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quinta-feira, 29 de dezembro de 2011

O Judiciário brasileiro e a Primavera Árabe



RETROSPECTIVA "ELIANA CALMON 2011"

Mais um post do ABC! sobre a querela Eliana Calmon X Bandidos de Toga, publicado em 28 de outubro passado.


O Judiciário brasileiro e a Primavera Árabe


Sobre a arrogância, a prepotência, a ineficiência, a incompetência, a falta de transparência, o autoritarismo, a tacanhice etc. etc. do Judiciário brasileiro, fala não uma de suas vítimas, cidadã, editora e blogueira, mas um Juiz de Direito.

Nossos suseranos togados continuarão fazendo ouvidos moucos aos reclamos de seus "súditos", esperando que saiam às ruas para construir a Primavera Judiciária?


Juízes encastelados, sem ouvir a voz das ruas

Sob o título "O Poder Judiciário brasileiro e a primavera árabe", o artigo a seguir é de autoria de Átila Andrade de Castro, Juiz de Direito em Belo Horizonte.


Após décadas de poder, alguns dos mais conhecidos tiranos do nosso tempo foram expulsos de seus palácios situados no norte da África pela força do movimento popular.

No Cairo, em Trípoli e em Túnis a população se deu conta de que não se deve dar poder a quem não oferece contraprestação. Iniciaram com certa timidez a revolução que ficou conhecida como Primavera Árabe e o movimento foi tomando corpo, forma e substância, atravessando fronteiras e mudando uma realidade que parecia imutável.

Enquanto isso, encastelados em seus palácios, os ditadores de plantão faziam ouvidos moucos à voz das ruas. Diziam que era conspiração de potências ocidentais, que a suposta revolta não passava de movimentos isolados e que não abririam mão do poder que consideravam legítimo. Continuaram a fazer refeições em talheres de ouro, a viajar em aviões particulares intercontinentais e a desfrutar de todo o luxo e conforto que o poder proporciona.

Não ouviram o alerta. Não negociaram e nem se dispuseram a abrir mão de privilégios e nem a oferecer serviços decentes aos seus “súditos”. O resultado todo mundo conhece. Foram todos banidos de suas fortalezas, expulsos, presos e mortos.

Qual a semelhança de tal momento histórico com o Judiciário brasileiro?

É visível a insatisfação de todos os segmentos da sociedade com a justiça brasileira. O serviço é precário, ineficiente, artesanal, não oferece segurança jurídica e é excessivamente aleatório, tanto em termos de conteúdo decisório quanto em termos de procedimento, pois está sempre sujeito à idiossincrasia do juiz que receber a causa. Junte-se a isso a absoluta falta de investimentos de peso em tecnologia e em treinamento de servidores. O resultado todo mundo conhece: justiça lenta – e, portanto, frequentemente injusta -, cara e improdutiva.

A sociedade já percebeu a gravidade do problema. Não há país submetido a padrões ocidentais de civilização que consiga crescer e progredir e nem sociedade que se mantenha saudável com o serviço prestado pelo judiciário de hoje.

Enquanto isso, onde estão os membros do poder, que poderiam – e deveriam - mudar este estado de coisas? Muitos estão em seus “castelos”, lutando por frações de poder, medalhas, privilégios e títulos. Não ouvem a voz das ruas e nem se mostram permeáveis à crítica externa e às demandas sociais.

Pelo contrário, atribuem tudo isso a conspiradores anônimos e silenciosos que desejam enfraquecer o poder. Também não admitem jamais abrir mão de luxos que atualmente não se justificam, como duas férias anuais. Chega-se ao absurdo de se promover silenciosamente uma disputa surda entre juízes de segundo grau da justiça estadual e de segmentos da justiça federal pelo “privilégio” de usar a denominação “desembargador”, como se o tratamento dispensado ao juiz fosse lhe conferir sabedoria e garantir a prestação jurisdicional célere que a população tanto deseja.

Também não se vê por parte de associações que representam os juízes propostas de modernização, de incorporação de tecnologias, de simplificação e otimização de procedimentos e rotinas de trabalho para atingir padrões mínimos de qualidade e eficiência. Continuamos, como há séculos, reproduzindo modelos de decisão e de termos de audiência que já eram usados nos tempos da Inquisição.

Enfim, fica muito claro que se a autocrítica não ocorrer e as mudanças tão legítimas desejadas pela nossa sociedade não forem implementadas de dentro para fora, virão certamente de fora para dentro. O CNJ é o primeiro exemplo disso.

Por certo, se continuarmos surdos e inertes, alheios ao que acontece à nossa volta, seremos, ao final, expulsos de nossos castelos, sem nossos tão desejados títulos, comendas e condecorações.

Espero apenas que também não sejamos mortos como animais e enterrados em cova rasa no deserto. Que antes do fim a autocrítica tome conta de nosso meio e a sociedade tenha enfim o Poder Judiciário que merece.



