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quarta-feira, 5 de junho de 2013

Cresce violência contra Blogueira Sônia Amorim


NOTÍCIA



Blogueira ameaçada no meio da rua


Indignados com as denúncias que vêm sofrendo por parte da escritora e blogueira Sônia Amorim, a professora Roseli Velucci e seu companheiro, o funileiro José Válter dos Santos, interceptaram ontem a blogueira, que caminhava pelas ruas de Engenheiro Goulart, bairro em que mora, dirigindo-lhe insultos, provocações e ameaças.

Por volta das 11:15 h, a professora e o funileiro encontravam-se em atitude suspeita, dentro de um automóvel gol cinza, estacionado no final da Avenida Alfredo Ribeiro de Castro, em frente ao Bazar Juju, conhecida papelaria do bairro, há duas quadras da casa da blogueira.

Depois de percorrer a primeira quadra, já nas proximidades da rua em que mora - Rua Antônio Luís Espinha - a cidadã blogueira foi alcançada pelos ocupantes do veículo, que reduziram a velocidade do carro, baixaram os vidros e lhe dirigiram insultos, provocações e ameaças - assédio moral e violência psicológica.

Rua onde moram Sonia Amorim, Roseli Velucci e JVS - Google 

A cidadã blogueira há anos vem sofrendo violação de direitos por parte da professora Roseli Velucci e filhos, acompanhada de intimidações, constrangimentos e ameaças (leia mais aqui). E recentemente teve o quintal de sua casa invadido e árvores e plantas envenenadas, o que configura crime ambiental e violação de domicílio.

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terça-feira, 4 de junho de 2013

Violência contra cidadãos nas obras da Copa 2014


Engenheiro Goulart, Penha, cidade de São Paulo.

Mentora e mandante de crimes, professora do ensino público, babando ódio, continua promovendo ilícitos e patifarias contra esta cidadã, com apoio de jagunço e demais comparsas. Agora a "Professora Mequetrefe" começa monitoramento de novos inquilinos da blogueira, para imediato assédio e cooptação, como fez outras vezes, tentando manter a cidadã blogueira isolada, com poucos recursos financeiros, e portanto sem condição de reagir aos ataques covardes da Mequetrefe e seu bando.

Esta cidadã, que não tem nem nunca teve medo de assombração, intensifica as denúncias contra a golpista ignorante, invasiva, oportunista, desonesta e violenta, que promove atentados de todo o tipo contra Sônia Amorim desde 2010.

Acompanhem aqui no ABC! e também no blog Psicopatas este dramático embate entre a Cidadania e a Criminalidade.



VIOLAÇÃO DE DIREITOS HUMANOS



Presidenta Dilma Rousseff: em seu histórico e emocionante discurso de posse no Congresso Nacional, a senhora se comprometeu com a defesa dos mais frágeis.

Nós, que com orgulho a colocamos na Presidência da República, por conta de sua extraordinária história de vida em defesa do Brasil e do Estado Democrático de Direito, não aceitamos ver a senhora e seu governo de trololó com ruralistas e coisas do gênero. Queremos, de imediato, atitudes claras, firmes e inequívocas da senhora em benefício das populações indígenas, dos brasileiros violentamente escorraçados de suas casas nas obras da Copa 2014 e na defesa de outros cidadãos em semelhante estado de vulnerabilidade.



Vídeo-Denúncia



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segunda-feira, 3 de junho de 2013

Carta Aberta à Presidenta Dilma Rousseff


DIREITOS HUMANOS



"Senhora presidenta: um governo é tanto mais admirável quanto mais atenção dá aos desvalidos."

"A desigualdade brasileira se consolidou com sucessivas administrações que agiram como babás dos privilegiados pertencentes ao 1%: para eles empréstimos a juros maternos, para eles mamatas de variada natureza com dinheiro do contribuinte."

