Tradutor

quinta-feira, 8 de maio de 2014

Lula alerta: querem o fracasso da Copa


GOLPE EM ANDAMENTO



Como não ganha no voto, a direita raivosa, alijada da Presidência há 12 anos, usa de todos os meios, inclusive o terrorismo, para desestabilizar a Presidenta Dilma e  seu governo popular-trabalhista e inverter a tendência de vitória da Presidenta nas eleições de outubro. 

Com o apoio da mídia golpista e dos setores mais reacionários da sociedade.

Momento dramático.

É matar ou morrer.


O mundo se encontra no Brasil

LUIZ INÁCIO LULA DA SILVA



À medida que se aproxima a eleição presidencial de outubro, os ataques à Copa tornam-se cada vez mais sectários e irracionais. Críticas são parte da vida democrática, mas determinados setores parecem desejar o fracasso

Quando era presidente da República, trabalhei intensamente para que a Copa do Mundo de 2014 fosse realizada no Brasil. E não o fiz por razões econômicas ou políticas, mas pelo que o futebol representa para todos os povos e, particularmente, para o povo brasileiro. A nossa população apoiou com entusiasmo a ideia, rejeitando o preconceito elitista dos que dizem que um evento desse porte "é coisa de país rico", e se esquecem de que o Uruguai, o Chile, o México, a Argentina, a África do Sul e o próprio Brasil já o sediaram com sucesso.

O futebol é o único esporte realmente universal, praticado e amado em todos os países, por pessoas das mais diferentes classes, etnias, culturas e religiões.

E talvez nenhum outro país do mundo tenha a sua identidade tão ligada ao futebol quanto o Brasil. Ele não foi apenas assimilado, mas, de alguma forma, também transfigurado pela ginga e pela mistura de raças brasileiras. Nos pés de descendentes de africanos ganhou um novo ritmo, beleza e arte. Durante muitos anos, foi um dos poucos espaços, junto com a música popular, em que os negros podiam mostrar o seu talento, enfrentando com alegria libertária a discriminação racial. Não é por outra razão que o futebol e a música são muitas vezes a primeira coisa que um estrangeiro lembra quando se fala do Brasil.

Para nós, o futebol é mais do que um esporte, é uma paixão nacional, que vai muito além dos clubes profissionais. Milhões de pessoas o praticam, amadoristicamente, no seu dia a dia, nos quintais, nos terrenos baldios, nas praias, nos parques, nas praças públicas, nas ruas da periferia, nos pátios das escolas e das fábricas. Onde houver uma área disponível, por menor que seja, ali se improvisa uma partida de futebol. Se não tem bola de couro, joga-se com bola de plástico, de borracha ou de pano. Em último caso, até com uma latinha vazia.

Em 1958, na Suécia, uma seleção espetacular encantou o planeta, ganhando nosso primeiro título mundial. Eu tinha doze anos, e juntei um grupo de amigos para ouvirmos a partida final num campinho de várzea com um pequeno rádio de pilha. Nossa fantasia compensava com sobras a falta de imagens, viajando na voz do locutor. Ela nos transportava como num tapete mágico para dentro do Estádio Rasunda de Estocolmo. E ali não éramos apenas espectadores, mas jogávamos... Eu sonhava em ser jogador de futebol, não presidente do Brasil.

O grande escritor Nelson Rodrigues, nosso maior dramaturgo, disse que com aquela vitória conquistada por gênios da bola como Pelé, Garrincha e Didi, o Brasil tinha superado o seu "complexo de vira-lata". E que complexo seria esse? "É a inferioridade – dizia ele – em que o brasileiro se coloca, voluntariamente, em face do mundo." Atrevendo-se a ser campeão, era como se o Brasil estivesse dizendo a si mesmo e aos demais países: "Sim, nós podemos ser tão bons quanto qualquer um".

Naquela época, o Brasil estava começando a se industrializar, tinha criado a sua própria empresa de petróleo e o seu banco de desenvolvimento, as classes populares reivindicavam democraticamente melhores condições de vida e maior participação nas decisões do país – mas os setores privilegiados diziam que isso era um erro gravíssimo, fruto de "politicagem" ou "esquerdismo", já que comprovadamente não existia petróleo em nosso território e não tínhamos necessidade alguma de inclusão social e muito menos de uma indústria nacional...

Alguns chegavam a afirmar que uma nação como a nossa, atrasada, mestiça – de povo "ignorante e preguiçoso", segundo um estereótipo muito difundido dentro e fora do país – devia conformar-se com o seu destino subalterno, sem ficar alimentando sonhos irrealizáveis de progresso econômico e justiça social.

Na verdade, não é fácil superar o "complexo de vira-lata". Fomos colônia por mais de 320 anos, e a pior herança dessa condição é a persistência da mentalidade colonizada de servidão voluntária...

Entre 1958 e 2010, ganhamos cinco campeonatos mundiais de futebol. Somos até agora a nação com maior número de títulos conquistados. Mas o melhor de tudo é que o saudável atrevimento do povo brasileiro não se limitou ao âmbito esportivo.