Interesse Público


*

quarta-feira, 26 de outubro de 2011

Kadafi e o jornalixo da CBN

Horrorizada, escrevi aqui dias atrás sobre a bestialidade com que os rebeldes líbios trataram Muamar Kadafi em sua captura e execução. Diante das imagens estarrecedoras, falei de barbárie, bestas enfurecidas que escaparam da jaula e outras expressões do gênero. Também manifestei a esperança de que nenhum líder mundial comemorasse a morte. Horas depois a própria presidenta Dilma também se manifestou, dizendo que o fato não era motivo para comemoração. Hoje leio no Blog do Mello o post abaixo. Essa dona Lúcia Hippólito não se manca, mesmo. Já ultrapassou todos os limites do bom senso e da compostura. Além de não fazer jornalismo, ainda deseduca ouvintes, tecendo comentários na contramão do que se chama civilização e cidadania. Ouçam o besteirol da "cientista política" travestida de jornalista. Uma lástima!


Lucia Hippolito para Kadafi: 'Vá pro alto de um prédio, se atire lá de cima e não chateia, ou vai pro meio da praça e ateia fogo às vestes'

Eu não sei o que toma essa mulher. Ou por quem ela se toma. Mas a atitude arrogante, de quem se acha livre para dizer o que quer que seja, na hora e onde quiser, mostra apenas o desprezo que os contratados pelas corporações midiáticas têm pela Constituição. Ou dona Lucia Hippolito não teria dito o que disse na CBN, emissora de rádio das Organizações Globo, sobre a morte do líder líbio (que, primeiramente, foi ditador; depois, líder; e finalmente ditador sanguinário), Muamar Kadafi.


Li as barbaridades de dona Hippolito no Blog do Gadelha. Gadelha é meu amigo há mais tempo que boa parte de meus leitores têm de vida. Mesmo assim, estranhei. Pensei: não é possível.


Gadelha é, como eu, um fã de pimenta. Mais o que isso. Ele é um fanático, a ponto de ter livros sobre o tema, enquanto eu me dedico apenas a provar. Então, pensei: teria Gadelha achado a pimenta mágica, o santo daime da capsaicina, e isso o fez delirar? Leia o que ele publicou em seu blog:


Na quinta, estava dirigindo e – como faço sempre – ouvindo a CBN, quando me tornei testemunha de verdadeira barbárie relacionada à questão líbia. A âncora Lucia Hippolito chamou Sérgio Besserman e apresentou, como destaque do dia, a possível captura de Kadafi. Nada mais apropriado, já que era o que se discutia na mídia internacional. Infelizmente, o que se ouviu em seguida foi uma sucessão de barbaridades, despropósitos, mau gosto, algo difícil de acreditar que estivesse sendo perpetrado por duas figuras relevantes em nosso mundo informativo, político e cultural. Lucia Hippolito começou ridicularizando Kadafi por conta de suas roupas extravagantes (como se essa fosse a maior de suas extravagâncias!). Mas essa bobagem não foi nada, diante do que veio a seguir. Besserman mostrou-se indignado sabem com o quê? Não admitia que Kadafi (que, segundo ele, já deveria saber há meses que seria derrotado) não tivesse se entregado há mais tempo para evitar tantas mortes na Líbia!!! Dá pra acreditar? As cenas que correm o mundo revelando os detalhes da morte de Kadafi será que respondem a Besserman? Lucia Hippolito sugeriu que ele, Kadafi, deveria ter-se matado. Besserman concordou, lembrando o suicídio de Allende!!! Lucia Hippolito diz que Kadafi deveria ter-se queimado em praça pública, se lançado do alto de algum lugar – e isso tudo dito aos risos. Afinal de contas, segundo eles, Kadafi somente fez o mal...
Como pode a CBN permitir algo assim? Por mais que Kadafi tenha tido ações extremamente condenáveis (como ajudar os Estados Unidos na tortura de presos políticos), ele também teve papel positivo para seu povo. Evitou a sangria das riquezas do petróleo que, antes, jorravam para o exterior, combateu o analfabetismo, fortaleceu e projetou o seu país no continente e no mundo. Independente disso, não se combate a barbárie com mais barbárie. A dupla de jornalistas deveria mirar-se no exemplo de Dilma que, opondo-se ao oportunismo belicoso de Obama e outros dirigentes ocidentais, demonstrou serenidade e visão de estadista, ao afirmar que “não é possível comemorar a morte de qualquer líder” e concluir que “não se faz apedrejamento moral de ninguém”.

Mas fui conferir no site da CBN e era isso mesmo, como você pode conferir a seguir.



Agora, a foto de Kadafi morto. Dona Hippolito está satisfeita?












sábado, 22 de outubro de 2011

A barbárie executou Khadafi



Ao que tudo indica, os "donos do mundo", por meio de um bando de quadrúpedes enfurecidos, assassinaram barbaramente Muamar Khadafi.


