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terça-feira, 15 de outubro de 2013

SP: "Louca" Blogueira celebra 3 anos do ABC!





O pequeno, combativo, ousado e brioso Abra a Boca, Cidadão! completa hoje TRÊS anos. 

Há pelo menos três décadas editando livros, este objeto mágico, fascinante, editar diariamente um blog ainda é aprendizado e desafio: selecionar assuntos importantes, escolher ilustrações, escrever, dar opinião, se posicionar, se comprometer. Todos os dias. Um trabalho ativo e criativo. E comprometido, pois o Abra a Boca, Cidadão! e esta "Louca" Blogueira têm lado: o lado dos mais frágeis, o lado dos sem voz, o lado dos sem mídia.

Um blog é um pequeno veículo de comunicação. Aqui eu escrevo textos meus, edito, publico artigos de terceiros, notícias, entrevistas, vídeos... procurando contribuir de alguma forma para o exercício da cidadania.

Para uma cidadã o tempo todo sob risco de vida e violência grave, e em situação de vulnerabilidade econômica, considero uma vitória chegar a 36 meses, 1.080 dias, 1.902 posts sobre Ativismo, Cidadania, Direitos Humanos, Justiça, Mídia, Poder e outros assuntos.

Agradeço a cada um que veio até aqui de coração aberto, para ler, receber informação, formar opinião. Agradeço em especial aos amigos que fiz por meio deste espaço e que hoje acompanham minha luta pessoal, em defesa dos meus direitos violados. 

Um carinho imenso e um abraço afetuoso a todas e todos!

Continuamos aqui, humildemente, no embate diário, fazendo nossa parte, em defesa da Justiça, da Lei, do Estado Democrático de Direito, da Verdade, da Vida, da diversidade e dos mais frágeis.

Comemorem comigo, mais uma vez, as flores, as árvores, os animais, as montanhas, o mar, o Sol, a Lua, toda a Natureza, a Amizade Verdadeira, a Fraternidade Universal, a Solidariedade e a Liberdade de Expressão!




Vejam o vídeo! 

Vamos cantar, dançar e celebrar a diversidade humana, a Cidadania Planetária e a Alegria de Viver!




Praan     Aquilo que se olha 

Garry Schyman

Bhulbona ar shohojete     Não vou esquecer facilmente
Shei praan e mon uthbe mete     A vida na qual a mente dança com alegria
Mrittu majhe dhaka ache     Escondido entre a morte que é
Je ontohin praan     A vida que nunca termina

Bojre tomar baje bashi     Krishna, você toca sua flauta
She ki shohoj gaan     Em uma canção muito fácil
Shei shurete jagbo ami     Em que a melodia vai surgir

Bojre tomar baje bashi     Krishna, você toca sua flauta
She ki shohoj gaan     Em uma canção muito fácil
Shei shurete jagbo ami     Em que a melodia vai surgir

Bojre tomar baje bashi     Krishna, você toca sua flauta
She ki shohoj gaan     Em uma canção muito fácil
Dao more shei gaan     Dá-me esta canção!

Shei jhor jeno shoi anonde     Parece que a tempestade treme na felicidade
Chittobinar taare     Através das cordas da mente
Shotto-shundu dosh digonto     Os sete mares e os dez horizontes
Nachao je jhonkare!     Dançam com a linda música que você fez

Bojre tomar baje bashi     Krishna, você toca sua flauta
She ki shohoj gaan     Em uma canção muito fácil
Shei shurete jagbo ami     Ah, dá-me esta canção!

Bojre tomar baje bashi     Krishna, você toca sua flauta
She ki shohoj gaan     Em uma canção muito fácil
Shei shurete jagbo ami     Em que a melodia vai surgir

Bojre tomar baje bashi     Krishna, você toca sua flauta
She ki shohoj gaan     Em uma canção muito fácil
Dao more shei gaan      Dá-me esta canção!



Outra tradução 

Vida

O mesmo fluxo de vida que
Corre através das minhas veias noite e dia
Atravessa o mundo e dança
Em medidas rítmicas.

É a mesma vida que dispara na alegria através do pó da terra
Em inúmeras lâminas de grama e
Se divide em ondas turbulentas de folhas e flores.

É a mesma vida que dispara na alegria através do pó da terra
Em inúmeras lâminas de grama e
Se divide em ondas turbulentas de folhas e flores.

É a mesma vida que é embalada no berço
De nascimento e da morte do oceano
Na maré baixa e alta.

