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segunda-feira, 18 de fevereiro de 2013

"O povo cubano tem a química da felicidade", diz Yoani


Passados os abraços, afagos e insultos que a polêmica blogueira Yoani Sánchez recebeu em seu tumultuado desembarque no Brasil, a ativista cubana concedeu entrevista ao portal G1, depois de algumas horas de descanso no hotel em Feira de Santana, Bahia.

Ela falou das reformas que estão acontecendo em Cuba e se mostrou otimista, acreditando que elas provocarão mudança social na ilha.

Protestos são bem-vindos. Mas vamos ouvir o que tem a dizer a blogueira, que parece ter um grande carinho pelo Brasil.


                                                                            Helia Scheppa/Reuteurs


"Problema é entre governados e governantes", diz Yoani sobre Cuba


Blogueira cubana concedeu entrevista ao G1 na tarde desta segunda-feira. Ela inicia uma série de viagens após reforma que liberou saída do país.

Egi Santana


Yoani Sánchez em hall do hotel em Feira de Santana, interior da Bahia 
(Foto: Egi Santana / G1)

Depois de chegar a Feira de Santana, 100 km de Salvador, na manhã desta segunda-feira (18), a blogueira cubana Yoani Sánchez (autora do blog Generación Y, em espanhol) pediu um tempo para descansar. Chegou a falar por pouco mais de 10 minutos com a imprensa, ainda no hall do hotel, mas insistiu que precisava dormir após 48 horas de viagens. Ela recebeu o G1 no mesmo hall, mais “descansada”, no fim da tarde desta segunda-feira (18). É o primeiro pouso dela e marca o início de uma série de viagens após a reforma migratória que liberou a saída do país sem autorização.

A blogueira considera a reforma migratória a ação mais "profunda" realizada pelo presidente Raúl Castro, disse haver "certo silêncio" entre o Brasil e toda a América Latina em relação ao que ela considera negativo em Cuba, como a violação da liberdade de expressão, e que o povo cubano tem a "química da felicidade". Yoani Sánchez avalia que as recentes ações dos últimos anos reorientam a mentalidade da população cubana e que esse processo gera mudança social.


G1 - Quais são os reais impactos das mudanças implementadas nos últimos anos em Cuba, como, por exemplo, a liberdade para poder sair do país; o relaxamento de algumas regras para vendas de produtos, como os agrícolas; e novas regras para venda de imóveis?


Yoani Sánchez - São as chamadas reformas raulistas, implementadas por Raúl Castro em 2008, depois que chegou ao poder. Na minha opinião, vão na direção correta, com melhoras econômicas. O problema é a velocidade e a profundidade. Não são suficientemente profundas para o que necessita a nação e a velocidade é desesperadora. Abriram o trabalho por conta própria, por exemplo, mas é para um número limitado de profissões. Abriram, mas não os mais qualificados, a mão-de-obra que poderia crescer mais rápido. Além disso, ainda sofremos com impostos altos, ausência de créditos bancários, e sanções desse tipo. Agora, veja bem, mesmo que não tenha sido muito, essa reforma traz mudança de mentalidade aos cubanos e empurra a mudança social. E daí nasce a reforma política.

G1 - Como você avalia a relação do governo brasileiro com Cuba? Como vê a posição brasileira sobre questões que critica, como liberdade de expressão e respeito aos direitos humanos?


Yoani Sánchez - Sou partidária da diplomacia popular. No plano geral, me parece, por exemplo, que fazem muitos projetos econômicos juntos, mas vimos em toda a América Latina certo silêncio, certa distância com os temas de direitos humanos em Cuba. Uma maneira de não incomodar Raul Castro, para integrá-lo. Não vamos falar disso porque sabemos como ele é. E, de todo modo, não me parece uma boa política.

G1 - Por que o Brasil foi seu primeiro destino quando ganhou seu passaporte?


Yoani Sánchez - Era um país que não conhecia e que me apaixonava. E porque aqui teve um grupo de pessoas que fez o possível e impossível para que eu viajasse. É uma forma de agradecimento, sobretudo.

G1 - Como está a questão da saúde do presidente Hugo Chávez? Há alguma informação que circula por Havana sobre seu estado?


Yoani Sánchez - Eu acabei de saber que ele voltou à Venezuela. Mais do que isso não tenho conhecimento.



