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segunda-feira, 12 de setembro de 2011

Assassinato da juíza foi "facilitado"



A quem interessava o assassinato da destemida e combativa juíza Patrícia Acioli, executada com 21 tiros na porta de sua casa, em Niterói, Rio de Janeiro, há um mês?


Quem são os beneficiários deste crime brutal contra Patrícia e contra o Estado Democrático de Direito?


Por que uma juíza corajosa, que condenava marginais perigosíssimos, inclusive policiais militares, transitava sem carro blindado, sem escolta, sem qualquer proteção? 


Ontem, domingo, 11, foi decretada a prisão temporária de três policiais militares do 7o. BPM de São Gonçalo, Rio de Janeiro, suspeitos de serem os assassinos de Patrícia: o tenente Daniel dos Santos Benitez Lopes e os cabos Sérgio Costa Júnior e Jefferson de Araújo Miranda, que já estavam presos na Unidade Prisional da Polícia Militar pelo assassinato de um adolescente, prisão decretada por Patrícia horas antes de sua morte


O crime do adolescente tinha sido registrado na 72ª DP (São Gonçalo) como auto de resistência (morte em confronto com a polícia). No entanto, segundo testemunhas, tratou-se de um assassinato.


No dia da execução de Patrícia, a advogada dos PMs os avisou que sua prisão seria decretada. E eles imaginaram que a morte da juíza os livraria. Agora investiga-se também se a advogada dos PMs teve alguma participação no crime. 


Abaixo uma entrevista da mãe da juíza ao jornal O Dia, versão online, falando das "facilidades" que foram concedidas aos assassinos de sua filha.


"Facilitaram tudo para os assassinos da Patrícia", diz mãe de magistrada assassinada


Reprodução do jornal O Dia online



Rio - Aos 75 anos, Marly Lourival Acioli, mãe da juíza Patrícia Acioli, executada com 21 tiros há um mês em Niterói, diz que a única coisa que espera agora da vida é não morrer antes de ver a prisão dos matadores da juíza. Mesmo com um problema de saúde agravado pela perda repentina da filha, Marly quebrou o silêncio e falou sobre o caso pela primeira vez. Ela criticou a falta de escolta à magistrada e, assim como as mães que pediam justiça à Patrícia por seus filhos, ela clamou: “Não se esqueçam dela”.

ODIA: Patrícia era muito ligada à família. Hoje faz um mês que ela foi morta. Como está sendo lidar com essa ausência? 

MARLY: Minha vida acabou. Está sendo desesperador. É um fundo que eu não consigo achar. Já estou com 75 anos e não tenho mais nada a esperar da vida. Só espero não morrer antes de ver a prisão desses bandidos safados que fizeram essa atrocidade.


O que faz mais a senhora lembrar da sua filha?

Ela vinha aqui (casa da mãe) toda a sexta-feira. Chegava com aquele sorriso lindo, brincando. Fiquei sem ver a alegria e o amor que me confortavam.

Patrícia falava sobre o trabalho e as ameaças?
 

Fazia apenas comentários. Falava da gratidão por ela de mães que tiveram filhos mortos. Era visível o orgulho quando aplicava a pena que réus mereciam. Ela temia pelas ameaças, mas dizia que não interfeririam no trabalho.
 

A senhora pediu a ela para deixar a 4ª Vara Criminal?
 

Perdi a conta. Fiz até promessa, mas ela falava que as pessoas precisavam dela e essa era sua razão de viver.
 

Como a senhora recebeu a notícia da morte?
 

Quem me falou foi meu médico, que primeiro me deu calmantes. Eu berrava e dizia que era mentira, que não era justo me torturarem assim. Quando passou a fase da negação, mergulhei no vazio.
 

O que a senhora acha do Tribunal de Justiça retirar escolta de Patrícia?
 

Foi covardia. Facilitaram tudo para os assassinos da Patrícia. Queriam forçá-la a sair de lá, intimidá-la ou sei lá o que tem mais nessa história podre. Não conheciam nem sua coragem nem sua obstinação.
 

Como está a investigação?
 

Todo dia eu pergunto se já acharam os matadores da minha filha. Só escuto o silêncio.
 

Os pais não estão, claro, preparados para perder um filho. Apesar disso, para a senhora, a morte de Patrícia deixa alguma lição?
 

Acho que sim. Juízes ameaçados estão de carro blindado, reforçaram a segurança de fóruns. E agora deu para aparecer escolta que não tinha.
 

