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domingo, 17 de agosto de 2014

O funeral-comício de Eduardo Campos


Lamentável.

Um disparate sem tamanho.

Nem todos mantiveram a compostura devida no velório e enterro do ex-governador de Pernambuco e candidato à Presidência da República, Eduardo Campos, morto em acidente aéreo na última quarta-feira. Houve vaias e aplausos à Presidenta Dilma e Lula; houve os que, como o senador Jarbas Vasconcellos, danou-se a fazer declarações estapafúrdias sobre a presença da Presidenta; houve os que mantiveram uma postura sóbria, evitando falar de política e eleições; e houve os que transformaram despudoradamente, desrespeitosamente, o funeral em vigoroso comício, proferindo gritos de "Fora, Dilma! Agora é Marina!"

Parece que até a própria Marina Silva, tão comedida e circunspecta em tantas ocasiões, andou cometendo seus deslizes, dando sorrisinhos inoportunos e até fazendo selfie!

Absolutamente grotesco.

O Brasil e muitos cidadãos brasileiros, inclusive da classe política, têm, mesmo, que caminhar muito na senda da civilidade, antes de se arvorarem em mentores dos destinos do País.


FUNERAL VIRA COMÍCIO: "FORA DILMA, AGORA É MARINA"


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As cerimônias fúnebres para homenagear o ex-governador Eduardo Campos, falecido em um acidente aéreo na última quarta-feira 13, terminaram como ato político em torno das candidaturas de Marina Silva, que ocupava a vaga de vice na chapa de Campos, e de Paulo Câmara, candidato socialista ao governo de Pernambuco; do lado de fora, militantes gritavam: "Fora Dilma, agora é Marina"; no carro do corpo de bombeiros, além dos familiares de Campos, estavam os candidatos Marina e Paulo Câmara

Leia a matéria completa no Brasil 247.

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quinta-feira, 14 de agosto de 2014

Presidenta Dilma, emocionada, fala da morte de Eduardo Campos



O Brasil inteiro está de luto. Perdemos hoje um grande brasileiro, Eduardo Campos. Perdemos um grande companheiro. (...) Estou tristíssima.

                                                             Presidenta Dilma Rousseff, ontem



Vídeo





No Blog do Planalto:

Nota de pesar pela morte de Eduardo Campos

Nota Oficial
A presidenta Dilma Rousseff lamentou nesta quarta-feira (13) o falecimento de Eduardo Henrique Accioly Campos em tragédia com queda de aeronave em Santos (SP). Confira na íntegra:
O Brasil inteiro está de luto. Perdemos hoje um grande brasileiro, Eduardo Campos. Perdemos um grande companheiro.
Neto de Miguel Arraes, exemplo de democrata para a minha geração, Eduardo foi uma grande liderança política. Desde jovem, lutou o bom combate da política, como deputado federal, ministro e governador de Pernambuco, por duas vezes.
Tivemos Eduardo e eu uma longa convivência no governo Lula, nas campanhas de 2006, 2010 e durante o meu governo.
Estivemos juntos, pela última vez, no enterro do nosso querido Ariano Suassuna. Conversamos como amigos.  Sempre tivemos claro que nossas eventuais divergências políticas sempre seriam menores que o respeito mútuo característico de nossa convivência.
Foi um pai e marido exemplar. Nesse momento de dor profunda, meus sentimentos estão com Renata, companheira de toda uma vida, e com os seus amados filhos. Estou tristíssima.
Minhas condolências aos familiares de todas as vítimas desta tragédia.
Decretei luto oficial de 3 dias em homenagem à memória de Eduardo Campos. Determinei a suspensão da minha campanha por 3 dias.

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terça-feira, 12 de agosto de 2014

Mundo jurídico comemora Nova Era no STF


JUDICIÁRIO CIDADÃO



“Confiamos que o novo presidente fará valer aquilo que costumávamos ver em um passado não muito distante: o discernimento de saber que um magistrado, de qualquer nível, que se debruça sobre os mais variados temas da vida brasileira, não deve almejar holofotes e não deve ter ambições pessoais e políticas”.

“Que o STF volte a ser a Casa de todos os brasileiros, aquela que abriga e protege o que a cidadania tem de mais fundamental, que são as garantias individuais e coletivas.”
                                                                          Paulo Luiz Schmidt, Anamatra





Mundo jurídico aplaude Lewandowski


FREDERICO VASCONCELOS, em seu blog.


