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sábado, 30 de março de 2013

Fernando Haddad quer "política com P maiúsculo" em São Paulo


100 DIAS DA GESTÃO FERNANDO HADDAD


Mais um canal de comunicação entre cidadãos e Prefeitura de São Paulo foi criado pelo prefeito Fernando Haddad, já nestes primeiros 100 dias de sua operosa gestão: o Conselho da Cidade.

Cidadãos que vivem na multicultural cidade de São Paulo, desde janeiro, podem atuar no combate à corrupção, acionando a Controladoria Geral do Município, novo órgão criado pelo prefeito, e a partir desta semana poderão participar também do crescimento da metrópole, atuando junto ao Conselho da Cidade.

"Queremos promover a política com P maiúsculo, a política em que as pessoas, sem cerimônia e com o peito aberto, vão se reunir para expressar seus pensamentos e sentimentos a respeito de São Paulo, ajudar a desenhar seu futuro, a encurtar os caminhos de superação das dificuldades”, afirmou Haddad.


                                                                                                           SECOM/PMSP

Conselho da Cidade é criado para debater futuro de São Paulo

Prefeitura abriu na terça-feira (26) um novo canal de comunicação com a população: o Conselho da Cidade. Na primeira reunião do órgão, Haddad convidou representantes da sociedade a participar do crescimento da cidade



O prefeito Fernando Haddad abriu na terça-feira (26) as discussões do Conselho da Cidade, novo canal de diálogo entre a administração municipal e a sociedade. O órgão consultivo é formado por representantes dos movimentos sociais, entidades de classe, empresários, cientistas e pesquisadores, artistas e lideranças religiosas. Nesta primeira reunião, os 136 conselheiros conheceram o Programa de Metas da gestão e o Simesp, sistema informatizado de gestão pública.

“Queremos promover a política com P maiúsculo, a política em que as pessoas, sem cerimônia e com o peito aberto, vão se reunir para expressar seus pensamentos e sentimentos a respeito de São Paulo, ajudar a desenhar seu futuro, a encurtar os caminhos de superação das dificuldades”, afirmou Haddad.

O Conselho da Cidade se reunirá quatro vezes ao ano e analisará assuntos centrais para a capital, como a revisão do Plano Diretor e o projeto urbanístico do Arco do Tietê. Os conselheiros escolherão a melhor forma de organizar a sua participação e os tópicos a serem abordados. “A liberdade é o que deve marcar a nossa convivência”, garantiu Haddad.

Para o prefeito, o objetivo dos encontros é aprofundar e tornar mais participativa a democracia na cidade. “O conselho tem também um papel pedagógico de envolver os cidadãos nos negócios da cidade”, explicou Haddad.

Na primeira reunião, os conselheiros discutiram maneiras de organizar e sistematizar o diálogo. “O grande desafio é como fazer deste conselho uma ferramenta de ação para coordenar o maior número de pessoas, para que os objetivos sejam alcançados. Os conselheiros podem conseguir incentivar mais pessoas a se mobilizar, acompanhar e participar dos destinos da cidade”, disse a conselheira Vera Masagão Ribeiro, da Diretoria Executiva da Associação Brasileira de Organizações Não Governamentais.


Simesp

Durante o encontro, o secretário municipal Leonardo Barchini (Relações Internacionais e Federativas) apresentou o Simesp, sistema informatizado que irá controlar o fluxo de implementação de projetos e metas da Prefeitura, com a identificação dos órgãos e da equipe responsável por cada etapa de trabalho. As informações deste sistema serão disponibilizadas pela Internet por meio de relatórios de acompanhamento, o que permitirá uma maior transparência na gestão pública.

Veja a lista dos conselheiros da Cidade


Portal da Prefeitura

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sexta-feira, 29 de março de 2013

SP: Blogueira lança Centro de Comunicação Cidadã


Com muita emoção e alegria, comunico a todos os leitores, amigos e simpatizantes do blog Abra a Boca, Cidadão! a criação do Centro de Comunicação Cidadã e Educação em Direitos Humanos Professora Júlia do Carmo Amorim.