A senhora acha que será feita Justiça no caso?
 

Acho que não. A gente vê tanta podridão que perde a esperança. Vão ter que prender alguém porque o caso teve repercussão. Mas será que a verdade vai aparecer?
 

Muitas mães procuraram Patrícia para pedir que os culpados pela morte de seus filhos fossem punidos. Agora, na mesma condição, qual o pedido que a senhora faz à Justiça?
 

Que não se esqueça dela. Que julgue com o mesmo rigor que ela julgava. Que faça todos os participantes desse crime pagarem.

Blog do Ricardo Gama


Portal iG

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domingo, 11 de setembro de 2011

11 de Setembro de 2001: a Farsa Americana



Nova York, 11 de Setembro de 2001.


As Torres Gêmeas do World Trade Center são atacadas por dois aviões e desabam minutos depois. Milhares de mortos.


Torre sul do WTC é atingida por avião; o outro prédio havia sido atacado mais cedo

                                                                                                                     Foto: AP


O maior atentado terrorista da história da humanidade ou uma farsa promovida pelo governo dos EUA?


Link do vídeo


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sábado, 10 de setembro de 2011

Blogueira Paulistana continua ameaçada


Enquanto a blogueira aguarda que as autoridades policiais e judiciárias da cidade de São Paulo tomem medidas repressivas efetivas para retirar os agressores da blogueira de dentro da sua casa, ela estará aqui, vez por outra, entremeando seus posts sobre mídia, política e direitos humanos com relatos a respeito de sua absurda e insustentável situação pessoal. Que, acreditem, é de interesse público. A seguir, reprodução do post de ontem, com algumas mudanças e acréscimos, incluindo um vídeo que fala da necessária e urgente repressão à violência.

Chico, 12 anos. Arthur, 5 anos. Estes são os encantadores cães de estimação da escritora e blogueira paulistana Sonia Amorim.

                                                                             Chico, anos atrás, 
        em Monte Verde/MG.






                                                                            



 Arthur, correndo no quintal










Chico e Arthur, os dóceis e adoráveis cães da blogueira, continuam ameaçados de morte por LUANA CRISTINA SANDES DOS SANTOS e MAURÍLIO ALVES DE LIMA SANTOS, inquilinos violentos da blogueira, que se recusam a deixar a casa da cidadã, mesmo tendo seu contrato de locação rescindido, vencido o prazo legal de desocupação e sendo criminalmente processados pela blogueira por agressões e violências várias.


Os agressores, como já relatado aqui, depois de 7 (sete) meses de convivência pacífica com a blogueira, passaram, do dia para a noite, sem qualquer motivo, passaram a injuriá-la, caluniá-la e difamá-la, dentro e fora de sua casa, tentando agredi-la fisicamente e ameaçando de morte a ela e a seus cães.


Os agressores, processados criminalmente pela blogueira no Proc. n. 0015365, 1a. Vara Criminal e do Juizado de Violência Doméstica e Familiar Contra Mulher, Foro Regional Penha de França, cidade de São Paulo, parecem apostar na impunidade. Só isso pode explicar o descaramento com que continuam morando de graça na casa da blogueira que insultam e ameaçam, consumindo irresponsavelmente água e luz bancadas pela blogueira e dando continuidade a constrangimentos, violências e outras baixarias contra a cidadã. Com o silêncio cúmplice de alguns familiares.


Dias atrás, ao sair da garagem com seu carro, acompanhada do seu cão Chico, a blogueira ouviu da agressora LUANA, apontando o dedo em direção ao animal: "Eu vou matar o seu cachorro"...


Maus-tratos e morte de animais, silvestres ou domésticos, é CRIME. Vejam o que diz a Lei dos Crimes Ambientais.


Lei Federal nº. 9.605/98, artigo 32:

É considerado CRIME praticar ato de abuso, maus-tratos, ferir ou mutilar animais silvestres, domésticos ou domesticados, nativos ou exóticos.

Pena - Detenção de 3 (três) meses a 1 (um) ano e multa.

Parágrafo 1°. - Incorre nas mesmas penas quem realiza experiência dolorosa ou cruel em animais vivos, ainda que para fins didáticos ou científicos, quando existirem recursos alternativos.

Parágrafo 2°. - A Pena é aumentada de 1 (um) terço a 1 (um) sexto, se ocorrer a morte do (s) animal (s).


