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terça-feira, 7 de junho de 2011

Uma Mulher na Casa Civil do Governo Dilma Rousseff

A senadora Gleisi Hoffmann acaba de ser confirmada como Ministra Chefe da Casa Civil, em substituição ao consultor de empresas Antonio Palocci.

Gleisi Hoffmann, senadora do PT pelo estado do Paraná, é agora a segunda mulher mais importante da República Federativa do Brasil, depois da presidenta Dilma Rousseff.

Leia mais abaixo.



Gleisi Hoffmann assumirá pasta

Por Adriano Ceolin, iG Brasília, e Ricardo Galhardo, iG São Paulo


Com a
queda do ministro-chefe da Casa Civil, Antonio Palocci, a senadora Gleisi Hoffmann (PT-PR) foi convidada pela presidenta Dilma Rousseff para ocupar o cargo, segundo integrantes da direção do PT, aceitou. O anúncio da substituição será feito após a formalização da saída do ministro.



Formada em Direito na Faculdade de Curitiba, a senadora Gleisi Hoffmann, de 46 anos, é casada com o ministro Paulo Bernardo. Hoje em seu primeiro mandato eletivo, Gleisi foi secretária de Estado no Mato Grosso do Sul e secretária de Gestão em Londrina. Fez parte da equipe de transição do governo Lula e diretora da Itaipu Binacional. Petista histórica, a senadora iniciou sua carreira política no movimento estudantil, na União Metropolitana dos Estudantes Secundaristas e Grêmio Estudantil do Cefet na capital paranaense. Também fez parte da União Brasileira dos Estudantes Secundaristas (Ubes). Governista radical no Senado, Gleisi apoiou o Código Florestal proposto pelo deputado Aldo Rebelo (PCdoB-SP).

Conhecida nos corredores do Congresso pela beleza, Gleisi rejeitou o rótulo de musa em uma entrevista concedida ao iG em abril deste ano.
“Não sou musa do Senado. Sou uma mulher que se cuida”, disse.

Portal iG


A Mulher na Política - entrevista março 2011




Link do video: http://www.youtube.com/watch?v=ii-i8oRX9WQ

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Palocci caiu ! Já vai tarde ! ! !


Palocci pede demissão da Casa Civil


João Domingos e Leonencio Nossa


O ministro da Casa Civil, Antonio Palocci, já pediu demissão do cargo e deve anunciar em instantes a sua decisão. Palocci entregou nesta tarde carta à presidente Dilma Rousseff solicitando o seu afastamento do cargo. A informação foi repassada pela assessoria de imprensa da Casa Civil.




“O ministro considera que a robusta manifestação do procurador-geral da República confirma a legalidade e a retidão de suas atividades profissionais no período recente, bem como a inexistência de qualquer fundamento, ainda que mínimo, nas alegações apresentadas sobre sua conduta. Considera, entretanto, que a continuidade de embate político poderia prejudicar suas atribuições no governo. Diante disso, decidiu solicitar seu afastamento”, cita a nota divulgada pela assessoria da Casa Civil.

A senadora Gleisi Hoffmann (PT/PR) esteve à tarde reunida com a presidente Dilma Rousseff e é, no momento, a mais cotada para assumir o lugar de Palocci.

Liberdade para a blogueira ativista !

A blogueira síria Amina Arraf, que em seu blog A Gay Girl in Damascus (Uma Garota Gay em Damasco) criticava duramente o regime repressivo na Síria, e que também participava dos protestos de rua contra o governo, foi sequestrada nesta segunda-feira em Damasco.

A blogueira revolucionária, que tem cidadania americana e escreve seus posts em inglês, utilizava o espaço na blogosfera para conscientizar pessoas e estimular manifestações a favor da derrubada da ditadura síria:





















E LIBERDADE para a blogueira ativista !