Representantes da Magistratura, Advocacia e Ministério Público preveem maior diálogo no STF e no CNJ. *

O Blog pediu a onze presidentes de associações de magistrados e de entidades da advocacia e do Ministério Público uma avaliação sobre as expectativas em relação à gestão do ministro Ricardo Lewandowski no Supremo Tribunal Federal e no Conselho Nacional de Justiça.

O resultado é amplamente favorável ao sucessor do ministro Joaquim Barbosa, apesar das manifestações de insatisfação recentes diante da possibilidade de uma maior ênfase no planejamento do Judiciário, pelo CNJ, com redução das atividades disciplinares do órgão de controle externo.

A expectativa da Associação dos Magistrados Brasileiros (AMB) no relacionamento institucional com o novo presidente do STF e do CNJ é de um diálogo permanente.

“Nenhum dos órgãos ou entidades do setor público brasileiro solucionará, isolada e solitariamente, os problemas que afligem os brasileiros”, afirma João Ricardo Costa, presidente da AMB, maior entidade de juízes.

“Acreditamos e confiamos que a nova gestão do STF conduzirá os trabalhos de forma transparente, promovendo maior legitimidade aos processos e decisões”, diz.

Para o presidente do Instituto dos Advogados Brasileiros, Técio Lins e Silva, “os advogados têm excelentes motivos para comemorar os novos tempos de gestão democrática no Supremo, principalmente se levarmos em conta que o antecessor do ministro Ricardo Lewandowski na Presidência do STF não recebia os advogados, violando a Constituição Federal e agredindo o seu papel de magistrado”.

De acordo com Técio Lins e Silva, “haverá mais respeito aos advogados, aos juízes e aos usuários da Justiça”.

O presidente da Associação Nacional dos Magistrados Estaduais (Anamages), Antônio Sbano, diz que Lewandowski é um “magistrado com larga experiência, tem se pautado por conduta serena, além de fidalgo”.

“Não se pense em impunidades ou corporativismo. Temos certeza do rigor da fiscalização, mas com estrita observância do devido processo legal e respeito às garantias constitucionais”, afirma o presidente da Anamages.

“O ministro Ricardo Lewandowski é detentor de grande sensibilidade e diplomacia. Com propensão ao diálogo, ele certamente facilitará uma melhor interação dos poderes”, afirma Alexandre Camanho, presidente da Associação Nacional dos Procuradores da República (ANPR).

O presidente da Associação Nacional dos Magistrados da Justiça do Trabalho (Anamatra), Paulo Luiz Schmidt, diz que a expectativa do conjunto da magistratura é o fim da “era do gelo”.

“O novo presidente vem para mudar, de forma radical, um período em que duas palavras foram diariamente esquecidas: diálogo e democracia”, diz Schmidt. “Ousamos dizer que será um período de tranquilidade e de diálogo na Corte Suprema”.

Segundo a Anamatra, a defesa da Constituição no STF “pressupõe um clima de temperança e trato cordial entre ministros e também com aqueles que atuam na Corte, sejam eles as partes, os advogados e a própria imprensa”.

“Confiamos que o novo presidente fará valer aquilo que costumávamos ver em um passado não muito distante: o discernimento de saber que um magistrado, de qualquer nível, que se debruça sobre os mais variados temas da vida brasileira, não deve almejar holofotes e não deve ter ambições pessoais e políticas”.

“Que o STF volte a ser a Casa de todos os brasileiros, aquela que abriga e protege o que a cidadania tem de mais fundamental, que são as garantias individuais e coletivas”, diz Schmidt.

André Augusto Salvador Bezerra, presidente do Conselho Consultivo da Associação Juízes para a Democracia (AJD), diz que Lewandowski é um magistrado experiente. “No julgamento do chamado mensalão, mostrou independência no exercício da função, não deixando sua convicção ser influenciada por pressões midiáticas, que não se coadunavam com uma causa em que havia o conflito entre o Poder Punitivo do Estado e a liberdade dos réus”.

Mas a AJD ressalva que, assim como os demais ocupantes do STF, “sua nomeação se deu sem a necessária discussão pública, o que é um déficit democrático de todo o processo, apesar da previsão constitucional”.

Bezerra vê com preocupação a notícia de que Lewandowski dará primazia ao planejamento sobre a atividade disciplinar.

“O controle externo é uma conquista da sociedade brasileira e nenhuma das funções constitucionais do CNJ pode ser enfraquecida”, diz o presidente da AJD.

