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domingo, 10 de fevereiro de 2013

Partido dos Trabalhadores: 33 anos


Mas a grande festa será no dia 20, com Lula e Dilma comemorando também 10 anos do PT na Presidência da República.



PT "ADIA" ANIVERSÁRIO PARA 

CELEBRAR 10 ANOS NO PODER

:
Acostumados a celebrar o aniversário do partido no dia 10 de fevereiro, os petistas guardaram a festa para o próximo dia 20, quando celebram os 10 anos do PT no comando do Palácio do Planalto. A data, que caiu no domingo de carnaval, foi marcada discretamente pelo ex-presidente Lula em seu perfil no Facebook: "Hoje o Partido dos Trabalhadores faz aniversário. E já são 33 anos construindo um Brasil cada vez mais justo, democrático e solidário"; críticos do partido também não deixaram a data passar em branco no Twitter 

Leia mais no Brasil 247

Mulheres praticam crimes contra mulheres



Aquele que anda rastejando como um verme nunca deverá queixar-se de que foi calcado aos pés.
                                                                                     Immanuel Kant, filósofo alemão

Quando se fala em violência contra a mulher, pensa-se imediatamente no tipo de violência mais comum, mais visível: mulheres feridas, machucadas, espancadas, ensanguentadas, violentadas por companheiros. Um festival covarde, feroz, por vezes com requintes de crueldade, de tapas, socos, pontapés, acompanhados de ofensas, xingamentos e ameaças.



Violência contra a mulher, para a maioria da população, é sinônimo de agressões físicas desferidas por um macho brutamontes contra uma mulher frágil e indefesa.

A maior parte dos casos que chegam às delegacias e à mídia realmente corresponde a este tipo de violência. Mas há muitos outros agentes que podem praticar violência contra mulheres, além de maridos e companheiros. E há outras tantas formas de violência covarde contra mulheres, além da violência física.

Violência contra mulher está acontecendo todo dia, o dia todo... perpetrada muitas vezes por outras mulheres! E, acreditem, muitas vezes mulheres da própria família da vítima! 

Vejam só o absurdo da situação: mulher mandante de agressões, ferimentos, violências contra outra mulher. Mulher predadora. Mulher truculenta. Mandante de todo o tipo de "violência silenciosa" contra outra cidadã.

Violência moralcampanha difamatória, "assassinato de reputação". Violência torpe, baixa, rasteira, covarde, hedionda. Camuflada, disfarçada.

Violência psicológica: vigilância acirrada, inclusive por câmeras de monitoramento, tentando desestabilizar emocionalmente a vítima. Ameaças, intimidações, ciladas e emboscadas, usando e abusando de cúmplices.

Violência patrimonial: violação de direito de propriedade, apropriação indébita por meio de fraude.

Atentados: sequestro, assassinato...

Violação de domicílio: com promoção de crime ambiental, danos à propriedade alheia, lançamento de produtos venenosos, destruição de espécies vegetais etc.

Da Declaração Universal dos Direitos Humanos, passando por dispositivos da Constituição Federal e do Código Penal, e chegando-se à famosa Lei Maria da Penha, há ordenamento jurídico suficiente no Brasil para enquadrar mulheres que violentam mulheres.

Há uma mulher na Presidência da República. Uma ex-guerrilheira corajosa e combativa, que muito tem feito pelo Brasil e pelos mais frágeis. Há mulheres igualmente bravas, ousadas, combativas, competentes, na Secretaria de Direitos Humanos, na Secretaria das Mulheres da Presidência da República e em outros ministérios. Há mulheres dignas no Senado, na Câmara, no Ministério Público, no Judiciário...

Mas há também muita iniquidade vestindo saia e calçando sapatos de bico fino, acima de qualquer suspeita, e silenciosamente praticando seu verdadeiro ofício: crimes contra outra mulher e contra toda a sociedade.