Diante de imagens tão perturbadoras, é de se perguntar...


Vivemos num mundo moderno ou numa selva? Habitamos um planeta evoluído ou o mundo animal?


Depois de Osama Bin Laden e Muamar Khadafi...


Quem será o próximo?




Kadafi foi finalmente assassinado por Obama, Sarkozy, Angela Merkel e a Otan

Em homenagem ao nascimento da primeira filha, Sakozy 
oferece à recém-nascida a cabeça de Kadafi.

Belo presente!


Qual o próximo da lista?

sexta-feira, 21 de outubro de 2011

Khadafi e a bestialidade humana



É... talvez esta blogueira seja muito sensível, mesmo. Mas as imagens que vejo desde ontem nos portais dos grandes jornais, das agências de notícias, são aterradoras, estarrecedoras. "Perturbadoras", como declarou a alta comissária de Direitos Humanos da ONU.


A animalidade, a bestialidade daquele bando de "rebeldes" que cercam um ensanguentado Khadafi, ainda vivo, berrando, urrando, grunhindo como animais... e depois, com a mesma selvageria, inebriados pelo sangue, já diante de um cadáver.


Eu queria falar sobre isso, sobre as marchas mundiais pela democracia, pela justiça, que vêm acontecendo em tantos países, mobilizações cheias de indignação, mas em geral pacíficas e até muitas vezes bem humoradas... e sobre esse mundo animal que ainda sobrevive no chamado mundo civilizado.


Não consigo escrever mais.


Talvez seja uma fragilidade desta alma artista-mística-ativista...


Enterro é cercado de mistérios



Reprodução de imagem da TV árabe Al Jazira mostra imagem do coronel Kaddafi caído
O enterro de Muammar Kaddafi, ex-presidente da Líbia, está cercado de mistérios e informações desencontradas. As autoridades do Conselho Nacional de Transição (CNT), que governam o país provisoriamente, evitam detalhar o local onde o corpo será enterrado e informar a data da cerimônia para evitar peregrinação e manifestações.
A morte de Kaddafi levanta uma série de dúvidas sobre as circunstâncias exatas de sua captura. Fotos e vídeos mostraram o ex-líder vivo e ensanguentado, logo depois da captura, em uma ofensiva contra sua cidade natal, Sirte. Também há imagens que mostram que Kaddafi foi capturado e arrastado pelas ruas e teve o corpo agredido.

Há informações também de que Mutassim Kaddafi, filho do ex-presidente e ex-conselheiro de segurança nacional, morreu na ofensiva. Os relatos sobre a morte de Saif Al Islam, filho de Kaddafi apontado como seu sucessor, são conflitantes. O ministro da Justiça interino da Líbia, Mohammad Al Alagi, disse que Islam foi capturado e estava hospitalizado e não há mais informações.
O corpo de Kaddafi, segundo integrantes do CNT, é mantido em uma mesquita em Misrata, cidade para onde ele foi levado depois de sua captura na cidade de Sirte – cidade natal de Kaddafi. No entanto, representantes do conselho informaram que o sepultamento do ex-presidente ocorrerá seguindo os preceitos muçulmanos e respeitando o corpo. Ontem (20), entretanto, o corpo de Kaddafi foi exposto pelas ruas de Misrata.


ONU quer investigação
A situação levou a alta comissária da Organização das Nações Unidas (ONU) para os Direitos Humanos, Navi Pillay, a defender uma investigação completa sobre a morte de Kaddafi. Pillay classificou como “perturbadoras” as imagens que mostram que o ditador estava vivo quando foi capturado, segundo seu porta-voz, Rupert Colville.

O Conselho Nacional de Transição da Líbia nega ter executado Khadafi. Segundo o órgão, ele morreu em decorrência de um tiro na cabeça, em meio aos embates entre seus simpatizantes e os opositores ao antigo regime.

Porém, o médico Ibrahim Tika, que examinou o corpo, disse que ele morreu por causa de um tiro no abdome. “Kaddafi estava vivo, quando foi preso, e morreu depois. Uma bala perfurou seu intestino”, contou o médico. “Depois, ele recebeu um tiro na cabeça”, acrescentou.

As informações do médico aumentam as controvérsias sobre as circunstâncias da morte do ex-presidente. O emissário do CNT na França, Mansour Saif Al Nasr, negou que Khadafi tenha sido vítima de linchamento.

Os relatos de integrantes do conselho são de que Khadafi estava a bordo de um jipe, em meio a um comboio que foi alvo de tiros dos opositores. O ex-presidente, segundo o CNT, tentou escapar entrando em um esgoto, tendo, em uma mão, uma metralhadora kalachnikov e na outra, uma pistola. Mas foi rendido e deixou de reagir.

