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domingo, 16 de fevereiro de 2014
Jurista denuncia: José Dirceu será "trampolim eleitoral" para Joaquim Barbosa
DITADURA DA TOGA
JUDICIALIZAÇÃO DA POLÍTICA: GOLPE CONTRA A SOBERANIA POPULAR
" (...) o julgamento da Ação Penal 470 foi utilizado como plataforma eleitoral e como arma para, com a criminalização do PT, conquistar vitórias eleitorais (...). Os principais quadros do PT foram usados como troféus. (...)
O julgamento dos embargos infringentes não pode ocorrer nessas circunstâncias. Algum dos ministros do STF precisa pedir vista e impedir que o Supremo continue a ser utilizado como instrumento de promoção eleitoral. (...)
O caso de José Dirceu, ex-ministro e ex-presidente do PT, é o mais escandaloso. Joaquim Barbosa impede até que ele trabalhe, condição condizente com sua condenação ao regime semiaberto. E, após cassar uma decisão do Ministro Ricardo Lewandowski, ele pauta o julgamento dos embargos infringentes."
Luiz Moreira: "Declaração de Joaquim Barbosa desnuda propósito de utilizar Dirceu como trampolim eleitoral; julgamento dos embargos não pode ocorrer"
Conceição Lemes (Blog Viomundo)
O julgamento da Ação Penal 470 (AP 470), o chamado mensalão, foi marcado por arbitrariedades, infrações à Constituição vigente.
Os réus foram condenados sem direito ao duplo grau de jurisdição, sem provas. Afora algumas vozes isoladas, os advogados do país e suas associações assistiram a tudo calados.
“Vivemos o coroamento de uma época”, alerta em entrevista exclusiva ao Viomundo Luiz Moreira, professor de Direito Constitucional e Conselheiro Nacional do Ministério Público (CNMP), indicado pela Câmara dos Deputados. ”Essa supremacia do Judiciário vem sendo desenhada desde a abertura política e se cristalizou com a promulgação da Constituição de 1988.”
Com as suas decisões na AP 470, o ministro Joaquim Barbosa, relator da AP 470 e presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), levou a supremacia judicial aos últimos limites.
Hoje [ontem], em matéria de capa da revista Veja, diz: "Acho que chegou a hora de eu sair".
Justamente na semana que antecede o julgamento dos embargos infringentes da AP 470, que pode reduzir a pena de vários condenados, dentre as quais a de José Dirceu, ex-ministro e ex-presidente do PT, e de José Genoino, ex-deputado federal e ex-presidente do PT.
“Isso demonstra que o julgamento da Ação Penal 470 foi utilizado como plataforma eleitoral e como arma para, com a criminalização do PT, conquistar vitórias eleitorais”, afirma Luiz Moreira. “Os principais quadros do PT foram usados como troféus.”
"Quando Joaquim Barbosa afirma que 'é chegada a hora de sair', ele desnuda o propósito de utilizar José Dirceu como trampolim para seu projeto eleitoral. Disso se pode antever, com bastante plausibilidade, que um dos motes de sua campanha será: ‘enquanto fui o relator mantive José Dirceu preso’ ”, denuncia Moreira.
“O julgamento dos embargos infringentes não pode ocorrer nessas circunstâncias. Algum dos ministros do STF precisa pedir vista e impedir que o Supremo continue a ser utilizado como instrumento de promoção eleitoral”, alerta Moreira.
Segue a íntegra da nossa entrevista.
Viomundo — O ministro Joaquim Barbosa declara à Veja desta semana: ‘acho que já chegou a hora de sair’. Qual o significado dessa afirmação?
Luiz Moreira — Sinaliza que ele pretende mesmo disputar as eleições de 2014. Demonstra que o julgamento da Ação Penal 470 foi utilizado como plataforma eleitoral e como arma para, com a criminalização do PT, conquistar vitórias eleitorais.
Como isso se efetivou?
Todos os passos do julgamento da AP 470 foram milimetricamente ajustados ao calendário eleitoral, além de ser acompanhado de atos isolados que se conectavam à produção de manchetes. Tudo isso tinha e tem como propósito produzir as condições para que Joaquim Barbosa fosse candidato.
Por isso Joaquim Barbosa marcou o julgamento dos embargos infringentes para esta semana?
Este julgamento não pode ocorrer nessas circunstâncias. Algum dos ministros do STF precisa pedir vista e impedir que o Supremo continue a ser utilizado como instrumento de promoção eleitoral.
O que ocorreu?
Houve uma clara associação entre Joaquim Barbosa e Roberto Gurgel [ex-procurador-geral da República] para condenar os principais quadros do PT e com isso possibilitar a ascensão de candidatos ligados a uma espécie de messianismo patriótico cujo propósito é resolver os problemas da sociedade com a cartilha do direito penal máximo. Por isso, a única bandeira desse messianismo é o combate à corrupção.