O Brasil que o mundo vai conhecer a partir de 12 de junho é um país muito diferente daquele que sediou a Copa de 1950, quando perdeu na final para o Uruguai. Ainda tem problemas e desafios, alguns bastante complexos, como qualquer outra nação, mas já não é mais o eterno "país do futuro". O país de hoje é mais próspero e equitativo do que era há seis décadas. Entre outras razões porque a nossa gente – principalmente a que vive no "andar de baixo" da sociedade" – libertou-se dos preconceitos elitistas e colonialistas e passou a acreditar em si mesma e nas possibilidades do país. Descobriu que, além de vencer competições mundiais de futebol, podia também vencer a fome, a pobreza, o atraso produtivo e a desigualdade social. Que a mestiçagem, longe de ser um obstáculo – pior: um estigma – é uma das maiores riquezas do nosso país.

É esse novo Brasil que vai sediar a Copa. Um país que já é a sétima economia do planeta e que, em pouco mais de dez anos, tirou 36 milhões de pessoas da miséria e levou 42 milhões para a classe média. É o país com as taxas de desemprego mais baixas da sua história. Que, segundo a OCDE, entre todos os países do mundo, foi um dos que mais aumentou nos últimos anos o investimento em educação. Um país que se orgulha de todas essas conquistas, mas não esconde os seus problemas, e se empenha em resolvê-los.

Recentemente, a Copa do Mundo tornou-se objeto de feroz luta política e eleitoral no Brasil. Á medida que se aproxima a eleição presidencial de outubro, os ataques ao evento tornam-se cada vez mais sectários e irracionais. As críticas, naturalmente, são parte da vida democrática. Quando feitas com honestidade, ajudam a aperfeiçoar a preparação do país para esse grande acontecimento esportivo. Mas determinados setores parecem desejar o fracasso da Copa, como se disso dependessem as suas chances eleitorais. E não hesitam em disseminar informações falsas que às vezes são reproduzidas pela própria imprensa internacional sem o cuidado de checar a sua veracidade. O país, no entanto, está preparado, dentro e fora de campo, para realizar uma boa Copa do Mundo – e vai fazê-lo.

A nossa seleção foi a única a participar das 19 edições da Copa do Mundo e sempre fomos muito bem recebidos nos outros países. Chegou a hora de retribuir com hospitalidade e alegria tipicamente brasileiras. A procura de bilhetes tem sido forte, com pedidos de mais de 200 países. Esta é uma oportunidade extraordinária para milhares de visitantes conhecerem mais profundamente o que o Brasil tem de melhor: o seu povo.

A importância da Copa do Mundo não é apenas econômica ou comercial. Na verdade, o mundo vai se encontrar no Brasil a convite do futebol. Vai demonstrar novamente que a ideia de uma comunidade internacional pacífica e fraterna não é uma utopia.


Luiz Inácio Lula da Silva é ex-presidente do Brasil, que agora trabalha em iniciativas globais com o Instituto Lula e pode ser seguido em facebook.com/lula).

*

Prisão de Dirceu: violação de direitos humanos


Novidade.

"Descobriu a pólvora" o advogado do ex-ministro.

Eu que não sou nada, apenas uma reles blogueira vítima de esquemaço criminoso que viola meus direitos humanos e outros tantos, comemoro a nota atrasada do advogado José Luiz Oliveira Lima, divulgada ontem:


Em mais de 25 anos de vida profissional, nunca vi uma decisão do Supremo Tribunal Federal ser visivelmente protelada com o claro intuito de manter preso, em condições de regime fechado, um réu condenado ao semiaberto.

A nova evidência do tratamento diferenciado que se impõe ao ex-ministro José Dirceu é o recente pedido encaminhado pelo ministro Joaquim Barbosa ao procurador-geral da República para que ele se pronuncie sobre mais um absurdo jurídico do Ministério Público do Distrito Federal.

Acusada de pedir ilegalmente a violação do sigilo telefônico do Palácio do Planalto, a promotora Márcia Milhomens apresentou um frágil argumento de que uma denúncia anônima informal teria motivado o seu pedido. Justificativa sem qualquer fundamento legal, mas que está servindo para manter Dirceu longe de seus direitos.

O procurador-geral Rodrigo Janot já se pronunciou por duas vezes sobre o caso. Há quase um mês, ele se manifestou favorável ao pedido de trabalho externo para Dirceu, concluindo que nunca houve qualquer telefonema de Dirceu de dentro do presídio e encerrando um factóide que se arrasta desde janeiro em cima apenas de notas de jornais. Dias depois, em nova manifestação, ele negou categoricamente o pedido do Ministério Público do Distrito Federal de quebra indiscriminada de sigilos telefônicos das áreas da Papuda e do Palácio do Planalto.

Não há como negar que o tratamento que se dá ao ex-ministro José Dirceu é de exceção ao que manda a Constituição e a Lei de Execuções Penais. Não há como negar que estamos diante de uma série de medidas protelatórias que o mantêm preso à margem da legalidade e que colocam em xeque o respeito a direitos humanos consagrados internacionalmente.




quarta-feira, 7 de maio de 2014

Seleção convocada: Vai ter Copa!


COPA DO MUNDO 2014



Vai ter Copa. Mas não vai ter Água (em São Paulo).


JB: Juiz? Não. Perseguidor desumano e covarde


OPINIÃO


"O que Joaquim Barbosa faz com Genoino e Dirceu não tem nada a ver com o conceito de justiça em si – um ato em que existe ao menos uma parcela de uma coisa chamada isenção, ou neutralidade, para usar uma palavra da moda.