Eu sinto que os meus membros são feitos gloriosos
Pelo toque deste mundo de vida
E o meu orgulho é do pulsar da vida de eras
Dançando em meu sangue neste momento.

É a mesma vida que dispara na alegria através do pó da terra
Em inúmeras lâminas de grama e
Se divide em ondas turbulentas de folhas e flores.

É a mesma vida que dispara na alegria através do pó da terra
Em inúmeras lâminas de grama e
Se divide em ondas turbulentas de folhas e flores.

É a mesma vida que é embalada no berço
De nascimento e da morte do oceano
Na maré baixa e alta. 


(Baseado na tradução do poema Praan - Stream of Life - do bengali para inglês). 

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segunda-feira, 14 de outubro de 2013

SP: Blogueira e Blog sob risco constante


DIREITOS HUMANOS



Cidadãos comuns, que "ousam" defender seus direitos, inclusive o direito de denunciar, ativistas e defensores de direitos humanos e outras causas, cuja ação corajosa acaba por ferir interesses mesquinhos e inconfessáveis, vivem sob constantes ameaças, intimidações, constrangimentos e outras tantas violências.

Há quase quatro anos esta cidadã blogueira vem enfrentando forte esquema que viola seus direitos, e há pouco mais de dois anos passou a relatar, vez por outra, neste brioso blog, as violências de que vem sendo vítima.

Esta blogueira, que tem sua vida pessoal, material e profissional totalmente desorganizada por estas violências, vem procurando se proteger de várias formas. Primeiramente, claro, buscando apoio nas instituições que combatem o crime: Judiciário, Ministério Público, Polícia. 

No início das perseguições que começou a sofrer, em fevereiro de 2010, esta cidadã, pasmem!, precisou deixar sua casa por seis meses (!!!), diante do acirrado assédio que passou a colocar sua vida e integridade física em risco.

Quando voltou à sua casa, a cidadã criou o blog e foi desenvolvendo "técnicas para driblar" seus perseguidores no dia a dia. Por exemplo: sair para um lado e mais adiante mudar de direção. De carro ou a pé, essa tática livrou a cidadã blogueira de interceptações e atentados. Há outras, mas a blogueira não pode contar aqui, pois seus perseguidores "viraram" assíduos leitores do blog. Amanhece o dia e eles já estão aqui, escarafunchando cada vírgula que a blogueira escreve...

Além dos relatos que publica no blog, a blogueira encaminha informações a amigos, conhecidos, simpatizantes, ex-professores, intelectuais, juristas, autoridades dos três poderes, jornalistas e blogueiros, ativistas e defensores de direitos humanos, ongs nacionais e internacionais, veículos de comunicação daqui e de fora e outros.

A própria Anistia Internacional recomenda isso: que o cidadão que sofre violação de direitos não se amedronte, não se cale, e procure tornar pública sua condição de vítima de violência.

Abaixo, mais dicas de autoproteção.






PRESIDÊNCIA DA REPÚBLICA
Secretaria Especial de Direitos Humanos


Cartilha de Autoproteção para Defensores de Direitos Humanos


A presente Cartilha procura abordar, de forma simples e prática, algumas técnicas de 
autoproteção, para Defensores de Direitos Humanos, que estejam em situação de risco iminente ou atual.

A proposta é fornecer subsídios relativos a condutas e procedimentos, que possibilitem 
reduzir ao máximo a potencialidade das agressões e sua concretização.

A defesa dos Direitos Humanos, muitas vezes, gera o descontentamento em alguns 
segmentos, o que torna os Defensores alvos de agressões, nas mais diversas modalidades.

Proteger a vida destes Defensores é sobremaneira importante, para a continuidade 
de sua missão, sempre visando a melhoria de nossa sociedade, através de efetivas práticas de cidadania.

As medidas presentes nesta Cartilha são genéricas, podendo e carecendo de adaptações 
pessoais, visando atender, muitas vezes, as necessidades específicas de cada Defensor. Em especial nas diversas localidades onde possa se encontrar.

Contudo, é uma ferramenta poderosa contra ações que possam vir em detrimento da 
integridade física e psicológica dos Defensores de Direitos Humanos.

A sistemática expositiva consiste em recomendações, acerca das mais variadas formas 
e métodos de autoproteção, tendo sido elaborada através de pesquisas realizadas com especialistas e pessoas que já tenham passado por situações de risco, desta natureza.