A estratégia é clara: constrói-se a surrada bandeira de que no Brasil a corrupção é generalizada para se produzir candidaturas oriundas do Ministério Público.
Quer dizer que o combate à corrupção é o mote desse projeto?
Sim. Primeiro, há o projeto de criminalização da política, com a consequente entronização dos órgãos de controle. O passo seguinte é a candidatura dos quadros que desqualificaram os políticos para assumirem seus lugares.
Por isso a judicialização da política?
No caso do PT, os seus principais quadros foram utilizados como troféus.
O caso de José Dirceu, ex-ministro e ex-presidente do PT, é o mais escandaloso. Joaquim Barbosa impede até que ele trabalhe, condição condizente com sua condenação ao regime semiaberto. E, após cassar uma decisão do Ministro Ricardo Lewandowski, ele pauta o julgamento dos embargos infringentes.
Nesse caso, o que pretende Joaquim Barbosa?
Quando Joaquim Barbosa afirma que “é chegada a hora de sair”, ele desnuda o propósito de utilizar José Dirceu como trampolim para seu projeto eleitoral. Disso se pode antever, com bastante plausibilidade, que um dos motes de sua campanha será: “enquanto fui o relator mantive José Dirceu preso”.
Os réus da Ação Penal 470 foram condenados sem direito ao duplo grau de jurisdição, sem provas. Afora algumas vozes isoladas, os advogados do país e suas associações assistiram tudo calados. O que está acontecendo?
Vivemos o coroamento de uma época. Essa supremacia do Judiciário vem sendo desenhada desde a abertura política e se cristalizou com a promulgação da Constituição de 1988.
Por quê?
Os políticos fizeram a Constituição vigente. Aqueles que foram perseguidos pela ditadura civil-militar conquistaram a redemocratização e essa vitória política resultou na Constituição de 1988, uma nova Carta política.
Só que a Constituição acabou sendo transformada em documento exclusivamente jurídico. Como forma de tutelar a soberania popular, a conquista política de uma geração foi assimilada por um poder aliado da ditadura. O Judiciário!
Esse processo ideológico de apropriação da legitimidade que brota da democracia tentou preservar a matriz conceitual de um Estado que sempre se organizou sem a participação popular.
Esse movimento, altamente sofisticado, criou as condições para o estabelecimento de uma supremacia judicial que, ao longo dos anos, resultaria na criminalização dos partidos e do Congresso Nacional. É o que estamos vendo hoje.
Explique melhor.
No Brasil, a figura do constituinte é praticamente uma reminiscência. É como se fosse algo fora da sociedade. Nenhum dos constituintes detém prestígio social por essa condição.
Quando se fala em Constituição invariavelmente nos lembramos do Supremo Tribunal Federal. Esse processo de primazia do Judiciário se inicia com a permuta da política pelo direito ocorrido após a promulgação da Constituição.
Em seguida há algo que passa a ser repetido como um mantra: “o Supremo é o guardião da Constituição”, como se a política não tivesse nenhuma participação na constitucionalidade, no cumprimento das leis, no cumprimento das regras contidas na Constituição.
Mas o Supremo não é o guardião da Constituição?!
É um dos guardiães! O sistema jurídico brasileiro é complexo e nele há duas etapas para o controle de constitucionalidade. A prévia, exercida pelas Comissões de Constituições e Justiça do Legislativo, e outra, a posteriori. Na última, ocorre uma divisão de tarefas entre o Executivo e o Judiciário.
O senhor diz que a Constituição é um instrumento político, mas acabou se transformando em instrumento jurídico. Como se deu esse processo?
Trata-se de um movimento mundial que vem desde o final da Segunda Guerra.O pós-guerra se caracterizou também pela mitigação das representações parlamentares. Houve o enfraquecimento dos Parlamentos e a consequente entronização dos Tribunais Constitucionais, que significou o afastamento do povo das tomadas de decisão, pois as deliberações passaram a ser tomadas pelas instâncias burocráticas.
Com os Tribunais Constitucionais foi constituída uma espécie de clube, que passou a tutelar os diversos interesses nacionais, eliminando a pluralidade que os Parlamentos representam. Não é por acaso que o Tribunal Constitucional da Alemanha é inaugurado na ocupação da Alemanha pelas forças aliadas, com domínio dos norte-americanos.
Então, foi disseminado, como uma onda, que o Direito e o Judiciário seriam as únicas instituições capazes de conduzir os países ao progresso. O exemplo mais acabado disso são os últimos episódios da União Européia, na qual as decisões passam ao largo dos cidadãos. Há cada vez menos democracia e sobra burocracia a tutelar a sociedade.
Só que, ao mesmo tempo, assistimos à crescente judicialização da política.