Esta Casa da Cidadania, que promoverá atividades na área da Comunicação e Educação em Direitos Humanos, funcionará a partir deste momento simbólico e solene, à Rua Antonio Luís Espinha, n. 11, no pequenino e aprazível bairro de Engenheiro Goulart, Penha, cidade de São Paulo.

Este espaço de ativismo, comunicação e cultura cidadã promoverá cursos, palestras, workshops e publicações sobre ativismo, cidadania, comunicação e jornalismo cidadão, direitos humanos e temáticas afins, em sintonia com o novo mundo digital em que estamos todos imersos.

Quem foi a Professora Júlia?

Júlia do Carmo Amorim foi grande e amorosa professora, falecida precocemente aos 39 anos. Amava o magistério e as crianças. Se dedicou durante cerca de 16 anos ao ensino primário, em bairro pobre da zona leste de São Paulo, alfabetizando, preocupando-se com a formação escolar, mas também com o desenvolvimento de valores de cidadania em seus afortunados alunos.


Professora Júlia, dignidade na educação

Para mais informações, contate-nos:

CASA DA CIDADANIA Professora Júlia do Carmo Amorim
Diretora: Profa. M. Sc. Sônia Maria de Amorim
Rua Antônio Luís Espinha, 11 - 03725-090 - São Paulo - SP
Fone: 11 99988-3615
e-mail: escrevivendo@ig.com.br




São Paulo: uma das capitais do mundo


100 DIAS DA GESTÃO FERNANDO HADDAD


Cidade plural, vibrante, criativa, multicultural.

Assim é São Paulo, a capital financeira do Brasil, uma das mais importantes metrópoles do mundo, reconhecida internacionalmente, inclusive pela grande mídia global.

São Paulo, a nossa "Sampa", que agora tem no comando um homem refinado, preparadíssimo, antenado com o que há de mais avançado no planeta, entra no terceiro milênio "com os dois pés", para alcançar em alguns anos o posto de uma das principais capitais do mundo.





Cobertura de jornais internacionais revelam São Paulo ao mundo


Nelson de Sá 

Apesar do interesse internacional pelo Rio devido à Copa e à Olimpíada, em janeiro, a sede do "New York Times" pediu a seu correspondente no Brasil uma longa reportagem sobre cultura e estilo em São Paulo.

Também no início do ano, a chefe do escritório da CNN no Brasil, Shasta Darlington, decidia qual cidade seria alvo de uma série de reportagens: São Paulo ou Rio? Ganhou São Paulo.

As reportagens saíram nas últimas duas semanas, no jornal e na TV. O viés foi francamente positivo. "A nova nova São Paulo", deu o "NYT". Na CNN, "São Paulo: capital cultural do Brasil".

Editoria de arte/Folhapress
Correram o mundo as cenas dos bares Caos e Z Carniceria, no Baixo Augusta; do Cine Joia, reaberto para shows na Liberdade; do Beco do Batman, na Vila Madalena; da Jam Olido, na galeria de mesmo nome; e até do Minhocão, ao som de Racionais.

"O centro é a parte de São Paulo que mais me fascina", diz o correspondente Simon Romero, do "NYT", que morou na Bela Vista, região central, nos anos 90 e hoje dirige o escritório do jornal no Rio.

Já quando a CNN precisou decidir onde estabelecer seu estúdio no país, há dois anos, optou por São Paulo, com vista para a Marginal Pinheiros.

"Decidimos que era mais sério criar o escritório na capital financeira", diz Darlington. "Adoro o Rio, mas queremos tratar o país com uma cobertura mais séria."

Outra face da cobertura internacional sobre São Paulo é a imagem de sua opulência financeira, destacada regularmente, por exemplo, no "Wall Street Journal".

O jornal econômico chegou a eleger no ano passado um "símbolo oficial do boom de investimento" no Brasil: a torre Malzoni, na avenida Faria Lima, onde se instalaram o banco de investimento BTG Pactual e o Google.

