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quarta-feira, 16 de outubro de 2013

Sobre o silêncio cúmplice dos covardes


Criminosos, delinquentes, vândalos, opressores, agressores de todo o tipo, psicopatas ou não, estas iniquidades só prosperam, só se dão bem, por causa da COVARDIA dos molengas, do SILÊNCIO dos que se dizem "bons", mas na prática COMPACTUAM, são CÚMPLICES dos crimes praticados diante dos seus olhos, debaixo dos seus narizes.

Muitos, ainda "faturam", auferem vantagens, com sua pusilanimidade. Oportunistas, aproveitadores.

Não se pode acender uma vela a Deus e outra ao Anticristo.




Mais uma vez publico um post do querido e solidário amigo, jornalista, escritor e revolucionário Celso Lungaretti, companheiro de blogosfera e de ideais, que tantas vezes tem me estendido as mãos.

AOS HOMENS OCOS

Quem são esses homens incapazes de se indignar com os tormentos infligidos aos indefesos, esses homens que se mantêm olimpicamente insensíveis à dor de seus semelhantes?

São os homens ocos.

A eles T. S. Eliot dedicou um poema terrível e terrivelmente belo, do qual reproduzo os versos que vêm ao caso:

Nós somos os homens ocos

Os homens empalhados

Uns nos outros amparados

O elmo cheio de nada. Ai de nós!

Nossas vozes dessecadas,

Quando juntos sussurramos,

São quietas e inexpressas

Como o vento na relva seca

Ou pés de ratos sobre cacos

Em nossa adega evaporada

Fôrma sem forma, sombra sem cor

Força paralisada, gesto sem vigor


(...) É assim que acaba o mundo

É assim que acaba o mundo

É assim que acaba o mundo

Não com estrondo, mas com um suspiro.


quarta-feira, 28 de agosto de 2013

Os doutores de Cuba e a doença das elites brasileiras


"MAIS MÉDICOS" E "MAIS SOLIDARIEDADE"



"Um desembarque que em outros países seria motivo de festas, homenagens e bandas de música.

Aqui é emoldurado pelo espetáculo deprimente de uma classe média desprovida de discernimento sobre o país em que vive, o mundo que a cerca e as urgências da sociedade que lhe custeou o estudo.

Para que agora sabotasse a assistência cubana aos seus segmentos mais vulneráveis, aos quais ela se recusa a atender. (...)"


"Ética médica, solidariedade, internacionalismo e humanismo formam uma constelação incompreensível a quem divide o mundo entre consumidores e escravos."




Cubanos chegam e já diagnosticam a doença no Brasil


Saul Leblon

Eles desembarcaram há apenas quatro dias.

Ainda nem começaram a trabalhar. Mas alguma coisa de essencial já foi diagnosticada entre nós, apenas com a sua presença.

Uma foto estampada na Folha de S. Paulo desta 3ª feira sintetiza a radiografia que essa visita adicionou ao diagnóstico da doença brasileira.

Um médico negro avança altivo pelo corredor polonês que espreme a sua passagem na chegada a Fortaleza, 2ª feira.


O funil do constrangimento é formado por jovens de jaleco da mesma cor alva da pele.

Uivam, vaiam, ofendem o recém-chegado.

Recitam um texto inoculado diuturnamente em sua mente pelas cantanhêdes, os gasparis e assemelhados.

Centuriões de um conservadorismo rasteiro, mas incessante.

É força de justiça creditar a esse pelotão a paternidade da linhagem, capaz de cometer o que a foto cristalizou para a memória destes tempos.

“Escravo!” “Escravo!” “Escravo!”.

Ecoa a falange cevada no pastejo da semi-informação, do preconceito e das tardes em shopping center.

Foi programada para cumprir esse papel, entre outros, de consequências até mais letais para a democracia e a civilização entre nós.


Um desembarque que em outros países seria motivo de festas, homenagens e bandas de música.

Aqui é emoldurado pelo espetáculo deprimente de uma classe média desprovida de discernimento sobre o país em que vive, o mundo que a cerca e as urgências da sociedade que lhe custeou o estudo.

Para que agora sabotasse a assistência cubana aos seus segmentos mais vulneráveis, aos quais ela se recusa a atender.

Os alvos da fúria deixaram família, rotinas e camaradagem para morar e socorrer habitantes de localidades das quais nunca ouviram falar.

Mas que a maioria dos brasileiros também sequer desconfia que existam.

