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terça-feira, 12 de fevereiro de 2013

A brutalidade boçal de O País dos Metralhas


"Há tantas formas inteligentes de criticar o PT, e eis que aparece um gibi transformado num panfleto inútil e obtuso em sua agressividade delirante."

"É um triunfo da raiva, do recalque e do jogo sujo. Não há nada que desculpe, que atenue, que explique o absurdo que este gibi representa."

"O gibi vai entrar para a história como um retrato dos tempos cinzentos que vivemos."



Uma patifaria chamada O País dos Metralhas

PAULO NOGUEIRA 

O gibi vai entrar para a história como um retrato dos tempos cinzentos que vivemos.


A posteridade terá num simples gibi um exemplo perfeito dos dias mentalmente turbulentos e desgovernados que vivemos. O gibi, da Abril, é uma compilação de histórias dos Irmãos Metralhas.

É um triunfo da raiva, do recalque e do jogo sujo. Não há nada que desculpe, que atenue, que explique o absurdo que este gibi representa.

É um insulto mesmo a não petistas como eu.

Estranhamente, uma vez que será lido por crianças que não atinarão com a brutalidade boçal e reacionária da revista, tudo ali foi feito para agredir os petistas. Há tantas formas inteligentes de criticar o PT, e eis que aparece um gibi transformado num panfleto inútil e obtuso em sua agressividade delirante.

O título remete a um livro em que o blogueiro Reinaldo Azevedo compila parte de sua verborreia ultradireitista, o País dos Petralhas.

Dentro, “nasty” foi traduzido por “petralha”. Nasty é repulsivo. O termo “petralha” é, em si, outro símbolo destes dias intelectualmente tenebrosos no campo da direita.

Pausa. Fui — rapidamente — ver o que Azevedo dizia sobre isso. Acabei topando com uma sucessão de agressões dele a Flavio Moura por ter cometido o crime de escrever um artigo no Valor em que critica alguns colunistas reacionários. Moura é tratado como “empregadinho” de Luiz Schwarcz porque é editor da Companhia das Letras. Me lembrou o caso de um conservador inglês que recentemente foi estraçalhado pela mídia por ter chamado policiais de “plebeus”. Para encerrar: Moura não escreveu, mas o declínio daquele tipo de colunista se manifesta, mais que tudo, nas sistemáticas surras eleitorais que tomam. Não estão convencendo ninguém, ou porque são simplesmente ineptos, ou porque a causa é ruim, ou por uma mistura de ambos os pontos.

Bem, de volta a petralha.

O gibi

É um neologismo de Reinaldo Azevedo, e ninguém o usa tanto quanto o próprio autor, com evidente e infantil ufanismo. (Tolstoi não se ufanava de Guerra e Paz, e nem Shakespeare de Hamlet, mas Azevedo parece achar que merece reconhecimento internacional por petralha). Em escala muito menor, uns poucos conservadores falam em petralhas para diminuir petistas.

Note: petistas, e não delinquentes, em geral. É uma palavra com um alvo único: os petistas. Nenhum torcedor apaixonado chama um juiz de futebol, por exemplo, de petralha.

Mas o gibi consagrou, aspas, esta acepção inexistente de petralha. O tradutor afirmou, numa carta ao site de Nassif, que não foi obra sua. Não poderia ser mesmo. Alguém fez uma emenda na tradução.

O revisor anônimo vai entrar para a história como o autor de uma pequena patifaria que não é grande senão por mostrar a falta de decência no debate entre os conservadores nacionais.

Diário do Centro do Mundo

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Fichas-Sujas assumem. E aí, ministra Cármen Lúcia?


O Abra a Boca, Cidadão! publicou dois posts sobre a Lei da Ficha Limpa e as eleições de 2012 no final do ano passado, inclusive reproduzindo declarações da ministra Cármen Lúcia, presidenta do Tribunal Superior Eleitoral, em que ela garantia aos cidadãos brasileiros que políticos "fichas-sujas", se eleitos, não tomariam posse.

