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quinta-feira, 5 de dezembro de 2013

"Elites" esperneiam: mais uma vez, Doutor Lula !!!


Além de respeitáveis universidades internacionais, entre elas a Universidade de Coimbra, o ex-presidente Lula foi homenageado ontem em São Bernardo do Campo com o título de Doutor Honoris Causa pela Universidade Federal do ABC.

Aquele que não tem nenhum diploma universitário, que é achincalhado como "apedeuta" por raivosos e preconceituosos, mas que criou em seu governo o Prouni, mais de 200 escolas técnicas federais e 14 universidades federais.

Elites mesquinhas, predadoras e ignorantes "rosnam", sapateiam, estrebucham, resmungam...

Oh dia, oh vida, oh céus, oh azar...


Foto: Ricardo Stuckert/Instituto Lula


Dilma participa de homenagem ao ex-presidente Lula, em São Bernardo do Campo



Presidenta Dilma Rousseff participou da cerimônia de entrega do título 
de Doutor Honoris Causa ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, na 
Universidade Federal do ABC, nesta quarta-feira (4). 
Foto: Roberto Stuckert Filho/PR

Blog do Planalto

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sexta-feira, 4 de maio de 2012

DOUTOR Lula: mais 5 títulos !!!


Emocionante!

As CINCO universidades públicas fluminenses acabaram de conceder títulos de Doutor Honoris Causa ao ex-presidente Luiz Inácio LULA da Silva, que os recebeu há pouco, no Rio de Janeiro, em cerimônia prestigiada pela presidenta Dilma Rousseff.

“O presidente que mais fez pela Educação no Brasil, em todos os níveis”, o “Humanista”, o “Grande Estadista”, “Valoroso Cidadão Brasileiro”, “Campeão das Utopias Realizadas”, “Doutor da Causa da Humanidade”, “Guerreiro do Povo Brasileiro”, o “Eterno Presidente do Brasil”... elogiosas referências não faltaram da comunidade universitária na emocionante homenagem a este extraordinário Cidadão do Mundo.



Leia o discurso aqui.


Justíssima homenagem! 


Parabéns, Presidente Lula !!!


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quinta-feira, 29 de setembro de 2011

Final dos Tempos: Lula, Doutor em Paris

Reproduzo abaixo post do Terra Brasilis, do meu amigo e "cumpádi" DiAfonso, um dos blogs mais belos e de melhor conteúdo do Nordeste. No qual, aliás, sou co-editora, com muita honra e orgulho.

LULA: o apedeuta que desassossega a miserável elite brasileira

A elite miserável do Brasil

Urariano Mota


Recife (PE) - No dia em que Lula recebeu o título de doutor honoris causa na França, o diretor do Instituto de Estudos Políticos de Paris, Ruchard Descoings, chamou a imprensa para uma coletiva. É claro que jornalistas do Brasil não poderiam faltar, porque se tratava de um ilustre brasileiro a receber a honra, pois não? Pois sim, deem uma olhada no que escreveu Martín Granovsky, um argentino que honra a profissão, no jornal Página 12. Para dizer o mínimo, a participação de “nossos” patrícios foi de encher de vergonha. Seleciono alguns momentos do brilhante artigo de Martín, Escravistas contra Lula:


“Para escutar Descoings foram chamados vários colegas brasileiros... Um deles perguntou se era o caso de premiar quem se orgulhava de nunca ter lido um livro. O professor manteve sua calma e deu um olhar de assombrado. Talvez Descoings soubesse que essa declaração de Lula não consta em atas, embora seja certo que Lula não tenha um título universitário. Também é certo que quando assumiu a presidência, em primeiro de janeiro de 2003, levantou o diploma que é dado aos presidentes do Brasil e disse: ‘Uma pena que minha mãe morreu. Ela sempre quis que eu tivesse um diploma e nunca imaginou que o primeiro seria de presidente da República’. E chorou.



‘Por que premiam um presidente que tolerou a corrupção?’, foi a pergunta seguinte. Outro colega brasileiro perguntou se era bom premiar alguém que uma vez chamou de ‘irmão’ a Muamar Khadafi. Outro, ainda, perguntou com ironia se o Honoris Causa de Lula era parte da política de ação afirmativa do Sciences Po.


Descoings o observou com atenção antes de responder. ‘As elites não são apenas escolares ou sociais’, disse. ‘Os que avaliam quem são os melhores, também. Caso contrário, estaríamos diante de um caso de elitismo social. Lula é um torneiro mecânico que chegou à presidência, mas pelo que entendi foi votado por milhões de brasileiros em eleições democráticas’ ”.


Houve todas essas intervenções estúpidas e deprimentes. Agora, penso que cabem duas ou três coisas para reflexão. A primeira delas é a educação de Lula. Esse homem, chamado mais de uma vez pela imprensa brasileira de apedeuta, quando o queriam chamar, de modo mais simples, de analfabeto, burro, jumento nordestino, possui uma educação que raros ou nenhum doutor possui. Se os nossos chefes de redação lessem alguma coisa além das orelhas dos livros da moda, saberiam de um pedagogo de nome Paulo Freire, que iluminou o mundo ao observar que o homem do povo é culto, até mesmo quando não sabe ler. Um escândalo, já veem. Mas esse ainda não é o ponto. Nem vem ao caso citar Máximo Górki em Minhas Universidades, quando narrou o conhecimento que recebeu da vida mais rude.


Fiquemos na educação de Lula, este é o ponto. Será que a miserável elite do Brasil não percebe que o ex-presidente se formou nas lutas e relações sindicais? Será que não notam a fecundação que ele recebeu de intelectuais de esquerda em seu espírito de homem combativo? Não, não sabem e nem veem que a presidência de imenso sindicato de metalúrgicos é uma universidade política, digna dos mais estudiosos doutores. Preferem insistir que a maior liderança da democracia das Américas nunca passou num vestibular, nem, o que é pior, defendeu tese recheada de citações dos teóricos em vigor. Preferem testar essa criação brasileira como se falassem a um estudante em provas. Como nesta passagem, lembrada por Lula em discurso:


"Me lembro, como se fosse hoje, quando eu estava almoçando na Folha de São Paulo. O diretor da Folha de São Paulo perguntou pra mim: ‘O senhor fala inglês? Como é que o senhor vai governar o Brasil se o senhor não fala inglês?’... E eu falei pra ele: alguém já perguntou se Bill Clinton fala português? Eles achavam que o Bill Clinton não tinha obrigação de falar português!... Era eu, o subalterno, o colonizado, que tinha que falar inglês, e não Bill Clinton o português!’


O jornalista argentino Martín Granovsky observa ao fim que um trabalhador não poderia ser presidente. Que no Brasil a Casa Grande sempre esteve reservada para os proprietários de terra e de escravos. Que dirá a ocupação do Palácio do Planalto. Lembro que diziam, na primeira campanha de Lula para a presidência, que dona Marisa estava apreensiva, porque não sabia como varrer um palácio tão grande... Imaginem agora o ex-servo, depois de sentar a bunda por duas vezes no Planalto, virar Doutor na França. O mundo vai acabar.


O povo espera que não demore vir abaixo.