“Planejamento é importante? Sem dúvida. Mas é igualmente importante o controle disciplinar”, diz.

“Recentemente, o ministro Lewandowski concedeu medida liminar contra decisão do CNJ que obrigara o Tribunal de Justiça de São Paulo a expedir norma que estabelecesse critérios objetivos e impessoais para a designação de Juízes Auxiliares da Capital e assim o fez sob o fundamento de a decisão do conselho violar o pacto federativo”, lembra Bezerra.

“Trata-se de motivação que doutrinariamente a AJD discorda radicalmente, enxergando-a com grande preocupação, por se tratar de tese que poderá enfraquecer o CNJ. Afinal, se uma decisão do CNJ fere o princípio federativo, como possibilitar o controle externo sobre os tribunais estaduais?”, indaga.

“A AJD espera atentamente que o CNJ não tenha suas funções diminuídas nos próximos anos.”

A Associação dos Juízes Federais do Brasil (AJUFE), acredita que Lewandowski vai atuar “com muito equilíbrio, transparência e respeito às instituições de Estado, bem como à sociedade civil organizada”.

“Percebemos uma clara disposição do ministro em manter o diálogo democrático, constante e aberto com as associações de Magistrados”, declarou o Presidente da Ajufe, Antônio César Bochenek.

Para a AJUFE, o ministro tem demonstrado que pretende ouvir e receber sugestões das entidades associativas da Magistratura.

“Temos convicção que à frente da Presidência do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), o Ministro vai priorizar as políticas de planejamento estratégico e gestão que contribuam para dar mais dinamismo e eficiência a todas as instâncias da Justiça brasileira”, afirmou Bochenek.

Ele diz que é motivo de muito orgulho para a AJUFE ter o ministro Lewandowski como seu associado. “Isso demonstra o perfil plural, democrático e aberto ao debate do novo presidente do STF”.

“Lewandowski será um grande presidente. Tem muito prestígio no meio jurídico e será o condutor de grandes mudanças no Judiciário”, afirma Jayme Martins de Oliveira Neto, presidente da Associação Paulista de Magistrados (Apamagis).

Eugênio Couto Terra, presidente da Associação dos Juízes do Rio Grande do Sul (Ajuris), prevê um “novo tempo” para o Judiciário: “O ministro Ricardo Lewandowski no comando do STF trará mais serenidade e estabilidade às atividades da Corte”.

“A tendência é que haja mais diálogo do colegiado com a presidência, trazendo mais harmonia ao Supremo, sem prejuízo do essencial respeito às posições de cada um de seus integrantes”.

Terra prevê “uma grande guinada” na condução do CNJ.”Sem deixar de exercer sua função correicional, passará a ser, também, um espaço de diálogo com a magistratura, representada por suas entidades de classe, os tribunais e a sociedade”.

“O Poder Judiciário, sob a direção de Lewandowski, será mais democrático e um espaço de construção coletiva”, diz o presidente da Ajuris.

“A renovação de comando do CNJ e STF também renova as esperanças do Movimento do Ministério Público Democrático de que tenhamos o sistema de justiça mais próximo da sociedade e acessível, especialmente onde existe mais pobreza e vulnerabilidade social, sendo fundamental a implementação e utilização de juizados itinerantes que funcionem efetivamente”, diz o Promotor de Justiça Roberto Livianu, presidente do MPD.

Segundo Livianu, é necessário também que novas varas sejam criadas para atender as necessidades sociais mais agudas, nos rincões mais pobres do país, além de avançar na direção da especialização da justiça, dotando-a de infra-estrutura mais adequada para analisar ofensas ao patrimônio público, ao meio ambiente e aos consumidores, por exemplo.

“A sociedade brasileira espera respostas cada vez mais consistentes em relação ao controle da corrupção no Brasil, em relação ao que o CNJ e STF têm papeis vitais, esperando-se sejam estabelecidas metas de produtividade visando mais eficiência na resposta estatal para esta demanda do sistema de justiça como um todo, cujos danos são estrondosos para os estratos mais desassistidos da comunidade”, afirma Livianu.

O presidente da Associação dos Magistrados Mineiros (Amagis), desembargador Herbert Carneiro, manifesta aprovação e expectativa positiva com a nova gestão do STF e do CNJ.

Ele cita especialmente as primeiras medidas anunciadas por Lewandowski, como a suspensão das “sessões secretas” no Conselho Nacional de Justiça, medida que, segundo Carneiro, “resgatou os princípios constitucionais da publicidade, da ampla defesa e do contraditório”.

