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sábado, 3 de setembro de 2011

SP: solidariedade à blogueira perseguida



Querida Sônia, tenho acompanhado seu blog, é radicalmente absurdo saber o que tem ocorrido com você.


Gostaria de dizer algo que valesse a pena, contudo não sei o que escrever.


Concluindo: você pra mim é imortal. É estranho?


Explico:


Apreendi abundantemente na oficina, você é uma educadora distinta, admirável, rebelde, ÚNICA.


Abraços.




Transcrevi a mensagem nessa cor luminosa porque pra mim estas palavras são verdadeiramente OURO e LUZ. Escritas por um ex-aluno, de uma oficina que ministrei para escritores iniciantes. Um aluno-poeta, hoje também amigo, de alma limpa, coração generoso, grande caráter.


Enquanto os quadrilheiros intensificam suas patifarias covardes contra mim, tenho também oportunidade de receber do outro lado doçura, encorajamento, solidariedade, afeto, mãos estendidas.


Isso me fortalece e me encanta, como já disse aqui. Nem sei como agradecer, a não ser continuar firme e forte na luta diária contra a iniquidade, a ignorância, a brutalidade e a injustiça.


Um infinito abraço a vocês todos, meus queridos companheiros e companheiras de jornada no planeta, que compartilham comigo os valores imperecíveis da Verdade, da Solidariedade e da Justiça.


Neste momento, só tenho a oferecer a vocês singelas palavras e a extraordinária canção de Milton Nascimento.





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sexta-feira, 2 de setembro de 2011

SP: Blogueira violentada por Quadrilha (atualização 13:48 hs.)



FORMAÇÃO DE QUADRILHA OU BANDO (Código Penal, artigo 288)


"Associarem-se mais de três pessoas, em quadrilha ou bando, para o fim de cometer crimes.


Pena - reclusão, de 1 (um) a 3 (três) anos.


Parágrafo único. A pena aplica-se em dobro, se a quadrilha ou bando é armado."


As violências que tentam calar esta blogueira não dão trégua. O casal de MARGINAIS (não os considero mais inquilinos), CRIMINOSOS, que insistem em permanecer ilegalmente dentro de minha casa, mesmo sendo processados criminalmente por mim, mesmo tendo seu prazo contratual encerrado, não dão trégua em suas ofensas, humilhações, ameaças. E agora contam claramente com o apoio, a cumplicidade, da mãe, da tia e do tio do delinquente.

E este casal é "apenas" língua-de-aluguel de familiares que a blogueira processa no Fórum Penha de França.

Isto é um descalabro sem tamanho.

Há três meses os MARGINAIS deixaram de pagar aluguel, se comprometendo a desocupar o imóvel em 22 de agosto último. Não o fizeram. Pretendem que a blogueira, proprietária legítima do imóvel, saia, para que eles fiquem. Seria cômico se não fosse trágico... Dominam tudo. Tudo corrompem, com sua criminalidade ostensiva, descarada.


E as famílias de ambos apoiam! Acreditam?!... 


E outra coisa: vivem todos com Jesus "na ponta da língua". Da língua ferina, podre, malcheirosa, fétida, que só faz difamar e denegrir uma cidadã, dentro de sua casa. 


Gentalha.


Polícia de São Paulo, Ministério Público Estadual e Federal, Banda Boa do Fórum Penha de França, parlamentares do Congresso Nacional comprometidos com os direitos humanos, ministra Iriny Lopes, da Secretaria Especial de Políticas para Mulheres, ministra Maria do Rosário, da Secretaria Especial de Direitos Humanos, ministro José Eduardo Martins Cardozo, do Ministério da Justiça, deputados da Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo ligados a direitos humanos, vereadores independentes da Câmara Municipal de São Paulo, blogueiros verdadeiramente progressistas, Partido dos Trabalhadores, PSOL, PSB e demais partidos de esquerda, mídia, jornais, revistas do Brasil todo... repercutam as denúncias escritas e postadas pela blogueira desde abril último. Anistia Internacional e outras entidades nacionais e internacionais de direitos humanos defendam, divulguem a luta desta blogueira.

Isso é um pedido de ajuda da blogueira e escritora Sonia Maria de Amorim, brasileira, solteira, que vive no bairro de Engenheiro Goulart, Penha, cidade de São Paulo.


Espalhem, divulguem, repercutam, reproduzam as denúncias, contatem autoridades em meu nome, no Brasil e no exterior. 


Grata por todo o apoio.


Grande e carinhoso abraço a todos!