1. Muito cuidado com seus deslocamentos. Procure estabelecer rotas seguras para 
se deslocar de um ponto a outro. Sempre que possível, promova a alteração dos caminhos percorridos.

A manutenção de um mesmo caminho adotado possibilita que os agressores tracem 
um plano de ataque nos pontos mais vulneráveis da rota adotada. Ademais, permite que tenham tempo para planejar o ataque com maior precisão e efetividade.

Mude seus trajetos com frequência, procurando não realizar alterações que também 
guardem uma sistemática rotineira entre si. Dentro das possibilidades trace, mesmo mentalmente, rotas de fuga. Caso disponha de tempo, explore as vizinhanças dos trajetos percorridos, procurando conhecer bem o local por onde você realiza seus deslocamentos.

Procure andar em locais bem iluminados e que não sejam ermos ou isolados. Dentro 
do possível, não se desloque sozinho. A presença de mais pessoas geralmente intimida os agressores, que não desejam testemunhas para suas ações.

Cuidado ao parar o veículo em cruzamentos e semáforos. Quando o veículo está 
parado, sua vulnerabilidade aumenta. Tranque sempre as portas e procure andar com a abertura do vidro reduzida, em especial quando da parada do veículo.

Quando chegar aos destinos, observar bem o local de parada antes de efetivamente 
estacionar. Muitas vezes, os agressores ficam próximos dos portões de entrada, aproveitando o momento da chegada para atacar. Caso perceba alguma pessoa parada próximo dos portões de entrada, atrás de postes, não pare.

Outro ponto importante é o fechamento de portões automáticos. O tempo diferencial 
entre a total entrada do veículo e o término do fechamento do portão constitui elevado risco.

Procure parar o veículo em cruzamentos e sinais, sempre na faixa central e nunca 
muito próximo a outro veículo. Cuidado com esquinas que possuam muros ou objetos que impeçam a visão ampla.

Fração acentuada dos crimes praticados quando do deslocamento de veículos em 
via pública atualmente, são realizados utilizando-se de motocicletas. Geralmente, o passageiro (garupa) pratica a ação delituosa, ocorrendo em seguida a fuga. Esta fica facilitada, pelo fato das motocicletas não ficarem retidas em congestionamentos, devido ao seu porte reduzido.

2. Possua sempre à mão um equipamento de telefonia. Caso não seja possível, um 
equipamento de rádio ou outro sistema de comunicação eficaz. Tenha sempre programado diversos números de emergência. Combine com outras pessoas códigos que, mesmo com palavras comuns, permita expressar que você está em perigo.

Lembre-se sempre de estar com bateria suplementar para situações de risco.

Observe sons de chiados e estalos na linha telefônica. Isto pode significar que a linha 
está sendo monitorada (grampeada). Caso perceba tal situação evite combinar encontros e tratar de temas que permitam a obtenção de informações que possam ser utilizadas em seu desfavor.

Dentro do possível, grave as ligações que tragam caráter de ameaça. Procure, embora 
seja difícil, sustentar a conversa, fazendo com que o ameaçador fale o mais possível. Estas informações podem ser úteis para as investigações policiais.

Mesmo nas ligações em que os agressores nada falam, procure observar se há um 
som de fundo, que caracterize o local de onde está sendo feita a ligação.

O uso de aparelhos que localizam o número de onde se está fazendo a chamada é 
muito importante. Mesmo que estejam sendo realizadas de aparelhos pré-pagos ou telefones públicos, pode a ciência destes números ser muito útil nas investigações.

Ao perceber que está sendo seguido ou observado, procure manter a calma. Embora 
isto pareça quase impossível. Entre em locais movimentados e procure estar perto de muitas pessoas. Não entre em banheiros e locais reservados.

Procure tirar proveito da situação. Passe a observar quem lhe observa, verificando 
suas características, placa do veículo, estatura, cor, idade, traços físicos, etc. Anote tudo e repasse à autoridade policial e a mais uma ou duas pessoas de sua confiança.

Esta atitude intimida o agressor.

3. É recomendável, sempre que possível, o uso de cães, em casa ou nos deslocamentos 
a pé. Eles são excelentes instrumentos de defesa. Além disso, são ótima companhia e dão, com grande eficácia, o alarme, em caso de violação ou presença de estranhos.

