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quarta-feira, 24 de setembro de 2014

Dilma na ONU: firmeza e altivez do Brasil no cenário internacional




                                                                         Foto: Roberto Stuckert Filho/PR



DISCURSO DA PRESIDENTA DILMA ROUSSEFF, HOJE DE MANHÃ, EM NOVA YORK, NA ABERTURA DA 69a. ASSEMBLEIA GERAL DAS NAÇÕES UNIDAS



Embaixador Sam Kutesa, Presidente da 69a. Assembleia Geral das Nações Unidas,

Senhor Ban Ki-moon, Secretário-Geral das Nações Unidas,

Excelentíssimos Senhores e Senhoras Chefes de Estado e de Governo,

Senhoras e Senhores,



Para o Brasil – que tem a honra e o privilégio de abrir este debate – é grande a satisfação de ver na Presidência desta Sessão da Assembleia Geral um filho da África. Os brasileiros somos ligados por laços históricos, culturais e de amizade ao continente africano, cuja contribuição foi e é decisiva para a constituição da identidade nacional de meu país.

Senhor Presidente,

Abro este Debate Geral às vésperas de eleições que vão escolher, no Brasil, o Presidente da República, os Governos estaduais e grande parte de nosso Poder Legislativo. Essas eleições são a celebração de uma democracia que conquistamos há quase trinta anos, depois de duas décadas de governos ditatoriais. Com ela muito avançamos também na estabilização econômica do País.

Nos últimos doze anos, em particular, acrescentamos a essas conquistas a construção de uma sociedade inclusiva baseada na igualdade de oportunidades.

A Grande Transformação em que estamos empenhados produziu uma economia moderna e uma sociedade mais igualitária. Exigiu, ao mesmo tempo, forte participação popular, respeito aos Direitos Humanos e uma visão sustentável de nosso desenvolvimento.

Exigiu, finalmente, uma ação na cena global marcada pelo multilateralismo, pelo respeito ao Direito Internacional, pela busca da paz e pela prática da solidariedade.

Senhor Presidente,

Há poucos dias a FAO informou que o Brasil saiu do mapa da fome.

Essa mudança foi resultado de uma política econômica que criou 21 milhões de empregos, valorizou o salário básico, aumentando em 71% seu poder de compra. Com isso, reduziu a desigualdade.

Trinta e seis milhões de brasileiros deixaram a miséria desde 2003; 22 milhões somente em meu governo. Para esse resultado contribuíram também políticas sociais e de transferência de renda reunidas no Plano Brasil Sem Miséria.

Na área da saúde, logramos atingir a meta de redução da mortalidade infantil, antes do prazo estabelecido pelas Metas do Milênio.

Universalizamos o acesso ao ensino fundamental. Perseguimos o mesmo objetivo no ensino médio. Estamos empenhados em aumentar sua qualidade, melhorando os currículos e valorizando o professor.

O ensino técnico avançou com a criação de centenas de novas escolas e a formação e qualificação tecno-profissional de 8 milhões de jovens, nos últimos 4 anos.

​Houve uma expansão sem precedentes da educação superior: novas Universidades Públicas e mais de 3 milhões de alunos contemplados com bolsas e financiamentos que garantem acesso a universidades privadas.

Ações afirmativas permitiram o ingresso massivo de estudantes pobres, negros e indígenas na Universidade.

Finalmente, os desafios de construção de uma sociedade do conhecimento ensejaram a criação do Programa Ciência sem Fronteiras, pelo qual mais de 100 mil estudantes de graduação e pós-graduação são enviados às melhores universidades do mundo.

Por iniciativa presidencial, o Congresso Nacional aprovou lei que destina 75% dos royalties e 50% do fundo de recursos do PRÉ-SAL para a educação e 25% para a saúde.

Vamos transformar recursos finitos – como o petróleo e o gás - em algo perene: educação, conhecimento científico e tecnológico e inovação. Esse será nosso passaporte para o futuro.