Família denuncia sequestro de blogueira envolvida em protestos na Síria


Amina Arraf
Blogueira escrevia sobre política e sobre sua condição de lésbica
Uma blogueira que ganhou projeção com textos sobre a revolta popular na Síria e sobre como é ser lésbica em seu país foi sequestrada por homens armados em Damasco, afirmaram membros de sua família.
Amina Arraf tem dupla cidadania - americana e síria - e publicava textos em inglês com o pseudônimo de Amina Arraf, no blog A Gay Girl in Damascus (Uma Menina Gay em Damasco).
Ela teria sido vista pela última vez na segunda-feira à noite, quando iria se encontrar com uma pessoa envolvida com os protestos que vem sendo realizados no país há meses - e reprimidos com violência pelo governo do presidente Bashar al-Assad.
Segundo um texto publicado no blog A gay Girl in Damascus por Rania Ismail, prima de Amina, a blogueira teria sido levada por três homens armados, que a arrastaram para dentro de um carro. Segundo o post, o carro tinha um adesivo com o rosto de Bassel al-Assad, irmão do presidente sírio, morto em um acidente de carro, em 1994.
A prima contou que o pai de Amina está tentando descobrir quem a teria sequestrado, mas que isso é uma tarefa muito complicada, uma vez que a única testemunha do sequestro não anotou a placa do carro. Ele afirma que é difícil tentar rastreá-la, já que a Síria conta com ''18 diferentes grupos de polícia, bem como milícias e gangues''.
''Nós não sabemos quem a levou, então não sabemos a quem pedi-la de volta. É possível que eles tentem forçá-la a ser deportada'', afirmou Rania Ismail.
A prima se mostra esperançosa no blog, entretanto, ao dizer acreditar que Amina será solta em breve. "Se eles quisessem matá-la, já o teriam feito. É por isso que estamos todos rezando.''
Em seu blog, Amina escrevia sobre temas como as aparentes contradições entre ser lésbica e muçulmana sunita praticante. Ela postava ainda poemas e comentários políticos sobre a revolta na Síria.
Amina ganhou destaque internacional recentemente ao ser tema de uma reportagem do jornal britânico The Guardian, na qual é chamada de ''uma improvável heroína da revolta em um país conservador''.
A campanha pela libertação da blogueira está sendo difundida pelo Twitter, com usuários postando mensagens sob a classificação #FreeAmina, e por meio da página de Facebook ''Free Amina Abdalla'', que já foi marcada com um ''curti'' por cerca de 2.500 pessoas.

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domingo, 5 de junho de 2011

Dia Mundial do Meio Ambiente

Estocolmo, Suécia, 5 de junho de 1972.

A ONU, Organização das Nações Unidas, institui o Dia Mundial do Meio Ambiente.

Mas as preocupações com a natureza, a importância da proteção, defesa, preservação de plantas, animais e paisagens vêm de muito antes deste decreto oficial internacional.

Artistas, filósofos, escritores, ativistas, pessoas sensíveis das mais diversas atividades, gente simples que tem a Graça de conviver em harmonia com a natureza já vinham de uma forma ou de outra se dedicando à sua proteção e alertando para o caos iminente.

Vamos cuidar da nossa Mãe-Terra, dos animais, plantas, campos, florestas, montanhas, rios, mares e oceanos!


Vamos preservar as paisagens naturais!

Salvemos o planeta!

Celebremos a Vida!



Sonhos de Akira Kurosawa


1972. A partir da Assembleia Geral das Nações Unidas (ONU), em Estocolmo, que instituiu o dia 5 de junho como Dia Mundial do Meio Ambiente, a questão foi colocada na ordem do dia. No entanto, para muitos artistas e filósofos, as questões ambientais já há tanto vinham sendo percebidas.

Para tomar a questão somente do final do séc. XIX até essa assembleia, pode-se dizer que a preocupação de Van Gogh (1853-1890) não é meramente de ordem de alteração paisagística, e em muitas páginas de D. H. Lawrence (1885-1930), Aldous Huxley (1894–1963) e George Orwell (1903-1950) a brutalidade do homem diante do outro e da natureza é colocada claramente.

No Brasil, em 1902 Graça Aranha publica Canaã, considerado o primeiro romance filosófico e socialista da literatura brasileira, no qual muitas das (hoje) questões ambientais são surpreendentemente antecipadas, como se vê na pergunta do ambicioso Lentz a Milkau: “Não acreditas que o próprio ar que escapa à nossa posse será vendido, mais tarde, nas cidades suspensas, como é hoje a terra? Não será uma nova forma da expansão da conquista e da propriedade?”

Afinal o papel do artista não é senão ver o invisível e dizer o indizível, assim como o do filósofo é criar conceitos para as questões colocadas. Mas ambos são tachados de loucos por aqueles que estão certos no rompante pelo lucro de seus negócios, que são capazes até de negociar as obras destes artistas e filósofos, mas abstraindo delas seu conteúdo real.