Chega de violência! Basta de impunidade!


JUSTIÇA JÁ!!!




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quinta-feira, 1 de setembro de 2011

São Paulo: Violência contra a blogueira



Depois de vários posts-denúncia sobre violências de todo tipo que venho sofrendo há meses dentro de minha própria casa, desferidas por um casal de marginais a quem processo criminalmente, decidi dar início a uma série de matérias para tratar destas violências e do que porventura esteja por trás delas. De infrações ao Código Penal a flagrantes violações de direitos humanos, os ilícitos são vários e a impunidade corre solta. A história é no mínimo escabrosa. E acontece não em lugarejos distantes e perdidos no interior do Brasil, mas na maior cidade brasileira, na cidade de São Paulo.




"Se queres ser universal, começa por falar da tua aldeia."
                    
                                                                                                    Leon Tolstoi



Engenheiro Goulart, um pequenino bairro situado na região leste da cidade de São Paulo, é a "aldeia" da blogueira. O bairro pertence à esfera administrativa da Subprefeitura da Penha e está sob jurisdição do Fórum Regional Penha de França. O prefeito da cidade de São Paulo é Gilberto Kassab (ex-DEM) e o governador do Estado, Geraldo Alckmin (PSDB).


O nome Engenheiro Goulart vem da estação de trem, construída em 1934, e é homenagem a engenheiro que trabalhou na construção da via férrea, hoje linha Safira, que liga o bairro do Brás, no centro da cidade, à estação Calmon Viana, na estância hidromineral e turística de Poá, município da Grande São Paulo.


As ruas mais antigas do bairro têm nomes de profissões: Rua dos Professores, Rua dos Artífices, Rua dos Desenhistas, Rua dos Economistas, Rua dos Horticultores. E por falar em horticultura, no bairro há muitas famílias descendentes de japoneses, alguns ainda hoje feirantes. Do outro lado da via férrea, na várzea do rio Tietê, quando a família Amorim aqui se estabeleceu, no início dos anos 70, havia muitas hortas cultivadas por imigrantes japoneses e descendentes.


Viver em Engenheiro Goulart é alto risco para a blogueira, mas pode ser um privilégio para os demais moradores. O bairro está há vinte minutos de trem do centro da cidade e conserva uma certa atmosfera interiorana, com suas ruas tranquilas e arborizadas.


O bairro antigo passa por uma reestruturação arquitetônica. Várias construções das décadas de 30 e 40 vão dando lugar a casas modernas e até pós-modernas.


Um bairro tão pequeno não comporta mais que duas padarias, duas farmácias, uma papelaria, uma lan-house, uma Unidade Básica de Saúde e outros estabelecimentos de um pequeno comércio. Mas, curiosamente, Engenheiro Goulart abriga um teatro, o Teatro Municipal Flávio Império. E um grande parque, o Parque Ecológico do Tietê. Imenso, com várias trilhas, um pipódromo, lago, quadras poliesportivas, piscinas e muitos animais selvagens, como capivaras, antas, quatis e macacos, boa parte deles soltos.


Vizinho de Engenheiro Goulart encontra-se o campus leste da USP, Universidade de São Paulo. E não muito longe, o Aeroporto Internacional de Guarulhos.


É neste bairro gracioso que meu pai, José, operário aposentado da Companhia Nitroquímica Brasileira/Grupo Votorantim, e minha mãe, Geralda, dona de casa, adquiriram em 1972 a casa em que vivo hoje, compartilhando espaços  com gente violenta e arrivista.


A seguir, algumas imagens da minha "aldeia" e um passeio virtual de bicicleta pelas cercanias do bairro.



                                                   A Rua da Blogueira, onde vivem muitas personagens 
                                                                                                     dessa história-reportagem.


                                                      Estação de trem de Engenheiro Goulart/Foto: CPTU

                                                                                              Minipraça: marco zero do bairro

                                                                                         Teatro Flávio Império


                                                                                                            O pós-moderno 

                                                                         Rua aprazível e arborizada


E agora, pra relaxar, vamos pedalar, num passeio gostoso de bicicleta pelo Parque Várzeas do Tietê, sentindo o vento no rosto... Junte-se a nós! Join us!




Link do vídeo



Imagens apreendidas no Google Maps.


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quarta-feira, 31 de agosto de 2011

CNJ investiga TJ-RJ no caso da juíza assassinada



Estão querendo transformar o CNJ, Conselho Nacional de Justiça, em mais um "penduricalho", com função decorativa e nada eficaz para a sociedade, retirando-lhe poder de fiscalização. Isso não pode acontecer. Não podemos permitir isso.