Exatamente. Essa judicialização é o deslocamento das decisões da política para o Judiciário. Em consequência, as decisões perdem legitimidade, pois deixam de ser deliberações tomadas pelos representantes do povo e passam a ser tomadas pelos ministros do Supremo.
Qual o risco disso para a democracia?
Há a substituição da soberania do povo, da democracia por um poder burocrático.
A judicialização da política é um problema para a democracia, pois ela transforma o cidadão em mero expectador.
É curioso que a diminuição da Política pelo Direito ocorra fortemente após a Constituição de 1988. É paradoxal, pois isso ocorre imediatamente após uma ditadura civil-militar, na qual os instrumentos de dominação eram toscos, embora fosse sofisticado o aparato jurídico.
Com a redemocratização era preciso alterar os instrumentos de dominação, desde que se mantivesse inalterada a fonte de domínio, ou seja, o projeto de democracia sem povo tinha que permanecer, por isso a política continuou mitigada. Só que agora o Ministério Público e o Judiciário ocupariam o lugar antes ocupado pelos generais.
O apogeu desse sistema ocorre com a substituição do poderio militar pela toga, pois as decisões migraram dos quartéis para os palácios de justiça.
Como isso foi se dando na prática?
Existem alguns marcos. Um deles é a emenda 45, aquela que instituiu a Reforma do Judiciário, pois com ela ocorreu um equívoco conceitual.
Veja a contradição. Essa reforma se inicia com um discurso do presidente Lula, em que ele afirma que “o Judiciário é uma caixa preta”. Só que a reforma do Judiciário traiu aquilo que Lula pretendia.
Por quê?
Se o Judiciário é uma caixa preta, não é reforçando as estruturas judiciárias que se abrirá a caixa.
O que a Emenda 45 fez? Criou os conselhos nacionais de Justiça (CNJ) e do Ministério Público (CNMP). Mas isso é muito pouco.O Judiciário e o Ministério Público têm ampla maioria nesses dois conselhos, fazendo prevalecer a visão corporativista de seus membros. No CNJ e no CNMP, a representação da sociedade jamais assumirá postos dirigentes.
Quando o presidente Lula dizia, com razão, que o Judiciário era uma caixa preta, ele defendia com isso abrir o judiciário ao controle social.
E o que aconteceu foi justamente o contrário! A emenda constitucional 45 que criou o CNJ e o CNMJ também criou a súmula vinculante.
O parágrafo 2 da emenda 45 estabelece:
§ 2º As decisões definitivas de mérito, proferidas pelo Supremo Tribunal Federal, nas ações diretas de inconstitucionalidade e nas ações declaratórias de constitucionalidade, produzirão eficácia contra todos e efeito vinculante, relativamente aos demais órgãos do Poder Judiciário e à administração pública direta e indireta, nas esferas federal, estadual e municipal.
Ou seja, toda a administração pública, nos três níveis de poder, passou a se submeter ao STF.
Portanto, ao invés de submeter o Judiciário ao controle social a emenda 45 acaba por criar uma supremacia judicial sem precedentes no Brasil, dotando o Supremo Tribunal Federal de poderes semelhantes aos exercidos por D. Pedro II, no Império.
O que acontecia no Império? Quando havia uma questão controvertida entre os três poderes cabia ao Imperador resolver. Atualmente, quando há uma controvérsia, o Supremo Tribunal Federal resolve a questão. O problema é que a vida não cabe dentro de uma decisão judicial.
Como ficam as arbitrariedades cometidas pelo ministro Joaquim Barbosa até na prisão dos condenados da Ação Penal 470? O ex-ministro José Dirceu (PT) tem direito ao regime semiaberto, mas três meses após a prisão continua no fechado. Já o ex-deputado federal Roberto Jefferson, delator do mensalão, até hoje não teve a prisão decretada… Barbosa disse que o ex-deputado federal João Paulo Cunha (PT) seria preso, mas viajou sem assinar o pedido de prisão…
A postura do ministro Joaquim Barbosa no caso do deputado João Paulo Cunha é típica de guerra psicológica. O relator proclama o trânsito em julgado do processo contra João Paulo. Ou seja, não há mais recurso a ser julgado.
João Paulo, então, viaja a Brasília, para ser preso. Só que o ministro Joaquim Barbosa viaja e não assina o pedido de prisão… Isto é absolutamente tosco.
É a manifestação de um arbítrio sem precedentes, pois essa absoluta falta de parâmetros é condizente com períodos de exceção, quando o poder estatal é exercido sem limites.
Ironicamente, João Paulo Cunha era presidente da Câmara dos Deputados na época em que a súmula vinculante foi aprovada e promulgada. Na época, não se tinha essa percepção? Ou o Congresso votou subjugado pelo lobby do Judiciário?
O Congresso dotou o Judiciário de todas as condições para exercer o papel contra majoritário.
