano e encostou uma mangueira da grossura de um dedo nesse cano para puxar água pro pneu. Nesse pneu, o gado bebe, a gente toma banho, bebe e também tira para fazer comida.”
Quantas pessoas estão trabalhando?
“Nós tem cinco pessoas lá cortando juquira, tem dois vaqueiros e o rapaz encarregado do serviço.”
O que a fazenda produz?
“Só gado mesmo. É uma fazenda de gado.”
É grande?
“É. Praticamente só de juquira que ela queria fazer esse ano é 100 alqueires.”
O que ela tinha prometido pagar?
“Ela pagava 25 reais a diária. E pra mim, nesses oito meses, ela me pagou 500 reais: 300 pelo trabalho e 200 pela indenização da minha mão, para eu poder ir embora. Foi a primeira vez que eu vim fazer a denúncia aqui. Porque isso não é correto. Eu vim do Maranhão para trabalhar, sem carteira assinada, trabalho seis meses, o cara me aleija, por culpa dela, aí ela não me paga direito, e ainda fala que é muito caro. Ela falou pra mim que eu tô caro pra ela, ó.”
Como saiu da fazenda?
“Saí escondido.”
Como?
“Eu só falei pro seu Ronaldo (o aliciador): ó seu Ronaldo, eu vou denunciar a fazenda, porque a gente não tá recebendo nada. Ele não queria que eu viesse porque ele ficou com medo de pegar para ele, porque ele que tava devendo. Eu expliquei: olha, senhor, eu não tô indo denunciar você, eu tô indo denunciar a fazenda. Porque é a fazenda que tá devendo nós todos.”
Ele ficou com medo de quê?
“Ele ficou com medo, assim, porque ele não tinha costume. Como eu também não tenho. Mas eu sei que é errado e eu vim procurar o direito.”
Como era a cantina?
“A cantina é dentro da sede mesmo. Um dia morreu uma vaca, às 8 horas da manhã, engatada no arame. Quando o vaqueiro achou, era 6 horas da tarde, e urubu já tinha furado a vaca. Aí ela (a dona da fazenda) mandou limpar e vender a carne toda para os que pegaram serviço. A vaca tava empazinada já. Uns 15 ou 20 dias, foram pegar um gado, e aí quebrou um boi. Quebrou um boi e passaram três dias lá dentro do pasto com o boi quebrado. Com três dias o boi morreu. Ela fez o mesmo, mandou limpar e vender de novo.”
Ela vendeu por quanto?
“Cinco reais o quilo.”
Como se paga?
“Na conta. Trabalhou um rapaz lá, que ele pegou um quarto de um boi, e não teve com o que pagar. Pois ela botou na conta do seu Ronaldo para ele pagar. Sendo que não tinha nada a ver, e ela passou para ele pagar.”
Vocês pagavam?
“Não, a gente não pagava. A gente só trabalha mesmo para comer. Lá realmente é uma escravidão muito séria, igual aquelas das antigas. Sabe como é? A gente trabalha para pagar o que come lá.”
Você não conseguia juntar dinheiro?
“Não, nunca consegui nada. Tá fazendo cinco meses que eu não boto nenhum centavo para a minha família. Seis meses que eu trabalhei e dois meses que eu fiquei parado sem poder trabalhar, até agora. Para você ver, a diferença desse braço aqui, que ele tá secando, comparando com esse aqui.”
O que aconteceu?
“É por causa do indivíduo que torou o tendão e os ossos aqui. Eu não tenho esse nervo aqui não. Foi o rapaz que torou, por causa da minha foice. Quando eu cheguei pro serviço, disse: ‘Seu Zé, me dá a minha foice, que tu pegou’. Ele disse: ‘Não, essa foice é minha. Rapaz, essa é minha, tu não conhece o que é teu?’ Aí ele, louco, né, fez ar de rir e disse: ‘Então pega a tua foice’. Na hora que eu levei a mão para pegar a foice, ele levou a foice de força assim. Até acredito que ele botou para torar foi o meu braço. Mas eu puxei, pegou esses três dedos aqui, mas só aleijou esses dois. Esses dois dedos aqui praticamente estão mortos, não tem como movimentar eles.”
A foice era de alguém ou da fazenda?
“Era minha, porque a fazenda não dá nada. Tudo é a gente que compra.”
Quanto pagou?
“Quinze reais.”
O saldo seria como?
“A gente trabalha numa diária, descontando 15, aí fica 10, né, porque é 25 a diária. Mas aí ficou por isso mesmo, porque nunca peguei dinheiro.”
E o resto dos 10 ia pra você ou tinha de pagar alguma coisa a mais?
“Qualquer coisa que pegava era descontado na diária, o gato acertava se a gente tivesse saldo. Como a gente nunca teve, ficou assim mesmo.”
E depois?
“Fui ao hospital. A dona da fazenda disse que pagava o que tinha de ser pagado. E se os dedos não voltassem ao normal, ela pagava os dedos. Mas ela não pagou nem os dias que eu tinha trabalhado nem os que eu fiquei parado. A indenização dos dedos foi 200 reais. E ainda falou que era muito, que tava caro pra ela.”