Protesto em Salvador critica blogueira e diz que ela é
financiada pelos EUA (Foto: Egi Santana / G1)


G1 - Acha que pode haver repressão a alguma atitude sua no exterior quando voltar a Cuba?


Yoani Sánchez - Talvez, talvez. Eu vejo o governo cubano como um pai paternalista que castiga quando um filho se comporta mal. Mas eu estou disposta ao castigo. O que eu quero é passar minha verdade de Cuba ao mundo.


G1 - O que pensa sobre o embargo americano à ilha?


Yoani Sánchez - O embargo norte-americano se converteu no grande argumento para se justificar tudo. Se não temos liberdade de expressão, se explica pelo embargo, se não temos comidas, tomates na mesa, a culpa é do embargo. Temos que terminar com esse argumento. Por outro lado, um dos principais importadores de comida de Cuba são os Estados Unidos. Ou seja, temos sim que criticar o embargo, mas sabemos que esse não é o único problema de Cuba. O grande problema de Cuba é entre os governados e seus governantes.

G1 - O que você acha que os brasileiros e cubanos têm em comum?


Yoani Sánchez - Ainda é muito cedo para avaliar, as avaliações ainda são muito superficiais. Mas o que puder ver do gesto, do modo de andar, me parece que brasileiros e cubanos têm muito desse jeito em comum.

G1 - Para onde mais quer viajar?


Yoani Sánchez - Se minha energia permitir, e eu acredito que irá, iremos fazer entre 10 e 12 países em 80 dias. Do Brasil, eu vou para a República Tcheca. Será uma espécie de volta ao mundo em 80 dias.

G1 - Qual você julga que foi a mudança mais importante imposta pelo governo de Raúl Castro até agora?


Yoani Sánchez - A medida feita por Castro de maior profundidade é a reforma migratória, mas isso está longe de ser a reforma que sonhamos. Porque, por exemplo, nessa reforma atual não se reconhece a entrada e saída do país como um direito, ainda se necessita uma autorização. Não vejo isso como liberdade.

G1 - Pensa (ou já pensou) em um dia viver fora de Cuba? Por quê?


Yoani Sánchez - Não, de forma alguma. O meu sonho é viver, sim, em Cuba. Uma outra Cuba que acreditamos.

G1 - A sua ação política é feita basicamente na internet, como você própria disse. Como é o acesso à internet em um país onde você fala sobre censura e dificuldades no acesso. Qual a sua relação com o Twitter, com o seu blog, Generación Y, e com o Facebook?


Yoani Sánchez - As novas tecnologias têm mudado a vida de muitos cubanos. Apesar de vivermos em um país de muito difícil acesso às tecnologias, o ímpeto dos cubanos faz com que busquemos soluções. Meu blog começou em 2007 e a partir disso minha vida virou de cabeça para baixo para o bem e para o mal. Eu pude me expressar, pude sair do silêncio, mas tive a vigilância, a perseguição, os impedimentos de sair do país. Por último, me atraí pelo Twitter, principalmente por conta da rapidez, do imediato. Hoje, vemos que é a ferramenta mais potente por conta disso.

G1 - Na sua opinião, o povo cubano é feliz?


Yoani Sánchez - O povo cubano é um povo que tem a química da felicidade, mas lamentavelmente não vive um cenário de felicidade.


G1

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Deixem a blogueira Yoani Sánchez falar!


LIBERDADE DE EXPRESSÃO


Aqui, blogueira e blog respeitam a liberdade de expressão do grupo que se manifestou em Recife e Salvador contra a blogueira cubana, Yoani Sánchez. Como ela mesma declarou entusiasmada diante dos protestos: "Isto é Democracia!" E é esta liberdade de expressão que ela quer em Cuba.

Mas vamos ouvir o que ela tem a dizer a nosotros, gente! Yoani vai conceder entrevistas, proferir palestras, responder indagações. Não sejamos trogloditas! Vamos mostrar à polêmica dissidente cubana que somos um povo maduro e educado e respeitamos a diversidade, inclusive de ideias e opiniões.

Deixem Yoani Sánchez falar!




