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terça-feira, 26 de março de 2013

Impunidade: Cadeia? Só para os pobres...


CRIME E CASTIGO


Aqui no bairro onde moro, há uma figura como a descrita no artigo abaixo: nível universitário (diploma comprado em faculdade de segunda linha), nariz empinado, metida a grande coisa: reles ladra. Estelionatária. 171. E violenta. Não bate, mas manda bater. Não mata, mas manda matar. Jagunços fazem o "serviço sujo". Mentora e mandante de crimes, joga todas as fichas na impunidade, graças ao dinheiro fácil que auferiu em seus golpes. Deslumbrada e fútil, é uma verdadeira "Enciclopédia do Crime", pois os delitos que pratica são variados. 

Uma calamidade!

Rainha Maria Antonieta e filhos. A Rainha de França, 
que "se achava", morreu guilhotinada. 


Cadeia? Só para os pobres

Claudio Bernabucci

Quando a justiça triunfa, mesmo significando cadeia para um criminoso, há sempre que se alegrar. Fui tomado por esse sentimento, dias atrás, ao ler a notícia de que uma motorista havia sido presa após furar uma blitz da polícia, no bairro do Flamengo, no Rio de Janeiro. Os delitos cometidos – sejamos sérios – não eram tão graves em relação a tantos outros diariamente comentados pela mídia. Não obstante, para minha surpresa, a notícia teve ampla repercussão na imprensa carioca, com direito a foto na primeira página.



Foto: Adenilson Nunes/Governo da Bahia


Christiane Ferraz Magarinos, comerciante de 42 anos, realmente exagerou. Não satisfeita de ter furado uma blitz da Operação Lei Seca, quase atropelou o agente que tentava pará-la e, ao ser abordada na garagem de casa, tentou subornar os policiais que a convidavam a segui-los para a delegacia. Frustrada pelo insucesso de suas manobras, ela não conseguiu reprimir a íntima natureza e finalmente explodiu: “Neste País só pobres e favelados ficam presos. Eu sou rica e influente!”

Para glória da República, seu dinheiro e posição social não alcançaram o efeito desejado e, diligentemente, os policiais a levaram presa, em evidente estado confusional, recebendo em troca chutes e palavrões. No dia seguinte, a juíza da 17ª Vara Criminal do Estado do Rio confirmou a prisão preventiva, com pesadas incriminações que podem significar, se confirmadas, anos atrás das grades. Obviamente, não é o que desejamos para a neurótica motorista e consideramos medida equilibrada o habeas corpus que permitiu a soltura após cinco dias de cela em companhia de outras três criminosas. Depois da exemplar punição, é de se esperar que o antecedente sirva para deter comportamentos similares de outros corruptores arrogantes.


Na lógica da imprensa, sabe-se que cachorro que morde homem não faz notícia, mas homem que morde cachorro ganha facilmente a primeira página. Será então que a prisão da rica comerciante foi amplificada com tanta ênfase por essa razão? E não será que ela simplesmente disse a verdade e sua punição representa só a exceção que confirma a regra?

Fora de qualquer retórica, considero ignóbil o comportamento da senhora Christiane (que, dito en passant, além do nome, é, provavelmente, de religião cristã, a deduzir pela quantidade de cruzes penduradas no pescoço e desenhadas em sua camiseta). “Do alto” de sua posição social, ela tentou não só corromper funcionários públicos no exercício de suas funções, mas, para facilitar o suborno, também os humilhou referindo-se aos seus modestos salários. Os que generalizam sobre a corrupção das instituições e, em particular, sobre os malfeitos da polícia e do Poder Judiciário, deveriam refletir a respeito desse pequeno episódio, emblemático de várias contradições nacionais.

As células cancerígenas da corrupção brasileira se alimentam da arrogância dos que ocupam posição social dominante e jogam com o poder do dinheiro. A doença espalha-se assim no corpo inteiro da Nação, mas tem matriz muito clara no privilégio. Além disso, o episódio demonstra mais uma vez que a habitual descrição de um poder político corrupto, a pisotear os direitos da sociedade civil virtuosa, é imagem no mínimo distorcida. Ao contrário, trata-se de duas faces da mesma moeda.

Considero os policiais e a juíza desse caso como exemplos de pequenas virtudes civis. Por não ser fácil, é, portanto, louvável, em certas circunstâncias, cumprir apenas o próprio dever.

Sem exagerar no otimismo, devemos lembrar que nas mesmas horas em que Christiane conhecia a prisão, o jovem Thor Batista, filho do empresário Eike e da senhora Luma de Oliveira, recebeu da Justiça um tratamento bem diferente e aparentemente privilegiado. Acusado de homicídio culposo pela morte de um ciclista, ele poderá logo voltar a dirigir: seus advogados conseguiram excluir do processo o laudo que atestava excesso de velocidade quando atropelou o homem da bicicleta.

Exemplos menores como esse – até casos mais graves como o de Paulo Maluf, na lista dos procurados pela Interpol e serenamente solto no Brasil – levam a concluir com amargura que a impunidade dos ricos e poderosos, geralmente brancos, continua sendo regra no País. Mas as exceções estão por sorte aumentando e alimentam a esperança.

P.S. A senhora Christiane é uma representante típica da classe média. Classe frequentemente celebrada pelo governo como objetivo prioritário da Nação. No caso citado, estamos falando evidentemente de uma classe média arrogante e mal-educada, sem ética nem princípios republicanos. Temos consciência de que existem diferentes modelos e valores de classe média, não apenas baseados em consumo e bem-estar material, mas seria auspicioso que o governo, quando a nomeia, indicasse também a qual tipo de classe média se refere.

