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terça-feira, 12 de fevereiro de 2013

Fichas-Sujas assumem. E aí, ministra Cármen Lúcia?


O Abra a Boca, Cidadão! publicou dois posts sobre a Lei da Ficha Limpa e as eleições de 2012 no final do ano passado, inclusive reproduzindo declarações da ministra Cármen Lúcia, presidenta do Tribunal Superior Eleitoral, em que ela garantia aos cidadãos brasileiros que políticos "fichas-sujas", se eleitos, não tomariam posse.

Infelizmente, três meses após o pleito, não é isto o que estamos vendo, ministra. Cidadãs e cidadãos brasileiros, de vários municípios Brasil afora, indignados, vêm se manifestando ao blog e à blogueira, informando que muitas dessas excrescências estão sendo bem-sucedidas nos julgamentos do TSE, estão tomando posse e o descalabro administrativo continuará em suas cidades.

Como cidadã e ativista, fico desolada e indignada com o que me chega de pedidos de ajuda escritos por gente simples, ordeira e trabalhadora, sofrendo nas garras de verdadeiros facínoras disfarçados de administradores públicos.

Se o Poder Judiciário não consegue coibir as falcatruas perpetradas e "enjaular" essa bandidagem, vamos recorrer, então, à Polícia Federal e ao Ministério Público. Cidadão pacato, desarmado, sem recursos, muitas vezes com pouca instrução, não pode continuar à mercê desses verdadeiros marginais, que, além de assaltar os cofres públicos e roubar os municípios, controlam judiciário e polícia locais, promovem ameaças contra o povo, se vangloriam da impunidade e desafiam diariamente o Estado de Direito.

Cidadãs e Cidadãos brasileiros: de modo educado, respeitoso e sem caluniar e injuriar ninguém, relatem os fatos ilícitos e informem os nomes dos infratores ao TSE (presidencia@tse.jus.br).

Conheçam também o "Não Aceito Corrupção", Movimento do Ministério Público Democrático, clicando e fazendo sua denúncia aqui.



Assistam ao vídeo:




Fichas-sujas comandam prefeituras nos bastidores

LUIZA BANDEIRA/
Belo Horizonte, DANIEL CARVALHO/São Paulo, NELSON BARROS NETO/Salvador

Políticos fichas-sujas, que na reta final das eleições do ano passado abandonaram a disputa para eleger familiares como prefeitos, estão agora atuando nas administrações dos parentes.

Em alguns municípios, a oposição diz que os atuais prefeitos são laranjas e que quem comanda a prefeitura, de fato, são seus padrinhos, que abriram mão da candidatura para não serem barrados pela Lei da Ficha Limpa.

Em ao menos cinco cidades do país, foram nomeados para chefiar gabinetes ou secretarias. Em outras sete, dão expediente na prefeitura e colaboram informalmente.

Nas eleições, em pelo menos 33 cidades, candidatos que corriam o risco de ser barrados pela Lei da Ficha Limpa desistiram em cima da hora e elegeram filhos, mulheres e outros familiares.

Em alguns casos, seus nomes e suas fotografias continuaram sendo exibidos nas urnas eletrônicas, mas os votos foram computados para as pessoas que os substituíram como candidatos.

Editoria de Arte/Folhapress


Também há cidades em que políticos condenados ou com contas rejeitadas nem se candidataram e lançaram parentes desde o início da campanha. Muitos tinham o direito de recorrer ao TSE (Tribunal Superior Eleitoral) se quisessem se candidatar, mas descartaram a opção.


PREFEITO DE FATO

Em Caputira (MG), o ex-prefeito Jairinho (PTC) admitiu que ajuda o filho, o prefeito Wanderson do Jairinho (PTB), a administrar a cidade. "Se você tivesse um pai prefeito, não ia perguntar as coisas? Mas ele é o prefeito."

Um vereador que não quis ter seu nome divulgado disse que Jairinho é o prefeito de fato. "O menino foi só para fazer campanha." Segundo ele, Jairinho despacha na prefeitura e atende a população.