Um desses loucos, o cineasta japonês Akira Kurosawa (1910–1998), artista-filósofo, que é considerado um dos cineastas mais completos, que realizava praticamente todas as etapas dos cinemas que produziu, realizou em 1990 o filme Sonhos, que, infinito e eterno em sua estética, não deixa de tratar questões atuais da vida após a Segunda Guerra, com as questões atômicas, o papel da arte e como seguir a linha de uma vivência ética no mundo.

O filme está dividido em 8 partes. Nas três últimas, ele trata das questões ecológicas, analisando a ambição capitalística e o egoísmo humano, responsáveis pela degradação da Natureza. No momento que chega a Semana do Meio Ambiente, quando as mesmas atividades de culpabilidade da população e soluções insignificantes são apresentadas, vejamos.

Monte Fuji em Vermelho, outro sonho, relata uma erupção do referido monte, fazendo com que cinco reatores de uma usina nuclear vão explodindo um a um, liberando gases tóxicos.

Chernobil. Fukushima. Sabe-se que para os assassinos do capitalismo ecológico é maravilhoso que a população fique acreditando-se culpada e fique transformando o seu resto de óleo em sabão, como é ensinado nas escolas. Enquanto isso, as indústrias bélicas, de energia nuclear, petroquímicas e tantas outras, as verdadeiras responsáveis pela degradação, vão elevando seus lucros a custo da aceleração do processo terminal da humanidade.

O Demônio Chorão, outro sonho, retrata um momento em que a terra já está totalmente degradada, já não existe água potável nem alimento, os seres humanos já se transmudaram numa espécie de ogros, comendo-se uns aos outros e todos acometidos de terríveis dores.

O que muitos assistem como ficção, é há muito, realmente, uma horrível realidade objetiva. Quantas substâncias existem em nosso corpo que não são naturais? Gases tóxicos que respiramos, germes que bebemos, substâncias que ingerimos… Só um exemplo: um frango criado comendo milho solto num quintal, dormindo em poleiro, demora cerca de seis meses para chegar ao seu máximo crescimento; um frango de granja leva em média um mês e dez dias. Por mais que se negue que são aplicados hormônios, há muita diferença entre esses dois frangos. É a diferença entre o natural e o artificial. Todas essas mutações não criam seres superpoderosos, como na ficção norte-americana, mas mutantes acometidos de câncer, problemas cardíacos, pulmonares, verminosos, depressão, passividade…

Quando os europeus chegaram por cá, que ainda não era a terra das palmeiras e sabiás idealizados, admiraram a saúde do corpo dos índios, que não tinham pudor e nem escondiam suas ‘vergonhas’. Hoje Eduardo Braga e Omar Aziz trazem o Exterminador do Futuro para, ganhando uma fortuna de dinheiro público, falar sobre meio ambiente. Alguém poderia ter pedido para Schwarzenegger tirar a camisa. Ele, diferente dos índios, esconderia sua vergonha. Sabe como fica um corpo velho cheio de resíduos anabolizantes?

O Povoado dos Moinhos, outro sonho, um andarilho vai a um lugarejo onde não há energia elétrica nem a maioria dos objetos que fazem o conforto dos homens citadinos. Mas há ar puro, água limpa, e a manutenção do comer e beber é feita de forma comum.

Ontem a Organização Mundial de Saúde (OMS) lançou uma nota tímida de que o uso de celulares pode causar câncer. Enquanto isso, a maioria das pessoas se desespera apenas por ter esquecido algum de seus aparelhinhos. Quem está interessado em mudar seus hábitos? Quem está interessado em criar novas formas de relações?

Num plano global, fazer simulações na Semana do Meio Ambiente de nada adiantará, enquanto países como os Estados Unidos, irmanado com outros no Conselho da ONU, não assina sequer o protocolo de Kyoto, feito pela própria ONU. É a lei sendo ditada para os outros, enquanto o tirano abusa e massacra.

No Povoado dos Moinhos, quando alguém morre, depois de viver bem durante muitas décadas, há uma festa. Se continuarmos da forma que vamos, daremos apenas nossa singela contribuição com uma florzinha de alguma garrafa plástica para embelezar o funeral da humanidade. Mas não haverá ninguém para chorar ou para festejar. E os artistas-filósofos, naturantes que são, não vão lamentar.
A partir de post do blog Afinsophia.

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sábado, 4 de junho de 2011

São Paulo promove a Marcha das Vagabundas

Depois da Marcha da Maconha, da Marcha da Liberdade, do Churrasco da Gente Diferenciada, e antes da Parada do Orgulho Gay, São Paulo acolhe hoje a SlutWalks, ou seja, a Marcha das Vagabundas ou Marcha das Vadias.