Outros símbolos poderiam ser os restaurantes de cozinha premiada e os helicópteros em revoada às sextas, lembrados pelos correspondentes do "Financial Times" e da "Economist".


MUNDO LIVRE

Com tais imagens sendo transmitidas ao mundo, São Paulo tem como conquistar a grande feira mundial Expo 2020? E o que a campanha lançada por Gilberto Kassab (PSD) no final de seu mandato e abraçada agora pelo prefeito Fernando Haddad (PT) poderia destacar?

Para o publicitário Nizan Guanaes, a cidade "tem algo que não é tangível, que é a energia de São Paulo, uma energia do novo mundo, livre, de uma cidade plural". Grande rival na disputa, "Dubai não tem isso".Também não tem sua "criatividade".

Outro ponto para Guanaes é a necessidade de São Paulo contornar a burocracia, espelhando-se na experiência do Rio para a Copa. "Se São Paulo vai querer ser competitiva, não pode ficar num mar de regras", diz ele.

O arquiteto e urbanista Jorge Wilhelm vai pela mesma linha. A cidade "é considerada uma metrópole criativa, dinâmica", e "é preciso saber mostrá-la sublinhando as suas peculiaridades".

Pragmaticamente, defende destacar as "boas condições de turismo receptivo" e, entre as lições cariocas da campanha pelos Jogos, a presença do presidente Lula na busca de votos para a cidade.

Problemas não faltam, admitem o publicitário e o urbanista, citando infraestrutura como exemplo.

Já a chefe do escritório da CNN, moradora de Pinheiros, aponta um desafio principal, se São Paulo quer atrair eventos: "Sem melhorar o transporte, não é uma cidade boa nem para morar".

FSP Online

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quinta-feira, 28 de março de 2013

Yoani Sánchez encontra ativistas da Anistia Internacional


BLOGUEIRA CUBANA, LIVRE, PELO MUNDO


Atarefada em me defender de quadrilha que me lesa e persegue há anos, nos últimos dias não consegui escrever muito sobre o intenso périplo da ativista e amiga blogueira Yoani Sánchez, que chegou hoje a Miami, mas estava na Holanda.

Em Haia e Amsterdam, Yoani participou do Festival de Cinema "Movies That Matter" (leia mais aqui), visitou várias redações de jornais, concedeu diversas entrevistas, visitou museus, passeou e conseguiu finalmente receber um prêmio que havia ganho em 2010!



Como contei no post anterior sobre a escritora e jornalista cubana, o festival foi criado para divulgar filmes cuja temática são os direitos humanos. A Anistia Internacional não poderia ficar de fora e apoia a fundação que promove o festival.


Yoani pôde conhecer ativistas do mundo todo, que como ela lutam denunciando violações de direitos e violências contra os mais frágeis.



Clique aqui e assista ao trailer do filme "Forbidden Voices" (Vozes Proibidas), que conta a história de três blogueiras ativistas, entre elas Yoani Sánchez.

Imagens do Twitter de Yoani: @yoanisanchez


Por que há ricos e bilionários no mundo?


Grande vocação para a riqueza. Nenhuma para o trabalho. Assim são os que lesam e os que roubam, como a mulher oportunista, desonesta, corruptora e violenta que, com seus comparsas, impõe uma situação criminosa de vida a esta ativista e escritora, desferindo há anos
 violências de todo o tipo contra a cidadã. Não bate, mas manda bater. Não mata, mas manda matar. Mentora e mandante de crimes. Desta forma, tenta silenciar denúncias, impedir reparação de direitos violados e manter a impunidade. 

Loba em pele de ovelha.



A receita de Rousseau para uma sociedade harmoniosa é extremamente atual

Paulo Nogueira, de Londres

Ei-la: “Não tolerem opulência e nem mendicância”



  
Jean-Jacques Rousseau



“Querem dar consistência ao Estado? Aproximem os extremos. Não tolerem nem a opulência nem a mendicância.”