Em Cajazeiras (PB), o ex-prefeito Carlos Antonio (DEM), que teve contas rejeitadas quando prefeito, foi nomeado secretário de Planejamento pela mulher e prefeita, Denise Oliveira (PSB).

Ele renunciou três semanas depois por causa de uma lei municipal que proíbe os fichas-sujas de ocupar cargos na administração. "Mas isso não vai impedir que ele me ajude", disse ela.

Em Conde (BA), o ficha-suja Paulo Madeirol (PSD) -- que em 2012 disse à Folha que elegeu a mulher, mas seria o prefeito de fato -- é secretário de Administração e participa de reuniões com a prefeita, Marly Madeirol (PTN).

Em Padre Paraíso (MG), a prefeita Neia de Saulo (PT), que em 2012 disse à Folha que o marido, ex-prefeito ficha-suja, ia "ajudar de longe", nomeou Saulo Aparecido (PTB) secretário de Saúde.

Ele diz que ajuda a mulher também em outras áreas, como educação, esportes e finanças, como "qualquer funcionário público".

Em Nova Independência (SP), o ex-prefeito Valdemir Joanini (PSDB) não tem cargo oficial, mas ajuda a prefeita como uma espécie de "primeiro-cavalheiro". "Se vou receber deputado e vereador, chamo ele", afirmou Neusa Joanini (PSDB).

Em São Paulo, o TRE indeferiu o registro de seis candidatos substitutos de fichas-sujas, entre eles o da prefeita de Nova Independência. Ela continua no cargo porque ainda cabe recurso. Também há processos tramitando nos casos de Cajazeiras e Conde.

Levantamento do Movimento de Combate à Corrupção Eleitoral mostra que 86 cidades já instituíram leis para impedir pessoas condenadas, com contas reprovadas ou outros problemas de assumir cargos na gestão pública.


OUTRO LADO

Políticos fichas-sujas e seus familiares que se elegeram prefeitos dizem que não há constrangimento com sua atuação. Os prefeitos negam que estejam sendo usados como laranjas por seus padrinhos políticos.

Em Caputira (MG), Wanderson do Jairinho (PTB) afirmou que recebe conselhos do pai ex-prefeito e que não vê problemas nisso. Disse ainda não ter decidido se o pai terá cargo na administração.

O ex-prefeito Jairinho (PTC) disse que só foi à prefeitura na primeira semana para ajudar o filho e que agora fica em seu escritório cuidando de negócios como empresário.

Em Cajazeiras (PB), a assessoria de imprensa da prefeita disse que ela é a prefeita de fato e que é normal que o marido ajude na administração, assim como fazem as primeiras-damas.

Denise Oliveira (PSB) disse que o marido saiu do secretariado por precaução, porque ela ainda não sabe se a lei da Ficha Limpa municipal está valendo.

Questionada sobre a atuação do marido, a prefeita de Conde (BA), Marly Madeirol (PTN), disse que "todos os secretários estão contribuindo, no limite de suas funções, para o funcionamento da administração". A prefeita não respondeu sobre ele ter a ficha-suja. Paulo Madeirol (PSD) não quis falar com a Folha.

Em Padre Paraíso (MG), o secretário Saulo (PTB) disse que, "sendo esposo, está trabalhando para o município".

A prefeita de Nova Independência (SP), Neusa Joanini (PSDB), disse não ver impedimento para que o marido atue como "primeiro-cavalheiro" e a ajude em reuniões com parlamentares.


Folha Online

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segunda-feira, 27 de agosto de 2012

Mensalão: Cármen Lúcia condena João Paulo


Encerrada a sessão de hoje do Julgamento do Século. O esperado duelo entre Joaquinzão e Lewandowski foi desarticulado por Ayres Britto, certamente com o apoio dos demais ministros. Quarta-feira tem mais, quando o ministro Cezar Peluso dará seu voto.