Infelizmente, três meses após o pleito, não é isto o que estamos vendo, ministra. Cidadãs e cidadãos brasileiros, de vários municípios Brasil afora, indignados, vêm se manifestando ao blog e à blogueira, informando que muitas dessas excrescências estão sendo bem-sucedidas nos julgamentos do TSE, estão tomando posse e o descalabro administrativo continuará em suas cidades.

Como cidadã e ativista, fico desolada e indignada com o que me chega de pedidos de ajuda escritos por gente simples, ordeira e trabalhadora, sofrendo nas garras de verdadeiros facínoras disfarçados de administradores públicos.

Se o Poder Judiciário não consegue coibir as falcatruas perpetradas e "enjaular" essa bandidagem, vamos recorrer, então, à Polícia Federal e ao Ministério Público. Cidadão pacato, desarmado, sem recursos, muitas vezes com pouca instrução, não pode continuar à mercê desses verdadeiros marginais, que, além de assaltar os cofres públicos e roubar os municípios, controlam judiciário e polícia locais, promovem ameaças contra o povo, se vangloriam da impunidade e desafiam diariamente o Estado de Direito.

Cidadãs e Cidadãos brasileiros: de modo educado, respeitoso e sem caluniar e injuriar ninguém, relatem os fatos ilícitos e informem os nomes dos infratores ao TSE (presidencia@tse.jus.br).

Conheçam também o "Não Aceito Corrupção", Movimento do Ministério Público Democrático, clicando e fazendo sua denúncia aqui.



Assistam ao vídeo:




Fichas-sujas comandam prefeituras nos bastidores

LUIZA BANDEIRA/
Belo Horizonte, DANIEL CARVALHO/São Paulo, NELSON BARROS NETO/Salvador

Políticos fichas-sujas, que na reta final das eleições do ano passado abandonaram a disputa para eleger familiares como prefeitos, estão agora atuando nas administrações dos parentes.

Em alguns municípios, a oposição diz que os atuais prefeitos são laranjas e que quem comanda a prefeitura, de fato, são seus padrinhos, que abriram mão da candidatura para não serem barrados pela Lei da Ficha Limpa.

Em ao menos cinco cidades do país, foram nomeados para chefiar gabinetes ou secretarias. Em outras sete, dão expediente na prefeitura e colaboram informalmente.

Nas eleições, em pelo menos 33 cidades, candidatos que corriam o risco de ser barrados pela Lei da Ficha Limpa desistiram em cima da hora e elegeram filhos, mulheres e outros familiares.

Em alguns casos, seus nomes e suas fotografias continuaram sendo exibidos nas urnas eletrônicas, mas os votos foram computados para as pessoas que os substituíram como candidatos.

Editoria de Arte/Folhapress


Também há cidades em que políticos condenados ou com contas rejeitadas nem se candidataram e lançaram parentes desde o início da campanha. Muitos tinham o direito de recorrer ao TSE (Tribunal Superior Eleitoral) se quisessem se candidatar, mas descartaram a opção.


PREFEITO DE FATO

Em Caputira (MG), o ex-prefeito Jairinho (PTC) admitiu que ajuda o filho, o prefeito Wanderson do Jairinho (PTB), a administrar a cidade. "Se você tivesse um pai prefeito, não ia perguntar as coisas? Mas ele é o prefeito."

Um vereador que não quis ter seu nome divulgado disse que Jairinho é o prefeito de fato. "O menino foi só para fazer campanha." Segundo ele, Jairinho despacha na prefeitura e atende a população.

Em Cajazeiras (PB), o ex-prefeito Carlos Antonio (DEM), que teve contas rejeitadas quando prefeito, foi nomeado secretário de Planejamento pela mulher e prefeita, Denise Oliveira (PSB).

Ele renunciou três semanas depois por causa de uma lei municipal que proíbe os fichas-sujas de ocupar cargos na administração. "Mas isso não vai impedir que ele me ajude", disse ela.