Senhor Presidente,

Não descuramos da solidez fiscal e da estabilidade monetária e protegemos o Brasil frente à volatilidade externa.

Assim, soubemos dar respostas à grande crise econômica mundial, deflagrada em 2008. Crise do sistema financeiro internacional, iniciada após a quebra do Lehman Brothers e, em seguida, transformada, em muitos países, em crise de dívidas soberanas.

Resistimos às suas piores consequências: o desemprego, a redução de salários, a perda de direitos sociais e a paralisia do investimento.

Continuamos a distribuir renda, estimulando o crescimento e o emprego, mantendo investimentos em infra estrutura.

O Brasil saltou da 13ª para 7ª maior economia do mundo e a renda per capita mais que triplicou. A desigualdade caiu.

Se em 2002, mais da metade dos brasileiros era pobre ou muito pobre, hoje 3 em cada 4 brasileiros integram a classe média e os extratos superiores.


No período da crise, enquanto o mundo desempregava centena de milhões de trabalhadores, o Brasil gerou 12 milhões de empregos formais.

Além disso, nos consolidamos como um dos principais destinos de investimentos externos.

Retomamos o investimento em infra estrutura numa forte parceria com o setor privado.

Todos esses ganhos decorrem do ambiente de solidez fiscal. Reduzimos a dívida pública líquida de aproximadamente 60% para 35% do PIB.

A dívida externa bruta em relação ao PIB caiu de 42% para 14%.

As reservas internacionais foram multiplicadas por 10 e, assim, nos tornamos credores internacionais.

A taxa de inflação anual também tem se situado nos limites da banda de variação mínima e máxima fixada pelo sistema de metas em vigor no País.


Senhor Presidente,

Ainda que tenhamos conseguido resistir às consequências mais danosas da crise global, ela também atingiu, de forma mais aguda, nos últimos anos.

Tal fato decorre da persistência, em todas as regiões do mundo, de consideráveis dificuldades econômicas, que impactam negativamente nosso crescimento.

Reitero o que disse, no ano passado, na abertura do Debate Geral:

É indispensável e urgente retomar o dinamismo da economia global. Ela deve funcionar como instrumento de indução do investimento, do comércio internacional e da diminuição das desigualdades entre países.

No que se refere ao comércio internacional, impõe-se um compromisso de todos com um programa de trabalho para a conclusão da Rodada de Doha.

É imperioso também, Senhor Presidente, por fim ao descompasso entre a crescente importância dos países em desenvolvimento na economia mundial e sua insuficiente participação nos processos decisórios das instituições financeiras internacionais, como o FMI e o Banco Mundial. É inaceitável a demora na ampliação do poder de voto dos países em desenvolvimento nessas instituições.

O risco que estas instituições correm é perder sua legitimidade e eficiência.

Senhor Presidente,

Com grande satisfação o Brasil abrigou a VI Cúpula dos BRICS. Recebemos os líderes da China, da Índia, da Rússia e da África do Sul num encontro fraterno, proveitoso, que aponta para importantes perspectivas para o futuro.

Assinamos os acordos de constituição do Novo Banco de Desenvolvimento e do Arranjo Contingente de Reservas.

O Banco atenderá às necessidades de financiamento de infra estrutura dos BRICS e dos países em desenvolvimento.

O Arranjo Contingente de Reservas protegerá os países de volatilidades financeiras.

Cada instrumento terá um aporte de US$ 100 bilhões.

Senhor Presidente,

A atual geração de líderes mundiais – a nossa geração – tem sido chamada a enfrentar também importantes desafios vinculados aos temas da paz, da segurança coletiva e do meio ambiente.

Não temos sido capazes de resolver velhos contenciosos nem de impedir novas ameaças.

O uso da força é incapaz de eliminar as causas profundas dos conflitos. Isso está claro na persistência da Questão Palestina; no massacre sistemático do povo sírio; na trágica desestruturação nacional do Iraque; na grave insegurança na Líbia; nos conflitos no Sahel e nos embates na Ucrânia.