Cidadãs paulistanas e de outras origens saem às ruas de São Paulo, precisamente na mais paulistana das avenidas, em manifestação pacífica e irreverente, protestando contra a violência que atinge as mulheres e pelo direito da mulher se vestir como quiser, sem ser molestada pelos trogloditas de plantão.

A SlutWalks, marcha mundial contra o machismo, surgiu em Toronto, no Canadá, como protesto ao palpite infeliz de um policial canadense, que aconselhou numa palestra que as mulheres deveriam evitar se vestir como putas (slut), para não serem vítimas de estupros e outras violências sexuais.  

"Mas não é culpa dos nossos vestidos, salto alto, regatas, saias e afins que todos os dias mulheres são desrespeitadas e agredidas sexualmente, isso é culpa do machismo ainda muito presente na nossa sociedade", explica o convite do evento no Facebook.

A Marcha das Vagabundas ganhou o mundo. E acontece também em Chicago, Amsterdam, Copenhague, Londres, Sidney e Dublin.

Veja imagens da SlutWalks de Toronto e artigo de Wálter Maierovitch.

                                                   


Link do video: http://www.youtube.com/watch?v=bjSr06_D8Tk


Marcha das Vadias

Tudo começou no Canadá, ou melhor, na Universidade de Toronto. Por lá, no campus, ocorreu uma escalada de estupros a vitimar universitárias.

Então, um seminário foi organizado para o dia 24 de janeiro. Tudo  para discussões sobre medidas de segurança nos campi das faculdades. Uma das palestras ficou por conta do policial canadense Michael Sanguinetti, que seria, no Brasil, ídolo do deputado Paulo Maluf.

Michael Sanguinetti, a mostrar que estultos existem em todas as polícias do mundo, soltou, preconceituosamente, uma pérola ao tachar as universitárias como corresponsáveis pelas violências sexuais. “Evitem vestir-se como putas se não desejarem se tornar vítimas de estupros. Vocês são estupradas porque se vestem assim.”

Depois dessa manifestação preconceituosa e machista de Sanguinetti, mais de 3 mil mulheres realizaram  passeata em Toronto: a Marcha das Vagabundas (SlutWalks). Todas as universitárias saíram vestidas com muito humor. Algumas com roupas íntimas. Muitas com cartazes contendo escritos sugestivos: “Jesus ama as putas”, “Os verdadeiros homens não estupram”, “Também as putas sonham” etc. etc.

A SlutWalks virou um movimento mundial de protesto contra a violência, pelo respeito à liberdade sexual e contra o preconceito. Em fevereiro já estava no ar o site “SlutWalks”. Pelo mundo ocidental foram realizadas manifestações contra o preconceito nos Estados Unidos, Austrália, Europa e América do Sul (Argentina).

No dia 4 serão realizadas marchas em Amsterdam e Londres.

A marcha  de Boston, no dia 7 de maio passado,  foi um grande sucesso na luta por civilidade e respeito. Uma das organizadoras observou: “Historicamente, a palavra puta foi sempre usada para ferir as mulheres que reivindicam igualdade de tratamento”.

Frise-se que o estupro é um hediondo crime contra a liberdade sexual da mulher. E a liberdade de trajar não pode ser vista como justificativa para predadores sexuais.

O movimento SlutWalks é chamado no Brasil de “marcha das vagabundas”. Neste sábado, espera-se milhares de manifestantes na praça dos Ciclistas, a partir das 14 h. A marcha é organizada por três amigos e divulgada no FaceBook. Mais de 4 mil internautas já confirmaram presença.

PANO RÁPIDO. Vida longa à organização não-governamental SlutWalks e ao seu sítio de internet (http://www.slutwalktoronto.com/). Abaixo os Sanguinettes, Malufs e Bolsonaros.

Wálter Fanganiello Maierovitch

Portal Terra
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Fora, Palocci !

De trotskista a cínico arrivista.

O genial ministro da Casa Civil, Antonio Palocci, que conseguiu, como consultor de empresas, a façanha de em curtíssimo tempo multiplicar por 20 a fortuna pessoal, concedeu ontem a um dos principais representantes do jornalismo de esgoto brasileiro, o Jornal Nacional, da TV Globo, uma entrevista exclusiva para explicar o "milagre da multiplicação das patacas".

