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quarta-feira, 26 de outubro de 2011

Kadafi e o jornalixo da CBN

Horrorizada, escrevi aqui dias atrás sobre a bestialidade com que os rebeldes líbios trataram Muamar Kadafi em sua captura e execução. Diante das imagens estarrecedoras, falei de barbárie, bestas enfurecidas que escaparam da jaula e outras expressões do gênero. Também manifestei a esperança de que nenhum líder mundial comemorasse a morte. Horas depois a própria presidenta Dilma também se manifestou, dizendo que o fato não era motivo para comemoração. Hoje leio no Blog do Mello o post abaixo. Essa dona Lúcia Hippólito não se manca, mesmo. Já ultrapassou todos os limites do bom senso e da compostura. Além de não fazer jornalismo, ainda deseduca ouvintes, tecendo comentários na contramão do que se chama civilização e cidadania. Ouçam o besteirol da "cientista política" travestida de jornalista. Uma lástima!


Lucia Hippolito para Kadafi: 'Vá pro alto de um prédio, se atire lá de cima e não chateia, ou vai pro meio da praça e ateia fogo às vestes'

Eu não sei o que toma essa mulher. Ou por quem ela se toma. Mas a atitude arrogante, de quem se acha livre para dizer o que quer que seja, na hora e onde quiser, mostra apenas o desprezo que os contratados pelas corporações midiáticas têm pela Constituição. Ou dona Lucia Hippolito não teria dito o que disse na CBN, emissora de rádio das Organizações Globo, sobre a morte do líder líbio (que, primeiramente, foi ditador; depois, líder; e finalmente ditador sanguinário), Muamar Kadafi.


Li as barbaridades de dona Hippolito no Blog do Gadelha. Gadelha é meu amigo há mais tempo que boa parte de meus leitores têm de vida. Mesmo assim, estranhei. Pensei: não é possível.


Gadelha é, como eu, um fã de pimenta. Mais o que isso. Ele é um fanático, a ponto de ter livros sobre o tema, enquanto eu me dedico apenas a provar. Então, pensei: teria Gadelha achado a pimenta mágica, o santo daime da capsaicina, e isso o fez delirar? Leia o que ele publicou em seu blog:


Na quinta, estava dirigindo e – como faço sempre – ouvindo a CBN, quando me tornei testemunha de verdadeira barbárie relacionada à questão líbia. A âncora Lucia Hippolito chamou Sérgio Besserman e apresentou, como destaque do dia, a possível captura de Kadafi. Nada mais apropriado, já que era o que se discutia na mídia internacional. Infelizmente, o que se ouviu em seguida foi uma sucessão de barbaridades, despropósitos, mau gosto, algo difícil de acreditar que estivesse sendo perpetrado por duas figuras relevantes em nosso mundo informativo, político e cultural. Lucia Hippolito começou ridicularizando Kadafi por conta de suas roupas extravagantes (como se essa fosse a maior de suas extravagâncias!). Mas essa bobagem não foi nada, diante do que veio a seguir. Besserman mostrou-se indignado sabem com o quê? Não admitia que Kadafi (que, segundo ele, já deveria saber há meses que seria derrotado) não tivesse se entregado há mais tempo para evitar tantas mortes na Líbia!!! Dá pra acreditar? As cenas que correm o mundo revelando os detalhes da morte de Kadafi será que respondem a Besserman? Lucia Hippolito sugeriu que ele, Kadafi, deveria ter-se matado. Besserman concordou, lembrando o suicídio de Allende!!! Lucia Hippolito diz que Kadafi deveria ter-se queimado em praça pública, se lançado do alto de algum lugar – e isso tudo dito aos risos. Afinal de contas, segundo eles, Kadafi somente fez o mal...
Como pode a CBN permitir algo assim? Por mais que Kadafi tenha tido ações extremamente condenáveis (como ajudar os Estados Unidos na tortura de presos políticos), ele também teve papel positivo para seu povo. Evitou a sangria das riquezas do petróleo que, antes, jorravam para o exterior, combateu o analfabetismo, fortaleceu e projetou o seu país no continente e no mundo. Independente disso, não se combate a barbárie com mais barbárie. A dupla de jornalistas deveria mirar-se no exemplo de Dilma que, opondo-se ao oportunismo belicoso de Obama e outros dirigentes ocidentais, demonstrou serenidade e visão de estadista, ao afirmar que “não é possível comemorar a morte de qualquer líder” e concluir que “não se faz apedrejamento moral de ninguém”.

Mas fui conferir no site da CBN e era isso mesmo, como você pode conferir a seguir.



Agora, a foto de Kadafi morto. Dona Hippolito está satisfeita?












sábado, 22 de outubro de 2011

A barbárie executou Khadafi



Ao que tudo indica, os "donos do mundo", por meio de um bando de quadrúpedes enfurecidos, assassinaram barbaramente Muamar Khadafi.


Diante de imagens tão perturbadoras, é de se perguntar...


Vivemos num mundo moderno ou numa selva? Habitamos um planeta evoluído ou o mundo animal?


Depois de Osama Bin Laden e Muamar Khadafi...


Quem será o próximo?




Kadafi foi finalmente assassinado por Obama, Sarkozy, Angela Merkel e a Otan

Em homenagem ao nascimento da primeira filha, Sakozy 
oferece à recém-nascida a cabeça de Kadafi.

Belo presente!


Qual o próximo da lista?

quinta-feira, 20 de outubro de 2011

O fim melancólico de Khadafi



Os maiores portais informativos e agências de notícias de todo o mundo estampam a notícia da captura e morte do coronel Muammar Khadafi, líder deposto da Líbia, onde esteve no comando por 42 anos.


Esperamos que as lideranças mundiais não venham a público "comemorar" a morte do coronel. Não se comemora morte de quem quer que seja, mesmo dos inimigos mais atrozes.