A cada intervenção militar não caminhamos para a Paz, mas, sim, assistimos ao acirramento desses conflitos.

Verifica-se uma trágica multiplicação do número de vítimas civis e de dramas humanitários. Não podemos aceitar que essas manifestações de barbárie recrudesçam, ferindo nossos valores éticos, morais e civilizatórios.

Tampouco podemos ficar indiferentes ao alastramento do vírus Ebóla no oeste da África. Nesse sentido, apoiamos a proposta do Secretário-Geral de estabelecer a Missão das Nações Unidas de Resposta Emergencial ao Ebóla.

Senhor Presidente,

O Conselho de Segurança tem encontrado dificuldade em promover a solução pacífica desses conflitos. Para vencer esses impasses será necessária uma verdadeira reforma do Conselho de Segurança, processo que se arrasta há muito tempo.

Os 70 anos das Nações Unidas, em 2015, devem ser a ocasião propícia para o avanço que a situação requer. Estou certa de que todos entendemos os graves riscos da paralisia e da inação do Conselho de Segurança das Nações Unidas.

Um Conselho mais representativo e mais legítimo poderá ser também mais eficaz.

Gostaria de reiterar que não podemos permanecer indiferentes à crise Israel-Palestina, sobretudo depois dos dramáticos acontecimentos na Faixa de Gaza. Condenamos o uso desproporcional da força, vitimando fortemente a população civil, especialmente mulheres e crianças.

Esse conflito deve ser solucionado e não precariamente administrado, como vem sendo. Negociações efetivas entre as partes têm de conduzir à solução de dois Estados – Palestina e Israel – vivendo lado a lado e em segurança, dentro de fronteiras internacionalmente reconhecidas.

Em meio a tantas situações de conflito, a América Latina e o Caribe buscam enfrentar o principal problema que nos marcou, por séculos – a desigualdade social.

Fortalecem-se as raízes democráticas e firma-se a busca de um crescimento econômico mais justo, inclusivo e sustentável. Avançam os esforços de integração, por meio do Mercosul, da UNASUL e da CELAC.

Senhor Presidente,

A mudança do clima é um dos grandes desafios da atualidade. Necessitamos, para vencê-la, sentido de urgência, coragem política e o entendimento de que cada um deverá contribuir segundo os princípios da equidade e das responsabilidades comuns, porém, diferenciadas.

A Cúpula do Clima, convocada em boa hora pelo Secretário-Geral, fortalece as negociações no âmbito da Convenção-Quadro.

O Governo brasileiro se empenhará para que o resultado das negociações leve a um novo acordo equilibrado, justo e eficaz.

O Brasil tem feito a sua parte para enfrentar a mudança do clima.

Comprometemo-nos, na Conferência de Copenhague, com uma redução voluntária das nossas emissões de 36% a 39%, na projeção até 2020.

Entre 2010 e 2013, deixamos de lançar na atmosfera, a cada ano, em média, 650 milhões de toneladas de dióxido de carbono.

Alcançamos em todos esses anos as 4 menores taxas de desmatamento da nossa história.

Nos últimos 10 anos, reduzimos o desmatamento em 79%, sem renunciar ao desenvolvimento econômico nem à inclusão social.


Mostramos, que é possível crescer, incluir, conservar e proteger. Uma conquista como essa resulta do empenho – firme e contínuo – do Governo, da sociedade e de agentes públicos e privados.

Esperamos que os países desenvolvidos – que têm a obrigação não só legal, mas também política, de liderar, pelo exemplo, demonstrem de modo inequívoco e concreto seu compromisso de combater esse mal que aflige a todos.

Na Rio+20 tivemos a grande satisfação de definir uma nova agenda, baseada em Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS), aplicáveis tanto a países desenvolvidos, quanto aos em desenvolvimento.

Será crucial definirmos meios de implementação que correspondam à magnitude das dificuldades que nos comprometemos a superar. Precisamos ser ambiciosos em matéria de financiamento, cooperação, construção de capacidades nacionais e transferência de tecnologias, sobretudo em favor dos países menos desenvolvidos.