Ridícula e patética. Na entrevista a seus amigos globais, o ministro em estado terminal se negou a nomear clientes e especificar serviços prestados por sua consultoria Projeto. Ou seja, continuou ludibriando o Brasil e o povo brasileiro e emporcalhando o governo da presidenta Dilma Rousseff.

Abaixo, os vídeos da entrevista, com o blablablá do genial e enrolão empresário.

A nós aqui do Abra a Boca, Cidadão! só resta dizer:

Fora, Palocci! 



Primeira parte da entrevista





Link do video: http://www.youtube.com/watch?v=2lfJbWHfcV0

Segunda parte da entrevista


Link do video: http://www.youtube.com/watch?v=iuXfpW9HoZY&feature=related

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sexta-feira, 3 de junho de 2011

De Lady Gaga a Nietzsche, sobre o medo e a homofobia

O ABC! reproduz abaixo interessante artigo do blog Afinsophia, que traz um outro olhar sobre as manifestações que tiveram lugar em Brasília, no último dia primeiro, contra a aprovação de projeto de lei que criminaliza a homofobia.


Parlamentares evangélicos e católicos unidos contra a Razão praticam Homofobia, mas Lady Gaga, Spinoza e Nietzsche...



Lady Gaga, em um de seus shows, cantando e dançando sob as pernas de um de seus bailarinos, diz que ele ama garotos e garotas. É como Cristo, ama todos. Parlamentares da chamada bancada evangélica e católica, sem qualquer conhecimento sobre o tema que Lady Gaga tem conhecimento, se reuniram ontem, dia 1º, com seus fiéis, no Congresso Nacional para protestarem contra a aprovação do projeto de lei que criminaliza a homofobia, e aprovação de um projeto de decreto legislativo para suspender a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF), que reconheceu a união estável do mesmo sexo.

O filósofo Spinoza, que viveu no século XVII, e logicamente não conheceu Lady Gaga, mas que teve um entendimento símile ao da cantora/dançante, e que por isso foi excomungado pela mesma crença que os malafaias imaginam defender, disse que o mais baixo grau de inteligência é o responsável pela criação no homem de um mundo cheio de medo e ódio, com profunda distância do mais alto grau de inteligência que é produzido pela razão.

O que Spinoza queria dizer é que aprisionados pela imaginação fabulosa saída do mais baixo grau da inteligência, certos homens tornam-se prisioneiros de suas próprias superstições, que os colocam na condição suprema de escravos, auxiliares diretos dos tiranos, que também se encontram fabulados nesses mais baixos graus de inteligência.

É aí que se encontram os disangélicos. Os que carregam consigo a má mensagem, a mensagem da dor, do ressentimento, da amargura, rancor, julgamento, cobrança, dívida, todos os afetos que mostram a condição triste de quem vive no medo produzido pela imaginação fabulosa, como diz o filósofo Nietzsche. Nisso a disposição anêmica de querer julgar os homoafetivos como se fossem os mais próximos da inteligência e vontade de Deus. Na verdade, seus atos discriminadores mostram o quanto se rivalizam com Ele, visto, que como bem disse Lady Gaga, Ele ama todos. E por incrível que pareça, até os disangelistas. Certo que possivelmente com ressalvas. Ressalvas do tipo: “Se queres entrar no Reino do Senhor, muda tua consciência. Entra primeiro no Reino da Razão. Posto que se te dei a Razão é para usá-la. Ou será que não sabes que também és racional?”

No mais, o filósofo Spinoza, que afirmou que a grande importância da Bíblia está em ela ser um tratado político do Estado Hebreu, portanto, preenchido de enunciações racionais e não fabulosas, apesar das fantasias milagrosas, sintetizando a escolha que os disangelistas fizeram em se tornar escravos, alimentos dos tiranos, disse: “O medo é a origem, o alimento e permanência da superstição”. É essa a arma dos que perseguem os homoafetivos: o medo. E um dos piores medos: o medo da existência do outro. Daí essa perseguição paranóica exacerbada como se os homoafetivos fossem destruir o mundo. Daí, essa moral irracional que pretende anular o Estar-Ontológico do outro. E tudo em nome de Deus.

Que blasfêmia! Ah, se Deus fosse vingativo! Mas não é. Se assim fosse não seria Deus, seria um tirano. Deus não trama vingança, mesmo vendo que esses disangelistas querem usurpar seu trono, pretendendo diante dos incautos serem mais semelhantes a Ele, quando pela própria recusa do outro, o próximo, confirmam que são o simulacro. O que finge ser o que não é.
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