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domingo, 6 de outubro de 2013

Blogueira baleada pode ganhar o Nobel da Paz


CIDADANIA E DIREITOS HUMANOS



A jovem ativista e blogueira paquistanesa Malala Yousafzai, de 16 anos, que levou um tiro na cabeça desferido por um grupo ligado aos talibãs, é candidata ao Nobel da Paz deste ano, cuja premiação começa nesta segunda-feira, 7.

No ano passado, Malala foi alvejada num atentado a um ônibus escolar, por lutar pela educação para meninas no Paquistão. Após sua recuperação num hospital britânico e seu  histórico discurso nas Nações Unidas, a luta da pequena blogueira ganhou projeção internacional e a garota, que continua sob ameaças do Taleban e foi, em julho último, considerada uma das 100 pessoas mais influentes do mundo pela revista Time, é forte candidata ao Nobel da Paz 2013.





Na noite de 9 de outubro de 2012, o Talibã atirou do lado esquerdo da minha cabeça. Atiraram nos meus amigos também. Eles pensaram que a bala iria nos silenciar, mas eles falharam. E no lugar do silêncio vieram milhares de vozes. Os terroristas pensaram que iam mudar meus objetivos e parar minha ambição, mas nada mudou na minha vida com exceção disso: fraqueza, medo e falta de esperança morreram; força, poder e coragem nasceram. Eu sou a mesma Malala. Minhas ambições são as mesmas, minhas esperanças são as mesmas, e meus sonhos são os mesmos.


O mundo vem mudando. E só a ignorância dos truculentos não percebe que ao perseguir e tentar silenciar ativistas briosos como Malala, o que fazem é estimular ainda mais a luta por Justiça e direitos violados, atraindo, inclusive, a atenção do mundo.



Malala na ONU




Tradução 

Queridos irmãos e irmãs, 


Lembrem-se: Malala Day não é meu dia. Hoje é o dia de toda mulher e todo menino e toda menina que levantaram suas vozes por seus direitos.

Há centenas de ativistas de direitos humanos e assistentes sociais que não estão só falando por seus direitos, mas que estão lutando para atingir objetivos de paz, educação e igualdade. Milhares de pessoas foram mortas pelo terrorismo, e milhões foram feridas. Sou apenas uma delas. Então aqui estou, uma menina entre tantas outras.

Na noite de 9 de outubro de 2012, o Talibã atirou do lado esquerdo da minha cabeça. Atiraram nos meus amigos também. Eles pensaram que a bala iria nos silenciar, mas eles falharam. E no lugar do silêncio vieram milhares de vozes. Os terroristas pensaram que iam mudar meus objetivos e parar minha ambição, mas nada mudou na minha vida com exceção disso: fraqueza, medo e falta de esperança morreram; força, poder e coragem nasceram. Eu sou a mesma Malala. Minhas ambições são as mesmas, minhas esperanças são as mesmas, e meus sonhos são os mesmos.

Queridos irmãos e irmãs, não sou contra ninguém. Tampouco estou aqui para falar em tom de revanche pessoal contra o Talibã, ou qualquer outro grupo terrorista. Estou aqui para falar pelo direito à educação para todas as crianças. Eu quero educação para todos os filhos e filhas do Talibã, e de todos os outros terroristas e extremistas. Eu sequer odeio o Talibã que atirou em mim. Mesmo se eu tivesse uma arma na mão e ele estivesse na minha frente, eu não atiraria nele. Essa é a compaixão que aprendi com Maomé, o profeta da misericórdia, Jesus Cristo e Buda. Esse é o legado da mudança que herdei de Martin Luther King, Nelson Mandela, Mohammed Ali Jinnah. Essa é a filosofia de não-violência que aprendi com Gandhi, Bacha Khan e Madre Teresa. E é o perdão que aprendi com meu pai e minha mãe. Isso é o que minha alma está me dizendo: seja pacífica e ame a todos.