Barbosa é movido por um ódio infinito.


Ele mantém Dirceu confinado na Papuda por raiva. E quer Genoino engaiolado, mesmo com problemas cardíacos, também por raiva.


A precariedade do sistema jurídico brasileiro é tamanha que se dá a um homem poder para fazer o que Barbosa vem fazendo, com uma hipócrita base de fatos que são fabricados para que a perseguição tenha ares legais. (...)

Joaquim Barbosa é hoje uma fração do que pareceu ser, e amanhã será ainda menor, e o que sobrar provavelmente se cobrirá de ignomínia para a posteridade." 




A perseguição desumana e covarde de JB a dois homens indefesos

Paulo Nogueira*, de Londres


Ele 

Não é justiça. É vendetta.

O que Joaquim Barbosa faz com Genoino e Dirceu não tem nada a ver com o conceito de justiça em si – um ato em que existe ao menos uma parcela de uma coisa chamada isenção, ou neutralidade, para usar uma palavra da moda.

Barbosa é movido por um ódio infinito.

Ele mantém Dirceu confinado na Papuda por raiva. E quer Genoino engaiolado, mesmo com problemas cardíacos, também por raiva.

A precariedade do sistema jurídico brasileiro é tamanha que se dá a um homem poder para fazer o que Barbosa vem fazendo, com uma hipócrita base de fatos que são fabricados para que a perseguição tenha ares legais.

Você escolhe médicos que vão dizer que Genoino está bem, e que não precisa de cuidados especiais. Isto funciona como aqueles repórteres da Veja que são escalados para provar, aspas, teses já definidas antes da primeira entrevista. O objetivo não é descobrir coisas, não é investigar um assunto. É chancelar uma conclusão que vem na frente dos fatos.

E depois que os médicos fazem seu serviço abjeto, você exerce sua vingança mesquinha como se fosse um magistrado de verdade.

O caso de Dirceu é igualmente vergonhoso. Uma nota de jornal — um jornal tão famoso pelos erros que conquistou a alcunha de Falha de S. Paulo — vira uma prova contundente contra Dirceu. Numa inversão monstruosa da ideia da justiça, você tem que provar a inocência, e não o contrário.

Num cenário de reiterada desumanidade, destoou o gesto do deputado Jean Wyllys ao se negar a inventar ‘regalias’ para Dirceu. O partido de Wyllys faz oposição ao PT, e era presumível, diante do que se tem visto na cena política do país, que ele denunciasse as condições ‘espetaculares’ de Dirceu na Papuda.

Mas Wyllys optou pela honestidade. Relatou o que viu. Foi fiel ao que testemunhou. Não adulterou o que seus olhos encontraram. Seria um gesto banal, não fosse o ambiente de cinismo, cálculo e desonestidade que domina hoje o debate político nacional numa reprodução do que aconteceu, com trágicas consequências, em 1954 e 1964.

Joaquim Barbosa provavelmente esteja frustrado. O sonho de virar presidente naufragou miseravelmente. Só a mídia queria, além dele próprio e de um punhado de fanáticos de direita.

Ele foi obrigado a despertar para a dura realidade de que os holofotes lhe são dados apenas para dizer o que interessa à mídia.
Ele queria falar recentemente do processo que move contra Noblat por alegado racismo. Ninguém na imprensa lhe deu espaço. Tentou trazer este assunto na entrevista que deu a Roberto Dávila na Globonews. Dávila mudou de assunto com um sorriso.

As declarações de Lula sobre o conteúdo político do Mensalão também não devem ter ajudado no humor de Barbosa. Sua obra magna, aspas, corre um sério risco de se desfazer em impostura.

Joaquim Barbosa é hoje uma fração do que pareceu ser, e amanhã será ainda menor, e o que sobrar provavelmente se cobrirá de ignomínia para a posteridade. 

Para Dirceu e Genoino, o problema é que enquanto ele não volta ao nada de que saiu, JB se dedica à arte sádica de persegui-los, sem que eles consigam se defender, prostrados que estão pelas circunstâncias, cada qual de seu jeito.

Neste sentido, não é apenas uma vingança, mas uma covardia. 


* O jornalista Paulo Nogueira é fundador e diretor editorial do site de notícias e análises Diário do Centro do Mundo.

Destaques do ABC!

*

segunda-feira, 5 de maio de 2014

Balzac, a Blogueira e o Mundo do Crime


Como andei contando aqui, enfrento há mais de quatro anos um esquema criminoso, num embate duríssimo, covarde, irracional e camuflado.

Uma parasita, que um belo dia resolveu subir na vida sem fazer força, pisoteando pessoas ingênuas e de bom coração que a acolheram, não satisfeita com o ótimo patrimônio que auferiu em mais de trinta anos de acolhida, decidiu coroar sua ascensão financeira armando uma fraude para esta cidadã blogueira, a "cereja do bolo"...

Lembram dos Irmãos Metralhas e seus desastrosos golpes para roubar o cofre do Tio Patinhas? Pois é.

O golpe que a mente criminosa engendrou não deu certo. A blogueira descobriu todo o enredo escabroso. E agora a parasita e seus comparsas "correm atrás do prejuízo", se mobilizando para se safar de responder por seus delitos.