"Os ruralistas não podem ditar sua agenda, comandar suas ações, impedi-la de zelar pelos brasileiros mais desprotegidos entre tantos brasileiros excluídos ao longo de tanto tempo."

"Senhora presidenta: mostre aos índios que eles importam. Receba-os. Ouça-os. Sua agenda tem que encontrar espaço para estes brasileiros que sofrem há séculos nossa predação selvagem em nome da civilização."







Carta aberta à presidenta Dilma

DIÁRIO DO CENTRO DO MUNDO 

A hora impõe uma mudança radical em relação aos indígenas.


Quem se importa com essa criança?

Senhora Presidenta:


Há momentos que distinguem estadistas de simples ocupantes de palácios presidenciais.

Este é um deles.

O momento pede – não, exige – que a senhora abra sua agenda para receber pessoalmente os índios, e não por emissários.

É um gesto que além do mais terá um extraordinário valor simbólico para além dos indígenas. Os brasileiros comprometidos com a causa da igualdade social esperam por isso com uma ansiedade prestes a se transformar em impaciência e desapontamento.

Fotos contam muito. Lembramos todos da imagem de seu olhar massacrante para Joaquim Barbosa depois do triste espetáculo dele no julgamento do Mensalão.

Queremos vê-la agora numa foto ao lado dos índios. Temos que vê-la. É uma imagem para a história: a presidenta de todos os brasileiros, incluídos aí os índios.

Os ruralistas não podem ditar sua agenda, comandar suas ações, impedi-la de zelar pelos brasileiros mais desprotegidos entre tantos brasileiros excluídos ao longo de tanto tempo.

Fora tudo, está em jogo a posteridade. Sua passagem para a história não pode ser manchada pela ideia de que em sua presidência o interesse econômico levou ao abandono dos índios.

Senhora presidenta: um governo é tanto mais admirável quanto mais atenção dá aos desvalidos.

A desigualdade brasileira se consolidou com sucessivas administrações que agiram como babás dos privilegiados pertencentes ao 1%: para eles empréstimos a juros maternos, para eles mamatas de variada natureza com dinheiro do contribuinte.

Até quando isso, mesmo numa administração que deveria significar uma ruptura com hábitos tão nocivos ao desenvolvimento social?

Se houvesse uma oposição moderna no país, a senhora seria duramente cobrada por ignorar os índios. Seria um flanco pelo qual a atacariam. Mas nem com a oposição os índios, como os demais excluídos, podem contar.

Também a criticariam vigorosamente pelas remoções associadas à Copa do Mundo. O vídeo das remoções de brasileiros completamente desprotegidos que chegou esta semana à ONU é estarrecedor, a exemplo do que vimos em Pinheirinho.

Mas a oposição fala em riscos imaginários à democracia, pibinho, no preço do tomate e em outros disparates.

Senhora presidenta: mostre aos índios que eles importam. Receba-os. Ouça-os. Sua agenda tem que encontrar espaço para estes brasileiros que sofrem há séculos nossa predação selvagem em nome da civilização.

Não são apenas os índios e seus bravos, admiráveis, abnegados defensores que anseiam por isso.

São todos os brasileiros genuinamente interessados em deixar para trás as injustiças tonitruantes de um país que ainda é, lamentavelmente, um dos campeões mundiais em desigualdade.

Atenciosamente, e com moderada esperança.

Diário do Centro do Mundo


domingo, 2 de junho de 2013

Fernando Haddad: "Existe Amor em São Paulo"


ORGULHO GAY - GAY PRIDE



Apesar do público ter ficado bem aquém do esperado pelos organizadores, por conta do domingo frio e chuvoso na cidade, a 17a. Parada do Orgulho LGBT, uma das mais importantes do mundo, foi um sucesso, levando uma multidão para as Avenidas Paulista e Consolação e Praça da República.

Ministra Martha Suplicy, madrinha da Parada, prefeito Fernando Haddad, governador Geraldo Alckmin, deputado Jean Wyllys e outras autoridades participaram deste importante evento.