Com o agravante de que ali talvez jamais pousem seus pés. Coisa que os cubanos farão. Por três anos.


E que graças a eles, agora saberemos que existem.

Se o governo for safo – espera-se que seja – fará do Mais Médicos uma ponte de conexão de nós com nós mesmos.

O futuro da democracia agradecerá.

Os pilares dessa ponte, de qualquer forma, são os que transitam agora altivos diante da recepção que indigna o Brasil aos olhos do mundo.

Perfis médicos ainda improváveis entre nós, apesar do Prouni e das cotas satanizadas pela mesma cepa mental adestrada em compor corredores e funis.

Nem sempre físicos, como agora.

Mas permanentemente intolerantes, na defesa da exclusão e do privilégio.


Formados em uma ilha do Caribe desguarnecida de recursos, por uma escola de medicina que contorna a tecnologia cara, apurando a excelência do exame clínico – aquele em que o médico demora uma hora ou mais com o paciente, rastreando o seu metabolismo – eles passarão a cuidar da gente brasileira pobre e anônima. (Leia a excelente entrevista de Najla Passos com a doutora Ceramides Carbonell sobre a formação de um médico em Cuba).

Campos Alegres de Lourdes, Mansidão, Carinhanha, beira do São Francisco, Cocos, Sítio do Quinto, Souto Soares... Quem conhece esse Brasil?

É para lá que eles vão. E para mais 3.500 outras localidades.

Um Brasil esquecido, em muitos casos, mantido na soleira da porta, do lado de fora do mercado e da cidadania.

Que sempre esteve aí. Mas que agora, pasmem, terá um sujeito interessado em ouvir o que sua gente tem a dizer, esforçando-se por entender pronúncias que até nós, os locais, teríamos dificuldade de discernir.


O ‘doutor de Cuba’ de fala estrangeira e jeito parecido com a gente estará ali.

A examinar, apalpar dores, curar vermes, prescrever cuidados, encaminhar cirurgias, ouvir e confortar.

Com remédios, atenção e esperança.

Houve um tempo em que essas expedições a um Brasil distante do mar eram feitas por brasileiros, e de classe média.

Protagonistas de um relato épico, de nacionalismo não raro ingênuo. Mas que aproximava e treinava o olhar do país sobre ele mesmo.

Coisa que a hiper-conexão disponível agora poderia fazer até melhor.


Não fosse a determinação superior de afastar e dissimular, o que muitas vezes se alcança destacando o pitoresco.

Em detrimento do principal: as questões do nosso tempo, do nosso desenvolvimento, as escolhas que elas nos cobram. E os interesses que as bloqueiam.

Tivemos a Coluna Prestes, nos anos 20. 

Os irmãos Vilas Boas, apoiados por malucos como Darcy Ribeiro e entusiastas como Antonio Calado, fizeram isso nos anos 40/50 e início dos 60, quando foi criado o Parque Nacional do Xingu.

Trouxeram a boca do sertão para mais perto do olhar litorâneo e urbano.

Desbastavam distâncias a facão. 

Na raça, traziam horizontes, aproximavam rios, tribos, desafios e, de alguma forma, semeavam um espírito de pertencimento a algo maior que a linha do mar e a calçada de Copacabana. 

A utopia geográfica, se por um lado borrava os conflitos de classe, ao mesmo tempo colidia com o país real que os esperava em cada socavão, de trincas sociais, fundiárias, étnicas e econômicas avessas à neblina da glamurização.

Paschoal Carlos Magno, a UNE e o CPC, o Centro Popular de Cultura, fariam o mesmo nos anos 60, antes do golpe militar.

As famosas ‘Caravanas do CPC’ rasgaram o mapa do sertão.

Desceriam o São Francisco nas gaiolas lendárias para garimpar e irradiar a cultura popular em lugares onde agora, possivelmente, um doutor cubano irá se instalar.

Caso de Carinhanha, por exemplo, um dos mais belos entardeceres do São Francisco.

Onde foi que a seta do tempo se quebrou?


Por que já não seduz a grande aventura de nossa própria construção?

Uma leitora de Carta Maior, Odette Carvalho de Lima Seabra, resume em comentário enviado ao site o núcleo duro do problema. 

“A geração dos nossos jovens doutores”, escreve, “ jamais compreenderá de que se trata. Foram criados nos shopping centers. A escola secundária limitadíssima no seu alcance humanístico os fez também vítimas sem que o saibam que são. Uma revolução que durou vinte anos e cujo sentido era o de esvaziar de sentido a vida de todos nós deixou no seu rescaldo, esse bando de jovens, como são os nossos doutores, muito alienados. É tempo de aprender com os cubanos”, conclui Odette.

