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domingo, 7 de agosto de 2011

Lei Maria da Penha: 5 anos

Há 40 dias esta cidadã blogueira, vítima de violência de gênero, moral, psicológica, patrimonial e tentativa de agressão física e morte, desferida por um casal de trogloditas, dentro da casa da blogueira, como relatado em Carta Aberta à Presidenta Dilma Rousseff (leia aqui), há 40 dias esta cidadã aguarda medidas cabíveis e efetivas das instituições às quais recorreu, fundamentando-se na Lei Maria da Penha e no Código Penal.

Não basta a existência da Lei. Não é suficiente que as mulheres violentadas denunciem.

O Poder Judiciário - Delegacias da Mulher, Ministério Público, Magistratura - precisa fazer sua parte. Com urgência e eficácia.

Violência contra mulher não acontece "apenas" no âmbito doméstico. Violência contra mulher acontece na rua, no trabalho, na escola, nos transportes, na mídia, em toda parte. O tempo todo.

Existem mulheres, tão trogloditas e criminosas quanto os homens, que também violentam mulheres! Leia aqui.

Vamos comemorar, sim, os 5 anos da Lei Maria da Penha, que é um grande avanço. Mas vamos, também, exigir mais. Do governo, do Congresso, do Judiciário, de toda a sociedade.

Violência contra Mulher é VIOLAÇÃO DOS DIREITOS HUMANOS das mulheres.

Combata ! Denuncie ! Disque 180 !



Vídeo Maria da Penha



Link do vídeo

Link Cartilha "Não à Violência contra a Mulher" 

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segunda-feira, 1 de agosto de 2011

E quando MULHERES violentam mulheres?


Quando se fala em violência contra a mulher imediatamente se pensa em espancamentos, tapas, socos, pontapés, hematomas, cara inchada, sangue, ferimentos etc. E a primeira ideia que vem é a de um macho brutamontes, troglodita, marido ou companheiro, truculento, autoritário, ignorante, que se aproveita de sua força física para subjugar, humilhar e ferir uma esposa ou companheira indefesa.

Essa é "apenas" uma das modalidades de violência contra a mulher. A mais visível, a mais comum, a mais chocante, a que por vezes vai parar na mídia. 

Mas há outras tantas modalidades de violência contra a mulher. Muitas delas silenciosas, quase invisíveis. Violência moral, psicológica, patrimonial, institucional. E os agentes também vão muito além de maridos, companheiros, irmãos, sobrinhos, inquilinos... 

Sim. Há violência contra mulher desferida por mulheres. E aí temos AS trogloditas em ação. Muitas vezes, do alto de seus sapatos de bico fino e de seu péssimo e hediondo caráter...

Imaginem MULHERES que violentam mulheres. Façam um exercício de imaginação.

Absurdo dos absurdos. Ridículo dos ridículos.

Mas acontece. E muito. E muitas vezes com mulheres da mesma "família"... Não nos rincões. Mas na maior cidade brasileira.

Aqui me refiro apenas às trogloditas que eu tenho o infortúnio, a má sorte, a desgraça de conhecer... e que promovem insultos, ridicularização, ameaças, constrangimentos, intimidações  contra mulher, mantendo-a numa espécie de "cárcere privado", num isolacionismo, cerceando sua liberdade de ir e vir, violando seus direitos fundamentais e sua dignidade.  

Que vergonha! Que ridículo! Imaginem, senhoras, se a sociedade brasileira tiver o desprazer de conhecer suas identidades!...

As sórdidas. 

Violência contra Mulher é VIOLAÇÃO DOS DIREITOS HUMANOS das Mulheres.

DENUNCIE!


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terça-feira, 19 de julho de 2011

Blogueira Cubana se solidariza com Blogueira Paulistana

Nos últimos dias, muitos leitores e blogueiros verdadeiramente progressistas, de várias regiões do Brasil, vêm manifestando solidariedade e repercutindo os posts-denúncia desta blogueira, relatando as violências de gênero, moral, psicológica e patrimonial que vem sofrendo, além das tentativas de agressão física e ameaças de morte contra si e seus cães de estimação.

De fora do Brasil, tomei conhecimento de manifestação de solidariedade da jornalista e blogueira cubana Norelys Aguilera, da cidade de Santa Clara, na província de Villa Clara, que escreveu um post em seu blog Isla Mía (Minha Ilha), que reproduzo abaixo, noticiando as violências e o silêncio da grande mídia brasileira.

Mais uma vez, agradeço com emoção a solidariedade recebida dos leitores e dos blogueiros e blogueiras cidadãos, e envio um grande e carinhoso abraço a cada um.

Abaixo reproduzo o post da solidária companheira cubana, cujo blog passo a linkar. A tradução vem em seguida. 



Islamia

lunes 18 de julio de 2011


Bloguera víctima de la violencia, pero no es en Cuba

Norelys Morales Aguilera.- Hace casi un año y medio, una ciudadana de São Paulo, que edita y escribe el blog “Abra a Boca, Cidadão!” ha sufrido violencia de género, moral, psicológico y de la propiedad, después de haber escapado dos intentos de ataque (¿secuestro? ¿asesinato?).

La blogger ha exigido una intervención urgente y una acción de la Secretaría de Estado de Seguridad Pública, Comisaría de la Mujer, desde hace 20 días.

Obviamente esto no es noticia en ningún medio corporativo brasileño y menos aún en los editados en español.

Pero, si fuera con Yoani Sánchez o alguno de sus compinches mediáticos hasta en la lengua de los esquimales estaría replicado el tema.

Por lo pronto Yoani Sánchez desde El Nuevo Herald tiene la destemplanza de emplear a su propio hijo para lanzar al mundo nuevas mentiras: por eso cobra quien forma parte de un numeroso equipo bien entrenado y demasiado poco conocido, como para tener acceso al mismísimo presidente Barack Obama y a la aburrida Hillary Clinton.

Tradução

Blogueira vítima da violência, mas não é em Cuba

Há quase um ano e meio, uma cidadã de São Paulo, que edita e escreve o blog "Abra a Boca, Cidadão!", vem sofrendo violência de gênero, moral, psicológica e da propriedade, depois de haver escapado de duas tentativas de atentado (sequestro? assassinato?).

A blogueira exigiu uma intervenção urgente e uma ação da Secretaria de Estado da Segurança Pública, Delegacia da Mulher, há mais de 20 dias.

Obviamente isto não é notícia em nenhum veículo da mídia corporativa brasileira e menos ainda nos veículos editados em espanhol.

Mas, se fosse com Yoani Sánchez ou com alguns de seus cupinchas midiáticos, mesmo na língua dos esquimós, o fato estaria repercutindo.

Enquanto isso, Yoani Sánchez, no El Nuevo Herald, tem a falta de compostura de empregar seu próprio filho para lançar ao mundo novas mentiras: por isso cobra quem faz parte de numerosa equipe, bem treinada e muito pouco conhecida, ter acesso ao mesmíssimo presidente Barack Obama e à enfadonha Hillary Clinton.

Isla Mía

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