Queridos irmãos e irmãs, nós percebemos a importância de luz quando vemos a escuridão. Nós percebemos a importância de nossa voz quando somos silenciados. Do mesmo modo, quando nós estávamos em Swat, norte do Paquistão, nós percebemos a importância de livros e canetas quando vimos as armas. Os sábios dizem que “A caneta é mais poderosa do que a espada”. É verdade. Os extremistas têm medo dos livros e canetas, o poder da educação os assusta. Eles têm medo das mulheres, o poder da voz das mulheres os assusta. É por isso que eles mataram 14 estudantes inocentes num ataque recente em Quetta. E é por isso que eles mataram professoras. É por isso que eles explodem escolas todos os dias, porque eles tinham e têm medo de mudança e de igualdade que nós vamos trazer para nossa sociedade. Eu lembro de um garoto na minha escola que foi perguntado por um jornalista: Por que o Talibã é contra a educação? Ele respondeu de forma muito simples. Apontando para o livro, ele disse: Um Talibã não sabe o que está escrito neste livro.

Eles pensam que Deus é um ser pequeno e conservador que vai enviar meninas para o inferno só porque elas estão indo à escola. Os terroristas estão fazendo mal uso do nome do Islã para seus próprios benefícios. O Paquistão é um amoroso país democrático. Os paquistaneses querem educação para seus filhos e filhas. O Islã é uma religião de paz, humanidade e fraternidade. É dever e responsabilidade oferecer educação para cada criança, é o que ele diz. Paz é uma necessidade para a educação. Em muitas partes do mundo, especialmente Paquistão e Afeganistão, terrorismo, guerra e conflitos impedem as crianças de irem à escola. Nós estamos realmente cansados dessas guerras. Mulheres e crianças estão sofrendo de muitas formas em muitas partes do mundo.

Na Índia, crianças pobres e inocentes são vítimas do trabalho infantil. Muitas escolas foram destruídas na Nigéria. Pessoas no Afeganistão são afetadas pelo extremismo. Jovens mulheres precisam fazer o trabalho doméstico e são obrigadas a se casarem muito cedo. Pobreza, ignorância, injustiça, racismo e a privação de direitos básicos são os principais problemas, encarados tanto por homens quanto mulheres.

Hoje, eu estou focando nos direitos das mulheres e na educação das crianças porque elas são as que estão sofrendo mais. Houve o tempo em que ativistas mulheres pediam aos homens para lutar pelo direito delas, mas desta vez nós vamos fazer isso nós mesmas. Não estou dizendo para os homens pararem de se posicionar a respeito dos direitos das mulheres, mas meu foco é para que as mulheres sejam independentes e lutem em causa própria. 

Então hoje nós pedimos aos líderes mundiais que mudem sua estratégia política em favor da paz e da prosperidade. Nós pedimos aos líderes mundiais que todos os acordos devem proteger os direitos das mulheres e crianças. Um acordo que vá contra os direitos das mulheres é inaceitável. Nós pedimos aos governantes que assegurem educação gratuita em todo o mundo para todas as crianças. Nós pedimos aos governantes que lutem contra o terrorismo e a violência. Que protejam crianças da brutalidade e do mal. Nós pedimos às nações desenvolvidas que apoiem a expansão das oportunidades de educação para meninas do mundo em desenvolvimento. Nós pedimos a todas as comunidades que sejam tolerantes, que rejeitem o mal baseado em castas, crenças, cor, religião e opiniões, para assim garantir a paz e a igualdade para que as mulheres possam florescer. Nós não conseguimos prosperar se metade de nós está sendo puxada para trás. Nós pedimos às nossas irmãs ao redor do mundo para serem corajosas, abraçarem a força junto de si e perceberem seu potencial.