Colocado nos seus devidos termos, o impasse readquire a clareza histórica de que se ressente a busca de soluções.

Entre indignado e estupefato, o conservadorismo nega aos visitantes cubanos outra referência de exercício da medicina que não a dos valores argentários.

Ética médica, solidariedade, internacionalismo e humanismo formam uma constelação incompreensível a quem divide o mundo entre consumidores e escravos.

À esquerda, no entanto, cabe também evitar simplificações.

Se quiser enxergar a real abrangência das tarefas em curso, é preciso admitir que não estamos diante de uma batalha entre anjos e demônios.

Os médicos do Caribe não nascem bonzinhos. Tampouco endemoninhados, os dos trópicos.

Eles são formados assim. Por instituições.

A escola, por certo, mas a mídia, sem dúvida, que a completa pelo resto da vida.

É vital que o governo, lideranças sociais e os intelectuais compreendam o fundamental em jogo.

Se quisermos colher frutos duradouros com o ‘Mais Médicos’, o passo seguinte do programa terá que ser a reforma universitária brasileira.

Que reaproxime universidade e a juventude das grandes tarefas coletivas do nosso tempo.

As diferenças entre a formação do cubano hostilizado na chegada a Fortaleza, e aqueles que o ofendiam não são apenas de ordem técnica.

Mas, sobretudo, de discernimento diante do mundo.

A ponto de um não achar estranho sair de seu país para ajudar um outro.

Nem considerar despropositado que parte de seu ganho se transforme em fundo público de reinvestimento.

O oposto das convicções dos que o agraciavam com o corolário de sua própria servidão.

Esse talvez seja o aspecto mais chocante da visita que acaba de chegar.

E, sobretudo, o mais instrutivo.

Ela escancara a doença social que corrói o nosso metabolismo. E adverte para as limitações que irradia.

Na sociedade que estamos construindo.

Na mentalidade que vai se sedimentando. No risco que ela incide sobre o todo.

Para que o ‘Mais Médicos’ um dia possa ser dispensável, o Brasil precisa se tornar ele próprio um grande ‘Mais Solidariedade’.

Como faz Cuba desde 1959, com todos os seus erros, acertos e percalços.


*

sexta-feira, 20 de julho de 2012

Dia Internacional do Amigo e da Amizade



Eu estava sozinha, numa situação de fragilidade em todos os sentidos. E fui acolhida por esses seres luminosos aí embaixo e por outros tantos. Me estenderam as mãos, me ampararam, me fortaleceram, me acarinharam.


A Blogueira Amiga-Irmã, Gircélia Fávero, da pequenina e graciosa Astorga, Paraná, compartilhou e compartilha tudo comigo, há muitos anos. As grandes e as pequenas coisas. A família, os amigos, o trabalho. O pão e a Vida. Um encanto. Doce e quente coração.




O Blogueiro Revolucionário, Celso Lungaretti, de São Paulo, jornalista e ex-guerrilheiro, que sem me conhecer me abriu espaço em seu blog e em seu coração. E de leitora do Náufrago da Utopia fui promovida a Companheira de Luta e Ideais. Um ser humano extraordinário.



O Blogueiro Solidário, Gilberto Azevedo, do Nordeste que eu tanto amo.  Eu postava aqui em São Paulo, minutos depois ele enviava comentários, marcando presença num momento muito crítico pra mim. Ele me chamava "Minha Blogueira Cidadã"... Adotei essa denominação em sua homenagem. Amigo querido que já se foi, mas continua me acompanhando, com sua  solidariedade infinita.



A eles e outros tantos... Rosa Zamp, Diógenes Afonso, ZCarlos, Laerte Braga, William Barros, Ricardo Fiordelisio, Regina Hasegawa, Nair, Nicete, Walt, Wilson... e aos leitores que aqui vieram e deixaram palavras de amizade e encorajamento, meu carinho imenso e cativo.

E flores e música belíssimas.

quarta-feira, 4 de julho de 2012

Uma revolução silenciosa



É estimulante e animador saber que no mundo há pessoas com esta cabeça.


É desta revolução que falamos aqui: a revolução interior, silenciosa, não nas instituições, mas na base, no indivíduo, no cidadão. Mudança interna, de valores, de mentalidades.


