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domingo, 9 de dezembro de 2012

"Tio Rei": o "besouro 'rola-bosta' da Veja"


O filósofo e teólogo Leonardo Boff desanca o "Blogueiro da Veja", Reinaldo Azevedo, e lava a alma de todos nós, ofendidos e injuriados pelo pérfido, infame ataque do mequetrefe ao genial Oscar Niemeyer.

O "tiozinho" poderia ter passado sem essa...



sexta-feira, 7 de dezembro de 2012

Dilma e Barbosa no velório de Niemeyer


Brava Dilma!

Reparem no olhar frio, indignado, da presidenta Dilma. E em suas mãos fechadas, guardadas, num gesto de não acolhimento.

Nossa presidenta tem 1 cara só, o que por um lado é ótimo, convenhamos. Dilma não é falsa, não simula, não engana. Embora isso possa acarretar problemas institucionais, já que o ministro Joaquim Barbosa, presidente do STF, vem mostrando uma face extremamente autoritária, prepotente, e um grande apetite pelo poder.

Uma imagem pode valer mais que mil palavras.

Turbulências em breve?


Sobre a foto de Dilma e Joaquim Barbosa no velório 
de Niemeyer

Uma coisa é certa: a foto não vai para o álbum de nenhum dos dois

Paulo Nogueira


Sorriso unilateral



De uma coisa não se pode acusar Dilma: de hipocrisia. É flagrante, é torrencial, é irreprimível o mal estar que a figura de Joaquim Barbosa provoca nela, como mostra a foto que o fotógrafo Gustavo Miranda, da Agência Globo, captou no velório de Oscar Niemeyer.

É o olhar de alguém que está oscilando entre o desprezo e o ódio, e que provavelmente se tenha visto na contingência de calar o que sente.

Que detalhes conhecerá Dilma das andanças de Barbosa por apoio político para ser nomeado para o STF? Ou será que ela não perdoa o que julga ser deslealdade e ingratidão de JB perante o homem a quem ambos devem o cargo, Lula?

Interessante examinar o rosto de JB no encontro. Ali está um sorriso de quem espera aprovação, compreensão, atenção – ou pelo menos um sorriso de volta, ainda que protocolar e falso.

Mas não.

O que ele recebe de volta é um olhar glacial, uma mensagem clara da baixa opinião de Dilma sobre ele. Parece estar acima das forças de Dilma fingir que não sente o que sente, ainda que por frações de segundo. A fotografia não vai para o álbum de lembranças de nenhum dos dois.

A franqueza por vezes desconcertante é uma característica de quem, como ela, não fez carreira na política. Fosse uma política, esta foto não existiria, não pelo menos deste jeito singular, e seria uma pena porque esta é uma das imagens que decerto marcarão a República sob Dilma, de um lado, e Barbosa, de outro.

*

quinta-feira, 6 de dezembro de 2012

"Niemeyer foi um revolucionário", diz Dilma


Ao saber do falecimento do arquiteto Oscar Niemeyer, ontem à noite, a presidenta Dilma Rousseff ofereceu o Palácio do Planalto para o velório e as últimas homenagens ao grande brasileiro, poeta e arquiteto Oscar Niemeyer, falecido aos 104 anos.


Das injustiças do mundo, ele sonhou uma sociedade igualitária. “Minha posição diante do mundo é de invariável revolta”, dizia Niemeyer. Uma revolta que inspira a todos que o conheceram.

O Brasil perdeu hoje um dos seus gênios. É dia de chorar sua morte. É dia de saudar sua vida.






A Obra de um Gênio




Dilma lamenta morte de Oscar Niemeyer

A presidenta Dilma Rousseff emitiu, nesta quinta-feira (5), nota em que lamenta a morte do arquiteto Oscar Niemeyer.

Íntegra da nota:

“A gente tem que sonhar, senão as coisas não acontecem”, dizia Oscar Niemeyer, o grande brasileiro que perdemos hoje. E poucos sonharam tão intensamente e fizeram tantas coisas acontecer como ele.

A sua história não cabe nas pranchetas. Niemeyer foi um revolucionário, o mentor de uma nova arquitetura, bonita, lógica e, como ele mesmo definia, inventiva.

Da sinuosidade da curva, Niemeyer desenhou casas, palácios e cidades. Das injustiças do mundo, ele sonhou uma sociedade igualitária. “Minha posição diante do mundo é de invariável revolta”, dizia Niemeyer. Uma revolta que inspira a todos que o conheceram.

Carioca, Niemeyer foi, com Lúcio Costa, o autor intelectual de Brasília, a capital que mudou o eixo do Brasil para o interior. Nacionalista, tornou-se o mais cosmopolita dos brasileiros, com projetos presentes por todo o país, nos Estados Unidos, França, Alemanha, Argélia, Itália e Israel, entre outros países. Autodeclarado pessimista, era um símbolo da esperança.

O Brasil perdeu hoje um dos seus gênios. É dia de chorar sua morte. É dia de saudar sua vida."



Dilma Rousseff
Presidenta da República Federativa do Brasil


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