Yoani: "Sem argumento, tentam silenciar"



A cubana Yoani Sánchez, que tem provocado reações extremas 
em sua passagem pelo Brasil, falou sobre os protestos contra 
a sua viagem em Recife e em Salvador. "Será uma grande alegria 
para mim se um dia, em Cuba, as pessoas puderem se manifestar 
desta maneira", disse ela ao jornalista João Pedro Pitombo, 
do jornal A Tarde; ativistas a acusam de ser financiada pela CIA 
para denegrir o regime castrista


247 - A cubana Yoani Sánchez, responsável pelo blog Generación Y, passa pelo Brasil como um furacão. Apoiada pela Sociedade Interamericana de Imprensa e por veículos de comunicação conservadores, ela foi alvo de protestos ao passar por Recife e Salvador. Na Bahia, ela falou ao jornalista João Pedro Pitombo, do jornal A Tarde. Leia, abaixo, sua entrevista:

Quais suas primeiras impressões da sua chegada ao Brasil e como encara os protestos com que foi recebida?

Posso resumir esta minha chegada ao Brasil em uma palavra: intensidade. Foi um desembarque cercado de muita euforia. De um lado encontrei muitas palavras de apoio, que me deram ânimo. Por outro lado, encontrei pessoas que buscaram me insultar. Mas isso é da democracia. Será um grande alegria para mim se um dia, em Cuba, as pessoas puderem se manifestar desta maneira.

O governo brasileiro está investigando a elaboração de um suposto dossiê feito por funcionários do próprio governo com a embaixada de Cuba. Isso a surpreende?

Isso não me surpreende porque sei que faz parte de uma guerra de informações que está posta. É claro que não gosto de saber que isso acontece, mas entendo que faz parte da minha profissão enfrentar este cerco. Mas lamento. Vejo que, quando as pessoas não têm argumento, elas tentam silenciar a outra. E assim partem para o grito e para a agressão.

Como vê a relação dos governos brasileiro e cubano. Acha que há condescendência do Brasil para questões ligadas aos direitos humanos?


Acho que sim. Nas últimas décadas, o que vimos de outros países latino-americanos como o Brasil foi uma posição de silêncio frente a questão dos direitos humanos em Cuba. Por outro lado, vemos uma posição muito clara da opinião pública internacional, que se coloca contra qualquer limitação de liberdade e de desrespeito aos direitos humanos. Por isso, me surpreende que muitos presidentes ainda vejam Cuba como a "ilha da esperança".

A senhora conseguiu seu visto depois de cinco anos e 20 tentativas. O que acha que motivou o regime a liberar sua saída?

Penso que Raul Castro não poderia continuar com este absurdo. Havia pressões internas e externas muito fortes para que esta situação mudasse. Mas a reforma migratória foi apenas um passo, já que ainda temos uma série de limitações no nosso país. Tenho esperança de que haja uma flexibilização efetiva para que muitos cubanos possam reencontrar e abraçar familiares que estão em outros países.

O que espera nesta vinda ao Brasil?

Venho com um sentimento de muita expectativa e curiosidade em relação ao Brasil. Quero ampliar meus conhecimentos, sobretudo nas áreas de jornalismo e tecnologia. Estou aqui para aprender com vocês.

Brasil 247

Destaques do ABC!

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SP: OAB pune advogados que atuam de graça


Há 10 anos, a Seção São Paulo da Ordem dos Advogados do Brasil proíbe que advogados façam atendimento gratuito a pessoas que não têm condições de pagar.

Tem cabimento isso?

Em São Paulo, a Advocacia Voluntária, a Advocacia Solidária é proibida pela Ordem dos Advogados do Brasil.

O Instituto Pro Bono trabalha para derrubar esta norma absurda da OAB. Saiba mais sobre a Advocacia Pro Bono participando do movimento para democratizar o acesso à Justiça.




Vídeo





Instituto Pro Bono

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Sob protestos, Yoani Sánchez chega ao Brasil


A blogueira e ativista cubana Yoani Sánchez desembarcou no aeroporto internacional do Recife, Pernambuco, no início desta madrugada, e foi recebida com protestos por cerca de 20 manifestantes que portavam faixas e gritavam, acusando a blogueira de ser "Agente da CIA".

Yoani não se aborreceu com a manifestação e elogiou a democracia brasileira, que permite aos cidadãos expressarem amplamente suas ideias e opiniões.

Viva Cuba! 

E Viva a Democracia Brasileira !!!



Blogueira cubana é recebida com protesto em Recife

Bruno Bastos

A blogueira e ativista política cubana Yoani Sánchez foi recebida com protesto por um grupo de cerca de 20 pessoas no aeroporto internacional de Recife, na madrugada desta segunda-feira.