Cármen condena J. Paulo por todas as acusações

4X2 CONTRA EX-PRESIDENTE DA CÂMARA; "HOUVE DISSIMULAÇÃO. 
SABIA-SE QUE HAVIA DÁDIVA INDEVIDA", AFIRMOU MINISTRA CÁRMEN LÚCIA 
SOBRE ACUSAÇÃO DE CORRUPÇÃO PASSIVA; EM SEGUIDA, O CONDENOU 
POR LAVAGEM DE DINHEIRO E PECULATO, DUAS VEZES; ELA LEMBROU QUE CONTRATAÇÃO POR R$ 20 MIL MENSAIS DO JORNALISTA LUÍS COSTA PINTO FOI IRREGULAR PORQUE ENCOSTAVA NO TETO SALARIAL DO FUNCIONALISMO; SÓ ABSOLVEU GUSHIKEN


247 - A ministra Cármem Lúcia disse que saque de R$ 50 mil em agência do Banco Rural por mulher de ex-presidente da Câmara, João Paulo Cunha, configurou corrupção passiva. "Houve dissimulação", disse ela, lembrando que na véspera do saque houve reunião, na residência oficial da Presidência da Câmara, entre João Paulo e o publicitário Marcos Valério. Em seguida, também o condenou por lavagem de dinheiro.

Na sequência de seu voto, a ministra condenou João Paulo Cunha também por peculato, considerando irregulares os contratos com o jornalista Luís Costa Pinto e a SMP&B. Também condenou Marcos Valério e seus sócios, além de Henrique Pizzolato, pelos crimes de peculato e lavagem de dinheiro.

"Acusação de peculato por bônus de volume é procedente também", acrescentou, dizendo que serviços para os quais foram pagos bônus de volume não foram efetivamente prestados.


quarta-feira, 8 de agosto de 2012

STF: Estranhas no Ninho?

ooooooooooooooo

Há faíscas de vaidade no Supremo, mas há também aulas de rigor. A eloquência dos ministros Celso de Mello, Cármen Lúcia e Rosa Weber está no silêncio. Aliás, quem gosta de atribuir lances de vaidade às mulheres deveria registrar que até hoje passaram três pelo Supremo. Todas demonstraram que "pavão" é um substantivo masculino. (Quem já ouviu falar em pavoa?)



Duas ministras, entre vários pavões

EM MEIO À FOGUEIRA DAS VAIDADES DO STF, ROSA WEBER E CARMEN LÚCIA 
DESTACAM-SE PELO SILÊNCIO, ARGUMENTA ELIO GASPARI


247 – Num Supremo Tribunal Federal tomado por pavões, duas ministras, Rosa Weber e Carmen Lúcia, têm-se destacado pela eloquência dos seus silêncios. Leia a coluna do jornalista Elio Gaspari:

A Carnavalização do Juízo
 
No julgamento do mensalão, foi-se do ritual ao espetáculo e dele a um arriscado carnaval de agosto

QUEREM CARNAVALIZAR o julgamento do mensalão. O procurador-geral, Roberto Gurgel, viu-se acusado de "desonestidade intelectual" pelo advogado Antônio Carlos de Almeida Castro (pode me chamar de Kakay) numa peça de oratória produzida no piano-bar do restaurante Piantella. Na noite de segunda-feira, o advogado do comissário José Genoino pediu ao pianista que tocasse o tema de "O Poderoso Chefão".

Noutro pretório noturno, o bar do hotel Naoum, advogados de defesa dos 38 réus organizaram uma espécie de "bolão". Como votará a ministra Cármen Lúcia? "Essa condena até Papai Noel." Marco Aurélio Mello: "Subiu no muro".

Do outro lado da tribuna, o ministro Marco Aurélio Mello tornou-se uma espécie de comentarista olímpico do julgamento. Terminada a sessão, discute o processo.