Talvez a única forma de reconstruir e salvar o planeta.



Universidade dos Pés-Descalços

Uma silenciosa revolução ecossociológica está acontecendo em várias partes do mundo. Uma revolução que é feita pela base, entre os intra-históricos, os homens e mulheres alijados desse sistema autodestrutivo que vige no planeta, e que, em virtude disso, de estarem na linha da miséria, no limite da necessidade, estão livres e aptos para essa mudança radical.

Não se trata de uma revolução entre classes da velha política desse sistema moribundo, mas uma mudança de paradigmas, um revolução da consciência dos cidadãos, uma reciclagem do lixo das mentalidades deixadas por um sistema que traz em seu âmago sua própria destruição.


No Brasil, homens de idéias, como Miguel Nicolelis (já postamos sobre isso aqui neste blog) vão instaurando um novo tempo para a ciência mundial, em pleno Nordeste brasileiro. Esse tipo de atitude altruísta e visionária vai se replicando em várias partes do mundo. 


Agora mesmo, em Rajasthan, na Índia, uma escola extraordinária ensina mulheres e homens do meio rural - muitos deles analfabetos - a tornarem-se engenheiros solares, artesãos, dentistas e médicos nas suas próprias aldeias. Chama-se Universidade dos Pés-Descalços, e o seu fundador, Bunker Roy, explica como funciona:



Link do vídeo *

sábado, 23 de julho de 2011

Cuba e cubanos: solidariedade com o mundo

No início desta semana, na segunda-feira, 18, fiquei alegremente surpreendida com um artigo da conhecida jornalista e blogueira cubana Norelys Morales Aguilera, que escreveu em seu blog Isla Mía (Minha Ilha) sobre as violências de gênero, moral, psicológica, patrimonial e institucional que venho sofrendo. Leia o post aqui.

Ignorada pela velha e apodrecida mídia tradicional e por blogueiros que se autodenominam "progressistas", minha problemática, reafirmo aqui, não é questão particular, mas de interesse público, pois envolve também desídia de várias instituições que têm obrigação constitucional de atuar.

A solidariedade da jornalista-blogueira cubana não é um caso isolado. Cuba tem se mobilizado em várias oportunidades para correr em auxílio de inúmeros países, em diversas ocasiões. Mas tais atitudes são escondidas pelos meios de comunicação tradicionais, que procuram manter a maioria do povo brasileiro desinformada e emburrecida.

Com alegria reproduzo abaixo post do blog do afetuoso e solidário amigo, Gilberto Azevedo, de Recife, falando de solidariedade e egoísmo, da ação concreta de Cuba e dos EUA no mundo.

 A solidariedade e o egoísmo

A SOLIDARIEDADE



O EGOÍSMO



"Esta noite 200 milhões de crianças dormirão nas ruas do mundo, nenhuma é cubana. A cada ano, 80 mil crianças morrem vítimas de doenças evitáveis, nenhuma delas é cubana."   Fidel Castro

Enquanto a mídia conservadora mundial encobre e é conivente com os bárbaros crimes perpetrados pelo imperialismo, notadamente o norte-americano, Cuba age silenciosamente prestando solidariedade em dezenas de países pobres, em especial na América Latina.

São duas posições diametralmente opostas.

Quem não se lembra do terremoto que praticamente destruiu o Haiti, causando 250 mortes, inclusive brasileiros, destacando-se Dona Zilda Arns, e 1,5 milhão de desabrigados?

Enquanto os Estados Unidos mandavam dezenas de milhares de militares, Cuba mandava médicos e enfermeiros para atender os feridos, a maioria em estado grave.

As tropas ianques ocuparam o aeroporto da capital Porto Príncipe, proibindo a aterrizagem de aviões de países que levavam ajuda humanitária mas que não contavam com a simpatia do governo do Pentágono.

Uma brigada de 1.200 médicos está atuando em todo o território haitiano, atendendo as vítimas do terremoto e infectados com cólera, como parte da missão médica internacional de Fidel Castro.

Enquanto os médicos cubanos cuidavam dos feridos e confortavam suas famílias, os militares ianques reprimiam violentamente a população mais pobre.

O mundo deveria se envergonhar dessa situação.

Atualmente, mais de 8.200 estudantes pobres de mais de 30 países estudam medicina em Cuba. Além da gratuidade, esses alunos ainda recebem uma bolsa do governo cubano.