Para a Amagis, “não havia justificativa sustentável para que, em nome da celeridade, fossem adotados mecanismos, como as chamadas “votações antecipadas” ou “pautas rápidas”, em prejuízo da transparência, do pleno conhecimento dos processos com a devida antecedência e de maior legitimidade ao julgamento”.

Ele prevê, entre outras mudanças, a quebra do formalismo e a adoção de maior cautela e de fundamentação nos procedimentos.

“O mais importante é o resgate do reconhecimento das prerrogativas da magistratura, que são fundamentos da própria democracia e do regime republicano. Magistrado não pode nem deve ser afastado por mera suspeita”, diz Carneiro.



(*) Da esquerda para a direita: André Augusto Salvador Bezerra, da Associação Juízes para a Democracia; Roberto Livianu, do Movimento do Ministério Público Democrático; Herbert Carneiro, da Amagis; Paulo Luiz Schmidt, da Anamatra; Jayme Martins de Oliveira Neto, da Apamagis; Antônio Sbano, da Anamages; Técio Lins e Silva, do IAB; Eugênio Couto Terra, da Ajuris; Alexandre Camanho, da ANPR; João Ricardo Costa, da AMB e Antônio César Bochenek, da Ajufe.


quinta-feira, 7 de agosto de 2014

Mais uma da Veja: fraude em fita da CPI da Petrobras


JORNALISMO DE ESGOTO



Mais uma do "detrito sólido de maré baixa", expressão jocosa cunhada pelo "primo" (PHA/Paulo Henrique Amorim):


PERÍCIA COMPROVA: VEJA FRAUDOU FITA DA CPI


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Uma perícia contratada pelo senador Delcídio Amaral (PT/MS) demonstra que a revista Veja editou a fita que motivou a capa da última semana, sobre uma suposta farsa na CPI da Petrobras; "Do arquivo analisado separamos segmentos que demonstram a edição do mesmo, sendo claramente perceptível pelo menos duas interrupções na sequência das falas", diz a análise do IPC, o principal instituto de perícias do Mato Grosso do Sul; "O uso de palavras separadas de sua sequência original pode trazer interpretação destoante do efetivo contexto em que teriam sido empregadas"; ontem, em entrevista ao 247, o ministro Ricardo Berzoini defendeu que Veja apresente a íntegra de sua fita gravada com uma caneta espiã; a revista da Marginal Pinheiros aceitará o desafio?

Leia matéria completa no Brasil 247.

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segunda-feira, 4 de agosto de 2014

Imperdível: Aécio Neves e o "Samba do Avião"


ELEIÇÕES 2014



Ele é chamado jocosamente de Aócio, Aébrio... e ainda não esclareceu devidamente uma "zona escura" de sua vida: sua eventual dependência de cocaína. 

A chamada "grande imprensa", como se sabe, não lhe dirige perguntas incômodas.

Vejam mais abaixo o vídeo do "AeroAécio" e do "Aécioporto", e imaginem o que este senhor não faria com os cofres públicos ao se instalar na Presidência da República!

Oremos e vigiemos...



Autuado por policiais em blitz da Lei Seca, na madrugada carioca, claro, 
aquele que pretende ocupar o mais alto posto da República 
portava carteira de motorista vencida, encontrava-se visivelmente alcoolizado e se recusou a fazer o teste do bafômetro.






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sexta-feira, 1 de agosto de 2014

Celso Lungaretti desmascara Reinaldo Azevedo


"SORRIA, VOCÊ ESTÁ SENDO MANIPULADO"



"O Reinaldo Azevedo está na carreira errada. Deveria partir para a literatura, criando enredos de ficção ligeiramente inspirados em acontecimentos reais. Tem talento para isso, mas o desperdiça como propagandista da extrema-direta, tentando fazer suas invencionices serem levadas a sério e quase sempre resvalando para o mais absoluto ridículo."



VEJA QUANTOS FUROS HÁ NAS INVENCIONES DO REINALDO AZEVEDO CONTRA A DILMA


Não adianta se desculpar, a pisada na bola foi feia.

O Reinaldo Azevedo está na carreira errada. Deveria partir para a literatura, criando enredos de ficção ligeiramente inspirados em acontecimentos reais. Tem talento para isso, mas o desperdiça como propagandista da extrema-direta, tentando fazer suas invencionices serem levadas a sério e quase sempre resvalando para o mais absoluto ridículo.