É bom esclarecer: as violências que a blogueira vem sofrendo dentro de sua casa desde abril deste ano nada têm a ver com Lei do Inquilinato. Trata-se de CÓDIGO PENAL. Trata-se de CRIME. E VIOLAÇÃO DE DIREITOS HUMANOS.


A quem interessa tumultuar e destruir a vida da blogueira? Quem se esconde covardemente por trás destes agressores? Quem são os mandantes de tais violências? Quem banca esta patifaria toda?


Com a palavra a Polícia do Estado de São Paulo. Com a palavra o Poder Judiciário do Foro Regional Penha de França, cidade de São Paulo. Com a palavra a Promotoria Criminal do Ministério Público do Estado de São Paulo.


Basta de Violência! Chega de Impunidade!


E POLÍCIA para quem precisa ...


Veja o vídeo. Vamos cantar junto com os Titãs: 


                               "Dizem que ela existe pra ajudar
                                            Dizem que ela existe pra proteger
                                            Eu sei que ela pode te parar
                                            Eu sei que ela pode te prender...


                                            POLÍCIA para quem precisa
                                            POLÍCIA para quem precisa de POLÍCIA..."




Link do vídeo



JUSTIÇA JÁ !!!



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sexta-feira, 9 de setembro de 2011

SP: blogueira Sonia Amorim continua sob ameaças


Chico, 12 anos. Arthur, 5 anos. Estes são os encantadores cães de estimação da escritora e blogueira Sonia Amorim.

                                                                             Chico, em Monte Verde - MG






                                                                             




                       Arthur, correndo no quintal










Chico e Arthur, os dóceis e sociáveis cães de estimação da blogueira, continuam sendo ameaçados de morte por LUANA CRISTINA SANDES DOS SANTOS e MAURÍLIO ALVES DE LIMA SANTOS, violentos inquilinos da blogueira, que se recusam a deixar a casa da cidadã, mesmo sendo por esta criminalmente processados.


LUANA e MAURÍLIO, como já relatado aqui, depois de 7 (sete) meses de convivência harmônica, passaram, do dia para a noite, sem qualquer motivo, passaram a injuriar, caluniar e difamar a blogueira, dentro de sua casa, tentando agredi-la fisicamente e ameaçando de morte a ela e a seus cães.


LUANA e MAURÍLIO, processados criminalmente pela blogueira no Proc. n. 0015365, 1a. Vara Criminal e do Juizado de Violência Doméstica e Familiar Contra Mulher, Foro Regional Penha de França, cidade de São Paulo, ao que tudo indica, apostam na impunidade. Só isso pode explicar o descaramento com que continuam morando às custas da blogueira que violentam, consumindo irresponsavelmente água e luz bancadas pela blogueira e dando seguimento a ameaças, constrangimentos e violências contra a cidadã. Com a cumplicidade de familiares.


Há dois dias, ao sair da garagem com seu carro, acompanhada pelo cão Chico, a blogueira ouviu da agressora LUANA, apontando o dedo em direção ao animal: "Eu vou matar o seu cachorro"...

["Artigo 32 da Lei Federal nº. 9.605/98:

É considerado CRIME praticar ato de abuso, maus-tratos, ferir ou mutilar animais silvestres, domésticos ou domesticados, nativos ou exóticos.

Pena - Detenção de 3 (três) meses a 1 (um) ano e multa.

Parágrafo 1°. - Incorre nas mesmas penas quem realiza experiência dolorosa ou cruel em animais vivos, ainda que para fins didáticos ou científicos, quando existirem recursos alternativos.

Parágrafo 2°. - A Pena é aumentada de 1 (um) terço a 1 (um) sexto, se ocorrer a morte do (s) animal (s)."]


As violências que a blogueira vem sofrendo dentro de sua casa desde abril deste ano nada têm a ver com Lei do Inquilinato. Trata-se de CÓDIGO PENAL. Trata-se de CRIME. E VIOLAÇÃO DE DIREITOS HUMANOS.


A quem interessa tumultuar e destruir a vida da blogueira? Quem se esconde covardemente por trás destes agressores? Quem são os mandantes de tais violências? 


Com a palavra a Polícia do Estado de São Paulo. Com a palavra o Poder Judiciário do Foro Regional Penha de França, cidade de São Paulo.


Basta de Violência! Chega de Impunidade!


JUSTIÇA JÁ !!!




quinta-feira, 8 de setembro de 2011

SP: fracassa protesto chique demotucano



Eles se dizem "apartidários", "suprapartidários"... mas tirando os "inocentes úteis" que muitas vezes pegam carona nesses movimentos, são na verdade, em sua maioria, golpistas, aquela fatia sempre descontente quando se trata de criticar governos populares como os que vêm conduzindo o Brasil há quase 9 anos.