171, 288 e por aí vai...


mmmmmm

sábado, 9 de fevereiro de 2013

Mulheres que violentam mulheres


Quando se fala em violência contra a mulher, imediatamente se pensa em espancamentos, tapas, socos, pontapés, hematomas, cara inchada, sangue, ferimentos etc. E a primeira ideia que vem é a de um macho brutamontes, troglodita, marido ou companheiro, truculento, autoritário, ignorante, que se aproveita de sua força física superior para subjugar, humilhar e ferir uma esposa ou companheira indefesa.

Essa é "apenas" uma das modalidades de violência contra a mulher. A mais visível, a mais comum, a mais chocante, a que por vezes vai parar na mídia. A que deveria lotar delegacias da mulher Brasil afora... 

Mas há outras tantas modalidades de violência contra a mulher. Muitas delas silenciosas, quase invisíveis. Violência moral, psicológica, patrimonial, institucional. E os agentes também vão muito além de maridos e companheiros... 

Sim. Há violência contra mulher desferida por mulheres. E aí temos AS Trogloditas em Ação. Algumas, reles Mequetrefes, pés-de-chinelo, línguas-de-aluguel, recebendo $$$ e vantagens para praticar patifarias. Outras, já no topo da hierarquia do crime, "Chefonas", se equilibrando em seus sapatos de bico fino de "gosto duvidoso", olhando para o entorno do alto de seu péssimo e hediondo caráter...


                                           Rainha Maria Antonieta: a que "se achava" 
                                                               e morreu guilhotinada

Imaginem MULHERES que violentam mulheres. Façam um exercício de imaginação. Eu, cá comigo, não preciso fazer nenhum esforço...

Absurdo dos absurdos. Ridículo dos ridículos.

Mas acontece. E muito. E muitas vezes com mulheres da mesmíssima "família". Nos rincões do Brasil. Mas também nas maiores cidades brasileiras.


Violência contra Mulher é, também, VIOLAÇÃO DOS DIREITOS HUMANOS das Mulheres.

Eu denuncio.

DENUNCIE você também !


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sexta-feira, 8 de fevereiro de 2013

As Criminosas mais Famosas do Brasil


O Submundo está mudando de endereço.

Mulheres estão atuando vigorosamente por toda a parte: nas empresas, em cargos de chefia, na política, nos ministérios e parlamento, nas universidades, em muitos setores tradicionalmente masculinos. Mas de uns anos para cá começaram a adentrar também, infelizmente, com ousadia e desembaraço, o submundo: o mundo do crime.

Desprovidas de princípios, frias, calculistas, doentiamente gananciosas, estas mulheres padecem claramente de megalomania e insanidade moral.

Psicopatas, muitas vezes.





As criminosas mais famosas do Brasil 

Gabi Dornelas 

O assassinato e esquartejamento do executivo da Yoki, Marcos Kitano Matsunaga, foi motivo pra muita gente ficar chocado, pra muita gente fazer piada e pra muita gente pensar duas vezes antes de trair a esposa. Assassina confessa, Elize Matsunaga foi levada para a prisão onde estão Suzane von Richthofen e Anna Carolina Jatobá, condenadas pelo assassinato dos pais e da enteada, respectivamente.

Elize, Suzane e Anna dividem mais que as paredes do Complexo Penitenciário de Tremembé. Elas entram na lista das mais famosas criminosas do país. Seja pela crueldade, frieza ou ineditismo de seus crimes, essas mulheres atraíram a atenção da mídia e da população brasileira.

Conheça a história e os crimes de algumas destas criminosas.


Suzane von Richthofen


31 de outubro de 2002

Planejou (e ajudou na execução junto com os irmãos Cravinhos – Daniel – namorado de Suzane à época do crime - e Christian – irmão de Daniel) o assassinato dos próprios pais. Manfred e Marísia von Richthofen foram espancados até a morte com barras de ferro.