Operação da Otan

Um dia após a morte de Muammar Kaddafi, o presidente da França, Nicolas Sarkozy, afirmou que a intervenção militar da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) no país africano chegou ao fim. O mandatário francês pediu que o povo líbio adote o “perdão, a reconciliação e a unidade.”

Também nesta sexta-feira 21, o ministro de Relações Exteriores da França, Alain Juppé, disse que o país vai apoiar as autoridades interinas da Líbia na transição para um governo democrático. “Nosso objetivo não era matar Gaddafi e sim forçá-lo a abandonar o poder”, destacou.

Os países membros da Otan devem se reunir durante a tarde em Bruxelas, na Bélgica, para debater sobre o final das operações militares na região, iniciadas em 31 de março.

Segundo o CNT, a proclamação da libertação total da Líbia deve ocorrer entre sexta-feira e sábado, colocando fim ao conflito que já dura oito meses e matou pelo menos 30 mil pessoas.

O CNT, reconhecido como representante legítimo do povo líbio pela ONU e outros 60 países, publicou em setembro uma “declaração constitucional”. Pelo documento, um governo de transição deve ser adotado em até um mês após a proclamação da libertação.

O governo de transição deve organizar eleições gerais em oito meses e entregar os poderes a uma Assembleia eleita.


Com informações  da AFP, Agência Brasil, da BBC Brasil e da emissora pública de rádio da França.
*Veja mais notícias da AFP.

Quem matou Khadafi ?



A Anistia Internacional  exige investigação para apurar as circunstâncias da morte do coronel Muammar Khadafi, líder deposto da Líbia, que morreu ontem em Sirte, sua cidade natal, após ser preso.


Também o Alto Comissariado da ONU para Direitos Humanos pediu investigação ampla, ante a possibilidade de que Khadafi tenha sido sumariamente executado.


Khadafi foi capturado vivo e recebeu um tiro na cabeça, segundo algumas fontes, episódio parecido com a execução de Osama Bin Laden. Hoje já se fala em tiros na barriga e intestinos. Há relatos de que o coronel, ao ser capturado, suplicou: "Não atirem! Não atirem, meus filhos!"



Como sabem, aqui defendemos os direitos humanos, não a lei da selva. Bestas enfurecidas devem ser enjauladas. Até os assassinos mais crueis devem ter reconhecido seu direito a julgamento por um tribunal imparcial. Ninguém tem autoridade para executar ninguém.

E reiteramos o que foi dito ontem:


Esperamos que as lideranças mundiais não venham a público "comemorar" a morte do coronel, como fez o arrogante dono do mundo e Prêmio Nobel da "Paz", Barack Obama, após a execução de Bin Laden perpetrada por norte-americanos. Não se comemora morte de quem quer que seja, mesmo dos inimigos mais atrozes.

Khadafi é uma figura no mínimo controversa. Há os que o eudeusam e os que o condenam como sanguinário ditador.

O ABC! não fará nem uma coisa nem outra. Torcemos e vibramos pela população líbia. Para que cesse a violência no país e para que o povo líbio encontre muito em breve o caminho do desenvolvimento, da Justiça e da Paz.

Leiam mais abaixo.



Fim sem misericórdia levanta questão: quem matou Kadafi?


Relatos inconsistentes provocam dúvidas sobre quem desferiu golpe fatal contra ex-líder morto em sua cidade natal, Sirte.


Retirado à força de uma tubulação, um Muamar Kadafi ferido ergueu suas mãos para o céu e implorou aos combatentes do Conselho Nacional de Transição da Líbia: "Não me matem, meus filhos." Dentro de uma hora, ele estava morto, mas não sem antes ter seu corpo vingado por décadas de ódio. Tropas puxavam os cabelos do excêntrico ditador e desfilaram seu corpo ensanguentado no capô de uma caminhonete.


O fim violento do líder na cidade onde nasceu, Sirte, representou a morte de um regime que comandou com mãos de ferro durante 42 anos e foi derrubado por um levante popular iniciado em fevereiro que se tornou uma sangrenta guerra civil. Kadafi, foragido havia dois meses, foi o primeiro chefe de Estado deposto pelas revoltas da Primavera Árabe que acabou morto.


Antes da confirmação oficial da morte, uma profusão de imagens de seu corpo começou a circular pela internet. O canal de TV Al-Jazeera levou ao ar um vídeo com um Kadafi muito ferido, mas ainda vivo, sendo arrastado por homens armados até uma caminhonete. A rede transmitiu em seguida uma filmagem da parte superior de seu corpo, parcialmente despido, com um rosto apático e ferido por uma bala na cabeça. Nela, combatentes anti-Kadafi celebravam, fazendo disparos para o ar. Um terceiro vídeo, publicado no YouTube, mostrou tropas cercando animadamente o corpo do líder deposto, aparentemente sem vida. A cabeça era puxada pelos cabelos para enfatizar nas fotografias o rosto do homem morto.