Numa entrevista aos repórteres Fausto Macedo e Felipe Recondo, deu à "Ação Penal 470" uma nova dimensão: "Você acha que um sujeito safo como Lula não sabia?" A pergunta, solta, é uma simples e relevante insinuação. Num voto articulado, pronunciado na corte, seria muito mais. De qualquer forma, Nosso Guia não está acompanhando o caso, pois "tem mais o que fazer". Pena que não declare seu interesse pelo futuro de tão diletos companheiros. Sabia-se que Lula era um daqueles ursos que comem os donos, mas não se esperava que comesse José Dirceu desse jeito.

Não há notícia de formação de uma mesa de advogados no bar do Metropolitan Club de Washington para jogar conversa fora durante um julgamento na Corte Suprema. Também não há notícia de um Ministério Público que coloca na internet uma página infantil intitulada "Turminha do MPF", com uma espécie de "mensalão para jovens".

Há faíscas de vaidade no Supremo, mas há também aulas de rigor. A eloquência dos ministros Celso de Mello, Cármen Lúcia e Rosa Weber está no silêncio. Aliás, quem gosta de atribuir lances de vaidade às mulheres deveria registrar que até hoje passaram três pelo Supremo. Todas demonstraram que "pavão" é um substantivo masculino. (Quem já ouviu falar em pavoa?)

O Supremo Tribunal Federal é chegado a rituais versalhescos. Seus ministros são acolitados por servidores chamados de "capinhas". Levam-lhes papéis, água e recados. Além disso, são encarregados de empurrar e puxar suas cadeiras, como se esse movimento banal precisasse de ajuda. Coisa de rei. (Um ministro conta que várias vezes quase foi ao chão.)

A tendência carnavalizadora faz bem ao espírito nacional. Instalada uma CPI com parlamentares safando seus aliados, surge uma "musa".

Reunida no Rio uma conferência internacional que vai acabar em nada, a cidade carnavaliza-se e o mundo alegra-se. (Durante a Rio+20, maloqueiros da Glória compraram cocares do Saara para filar as quentinhas que eram dadas aos índios que flechavam o BNDES.)

Se há um teatro para produzir nada, carnaval é o melhor remédio, mas esse não é o caso do julgamento do mensalão. Ele produzirá resultados duradouros para o Judiciário e, sobretudo, para o futuro das maracutaias da política nacional.

Se o julgamento ficar nos autos e naquilo que se diz na corte, algo de novo estará acontecendo no Brasil. Prova disso foram as sessões em que falaram a Procuradoria e os primeiros advogados de defesa. Bar é bar, tribunal é tribunal.


Brasil 247
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quarta-feira, 23 de maio de 2012

STF: Cármen Lúcia é a primeira a divulgar salários



PRIMAVERA JUDICIÁRIA


Em menos de um ano, depois que a bombástica ministra Eliana Calmon, Corregedora Nacional de Justiça, começou a denunciar as mazelas judiciárias e os Bandidos de Toga, em setembro de 2011, o Mais Poderoso dos Poderes da República mostra que está passando por grandes mudanças, agora no aspecto Transparência.


Alvíssaras! O Povo Brasileiro aplaude os ministros do Supremo.



Cármen Lúcia é a primeira ministra do STF a divulgar salários

Ministra, que também preside o TSE, publica os contracheques no site do tribunal um dia após o Supremo decidir divulgar os vencimentos de ministros

A presidenta do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Cármen Lúcia Antunes Rocha, foi a primeira entre os 11 ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) a divulgar os vencimentos. Cármen Lúcia divulgou os contracheques que recebe do STF e do TSE no site do tribunal na tarde desta quarta-feira. A divulgação acontece um dia depois de o Supremo decidir dar transparência aos vencimentos de todos os servidores e ministros da mais alta Corte do País, em obediência à Lei de Acesso à Informação, que entrou em vigor no último dia 16 de maio.