Leitora e admiradora de Balzac, o extraordinário romancista francês, a blogueira encontra no mestre das letras personagens e situações que lembram muito a bandidagem que enfrenta.

O mundo mudou, estamos no século 21, quase duzentos anos depois da França de Balzac. Mas em Terrae Brasilis ainda pululam tipos criminosos muito parecidos com os tão afiadamente descritos pelo gênio da Comédia Humana:

O ladrão banal irá roubar sua carteira e sair correndo; o grande criminoso não se contenta com isso – seus métodos são sofisticados e elegantes, e consequentemente seu lucro é muito maior.

(...) há mil maneiras de roubar. O verdadeiro talento consiste em ocultar o roubo sob uma aparência de legalidade: que horror que é apoderar-se do bem alheio, só o que vem de nós nos pertence, eis a grande astúcia. Os ladrões espertos são recebidos pela sociedade, passam por pessoas de bem. (...)

Os ladrões são como uma perigosa peste das sociedades: mas não se pode negar sua utilidade para a ordem social. Se compararmos uma sociedade a um quadro, veremos que são necessárias zonas de sombra e zonas de luz, não?






A  sociedade e os grandes criminosos segundo Balzac


Camila Nogueira*



Ele

Balzac é Balzac. Sendo assim, é compreensível que tenha sido convocado, mais uma vez, pelo Diário para a série “Conversas com Escritores Mortos”. As frases abaixo foram extraídas do livro “Código dos homens honestos”.


Monsieur Balzac, o senhor é considerado um dos maiores romancistas de todos os tempos – e também é conhecido por ter criado personagens excelentes. Vautrin é, particularmente, meu favorito. O que tem a dizer sobre ele?


Vautrin é um canalha – ou antes, um ladrão.

Isso quer dizer que o senhor o desaprova?

É claro que não. Os ladrões constituem uma classe especial da sociedade: contribuem para o movimento da ordem social; são o lubrificante das engrenagens e, como o ar, penetram em qualquer lugar; os ladrões são uma nação à parte, no interior da nação.

Estou confusa. Então o senhor aprova os ladrões?

Acho que é necessário, antes de tentar desvendar as astúcias dos ladrões, tecer sobre eles algumas considerações imparciais; talvez ninguém mais possa analisá-los sob todos os ângulos e com total sangue-frio. Mas certamente não serei acusado de querer defendê-los, pois isso seria mais que injusto. Afinal, não posso defender aqueles que podem, a qualquer momento, me roubar.


E quais seriam suas considerações imparciais?

O ladrão é um ser raro; a natureza o concebeu como uma criança mimada e despejou sobre ele toda sorte de perfeições: um sangue frio imperturbável, uma audácia a toda prova, a arte de aproveitar o momento exato, tão fugaz e tão lento, a agilidade, a coragem, uma boa constituição física, olhos penetrantes, mãos ágeis, fisionomia aberta e expressiva, todas estas qualidades não são nada para um ladrão e, no entanto, são consideradas como a soma das capacidades de um Aníbal, de uma Catarina, de um Mário, de um César.


Mas nem todos os ladrões são audaciosos, corajosos ou têm esse sangue frio imperturbável. Podemos, então, dizer que não estamos falando de todos os criminosos, e sim dos mais notáveis entre eles?


Há uma grande diferença entre um ladrãozinho qualquer e os grandes criminosos. O pequeno roubo é, mais exatamente, o seminário onde se recruta para o crime, e os ladrões de galinha não passam de maus atiradores do grande exército dos profissionais sem patente.


Há alguma diferença crucial entre eles?

O ladrão banal irá roubar sua carteira e sair correndo; o grande criminoso não se contenta com isso – seus métodos são sofisticados e elegantes, e consequentemente seu lucro é muito maior.

Então basta ao grande criminoso ter uma boa fisionomia, audácia, sedução e sangue frio? Não precisa ter um conhecimento da natureza humana, por exemplo?


Ele deve conhecer os homens, seu temperamento, suas paixões; tem que mentir com habilidade, prever os acontecimentos, avaliar o futuro, ser dono de um espírito ágil e agudo; tem que ter um raciocínio rápido, encontrar boas saídas, ser um bom comediante, bom mímico; tem que saber captar o tom e as maneiras das diversas classes sociais (imitar o funcionário, o banqueiro, o general, conhecer seus hábitos e suas características). E, acima de tudo, tem que ter imaginação, uma brilhante imaginação. Ele não é forçado a estar sempre inventando novos recursos? Para o ladrão, o fracasso equivale a uma condenação.

Mas, monsieur Balzac, levando em conta tudo o que o senhor disse, esse criminoso notável é um ser fora do comum, a quem pouco faltou para ser um grande homem. E o que impediu que isso acontecesse?


O resultado de tantos dons é, em geral, uma extrema propensão à indolência. Entre o objeto cobiçado e a posse, não vêem mais nada, entregam-se felizes ao mal, nele se instalam, a ele se habituam.


E como podemos reconhecer esses grandes criminosos?

Nunca desconfie de seu vizinho da esquerda, que usa uma camisa de tecido grosso, uma gravata branca e uma roupa limpa, mas de tecido barato; ao contrário, acompanhe com muita atenção os movimentos de seu vizinho da direita, de gravata fina e elegante, muitos berloques, suíças, ar de gente honesta e próspera, maneira desenvolta de falar; é este camarada quem vai roubar seu lenço ou seu relógio. [ou sua casa...]