Há divergências sobre a motivação: a herança de R$10 milhões deixada pelo casal Richthofen e/ou a proibição do namoro de Daniel e Suzane.

Indícios apontam que Suzane conduziu testes de ruídos na casa para decidir sobre o uso ou não de armas de fogo, traçou a estratégia, desligou os dispositivos de segurança da casa, permitiu a entrada dos irmãos Cravinhos, espalhou documentos e objetos pela casa e arrombou uma maleta de dinheiro do pai para simular um latrocínio.

Depois do assassinato, Suzane e Daniel deixaram Christian perto da casa dele e foram para um motel – primeiro disseram ter feito sexo naquela noite, depois negaram. Saindo do motel, eles buscaram Andreas, irmão de Suzane, que estava em um cibercafé (odeio o termo, mas foi o que usaram nas reportagens e eu resolvi não mexer!).

Desde que chegou na casa dos Richthofen, a polícia desconfiou do comportamento de Daniel e Suzane e de detalhes da cena do crime. Depois de investigação, Christian foi confrontado a respeito de uma moto 0 km que comprou logo após o crime. Ele foi o primeiro a confessar.

Suzane foi condenada a 39 anos de prisão em regime fechado. Daniel teve a mesma pena e Christian pegou 38 anos de prisão. Os três seguem cumprindo suas penas.


Anna Carolina Jatobá


29 de março de 2008

Juntamente com o marido, Alexandre Nardoni, foi condenada pelo espancamento, asfixia e defenestração (quando jogam alguém pela janela – mas acho que depois desse caso todo mundo ficou sabendo disso!) da filha dele, Isabella Nardoni, de 6 anos.

Anna e Alexandre nunca assumiram a culpa pelo crime, então os motivos foram sempre especulação. Os dois afirmam que chegaram na garagem do prédio, Anna ficou com os 2 filhos do casal lá e Alexandre subiu para o apartamento com Isabella. Ele deixou a menina no quarto dos irmãos e voltou para ajudar Anna a subir com as outras crianças, um de 3 anos e outro de 11 meses. Na versão deles, nesse intervalo alguém teria invadido a casa – como para um roubo – e atirado Isabella pela janela.

Para a polícia 3 pontos deixavam a versão de Anna e Alexandre nebulosa: a ausência de arrombamento na casa, o fato de que não faltava nada entre os pertences do casal e, finalmente, nenhum indício de que alguém estranho tenha estado no prédio.

A perícia revelou que a causa da morte de Isabella foi parada cardiorespiratória. Além disso, haviam vestígios de sangue no apartamento do casal, nos dormitórios, corredor, na maçaneta da porta de entrada da residência e no lençol da cama onde Alexandre disse tê-la colocado. Houve fratura de osso em um dos punhos, enquanto estava viva; trauma no crânio, língua entre-dentes e lesões petequiais no coração e pulmões – indicativas de que a vítima fora asfixiada/sufocada.

Um dos primeiros depoimentos de vizinhos – antes mesmo das suspeitas recaírem sobre Anna e Alexandre – era de uma senhora que dizia ter ouvido, momentos antes de Isabella ser jogada pela janela, a voz de uma menina, criança que gritava “Para… pai!”. Um detalhe importante foi a entonação repassada pela vizinha: a menina gritava “para” e em seguida chamava pelo pai, como se pedisse a ajuda dele. Muitos ainda acreditam que a responsável direta pela morte de Isabella tenha sido a madrasta Anna.

Anna Carolina Jatobá foi condenada a 26 anos e 8 meses de prisão em regime fechado. Alexandre teve uma pena maior – 31 anos, 1 mês e 10 dias – pelo fato da vítima ser sua descendente direta.

Atualmente Anna virou evangélica e prega para as demais detentas do presídio onde está. [Suzane também !!!]