Do Brasil são 684 estudantes pobres que estudam na Escola Latino-americana de Medicina (ELAM). Do Ceará são 33, e 70 já terminaram o seu curso e atuam principalmente no interior do Estado, muitos deles em assentamentos do MST.

Com o apoio do governo do Estado do Ceará, através da Secretaria Estadual de Saúde, os cearenses que estudam na ELAM e que vem passar as férias de meio do ano aqui, realizam jornadas na periferia de Fortaleza e no interior do estado, mais precisamente nas localidades mais carentes.

Este ano, a jornada será realizada no município de Sobral no período de 1º a seis de agosto, contando com o apoio do prefeito Clodoveu (Veveu) Arruda e da Associação de Amizade Brasil-Cuba do Ceará. Esse trabalho é coordenado por Thiago Ponciano, cearense que preside a Associação dos Estudantes Brasileiros em Cuba.

Neste mês de julho, o sistema de saúde da Nicarágua será fortalecido com a chegada de 315 estudantes egressos da ELAM. Eles acabam de concluir o quinto ano do Curso de Medicina e tão logo cheguem a seu país se incorporarão ao sistema nacional de saúde como internos, enquanto cursam o sexto e último ano com professores da brigada médica cubana Che Guevara, que presta serviços há vários anos nessa nação centro-americana.

Segundo informou o doutor Alfredo Rodriguez, chefe da brigada médica cubana, depois de graduar-se como médicos, eles continuarão mais dois anos como residentes em especialidade de Medicina Geral Integral. Ao todo são 425 os estudantes nicaragüenses que concluírão Medicina este ano na ELAM, porém só esses 315 continuarão seus estudos na Nicarágua, enquanto os outros 137 restantes o farão em Cuba. No total são 880 os jovens nicaragüenses a se formarem em Medicina em Cuba e outros 15 em carreiras tecnológicas.

É importante observar que nos Estados Unidos mais de 55 milhões de pessoas não têm acesso a nenhuma assistência básica de saúde. 

O então presidente Luiz Inácio Lula da Silva chegou a aconselhar o presidente Barack Obama a criar um sistema nos moldes do SUS visando à universalização da saúde naquele país.

A colonizada direita brasileira e certos setores ditos de “esquerda” deveriam atentar para o fato de que, enquanto Cuba – apesar do criminoso boicote econômico, financeiro e comercial imposto pelo império do Norte – ajuda países pobres, na maioria latino-americanos, o governo estadunidense proíbe até que laboratórios vendam remédios para tratar crianças cubanas com câncer.

Num flagrante desrespeito aos mais elementares direitos humanos e à autodeterminação dos povos, contrariando orientações das Nações Unidas, o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, informou na última sexta-feira 15, ao Congresso do seu país, que prorrogou por mais seis meses a suspensão de uma cláusula da Lei Helms-Burton que permite entrar com um processo contra empresas estrangeiras que negociem com Cuba.

Essa ação unilateral do governo ianque representa a continuidade do cruel e criminoso bloqueio contra a Ilha, que já dura mais de meio século.

O que a velha mídia conservadora, venal e golpista brasileira, vergonhosamente esconde, é que em Cuba a saúde é universalizada e o analfabetismo é zero, e que, com ajuda de professores cubanos a Venezuela e a pobre Bolívia erradicaram o analfabetismo.

A informação é da UNESCO.

O método de alfabetização cubana é o que há de mais avançado no mundo. Professores cubanos atuam em dezenas de países, incluindo o Brasil, sendo dezenas deles no Ceará.

Enquanto Cuba ajuda na educação, o imperialismo, notadamente o norte-americano bombardeia há anos escolas e hospitais no Iraque, no Afeganistão e no Paquistão, e agora na Líbia.

Por tudo isto e muito mais é que Cuba é exemplo de solidariedade para o mundo.


PORQUE A IVª FROTA DOS EUA FOI REATIVADA

O Senador Bill Nelson do Partido Democrata da Flórida desmembrou em 4 pontos a razão do reativamento da Quarta Frota nas costas do Brasil:

1. O crescimento econômico do Brasil.

2. A agressividade venezuelana.

3. O crescente movimento comercial no Canal do Panamá.

4. E por último - acredite se quiser: O velho Fidel Castro.

Já o jornal francês Figaro foi mais radical para explicar a Quarta Frota:

"Para se contrapor ao fortalecimento da Esquerda no seu quintal os EUA decidiram reativar a Quarta Frota."

PERNAMBUCANO FALANDO PARA E COM O MUNDO

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