Os alarmes eletrônicos também são muito importantes. Sensores de presença, por 
exemplo, têm um custo reduzido e informam com muita precisão a presença de pessoas e movimentação nos ambientes monitorados.

4. Tenha sempre em casa a posse de equipamentos de emergência. Dentre os
quais, recomendamos: lanterna com baterias sobressalentes, conjunto de primeiros socorros, etc. É aconselhável possuir um local da casa com segurança reforçada.

Um cômodo de difícil acesso, com trancas, porta reforçada e, muito importante, telefone 
e água.

5. Procure conhecer as forças policiais que atuam em seu Estado. E nos demais, por 
onde esteja atuando ou visitando. Tal conhecimento visa minimizar tentativas de abordagem nas denominadas falsas blitze.

6. Muita atenção quando for se hospedar em local estranho. Procure hotéis, pousadas 
ou instalações diversas, que chamem o mínimo de atenção. Restrinja, no que for possível, dados acerca de sua identificação e atividades, bem como demais informações.

7. Caso as ameaças estejam em nível muito acentuado, em sendo recomendável a 
alteração de endereço, aja com a maior brevidade possível. Não forneça o novo endereço, ao menos provisoriamente, aos entes próximos. Tal medida, inclusive, estará contribuindo com a segurança destes. Muito cuidado quando for visitar parentes, amigos e locais que sejam de importância notória para você. Fique atento para possíveis armadilhas. A recomendação é marcar encontros em locais diversos, sempre tendo cuidado para que a conversa não esteja sendo monitorada.

8. Tenha muito critério para frequência de locais públicos. Festividades, aglomerações 
de pessoas, locais onde seja realizada queima de fogos, são de risco acentuado.

Caso o comparecimento seja inevitável, fique atento e solicite que mais pessoas 
auxiliem na sua segurança. Não vá aos sanitários, comprar produtos, etc. desacompanhado.

9. Cuidado com o seu lixo. Evite jogar no lixo documentos e outros materiais que possam trazer informações a serem utilizadas em seu desfavor.

10. Muita atenção com envenenamento. Cuidado ao receber pessoas em casa, mesmo identificadas. Uniformes de empresas de prestação de serviço (correios, 
companhia de água, luz, etc.) têm sido utilizados para conseguir adentrar nas residências. Exija sempre uma identificação antes de permitir o acesso.

11. Altere suas rotinas de frequência. Estabelecimentos comerciais, locais públicos, 
etc., necessitam ter rotina de frequência alterada. Intercale dias, horários, visando não estabelecer uma rotina rígida.

12. Muito cuidado com o recebimento de encomendas. Analise bem a caixa, abra em 
local seguro.

13. Repasse para pessoas de sua confiança as informações sobre sua atuação, pessoas que estejam lhe ameaçando, e todos os demais dados que possam auxiliar 
as investigações. Monte dossiês das informações e repasse a pessoas de confiança.

14. Acredite nos seus sentimentos e sensações.


Brasília, 02 de setembro de 2003.
Comissão, Portaria 66/03 SEDH.

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domingo, 13 de outubro de 2013

A Inveja, o Ódio e o Mundo do Crime


Movidos e fortalecidos por um coquetel de Cobiça e Inveja, eles executam contra a cidadã as mais torpes vilanias.

Unidos e irmanados pelo Ódio, que há muito transbordou de suas entranhas, dardos pontiagudos são disparados por suas línguas enfurecidas.

Por que ela auferiu três títulos na U.S.P. (ó letras malditas!) e nós tivemos que amargar a compra de diplomas em escolas de quinta categoria?

Por que ela é articulada, fala bem, escreve melhor ainda, tem ideias originais, e nós tropeçamos no mais comezinho do idioma?

Por que ela cuida da vida dela, é independente, livre e desimpedida, e não tiramos o nariz da casa dela o tempo todo, mantendo-a sob cerrada vigilância?

Por que assassinamos cães amorosos e indefesos e ela tentou protegê-los, e, ousadia das ousadias, desferiu denúncias contra nós na Sociedade Protetora dos Animais e Delegacia de Crimes Ambientais?

Quem essa mulher pensa que é ao ter a petulância de dar opinião sobre Direito, Justiça, Advocacia e Poder Judiciário?

Por que precisamos assassinar a reputação e a imagem dela, enxovalhando seu nome e caráter, difamando-a e caluniando-a, sempre verbalmente, sem deixar provas?

Por que alguns de nós retribuímos com o Mal o Bem que ela nos fez?