Khadafi é uma figura no mínimo controversa. Há os que o eudeusam e os que o condenam como sanguinário ditador.


O ABC! não fará nem uma coisa nem outra. Aqui, torcemos e vibramos pela população líbia. Para que cesse a violência no país e para que o povo líbio encontre muito em breve o caminho do desenvolvimento, da Justiça e da Paz.


Abaixo, perfil do coronel Khadafi e breve retrospecto do seu longo governo.



Com fama de excêntrico e de orientação nacionalista, Khadafi chegou ao poder em 1969

Aidan Lewis

da BBC News

O líder líbio Muamar Khadafi
Khadafi tem por hábito ter fotos de líderes africanos nas roupas
O avanço rebelde sobre a capital da Líbia, Trípoli, e sobre a cidade natal do coronel Muamar Khadafi, Sirte, pôs um fim definitivo ao governo do líder que permaneceu mais tempo no poder tanto na África quanto no mundo árabe.
Khadafi, de 68 anos, estava no comando da Líbia desde que depôs o rei Idris 1º, em 1969, em um golpe de estado sem derramamento de sangue, quando tinha 27 anos.
Conhecido por seu estilo extravagante de se vestir e pelas guarda-costas do sexo feminino, o líder líbio também é tido como um político habilidoso, que conseguiu tirar seu país do isolamento diplomático.
Em 2003 – depois de passar duas décadas sendo visto como país pária – a Líbia assumiu responsabilidade pelo atentado contra um voo da PanAm sobre a cidade escocesa de Lockerbie, em 1988, abrindo caminho para que a ONU suspendesse suas sanções contra o país.
Meses depois, o regime de Khadafi abandonou os esforços para desenvolver armas de destruição em massa, o que também facilitou a aproximação com o Ocidente.
Por causa das duas medidas, Khadafi deixou o isolamento e passou a ser aceito pela comunidade internacional, ainda que com ressalvas.
"Ele é único em seu discurso, em seu comportamento, em suas práticas e em sua estratégia", disse à BBC o analista de política líbia Saad Djebbar. "Mas é um politico astuto, e um sobrevivente político."
Raízes beduínas

Nos anos 70, Khadafi desenvolveu uma filosofia política nacionalista
Khadafi nasceu no deserto líbio, perto de Sirte, em 1942. Em sua juventude, ele admirava o líder egípcio e nacionalista árabe Gamal Abdel Nasser.
Ele começou a fazer planos para derrubar a monarquia líbia durante seus estudos militares, e recebeu treinamento militar na Grã-Bretanha antes de retornar à cidade líbia de Benghazi, onde deu início ao golpe que o levaria ao poder, em 1º de setembro de 1969.
Em seu Livro Verde, lançado nos anos 1970, Khadafi expôs sua filosofia política, apresentando uma alternativa nacional ao socialismo e ao capitalismo, combinada com aspectos do islamismo.
Em 1977, ele criou o conceito de "Jamahiriya" ou "Estado das massas", em que o poder é exercido através de milhares de "comitês populares".
Khadafi gostava de prezar tradições locais em público. Quando visitava outros países, acampava em uma luxuosa tenda beduína, típica dos povos de sua região.
Durante as viagens, o coronel era protegido por guarda-costas mulheres - que dizia serem menos dispersivas do que os homens.
O coronel também recebe políticos e personalidades que visitam o país em uma tenda beduína. Durante os encontros, ele é conhecido por se proteger das moscas com um artefato feito de crina de cavalo ou com um leque feito de uma folha de palmeira.

Khadafi recebe líderes de estado em uma tenda beduína
'Cachorro louco'
O ex-presidente americano Ronald Reagan chamou o líder líbio de "cachorro louco" e, em 1986, autorizou um ataque aéreo a Trípoli e a Benghazi em resposta a um ataque a bomba contra uma discoteca em Berlim Ocidental - segundo os Estados Unidos, o atentado, que matou dois militares americanos e uma mulher turca, teria sido realizado por agentes líbios.
Os bombardeios americanos mataram 45 soldados e funcionários públicos e 15 civis. Entre estes estava uma filha adotiva de Khadafi.
Nos anos 1990, após ter seus esforços para unir o Mundo Árabe rejeitados, o líder líbio se voltou para a África, propondo a criação de um país-federação no continente, nos moldes dos Estados Unidos.
Para promover a ideia, ele passou a se vestir usando roupas que carregavam emblemas do continente ou retratos de líderes africanos.
Mas no fim da década, com a Líbia em dificuldades por causa das sanções econômicas impostas pelos Estados Unidos, Khadafi acabou assumindo a autoria do atentado de Lockerbie e de outros atentados, para lentamente restabelecer o diálogo do país com os Estados Unidos.
"Não haverá mais guerras, ataques ou atos de terrorismo", disse o coronel, ao celebrar 39 anos no poder.
Desafios domésticos

O coronel enfrenta a maior crise política desde que subiu ao poder
Antes de ser derrubado por uma revolta iniciada no bojo da chamada Primavera Árabe, o coronel se apresentava como guia espiritual da nação, supervisionando a implementação do que dizia ser uma versão local de democracia direta.
Na prática, segundo os críticos, Khadafi mantinha controle absoluto e autoritário da Líbia. Dissidências ou críticas eram duramente reprimidas e a mídia do país sempre foi rigorosamente controlada pelo governo.
A Líbia tinha uma lei que proibia qualquer atividade de grupos baseadas em ideologias políticas que eram opostas à visão de Khadafi.
Segundo a organização internacional Human Rights Watch, o regime prendeu centenas de pessoas por violarem a lei e sentenciou algumas à morte. Também há relatos de tortura e desaparecimentos.