O prefeito Haddad ressaltou a importância de se lutar na defesa dos direitos civis e mais uma vez declarou: "Existe Amor em São Paulo".

E tem que existir também respeito à Diversidade.

Liberdade, Igualdade e Dignidade.


  Fernando Haddad   Foto: SECOM/PMSP

Com a primeira-dama, Ana Estela, em cima do trio elétrico  
Foto: SECOM/PMSP

Com drag queens, que desfilaram no evento
Foto: SECOM/PMSP



SP: Parada Gay leva multidão às ruas


ORGULHO GAY - GAY PRIDE


Domingo frio e chuvoso em São Paulo não amedrontou cidadãs e cidadãos, que foram pras ruas da cidade defender os direitos civis e protestar contra a homofobia. Neste momento, os 17 trios elétricos estão descendo a Rua da Consolação em direção à Praça da República, onde acontecerá o show de encerramento.

Um dos pontos altos da Parada Gay foi o beijo que a cantora Daniela Mercury deu em sua esposa, Malu Verçosa, para delírio geral do público.




Parada Gay: Daniela Mercury apresenta Malu, sua mulher, para o público

Cantora se transformou em defensora do movimento gay depois de ter assumido seu romance com a jornalista Malu Verçosa

Vitor Sorano 


Danila Mercury agita trio elétrico durante a Parada Gay 2013 de São Paulo. 
Cantora defendeu a liberdade, o casamento gay, a democracia, o amor e a alegria. 
Foto: Ana Ribeiro

Atração mais esperada da 17ª Parada Gay de São Paulo, a cantora Daniela Mercury não decepcionou. Por volta das 14 hs, chegou animada ao trio elétrico no qual se apresentaria, ao som de "O Meu Sangue Ferve por Você", de Sidney Magal . Sorridente, a cantora parou para acenar para o público, que a recebeu com gritos e aplausos, mas não falou com a imprensa.



A cantora apresentou ao público sua mulher, Malu, e a beijou no trio elétrico
Foto: Ana Ribeiro


Foi só na descida da avenida Consolação que ela começou a cantar, às 15hs. Reclamou do frio que fazia em São Paulo, mas conclamou as pessoas a pular e a festejar o amor, a cidade, o país, a democracia e a liberdade.

Abriu a apresentaçao com "O Canto da Cidade", pediu para as pessoas pularem e levantarem os braços. Depois contou que gravou "Paula e Bebeto", música de Caetano Veloso que diz "qualquer maneira de amor vale a pena, qualquer maneira de amor vale amar", no fim do ano passado, antes de se apaixonar pelo seu amor (a jornalista Malu Verçosa).

Depois de cantar o Hino Nacional, chamou Malu para o seu lado. "Eu quero apresentar a Malu pra voces, vem aqui, Malu". E a beijou, para delírio geral. "Tudo o que a gente quer é igualdade, respeito e dignidade", afirmou. E disse mais: "Quem representa a gente é o nosso povo. Viva o casamento igualitário", disse, numa clara provocação ao pastor Marco Feliciano.

Daniela se tornou um importante símbolo do movimento gay em abril, quando assumiu a sua homossexualidade e apresentou a jornalista Malu Verçosa como "meu amor, minha esposa, minha inspiraçao, minha família".

Neste ano, a cantora será a madrinha da Parada Gay de Salvador, que ocorre em 8 de setembro. Em São Paulo, ela se apresentou no trio elétrico da organização do evento baiano. A ministra da Cultura, Marta Suplicy, e o deputado Jean Wyllys, estavam ali também, assistindo à apresentação.


Portal IG

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São Paulo Hoje: Parada do Orgulho Gay


"Para o Armário Nunca Mais! União e Conscientização na Luta contra a Homofobia"



É hoje. Começa ao meio-dia.

Na Mais Paulista das Avenidas.





Cidade de São Paulo em festa.