Presidenta do TSE, a ministra Cármen Lúcia, do STF, foi a primeira a 
divulgar salário, em obediência à Lei de Acesso à Informação Foto: AE

Na sessão administrativa do STF realizada na última terça-feira para decidir o assunto, a presidenta do TSE chegou a usar a expressão “liberar geral”, destacando sua posição francamente favorável à divulgação dos salários dos ministros da Suprema Corte. De acordo com os contracheques da ministra, seus rendimentos mensais como integrante do STF são de R$ 26.723,13 brutos (R$ 17.877,49 líquidos). Além disso, Cármen Lúcia recebeu, em maio, R$ 6.413,52 como gratificação de presença em cada sessão do TSE (R$ 5.406,33 líquidos).


Em um primeiro momento, o documento com o salário da ministra do STF tornou públicos até o endereço de Cármen Lúcia e o número de sua conta bancária. Minutos depois, essa versão foi substituída por outra, com uma tarja preta sobre esses dados, por "questões de segurança", segundo a assessoria do TSE.


Durante a sessão administrativa do STF na última terça, a Corte decidiu que divulgará a folha de pagamento de seus ministros e funcionários, incluindo vencimentos e gratificações, sem nenhum tipo de restrição - a medida vale somente para o STF e não para todo o Judiciário. De acordo com a nota publicada no site do TSE, “a divulgação dos contracheques dos demais ministros da Casa e de seus servidores ainda será discutida em sessão administrativa”.


A divulgação dos salários dos membros do Poder Judiciário para atender à determinação da Lei de Acesso à Informação vem gerando polêmica entre os magistrados. Entidades como a Associação dos Juízes Federais (Ajufe) defendem a medida, enquanto outras, como a Associação dos Magistrados Brasileiros (AMB), são contrárias. Na última semana, o presidente do STF, ministro Carlos Ayres Britto, se disse favorável à divulgação dos vencimentos. O procurador-geral da República, Roberto Gurgel, também defende a medida.


A Lei de Acesso à Informação entrou em vigor no dia 16 com o objetivo de garantir aos cidadãos brasileiros acesso aos dados oficiais dos Poderes Executivo, Legislativo e Judiciário. Cada órgão público terá um Serviço de Informação ao Cidadão (SIC) para garantir a transparência dos dados públicos.
            

Salário da ministra Cármen Lúcia no Supremo Tribunal Federal
(STF) foi divulgado pelo site do TSE nesta quarta-feira
Foto: Reprodução



               Rendimentos da ministra como presidenta do TSE, no mês de maio,
                                  também foram publicados Foto: Reprodução

quinta-feira, 19 de abril de 2012

Ministra Cármen Lúcia: Presidenta do TSE



Nunca deixarei de ser uma cidadã brasileira integralmente comprometida com meu país.
  Ministra Carmen Lúcia, Presidenta do Tribunal Superior Eleitoral


Aqui no ABC! a gente adora falar bem das Gloriosas Mulheres da Justiça. Afinal, o Judiciário infelizmente tem "tranqueiras de toga", que promovem injustiças (!!!) e iniquidades, mas também tem mulheres de caráter e integridade, Orgulhos da Magistratura, como a aguerrida ministra Eliana Calmon, de quem tanto falamos aqui.


E com a presença da querida presidenta da República Dilma Rousseff e da não menos querida senadora Marta Suplicy, presidenta em exercício do Senado Federal, a digníssima ministra do Supremo Tribunal Federal, Carmen Lúcia, assumiu ontem à noite a Presidência do Tribunal Superior Eleitoral.


Leia mais abaixo, inclusive o notável discurso de posse da querida ministra.


                                                                               Foto: Roberto Stuckert Filho/PR




"A melhor eleição é aquela em que o cidadão vota limpo", diz a ministra Carmen Lúcia ao ser empossada presidente do TSE

A ministra Carmen Lúcia foi empossada nesta quarta-feira, 18, presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), em Brasília. Primeira mulher a chefiar a Corte, sua posse foi prestigiada pela presidente Dilma Rousseff e pela presidente em exercício do Senado Federal, Marta Suplicy, entre outras personalidades. Na mesma cerimônia, Marco Aurélio Mello também foi empossado vice-presidente do tribunal.