O CNJ tem mesmo que entrar com tudo na investigação das razões pelas quais a proteção à juíza Patrícia Acioli foi negligenciada, resultando no seu brutal assassinato.


O ABC! defende que o CNJ disponha cada vez mais de mecanismos para aumentar sua eficiência no combate à banda podre do Judiciário.

Tribunal de Justiça do Rio vai ser investigado por negligência na segurança de juíza

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Muito bom, uma ótima notícia, o CNJ vai investigar a OMISSÃO, INCOMPETÊNCIA, e a NEGLIGÊNCIA do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro com a morte da juíza Patrícia Lourival Acioli. 


Reprodução da capa do jornal O Dia:


Reprodução do jornal O Dia on line



Rio - O Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro vai ser investigado pela Corregedoria do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) por uma possível negligência em relação à segurança da juíza Patrícia Acioli. A juíza foi assassinada no dia 11, quando chegava em casa, em PiratiningaNiterói.

corregedoria quer esclarecimentos sobre os pedidos de escolta feitos por Patrícia, e se o TJ-RJ chegou a negá-los. A contradição entre o que afirmam os advogados e parentes da juíza e os integrantes do Tribunal de Justiça foi o que levantou dúvidas para a corregedoria.



Documentos comprovam pedidos



Fevereiro de 2010. A juíza Patrícia Acioli — executada com 21 tiros no último dia 11 — enviou relatório do Disque-Denúncia ao Tribunal de Justiça (TJ). No documento havia informações de que ex-policiais do 7º BPM (Alcântara), envolvidos com máfia dos caça-níqueis, estariam tramando a morte da magistrada com ex-integrantes do 12º BPM (Niterói) e 4º Comando de Policiamento de Área (CPA). Eles também teriam sido os responsáveis pelo assassinato com 12 tiros do advogado Augusto César Morgado, em janeiro daquele ano, na divisa de São Gonçalo com Itaboraí



O DIA teve acesso à tramitação do caso no TJ. Após receber ofício 10/2010 do gabinete de Patrícia, o caso foi encaminhado para Fábio Ribeiro Porto, juiz auxiliar do presidente do TJLuiz Zveiter. O magistrado pediu providências ao Departamento Geral de Segurança Institucional. Os agentes da Divisão de Atividades Contingenciais foram acionados para buscar informações na 71ª DP (Itaboraí), onde o caso foi registrado. Em junho, o órgão fez relatório no qual informou que não havia indícios de que a morte do advogado tinha elo com as supostas ameaças à magistrada. O crime estaria relacionado a envolvimento amoroso da vítima. A investigação levou a Diretoria de Segurança a descartar a necessidade de novas medidas de segurança para Patrícia.

Revista VEJA: banditismo jornalístico, caso de polícia


REVISTA VEJA
 Laerte Braga

O “jornalista” da revista Veja que tentou invadir o quarto do hotel em Brasília onde se achava hospedado o ex-ministro José Dirceu é diferente de mau jornalista. É marginal. A revista é a quadrilha que emprega em seus quadros boa parte dos marginais do jornalismo brasileiro. 


Distribuem-se entre Veja, Globo, Folha de São Paulo, RBS, Estado de Minas, etc. etc. a grande mídia privada.


O esquema é tão poderoso que alguns conseguem chegar a Academia Brasileira de Letras, pressupostamente, só pressupostamente, uma instituição voltada para a cultura, o saber, a preservação de notáveis.


VEJA não extrapolou nenhum limite pelo simples fato que os limites de VEJA inexistem em se tratando de banditismo jornalístico. É regra, a razão de ser do carro chefe da quadrilha CIVITA.


A EDITORA ABRIL, que edita VEJA, fechou o exercício financeiro passado com perdas. Desde a ascensão de Lula não tem recebido as propinas nas formas as mais variadas (concorrências, publicidade e coisa e tal) que comprava o silêncio e a cumplicidade com o governo de Fernando Henrique Cardoso.


Para princípio de conversa, como o grupo GLOBO, não é uma empresa nacional e nem tem compromissos com a informação. É dirigida segundo interesses de grupos econômicos internacionais, seus compromissos são com os interesses desses grupos.


A rede BBC, na semana passada, se viu forçada a desmentir informações que havia divulgado e a admitir que a OTAN comete toda a sorte de crimes e barbaridades na Líbia em função da necessidade de uma Europa Ocidental falida e dos Estados Unidos falido, dispor do petróleo líbio. Como aconteceu no Iraque.