A frase de Rousseau em seu Contrato Social me ocorre ao refletir sobre o projeto de Bill Gates e Warren Buffett de convencer bilionários como eles a destinar, no testamento, parte de sua fortuna para a filantropia.

É mais marketing que outra coisa. O problema na sociedade americana é o abismo entre bilionários (pouquíssimos) e o resto (muitíssimos). Essa desigualdade é maquiada pela fantasia de que qualquer um pode se tornar Bill Gates. É lorota. Veja quantos iguais a Bill Gates existem e quantos sonham, na fronteira cabulosa entre a esperança e o desespero, com a proteção do Projeto de Saúde de Obama, inspirado nos países mais desenvolvidos da Europa.

Uma digressão: ri comigo mesmo ao imaginar o que Jorge Paulo Lehman teria dito a seu amigo Buffett caso este o tivesse convidado a entrar no grupo dos filantropos bilionários.

A melhor coisa que li sobre o projeto estava num editorial do Global Times, da China. Antes de perguntar por que os bilionários decidiram ser generosos, dizia o editorial, você deve perguntar por que eles têm tanto dinheiro.


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quarta-feira, 27 de março de 2013

SP: Blogueira fala com a cúpula da Polícia Militar


Como eu já disse aqui em outros posts, mentes criminosas só pensam criminosamente. Uma mulher oportunista e desonesta, em seus "delírios de grandeza", acredita que pode tudo, que está acima da Lei, e que continuará impune em suas violencias contra a blogueira.

Esta cidadã que vos escreve, como é de seu direito, abriu canal de comunicação com a cúpula da Polícia Militar do Estado de São Paulo, que já está sendo informada dos ilícitos que vitimam esta ativista de direitos humanos e cidadã blogueira nos últimos três anos.

Esta cidadã também aciona a Secretaria de Direitos Humanos e a Secretaria de Políticas para Mulheres da Presidência da República em Brasília, para que continuem acompanhando atentamente os acontecimentos que envolvem a ativista e blogueira, no bairro de Engenheiro Goulart, Penha, cidade de São Paulo.




Cartilha das Polícias







Para acessar a cartilha completa clique aqui.

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terça-feira, 26 de março de 2013

Impunidade: Cadeia? Só para os pobres...


CRIME E CASTIGO


Aqui no bairro onde moro, há uma figura como a descrita no artigo abaixo: nível universitário (diploma comprado em faculdade de segunda linha), nariz empinado, metida a grande coisa: reles ladra. Estelionatária. 171. E violenta. Não bate, mas manda bater. Não mata, mas manda matar. Jagunços fazem o "serviço sujo". Mentora e mandante de crimes, joga todas as fichas na impunidade, graças ao dinheiro fácil que auferiu em seus golpes. Deslumbrada e fútil, é uma verdadeira "Enciclopédia do Crime", pois os delitos que pratica são variados. 

Uma calamidade!

Rainha Maria Antonieta e filhos. A Rainha de França, 
que "se achava", morreu guilhotinada. 


Cadeia? Só para os pobres

Claudio Bernabucci

Quando a justiça triunfa, mesmo significando cadeia para um criminoso, há sempre que se alegrar. Fui tomado por esse sentimento, dias atrás, ao ler a notícia de que uma motorista havia sido presa após furar uma blitz da polícia, no bairro do Flamengo, no Rio de Janeiro. Os delitos cometidos – sejamos sérios – não eram tão graves em relação a tantos outros diariamente comentados pela mídia. Não obstante, para minha surpresa, a notícia teve ampla repercussão na imprensa carioca, com direito a foto na primeira página.