Escrevendo sobre a sabatina presidencial, ele cravou no título que houve "três momentos patéticos" (vide íntegra aqui). Eis o segundo deles, com meus comentários de testemunha ocular da História em maiúsculas vermelhas:


"Dilma, sob o codinome Estella, foi a mentora de um roubo milionário. Em julho de 1969, três carros com 11 guerrilheiros da VAR-Palmares estacionam em frente à casa no bairro carioca de Santa Teresa, onde morava um irmão de Ana Capriglioni, notória amante do ex-governador de São Paulo Adhemar de Barros. Lá, executando uma operação minuciosamente planejada por 'Estella', que não tomou parte na ação, a VAR-Palmares roubou um cofre de chumbo pesando 300 kg, recheado com uma bolada de US$ 2,16 milhões.

DILMA NÃO FOI "MENTORA" NEM "MINUCIOSA PLANEJADORA", POIS TAL PAPEL COUBE AO JUAREZ GUIMARÃES DE BRITO, O MAIOR PLANEJADOR DE OPERAÇÕES DESTE TIPO DURANTE A LUTA ARMADA. ELE TINHA SIDO O CÉREBRO DO GRUPO TÁTICO DO COLINA E CONTINUOU SENDO-O DEPOIS QUE O COLINA SE FUNDIU À VPR, DANDO ORIGEM À VAR-PALMARES. 


Eis o real "mentor"

DILMA NÃO PARTICIPOU DA AÇÃO SIMPLESMENTE PORQUE SUAS FUNÇÕES NA ORGANIZAÇÃO ERAM POLÍTICAS, NADA TENDO A VER COM AS OPERAÇÕES ARMADAS (DAS QUAIS, POR QUESTÕES DE SEGURANÇA E ESPECIALIZAÇÃO, DESINCUMBIAM-SE OUTROS MILITANTES, SEMPRE OS MESMOS), AO CONTRÁRIO DO QUE CONSTA NA FICHA POLICIAL FAJUTA QUE A EXTREMA-DIREITA DISSEMINOU NA INTERNET PARA A CARACTERIZAR COMO "TERRORISTA/ASSALTANTE DE BANCOS". 

AS FANTASIAS MIRABOLANTES DO REINALDO AZEVEDO SÃO IDÊNTICAS ÀS DO TERNUMA: UTILITÁRIAS, E NÃO HISTÓRICAS.

"Pouco tempo depois, a VAR-Palmares se desintegra, por desentendimentos entre 'Estella' e Carlos Lamarca. A maior parte do grupo seguiu a agora presidente — na época, Cláudio, seu primeiro marido, partira para Cuba a bordo de um avião sequestrado, e Dilma já se enamorava de Carlos, o gaúcho da VAR-Palmares — com quem veio a se casar e com quem teve Paula, a única filha, hoje juíza do Trabalho em Porto Alegre — de quem se separou já depois da redemocratização.

A VAR-PALMARES RACHOU NO CONGRESSO DE TERESÓPOLIS (OUTUBRO DE 1969) COMO CONSEQUÊNCIA DO DESCONTENTAMENTO DOS CHAMADOS MILITARISTAS COM O QUE ACREDITAVAM SER UM DESVIO MASSISTA DOS MILITANTES ORIGINÁRIOS DO COLINA: NÃO ESTARIAM PRIORIZANDO DEVIDAMENTE A MONTAGEM DA COLUNA MÓVEL ESTRATÉGICA NEM AS AÇÕES DE PROPAGANDA ARMADA NAS CIDADES, POR ENTENDEREM SER NECESSÁRIA A MANUTENÇÃO DE ALGUNS ELOS COM OS MOVIMENTOS OPERÁRIO E ESTUDANTIL. 

OU SEJA, OS PRIMEIROS TINHAM EM MENTE UMA VANGUARDA QUE CUMPRIRIA ESTRITAMENTE AS AÇÕES ARMADAS DA RESISTÊNCIA, DEIXANDO AS OUTRAS TAREFAS PARA OUTROS GRUPOS, ENQUANTO OS SEGUNDOS QUERIAM UMA ORGANIZAÇÃO QUE MANTIVESSE ALGUM ENRAIZAMENTO NAS MASSAS. 