Por que essa mulher nos incomoda tanto e precisamos satanizá-la, fabricando e incitando crimes contra ela?

Por que esta cidadã provoca em nós tamanha aflição, a ponto de nos fazermos delinquentes para exterminá-la?

Por que ocultamos o bom currículo que ela construiu de modo íntegro ao longo dos anos e espalhamos mentiras e achincalhes sobre ela, corrompendo pessoas para nos ajudar nessa infâmia?

Por que ela insiste em se manter no Mundo das Letras e da Cultura e nós enveredamos pela Senda do Crime?

Por que tentamos nos apropriar do que é dela e precisamos tachá-la de louca para escaparmos das punições da Lei?

Por que nos tornamos neonazistas e a perseguimos com violências inconfessáveis?

Por que nos sentimos no "direito" de invadir seu quintal e envenenar suas árvores?

Por que nos achamos no "direito" de promover contra ela linchamento moral e julgamento sumário?

Por que acreditamos ter o "direito" de armar emboscadas e ciladas para ela?

Por que ela deve pagar por nossas mazelas e imperfeições morais?

Por que emitimos energia de destruição, enquanto ela vive sua vida simples, não nos incomoda e não faz mal sequer a uma barata?

Por que precisamos exibir posses, carros de luxo, roupas de grife, iphones, ipads, ipods... enquanto ela, mesmo violentada por nossas cotidianas patifarias, continua vivendo tranquilamente sua vida simples e despojada?

Por que precisamos TER para ser, enquanto ela simplesmente É?

Por que ela nos causa tanta dor e aflição, a ponto de nos transformarmos em linchadores?

Que Doença da Alma é essa que nos acometeu, a ponto dela construir um baita muro para se proteger de nossa ação nociva, deletéria?





O culto e espirituoso Leandro Karnal, filósofo, historiador e professor da Unicamp, em palestras leves e divertidas, nos conta o que se passa nas almas tristes, obscuras e degradadas.

Vídeo 1:  Sobre a Inveja



Vídeo 2: Sobre o Ódio










Malala, a futura Primeira-Ministra do Paquistão


ALMA ATIVISTA



Há centenas de ativistas de direitos humanos e sociais que não estão só falando por seus direitos, mas que estão lutando para atingir objetivos de paz, educação e igualdade. 

Nós não podemos esquecer que milhões de pessoas estão sofrendo com pobreza, injustiça e ignorância. 

Nós percebemos a importância de luz quando vemos a escuridão. Nós percebemos a importância de nossa voz quando somos silenciados. 

Na noite de 9 de outubro de 2012, o Talibã atirou do lado esquerdo da minha cabeça. Atiraram nos meus amigos também. Eles pensaram que a bala iria nos silenciar, mas eles falharam. E no lugar do silêncio vieram milhares de vozes. Os terroristas pensaram que iam mudar meus objetivos e parar minha ambição, mas nada mudou na minha vida com exceção disso: fraqueza, medo e falta de esperança morreram; força, poder e coragem nasceram.

Eu sou Malala - A garota que defendeu a educação 
e levou um tiro do Talibã

"Já tive medo de morrer. Agora não tenho mais"

Malala Yousafzai diz querer ganhar o Nobel "no futuro" e afirma que adora o futebol brasileiro

Tania Menai - especial para O Estado de S. Paulo


Como boa paquistanesa, ela ama o futebol brasileiro. E como toda menina de 16 anos, adora escutar Justin Bieber e Selena Gomez. Também não perde um capítulo de Ugly Betty e faz questão de contar que levanta a voz para os irmãos. Esse é o lado menina da ativista Malala Yousafzai.


Ambição. Malala quer ser premiê do Paquistão

Gary Cameron/Reuters

Na quinta-feira, ela concedeu, ao lado de seu pai, Ziauddin Yousafzai, uma entrevista à apresentadora da CNN Christiane Amanpour perante uma plateia de centenas de convidados, na instituição cultural judaica 92Y, em Manhattan. Simpática, Malala divertiu o público, mas também arrancou lágrimas ao declarar que pretende ser a primeira-ministra do Paquistão. O evento foi aberto com o discurso de Samantha Power, a embaixadora americana para as Nações Unidas, que ressaltou o status de celebridade que Malala tem hoje - mas não uma celebridade de reality show. "O reality show dela é bem diferente", disse Power, ao dar um breve panorama da vida de crianças paquistanesas.