Em Conde (BA), o ficha-suja Paulo Madeirol (PSD) -- que em 2012 disse à Folha que elegeu a mulher, mas seria o prefeito de fato -- é secretário de Administração e participa de reuniões com a prefeita, Marly Madeirol (PTN).

Em Padre Paraíso (MG), a prefeita Neia de Saulo (PT), que em 2012 disse à Folha que o marido, ex-prefeito ficha-suja, ia "ajudar de longe", nomeou Saulo Aparecido (PTB) secretário de Saúde.

Ele diz que ajuda a mulher também em outras áreas, como educação, esportes e finanças, como "qualquer funcionário público".

Em Nova Independência (SP), o ex-prefeito Valdemir Joanini (PSDB) não tem cargo oficial, mas ajuda a prefeita como uma espécie de "primeiro-cavalheiro". "Se vou receber deputado e vereador, chamo ele", afirmou Neusa Joanini (PSDB).

Em São Paulo, o TRE indeferiu o registro de seis candidatos substitutos de fichas-sujas, entre eles o da prefeita de Nova Independência. Ela continua no cargo porque ainda cabe recurso. Também há processos tramitando nos casos de Cajazeiras e Conde.

Levantamento do Movimento de Combate à Corrupção Eleitoral mostra que 86 cidades já instituíram leis para impedir pessoas condenadas, com contas reprovadas ou outros problemas de assumir cargos na gestão pública.


OUTRO LADO

Políticos fichas-sujas e seus familiares que se elegeram prefeitos dizem que não há constrangimento com sua atuação. Os prefeitos negam que estejam sendo usados como laranjas por seus padrinhos políticos.

Em Caputira (MG), Wanderson do Jairinho (PTB) afirmou que recebe conselhos do pai ex-prefeito e que não vê problemas nisso. Disse ainda não ter decidido se o pai terá cargo na administração.

O ex-prefeito Jairinho (PTC) disse que só foi à prefeitura na primeira semana para ajudar o filho e que agora fica em seu escritório cuidando de negócios como empresário.

Em Cajazeiras (PB), a assessoria de imprensa da prefeita disse que ela é a prefeita de fato e que é normal que o marido ajude na administração, assim como fazem as primeiras-damas.

Denise Oliveira (PSB) disse que o marido saiu do secretariado por precaução, porque ela ainda não sabe se a lei da Ficha Limpa municipal está valendo.

Questionada sobre a atuação do marido, a prefeita de Conde (BA), Marly Madeirol (PTN), disse que "todos os secretários estão contribuindo, no limite de suas funções, para o funcionamento da administração". A prefeita não respondeu sobre ele ter a ficha-suja. Paulo Madeirol (PSD) não quis falar com a Folha.

Em Padre Paraíso (MG), o secretário Saulo (PTB) disse que, "sendo esposo, está trabalhando para o município".

A prefeita de Nova Independência (SP), Neusa Joanini (PSDB), disse não ver impedimento para que o marido atue como "primeiro-cavalheiro" e a ajude em reuniões com parlamentares.


Folha Online

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segunda-feira, 11 de fevereiro de 2013

Ivete: a "Galinha dos Ovos de Ouro" no "Carnaval da Exclusão"


Vivo como monja: tenho a companhia amorosa e leal de dois cãezinhos de estimação, sou cercada por plantas e árvores, escrevo, leio, cozinho, faço orações e meditação.

E enfrento criminosos também. Afinal, eles não me deixam viver em paz e violam meus direitos.

Para quem, como eu, não gosta de folia, os dias de Carnaval são uma boa desculpa para "refletir sobre a vida" e "pensar o Brasil".

A entrevista publicada hoje na Folha nos ajuda a fazer isso.

Afinal, que país é esse, que mesmo na alegria e na folia, discrimina, privilegia, esbulha e exclui?


                                                Ivete Sangalo/Facebook/Carnaval 2013

A Bahia virou a terra de uma artista só: Ivete Sangalo

Presidente do Olodum diz que divisão desigual de recursos no carnaval empobrece a Bahia e que "Afródromo" empurraria negros para gueto


NELSON BARROS NETO 

É Carnaval em Salvador, e João Jorge Rodrigues, 57, presidente do Olodum, crava: há um monopólio na divisão de recursos na folia da Bahia, que é "terra de uma artista só" - Ivete Sangalo.