Yoani desembarcou por volta das 0h30 no portão norte do aeroporto e foi seguida pelo grupo até o portão sul. No caminho, os manifestantes leram uma carta aberta na qual diziam que o blog dela é um meio de desinformação e que faz uma campanha anti-Cuba. Eles também jogaram dólares falsos na direção da blogueira.

O protesto não aborreceu a blogueira, que disse que gostaria muito que em seu país as pessoas pudessem fazer o mesmo. "Foi um banho de democracia e pluralidade, estou muito feliz e queria que em meu país pudéssemos expressar opiniões e propostas diferentes com esta liberdade", disse.

No aeroporto, Yoani também foi recebida por Dado Galvão, diretor do documentário "Conexão Cuba Honduras", no qual é entrevistada, e cerca de dez pessoas, entre elas, o blogueiro cubano George Hernandez Fonseca, que vive no Pará.

A visita é a primeira de uma série de viagens que começa pelo Brasil e a levará também a República Tcheca, Espanha, México, Estados Unidos, Holanda, Alemanha, Peru, entre outros. Nos últimos cinco anos, Yoani havia recebido mais de 20 recusas para poder viajar ao exterior.



Blogueira e ativista política cubana Yoani Sanchez é recebida com protesto 
ao desembarcar no aeroporto de Recife Foto: Edmar Melo/EFE

Com o sentimento de ter "ganhado uma pequena vitória pessoal, jornalística, cidadã e jurídica", a autora do blog "Geração Y" disse ter a impressão de estar vivendo "um sonho".

"É uma vitória limitada, porque a reforma migratória de Cuba ainda não contempla a possibilidade de entrar e sair da ilha como um direito inerente pelo mero fato de ter nascido neste país", disse a blogueira em entrevista no aeroporto de Havana.

Yoani Sánchez afirmou que sua principal bagagem é seu desejo de se conectar livremente à internet e de conhecer o mundo e sua realidade "com seus claros e escuros".

"O mais importante não levo na mala, levo aqui", disse a blogueira, apontando para sua cabeça.

Em janeiro, as autoridades cubanas outorgaram a Sánchez o passaporte que ela solicitou após a nova reforma migratória que flexibiliza as viagens dos cubanos ao exterior e eliminou embaraçosos e custosos trâmites como a permissão de saída para fora do país.

Embora ainda estejam vigentes algumas restrições nas idas ao exterior para os cubanos, nos últimos dias puderam viajar sem problemas alguns críticos do regime como o engenheiro de computação Eliécer Ávila e Rosa María Payá, filha do falecido opositor Oswaldo Payá.


Folha Online

Destaques do ABC!

&

domingo, 17 de fevereiro de 2013

Blogueira Yoani Sánchez está chegando...


Ela já saiu de Cuba e dentro de algumas horas estará desembarcando em terras brasileiras, no Recife.

Queiram ou não os "blogueiros sujos", que torcem o nariz para ela, a blogueira dissidente Yoani Sánchez, crítica do regime cubano, é uma celebridade mundial e sua saída de Cuba é um fato jornalístico importante. E tudo isto é bom para a Blogosfera, acreditamos. Esta mídia alternativa, disponível a parcela considerável da população, vai se firmando como meio de comunicação, não só para jornalistas, mas de todos os cidadãos que desejam produzir e veicular conteúdos.

Seja bem-vinda ao Brasil, Yoani!


                                                                                        Alejandro Ernesto/Efe

Blogueira ativista cubana se diz "feliz" por viagem internacional

Da EFE, em Havana


A blogueira e ativista política Yoani Sánchez se disse "feliz" por causa da viagem que iniciará neste domingo a dez países. As visitas começarão pelo Brasil e a deixarão fora de Cuba por 80 dias.

Sánchez, contudo, afirmou ter um sentimento "agridoce" pelas limitações ainda vigentes mesmo após a reforma migratória de seu país.

Após receber mais de 20 recusas nos últimos cinco anos para poder viajar ao exterior, Yoani Sánchez embarcou em Havana rumo ao Brasil, primeira escala da viagem que a levará também a República Tcheca, Espanha, México, Estados Unidos, Holanda, Alemanha, Peru, entre outros.

Com o sentimento de ter "ganhado uma pequena vitória pessoal, jornalística, cidadã e jurídica", a autora do blog "Geração Y" disse ter a impressão de estar vivendo "um sonho".