Elize Araújo Kitano Matsunaga


19 de maio de 2012

Elize admitiu ter atirado na cabeça e esquartejado o marido, Marcos Kitano Matsunaga – executivo da Yoki. O crime ocorreu no apartamento do casal, enquanto a filha deles, de 1 ano, estava no local. De acordo com a perícia, quando ocorreu a decapitação de Marcos, ele ainda estava vivo.

Elize contratou um detetive para comprovar que o marido a estava traindo. Através de um vídeo apresentado pelo investigador particular, ela confirmou suas suspeitas. Na noite do crime, após chegar em casa e dispensar a babá, Elize confrontou o marido, exaltada. A discussão foi acalorada, Marcos deu um tapa na esposa e disse que iria interná-la. Elize sacou uma arma e o atingiu na cabeça. Arrastou o corpo para o quarto de empregada, esquartejou, colocou em sacos plásticos, depois em malas.

Os pedaços do corpo de Marcos foram encontrados em Cotia e Capão Bonito, na Grande São Paulo.

No apartamento do casal foram encontradas 30 armas. Marcos era colecionador. A arma usada por Elize foi um presente de Marcos a ela.

Marcos conheceu Elize pela internet, em um site de acompanhantes. Ele se apaixonou pela garota de programa e fez dela sua esposa. A amante – que causou a ira de Elize – era também uma acompanhante do mesmo site onde Marcos conheceu a esposa.

Elize confessou e a polícia não tem dúvidas: todo o crime foi realizado por ela, sozinha. Como Elize tem curso de técnica em enfermagem, ela utilizou seus conhecimentos para esquartejar o marido, cortando nas articulações do corpo.

Elize pode pegar de 6 a 30 anos de prisão.


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O Brasil tem dono? Quem são os "Proprietários do Brasil"?


"Não se pode falar de um verdadeiro Estado de Direito Democrático se a sociedade não conhecer as estruturas de poder econômico do setor privado e suas influências nas orientações de estratégia econômica e de desenvolvimento do Estado brasileiro. Ainda mais quando sabemos que as ações de empresas e bancos de maior capital acumulado, por estarem comprometidos com o lucro, impactam negativa e brutalmente na vida social, econômica, cultural e ambiental do país."

"Temos o direito, como cidadãs e cidadãos brasileiras/os, de exigir a democratização do uso dos recursos públicos e seu controle social, tendo acesso a informações sobre onde e como os mesmos são aplicados."




Quem são os proprietários do Brasil?

Qual é a estrutura de poder econômico dos grupos privados que atuam no país? Quais são os atores que acumulam maior poder nesta estrutura, e qual a relação entre os mesmos? Qual o grau de influência desta estrutura de poder, invisível, sobre as decisões do Estado quanto ao rumo do desenvolvimento e as políticas econômicas? Como o Estado se relaciona e alimenta esta estrutura de poder e quais as contrapartidas desta relação para o bem-estar da sociedade?

É com o objetivo de responder a estas e a outras perguntas que construímos o ranking “Proprietários do Brasil”.

O ranking foi elaborado a partir da construção de um sistema de informação inédito que mede o poder econômico não apenas por meio da receita destas empresas mas também do controle, da propriedade sobre ações ordinárias (com direito a voto) que uma empresa possui de outras empresas e o quanto isso aumenta sua capacidade de influenciar os investimentos do Estado brasileiro (clique aqui para entender como se calcula o IPA - Índice de Poder Acumulado).

Não se pode falar de um verdadeiro Estado de Direito Democrático se a sociedade não conhecer as estruturas de poder econômico do setor privado e suas influências nas orientações de estratégia econômica e de desenvolvimento do Estado brasileiro. Ainda mais quando sabemos que as ações de empresas e bancos de maior capital acumulado, por estarem comprometidos com o lucro, impactam negativa e brutalmente na vida social, econômica, cultural e ambiental do país.