Na força da cantora, o líder do "bloco mais aclamado e conhecido no planeta", em suas palavras, vê um caráter étnico: ela é branca.

A vinda a Salvador de atrações como o sul-coreano Psy, diz, é mais um retrato de uma Bahia que não valoriza seus artistas, sua negritude.

João Jorge falou à Folha na sede do Olodum, em um belo sobrado encravado no Pelourinho. Em seguida, tinha outra entrevista: com o americano Spike Lee, 55, que filma "Go Brazil Go!", documentário sobre a ascensão econômica do país, que também vai abordar o Brasil da perspectiva racial.

Sobre isso, ele sentencia: a capital baiana "é campeã mundial de apartheid". Sobretudo nos dias de folia.

Mestre em direito público pela Universidade de Brasília (UnB), João Jorge vai na contramão do discurso dominante entre os envolvidos no Carnaval de Salvador.



Folha - Enquanto cresce a participação popular em blocos de rua no Sudeste, o Carnaval é criticado na academia e por referências do samba e do próprio axé.

João Jorge - O Carnaval do país é um retrato do Brasil atual. Ele é um Carnaval discriminatório, segregado, com mecanismos que reproduzem o capitalismo brasileiro: a grande exclusão da maioria em benefício de uma minoria.

Seria ingenuidade esperar que no Carnaval de Salvador, de São Paulo, do Recife ou do Rio nós tivéssemos democracia, oportunidade, igualdade. Você passa 359 dias no ano praticando toda forma de violência institucional, de racismo institucional, e você quer que em seis dias o Carnaval seja democrático?

A situação é pior na Bahia?

Aqui, ainda mais. Você tem um segmento que tem os melhores patrocínios, maior visibilidade, todos os recursos. Há cordas separando os blocos do povo.

Estamos falando da possibilidade de o Carnaval ser mais generoso. Além de ser uma festa da alegria, proporcionar também àqueles que fazem cultura ter apoios tão generosos quanto o de quatro grupos. Mas é ilusão achar que isso mudará em curto prazo. Os atores que podiam brigar por isso estão às vezes mais preocupados em fazer parte do jogo.


O chamado "Afródromo" ajuda ou atrapalha o cenário? [a iniciativa de Carlinhos Brown e outras seis entidades de criar um novo circuito, exclusivo para os blocos afro, estrearia neste ano, mas foi adiada pela nova gestão na prefeitura]

O Olodum tem brigado muito para sair mais cedo e poder ser visto pela televisão. Para que empresas patrocinem de forma equitativa os blocos afros.

Ao mesmo tempo, eles resolveram fazer algo separado. O que a sociedade mais quer é que os negros escolham um gueto para ir e se afastem da disputa com eles. É como se soubéssemos o lugar em que deveríamos ficar, em vez de aparecermos na Barra, no Campo Grande.

Mais ainda: obriga o poder público a ter gastos com outro circuito, quando os recursos poderiam ser distribuídos de uma forma melhor.


Até que ponto o monopólio afeta a festa, a música local?

A diversidade, que antes era a riqueza do Carnaval, foi diminuindo, e hoje o Ilê Aiyê, o Filhos de Gandhy, a Timbalada e o Olodum correm um pouco no meio disso.

Mas nos demais lugares você não tem novidades. A Bahia virou a terra de uma artista só. Parece que os outros estão todos mortos.


Isso mata os artistas emergentes, mata os que estão trabalhando e, em vez de fortalecer essa própria artista, a fulmina, porque é a galinha dos ovos de ouro aberta para pegar ovos. A festa faz de conta que está enriquecendo uma pessoa, mas na verdade está empobrecendo uma cidade, um Estado.

A pessoa é Ivete Sangalo?

Sim, ela.

E como o senhor vê a vinda de celebridades como o sul-coreano Psy, para ações publicitárias, com o discurso de prestigiar o Carnaval?