E o que fazer quando somos roubados por eles?

Oh, infelizmente não há nada a fazer. Se o seu brilhante desapareceu, não perca tempo em pedir contas a esse senhor. Inútil revistá-lo, nada vai encontrar; ele irá se fazer de ofendido e você acabará se humilhando à toa. [verdade; quando descobertos, eles se fazem de ofendidos... ofendidíssimos!...]


Mas e aqueles que entram no crime por gosto?

Estes são aqueles que Dr. Gall descreveu como infelizes cujo vício decorre de sua organização mental. Há, naturalmente, grandes criminosos que amam o vício e que o abraçam efusivamente; acho que estes entram na lista daqueles que entram no crime por gosto.


E os que não amam o vício, e nem se sentem confortáveis com ele? Não sentem remorso?

Em alguns deles há remorsos crescentes antes que a voz da consciência se apague. A multidão, ao ver um homem no banco dos réus, o vê como um criminoso, o abomina; no entanto, esquadrinhando sua alma, um padre pode ver nascer o arrependimento. Que grande tema para a reflexão! A religião católica é sublime quando, em vez de virar o rosto com horror, abre os braços e chora com o pecador.


Seria certo afirmar que os ladrões sempre existiram e sempre existirão?

São o produto necessário de uma sociedade constituída. Na verdade, em todos os tempos, os homens sempre estiveram enamorados da fortuna. Todos dizem: “Hoje em dia, o dinheiro é tudo, quem tem dinheiro tem tudo.” Ah! Evitem repetir essas frases banais, passarão por tolos. Desde que o mundo é mundo, o dinheiro foi adorado e buscado com o mesmo ardor.


Para terminarmos nossa conversa, eu gostaria de perguntar se o único ladrão é aquele que rouba explicitamente.

Ora, todos procuram uma maneira de fazer uma fortuna rápida e sólida, porque todos sabem que, depois de adquirida, ninguém se lamentará; ora, essa maneira é através do roubo, e o roubo é coisa comum.

Como assim?

O comerciante que ganha cem por cento, rouba; também rouba o fornecedor que paga a trinta mil homens dez centavos por dia, anota os ausentes, estraga o trigo misturando farelo para render mais; outro queima um testamento; outro adultera os impostos; outro inventa uma caixa de pensões: há mil maneiras de roubar. O verdadeiro talento consiste em ocultar o roubo sob uma aparência de legalidade: que horror que é apoderar-se do bem alheio, só o que vem de nós nos pertence, eis a grande astúcia. Os ladrões espertos são recebidos pela sociedade, passam por pessoas de bem.

Algo a acrescentar?

Os ladrões são como uma perigosa peste das sociedades: mas não se pode negar sua utilidade para a ordem social. Se compararmos uma sociedade a um quadro, veremos que são necessárias zonas de sombra e zonas de luz, não? Que seria de nós se o mundo fosse povoado exclusivamente de pessoas honradas, ricas, de bons sentimentos, tolas, piedosas, políticas, simples, dissimuladas? Seria um tédio mortal, não haveria mais nada picante. A humanidade entraria em luto no dia em que já não houvesse fechaduras.


* Camila Nogueira, nossa correspondente de literatura, tem a impressionante capacidade de ler romances de 600 páginas em dois dias - e depois citar frases inteiras da obra. Com apenas 16 anos, ela já leu as obras completas dos maiores mestres da literatura - como Balzac, Dumas, Fitzgerald e Dickens.



Diário do Centro do Mundo


Destaques do ABC!

*

sábado, 3 de maio de 2014

Dilma arrasa de novo: "Lula e eu fizemos uma revolução social no Brasil"


ELEIÇÕES 2014



Na abertura do 14.o Encontro Nacional do PT que aconteceu ontem à noite, em São Paulo, a Presidenta Dilma Rousseff foi aclamada como candidata do Partido dos Trabalhadores nas eleições de outubro.


Lula aproveitou para declarar de forma definitiva que não será candidato, mas cabo eleitoral de Dilma. E a Presidenta, mais uma vez, foi pra cima da oposição entreguista, que pretende voltar ao poder para engatar uma marcha-a-ré e jogar o Brasil novamente no caos econômico e social do passado recente.

Leiam abaixo o discurso afiado de Dilma, se preparando para a dura (e suja) campanha que se avizinha.


Foto: Ricardo Stuckert/Instituto Lula


Dilma é aclamada oficialmente como pré-candidata do PT


A presidenta Dilma Rousseff foi aclamada como pré-candidata do Partido dos Trabalhadores à Presidência da República, nesta sexta-feira (2), no XIV Encontro Nacional do PT. O encontro reuniu as principais lideranças do PT e de partidos aliados, entre eles o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, a própria presidenta Dilma Rousseff e o presidente do PT, Rui Falcão.


Lula começou seu discurso parabenizando a presidenta pela aprovação do Marco Civil da Internet e pelo pronunciamento de 1.o de maio. O ex-presidente lembrou que os números conseguidos em 12 anos de governos progressistas são impressionantes. “Foram desapropriados 49 milhões de hectares de terra”, exemplificou, “isso é 55% do que foi feito desde o descobrimento do Brasil. Precisa fazer mais, mas não podemos esquecer do que foi feito”.