São Paulo de Todas as Cores.






Contra a discriminação e a homofobia.

São Paulo da Diversidade.




São Paulo de Todos os Amores.








Saiba mais, acessando o site oficial da Parada aqui.

Clique aqui e veja a Avenida Paulista agora, ao vivo, pela EarthCam.


Imagens do site oficial e Facebook da 17a. Parada LGBT.

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sábado, 1 de junho de 2013

José Mujica: exemplo para a humanidade


CIDADANIA PLANETÁRIA



"Sua simplicidade, digna dos grandes filósofos, é inspiradora. É um contraponto à ganância e ao consumismo doentio que levaram o mundo a ser o que é hoje.

Ele recusou o palácio para viver em seu sitiozinho. Ele doa 90% de seu salário para os pobres. Ele se locomove num fusca velho. E vital: ele não é um demagogo."


Mujica para o Nobel da Paz. Já.

PAULO NOGUEIRA, de Londres 

Com sua simplicidade inspiradora, o presidente uruguaio virou um cidadão de estatura mundial.


Um exemplo para a humanidade

O Nobel da Paz já foi para almas bélicas e sangrentas.

Ted Roosevelt, presidente americano do começo do século 20, é um desses casos. Ele achava, como afirmou numa carta, que todo país deve guerrear de tempos em tempos para manter a “virilidade”.

Roosevelt, é certo, tinha um complexo familiar jamais superado. Seu pai não lutou na Guerra Civil. Pagou, como era comum naqueles dias, a um homem pobre para que o substituísse.

A covardia paterna pesou tanto em Roosevelt que, já velho e afastado da vida pública, ele tentou se alistar nas forças americanas na Segunda Guerra.

Barack Obama, naturalmente, é outro caso de acidente ao espírito pacifista que deveria dominar a entrega do Nobel da Paz.

Apenas para registro, Gandhi jamais levou o prêmio.

Mas.

Mas eis que surge uma rara notícia boa nessa área: a indicação, por uma ONG holandesa, do presidente Pepe Mujica para o Nobel da Paz.

Clap, clap, clap.

Mujica, segundo a ONG, trouxe paz à guerra contra as drogas, com sua política de liberação do consumo para minar o tráfico e os traficantes.

A contribuição ao mundo de Mujica vai muito além.

Sua simplicidade, digna dos grandes filósofos, é inspiradora. É um contraponto à ganância e ao consumismo doentio que levaram o mundo a ser o que é hoje.

Ele recusou o palácio para viver em seu sitiozinho. Ele doa 90% de seu salário para os pobres. Ele se locomove num fusca velho. E vital: ele não é um demagogo.


Ted Roosevelt amava guerras e ganhou o Nobel da Paz

Mujica faz uma dupla extraordinária com o Papa Chico, que tomava mate no centro de Buenos Aires quando era bispo, andava de ônibus e, como ele, rejeitara um palácio.

Chico viajou para o conclave de Roma na classe econômica. Compare com as revelações das constantes viagens de primeira classe de Joaquim Barbosa e companheiros de STF – mais acompanhantes.

Mujica já avisou que, terminado seu mandato, vai se recolher a uma quase contemplação, em vez de correr atrás de moedas no indecente circuito de palestras milionárias que atrai ex-presidentes de notoriedade internacional – uma atividade que une, no caso brasileiro, FHC e Lula.

Não há nada que substitua a força do exemplo pessoal, e é isso que estes dois sul americanos formidáveis oferecem a todos nós.

O papa é outro nome que mereceria o Nobel da Paz, com sua pregação pacifista que inclui até os ateus.

Ouça pessoas como o pastor Feliciano falando e a diferença saltará. Num de seus momentos mais pecaminosos, Feliciano disse que Deus matou Lennon porque ele comparou os Beatles a Jesus num momento.

O Nobel da Paz já errou muito.

É hora de acertar. Mujica ou Chico. Já.

Diário do Centro do Mundo

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