Essa mudança, de a gente precisar de elementos como esses, é uma coisa recente, tem 20 anos. Antes, as pessoas vinham para participar, para conhecer o Carnaval de Salvador. Com o tempo, passou a ser: "Eu quero que você venha para você ser importante para o Carnaval". Inverteu. O Carnaval é que era importante para essas pessoas.


O pessoal pergunta: qual é a atração deste ano do Olodum? É a banda Olodum. A banda mais internacional da Bahia: 37 países, quatro Copas do Mundo, tocou com os últimos 30 grandes nomes da música mundial. Na visão de outros grupos, outros artistas, eles não são atrações no Carnaval de Salvador, atração é o coreano, é a atriz da Globo.

A novidade do Olodum é o samba-reggae, é a força biológica da música que a gente tem, a música de protesto...

E existem novas músicas do Olodum assim?

Tem, e atuais. Agora, qual rádio que toca pagode, sertanejo e funk vai tocar música de protesto? Vou dar um exemplo bem simples: ninguém consegue mudar a ordem do desfile de Salvador, porque foi imposta pelo capital. A ordem é: quem tem mais dinheiro.

Mas qual prefeito ou governador vai dizer: "A gente banca o Carnaval, dá segurança, saúde, infraestrutura, gasta R$ 84 milhões, e todos terão de cumprir a seguinte diretriz - será um desfile alternativo, com um bloco afro, depois um afoxé e um bloco de trio. Um bloco travestido e um trio independente. Em horários que todos possam aparecer na TV". Quero ver qual autoridade da Bahia vai fazer isso.

E Claudia Leitte? Parte do público e da crítica diz que ela tenta repetir Ivete, que não teria identidade...

Não posso falar disso, porque esse é um problema dessas cantoras, desse tipo de personalidade cuja força é o caráter étnico. A força delas é que são cantoras brancas. Se elas se imitam ou não, não posso dizer nada, é o mercado que elas escolheram. De serem cantoras brancas, que dominam todo o mercado de publicidade, todo o mercado de shows, e que uma compete com a outra.


Recentemente, uma delas colocou o filho para subir no palco, e a outra fez o mesmo.


E tem a gravidez de cada uma, tudo que é feito para gerar notícia. Estou preocupado inclusive com Spike Lee, para ele não engravidar ninguém aqui nesse período [risos], para criar notícia, entendeu?

Agora, um fato é importante: elas exercem um papel importante na música brasileira e souberam dar um ar profissional a isso que é uma resposta também às demandas da própria comunidade negra. Você, com ótimas cantoras negras aqui, numa cidade de maioria negra, não capitalizar isso é um erro estratégico. Para você ver a força do racismo e da alienação. As cantoras negras da Bahia seriam milionárias nos EUA.

E os desfiles das escolas de samba no Rio e em São Paulo?

Olha, eles foram importantes nos anos 10 e 20 do século passado para formar uma cultura do samba. Depois, foram engessados pelo modelo de desfile, pelo sambódromo e continuam sendo um espetáculo maravilhoso... De ver. Mas sem participação ampla, e isso difere do Recife, de Olinda e de Salvador.

Por isso o Rio está tendo essa explosão de blocos de rua, mostrando que as pessoas cansaram desse modelo da fantasia, das alas, da batida, de 90 minutos de desfile. Sem falar da guerra publicitária, dos enredos patrocinados.


Em algum momento o Carnaval foi uma festa popular?

Nunca, ainda não é e talvez não seja. É uma festa de multidões, mas que tem uma repressão muito grande sobre tudo. O Carnaval é extremamente limitado, onde se desfila, se bate foto, é preciso pagar taxas. E não é isso que é vendido para o mundo.

Veja, um dos fenômenos mais interessantes do Carnaval é a visibilidade da homossexualidade. Mas é também no Carnaval em que os homossexuais são mais agredidos. Ao mesmo tempo em que parece que a cidade fica liberal, receptiva ao outro, ela é extremamente conservadora.