Eu explico. Como representante da sociedade brasileira, o Congresso se move pela formação de consensos majoritários. Essa é a expressão da Política, ou seja, o Parlamento expressa a vontade da maioria. Desse modo, coube ao Legislativo constituir um órgão ao qual compete defender a minoria do arbítrio da maioria.
No entanto, aconteceu de o STF avocar pra si a condição de órgão majoritário e passar a disputar a opinião pública, fomentando e forjando consensos. É exatamente o que ocorreu com a criação da súmula vinculante.
A sua visão sobre a súmula vinculante é compartilhada pelos juristas?
Essa supremacia judicial realiza um projeto da elite brasileira de submeter a democracia a um controle burocrático. Quanto aos juristas, ao que parece o sistema atual agrada muitos. A súmula vinculante é uma tentativa muito clara de blindar a burocracia. Isso é muito parecido com o que acontece no Brasil, em geral.
Entrevista e imagem reproduzidas do blog Conversa Afiada, do jornalista Paulo Henrique Amorim.
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quinta-feira, 2 de janeiro de 2014
Ataque do Judiciário a Fernando Haddad: abominável e alarmante
JUDICIALIZAÇÃO DA POLÍTICA
Nós, cidadãs e cidadãos que vivemos na maior cidade do País, uma das capitais do mundo, e que elegemos em eleições livres o prefeito Fernando Haddad (PT), devemos repudiar com veemência as intervenções do Poder Judiciário - acionado pelas elites predadoras, derrotadas no último pleito - contra medidas administrativas que vêm sendo tomadas pelo Prefeito ("IPTU dos Pobres" e outras).
O Judiciário brasileiro, como é do conhecimento geral da nação, é um poder fechado, elitista, patrimonialista, cujos membros não são eleitos, mas concursados e nomeados.
Todo Poder emana do Povo, diz a Constituição Cidadã.
O lado político da judicialização
Liminar contra IPTU foi terceira intervenção contra prerrogativa de Fernando Haddad
No esforço para convencer os brasileiros de que o Poder Judiciário tem o direito de tomar decisões que o artigo 1 da Constituição reserva aos representantes eleitos pelo povo, nossos comentaristas e observadores tentam passar uma justificativa nobre.
Dizem que a judicialização é um produto da omissão de nossos legisladores. A ideia é conhecida: já que nossos legisladores não cumprem suas obrigações, a Justiça acaba sendo obrigada a intervir, bondosamente, até contra vontade, em defesa do cidadão.
Procurando dar um aspecto épico ao comportamento do STF, o ministro Luiz Roberto Barroso disse recentemente que, em determinados casos, o tribunal “empurra a história”.
A menos que estejamos diante de uma concepção determinista da história, não custa lembrar que a evolução da humanidade pode ser empurrada para um destino positivo, mas também pode ser conduzida para trevas e abismos. Em 1964, a história andou para trás, com uma mãozinha do STF, que se acomodou ao poder militar.
É curioso notar que se fala da omissão de nossos legisladores dias depois do país assistir a uma intervenção brutal da Justiça no debate sobre o aumento do IPTU em São Paulo.
Joaquim Barbosa, presidente do STF, manteve uma liminar do Tribunal de Justiça que suspende o aumento do IPTU.
Você pode dizer o que quiser desse IPTU. Pode xingar e pode elogiar. Pode achar que ele daria a Fernando Haddad os recursos de que ele necessita para encaminhar seu programa de gestão e que isso é ruim. Também pode achar que o novo IPTU vai revoltar a classe média e atrapalhar a votação da Dilma Rousseff em São Paulo.
Só não se pode afirmar que a Câmara de Vereadores foi omissa. A Câmara recebeu a proposta, debateu e aprovou. Se alguma coisa se fez, foi andar rápido nessa matéria.
Suspender o aumento foi um ataque frontal a uma decisão inteiramente legítima.
O conteúdo social dessa decisão é uma caricatura da desigualdade brasileira.
Seria uma piada pronta, não fosse uma tragédia.
Na média, cada proprietário de imóvel teria um acréscimo de 50 centavos por dia no IPTU. Sabe aquela moedinha prateada que tanta gente procura no bolso para dar para aquela criança que estica o braço para dentro da janela quando o sinal estava fechado? Era isso, e apenas isso, salvo para aquelas pessoas que olham o mundo pelo olhar míope do impostômetro – numa atitude que os mais antigos chamariam de egoísmo de quem perdeu até a alma.
Os moradores de bairros e residências pobres, equivalentes a 14% do total, ficariam isentos.
Considerando que o projeto nasceu na gestão de Fernando Haddad, eleito com 55% dos votos em 2012, não é difícil deduzir quem estava ao lado de quem neste debate.