O ranking Proprietários do Brasil mostra que o capitalismo brasileiro tem rosto, nome, sobrenome e endereço. O ranking expõe o controle da propriedade destes grupos por poucas empresas e pessoas, através de estruturas complexas e ramificadas de participações societárias. O ranking traz as intrincadas redes e cadeias de conglomerados, holdings, instituições financeiras, empresas especuladoras e outros CNPJs que nada produzem, chegando finalmente aos controladores últimos por trás das empresas que fazem parte de nosso dia-a-dia, os verdadeiros donos do Brasil.

Queremos contribuir para dar visibilidade e concretude à indecente concentração de renda e poder que marca a vida social e econômica do país, justificada pelo consenso criado e propagado de que tais empresas e seus donos produzem riquezas para o Brasil, através da geração de empregos e por levarem o “desenvolvimento” e o “progresso” para os locais em que atuam.

Almejamos que o ranking Proprietários do Brasil forneça informações que auxiliem a luta das comunidades e pessoas atingidas pelas ações danosas dos poderosos grupos econômicos hegemônicos no Brasil, seja pelo desrespeito às condições de vida e trabalho dignas, seja pela destruição ambiental. Também temos a pretensão de subsidiar as instituições de pesquisa interessadas em desvelar a estrutura do poder. Concebemos o ranking como instrumento de luta concreta dos diversos movimentos sociais e organizações por mais democracia no nosso país. Neste sentido, o ranking fornece informações e revela de que forma o capital está organizado, estruturado e agindo no país e como suas ações impactam no cotidiano da população brasileira. Com esta ferramenta é possível, por exemplo, identificar os verdadeiros agentes por trás de violações de direitos humanos e dos passivos sociais e ambientais.

As conexões entre o Estado e os grupos privados, forjadas historicamente, alimentam uma elevada concentração de poder econômico, como revela o ranking. Ele nos mostra que por detrás de famosos nomes de empresas e do emaranhado de cadeias de controle há pessoas. Pessoas que as lideram e planejam suas ações, e que, em muitos casos, são apoiadas fortemente pelo Estado Brasileiro, através de financiamentos subsidiados, como, por exemplo, do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES); e benefícios fiscais e tributários por governos municipais, estaduais e federal. Por meio do ranking identifica-se também a presença do Estado na estrutura societária dos grupos privados através de participações das empresas estatais e de seus fundos de pensão no capital de muitos destes grupos.

Temos o direito, como cidadãs e cidadãos brasileiras/os, de exigir a democratização do uso dos recursos públicos e seu controle social, tendo acesso a informações sobre onde e como os mesmos são aplicados.

A atual cortina de fumaça que recobre a estrutura de poder econômico no país normalmente isenta estes que se portam como proprietários do Brasil de qualquer responsabilidade sobre os danos sociais, econômicos, culturais e ambientais gerados pelas ações das empresas que controlam. O ranking, ao expor estes atores, busca contribuir com a democratização da economia, com a transparência da relação entre Estado e mercado e com a responsabilização dos “proprietários do Brasil”.

A produção do ranking é apenas o primeiro passo na construção do portal proprietariosdobrasil.org.br como um espaço coletivo para o compartilhamento de informações, análises e denúncias sobre quem são e como atuam os controladores do poder econômico no país. O Instituto Mais Democracia e a Cooperativa EITA convidam a todos que compartilham dos princípios e objetivos que orientam este trabalho a se aliarem, desde já, na construção deste espaço. De nossa parte, o próximo passo será constituir, por meio do financiamento colaborativo, uma plataforma online interativa sobre os proprietários do Brasil, com filtros que facilitem o acesso ao banco de dados do ranking exposto neste portal.


Instituto Mais Democracia

Destaques do ABC!