O Carnaval está migrando para ter os bailes de novo, os camarotes, uma estrutura mais apartada ainda do que se conseguiu ter nos blocos de trio nos horários de desfile.


Mas o Olodum segue nela...

O Carnaval não é a salvação, não é o fim do mundo. É algo importante para a civilidade que precisa emergir, mas não se resolvem os problemas das cidades sem o confronto. O Carnaval é a cara da sociedade. Só em um momento o brasileiro se mostra como ele é. É no Carnaval.


Brasil 247 e Folha Online

Destaques do ABC!

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Rola-bosta desfere ataque violento à presidenta Dilma


EM DEFESA DE DILMA E DA DEMOCRACIA


Hora de mobilização geral, na sociedade e na blogosfera progressista, cidadã.

Pulhas como este, abaixo, língua-de-aluguel das elites podres, empenhadas num retrocesso institucional, todos incomodados com os 40 milhões que saíram da miséria, com os milhares de pobres que passaram a entupir aeroportos e aviões, com o Brasil de cabeça erguida no cenário internacional, emprestando dinheiro até para o FMI... pulhas como este não podem ficar sem resposta.

Cidadania que fique atenta, mobilizada, em estado de alerta. Estamos em pleno Carnaval de 2013. Nos próximos dias, o ano começará efetivamente. Mas, pelo atropelo desesperado da direita raivosa, inconformada por estar há 10 anos alijada do poder, 2014 e a campanha eleitoral para a Presidência da República já começaram.

Em Defesa dos governos populares e trabalhistas da presidenta Dilma Rousseff e do presidente Lula, e sobretudo do projeto de país implantado por eles, que contempla sempre, em primeiro lugar, os mais frágeis e os verdadeiros interesses do Povo Brasileiro, vamos todos rechaçar o ataque deste pitbull do Instituto Millenium, eivado de mentiras e covardia.



Cidadãs e Cidadãos brasileiros, abram a boca! Às ruas e praças, nas redes sociais, onde houver espaço para manifestação ordeira, educada, pacífica e dentro da lei.

Em defesa da presidenta Dilma, da Democracia e do Brasil.

VIVA O POVO BRASILEIRO !!!



domingo, 10 de fevereiro de 2013

Partido dos Trabalhadores: 33 anos


Mas a grande festa será no dia 20, com Lula e Dilma comemorando também 10 anos do PT na Presidência da República.



PT "ADIA" ANIVERSÁRIO PARA 

CELEBRAR 10 ANOS NO PODER

:
Acostumados a celebrar o aniversário do partido no dia 10 de fevereiro, os petistas guardaram a festa para o próximo dia 20, quando celebram os 10 anos do PT no comando do Palácio do Planalto. A data, que caiu no domingo de carnaval, foi marcada discretamente pelo ex-presidente Lula em seu perfil no Facebook: "Hoje o Partido dos Trabalhadores faz aniversário. E já são 33 anos construindo um Brasil cada vez mais justo, democrático e solidário"; críticos do partido também não deixaram a data passar em branco no Twitter 

Leia mais no Brasil 247

Mulheres praticam crimes contra mulheres



Aquele que anda rastejando como um verme nunca deverá queixar-se de que foi calcado aos pés.
                                                                                     Immanuel Kant, filósofo alemão

Quando se fala em violência contra a mulher, pensa-se imediatamente no tipo de violência mais comum, mais visível: mulheres feridas, machucadas, espancadas, ensanguentadas, violentadas por companheiros. Um festival covarde, feroz, por vezes com requintes de crueldade, de tapas, socos, pontapés, acompanhados de ofensas, xingamentos e ameaças.



Violência contra a mulher, para a maioria da população, é sinônimo de agressões físicas desferidas por um macho brutamontes contra uma mulher frágil e indefesa.

A maior parte dos casos que chegam às delegacias e à mídia realmente corresponde a este tipo de violência. Mas há muitos outros agentes que podem praticar violência contra mulheres, além de maridos e companheiros. E há outras tantas formas de violência covarde contra mulheres, além da violência física.