Lula afirmou ainda que o Brasil tem um atraso histórico na área de educação, só tendo sua primeira universidade em 1930, muito depois que outros países latino-americanos. “Nós estamos recuperando isso. Passamos de 3 milhões para 7 milhões de universitários”.

Os dados comparativos do Brasil com outros países do mundo também foram ressaltados por Lula. “Tenho certeza que muita gente aqui não sabe. São dados que deveriam ser notícia, mas não são”, afirmou ao citar que o Brasil é hoje a 7.a economia mundial – e será a 5.a até 2016 -, o 2.o maior país exportador de alimentos, a 4.a indústria naval e o 5.o destino de investimentos externos. “Precisamos ver o que era o país e o que virou hoje”.

A presidenta Dilma lembrou que o Brasil resistiu à crise econômica mundial: “O Brasil não se rendeu. Soubemos defender o emprego e o salário, os dois maiores bens dos trabalhadores”. Ela ressaltou ainda que nosso país foi um dos que melhor passou pela crise, gerando milhões de postos de trabalho, enquanto em diversos outros países, trabalhadores perderam seus empregos.

“Temos o maior programa habitacional do mundo, fizemos o maior programa de ensino técnico da história desse país e levamos médicos a todos os municípios do Brasil”, afirmou Dilma. “Fizemos muito, mas tenho certeza que podemos fazer ainda mais”.

“Eu não fui eleita para arrochar salário de trabalhador, para mudar nome da Petrobras ou para fazer o Brasil se curvar a organismos internacionais. Fui eleita para governar de cabeça erguida e é isso que continuarei fazendo”, desabafou.

Depois de pedir que todos levantassem seus crachás em aprovação à pré-candidatura de Dilma, Rui Falcão lembrou que as pesquisas mostram que o povo brasileiro quer mudança: “Só continuando com Dilma podemos continuar mudando. Só quem mudou tanto pode mudar mais e melhor”.


Instituto Lula



O discurso de Dilma

(A Lula, as primeiras palavras) 

O senhor tem sido o maior líder político que esse país construiu nos últimos anos. Recebo a missão honrosa e desafiadora de ser a pré-candidata do PT à Presidência. Meu respeito e carinho a Lula.

Foi o compromisso com o povo brasileiro que nos uniu e esse compromisso é inquebrantável, não se quebra, não se verga.


Mais uma vez, estou aqui diante de vocês e junto com vocês.

É para você, presidente Lula, a quem primeiro me dirijo, e digo-lhe, com todo carinho e respeito, que este ato tem mais do que uma simples coincidência. Ele é mais uma prova forte e contundente da nossa confiança mútua e dos laços profundos que nos une ao povo brasileiro.

Porque, presidente Lula, foi o compromisso com o povo brasileiro que nos uniu. E esse compromisso é inquebrantável. Quando você assumiu a Presidência, o Brasil era um. Quando a deixou, o Brasil era outro, completamente diferente e muito melhor.

Assim, quando o sucedi na Presidência, tinha a tarefa hercúlea de suceder não um presidente – mas uma verdadeira lenda.

A faixa não pesou em meus ombros porque havíamos trabalhado juntos, anos a fio. Todos os dias, todas as horas, inclusive nas horas mais difíceis, estivemos juntos honrando o nosso compromisso com o povo brasileiro.

Foi isto que me deu ânimo – e experiência - para enfrentar e vencer todo tipo de dificuldades.

A faixa não pesou porque sabia que tinha a meu lado o povo do Brasil, como Lula teve. Dezenas de milhões de brasileiros a tornaram leve. Tivemos também o apoio imprescindível dos partidos aliados. Essa coalizão foi fundamental para a governabilidade. E tivemos, sobretudo, essa incrível e corajosa militância do PT, que nunca nos abandonou.

Mas quando assumi o governo, o mundo era um. Pouco tempo depois, o mundo era outro. A crise econômica e financeira internacional ameaçou não apenas a estabilidade das maiores economias, mas boa parte do sistema político e econômico mundiais.

Porém, o Brasil, dessa vez não se rendeu, não se abateu, nem se ajoelhou! O Brasil soube defender, como poucos, o mais importante: o emprego e o salário do trabalhador – e foi o país que melhor venceu esta batalha!

Dessa vez, nós nos recusamos a fazer o que se fazia no passado. Enfrentamos a crise apostando no futuro do Brasil, apostando na força do nosso povo.

Por isso, temos sido o país que mais está vencendo a luta contra a miséria e reduzindo a desigualdade. O que consolidou o maior programa de habitação popular do nosso continente. O que implantou o maior programa de educação profissional de nossa história. O que levou médicos a todos os municípios brasileiros. O que melhorou a qualidade do ensino em todos os níveis. E acelerou os avanços de nossa infraestrutura física e social.

Fizemos muito, mas precisamos fazer muito mais. Avançamos bem, mas certos obstáculos reduziram, algumas vezes, a nossa marcha. Estas dificuldades e obstáculos são inerentes a todo governo de mudanças.

Mas o que nos faz governos de mudança é justamente a capacidade de vencer os obstáculos colocados pela vida e, também, pelas forças do conservadorismo.