A entrevista será televisionada hoje, às 20 horas, horário de Brasília, pela CNN International, como parte do documentário The Bravest Girl in the World [A Garota mais Corajosa do Mundo]. Ao mesmo tempo, o evento comemorou o lançamento de sua biografia, I am Malala, cuja página oficial no Facebook tem mais de 25 mil seguidores. Essa foi sua primeira visita a Nova York, cidade que ela definiu como uma "Karachi desenvolvida". "Tem muito tráfego e muita gente buzinando a toda hora. Na Grã-Bretanha não é assim - lá só há silêncio", disse ela, que vive há um ano em Birmingham e foi convidada a visitar, em breve, a rainha Elizabeth no Palácio de Buckingham.

Talvez isso seja um pouco demais para uma menina que nasceu no distrito pashtun de Swat, de 1.250 habitantes, perto da fronteira com o Afeganistão, e há pouco tempo fazia feira com a mãe - analfabeta. "Minha mãe pedia para eu cobrir o rosto, porque os meninos estavam me olhando. E eu falava: ‘Mas eu também estou olhando para eles, mamãe!’".

A semana passada marcou o aniversário de um ano do atentado, ocorrido em 9 de outubro de 2012, que quase lhe tirou a vida. Ao voltar para casa em um ônibus escolar, Malala levou um tiro na cabeça que a deixou em coma por sete dias. "Não lembro de nada daquele dia. Mas me recordo que estávamos preocupadas, comparando as nossas notas de um teste, quando dois meninos entraram no ônibus. Um foi falar com o motorista. O outro estava muito perto de mim e gritou: ‘Quem é Malala?’. Quando descobriu, disparou dois tiros e um deles pegou do lado esquerdo da minha cabeça. A bala desceu pelo ombro e afetou também a minha audição. É um milagre eu estar viva", disse Malala, que usa vocabulário adulto e fala de forma articulada.

"Durante o coma, eu sonhava com aquele ônibus. Queria falar, mas não conseguia", recordou. "Quando acordei, estava com um tubo na minha garganta. Notei que eu não estava no Paquistão, porque lá só se falava inglês. Aí, pedi um papel e escrevi: ‘Onde está o meu pai e a minha mãe?’. Disseram-me que meu pai chegaria em breve. Então logo pensei: ‘Ele deve estar se endividando, pedindo dinheiro emprestado para pagar tudo isso. Será que ele deve estar vendendo aquele terreno que ele tem? Mas é apenas um terreninho, o dinheiro jamais vai pagar a conta deste hospital’."

A declaração arrancou risadas da plateia, mas um ano depois do atentado, Malala não tem mais que se preocupar com contas a pagar. Hoje ela é um fenômeno de mídia, coleciona condecorações, como o Prêmio Humanitário de Harvard e da Anistia Internacional, além de ter uma fundação em prol da educação com seu nome, a Malala Fund. Sua passagem pelos EUA foi documentada pelos mais importantes entrevistadores da televisão e a fila para o evento da CNN dava voltas no quarteirão, seguindo regras rígidas de segurança, como não levar bolsa.

Malala tem sido constantemente ameaçada de morte pelo Taleban, mas, pelo menos em discurso, ela diz que isso não a afeta. "Eles não me ameaçam - eles apenas me dão uma lembradinha. Eu já tive medo de morrer, agora não tenho mais. Um tiro pode até afetar o meu corpo. Mas não os meus sonhos", afirmou. "Ninguém imaginava que eu seria um alvo do Taleban. Pensávamos que eles iriam atrás do meu pai. Eu achava que eles teriam um pouco de ‘bons modos’ e não atacariam crianças diretamente, algo que eles normalmente não fazem", disse Malala, que tem um irmão mais velho e um mais novo.

Seu pai, um poeta, professor e ativista na área de educação, revelou que, mesmo depois do atentado, não se arrependeu de ter incentivado a filha, desde pequena, a ser porta-voz das meninas de seu país, onde apenas uma em cada cinco vai para a escola. Ele mesmo criou um colégio, em 1994, com quatro alunos e, hoje, soma 1,1 mil estudantes.

"Normalmente é uma vergonha em nossa cultura ter filhas. Mas eu nunca pensei assim", disse Ziauddin Yousafzai. "Quando me perguntam o que eu fiz pela minha filha, eu falo o que eu deixei de fazer: deixei de cortar suas asas", declarou ao Estado. "Não só o governo tem de dar escola, mas a sociedade tem de querer."