Essas perturbadoras imagens do corpo de Kadafi levantam questões sobre o autor do golpe fatal e sobre como foi executada a operação dos combatentes com auxílio da Otan (Organização do Tratado do Atlântico Norte).


Confira abaixo os principais relatos que apontam como seu longevo regime chegou ao fim:


- Uma autoridade europeia que estava a par das operações da Otan disse que há dias existiam fortes suspeitas de que Kadafi e seus filhos estavam escondidos em três edifícios localizados no quadrante noroeste de Sirte. O oficial, que falou anonimamente, disse que a Otan e os combatentes do CNT acreditavam que, se Kadafi estava em um daqueles prédios, tentaria fugir a qualquer momento.


- Nas primeiras horas da quinta-feira de 20 de outubro, as forças revolucionárias retomaram uma ofensiva em Sirte contra os partidários de Kadafi, que haviam recuado para um bloco de prédios com uma área aproximada de 600 m².


- Um comboio composto por cerca de 80 veículos saiu do prédio, e as tropas leais ao CNT tentaram interceptá-lo, segundo relato de Fathi Bashagha, porta-voz do Conselho Militar de Misrata. No comboio que levava o líder deposto também estava Abu Bakr Younis Jabr, líder do Exército, e Mutassim, um dos filhos de Kadafi. Um avião não-tripulado dos EUA avisou a Otan, que ordenou um ataque aéreo contra os veículos.


- De acordo com o ministro da Defesa da França, Gerard Longuet, por volta das 8h30 do horário local (4h30, horário de Brasília), o ataque foi lançado por jatos franceses a cerca de 3 km a 4 km a noroeste da cidade, forçando os veículos a parar.


- Em terra, os combatentes atacaram os partidários de Kadafi com foguetes, morteiros e armas, em uma batalha campal que durou três horas. Alguns membros do comboio escaparam a pé dos veículos, relatou Bashagha, enquanto eram perseguidos.


- O líder deposto e seus companheiros buscaram refúgio em uma tubulação sob uma estrada não muito longe do local do bombardeio.


Combatente do CNT mostra um duto de concreto onde Kadafi teria sido capturado
em Sirte, segundo uma das versões para a morte do líder deposto da Líbia Foto: AFP

- Forças do CNT cercaram Kadafi. "Primeiro, atiramos neles com morteiros, mas sem sucesso. Então fomos a pé. Um dos homens de Kadafi saiu agitando seu rifle para o ar... assim que viu meu rosto, começou a atirar em mim. Acho que Kadafi deve ter dito a eles para que parassem. 'Meu mestre está aqui, meu mestre está aqui', disse, 'Muamar Kadafi está aqui e está ferido'", completou o combatente Salem Bakeer à Reuters.


- Kadafi, então, foi retirado à força do esconderijo sem apresentar resistência e obrigado a entregar sua arma de ouro, segundo autoridades interinas. Com sérios ferimentos, perguntou aos combatentes que estavam do lado de fora: "O que vocês querem? Não me matem, meus filhos." De acordo com relatos, a captura ocorreu por volta das 12h do horário local (8h, horário de Brasília).


- Autoridades do governo interino dizem que Mutassim, um dos filhos do Kadafi, morreu durante a captura do pai.


Os momentos finais de Kadafi foram descritos pelo primeiro-ministro do governo interino da Líbia, Mahmoud Jibril, horas depois do anúncio oficial de sua morte:


- Segundo Jibril, um "relatório forense" apontou que Kadafi foi morto por um ferimento de bala na cabeça durante tiroteio entre os dois lados do conflito - em um argumento que parece ter a intenção de indicar que ele não foi executado.


- Segundo Jibril, Kadafi estava em boa saúde quando foi encontrado e, ao ser retirado da tubulação, levou um tiro no braço direito.


- Os combatentes arrastaram Kadafi ferido até uma caminhonete.


Veja vídeo de Kadafi capturado com vida:


Link do vídeo


- Enquanto o veículo se movia, uma bala do tiroteiro entre os combatentes do CNT e partidários do líder teria atingido Kadafi na cabeça.


- De acordo com o premiê, Kadafi morreu poucos minutos antes de chegar ao hospital.


- Apesar da versão oficial, especialistas estrangeiros que viram fotos do corpo de Kadafi dizem que os ferimentos parecem ter sido causados por disparos de arma a curta distância, e não por fogo de alta velocidade disparado por rifles de assalto à distância.


- O corpo do líder deposto foi levado para a cidade vizinha de Misrata, que as forças de Kadafi cercaram durante meses. Mohammed, um residente do local, alegou que esteve na mesquita para onde o corpo de Kadafi foi levado. À BBC, disse: "É definitivamente ele, é seu cabelo, seu rosto, saberia disso em qualquer lugar - todos os líbios saberiam."

quinta-feira, 20 de outubro de 2011

O fim melancólico de Khadafi



Os maiores portais informativos e agências de notícias de todo o mundo estampam a notícia da captura e morte do coronel Muammar Khadafi, líder deposto da Líbia, onde esteve no comando por 42 anos.