Destaco, nesse contexto, a necessidade de estabelecer um mecanismo para o desenvolvimento, a transferência e a disseminação de tecnologias limpas e ambientalmente sustentáveis.

Senhor Presidente,

Ao lado do desenvolvimento sustentável e da paz, a ordem internacional que buscamos construir funda-se em valores.

Entre eles, destacam-se o combate a todo o tipo de discriminação e exclusão.

Temos um compromisso claro com a valorização da mulher no mundo do trabalho, nas profissões liberais, no empreendedorismo, na atividade política, no acesso à educação, entre outros. O meu governo combate incansavelmente a violência contra a mulher em todas as suas formas. Consideramos o século 21 o século das mulheres.

Da mesma maneira, a promoção da igualdade racial é o resgate no Brasil dos séculos de escravidão a que foram submetidos os afro brasileiros, hoje mais da metade de nossa população.

Devemos a eles um inestimável legado permanente de riquezas e valores culturais, religiosos e humanos. Para nós, a miscigenação é um fator de orgulho.

O racismo, mais que um crime inafiançável, é uma mancha que não hesitamos em combater, punir e erradicar.

O mesmo empenho que temos em combater a violência contra as mulheres e os afro brasileiros temos também contra a homofobia. A suprema corte do meu País reconheceu a união estável entre pessoas do mesmo sexo, assegurando-lhes todos os direitos civis daí decorrentes.

Acreditamos firmemente na dignidade de todo ser humano e na universalidade de seus direitos fundamentais. Estes devem ser protegidos de toda seletividade e de toda politização.

Outro valor fundamental é o respeito à coisa pública e o combate sem tréguas à corrupção.

A história mostra que só existe uma maneira correta e eficiente de combater a corrupção: o fim da impunidade com o fortalecimento das instituições que fiscalizam, investigam e punem atos de corrupção, lavagem de dinheiro e outros crimes financeiros.

Essa é uma responsabilidade de cada governo. Responsabilidade que nós assumimos ao fortalecer nossas instituições.

Construímos o Portal Governamental da Transparência, que assegura, ao cidadão, acessar os gastos governamentais, em 24 horas.

Aprovamos a lei de acesso à informação que permite ao cidadão brasileiro o acesso a qualquer informação do governo, exceto aquelas relativas à soberania do País.

Fortalecemos e demos autonomia aos órgãos que investigam e também ao que faz o controle interno do governo.

Criamos leis que punem tanto o corrupto, como o corruptor.

O fortalecimento de tais instituições é essencial para o aprimoramento de uma governança aberta e democrática.

A recente reeleição do Brasil para o Comitê Executivo da “Parceria para o Governo Aberto” vai nos permitir contribuir para governos mais transparentes no plano mundial.

Senhor Presidente,

É indispensável tomar medidas que protejam eficazmente os direitos humanos tanto no mundo real como no mundo virtual, como preconiza resolução desta Assembleia sobre a privacidade na era digital.

O Brasil e a Alemanha provocaram essa importante discussão em 2013 e queremos aprofundá-la nesta Sessão. Servirá de base para a avaliação do tema o relatório elaborado pela Alta Comissária de Direitos Humanos.

Em setembro de 2013, propus aqui a criação de um marco civil para a governança e o uso da Internet com base nos princípios da liberdade de expressão, da privacidade, da neutralidade da rede e da diversidade cultural.

Noto, com satisfação, que a comunidade internacional tem se mobilizado, desde então, para aprimorar a atual arquitetura de governança da Internet.

Passo importante nesse processo foi a realização, por iniciativa do Brasil, da Reunião Multissetorial Global sobre o Futuro da Governança da Internet – a NETmundial – em São Paulo, em abril deste ano.

O evento reuniu representantes de várias regiões do mundo e de diversos setores. Foram discutidos os princípios a seguir e as ações a empreender para garantir que a Internet continue a evoluir de forma aberta, democrática, livre, multissetorial e multilateral.