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quinta-feira, 7 de fevereiro de 2013

Oposição quer parar e apagar a História


OPINIÃO

"A aglutinação oposicionista busca juntar um enorme entulho de rejeição ao governo, ao presidente Lula e ao PT. O objetivo é afogá-los nesse lixão. O lixo pode ser rotulado de corrupção, alianças espúrias (com velhos corruptos), incompetência, voluntarismo, autoritarismo, ingerência política em empresas estatais, enriquecimento ilícito, indicações políticas (e não técnicas) para cargos públicos, obras paralisadas, filas no SUS, desperdício de recursos públicos e possibilidade de racionamento de energia elétrica."

"O que importa é interromper a história. Afinal, ela tem incomodado e muito. A aglutinação oposicionista está contrariada porque perdeu ganhos financeiros, perdeu o monopólio de decidir grandes questões nacionais, não tem livre acesso aos corredores do Palácio do Planalto… e perdeu controle sobre o futuro. Não aceitam civilizadamente o resultado das urnas: afinal, estudaram nas melhores escolas, em universidades americanas, falam duas ou três línguas e tomaram toddynho na infância. Seu destino não poderia ser a oposição. Eles não aceitam não ocupar posições de comando. O caminho tem sido o do vale-tudo."

"A aglutinação oposicionista não somente quer interromper a história. Eles querem apagá-la."






Dez anos depois…

João Sicsú

Ninguém pode negar: o Brasil mudou para melhor. Dez anos de governos do PT proporcionaram profundas mudanças econômicas e sociais. A sociedade mudou. A desesperança dos anos 1990 foi transformada em otimismo e em uma nova pauta de desejos e exigências. Os governos do PT geraram também uma aglutinação oposicionista composta de forças liberais, de seitas conservadoras, de grupos rentistas, de famílias que controlam grandes meios de comunicação, de altos funcionários de carreira de Estado e, por último e com menos importância, três ou quatro partidos políticos.



Em 1998, as classes de renda A, B e C somavam 
53% da população brasileira. Hoje, somam 84%. 
Foto: Agência Brasil

As estatísticas econômicas e sociais são avassaladoras quando são comparados os governos do PSDB (1995-2002) com os governos de Lula-Dilma (2003-2012). Alguns poucos exemplos são suficientes para comprovar as diferenças.

No início dos anos 2000, pesquisas apontavam que o desemprego era um grande problema nacional. Em 2003, a taxa de desemprego era superior a 12%. Em 2012, foi de 5,5%. Em 1998, as classes de renda A, B e C somavam 53% da população brasileira. Hoje, somam 84%. O volume de vendas do mercado varejista praticamente dobrou de tamanho entre 2002 e 2012. Em 2002, somente 33,9 % dos domicílios possuíam máquina de lavar. Em 2011, este número aumentou para 51%. Em 2002, 86,6% dos domicílios possuíam geladeira; em 2011, saltou para 95,8%. E, certamente, milhões de brasileiros trocaram eletrodomésticos velhos por novos.

O emprego e o consumo levaram as classes de renda C e D às localidades onde vivem ou trabalham os ricos e aqueles que recebem altas rendas. Esse foi o momento em que os mais necessitados perceberam que não basta ter emprego. O emprego é essencial, mas é preciso ter transporte, saneamento, iluminação pública, moradias dignas, coleta de lixo, áreas de lazer etc… é preciso ter direito às cidades. Sob estas condições, indivíduos que já realizam o consumo (uma atividade privada) passaram a desejar o investimento (público) para todos.

Este é o desafio da década: manter o emprego, o crescimento da renda, e socializar a oferta de bem-estar. Essa é a nova utopia de grande parte da sociedade. Se o PT deseja continuar mudando e transformado o Brasil terá que abraçar essa utopia. O modelo de crescimento com geração de emprego e distribuição de renda, implementado nos últimos 10 anos, precisa incorporar no seu âmago a multiplicação do bem-estar social – que significa a socialização da oferta de serviços e equipamentos públicos de qualidade.