Ao receber alguns convidados em coquetel após a entrevista, Malala foi saudada por meninas da sua idade, executivos da editora que publicou seu livro e recebeu presentes. Ali, disse efusivamente ao Estado: "Adoro o futebol brasileiro".

Malala cumprimenta, escuta mais do que fala e olha nos olhos, sempre sob a supervisão dos responsáveis por sua biografia. A jovem ativista só perde o bom humor quando fala de mão de obra infantil e, principalmente, casamento infantil - situações que provocam evasão escolar. "Uma das minhas melhores amigas, Sara, sumiu da escola. Dois anos mais tarde, ela me ligou dizendo que foi obrigada a se casar com um homem muito mais velho. Hoje, ela tem a minha idade e dois filhos. Vocês podem imaginar?"

Malala acredita ainda ser muito jovem para ganhar o Prêmio Nobel. Ela diz que pretende colocar muita gente na escola e, aí sim, merecer o prêmio. "Quando eu era pequena, eu queria ser médica, porque era o que todas as meninas da minha classe diziam. Mas se eu for política, posso cuidar de muito mais gente."

Estadão Online

Destaques do ABC!

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sábado, 12 de outubro de 2013

Ensaio sobre a Inveja


A inveja é sempre negativa.

Inveja é tristeza pela felicidade do outro, alegria pela sua adversidade, aflição pela sua prosperidade, pelo seu brilho.

Inveja é dor diante do sucesso alheio.

O invejoso não se conhece. O invejoso não se olha. O invejoso só vê o outro. 

A inveja não vê a si. É uma espécie de cegueira.

Mozart e Salieri.

A inveja pode ser extremamente destrutiva.

As qualidades do outro me afligem tanto que eu preciso exterminá-lo.

"Que alegria ver (e até promover) a queda alheia!"


Como diz a sabedoria popular, a inveja é uma M...



O "evil eye": proteção contra o olhar demoníaco.


Ria, se divirta e entenda na palestra do filósofo Leandro Karnal como funcionam a mente, o coração e a ação nefasta dos invejosos.






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sexta-feira, 11 de outubro de 2013

A irresistível sedução da política


OPINIÃO



"É delegado virando deputado. É juiz virando vereador. É ministro virando prefeito. É bilionário virando senador. A política deve ter alguma coisa que interesse 'muito'. Mas muito mesmo. Ou então vive-se um momento de altíssima dedicação sôfrega e cidadania eleitoral potencializada à qual figuras ilustres aceitam ganhar menos e se sacrificar pela melhoria de vida do povo com a contribuição pessoal na política."




Brito, Calmon, JB, Luislinda: o Judiciário vai fechar!


JEAN MENEZES DE AGUIAR



É delegado virando deputado. É juiz virando vereador. É ministro virando prefeito. É bilionário virando senador. A política deve ter alguma coisa que interesse "muito"

Vive-se uma crise ética. Ou moral. Até aí nada de mais. A sociedade se acostumou a dizer "dane-se" para qualquer coisa, ou sua corruptela que começa por "f" mais deliciosa de se falar. Mas a quarentena que garantia certa compostura a "autoridades", jamais cumprida, deveria ser algo de foro íntimo. Para muitos continua sendo. Entretanto, para outros, não poucos, além de não existir, é o próprio cargo público que estranhissimamente é usado como trampolim.

Ayres Brito, Eliana Calmon, Joaquim Barbosa, Luislinda Valois são meros exemplos de magistrados que, ao que tudo indica, se lançaram às coxas quentes da política e sua sedução hipnótica. Algo aí está errado. Tanto mais estará quanto a defesa para a possibilidade política for formalista e autoritária. Do tipo: "não há nada ilegal, não há crime, a lei não proíbe".

O problema com certos cargos não é o que a lei proíbe, mas o que uma moral média deve nortear. Não se buscam santos. Não se tenta o primarismo mental farisaico da santidade ou da pureza. Mas uma dose visível de comedimento com a política partidária. Sim, ela. A menos que tudo já tenha virado um oba oba e esqueceram de avisar.

Por que a imprensa vem "denunciando" essas situações eleitorais de autoridades como escândalos jornalísticos? Será que a imprensa enlouqueceu? Há aí uma carniçaria jornalística demente? Certamente não. Um quantum de indecorosidade indefensável está no ar com essas situações.