Violência contra mulher está acontecendo todo dia, o dia todo... perpetrada muitas vezes por outras mulheres! E, acreditem, muitas vezes mulheres da própria família da vítima! 

Vejam só o absurdo da situação: mulher mandante de agressões, ferimentos, violências contra outra mulher. Mulher predadora. Mulher truculenta. Mandante de todo o tipo de "violência silenciosa" contra outra cidadã.

Violência moralcampanha difamatória, "assassinato de reputação". Violência torpe, baixa, rasteira, covarde, hedionda. Camuflada, disfarçada.

Violência psicológica: vigilância acirrada, inclusive por câmeras de monitoramento, tentando desestabilizar emocionalmente a vítima. Ameaças, intimidações, ciladas e emboscadas, usando e abusando de cúmplices.

Violência patrimonial: violação de direito de propriedade, apropriação indébita por meio de fraude.

Atentados: sequestro, assassinato...

Violação de domicílio: com promoção de crime ambiental, danos à propriedade alheia, lançamento de produtos venenosos, destruição de espécies vegetais etc.

Da Declaração Universal dos Direitos Humanos, passando por dispositivos da Constituição Federal e do Código Penal, e chegando-se à famosa Lei Maria da Penha, há ordenamento jurídico suficiente no Brasil para enquadrar mulheres que violentam mulheres.

Há uma mulher na Presidência da República. Uma ex-guerrilheira corajosa e combativa, que muito tem feito pelo Brasil e pelos mais frágeis. Há mulheres igualmente bravas, ousadas, combativas, competentes, na Secretaria de Direitos Humanos, na Secretaria das Mulheres da Presidência da República e em outros ministérios. Há mulheres dignas no Senado, na Câmara, no Ministério Público, no Judiciário...

Mas há também muita iniquidade vestindo saia e calçando sapatos de bico fino, acima de qualquer suspeita, e silenciosamente praticando seu verdadeiro ofício: crimes contra outra mulher e contra toda a sociedade.

171, 288 e por aí vai...


mmmmmm

sábado, 9 de fevereiro de 2013

Mulheres que violentam mulheres


Quando se fala em violência contra a mulher, imediatamente se pensa em espancamentos, tapas, socos, pontapés, hematomas, cara inchada, sangue, ferimentos etc. E a primeira ideia que vem é a de um macho brutamontes, troglodita, marido ou companheiro, truculento, autoritário, ignorante, que se aproveita de sua força física superior para subjugar, humilhar e ferir uma esposa ou companheira indefesa.

Essa é "apenas" uma das modalidades de violência contra a mulher. A mais visível, a mais comum, a mais chocante, a que por vezes vai parar na mídia. A que deveria lotar delegacias da mulher Brasil afora... 

Mas há outras tantas modalidades de violência contra a mulher. Muitas delas silenciosas, quase invisíveis. Violência moral, psicológica, patrimonial, institucional. E os agentes também vão muito além de maridos e companheiros... 

Sim. Há violência contra mulher desferida por mulheres. E aí temos AS Trogloditas em Ação. Algumas, reles Mequetrefes, pés-de-chinelo, línguas-de-aluguel, recebendo $$$ e vantagens para praticar patifarias. Outras, já no topo da hierarquia do crime, "Chefonas", se equilibrando em seus sapatos de bico fino de "gosto duvidoso", olhando para o entorno do alto de seu péssimo e hediondo caráter...


                                           Rainha Maria Antonieta: a que "se achava" 
                                                               e morreu guilhotinada

Imaginem MULHERES que violentam mulheres. Façam um exercício de imaginação. Eu, cá comigo, não preciso fazer nenhum esforço...

Absurdo dos absurdos. Ridículo dos ridículos.

Mas acontece. E muito. E muitas vezes com mulheres da mesmíssima "família". Nos rincões do Brasil. Mas também nas maiores cidades brasileiras.


Violência contra Mulher é, também, VIOLAÇÃO DOS DIREITOS HUMANOS das Mulheres.

Eu denuncio.

DENUNCIE você também !


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