Esperamos que as lideranças mundiais não venham a público "comemorar" a morte do coronel. Não se comemora morte de quem quer que seja, mesmo dos inimigos mais atrozes.


Khadafi é uma figura no mínimo controversa. Há os que o eudeusam e os que o condenam como sanguinário ditador.


O ABC! não fará nem uma coisa nem outra. Aqui, torcemos e vibramos pela população líbia. Para que cesse a violência no país e para que o povo líbio encontre muito em breve o caminho do desenvolvimento, da Justiça e da Paz.


Abaixo, perfil do coronel Khadafi e breve retrospecto do seu longo governo.



Com fama de excêntrico e de orientação nacionalista, Khadafi chegou ao poder em 1969

Aidan Lewis

da BBC News

O líder líbio Muamar Khadafi
Khadafi tem por hábito ter fotos de líderes africanos nas roupas
O avanço rebelde sobre a capital da Líbia, Trípoli, e sobre a cidade natal do coronel Muamar Khadafi, Sirte, pôs um fim definitivo ao governo do líder que permaneceu mais tempo no poder tanto na África quanto no mundo árabe.
Khadafi, de 68 anos, estava no comando da Líbia desde que depôs o rei Idris 1º, em 1969, em um golpe de estado sem derramamento de sangue, quando tinha 27 anos.
Conhecido por seu estilo extravagante de se vestir e pelas guarda-costas do sexo feminino, o líder líbio também é tido como um político habilidoso, que conseguiu tirar seu país do isolamento diplomático.
Em 2003 – depois de passar duas décadas sendo visto como país pária – a Líbia assumiu responsabilidade pelo atentado contra um voo da PanAm sobre a cidade escocesa de Lockerbie, em 1988, abrindo caminho para que a ONU suspendesse suas sanções contra o país.
Meses depois, o regime de Khadafi abandonou os esforços para desenvolver armas de destruição em massa, o que também facilitou a aproximação com o Ocidente.
Por causa das duas medidas, Khadafi deixou o isolamento e passou a ser aceito pela comunidade internacional, ainda que com ressalvas.
"Ele é único em seu discurso, em seu comportamento, em suas práticas e em sua estratégia", disse à BBC o analista de política líbia Saad Djebbar. "Mas é um politico astuto, e um sobrevivente político."
Raízes beduínas

Nos anos 70, Khadafi desenvolveu uma filosofia política nacionalista
Khadafi nasceu no deserto líbio, perto de Sirte, em 1942. Em sua juventude, ele admirava o líder egípcio e nacionalista árabe Gamal Abdel Nasser.
Ele começou a fazer planos para derrubar a monarquia líbia durante seus estudos militares, e recebeu treinamento militar na Grã-Bretanha antes de retornar à cidade líbia de Benghazi, onde deu início ao golpe que o levaria ao poder, em 1º de setembro de 1969.
Em seu Livro Verde, lançado nos anos 1970, Khadafi expôs sua filosofia política, apresentando uma alternativa nacional ao socialismo e ao capitalismo, combinada com aspectos do islamismo.
Em 1977, ele criou o conceito de "Jamahiriya" ou "Estado das massas", em que o poder é exercido através de milhares de "comitês populares".
Khadafi gostava de prezar tradições locais em público. Quando visitava outros países, acampava em uma luxuosa tenda beduína, típica dos povos de sua região.
Durante as viagens, o coronel era protegido por guarda-costas mulheres - que dizia serem menos dispersivas do que os homens.
O coronel também recebe políticos e personalidades que visitam o país em uma tenda beduína. Durante os encontros, ele é conhecido por se proteger das moscas com um artefato feito de crina de cavalo ou com um leque feito de uma folha de palmeira.

Khadafi recebe líderes de estado em uma tenda beduína
'Cachorro louco'
O ex-presidente americano Ronald Reagan chamou o líder líbio de "cachorro louco" e, em 1986, autorizou um ataque aéreo a Trípoli e a Benghazi em resposta a um ataque a bomba contra uma discoteca em Berlim Ocidental - segundo os Estados Unidos, o atentado, que matou dois militares americanos e uma mulher turca, teria sido realizado por agentes líbios.
Os bombardeios americanos mataram 45 soldados e funcionários públicos e 15 civis. Entre estes estava uma filha adotiva de Khadafi.
Nos anos 1990, após ter seus esforços para unir o Mundo Árabe rejeitados, o líder líbio se voltou para a África, propondo a criação de um país-federação no continente, nos moldes dos Estados Unidos.
Para promover a ideia, ele passou a se vestir usando roupas que carregavam emblemas do continente ou retratos de líderes africanos.
Mas no fim da década, com a Líbia em dificuldades por causa das sanções econômicas impostas pelos Estados Unidos, Khadafi acabou assumindo a autoria do atentado de Lockerbie e de outros atentados, para lentamente restabelecer o diálogo do país com os Estados Unidos.
"Não haverá mais guerras, ataques ou atos de terrorismo", disse o coronel, ao celebrar 39 anos no poder.
Desafios domésticos