Ou então estipula-se um combinado social: acabou, de vez, a tal respeitabilidade de certos cargos públicos no sentido de que há um vale tudo. O sujeito pode estar trabalhando no seu pomposo cargo, exigindo respeitosidades venerandas, quase papais, e estar de olho mundano e popular, bem popular, numa preocupação carnal com sua candidatura, cabos eleitorais, reuniões, jantares, conchavos e favores. Mais conchavos e favores do que tudo o mais. O ambiente normal da política. Tempo para isso parece não ser o problema. Nem um pouquinho.

O "famigerado" site Conjur fez a "odiosa" conta que causou tanta revolta, ira e ódio em não poucas "autoridades". Lê-se, sobre o cálculo temporal das delícias e folgas: "A revista Consultor Jurídico já fez de quantos dias o juiz trabalha por ano, de acordo com a previsão legal. Subtraídos finais de semana, feriados, férias, recessos e outras folgas, sobram apenas seis meses por ano para o Judiciário trabalhar". Quiseram prender os jornalistas, fechar o site, demonizar o editor. O segredo revelado foi infame. Mas aí deve estar um exemplo matemático de que a matemática erra. Certamente foi isso, erro de matemática, e ficamos combinados.

E o CNJ? Vai bem, obrigado.

É delegado virando deputado. É juiz virando vereador. É ministro virando prefeito. É bilionário virando senador. A política deve ter alguma coisa que interesse "muito". Mas muito mesmo. Ou então vive-se um momento de altíssima dedicação sôfrega e cidadania eleitoral potencializada à qual figuras ilustres aceitam ganhar menos e se sacrificar pela melhoria de vida do povo com a contribuição pessoal na política.

Não há qualquer sinal de mudança ou melhora neste quadro complicado. Ao contrário, a crise se agudiza a cada dia. A "vingança" social é a revelação pública dos fatos numa imprensa livre. Pelo menos com a democracia eles podem ser contados.


Brasil 247

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quinta-feira, 10 de outubro de 2013

Ativista Malala ganha prêmio internacional


E é forte candidata ao Nobel da Paz.

Agora, o mundo todo sabe da luta pessoal de Malala pela educação de meninas no Paquistão, do atentado que sofreu dos Talibãs, que a alvejaram com um tiro na cabeça, do seu histórico e emocionante discurso na Assembleia das Nações Unidas.

Malala ensina ao mundo que não se pode silenciar diante de ignorância, violência e injustiça.




Garota paquistanesa Malala ganha Prêmio Sakharov do Europarlamento


Menina levou um tiro na cabeça em um atentado do Talibã. Ela milita pelo direito às meninas a receber educação formal.








A jovem paquistanesa Malala Yousafzai, militante pelo direito à educação, ganhou nesta quinta-feira (10) o respeitado Prêmio Sakharov para a Liberdade de Pensamento, do Parlamento Europeu.

"Ao conceder este prêmio a Malala Yousafzai, o Parlamento Europeu reconhece a incrível força desta jovem mulher. Malala defende com bravura o direito de todas as crianças a ter uma educação. Este direito que muitas vezes é negado às mulheres", destacou o presidente do Parlamento, Martin Schulz, em um comunicado.

Schulz faz o anúncio oficial no plenário de Estrasburgo (leste da França, sede do Parlamento) nesta quinta-feira.

Os líderes dos grupos políticos do Parlamento escolheram por unanimidade a adolescente, vítima de um atentado a tiros do movimento fundamentalista islâmico talibã há um ano, por seu trabalho a favor da educação das meninas.

Malala, considerada uma das favoritas para vencer o Prêmio Nobel da Paz, será convidada a receber o prêmio em 20 de novembro em Estrasburgo.

Os líderes do Parlamento Europeu escolheram a jovem paquistanesa em uma lista que também tinha o nome do americano Edward Snowden, que revelou a vigilância sistemática dos Estados Unidos a nível mundial, e dos ativistas detidos de Belarus Ales Bialiatski, Eduard Lobau e Mykola Statkevich.

O prêmio Sakharov para a liberdade de consciência, que tem o nome como homenagem ao cientista e dissidente soviético Andrei Sakharov, foi criado em 1988 pelo Parlamento Europeu para reconhecer pessoas ou organizações que dedicam suas vidas ou ações à defesa dos direitos humanos e das liberdades.



Adolescente paquistanesa Malala Yousafzai (Foto: AFP)

G1

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