Queridos irmãos e irmãs, nós queremos escolas e educação para um futuro brilhante para todas as crianças. Nós vamos continuar nosso caminho para o destino da paz e da educação. Ninguém pode nos parar. Nós vamos nos levantar pelos nossos direitos e vamos trazer mudanças com nossa voz. Nós acreditamos no poder e na força das nossas palavras. Nossas palavras podem mudar o mundo todo porque nós estamos juntas, unidas pela causa da educação. E se nós quisermos atingir nosso objetivo, então vamos nos fortalecer com a arma do conhecimento e vamos nos proteger com harmonia e união.

Queridos irmãos e irmãs, nós não podemos esquecer que milhões de pessoas estão sofrendo com pobreza, injustiça e ignorância. Nós não podemos esquecer que milhões de crianças estão fora da escola. Nós não podemos esquecer que nossos irmãos e irmãs estão esperando por um futuro brilhante e pacífico.

Por isso vamos travar uma luta gloriosa contra o analfabetismo, a pobreza e o terrorismo. Vamos pegar nossos livros e canetas, eles são as armas mais poderosas que existem. Uma criança, um professor, um livro e uma caneta podem mudar o mundo. Educação é a única solução. Educação primeiro. 

Obrigada.



sexta-feira, 19 de outubro de 2012

Inglaterra: Blogueira baleada já se comunica por escrito


Malala Yousufzai é uma jovem ativista e blogueira de 15 anos que vive no Paquistão. Há três anos ela criou um blog para denunciar as dificuldades de viver no Vale do Swat, uma região controlada pelo talibã, grupo radical que proíbe a educação para mulheres.

A coragem de Malala enfureceu os militantes islâmicos. Na semana passada, dois homens armados interceptaram a van escolar onde estavam Malala e outras meninas, e abriram fogo. O caso ganhou repercussão dentro e fora do Paquistão, gerando protestos no mundo todo.



                                                                                                         Reuters

Malala foi levada para um hospital na Inglaterra, onde começa a se recuperar e se comunicar por escrito.

A violência contra jornalistas e blogueiros não dá trégua nas "zonas sombrias" do mundo. A Liberdade de Expressão vem sendo violada em toda parte. Lá e cá, poderosos (banda podre da humanidade) temem a mídia e não querem ver seus crimes denunciados e suas identidades expostas publicamente.


Menina paquistanesa atacada por talibãs já fica de pé, dizem médicos
Malala Yousufzai foi baleada por denunciar em blog violência do grupo.
Adolescente está se comunicando com algumas notas por escrito.

AFP

Malala Yousufzai, a jovem paquistanesa baleada na cabeça pelo grupo talibã, conseguiu ficar de pé com a ajuda da equipe médica pela primeira vez desde o atentado, informaram nesta sexta-feira os médicos responsáveis por seu tratamento em um hospital britânico.

Ela também está se comunicando com algumas notas por escrito, explicou o doutor Dave Rosser, diretor-médico do Hospital Queen Elizabeth, em Birmingham, no centro da Inglaterra, para onde a adolescente foi transferida na segunda-feira (15).


A jovem paquistanesa Malala Yousufzai em foto divulgada nesta
sexta-feira (19) pelo hospital Queen Elizabeth, em Birmingham (Foto: AFP)


Meninas em escola em Lahore, Paquistão, rezam nesta sexta-feira (19) 
pela recuperação de Malala (Foto: Reuters)

Ela foi baleada em um ônibus escolar no antigo reduto talibã do vale do Swat na última semana como punição por defender os direitos das mulheres à educação, em um ataque que revoltou o mundo.

"O estado de Malala Yousufzai nesta manhã é confortável e estável", informou o hospital em um comunicado.

"A família de Malala permanece no Paquistão neste momento", acrescentou.

A rede de televisão ITV informou que o hospital estava tentando fazer com que ela ouça a voz de seu pai pelo telefone, embora ainda não consiga falar.

"Sabemos que houve algum dano em seu cérebro, certamente não físico, não houve déficit em termos de função", disse citando um porta-voz.

Uma porta-voz do hospital informou que Malala tinha 15 anos, e não 14, como foi informado anteriormente.

G1

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