Movimentos contra corrupção e outras mazelas brasileiras, inclusive as Mazelas do Judiciário, sim! O ABC! apoia, noticiará e participará. Movimentos elitistas, golpistas, pseudo democráticos, que visam apenas denegrir e desestabilizar o governo da Presidenta Dilma Rousseff, serão rechaçados, desmascarados, e levarão "chumbo grosso" desta blogueira e deste blog!


A seguir um post do jornalista-blogueiro Ricardo Kotscho, em que faz um lúcido balanço das manifestações de ontem em São Paulo e outras capitais.


Protesto chique em SP lembra fracasso do “Cansei”




Eles não aprendem e não desistem. Derrotados três vezes nas eleições presidenciais, os valentes da fina flor paulistana foram de novo às ruas para protestar "contra tudo o que está aí". Desta vez, o álibi foi a Marcha Contra a Corrupção organizada nas redes sociais em várias regiões do país.

Em São Paulo, apesar dos esforços de alguns blogueiros histéricos, o protesto fracassou: segundo a Polícia Militar, apenas 500 pessoas se animaram a sair de casa neste belo feriado de 7 de setembro com muito sol para ir à avenida Paulista levantar cartazes contra a corrupção.

A personalidade mais conhecida identificada pela imprensa foi a socialite Rosangela Lyra, sogra do jogador Kaká e representante da Dior no Brasil.

Era a mesma turma chique do "Cansei", um "movimento cívico" criado em julho de 2007, para protestar contra o "caos aéreo", pelo presidente da OAB paulista, Luís Flávio Borges D´Urso, agora pré-candidato do PTB de Roberto Jefferson a prefeito de São Paulo, mas nem ele foi visto hoje [ontem] na avenida Paulista.

De outro líder do "Cansei", o executivo Paulo Zotollo, ex-presidente da Phillips, não se ouviu mais falar. Na época, ele causou um enorme dano para a imagem da empresa ao declarar em entrevista ao jornal "Valor":

"Não se pode pensar que o país é um Piauí, no sentido de que tanto faz como tanto fez. Se o Piauí deixar de existir ninguém vai ficar chateado".

O Piauí ainda existe, virou até nome de revista, vai bem, cresce e seu povo está melhorando de vida, ao contrário do infeliz executivo que apenas vocalizou o que pensava boa parte da elite paulistana sobre os nordestinos, quando o presidente do país era o pernambucano Lula.

A direção da OAB nacional na época, que ainda não era dominada por tipos como Ophir Cavalcante (quem?), o novo Álvaro Dias predileto da mídia, decidiu não participar do movimento e criticou a sessão paulista da entidade.

O então presidente da OAB-RJ, Wadih Dammus, resumiu do que se tratava. "O Cansei é um movimento de fundo golpista, estreito e que só conta com a participação de setores e personalidades das classes sociais mais abastadas de São Paulo".

Foi o que se viu no 7 de setembro de protestos na avenida Paulista. São os mesmos. Só mudou o mote.

Em tempo (atualizado às 19h12, de ontem):

No final da tarde desta quarta-feira, 7 de setembro de 2011, os números sobre o tamanho das manifestações em São Paulo variavam nos portais da grande mídia, que ajudaram a promover os protestos na avenida Paulista.

Segundo a "Veja", em nova manifestação promovida à tarde, no mesmo local, havia entre 2 e 4 mil pessoas no protesto, dependendo do informante e do blogueiro.

No portal da "Folha", o maior jornal do país, a multidão de protestantes chegou ao máximo de 700 manifestantes, em seus diferentes informes ao longo do dia.

Até o final da tarde, segundo o portal do "Estadão", um dos mais empenhados promotores das manifestações na avenida Paulista, em nenhum momento, até as 19 horas, o protesto passou de 500 participantes.

Seja como for, foi bem menos gente do que o registrado na maior manifestação do fracassado "Cansei", promovida no dia 17 de agosto de 2007, na praça da Sé, em São Paulo, com o apoio da Febraban (a federação dos bancos) e da Abert ( a associação das grandes emissoras de televisão), entre outras mais de 60 entidades da "sociedade civil organizada".

Segundo a Polícia Militar, havia 5 mil pessoas naquele dia em São Paulo protestando contra o "caos aéreo" do governo Lula e outras mazelas nacionais.