Senhor Presidente,

Os Estados-membros e as Nações Unidas têm, hoje, diante de si desafios de grande magnitude.

Estes devem ser as prioridades desta Sessão da Assembleia Geral.

O ano de 2015 desponta como um verdadeiro ponto de inflexão.

Estou certa de que não nos furtaremos a cumprir, com coragem e lucidez, nossas altas responsabilidades na construção de uma ordem internacional alicerçada na promoção da Paz, no desenvolvimento sustentável, na redução da pobreza e da desigualdade.


O Brasil está pronto e plenamente determinado a dar sua contribuição.

Muito obrigada.


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Mídia golpista esconde obras de Dilma


Mas o ABC! e outros blogs e sites progressistas, que servem aos interesses dos cidadãos e não a interesses espúrios, mostram todas as realizações do vigoroso governo da Presidenta Dilma Rousseff.

Veja o vídeo.




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terça-feira, 23 de setembro de 2014

Brasil 247 e Paulo Moreira Leite desmascaram "escândalo" contra Dilma criado pelo Estadão


MÍDIA GOLPISTA NAS ELEIÇÕES 2014




PML DESMONTA FACTÓIDE CONTRA DILMA E OS CORREIOS


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Em novo artigo, o jornalista Paulo Moreira Leite critica a "denúncia" feita pelo jornal Estado de S. Paulo sobre a distribuição – paga a preços de mercado, diga-se de passagem – de panfletos da campanha da presidente Dilma Rousseff pelos Correios; "Só na campanha de 2014, os Correios distribuíram 134 000 panfletos eleitorais sem chancela — em Minas Gerais. O cliente foi o PSDB. Os 134 000 panfletos tucanos estão lá, nos registros da entidade. Também foram distribuídos, semanas atrás, 380 000 panfletos (sem chancela) em nome do PMDB de Rondonia", lembra PML; por que então a denúncia, em tom de escândalo, que mereceu uma manchete e um editorial do jornal dos Mesquita? "O que se busca é o efeito eleitoral, enfraquecendo uma candidatura a que a mídia se opõe através da dúvida, da negatividade, porque não consegue combater no terreno das ideias"; leia a íntegra

Leia a matéria completa e o artigo de Paulo Moreira Leite aqui

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domingo, 21 de setembro de 2014

A Mídia Golpista, a Mentira na Política e as Eleições 2014



Por Sônia Amorim*


Eu que acompanho eleições desde criancinha, levada às seções eleitorais por pai operário, janista e de esquerda (tivemos um cachorro chamado Jango!) e mãe claramente de perfil progressista, defensora dos mais frágeis, e nas décadas de 70 e 80, como estudante da USP e Casper Líbero, fui pras ruas no movimento estudantil e nas manifestações públicas, para a derrubada da ditadura militar, e a partir de então nunca mais deixei de estar atenta aos destinos políticos do Brasil e do Povo Brasileiro, estou estarrecida com o esgoto que a mídia obtusa, apátrida, historicamente acumpliciada com o que há de mais tacanho nas elites brasileiras (e nas pseudo elites!) verte diariamente nos jornais, nas revistas, no rádio, na tv e na internet, sem qualquer traço de decoro.

"Aécio declara", "Marina afirma"... e "Dilma ataca". 

Das pequenas coisas, que o leitor/espectador ingênuo ainda não se dá conta, às canalhices inomináveis escancaradas nas manchetes!

Como disse o jornalista e blogueiro Fernando Brito outro dia, só há uma coisa mais bandida que a política brasileira: a mídia.

As eleições mais imundas a que eu já assisti e participei, onde todos os bolsões do conservadorismo e reacionarismo mais patológico estouram publicamente, a céu aberto, numa espécie de golpe odioso contra um Governo do Povo, um Governo Trabalhista, o de Lula e Dilma, o do Partido dos Trabalhadores.

Eles querem o Poder a qualquer preço. O 1%. A chamada "Casa Grande". 