CartaCapital


Destaques do ABC!
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terça-feira, 20 de setembro de 2011

SP: Blogueira Cidadã X Criminalidade



Há muitos anos a cidadã que edita e escreve este blog mantém entreveros com resto de família que, por meio de artifícios e outras manobras, a impede de dispor livremente de casa legada por seus pais.


Além de não poder vender, desde o ano passado, quando resolveu alugar sua casa, a cidadã curiosamente passou a ter problemas também com a locação e com inquilinos. 


Inclusive recentemente, como muitos dos leitores puderam acompanhar. Depois de meses de convívio educado e pacífico, como já era esperado por esta cidadã, o jovem casal de inquilinos, do nada, passou a promover ofensas e agressões.


Desde abril último, do dia para a noite, virei uma espécie de "Satã": além de tentativas de agressão física e ameaças de morte, ouvi do casalzinho as maiores baixarias, as torpezas mais imundas. Minha vida pessoal e profissional, inclusive de anos atrás, que eles nunca conheceram (eram crianças, adolescentes, viviam em outros bairros), passou a ser emporcalhada de todas as formas durante sucessivos e infindáveis ataques de assédio moral que sofri.


Como eu não mudei, continuava minha vida pacata, silenciosa, lendo, escrevendo, estudando, cuidando dos meus cachorros e do crescimento interno, e já esperava mais canalhices, percebi claramente o momento em que mudaram de comportamento. Aliás, eu os avisara meses antes de que isso poderia acontecer.


Não foi difícil. Jovens, desprovidos de lastro moral, com pouquíssima escolaridade, sem leitura, consumistas, com a cabeça feita por novelas e outras porcarias globais (da Rede Globo) e afins, só poderiam, mesmo, a curtíssimo prazo, emburrecer. O "ter" sobrepujou o "ser". E se tornaram presas fáceis de quem pretende destruir esta cidadã.


É triste.


De sábado, quando foram embora, pra cá, venho refletindo sobre esses meses todos e sobre a maldade humana. O que pode explicar tanto ódio? O que pode justificar tamanha inveja, a ponto de não descolar desta pobre blogueira, não dar um minuto sequer de descanso à reles cidadã, que só faz cuidar de sua própria vida? Por que ela me colocou num pedestal? Por que meu brilho a incomoda tanto?


Vivemos num mundo muito doentio. Vivemos tempos sombrios. Vejam: não estou falando de povos atrasados do Terceiro Mundo. Não se trata do que acontece em países árabes, Líbia, Irã... Trata-se da cidade de São Paulo. O apedrejamento que sofro é moral. Não podendo (até o momento) me assassinar, promovem "assassinato de caráter", campanha difamatória, linchamento moral. Mentiras e mais mentiras. Achincalhe, enxovalho. Na maior cidade brasileira. Na cidade de São Paulo.


O Estado brasileiro e suas instituições (Judiciário, Polícia, Ministério Público) têm a obrigação constitucional de coibir e sancionar de imediato os faltosos. Não cabe a uma reles cidadã, pacifista, cuja única arma são as palavras, não cabe a esta cidadã enfrentar sozinha a fina flor da cafajestagem.


Chega de Violência ! Basta de Impunidade ! Justiça Já !!!




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segunda-feira, 1 de agosto de 2011

E quando MULHERES violentam mulheres?


Quando se fala em violência contra a mulher imediatamente se pensa em espancamentos, tapas, socos, pontapés, hematomas, cara inchada, sangue, ferimentos etc. E a primeira ideia que vem é a de um macho brutamontes, troglodita, marido ou companheiro, truculento, autoritário, ignorante, que se aproveita de sua força física para subjugar, humilhar e ferir uma esposa ou companheira indefesa.

Essa é "apenas" uma das modalidades de violência contra a mulher. A mais visível, a mais comum, a mais chocante, a que por vezes vai parar na mídia. 

Mas há outras tantas modalidades de violência contra a mulher. Muitas delas silenciosas, quase invisíveis. Violência moral, psicológica, patrimonial, institucional. E os agentes também vão muito além de maridos, companheiros, irmãos, sobrinhos, inquilinos... 

Sim. Há violência contra mulher desferida por mulheres. E aí temos AS trogloditas em ação. Muitas vezes, do alto de seus sapatos de bico fino e de seu péssimo e hediondo caráter...

Imaginem MULHERES que violentam mulheres. Façam um exercício de imaginação.

Absurdo dos absurdos. Ridículo dos ridículos.

Mas acontece. E muito. E muitas vezes com mulheres da mesma "família"... Não nos rincões. Mas na maior cidade brasileira.

Aqui me refiro apenas às trogloditas que eu tenho o infortúnio, a má sorte, a desgraça de conhecer... e que promovem insultos, ridicularização, ameaças, constrangimentos, intimidações  contra mulher, mantendo-a numa espécie de "cárcere privado", num isolacionismo, cerceando sua liberdade de ir e vir, violando seus direitos fundamentais e sua dignidade.  

Que vergonha! Que ridículo! Imaginem, senhoras, se a sociedade brasileira tiver o desprazer de conhecer suas identidades!...

As sórdidas. 

Violência contra Mulher é VIOLAÇÃO DOS DIREITOS HUMANOS das Mulheres.

DENUNCIE!


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