A grande imprensa brasileira, que se uniu para promover o golpe militar de 1964 e eleger Fernando Collor em 1989, parece ter perdido seu poder de mobilização. E seus blogueiros, colunistas e editores amestrados continuam latindo para cada vez menos gente.

Balaio do Kotscho

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quarta-feira, 7 de setembro de 2011

Indignação seletiva e revolução fajuta



A República se sustenta sobre três pilares: os poderes Legislativo, Executivo e Judiciário. 


O câncer da corrupção se alastra em todas as direções, de alto a baixo, nos três poderes da República. E não é de hoje.


Mas ao ver as fotos das marchas contra a corrupção que acontecem em vários pontos do Brasil hoje, feriado da Independência, chama a atenção a quase ausência de faixas e cartazes contra a corrupção no Mais Poderoso dos Poderes da República. Ataca-se o "mau político", o "político ladrão", com razão, mas esquece-se do "mau juiz", do "magistrado corrupto"... Por quê?! Até parece que o Judiciário é um "reino angelical"...


O ABC! apoia toda manifestação contra a corrupção. Desde que inclua a corrupção no Judiciário.


Abaixo a Banda Podre do Poder Judiciário !!!


A seguir algumas reflexões interessantes sobre toda essa movimentação hoje, em Brasília, São Paulo e outras capitais.



A revolução não partirá do vão livre do Masp

Manifestantes se unem contra corrupção, em SP. Foto: Rennato Testa
Manhã fria e sem nuvens em São Paulo, e eles já se aglomeravam no vão livre do Masp, na avenida Paulista. Alguns cartazes (um deles citava a “justiça de Deus”), um certo barulho, alguns apitos, uma pitada de indignação e uma aparente desorientação representada pelo desavisado que errou de presidente ao erguer uma placa de “fora Lula, fora corrupção”… São dezenas (talvez duas centenas), a maioria jovens, protestando, no Dia da Independência, contra a corrupção.
Na organização do evento, espalhada pelas redes sociais, os pontos de exclamação se proliferam como lanças afiadas. Não se sabe exatamente o alvo, mas estão ali, exigindo que não sejamos omissos. Nada contra as boas intenções, mas o discurso que antecede a exclamação, mesmo que dentro de míseros 140 caracteres, propaga antes a preguiça que a indignação.
Em São Paulo, os mesmos pontos de exclamação já foram mais simpáticos. Mais bem-humorados também. Outro dia o Facebook ajudou a levar a Higienópolis uma galera que queria dar as caras e mostrar que, diferentemente da população local, não tinha vergonha de ser “diferenciada”. Foi a maneira encontrada para avisar que a questão do transporte público era mais nobre que o eventual incômodo causado pela democratização do acesso ao bairro. Funcionou: a associação de senhoras e senhores que reivindicava o direito ao isolamento se calou, o governador se manifestou, e a questão passou a ser discutida com seriedade. Ponto para os manifestantes.
Questão pontuais, e mais que legítimas, também levaram manifestantes às ruas em São Paulo em tempos recentes. Na intenção de escancarar o repúdio à opressão masculina, ainda reinante em rodas de conversa e abordagens pelas ruas, mulheres organizaram a Marcha das Vadias pelo direito de usar saia sem precisar ser agredida. Ponto para elas.
Mesmo a mais polêmica das marchas, a da maconha, propunha-se a provocar uma discussão pública: seremos obrigados a tomar bala perdida em nossas casas por um combate ao tráfico que enxuga gelo e pode ser desatado de outros modos? Ponto para os manifestantes, que chamaram a atenção para a imprensa e os órgãos públicos para a discussão, gostem dela (e da fumaça) ou não.
Mas o que seria protestar contra a corrupção? A organização, por meio do Facebook, explica: é uma “guerra contra o mau político, contra a corrupção que assola nas esferas federal, estaduais e municipais, contra as obras superfaturadas, contra as licitações viciadas e fraudulentas, contra os desvios de verbas, contra o ‘retorno’ (comissão) cobrado por políticos e funcionários públicos para liberação de verbas públicas, e contra a degradação da nação está começando (sic)”.