Foto: Adenilson Nunes/Governo da Bahia


Christiane Ferraz Magarinos, comerciante de 42 anos, realmente exagerou. Não satisfeita de ter furado uma blitz da Operação Lei Seca, quase atropelou o agente que tentava pará-la e, ao ser abordada na garagem de casa, tentou subornar os policiais que a convidavam a segui-los para a delegacia. Frustrada pelo insucesso de suas manobras, ela não conseguiu reprimir a íntima natureza e finalmente explodiu: “Neste País só pobres e favelados ficam presos. Eu sou rica e influente!”

Para glória da República, seu dinheiro e posição social não alcançaram o efeito desejado e, diligentemente, os policiais a levaram presa, em evidente estado confusional, recebendo em troca chutes e palavrões. No dia seguinte, a juíza da 17ª Vara Criminal do Estado do Rio confirmou a prisão preventiva, com pesadas incriminações que podem significar, se confirmadas, anos atrás das grades. Obviamente, não é o que desejamos para a neurótica motorista e consideramos medida equilibrada o habeas corpus que permitiu a soltura após cinco dias de cela em companhia de outras três criminosas. Depois da exemplar punição, é de se esperar que o antecedente sirva para deter comportamentos similares de outros corruptores arrogantes.


Na lógica da imprensa, sabe-se que cachorro que morde homem não faz notícia, mas homem que morde cachorro ganha facilmente a primeira página. Será então que a prisão da rica comerciante foi amplificada com tanta ênfase por essa razão? E não será que ela simplesmente disse a verdade e sua punição representa só a exceção que confirma a regra?

Fora de qualquer retórica, considero ignóbil o comportamento da senhora Christiane (que, dito en passant, além do nome, é, provavelmente, de religião cristã, a deduzir pela quantidade de cruzes penduradas no pescoço e desenhadas em sua camiseta). “Do alto” de sua posição social, ela tentou não só corromper funcionários públicos no exercício de suas funções, mas, para facilitar o suborno, também os humilhou referindo-se aos seus modestos salários. Os que generalizam sobre a corrupção das instituições e, em particular, sobre os malfeitos da polícia e do Poder Judiciário, deveriam refletir a respeito desse pequeno episódio, emblemático de várias contradições nacionais.

As células cancerígenas da corrupção brasileira se alimentam da arrogância dos que ocupam posição social dominante e jogam com o poder do dinheiro. A doença espalha-se assim no corpo inteiro da Nação, mas tem matriz muito clara no privilégio. Além disso, o episódio demonstra mais uma vez que a habitual descrição de um poder político corrupto, a pisotear os direitos da sociedade civil virtuosa, é imagem no mínimo distorcida. Ao contrário, trata-se de duas faces da mesma moeda.

Considero os policiais e a juíza desse caso como exemplos de pequenas virtudes civis. Por não ser fácil, é, portanto, louvável, em certas circunstâncias, cumprir apenas o próprio dever.

Sem exagerar no otimismo, devemos lembrar que nas mesmas horas em que Christiane conhecia a prisão, o jovem Thor Batista, filho do empresário Eike e da senhora Luma de Oliveira, recebeu da Justiça um tratamento bem diferente e aparentemente privilegiado. Acusado de homicídio culposo pela morte de um ciclista, ele poderá logo voltar a dirigir: seus advogados conseguiram excluir do processo o laudo que atestava excesso de velocidade quando atropelou o homem da bicicleta.

Exemplos menores como esse – até casos mais graves como o de Paulo Maluf, na lista dos procurados pela Interpol e serenamente solto no Brasil – levam a concluir com amargura que a impunidade dos ricos e poderosos, geralmente brancos, continua sendo regra no País. Mas as exceções estão por sorte aumentando e alimentam a esperança.

P.S. A senhora Christiane é uma representante típica da classe média. Classe frequentemente celebrada pelo governo como objetivo prioritário da Nação. No caso citado, estamos falando evidentemente de uma classe média arrogante e mal-educada, sem ética nem princípios republicanos. Temos consciência de que existem diferentes modelos e valores de classe média, não apenas baseados em consumo e bem-estar material, mas seria auspicioso que o governo, quando a nomeia, indicasse também a qual tipo de classe média se refere.

CartaCapital


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