Eles querem o comando do Banco Central e da Política Econômica. Eles querem entregar a preço de banana a Petrobras, como fizeram com a Vale do Rio Doce e outras estatais. Eles querem os juros na estratosfera, o País de cócoras diante do FMI, os aeroportos sem pobres, o Bolsa Família e outros programas sociais na lata de lixo, o Povo Brasileiro rastejante, em troca de migalhas...

Em suas mentes ínfimas, eles acreditam que a História anda para trás e tentam engatar uma "marcha-à-ré", buscando ludibriar o povo com suas manipulações midiáticas grotescas.

Ainda há muito por vir nas próximas semanas. 

Sociopatas, o "repertório de maldades" das elites brasileiras é quase inesgotável.


* Sônia Amorim, editora e escritora paulistana, ex-professora da USP, criadora e editora dos blogs "Abra a Boca, Cidadão!", no ar desde as eleições de outubro de 2010, e do blog "Psicopatas".




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sábado, 20 de setembro de 2014

Com Lula e Dilma, o sonho de Betinho virou realidade


ELEIÇÕES 2014 - O BRASIL QUE QUEREMOS



"O relatório global da Organização das Nações Unidas (ONU) para Alimentação e Agricultura (FAO), divulgado na última terça-feira (16), informa que, entre 2002 e 2013, houve queda de 82% na população de brasileiros considerados em situação de subalimentação. Isso mesmo, oitenta e dois porcento de brasileiros saíram do mapa da fome!"




Finalmente, o sonho de Betinho é realidade #DilmaemAlta




O relatório global da Organização das Nações Unidas (ONU) para Alimentação e Agricultura (FAO), divulgado na última terça-feira (16), informa que, entre 2002 e 2013, houve queda de 82% na população de brasileiros considerados em situação de subalimentação. Isso mesmo, oitenta e dois porcento de brasileiros saíram do mapa da fome!

Mas como conseguimos em pouco mais de uma década, sair do mapa da fome, mal que nos acometeu por quase toda história de nossa nação?

Para quem tem menos de 20 anos e nunca passou fome, pode ser difícil ter a dimensão exata do que essa conquista representa para aqueles que lutaram durante toda a vida pra atingir esse objetivo. Alguns, inclusive, morreram antes de ter esse sonho realizado, como é o caso de um dos mais notórios membros dessa luta.

Herbert José de Souza (link is external), conhecido como Betinho, criou o Ibase (link is external) (Instituto Brasileiro de Análises Sociais e Econômicas), que surgiu com a finalidade de analisar as realidades sociais, econômicas e políticas do país. Em 1993 fundou a Ação da Cidadania, programa de luta pela vida e contra a miséria, combatendo a fome e o desemprego através da democratização da terra. Betinho morreu antes de ver as conquistas da sua luta. No entanto, seu filho, Daniel de Souza, emocionou a muitos de nós ao dizer: "Meu pai, o Betinho, não viu o combate à fome virar programa de governo e nem o Brasil sair do mapa da fome. Mas sei que em algum lugar, ele está sorrindo".

O programa de governo ao qual Daniel de Souza refere-se é o Bolsa Família, que se tornou uma referência de combate à fome no mundo e foi uma das formas criadas por Lula para cumprir a promessa feita em sua posse: zerar a fome no Brasil. Por estabelecer como metas manter as crianças matriculadas e com vacinação em dia, o programa foi responsável ainda por proezas como manter 15 milhões de alunos com presença monitorada nas escolas, e reduzir em 19,4% o índice de mortalidade de crianças de até 5 anos de idade.


Destaques do ABC!


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sexta-feira, 19 de setembro de 2014

Marina Silva: caos e confusão


ELEIÇÕES 2014



OPINIÃO



Como entender Marina?

A candidata do PSB, sem ser socialista, é um poço de confusão e contradições

Mino Carta


                                                                                                       Vagner Campos

Vale confiar em uma candidata que atribui a sua chance à Providência Divina?