O coronel enfrenta a maior crise política desde que subiu ao poder
Antes de ser derrubado por uma revolta iniciada no bojo da chamada Primavera Árabe, o coronel se apresentava como guia espiritual da nação, supervisionando a implementação do que dizia ser uma versão local de democracia direta.
Na prática, segundo os críticos, Khadafi mantinha controle absoluto e autoritário da Líbia. Dissidências ou críticas eram duramente reprimidas e a mídia do país sempre foi rigorosamente controlada pelo governo.
A Líbia tinha uma lei que proibia qualquer atividade de grupos baseadas em ideologias políticas que eram opostas à visão de Khadafi.
Segundo a organização internacional Human Rights Watch, o regime prendeu centenas de pessoas por violarem a lei e sentenciou algumas à morte. Também há relatos de tortura e desaparecimentos.

sexta-feira, 7 de outubro de 2011

Três mulheres ganham o Prêmio Nobel da Paz

Três mulheres dividirão o Prêmio Nobel da Paz deste ano, anunciado nesta sexta-feira em Oslo: a presidente da Libéria, Ellen Johnson Sirleaf, a ativista Leymah Gbowee, também liberiana, e a jornalista e ativista iemenita Tawakkul Karman.

Ellen, a primeira mulher eleita presidente na África, e Leymah são reconhecidas pela atuação para mobilizar as mulheres liberianas contra a guerra civil no país, enquanto Tawakkul participa ativamente da luta pelos direitos das mulheres e pela democracia no Iêmen.


O comitê do Nobel justificou o prêmio como reconhecimento de "lutas não violentas pela segurança das mulheres e pelos direitos das mulheres de participar do trabalho de construção da paz".

"Não podemos alcançar a democracia e a paz duradoura no mundo a menos que as mulheres alcancem as mesmas oportunidades que os homens para influenciar o desenvolvimento em todos os níveis da sociedade", afirmou o presidente do comitê, Thorbjöern Jagland, ao anunciar o prêmio.


Ao saber que era uma das premiadas com o Nobel, Ellen Johson Sirleaf disse que a vitória era de todo o povo liberiano. “Estou muito feliz. É o resultado de meus anos de combate pela paz na Libéria”, afirmou.

Tawakkul Karman dedicou seu Nobel "à juventude da revolução no Iêmen e ao povo iemenita". "Trata-se de uma honra para todos os árabes, muçulmanos e mulheres. Dedico este prêmio a todos os militantes da Primavera Árabe", disse. "Estou muito contente. Não esperava, nem sequer sabia que minha candidatura havia sido apresentada.”

Em Nova York, a liberiana Leymah Gbowee disse que as mulheres não devem esperar salvadores. "Não esperem por (Nelson) Mandela, não esperem por (Mahatma) Gandhi, não esperem por (Martin Luther) King. Vocês têm que ser seu próprio Mandela, seu próprio Gandhi, seu próprio King", disse Gbowee, em referência à luta dos grandes pacifistas. "Vocês conhecem suas questões, preocupações, prioridades, e são as melhores porque conhecem as soluções para seus problemas."


A militante pacifista que contribuiu para acabar com as guerras civis que devastaram seu país até 2003 não ocultou a grande surpresa pelo prêmio recebido nesta sexta-feira. "É um dia impressionante. Estou feliz porque finalmente a luta das mulheres desfavorecidas afetadas de forma negativa por conflitos veio à tona. Para mim, essa é a beleza desse prêmio", completou.

A escolha deste ano deve ser vista como um forte sinal do comitê do Nobel em favor da luta pela igualdade de direitos entre os gêneros, especialmente no mundo em desenvolvimento.

As vencedoras do prêmio - escolhido por um comitê formado por cinco membros - receberão uma medalha de ouro, um diploma e dividirão 10 milhões de coroas suecas (cerca de R$ 2,7 milhões) em uma cerimônia em Oslo no dia 10 de dezembro.

O Nobel da Paz deste ano teve um número recorde de indicações, com 241 indivíduos ou instituições.



Mulheres Vitoriosas

As três mulheres que dividirão o Prêmio Nobel da Paz deste ano têm em comum a luta por maior espaço da mulher na sociedade, e pelos direitos humanos em geral.

Segundo as palavras do comitê Nobel, que anunciou a premiação em Oslo nesta sexta-feira, a presidente da Libéria, Ellen Johnson Sirleaf, a ativista Leymah Gbowee, também liberiana, e a jornalista e ativista iemenita Tawakkul Karman se destacaram por suas "lutas não violentas pela segurança das mulheres e pelos direitos das mulheres de participar do trabalho de construção da paz".