Principal liderança política da campanha contra o aumento, o presidente da FIESP, Paulo Skaf, foi o mesmo que em 2007 teve um papel fundamental no levantamento de recursos que permitiram a extinção da CPMF pelo Senado, desfalcando a saúde pública de 20 bilhões de reais. Havia até um elemento questionável nessa decisão, já que a Constituição afirma que a saúde é um direito de todos e um dever do Estado. Cabe ao Estado, portanto, encontrar meios para cumprir suas obrigações, o que só se pode fazer através de impostos e subsídios.
Mas o Senado, dominado por uma oposição interessada em quebrar as pernas do governo Lula, conseguiu ajuda de Skaf para tirar dinheiro da saúde pública.
Foi desastroso do ponto de vista popular. Mas não foi “omisso”, correto? Pelo contrário: foi “explícito”, foi “ativo”, foi “claro”.
Em proveito de quem meus caros?
Ao assumir atribuições fora de sua competência, o Judiciário disputa poder junto a representantes eleitos, favorece soluções autoritárias, às costas do eleitor, que pode até aplaudir uma medida aqui, desgostar de outra mais adiante, apedrejar uma terceira – sem compreender que está sendo destituído da palavra final sobre o destino da nação.
Veja o que aconteceu com os royalties do petróleo. O Congresso resolveu, por ampla maioria, que eles deveriam ser divididos de uma forma mais equitativa entre os estados brasileiros. Essa medida não agradou a uma fatia dos eleitores dos Estados que iriam perder receitas e foi combatida duramente pela TV Globo.
Até hoje uma decisão soberana do Congresso brasileiro encontra-se parada no STF. Omissão de quem?
O mesmo Tribunal de Justiça que privou a prefeitura paulistana de um recurso extra de R$ 800 milhões definiu um programa de creches detalhado, prazos que devem ser cumpridos, metas e assim por diante. Alguém já se perguntou o que nossos juízes pretendem fazer com Fernando Haddad – autoridade eleita pelos paulistanos para zelar pelos interesses da cidade – caso o programa de creches do TJ-SP não for cumprido?
Em outro episódio, Haddad levou em frente um projeto de campanha e suspendeu o Controlar. O programa voltou, por decisão judicial.
Prefeito da maior cidade do país, Haddad deve explicações à Justiça ou aos eleitores?
Este é o ponto.
Como a maioria da população, tenho uma opinião bastante crítica sobre nossos legisladores. Muitos são menos preocupados com as necessidades do povo do que deveriam. Chegam a tomar atitudes que muitas pessoas encaram com um insulto e uma desmoralização. Nada disso justifica, no entanto, qualquer esforço para diminuir e enfraquecer seus poderes. Cabe debater regras eleitorais, procurar outros candidatos e assim por diante. A menos, claro, que você não tenha percebido, ainda, que a democracia é o pior regime do mundo - com exceção de todos os outros.
E aqui chegamos à questão essencial.
Ao agir politicamente, a Justiça é obrigada, de uma forma ou de outra, a afastar-se de seu princípio essencial, da isenção, da balança, do equilíbrio, para tomar partido, escolher um lado.
Em editorial onde admite o problema, a Folha de S. Paulo chega a pedir “equilíbrio” ao Judiciário. Referindo-se ao programa de creches do Tribunal de Justiça, o jornal adverte:
“Se terminar usurpando competências do Executivo e ambicionar, em substituição ao governo, conduzir a política educacional, a decisão será desastrosa.
Em democracias consolidadas, tribunais se pautam pelo equilíbrio entre ativismo e autocontenção. Na jovem democracia brasileira, a busca por essa fórmula está em curso e dependerá, em boa medida, do sucesso (ou fracasso) de experiências como a do TJ-SP e da sobriedade dos ministros do Supremo Tribunal Federal.”
Vamos combinar que o simples fato de um jornal pedir “equilíbrio” ao Judiciário mostra que se chegou a um preocupante estado de desequilíbrio entre os poderes. É sintomático que o jornal tenha reconhecido isso.
A verdade é que não estamos diante de um debate sobre a “melhor forma” de administrar a cidade, numa espécie de seminário entre cidadãos bem intencionados, onde é preciso encontrar o “ponto certo” num universo “complexo” e outros argumentos que parecem acadêmicos.
A discussão é política e envolve interesses concretos. Também envolve os fundamentos do poder de Estado. Colocado contra a parede em três decisões graves de sua gestão, Fernando Haddad enfrenta uma situação que está longe de ser única.
A judicialização ocorre em dezenas de cidades médias brasileiras, onde prefeitos são atingidos com frequência em seus mandatos e forçados a modificar ou suspender políticas que têm todo o direito de encaminhar como representantes eleitos pelo povo.
ISTOÉ
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sexta-feira, 20 de dezembro de 2013
Haddad encara Skaf: FIESP lesa São Paulo (e o Brasil)
JUDICIALIZAÇÃO DA POLÍTICA
"A Fiesp lutou contra a CPMF. Isso tirou R$ 60 bilhões da saúde. Fez bem para a saúde? Acho que não. Nós economizamos muito pouco individualmente e prejudicamos muito a saúde pública em função do fim da CPMF. Acho que a Fiesp está tentando fazer agora a mesma coisa com a cidade de São Paulo".