E esse tipo de correção não existe por aqui.


É evidente que o marginal de VEJA deslocado para a matéria em Brasília contou com a cumplicidade de empregados do hotel, ou quem sabe da própria gerência, dos proprietários. Não haveria como agir com a desenvoltura que agiu se isso não tiver acontecido.


É um caso de Polícia e não de liberdade de imprensa, de expressão.


Como é importante destacar que pega no pulo do gato, na mentira, sórdida mentira, a grande mídia só replicou o acontecimento para ressaltar a denúncia como costuma fazer quando se trata dos interesses que pautam essas quadrilhas.


Quando descoberta a mentira, silenciou. Ordem de cima com certeza.


O fato jornalístico de repente passou a ser estupidez das lutas de vale tudo. Ou a escolha da musa do campeonato brasileiro.


A “sociedade do espetáculo” entremeada por sua mais degradante característica. O caráter covarde dos que comandam o processo de informação.


Se o ex-ministro estava em Brasília em ação política contra ou a favor do governo Dilma estava exercendo um direito legítimo de cidadão. Se certo ou errado é outra coisa. Mas nenhuma evidência sequer de crime, ou ação desonesta.


No preconceito que é o alicerce da grande mídia no Brasil contra os trabalhadores e na faina de alienar a classe média (que come arroz com feijão e adora arrotar maionese), VEJA é exatamente a que cumpre o papel sujo, aquele de ir aos esgotos do “jornalismo” e transformá-los em denúncias com ares de pátria amada indignada. Só que a água não é limpa.


A GLOBO reserva-se o direito de uma aparência asséptica na canalhice.


É lógico, alguém tem que parecer que toma banho nessa história toda.


A semana passada inteira toda a mídia voltou-se, por exemplo, contra a ocupação da fazenda da CUTRALE por trabalhadores do MST – Movimento dos Trabalhadores Rurais sem Terra. Não houve um único veículo de comunicação que noticiou que as terras são públicas, vão voltar à União e foram invadidas pela CUTRALE, empresa da COCA COLA.


Esse é o óbvio ululante. A COCA COLA detém o controle dessa mídia, goza de privilégios inaceitáveis dos quais os brasileiros não têm o menor conhecimento. Paga a vista a essa mídia.


O episódio provocado pela edição que respinga a água do mais sujo esgoto da marginalidade da mídia privada merece mais que apuração pura e simples e eventual punição dos culpados (agem assim faz tempo e permanecem impunes).


É necessário trazer essa luta pela democratização da mídia às ruas. Mostrar aos brasileiros que William Waack é agente estrangeiro (o preferido de Hilary Clinton). Toda a estrutura que sustenta essa fétida quadrilha a desinformar, a mentir e as razões pelas quais o faz.


Há duas questões de suma importância neste momento e, por trás disso, entre todas as que dizem respeito ao Brasil e aos brasileiros. O pré-sal, cujo risco de cair em mãos de grupos estrangeiros é cada dia mais perceptível – é hora de outro O PETRÓLEO É NOSSO – e a estranha decisão do ministro das Comunicações Paulo Bernardo, com o consentimento de Dilma Roussef, de entrega da banda larga às chamadas teles.  O ministro costuma viajar em aviões dessas empresas, vale dizer, no mínimo suspeito.


O institucional no Brasil está falido. A corrupção de Sérgio Cabral, Antônio Anastasia, Paulo Hartung, Geraldo Alckmin, José Sarney, Gilmar Mendes, tudo isso e todos esses são fichinhas perto do que há de real e concreto no avanço sobre o nosso País.


O governo Dilma é um fiasco à medida que abre espaços para essas quadrilhas, troca beijinhos com criminosos como FHC e não encontrou ainda a bússola dos compromissos assumidos em praça pública. Parece até que José Serra é o presidente da República.


Por trás da ação de VEJA contra o ex-ministro José Dirceu existe bem mais que uma denúncia forjada, falsa. Existe um apetite pantagruélico de interesses de bancos, grupos econômicos e latifúndio contra o Brasil e os brasileiros.


A marcha para nos transformar em colônia desses interesses.   


A indignação não deve limitar-se a deputados e senadores corruptos, ou políticos corruptos no todo. Mas aos que corrompem e que, curiosamente, estimulam os idiotas do pano preto. 


laertehfbraga@gmail.com

Jornal Grito Cidadão!