Companheiras e companheiros,

Por que o Brasil, desta vez, não se rendeu, nem se ajoelhou?

Porque nos recusamos a fazer o que se fazia no passado.

No passado, que a nossa oposição tanto defende, o Brasil se defendia das crises arrochando os salários dos trabalhadores, aumentando as taxas de juros a níveis estratosféricos, aumentando o desemprego, diminuindo o crescimento, vendendo patrimônio público.


E não se contentavam em vender o patrimônio do Brasil. Alienavam, com essa política desastrosa, o futuro do País. Alienavam o futuro do nosso povo. E, o que é mais doloroso, a nossa esperança como Nação.

Desta vez, ampliando o que já fazíamos desde o governo Lula, enfrentamos a crise apostando no futuro do Brasil. Apostando na força do nosso povo.

Assim, criamos 4,8 milhões de empregos, em meu governo. Junto com os oito anos de Lula temos o recorde de + de 20 milhões com carteira assinada.

Enquanto os outros países desempregavam, nós abríamos vagas de trabalho.

Foi por fazer diferente do passado, que também elevamos o poder de compra do trabalhador e da classe média. Nos últimos 11 anos o salário do trabalhador teve um ganho real acima de 70%. E essa política, que eles tanto combatem, vai continuar. Tenham certeza!

Foi por isso que criamos uma nova e gigantesca classe média no Brasil. 42 milhões de brasileiros entraram, pela porta da frente, no mercado de trabalho e de consumo. Foi por isso que, Lula e eu, fizemos uma verdadeira revolução social no Brasil, retirando 36 milhões de brasileiros da extrema pobreza.

Ainda ontem reajustei os valores do Bolsa Família em 10%, de modo a assegurar que todos fiquem acima da linha da extrema pobreza, tal como a define a ONU. Nos últimos 3 anos e 4 meses, foram implantadas 6 grandes melhorias no Bolsa Família, que levaram a um aumento real no benefício de 44,3%.

E fizemos muito mais. Implantamos um amplo programa de investimentos públicos.

O Minha Casa Minha Vida já construiu cerca de 1 milhão e 650 mil lares para brasileiros pobres, realizando o sonho da casa própria para muita gente.

Com o pacto pela mobilidade urbana, já estamos investindo 143 bilhões que estão melhorando o transporte e o trânsito nas grandes cidades.

Com o pacto pela Saúde e o Mais Médicos, estamos levando assistência básica de saúde a todos os municípios do Brasil. Em pouco mais de 8 meses, colocamos 14 mil médicos em 3866 municípios, garantindo cobertura de assistência médica para 49 milhões de brasileiros.


E isto, na periferia dos grandes centros, onde moram os trabalhadores e a nova classe média. No Nordeste, no Norte, nos distritos indígenas e nas áreas quilombolas e no interior de nosso País.

Os médicos formados no exterior, que vieram com o Mais Médicos, falam a linguagem universal da solidariedade. O mais importante é que eles melhoram as vidas dos brasileiros.

Com o pacto pela Educação, o mais estratégico para o país, estamos fazendo um esforço monumental, que garantirá o futuro de cada brasileiro (a) e o futuro do País.

Com o Pronatec, o Prouni, o Fies e o Enem construímos, como nunca, um caminho de oportunidades e abrimos as portas da educação para jovens e adultos.

Com o Ciência Sem Fronteiras abrimos o mundo para nossos estudantes se aperfeiçoarem.

Quero reafirmar que, com a nossa decisão histórica de canalizar 75% dos royalties do pré-sal para a Educação, vamos dar um salto de qualidade decisivo para a Educação pública do Brasil.

Nós também estamos empenhados na construção de um Estado realmente republicano, que seja eficiente e representativo de todos os interesses da população brasileira. Isso é algo também inédito na história do Brasil.

Nesse ponto, é preciso dizer uma coisa com absoluta clareza e convicção: os governos do PT foram os que mais combateram e combatem a corrupção no Brasil. Antes de nós, a corrupção era muitas vezes varrida para baixo do tapete. Engavetava-se muito. Investigava-se muito pouco. Agora que as gavetas foram abertas, tudo aparece e tudo é investigado.

Os que me conhecem sabem perfeitamente que nunca admitirei nenhum malfeito ou ilícito, venha de onde vier.

Eu sei que o que envergonha um país não é apurar, investigar, mostrar. O que pode envergonhar um país é não combater a corrupção, é varrer tudo pra baixo do tapete.

Companheiras e companheiros,

Não comprometemos o futuro do Brasil e do seu povo, como eles fizeram. Ao contrário, apostamos que o futuro do País está justamente na força do povo brasileiro.

Mas tem gente achando que é melhor voltar ao passado, em que os pobres e a classe média nunca tinham vez. São poucos os que querem isto. Mas têm amigos, que falam muito.

Nós somos muitos e por isso temos de falar muito mais.

Tem gente que acha, por exemplo, que o salário mínimo está muito alto. Que é preciso reduzi-lo.

Tem gente que acha que o desemprego está muito baixo e que é hora de aumentá-lo. Que o trabalhador brasileiro está ganhando demais, que é hora de voltar a arrochar os salários.

Tem gente que acha que está na hora do Brasil voltar a ter as taxas de juros estratosféricas do passado, para atrair investimentos especulativos, facilitar a vida dos rentistas e dificultar o crescimento e a produção do Brasil.

