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sábado, 4 de janeiro de 2014

Retrato do Judiciário brasileiro (e da mídia também)


CIDADANIA, JUSTIÇA E MÍDIA



"Os juízes acham que são deuses. Os desembargadores, têm certeza..." 
                                                                         (piada corrente no mundo do direito)


A seguir, reproduzo dois posts de veículos de grande credibilidade da mídia digital, alternativa, que mostram um pouco da prepotência de muitos membros do Poder Judiciário, aqueles que esquecem que são servidores do povo e da sociedade e se comportam como seres diferenciados, até "divinizados", acima do Bem e do Mal.


sexta-feira, 18 de maio de 2012

"Semideuses" do Judiciário não querem divulgar rendimentos



Já imaginávamos. Não é novidade. Eles ainda não entenderam que são Servidores do Povo Brasileiro. Nada mais.


Setores retrógrados, tacanhos, arcaicos, do Judiciário não pretendem adotar a Lei de Acesso à Informação cujo decreto foi assinado pela presidenta Dilma Rousseff, e que obriga o Executivo a cumprir o Princípio da Transparência e abrir publicamente informações de interesse do cidadão.




O "Segundo Escalão do Olimpo", aqueles setores do Judiciário que se comportam como semideuses, que acham que estão acima do Bem e do Mal, resistem a adotar a transparência, e as alegações são risíveis, ridículas. Leiam abaixo.


Queremos todos saber quanto pagamos por este Judiciário caríssimo e muitas vezes ineficiente, em geral moroso, lerdo como tartaruga manca, como dizem. Sobretudo queremos conhecer salários e penduricalhos da Banda Podre, a que é remunerada com dinheiro do povo para promover Iniquidade e Injustiça.


Setores do Judiciário alegam risco a servidores e resistem a publicar salários


Presidente do STF e procurador-geral, porém, defendem ampla publicidade das remunerações

Mariângela Gallucci e Felipe Recondo

BRASÍLIA - Setores e sindicatos do Judiciário vão resistir à publicação dos salários e vantagens pagos a cada um dos servidores da Justiça. O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Carlos Ayres Britto, e o procurador-geral da República, Roberto Gurgel, porém, demonstraram disposição em dar ampla publicidade aos dados relativos às remunerações. Gurgel afirmou nesta quinta-feira, 17, que o Ministério Público “tem de ser um exemplo de transparência”.

Ao ser indagado se o Judiciário divulgaria os seus salários de forma pormenorizada, Ayres Britto disse que os ministros definirão isso, mas sinalizou que é a favor da medida. O presidente do STF lembrou que foi relator de um processo no qual foi questionada a divulgação de salários da Prefeitura de São Paulo. “Só excluí da publicação os endereços, por questão de segurança.”

Ayres Britto afirmou que há duas formas para regulamentar a Lei de Acesso a Informações no Judiciário. “Uma é cada tribunal fazer a sua regulamentação; outra é tentarmos um regulamento conjunto. Ainda não definimos.”

Vulneráveis. O presidente da Associação dos Magistrados Brasileiros (AMB), Nelson Calandra [tinha que ser ele], disse que o decreto assinado pela presidente Dilma vale só para o Executivo [!!!]. Ele é contra divulgar o nome de funcionários e respectivos salários porque considera que isso torna as pessoas vulneráveis a ações de criminosos.

“Quem vive no mundo de hoje sabe que divulgar o nome é a mesma coisa que dar endereço e telefone. Pelas redes sociais, Google, qualquer pessoa é encontrada. A Constituição ainda assegura direito à intimidade [!!!] [E os Princípios da Transparência e Publicidade, desembargador???!!!...]. As pessoas têm de ser protegidas. Se você publica na internet o nome da pessoa com o salário, as organizações criminosas vão levantar o endereço e isso torna a pessoa vulnerável a ataques [aqui, rir pra não chorar...].”

O coordenador de administração do Sindicato dos Trabalhadores do Judiciário e do Ministério Público da União no DF, Jailton Assis, concorda: “Não temos divergência quanto à divulgação de salários. Mas a divulgação nominal é muito ruim. Uma coisa é entender o custo do Judiciário para a sociedade. Outra é conhecer nomes de cada servidor, alimentando uma situação de risco real.”



Estadão Online


Destaques do ABC!


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