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Abaixo a Ditadura do Judiciário!



Atenção, cidadãos brasileiros e ativistas dos direitos e da Justiça! Estão querendo acabar com a função de fiscalização do CNJ - Conselho Nacional de Justiça. 


Os semideuses do Mais Poderoso dos Poderes da República não aceitam ter suas atividades controladas, monitoradas, verificadas pela sociedade. Acham que podem tudo. 


Quando é que o povo brasileiro vai acordar do seu sono profundo e começar a se manifestar nas ruas e praças contra os seus algozes?


Aqui não há ditador de plantão a ser derrubado. O Congresso vai sendo a cada eleição higienizado. jereissatis, virgílios e outras porcarias encarnadas estão sendo extirpadas do Parlamento. A corajosa Presidenta Dilma Rousseff, que aos 19 anos encarou os militares, sendo até barbaramente seviciada dentro de quartel, empunha a vassoura e faz uma faxina dentro do Executivo, com o apoio de todos nós.


Chegou a hora de extirparmos do Judiciário todos os tumores que o infestam.


Indignados do Brasil, uni-vos!


A hora é essa.




Um conselho que incomoda muita gente 

logo_cnj


MARIA TEREZA SADEK
O Conselho Nacional de Justiça incomoda e precisa de nossa proteção para que não seja transformado em mais um órgão burocrático e ineficiente.

Após um longo debate e uma série de propostas, a reforma do Poder Judiciário aprovada em 2004 foi uma resposta à crise da Justiça. O remédio encontrado para afastar os tumores sem matar o corpo foi a criação de um sistema nacional de controle, denominado Conselho Nacional de Justiça (CNJ).
Essa solução está hoje ameaçada por propostas que pretendem acabar com o papel de fiscalização e investigação exercido pelo CNJ. Há quem pretenda subverter, por meio de um exercício interpretativo no mínimo controverso, uma das principais reformas aprovadas em nossa Constituição.
Órgão ainda jovem, a partir de 2008, por iniciativa do então ministro corregedor-geral Gilson Dipp, o conselho começou a realizar inspeções e audiências públicas em diversas unidades do Judiciário, tornando transparente aos olhos da opinião pública o que gerava odor podre em um corpo que necessita ser saudável tanto para a consolidação do regime democrático como para o fortalecimento dos direitos individuais e coletivos.
Ao assumir a Corregedoria Nacional de Justiça em setembro de 2010, em postura pouco comum aos nossos administradores, a ministra Eliana Calmon não só manteve a política de transparência de seu antecessor como ainda procurou aprimorá-la por meio de parcerias com Receita Federal, Controladoria-Geral da União, Coaf (Conselho de Controle de Atividades Financeiras), tribunais de contas e outros órgãos de controle.
A fiscalização, assim, foi se mostrando cada vez mais eficiente e, por isso mesmo, mais incômoda.
Um conselho assim incomoda e muito, sobretudo os interesses corporativos, que, relembremos, não convenceram o Supremo Tribunal Federal no julgamento da ADI nº 3.367-1, que afirmou a constitucionalidade do CNJ, registrando, inclusive, no voto condutor, a inoperância de muitas das corregedorias locais, o que todos já sabíamos.
Perplexos com a faxina levada a efeito pela Corregedoria Nacional de Justiça, os interesses contrariados reabrem a discussão do tema, tentando  todo custo fazer prevalecer o entendimento de que o CNJ só pode punir juiz corrupto após o julgamento do tribunal local.
Era assim no passado, e o Poder Judiciário foi exposto a uma investigação no Parlamento exatamente porque não fez esse dever de casa, e nada nos garante que o fará sem a atuação firme e autônoma do CNJ. Nesse momento, a vigilância é mais do que sinal de prudência. É imperiosa e sobressai como dever de todos os que aceitam o desafio de aprimorar a Justiça. Políticas voltadas ao combate à impunidade se deparam com resistências.
Não por acaso são criados fatos e elaboradas teses capazes de ludibriar os inocentes e provocar retrocessos que causarão prejuízos irreparáveis ao Brasil.
Um conselho criado justamente porque os meios de controle existentes até a década passada eram ineficazes e parciais não pode ter a sua atuação condicionada ao prévio esgotamento dos meios de que os tribunais há muito tempo dispõem e que, na prática, pouco ou nunca utilizaram para corrigir os desvios de seus integrantes.
A tese de que a competência do CNJ é subsidiária, e, assim, somente pode ser exercida após a constatação de que os tribunais de origem foram inertes ou parciais, interessa tão somente àqueles que depositam suas fichas no jogo do tempo, da prescrição e do esquecimento.
O CNJ incomoda e precisa de nossa proteção para não ser transformado em mais um órgão burocrático e ineficiente.
MARIA TEREZA SADEK, doutora em ciência política, é professora do Departamento de Ciência Política da USP e diretora de pesquisa do Centro Brasileiro de Estudos e Pesquisas Judiciais.