Não há qualquer projeto político alternativo ao projeto implementado pelo PT nesses últimos anos. A aglutinação oposicionista não tem projeto. Ela busca tão somente (o que não é pouco) aumentar a rejeição ao PT, a Lula e à presidente Dilma. Pode-se, por exemplo, criticar o governo por não permitir o aumento da gasolina e reduzir a capacidade de investimento da Petrobras, mas vale também o argumento de que o governo autorizou o aumento da gasolina e neutralizou a redução de tarifas de energia elétrica.

No segundo semestre de 2012, um colunista de rádio criticou a presidenta Dilma por fazer o movimento de redução dos juros. Dizia ele, em tom de sentença: “não é possível reduzir juros por decreto”. Mas, os juros baixaram. Recentemente, ele disse: “os juros no Brasil ainda são dos mais altos do mundo”. E, talvez sem perceber, logo em seguida proclamou em tom de concordância: “parte do mercado percebe a necessidade de os juros subirem porque a inflação está se acelerando”. É a prática do vale-tudo: dizer, desdizer e dizer novamente. A coerência não importa. O que importa é fazer oposição no programa de rádio diário.

A aglutinação oposicionista busca juntar um enorme entulho de rejeição ao governo, ao presidente Lula e ao PT. O objetivo é afogá-los nesse lixão. O lixo pode ser rotulado de corrupção, alianças espúrias (com velhos corruptos), incompetência, voluntarismo, autoritarismo, ingerência política em empresas estatais, enriquecimento ilícito, indicações políticas (e não técnicas) para cargos públicos, obras paralisadas, filas no SUS, desperdício de recursos públicos e possibilidade de racionamento de energia elétrica.

É neste ziguezague que a aglutinação oposicionista busca espalhar rejeição para um candidato qualquer tentar vencer as eleições presidenciais de 2014. Não importa o candidato, suas ideias, projetos etc. O que importa é interromper a história. Afinal, ela tem incomodado e muito. A aglutinação oposicionista está contrariada porque perdeu ganhos financeiros, perdeu o monopólio de decidir grandes questões nacionais, não tem livre acesso aos corredores do Palácio do Planalto… e perdeu controle sobre o futuro. Não aceitam civilizadamente o resultado das urnas: afinal, estudaram nas melhores escolas, em universidades americanas, falam duas ou três línguas e tomaram toddynho na infância. Seu destino não poderia ser a oposição. Eles não aceitam não ocupar posições de comando. O caminho tem sido o do vale-tudo.

A aglutinação oposicionista não somente quer interromper a história. Eles querem apagá-la. Aliás, nem consideram história o que aconteceu no Brasil nos últimos dez anos. Chamam o período de “tempos estranhos”. Um articulista de uma grande revista escreveu: “Lula será apenas outra má lembrança destes tempos estranhos”.


CartaCapital

Destaques do ABC!

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quarta-feira, 6 de fevereiro de 2013

Alunos da USP denunciados por "formação de quadrilha"


Sou Uspiana com muito orgulho: Bacharel em Letras, Licenciada em Língua Portuguesa, Mestre em Jornalismo e Editoração. Também fui professora da USP, demitida sumariamente por abuso de poder de "quadrilha de professores" (!!!). 

É, gente, a USP também tem "banda podre" e muitas mazelas. Qualquer hora eu conto a história da minha demissão para vocês... Ela ainda está em andamento. Eu processo a USP em segunda instância.

Agora tratemos da denúncia apresentada hoje pela promotora Eliana Passarelli contra os estudantes da USP que invadiram a Reitoria em novembro de 2011. A promotora chama os estudantes de "bandidos" e fala em "formação de quadrilha" (!!!).

Os alunos falam em "maior ataque ao movimento estudantil desde a ditadura". A ação do Ministério Público seria "orquestrada". Um acerto entre o governador Geraldo Alckmin e o reitor João Grandino Rodas...


Cidade Universitária, Butantã, zona oeste de São Paulo
Imagem: Facebook da USP