No Brasil, todos querem ser um cara-pintada quando crescer. Falta direcionar o revide. Foto usada no perfil do protesto no Facebook
Faltou pedir para que as pessoas saiam às ruas – com bandeiras e fitas verde e amarelas, frise-se – contra a maldade humana, contra o frio, contra os enjoos nos navios, contra a gripe, contra a frieira, contra aquelas malditas tomadas de três pontas, contra o mau futebol, contra o provedor de internet que só garante 10% da velocidade e contra o suco de laranja a 4 reais. Um manifesto contra tudo isto que está aí teria somente o mesmo efeito: um grande grito por mudanças para que tudo continuasse exatamente igual, salvo a indignação e a sensação de distinção de quem afirma não compactuar com os desmandos de mandatários que, colocados assim, parecem distantes de tudo, numa outra realidade.
Os pontos de exclamação – tanto contra a corrupção como contra as tomadas de três pontas – são justos. Denotam preocupação com o estado das coisas, num certo modo, digamos, paulistano de demonstrar indignação. E que, na prática, nada traz de novo, ainda que os pontos de exclamação estejam afixados em cartazes impressos em mimeógrafos, impressoras a laser ou na fluidez do Facebook. No Brasil, a experiência da queda do primeiro presidente eleito, sem base no Congresso e na grande imprensa, deu a impressão de que sair de preto às ruas em sinal de protesto era causa e não efeito de algo já consolidado. Desde então, todos querem ser um cara-pintada quando crescer. Todos querem sair caminhando e cantando e seguindo a canção e ter uma causa. Mas a canção, num país de democracia minimamente consolidada e órgãos de controle minimamente operantes, passa a ser outra.  Tirar o feriado para pedir o fim da corrupção, nesses termos e alguns pontos de exclamação, só faz lembrar uma antiga música em que Raul Seixas dizia: “O que você quer em sua vida é só paz, muitas doçuras, seu nome em cartaz, mas fica arretado se o açúcar demora, e você chora, você berra, você pede, implora…”
Pode não parecer, mas o combate à corrupção é feito sem estardalhaço. É feito por meio de pressão, e mais pressão, sobre quem permite pequenas brechas que possibilitam desvios e travam a transparência no País. Enquanto pontos de exclamação pipocam nas telas do computador e apitos na Paulista, uma discussão sobre reforma política é desenhada em Brasília: nos corredores do Congresso, debate-se as formas de financiamento de campanhas (“te ajudo hoje, você me ajuda amanhã”), a regulação do lobby (“quem são eles?”), emendas parlamentares (“por oito reais para minha base, voto com o governo até para enforcar a mãe”). Amadurece, ao mesmo tempo, a hora para novos debates, num País que ainda discute de que maneira delitos políticos são passíveis de punição. Vide o caso Jaqueline Roriz, cujo escrutínio da opinião pública passou ao largo de uma votação secreta.
Talvez  seria pedir demais que se entendesse os mecanismos de corrupção – de duas vias, quase sempre, entre público e privado – antes de sair às ruas pedindo a extinção de um inimigo que poucos reconhecem o rosto. Sem isso, a manifestação passa a ter como alvo a representação pública, a própria democracia, e não o corruptor em si – mas para isso, e aí sim seria pedir muito, é preciso dar nome aos bois. Que tal o das grandes construtoras ou outras grandes detentoras de contratos públicos cujos diretores aplaudimos de pé quando aparecem na tevê para dar palestras ou testemunhos sobre como vencer na vida?
Como lembra o cientista político Leonardo Avritzer, da UFMG, em recente artigo nesta CartaCapital, “sem corrigir alguns processos na organização do Estado e do sistema político, a corrupção voltará a estar presente nestes mesmos lugares”, faça a presidenta Dilma Rousseff a “faxina” que quiser. Porque todos os debates acima colocados ainda engatinham. E engatinham com ou sem o grito dos indignados, hoje patrocinados pela OAB e pela CNBB.
Diante de tudo isso, é possível garantir que, enquanto algumas dúzias de paulistas gritam contra a corrupção, os probos que livraram Roriz e se aboletam sobre obras públicas (para desviar o “nosso dinheiro que pagamos com tanto sacrifício”, como diz o protesto) riem. Ou dormem neste feriado.
Nesse cenário, o vago protesto contra a corrupção não deixa de ser didático. Ao menos mostra que, enquanto ingenuidade e instrumentalização política marcharem juntas, fica quase impossível dizer que, no Brasil, a revolução ainda será Twittada, como no mundo árabe. Quando o for, ela não partirá do vão livre do Masp.

Brava Gente Brasileira






Dilma
                  Presidenta Dilma Rousseff e família - Desfile 7 de Setembro de 2011 - Brasília - BR
                                                                                                                  Foto: Agência Brasil


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