O ex-presidente do TSE, Ricardo Lewandowski, abriu mão do resto de mandato a que teria direito como ministro do tribunal para dedicar mais tempo à análise do processo do mensalão, que tramita no Supremo Tribunal Federal (STF). Lewandowski integrava as duas Cortes e agora ficará apenas no STF. A saída de Lewandowski coincide com o final do seu mandato como presidente do TSE.

Acompanhe abaixo os principais momentos da posse.

19h55 – É aberta a cerimônia. Participam a presidente Dilma, o vice-presidente Michel Temer, o presidente do STF, Cezar Peluso, o presidente da Câmara dos Deputados, Marco Maia, e a presidente em exercício do Senado Federal, Marta Suplicy, entre outras personalidades.

20h05 – Ministro Ricardo Lewandowski, atual presidente do TSE, assume a palavra se despedindo da presidência do TSE e cita o escritor Luís Vaz de Camões: “é chegado o tempo da travessia, de navegar mares nunca dantes navegados”. Após lembrar a entrada em vigor em sua gestão da Leia da Ficha Limpa, Lewandowski agradeceu ao apoio recebido e disse que sai da presidência do TSE “com a certeza de ser sucedido por uma magistrada digna, lúcida e competente, que saberá levar adiante a credibilidade, rapidez e eficiência que caracterizam a Justiça Eleitoral”.

20h15 – Ministra Carmen Lúcia presta juramento e é empossada presidente da Corte.

20h25 – O presidente do Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil, Ophir Cavalcante, recebe a palavra e afirma que a Lei da Ficha Limpa foi um importante avanço para afastar políticos que “traíram seus eleitores”. Ele lembrou também que “agora é preciso dar aplicabilidade à lei”, uma tarefa que caberá ao TSE.

20h30 - Roberto Gurgel, procurador-geral da República, destaca o fato de o TSE estar empossando sua primeira presidente mulher. Em seguida, ele discorre sobre a ‘mineiridade’ – Carmen Lúcia é nascida em Montes Claros (MG) – e cita o escritor João Guimarães Rosa: “Antes de mais nada, o mineiro é muito espectador, é um ser reflexivo, uma gente imaginosa. Acha que o importante é ser, e não parecer. Sabe que agitar-se não é agir. É um idealista prático, otimista através do pessimismo. Sua filosofia é a da cordialidade universal. Gregário, mas necessitando de seu tanto de solidão. Desconhece castas, não tolera tiranias. Se precisar briga, mas teme as vitórias de Pirro”, recitou. O procurador-geral também elogiou a Lei da Ficha Limpa e atentou para a necessidade de torná-la efetiva nos próximos anos.

20h40 – Carmen Lúcia assume a palavra e afirma que fará três registros.

“O primeiro é sobre o Poder Judiciário e sobre nós juízes. Tancredo Neves afirmou uma vez que liberdade é o outro nome de Minas. Aprendi que Minas é só um dos nomes do Brasil, ou dos Brasis, plurais, que temos. E todos têm o mesmo anseio, que é o da Justiça prestada a tempo e modo. Por isso, quando a Justiça tarda, falha, o Brasil sofre. E nós, juízes, somos os primeiros a ter ciência desse descontentamento dos cidadãos com a Justiça, especialmente com a sua morosidade. Justiça artesanal numa sociedade de massas é um desafio que se impõe sem solução mágica, mas mudar esse quadro é o desafio que se impõe e para o qual nós nos propomos. O desafio de não apenas reformar, mas transformar a Justiça a fim de que ela corresponda aos anseios do cidadão.

O segundo se dirige aos meios de comunicação. A imprensa livre é inseparável da democracia, é a parceira do Judiciário na concretização da Justiça. E essa presença dos meios é muito maior na Justiça Eleitoral. Os jornalistas acompanham os feitos e participam do processo político, defendendo o interesse público ao divulgar os fatos e os processos. Não há eleições seguras e honestas sem ação livre, presente e vigilante da imprensa. Peço que a imprensa desse país ajude este tribunal a exercer plenamente a sua missão, e afirmo que ele será transparente em seus atos. Peço que os profissionais sejam atentos a tudo o que possa causar danos ao processo eleitoral, nos ajudando a manter a honradez do Poder Judiciário.