Tem gente que acha que é preciso acabar com o programa de cotas para afrodescendentes nas universidades, como já tentaram acabar com o Prouni.


Com a desculpa de defender a meritocracia, eles defendem, na realidade, uma universidade para ricos e brancos.


Há forças políticas que detestam ainda mais os programas que tiram as pessoas da miséria. Afinal, eles nunca se preocuparam com os pobres deste país, com a distribuição de renda, com a superação da miséria.

Mas essa é a nossa marca; é a nossa história.

Enfim, minha gente, tem gente que acha que o futuro do Brasil está no passado.


No passado injusto e atrasado (medíocre), o passado do arrocho, do desemprego, do Apagão, do FMI, da universidade para poucos, do rentismo, da venda do patrimônio público.


Não se enganem, essa é a agenda deles. É a agenda do retrocesso. É a volta do Brasil para poucos.


Companheiras e Companheiros,

Eu quero falar para vocês algo que está engasgado na minha garganta. Algo que está guardado no meu peito de cidadã brasileira.

Eu não fui eleita para arrochar salário de trabalhador!


Eu não fui eleita para virar as costas para os pequenos empreendedores do nosso País!


Eu não fui eleita para desempregar trabalhadores e trabalhadoras do Brasil !


Eu não fui eleita para vender ou mudar o nome da Petrobras e entregar o Pré-sal !


Eu não fui eleita para mendigar dinheiro no FMI !


Eu não fui eleita para tornar a saúde do Brasil um privilégio de alguns !

Eu não fui eleita para fazer da Educação um caminho estreito !

Eu não fui eleita para varrer a corrupção para debaixo do tapete, como faziam !

Eu não fui eleita para colocar, de novo, o país de joelhos, como eles fizeram !

Eu não fui eleita para trair a confiança do meu povo !


Eu fui eleita para governar de pé e com a cabeça erguida. E é isso que eu vou continuar a fazer, ao lado do povo brasileiro e com a ajuda dessa militância incrível que sempre nos dá forças e inspiração!


​Companheiras e Companheiros,

Minha agenda é outra. É a agenda de quem está, de fato, ao lado do povo do Brasil.

Minha agenda é a agenda do futuro. A agenda de quem já fez muito e, por isso, pode fazer muito mais.

Nós podemos fazer isso porque nós, do PT, somos a grande força política inovadora do Brasil.

É hora de avançarmos com as reformas profundas que tanto o Brasil precisa. Isso começa com a reforma política, porque sem ela não construiremos a sociedade do futuro que o Brasil quer ver nascer.

Os nossos governos estão promovendo uma verdadeira transformação social no país e isso criou as bases cidadãs para a promoção de uma transformação democrática e política no Brasil.

Encaminhei ao Congresso Nacional uma proposta de consulta popular para que o povo brasileiro possa debater e participar ativamente da reforma política. Sempre estive convencida que sem a participação popular não teremos a reforma política que o Brasil exige. Nossa missão, agora, é realizá-la. Nessa nova campanha presidencial, colocaremos a reforma política como algo estratégico e decisivo para o futuro da democracia brasileira.

Companheiros e Companheiras,

O rancor que os saudosistas do passado têm de nós provém do nosso êxito, não do fracasso pelo qual eles tanto torceram e tanto torcem.

Nós mostramos que outro mundo é possível, que outro Brasil é possível.

Esse novo Brasil não aceitará retrocessos, mesmo que eles sejam travestidos de aparente novidade. Da estranha novidade de medidas que eles denominam de “impopulares” quando deveriam chamá-las “anti-populares”.

O Brasil não voltará no tempo. Não será conduzido pelo rancor, pelo ódio e o ressentimento.

Sabemos de onde viemos e sabemos para onde vamos. Temos a régua e o compasso das grandes lutas populares. Temos a bússola das eternas utopias libertárias e igualitárias. E, em nosso sangue, o sangue que muitos de nós derramamos, corre a democracia.

O único rumo possível para o Brasil é avançar ainda mais em direção a um futuro de maior igualdade, de mais oportunidades para todos, de maior distribuição da renda, de maiores salários para os trabalhadores, de mais direitos, de mais democracia, de mais educação e inovação. Para nós que sempre queremos e lutamos por mudança, toda conquista é apenas um começo.

Quero dar uma palavra sobre a Copa. Ela vai ser um sucesso. Quero transmitir a vocês um comentário feito para mim: “É engraçado, a gente adora futebol! Somos o país do futebol, a gente acompanha todas as Copas, torcendo, e se diverte. Agora que é aqui no Brasil não podemos aproveitar… Por quê? Porque a política não deixa… fica todo mundo criticando, falando mal da Copa…”.

O ​rumo do Brasil é o futuro desejado pela generosidade, a solidariedade e o amor do nosso povo, não o passado acalentado pelo rancor ou pelo ressentimento destes que já derrotamos em 3 eleições presidenciais e que derrotaremos, de novo, nesse próximo pleito.

Tenham certeza disso!

Porque desse novo Brasil que estamos construindo não há volta possível!


Vamos avançar no rumo certo!

Avançar sempre ao lado do povo!



VIVA O PT !


VIVA O BRASIL !


VIVA O POVO BRASILEIRO !


*

*