Fernando Haddad, prefeito de São Paulo
Cidadãs e cidadãos que vivem no estado e na cidade de São Paulo: todos atentos e de olhos em Brasília, na presidência do STF, que vai se pronunciar sobre o "IPTU dos Pobres".
Fernando Haddad é prefeito de São Paulo, cidade-país, que tem no IPTU principal fonte de custeio para transportes, saúde, educação e outros. Paulo Skaf é presidente da Fiesp, representante das elites predadoras, pré-candidato ao Palácio dos Bandeirantes (Deus nos livre e guarde!!!).
E Joaquim Barbosa... Bem, a esta altura do campeonato, só os muito ingênuos e os que acreditam na Globo e na Veja não sabem de que lado o "Nosso Batman" está...
247 - "A Fiesp lutou contra a CPMF. Isso tirou R$ 60 bilhões da saúde. Fez bem para a saúde? Acho que não. Nós economizamos muito pouco individualmente e prejudicamos muito a saúde pública em função do fim da CPMF. Acho que a Fiesp está tentando fazer agora a mesma coisa com a cidade de São Paulo".
Dura, a acusação contra a Federação das Indústrias do Estado de São Paulo foi feita na tarde desta quinta-feira 19, em Brasília, pelo prefeito Fernando Haddad, logo após deixar audiência com o presidente do STF, Joaquim Barbosa. Haddad defendeu junto a Barbosa o reajuste no IPTU paulistano, aprovado pela Câmara dos Vereadores, mas barrado com liminar obtida pela Fiesp no Tribunal de Justiça.
Imediatamente antes de Haddad, o presidente da entidade e pré-candidato do PMDB ao governo do Estado, Paulo Skaf, reuniu-se com Barbosa para argumentar pela manutenção da liminar. Usando igualmente termos duros, ele acusou a Prefeitura comandada por Haddad de dar "uma facada em todos os moradores de São Paulo".
Haddad argumenta que o reajuste progressivo do IPTU aumentou o número de contribuintes isentos, aliviou a taxa do imposto nos bairros mais pobres e fez correções mais acentuadas apenas nas áreas mais nobres da cidade, que foram beneficiadas por uma série de obras. Skaf, de olho na repercussão eleitoral que a barração do IPTU pode causar para ele próprio, afirma que o imposto teve aumento abusivo.
POLITIZAÇÃO DO JUDICIÁRIO - Ao passar pelo Tribunal de Justiça de São Paulo e, agora, aterrissar no STF, a decisão dos vereadores de São Paulo se tornou mais um caso do que se chama "judicialização da política", com o Poder Judiciário estabelecendo o que os poderes Legislativo e o Executivo podem ou não fazer. Um efeito complementar a esse movimento, de acordo com diferentes analistas, é a "politização do Judiciário". Joaquim Barbosa, por exemplo, aparece nas pesquisas de opinião sobre a eleição presidencial de 2014 com até 15% de intenções de voto. Ele poderá apreciar o caso do IPTU pela mesma ótica de Skaf, que por sua vez almeja o governo de São Paulo.
Haddad expôs aos jornalistas seus argumentos apresentados a Barbosa: "Estamos diluindo isso (o reajuste) em 4 anos para que fique leve para todo mundo. Trata-se de um aumento médio de R$ 15 por mês apenas. Todos esses argumentos foram trazidos para o presidente do STF que vai emitir o seu juízo", disse.
Paulo Skaf, após sua reunião com Barbosa, e antes mesmo de saber das críticas de Haddad à CPMF, havia falado sobre o tema.
"Parece até que agora inviabilizou todos os programas da prefeitura. Esta história está me lembrando no tempo da CPMF (...) eu só ouvia afirmação que o país iria quebrar se não tivesse a renovação do imposto do cheque. E nós dizíamos que ia aumentar a arrecadação no ano seguinte em duas CPMFs, que ninguém sentiria nada. E é o que aconteceu", disse
Abaixo, noticiário anterior de 247:
SP 247 – Por motivos diametralmente opostos, o prefeito de São Paulo, Fernando Haddad, e o presidente da Fiesp, Paulo Skaf, encontraram-se hoje, separadamente, com o presidente do STF, Joaquim Barbosa. Cada um deles fez sua defesa para o reajuste, no caso de Haddad, e o congelamento, como quer Skaf, do IPTU da maior cidade do País.
Depois de liminar a favor da iniciativa da Fiesp, de suspensão das correções de valores feitas pela Prefeitura de São Paulo, concedida pelo Tribunal de Justiça de São Paulo, e da decisão do Superior Tribunal de Justiça (STJ), que a manteve, o caso foi parar no Supremo. O prefeito de São Paulo apresentou recurso à corte suprema nesta quinta-feira.