O terceiro diz respeito ao cidadão brasileiro – a própria justificativa do Estado e do Poder Judiciário. As eleições deste ano são as primeiras sob a vigência da Lei da Ficha Limpa. Mas nenhuma lei substitui a responsabilidade e o comprometimento do cidadão. O caminho mais curto para a Justiça é o comportamento reto de nós todos. A melhor eleição é aquela em que o cidadão vota limpo. Não adianta termos o direito mais bem elaborado se o cidadão não chamar a si a responsabilidade de construir a história, segundo o seu conceito de justo. Viver bem ou mal exige ousadia, exige movimento. Em Minas, se diz que quem não anda, desanda, e é a andança que dá forma aos nossos pés. Nós todos temos que ter clareza de que a construção do país é nossa responsabilidade. E nunca deixarei de ser uma cidadã brasileira integralmente comprometida com meu país. O Rio São Francisco é para mim o exemplo que a natureza nos oferece de que nós podemos nos integrar. Integrantes de um país que merece ser o melhor para se viver.”


20h55 - Cerimônia encerrada.



Estadão


Destaques do ABC!


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quarta-feira, 7 de março de 2012

Excelência de Toga presidirá o Tribunal Superior Eleitoral



Felizmente nem tudo é iniquidade no Judiciário brasileiro. Além das Excrescências Togadas, as Bandidas de Toga, Servidoras do Maligno que escondem sua criminalidade debaixo dos mantos negros, num momentâneo anonimato e temporária impunidade, há muita mulher digna, decente, altiva, competente, atuando nos tribunais.


Por exemplo, a Ministra Cármen Lúcia, do Supremo Tribunal Federal, que foi eleita ontem para a Presidência do Tribunal Superior Eleitoral.




CÁRMEN LÚCIA ANTUNES ROCHA é mineira de Montes Claros, solteira, bacharelada em Direito pela Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais, com Mestrado em Direito Constitucional pela Faculdade de Direito da Universidade Federal de Minas Gerais.


A Ministra Cármen Lúcia atuou como advogada, Procuradora do Estado de Minas Gerais e Professora Titular de Direito Constitucional. Desde 2006 ocupa uma cadeira no Supremo Tribunal Federal, indicada pelo presidente Lula. A ministra tem 7 livros publicados na área do Direito, outros tantos artigos divulgados em publicações especializadas, além de inúmeros prêmios e condecorações.


Parabéns à Ministra Cármen Lúcia, outro Orgulho da Magistratura Brasileira, em especial para todas nós, Cidadãs Brasileiras dignas e honestas, na véspera do Dia Internacional da Mulher.


Ministra Cármen Lúcia é a primeira mulher a presidir o TSE


Ministra Cármen Lúcia. (Foto: Agência Brasil)A ministra Cármen Lúcia será a primeira mulher a presidir o Tribunal Superior Eleitoral em 67 anos, após ser eleita pelo plenário do TSE em sessão ordinária nesta terça-feira. O ministro Marco Aurélio foi eleito para exercer a vice-presidência.

A ministra se comprometeu a cumprir o cargo com "honestidade e absoluta dedicação", de acordo com nota do TSE.
O atual presidente da Corte, ministro Ricardo Lewandowski, parabenizou os ministros e desejou "muitas felicidades pessoais e sucesso no desempenho desse honroso cargo".
Cármen Lúcia assume a presidência para o biênio 2012/2014 e inicia a gestão com o desafio de conduzir o processo eleitoral no Brasil, neste ano em que serão eleitos prefeitos, vice-prefeitos e vereadores em mais de 5,5 mil municípios.
A solenidade de posse deve ocorrer na última semana de abril.


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