Falsificações pululam

A IDEIA DE DESFAZER A FUSÃO E RECRIAR A VPR PARTIU DE DOIS COMANDANTES ESTADUAIS DE SÃO PAULO, O JOSÉ RAIMUNDO DA COSTA E EU, TENDO COMO PLATAFORMA TEÓRICA UM DOCUMENTO-PROPOSTA DO LADISLAU DOWBOR INTITULADO "TESES DO JAMIL". 

NO CONGRESSO DE TERESÓPOLIS, OS VERDADEIROS PROTAGONISTAS DA RUPTURA FORAM O LAMARCA, PELO LADO DOS MILITARISTAS; E O CARLOS FRANKLIN PAIXÃO DE ARAÚJO E O ANTÔNIO ROBERTO ESPINOSA, PELOS MASSISTAS. OS TRÊS ERAM COMANDANTES NACIONAIS. O CASAL JUAREZ GUIMARÃES E MARIA DO CARMO BRITO, IGUALMENTE DE PRIMEIRO ESCALÃO, TENTAVA APAZIGUAR OS ÂNIMOS E MANTER A ORGANIZAÇÃO UNIDA. DILMA SECUNDAVA OS LÍDERES MASSISTAS E FOI NESTA CONDIÇÃO QUE CONTESTOU EM ALGUNS MOMENTOS O LAMARCA. 

NO FINAL, A VPR RECRIADA TEVE A ADESÃO DE ALGUNS QUADROS DE ORIGEM COLINA (COMO O CASAL BRITO) E NA VAR-PALMARES PERMANECERAM MILITANTES DE ORIGEM VPR (COMO O ESPINOSA). FOI ENTÃO QUE SE ABRIRAM VAGAS NO COMANDO NACIONAL DA VAR E A DILMA A ELE ASCENDEU.

"Parte do dinheiro — US$ 1 milhão — teria sido doada aos rebeldes argelinos. O resto teria sido usado para financiar a guerrilha. Seja como for, uma das guardiãs da grana era… Dilma! Virá daí a sua fixação por dinheiro em moeda sonante?."

PURO SAMBA DO CRIOULO DOIDO. TUDO LEVA A CRER QUE REINALDO AZEVEDO TENHA SE LEMBRADO VAGAMENTE DESTA ENTREVISTA DE MARIA DO CARMO BRITO, PUBLICADA EM O ESTADO DE S. PAULO.



TÃO OBCECADO ESTAVA EM ATACAR DILMA QUE TROCOU AS BOLAS, ATRIBUINDO-LHE O PAPEL QUE MARIA DO CARMO BRITO AFIRMA TER DESEMPENHADO (HÁ QUEM FAÇA RESTRIÇÕES À SUA VERSÃO), RELATIVO À PARTE DO DINHEIRO QUE FICOU COM A VPR, NÃO À PARTE DA VAR. O REINALDO AZEVEDO OUVIU O GALO CANTAR, MAS NÃO SABE ONDE...

FINALMENTE, O US$ 1 MILHÃO NÃO FOI DOADO AOS REBELDES ARGELINOS, MAS SIM COLOCADO SOB A GUARDA DELES, PARA DEVOLUÇÃO QUANDO FOSSE NECESSÁRIA.

Resumo da opereta: creio ter escancarado a tendenciosidade e absoluta falta de rigor histórico do Reinaldo Azevedo. Que continue acreditando nele quem quiser... ser manipulado!


quinta-feira, 31 de julho de 2014

STF restaura sua dignidade: Joaquim Barbosa está fora



Sai a ditadura do judiciário. Entra o Estado Democrático de Direito.

Fim de um período sinistro, obscuro, obtuso, que não deixará saudade, só vergonha.

Comemoremos!



FIM DA ERA JB: NÃO HÁ MAL QUE DURE PARA SEMPRE


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Agora é oficial: a aposentadoria de Joaquim Barbosa do Supremo Tribunal Federal está publicada no Diário Oficial da União, no decreto assinado pela presidente Dilma Rousseff e pelo ministro José Eduardo Cardozo; sua gestão foi marcada por abusos, agressões a colegas, jornalistas, advogados, entidades da magistratura e, sobretudo, a direitos de defesa assegurados pela Constituição Federal; depois de cumprir um papel lamentável à frente da suprema corte, ele poderá desfrutar a aposentadoria em Miami, num imóvel registrado em nome de uma offshore; nesta sexta-feira, Ricardo Lewandowski será eleito presidente do STF, que poderá, enfim, restaurar a sua dignidade

Leia a matéria completa no Brasil 247.

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