Muitos observadores veem na ida do ato dos poderes Executivo e Legislativo ao martelo do Judiciário como mais uma etapa da chamada "judicialização" da atividade político-administrativa.
A seguir, reportagem da Agência Brasil:
Prefeitura de São Paulo recorre ao STF para liberar aumento do IPTU
André Richter
Repórter da Agência Brasil
Brasília – A prefeitura de São Paulo recorreu hoje (19) ao Supremo Tribunal Federal (STF) para liberar o aumento do Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU) na capital paulista. O aumento está suspenso por decisão da Justiça estadual e do Superior Tribunal de Justiça (STJ).
O presidente do STF, Joaquim Barbosa, vai receber hoje (19) o prefeito de São Paulo, Fernando Haddad, e o presidente da Fiesp (Federação das Indústrias de São Paulo), Paulo Skaf, que é contra o aumento, para tratar do assunto.
Ontem (18), o presidente do STJ, Felix Fischer, negou pedido da prefeitura para autorizar o aumento do imposto. De acordo com decisão do presidente do STJ, o pedido de liminar feito pelos representantes da prefeitura não foi o meio adequado para questionar a constitucionalidade do aumento.
No recurso impetrado no STJ, a prefeitura de São Paulo alegou que a suspensão do aumento gera prejuízo de R$ 800 milhões, além de impedir que o município possa atualizar a base de cálculo do imposto.
O aumento do imposto está suspenso desde o dia 11 de dezembro. Segundo a prefeitura, o reajuste representa aumento médio do IPTU de 14,1%, em 2014. Considerando apenas os imóveis residenciais, a média ficará em torno de 10,7%. Dos cerca de 3 milhões de contribuintes, o número de isentos ficará estável em cerca de 1 milhão.
"A Fiesp lutou contra a CPMF. Isso tirou R$ 60 bilhões da saúde. Fez bem para a saúde? Acho que não. Nós economizamos muito pouco individualmente e prejudicamos muito a saúde pública em função do fim da CPMF. Acho que a Fiesp está tentando fazer agora a mesma coisa com a cidade de São Paulo".
Fernando Haddad, prefeito de São Paulo
Cidadãs e cidadãos que vivem no estado e na cidade de São Paulo: todos atentos e de olhos em Brasília, na presidência do STF, que vai se pronunciar sobre o "IPTU dos Pobres".
Fernando Haddad é prefeito de São Paulo, cidade-país, que tem no IPTU principal fonte de custeio para transportes, saúde, educação e outros. Paulo Skaf é presidente da Fiesp, representante das elites predadoras, pré-candidato ao Palácio dos Bandeirantes (Deus nos livre e guarde!!!).
E Joaquim Barbosa... Bem, a esta altura do campeonato, só os muito ingênuos e os que acreditam na Globo e na Veja não sabem de que lado o "Nosso Batman" está...
Haddad argumenta; Skaf ataca
HADDAD: APÓS PREJUDICAR SAÚDE, FIESP LESA SÃO PAULO

Ao deixar audiência com o presidente do STF, Joaquim Barbosa, prefeito lembra que Federação das Indústrias atuou contra a CPMF, retirando recursos bilionários do setor de saúde pública; "Agora, a mesma Fiesp está querendo prejudicar São Paulo", afirmou Fernando Haddad; Paulo Skaf, que é pré-candidato do PMDB ao governo do Estado, dissera antes que a Prefeitura, com o reajuste do IPTU aprovado pela Câmara dos Vereadores, estava dando "um facada em todos os moradores de São Paulo"; em alta nas pesquisas de opinião, Barbosa pode se aproveitar do atual momento de "judicialização da política" e barrar reajuste considerado "progressivo", com isenção em bairros mais pobres e elevação nas áreas nobres; em tempo: IPTU é mesmo assunto para o Supremo?
247 - "A Fiesp lutou contra a CPMF. Isso tirou R$ 60 bilhões da saúde. Fez bem para a saúde? Acho que não. Nós economizamos muito pouco individualmente e prejudicamos muito a saúde pública em função do fim da CPMF. Acho que a Fiesp está tentando fazer agora a mesma coisa com a cidade de São Paulo".
Dura, a acusação contra a Federação das Indústrias do Estado de São Paulo foi feita na tarde desta quinta-feira 19, em Brasília, pelo prefeito Fernando Haddad, logo após deixar audiência com o presidente do STF, Joaquim Barbosa. Haddad defendeu junto a Barbosa o reajuste no IPTU paulistano, aprovado pela Câmara dos Vereadores, mas barrado com liminar obtida pela Fiesp no Tribunal de Justiça.