Volto de viagem ao exterior e retomo meu espaço habitual. Em Roma, li uma análise a respeito da candidatura de Marina Silva que coincide com a avaliação de CartaCapital. No jornal La Repubblica, dos três de circulação realmente nacional, o de maior tiragem juntamente com o Corriere della Sera, e, na minha opinião, o melhor de todos.

Diz o diário que Marina Silva tem um passado honroso e nem por isso as qualidades necessárias ao exercício da Presidência de um país do tamanho e da importância do Brasil. Sua formação política é precária e suas ideias, quando manifestadas com um mínimo de clareza semântica, são confusas e contraditórias, de sorte a ressaltar a dramática incógnita que a candidata representaria se eleita.

O texto do La Repubblica confirma as nossas previsões, feitas nesta página no momento em que ficou assentada a substituição de Eduardo Campos por Marina Silva. Ou seja: ela seria tragada pelo apoio da mídia nativa, autêntico partido de oposição, porta-voz da casa-grande, e por esta arrastada inexoravelmente para a direita mais retrógrada.

E aí começam a confusão e a contradição da candidata do PSB sem ser socialista. Ela passou a ocupar a cena política brasileira como inimiga do latifúndio e da devastação ambiental, o que implica uma postura oposta àquela dos seus atuais arautos e conselheiros, adeptos, além de tudo, da involução globalizada, dita neoliberalismo, a desencadear a crise mundial. Eis perfilada a ameaça: o retorno à política econômica do governo de Fernando Henrique Cardoso, quando, em nome da estabilidade, o Brasil quebrou impavidamente três vezes e foi entregue ao presidente Lula com as burras à míngua.

Uma ação leva a outra, e haveria a se temer também pela renúncia a uma política exterior que, depois de FHC, desatrelou o Brasil dos interesses de Washington. Há quem diga que o fenômeno Marina Silva de certa forma repete deploráveis momentos históricos vividos em 1960 com Jânio Quadros e em 1989 com Fernando Collor. Com o endosso maciço da mídia, o homem da vassourinha e o caçador de marajás foram eleitos. A Presidência de ambos redundou em desastre.

CartaCapital acredita que nas mãos da ex-seringueira o destino do Brasil não seria promissor. Mas acredita também que desta feita o País saberá evitar o risco, e não receia abalar-se a um vaticínio que muitos reputarão prematuro. Nadar contra a corrente estimula quem dá a braçada honesta.

Vale registrar, de todo modo, que esta nossa ribalta se oferece a personagens singulares, ou, se quiserem, peculiares, prontamente engolfados pela direitona sempre disposta a agarrar em fio desencapado. Não me permito incluir no rol de alternativas desesperadas o já citado Fernando Henrique, habilitado a tornar-se paladino de quaisquer ideias e tendências ao sabor do que entende como conveniência pessoal.

Nunca esquecerei aquela noite em Rafard, interior de São Paulo, na campanha para a primeira eleição a governador do estado em 1982. O príncipe dos sociólogos concedia sua arenga aos boias-frias da área enquanto a brisa noturna sussurrava nos canaviais, e Mario Covas sentou-se ao meu lado na amurada da boleia de um caminhão transformada em palanque. Meneava a cabeça, a significar: “Quantas besteiras...”

O mesmo Covas que ameaçou largar o PSDB caso FHC aceitasse o convite de Collor para ser seu chanceler. E não é que o homem quase embarcou na canoa furada? Sobra minha surpresa ao constatar que dentro do próprio ninho tucano o candidato Aécio, que me mereceu simpatia desde o tempo em que carregava a pasta do avô Tancredo, confia no ex-presidente. Tancredo, aliás, dizia do sociólogo: “É o maior goela da política brasileira”.

Ao cabo, pergunto aos meus botões se vale confiar, em contrapartida, em uma candidata que, ao se apresentar como tal, atribui a sua chance à Providência Divina. Teríamos de entender que a mesma manifestação do Altíssimo determinou a morte trágica de Eduardo Campos? Os botões, como Mario Covas, exprimem o oxímoro do espanto resignado.


Destaques do ABC!