Terra de Direitos


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terça-feira, 30 de agosto de 2011

Dilma promove interiorização do crescimento




               Presidenta Dilma Rousseff profere aula inaugural para a turma de 40 alunos do 
                     curso de Medicina do campus de Garanhuns da Universidade de Pernambuco. 
                     Foto: Roberto Stuckert Filho



Com o objetivo de ampliar a oferta de profissionais médicos no interior do país, a presidenta Dilma Rousseff anunciou, nesta terça-feira (30/8), que determinou aos ministérios da Educação e da Saúde a criação de um Plano Nacional de Educação Médica. Com o plano, o governo espera aumentar em 4,5 mil o número de médicos que se formam por ano e, ao mesmo tempo, interiorizar o curso de Medicina. O anúncio foi feito pela presidenta Dilma durante aula inaugural do curso de Medicina do campus Garanhuns da Universidade de Pernambuco.
“Neste plano está incluída também a interiorização da residência médica para assegurar que os estudantes destas regiões tenham uma residência de extrema qualidade. Esse processo é um processo em que nós não vamos medir esforços na garantia de qualidade, sobretudo no processo de residência médica, e focando num grave problema que nos aflige, que é a formação de médicos”.
A presidenta iniciou a aula inaugural lembrando que os 40 alunos integrantes da primeira turma do curso “fizeram uma escolha difícil e de grande responsabilidade”, pois superaram enormes desafios. De acordo com a presidenta, esses estudantes, a partir de agora, vão se dedicar com intensidade ao curso, por tratar-se de uma profissão cujo centro da atenção é a pessoa humana. E o mais importante, conforme destacou, é o fato de que ao concluírem Medicina poderão trabalhar no interior do país, “onde o Brasil mais precisa de médicos”.
Durante seu discurso, a presidenta Dilma lembrou que foi no governo do ex-presidente Lula que se deu mais importância ao aumento da oferta de cursos superiores e institutos de educação federal. Segundo a presidenta contou que o ex-presidente, natural de Caetés, cidade vizinha a Garanhuns, teria deixado a região com 13 anos de idade para tentar uma vida mais digna num grande centro. Dilma assegurou que, por este motivo, seu governo irá dar uma dimensão ainda maior para a Educação.
Ela voltou a mencionar que Pernambuco e os demais estados da região Nordeste têm dado enorme contribuição para o crescimento do país. A presidenta informou que um estudo do IBGE demonstra a inversão do fluxo migratório no Brasil, ou seja, tem sido intenso o retorno de nordestinos da região Sudeste para os seus estados de origem. A presidenta disse também que, no fim de semana, um jornal de São Paulo publicou reportagem mostrando o crescimento da economia da região Nordeste.
“Nós estamos interiorizando o crescimento econômico. Isso é importantíssimo para o Brasil. Não basta apenas levar a inclusão econômica, mas é fundamental que todas as regiões do Brasil tenham acesso aos serviços públicos de qualidade. Temos de ousar, temos de querer … Se queremos de fato ser um país diferenciado, não podemos olhar apenas o crescimento do PIB e da renda. Temos que olhar também a qualidade da Educação e da Saúde”.
E, aproveitando que discursava para alunos de Medicina, a presidenta lembrou que deste modo o governo irá buscar, ao mesmo tempo, a Educação de alta qualidade e, a oferta de serviço de saúde de qualidade. Ela lembrou que há poucos dias, em Brasília, lançou o programa que amplia a oferta de Institutos Federais de Educação, cria mais campi e outras quatro universidades, e que a iniciativa representa “mais um passo para democratizarmos o ensino superior de qualidade”.
A presidenta Dilma se valeu da oportunidade e fez um desafio aos alunos para que, ao se formarem, mantenham os vínculos com a região de Garanhuns como forma de transformar o lugar num pólo de excelência em saúde. “O interior do Brasil precisa de mais médicos. Precisa de bons médicos, como vocês serão. Aqui haverá cada vez mais perspectivas para jovens profissionais”, afirmou.