Imediatamente antes de Haddad, o presidente da entidade e pré-candidato do PMDB ao governo do Estado, Paulo Skaf, reuniu-se com Barbosa para argumentar pela manutenção da liminar. Usando igualmente termos duros, ele acusou a Prefeitura comandada por Haddad de dar "uma facada em todos os moradores de São Paulo".
Haddad argumenta que o reajuste progressivo do IPTU aumentou o número de contribuintes isentos, aliviou a taxa do imposto nos bairros mais pobres e fez correções mais acentuadas apenas nas áreas mais nobres da cidade, que foram beneficiadas por uma série de obras. Skaf, de olho na repercussão eleitoral que a barração do IPTU pode causar para ele próprio, afirma que o imposto teve aumento abusivo.
POLITIZAÇÃO DO JUDICIÁRIO - Ao passar pelo Tribunal de Justiça de São Paulo e, agora, aterrissar no STF, a decisão dos vereadores de São Paulo se tornou mais um caso do que se chama "judicialização da política", com o Poder Judiciário estabelecendo o que os poderes Legislativo e o Executivo podem ou não fazer. Um efeito complementar a esse movimento, de acordo com diferentes analistas, é a "politização do Judiciário". Joaquim Barbosa, por exemplo, aparece nas pesquisas de opinião sobre a eleição presidencial de 2014 com até 15% de intenções de voto. Ele poderá apreciar o caso do IPTU pela mesma ótica de Skaf, que por sua vez almeja o governo de São Paulo.
Haddad expôs aos jornalistas seus argumentos apresentados a Barbosa: "Estamos diluindo isso (o reajuste) em 4 anos para que fique leve para todo mundo. Trata-se de um aumento médio de R$ 15 por mês apenas. Todos esses argumentos foram trazidos para o presidente do STF que vai emitir o seu juízo", disse.
Paulo Skaf, após sua reunião com Barbosa, e antes mesmo de saber das críticas de Haddad à CPMF, havia falado sobre o tema.
"Parece até que agora inviabilizou todos os programas da prefeitura. Esta história está me lembrando no tempo da CPMF (...) eu só ouvia afirmação que o país iria quebrar se não tivesse a renovação do imposto do cheque. E nós dizíamos que ia aumentar a arrecadação no ano seguinte em duas CPMFs, que ninguém sentiria nada. E é o que aconteceu", disse
Abaixo, noticiário anterior de 247:
SP 247 – Por motivos diametralmente opostos, o prefeito de São Paulo, Fernando Haddad, e o presidente da Fiesp, Paulo Skaf, encontraram-se hoje, separadamente, com o presidente do STF, Joaquim Barbosa. Cada um deles fez sua defesa para o reajuste, no caso de Haddad, e o congelamento, como quer Skaf, do IPTU da maior cidade do País.
Depois de liminar a favor da iniciativa da Fiesp, de suspensão das correções de valores feitas pela Prefeitura de São Paulo, concedida pelo Tribunal de Justiça de São Paulo, e da decisão do Superior Tribunal de Justiça (STJ), que a manteve, o caso foi parar no Supremo. O prefeito de São Paulo apresentou recurso à corte suprema nesta quinta-feira.
Muitos observadores veem na ida do ato dos poderes Executivo e Legislativo ao martelo do Judiciário como mais uma etapa da chamada "judicialização" da atividade político-administrativa.
A seguir, reportagem da Agência Brasil:
Prefeitura de São Paulo recorre ao STF para liberar aumento do IPTU
André Richter
Repórter da Agência Brasil
Brasília – A prefeitura de São Paulo recorreu hoje (19) ao Supremo Tribunal Federal (STF) para liberar o aumento do Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU) na capital paulista. O aumento está suspenso por decisão da Justiça estadual e do Superior Tribunal de Justiça (STJ).
O presidente do STF, Joaquim Barbosa, vai receber hoje (19) o prefeito de São Paulo, Fernando Haddad, e o presidente da Fiesp (Federação das Indústrias de São Paulo), Paulo Skaf, que é contra o aumento, para tratar do assunto.
Ontem (18), o presidente do STJ, Felix Fischer, negou pedido da prefeitura para autorizar o aumento do imposto. De acordo com decisão do presidente do STJ, o pedido de liminar feito pelos representantes da prefeitura não foi o meio adequado para questionar a constitucionalidade do aumento.
No recurso impetrado no STJ, a prefeitura de São Paulo alegou que a suspensão do aumento gera prejuízo de R$ 800 milhões, além de impedir que o município possa atualizar a base de cálculo do imposto.
O aumento do imposto está suspenso desde o dia 11 de dezembro. Segundo a prefeitura, o reajuste representa aumento médio do IPTU de 14,1%, em 2014. Considerando apenas os imóveis residenciais, a média ficará em torno de 10,7%. Dos cerca de 3 milhões de contribuintes, o número de isentos ficará estável em cerca de 1 milhão.
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