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domingo, 14 de setembro de 2014

"Coitadismo de marketing": as "lágrimas de crocodilo" de Marina Silva


ELEIÇÕES 2014 - MARKETING ELEITORAL



Usada pelas elites para retirar do poder um governo popular e trabalhista, voltado aos interesses da maioria da população, a candidata Marina Silva mente, dissimula, finge, ignora perguntas incômodas, se vitimiza e agora, pasmem!, passou a apelar também para o coração mole do brasileiro debulhando lágrimas (de crocodilo, claro!) em plena praça pública, tentando iludir o povo mais ingênuo.

Que decadência! Que ridícula! 

Não consegue conduzir a si mesma e pretende conduzir o Brasil...


A "Coitadinha", rindo da sua cara, que acredita 
nas patacoadas dela...



No Tijolaço:


A “tadinha” da floresta, onde vive a direita selvagem


Fernando Brito



Marina Silva é uma mulher com inegáveis méritos.

Saiu das profundezas da pobreza para o primeiro plano da vida nacional e não faria isso se não tivesse qualidades, persistência e capacidades.

Ninguém, a não ser a elite que a bajula agora, jamais a desqualificou por isso.

A mesma elite que desqualifica Lula – “o molusco”, como o chamam – por ser um operário que chegou a Presidente e a líder nacional.

Não a vejo, e tenho certeza de que todos reagiríamos, ser criticada por ter sido pobre ou empregada doméstica.

Eu, pelo menos, que devo o que sou a um pintor de paredes, seria o primeiro a fazê-lo.

O que se critica, ao contrário, é seu trânsito para os salões desta elite que se acostumou a chamar o povo com um estalar de dedos.

E que a fazem desfilar, como um exotismo bem-comportado, que não contesta o sistema que massacra milhões de antigas marinas, sob seus candelabros.

Ninguém a perseguiu, D. Marina.

O PT, partido pelo qual construiu sua carreira, deu-lhe cargos: o de vereadora, o de deputada estadual, o de senadora e o de Ministra.

Não foi ele quem a expulsou de nenhum deles, foi a senhora que se afastou deles.

Saiu de seu partido, e filiou-se a outro para ser candidata imediatamente, não para ser uma militante. Tanto que saiu do PT poucos dias antes do prazo limite para registrar candidaturas.

Do PV também não foi expulsa, saiu para ter um partido só seu, depois de não ter conseguido que este fosse assim.

O que a senhora fez hoje, no Ceará, é deprimente.

Dizer que “oferece a outra face”, como Cristo, apenas porque foi criticada politicamente, é de uma hipocrisia sem tamanho.

Dizer que chorou ao ser criticada por Lula, a quem a senhora abandonou depois de seis anos em que ele a manteve como ministra é deprimente.

A senhora se considera legítima para criticar, contestar, acusar, ofender.

Mas não aceita que lhe tratem senão como uma figura angelical.

A “fadinha”.

E, quando lhe criticam idéias e atitude, se transmuda.

É a “tadinha”.

O “coitadismo de marketing” , D. Marina, é uma abjeção, porque é hipócrita, é falso e é perverso, porque se trata de um estelionato contra os bons sentimentos coletivos, de uma fraude à compaixão de nossos semelhantes.

Podemos e devemos chorar. De dor, de tristeza, por solidariedade.

Jamais por sermos criticados na política.

Porque o povo brasileiro não quer chorar, nem se ajoelhar, nem suplicar.

Essa nação não é “tadinha”, nem precisa de um “tadinho”.

Precisa de líderes, de gente altiva, que levanta a cabeça como o Brasil secularmente genuflexo precisa levantar.

O povo brasileiro, que precisa se por de pé, não precisa de alguém que não sabe sequer defender nem a si mesma.

Precisa de quem possa defendê-lo e não de quem, lubrificado pelas lágrimas de crocodilo, ajude fazê-lo ser engolido, outra vez, pelas elites.

Que, no fundo, D. Marina, também a desprezam. Mas a usam

Papel ao qual, com inegável prazer, a senhora se entrega.

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