"É uma vitória limitada, porque a reforma migratória de Cuba ainda não contempla a possibilidade de entrar e sair da ilha como um direito inerente pelo mero fato de ter nascido neste país", disse a blogueira em entrevista no aeroporto de Havana.


                                                                                Adalberto Roque/AFP
Yoani embarca rumo ao Brasil para participar do lançamento do documentário 
"Conexão Cuba-Honduras", do diretor brasileiro Dado Galvão

Yoani Sánchez afirmou que sua principal bagagem é seu desejo de se conectar livremente à internet e de conhecer o mundo e sua realidade "com seus claros e escuros".

"O mais importante não levo na mala, levo aqui", disse a blogueira, apontando para sua cabeça.

Em janeiro, as autoridades cubanas outorgaram a Sánchez o passaporte que ela solicitou após a nova reforma migratória que flexibiliza as viagens dos cubanos ao exterior e eliminou embaraçosos e custosos trâmites como a permissão de saída para fora do país.

Embora ainda estejam vigentes algumas restrições nas idas ao exterior para os cubanos, nos últimos dias puderam viajar sem problemas alguns críticos do regime, como o engenheiro de computação Eliécer Ávila e Rosa María Payá, filha do falecido opositor Oswaldo Payá.


Folha Online

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O Efeito Lúcifer e o Exército de Anticristos


O Mal existe. E tem gente que simplesmente não presta.
             (Glória Perez, falando do assassino de sua filha, e de outros psicopatas)


Olhem em volta. Não precisa ir muito longe. Nem para a Síria nem para o Iraque... 

Vejam a Energia da Destruição em ação. 


Astorga, norte do Paraná, pequena e graciosa cidade, famosa por sua arborização, janeiro de 2012



Uma avenida inteira (!!!), no centro da cidade, teve suas árvores destruídas. Mais de 1 quilômetro de devastação. Fotos: Fábio Zuliani


Antes e depois da barbárie.


Cidade de São Paulo, Engenheiro Goulart, Penha, 2011

                                    








Jardim da casa da blogueira. Cheflera envenenada em 2011. Imagem: GoogleMaps












Quintal da casa da blogueira. Bananeira envenenada nos últimos dias de 2012, junto com outras plantas e árvores. Imagem do arquivo pessoal da blogueira.



Alguém duvida de que há um Exército de Anticristos atuando no mundo?


Efeito Lúcifer

O psicólogo americano Philip Zimbardo realizou no ano de 1971 um experimento curioso. Selecionou de mais de 200 candidatos apenas 12 jovens com um perfil psicológico saudável e com desempenho social acima de qualquer suspeita.


Anjo caído

Seis dos jovens seriam os carcereiros e os outros seis seriam os prisioneiros e deveriam tratar-se como tal. O experimento que deveria ser realizado em duas semanas teve que ser interrompido em seis dias. O motivo foi simples: os jovens carcereiros já estavam submetendo os jovens prisioneiros a pequenos atos de submissão, humilhação e tortura.

Graças a essa análise Zimbardo desenvolveu uma teoria que ele chamou de Efeito Lúcifer.

Baseou seu raciocínio no mito do anjo preferido de Deus que sucumbiu ao orgulho, tentou tomar o posto do Altíssimo e por isso foi expulso do céu e condenado ao inferno.

O psicólogo – professor da Universidade de Stanford – notou que pessoas ditas “normais” podem realizar ações maldosas, sob certas circunstâncias, como qualquer pessoa considerada criminosa.

Ele afirma que as pessoas fazem o mal justificadas por uma razão distorcida que favorece os próprios motivos em desfavor dos outros.

Realizamos o mal em busca de exercer poder sobre os outros, afirma Zimbardo.

Ele diz que a pessoa comum vai trilhando 7 passos em direção ao Mal:

1 – Negligenciando a capacidade de fazer o mal, o primeiro pequeno passo:

Ex: “Afinal, que mal tem?”


2 – Desumanização dos outros:

Ex: “Ele bem que merecia!”


3 – Auto-preservação no anonimato:


Ex: “Todo mundo faz, qual o problema?”


4 – Difusão de responsabilidade pessoal por meio de um grupo ou justificativa racional:

Ex: “Várias pessoas já me disseram que não tem problema, realmente não tem problema!”


5 – Obediência cega à autoridade:

Ex: “Todo mundo fez, eu fiz também!”