"Não podemos alcançar a democracia e a paz duradoura no mundo a menos que as mulheres alcancem as mesmas oportunidades que os homens para influenciar o desenvolvimento em todos os níveis da sociedade", afirmou o presidente do comitê, Thorbjöern Jagland.

Saiba mais sobre a vida e a carreira das premiadas:


Foto: AFP 
Ellen Johnson-Sirleaf foto maio de 2010


Ellen Johnson Sirleaf

Economista com formação nos Estados Unidos e ex-ministra das finanças, a presidente da Libéria, Ellen Johnson-Sirleaf, foi a primeira mulher a se tornar chefe de Estado na África em janeiro de 2006.

Conhecida em seu país como "a dama de ferro", Ellen garimpou a maior parte do seu apoio entre as mulheres liberianas e a pequena elite com mais acesso à educação no país.

A atual presidente, nascida em 1938, tem em seu currículo passagens pela ONU e o Banco Mundial, além de ter encabeçado o Ministério das Finanças da Libéria nos anos 1970, durante o mandato do então presidente William Tolbert. Durante seu governo, Ellen pôs em marcha programas de educação para mulheres e criou um tribunal especial para casos de estupro - rompendo um tabu na política do país.


Ela tem sido criticada principalmente por sua ligação com o ex-líder Charles Taylor, que se tornou um proeminente "senhor da guerra" africano após o assassinato do ex-presidente da Libéria, Samuel Doe, e acabou se elegendo presidente do país.

Em um depoimento na Comissão da Verdade e Reconciliação da Libéria em 2009, Ellen admitiu ter apoiado Taylor inicialmente, mas disse que foi ludibriada a crer que a guerra era necessária para causar uma mudança no país.


 Foto: AP  Leymah Gbowee em foto de maio de 2009


Leymah Gbowee

A também liberiana Leymah Gbowee é o rosto mais conhecido do seu país no que se refere aos esforços de paz. Ela esteve no centro de um movimento que levou ao fim da segunda guerra civil na Libéria, em 2003, e à eleição de Ellen Johnson Sirleaf.

Embora o conflito na Libéria não tivesse causas diretamente ligadas à religião, Leymah percebeu que havia tensões entre cristãos e muçulmanos, e trabalhou com mulheres das duas religiões para buscar entendimentos. Ela incentivou as mulheres a realizar as chamadas "greves de sexo", rejeitando sexo com seus parceiros em busca de um objetivo. Foi trabalhando com ex-crianças que lutaram como soldados no exército de Charles Taylor que a assistente social e mãe de seis filhos percebeu que "qualquer mudança dentro da sociedade (liberiana) teria de partir das mães".

A mobilização foi importante em forçar o regime de Charles Taylor a negociar a paz com rebeldes, nos esforços subsequentes de desmilitarização do país e na própria eleição de Ellen Johnson Sirleaf.

Leymah Gbowee se tornou depois a chefe da Comissão da Verdade e Reconciliação da Libéria. Ativista com diversos prêmios recebidos por trabalhos humanitários, sobretudo em relação aos direitos das mulheres, Leymah é desde 2006 a diretora-executiva da Rede Paz e Segurança - África, uma organização que trabalha com mulheres na Libéria, Costa do Marfim, Nigéria e Serra Leoa para gerar transformações positivas através do ativismo pela paz, educação e política eleitoral.


Foto: AFP Tawakkul Karman foto de junho de 2011


Tawakkul Karman

Terceira homenageada com o Prêmio Nobel da Paz de 2011, a jornalista do Iêmen Tawakkul Karman é uma figura proeminente do maior partido de oposição iemenita, Al-Islah, e diretora da organização Women Journalists Without Chain ("Mulheres Jornalistas sem Correntes"), fundada por ela em 2005.

Em uma sociedade altamente dominada pela presença masculina, a jornalista e mãe de três filhos tem liderado desde 2007 manifestações pacíficas pedindo maior poder para as mulheres e mais atenção aos direitos humanos.

O comitê do Nobel reconheceu os esforços de Karman na luta pelos direitos femininos no Iêmen durante a chamada Primavera Árabe, "nas condições mais difíceis", nas quais Tawakkul chegou a ser presa e liberada duas vezes.

Ao saber do prêmio, a jornalista disse que dedicava o seu Nobel "à juventude da revolução no Iêmen e ao povo iemenita".

No início deste ano, ao visitar os Estados Unidos para receber o prêmio Internacional Women of Courage Award ("Prêmio Internacional Mulheres de Coragem"), ela foi elogiada pela secretária de Estado e a primeira-dama americanas, Hillary Clinton e Michelle Obama, por sua luta pelos direitos das mulheres.


Informações e textos do Portal iG.