6 – Falta de crítica à conformidade com normas de grupo:

Ex: “Realmente não acho que tem problema!”


7 – Tolerância passiva do mal através da inação ou indiferença:

Ex: “Eu não estou nem aí para esse tipo de gente!”


Segundo ele, essa é a escalada da pessoa em direção ao Mal.

Essa teoria vai completamente ao encontro da idéia da sombra. A sombra é sempre um aspecto 
de nossa personalidade rejeitado e julgado como algo mal, desprezível e condenável.

Você agrediria uma pessoa querida?

A resposta imediata seria não.

Mas diante de uma justificativa como abandono, traição e menosprezo, você poderia se resguardar moralmente por meio de motivos pessoais a tal agressão: “Fiz isso porque fulano mereceu!” Aí está aberta a primeira concessão para o chamado Mal.


O que você pensa que poderia fazer de mal em nome de um bom motivo?




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Ensaio sobre a Bestialidade Humana


Elas derrubam e envenenam plantas e árvores, maltratam e assassinam animais doceis e indefesos, lesam, roubam, se apropriam do que não lhes pertence, têm "orgasmos múltiplos" diante de dinheiro fácil, carros novos, bens materiais e tudo o que lhes traga status e preencha seu vazio existencial.

Elas conjugam o verbo "Ter", não o verbo "Ser".

"Compro, logo, existo..."

E não se importam nem um pouco se para conseguir essas futilidades mundanas e passageiras tenham que pisotear quem estiver pela frente, formar quadrilha e passar a ser membro do mundo do crime.

A estupidez humana é mesmo infinita.



Besta Humana



Nicete Campos* 





Desde os primórdios o homem tem se mostrado cada vez mais decepcionante, desafiando as leis da evolução natural (ou seria uma evolução naturalmente maligna?). As causas variam conforme a necessidade/vontade se lhe apresenta. Antropologistas tentam explicar as diferentes culturas tribais, as interferências externas e suas necessidades adaptacionais. Apela-se para o bom senso de respeitar as diferentes culturas sem a censura rançosa causada pelo não conhecimento, não questionando se uma é melhor ou pior do que aquela em que se está inserido.

Historiadores e outros cientistas afins colaboram para a montagem de um quadro humano recheado de informações técnicas levando o leitor interessado no assunto a ter um panorama lotado de dados numéricos, geográficos e culturais, o que é bastante relevante levando em consideração o trabalho gigantesco que fazem para a compreensão e perpetuação da história do homem.

Infelizmente, apesar dos avanços tecnológicos e de tantas boas conquistas feitas por alguns homens de bem, a grande massa disforme de humanos continua a praticar barbaridades ideológicas de cunho religioso, moral e social. Para que possam cultuar o mal, e por covardia mesmo, formam sub-tribos que se comprazem em dividir seus feitos maléficos e devastadores.

O chamado “Efeito Lúcifer”, de Philip George Zimbardo, doutor em Psicologia, Sociologia e Antropologia, descreve perfeitamente bem as situações em que um ser “bom” pode transformar-se em um “monstro” quando, dependendo do tipo de situação em que se encontra, consegue colocar de lado suas convicções pessoais, seus valores morais e praticar atos jamais imaginados. Sabe-se que fatores ambientais e comportamentais influenciam as atitudes do sujeito, prevalecendo ora uma, ora outra.

De qualquer modo, quando se forma uma “trupe” travestida de máscara duvidosa, uniforme em sua maneira de pensar e agir, a consequência é desastrosa. Quando o “mal” tem em seu ponto de partida a paixão afogueada pelos prazeres letais e resolve abocanhar mais seguidores, fica mais fácil se misturar onde a ignorância e o fanatismo imperam. Assim, como numa enxurrada após uma forte chuva, vão arrastando e condensando num só esgoto um número infindo de massa humana podre.

O mesmo poderia acontecer com o “bem”, mas não acontece. É assim porque é! Não adianta mais desculpas esfarrapadas do tipo: falta de amor ao próximo ou quaisquer outras exclamações religiosas. O homem se enrolou em suas próprias teias, e a história sobre a sua atual cultura e evolução deverá receber um nome complicado e difícil de ser lido e pronunciado, legando assim, ao futuro, um código a ser desvendado.


Nicete Campos é jornalista, membro do Grupo REBECA (Rede Brasileira de Educomunicação Ambiental) e colunista do Portal Mais Interior.


Mais Interior

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