Oriente Médio, Norte da África, capitais europeias, cidades brasileiras...
Alguma coisa significativa acontece longe dos tradicionais, sisudos e fechados espaços que abrigam o poder.
Da Praça Tahir no Cairo de Mubarak à frente do Shopping Higienópolis na São Paulo de Alkmin/Kassab... cidadãos do mundo todo abrem a boca para expressar seu descontentamento com as velhas e apodrecidas estruturas.
Nas mídias sociais e logo em seguida nas manifestações temperadas com ironia, humor, alegria, cordialidade e espírito fraternal, que ganham praças e ruas.
A arrogância aristocrata dá lugar à irreverência pluralista.
Cidadania planetária.
Exercitada na virtualidade. E em espaços abertos de ruas, parques, praças...
A imprensa e o fenômeno mundial das manifestações em praças públicas
Carlos Castilho no Observatório da Imprensa
A imprensa precisa começar a olhar para o outro lado do poder. Não apenas aqui no Brasil, mas em todo o mundo. É que são cada dia mais claros os sinais de que algo está acontecendo fora dos palácios, parlamentos, ministérios, tribunais, sedes partidárias, organizações empresariais e sindicais. Está acontecendo mais precisamente nas praças públicas, locais que voltam a ser o ponto de encontro de multidões, em plena era das relações virtuais via internet.
O caso mais recente foi o da praça Puerta del Sol, em Madri, onde um acampamento de jovens antecipou uma fragorosa derrota do partido socialista espanhol nas eleições de domingo. O PSOE acabou pagando o preço de uma manifestação que era contra todos os partidos, para expressar o cansaço e a desilusão dos jovens em relação a uma estrutura política e econômica da qual eles se consideram párias.
A Puerta del Sol é a reedição mais recente do mesmo fenômeno que transformou a praça Tahir no epicentro da rebelião de jovens egípcios que levou à derrubada do presidente Hosni Mubarak, em fevereiro de 2011. Três anos antes, outra praça ficou mundialmente famosa por conta de protestos contra a quebra do sistema bancário da pacata república europeia da Islândia.
Em outubro de 2008, um jovem músico pegou o seu violão e foi para a praça em frente ao parlamento islandês, em Reykjavík, num sábado, e convidou os transeuntes para expressar, cantando, seu descontentamento com as consequências da quebra do principal banco do país, o Kaupthing.
No primeiro dia, o número de participantes não passou de 20 curiosos. No sábado seguinte, o teimoso Hördur Torfason já reunia 200 participantes e, três fins de semana mais tarde, já era uma pequena multidão. Aí o caso se tornou nacional, colocando o governo islandês de joelhos diante da gravidade do protesto.
Se recuar mais tempo poderemos chegar aos acontecimentos da praça da Paz Celestial, em Pequim, em 1989, antes da internet. Mas o que nos interessa aqui mostrar é como a era digital está alterando a forma como o descontentamento político surge aos olhos da opinião publica — e como a imprensa tem uma enorme dificuldade em detectá-lo nos seus primeiros estágios.
Em meados da primeira década do seculo 21, quando os jovens do mundo inteiro estavam fascinados pela descoberta do telefone celular como arma política, surgiram os primeiros protestos rotulados de smart mob (multidões inteligentes), pelo pesquisador norte-americano Howard Rheingold.
O caso mais clássico foi o ocorrido nas Filipinas em 2002, quando 900 mil jovens vestidos de preto usaram torpedos por celular para organizar, em menos de 24 horas, uma manifestação na praça em frente ao santuário da Virgem Maria, na área central de Manila. Eles exigiam a derrubada do presidente Joseph Estrada, cujo governo não resistiu a quatro dias de protestos.
Mas o caso mais curioso da nova tendência, mencionado no livro The Virtual Community (Comunidades Virtuais, de Howard Rheingold), ocorreu na Europa Central, numa antiga república socialista onde um grupo de jovens resolveu protestar contra o custo de vida convocando uma manifestação em que eles caminhariam em círculos na praça central da cidade, chupando picolé.
Nenhum cartaz e tudo em silêncio, mas os quase três mil jovens que aderiram ao protesto deixaram perplexas as forças da repressão e provocaram reuniões de emergência das autoridades. A manifestação tornou-se um fato político nacional não pelo seus slogans, mas pela forma. A criatividade dos jovens deixou o governo sem ação porque este esperava tudo, menos o uso do picolé como arma política.
As praças passaram a ser vistas pelos jovens como o ambiente presencial que completa o relacionamento virtual que eles criam entre si por meio das redes sociais como Twitter, Facebook e outros. O protesto é combinado pela internet e aparece fisicamente nas praças, mas eles são apenas o sintoma de algo mais amplo e que precisa ser levado em conta pela imprensa.
Estamos diante do surgimento de um novo tipo de expressão da vontade popular que não passa mais pelos mecanismos tradicionais, sejam eles legais ou à margem da lei. Os jovens espanhóis da Puerta del Sol não eram contra este ou aquele partido, mas contra todos eles. Não estavam interessados em votar e pouco lhes importava o resultado do pleito, já que não esperavam nenhuma mudança significativa no poder. Sua desilusão e desesperança estavam expressas em cartazes cheios de ironia e humor.
Mas estão longe de serem niilistas. Eles conseguiram transformar a antipolítica em sua forma política de expressão. E é isso que os torna protagonistas de um processo político inovador que revela também como a imprensa tornou-se escrava do jogo de poder tradicional.
*
Cidadania, Comunicação e Direitos Humanos * Judiciário e Justiça * Liberdade de Expressão * Mídia Digital Editoria/Sônia Amorim: ativista, blogueira, escritora, professora universitária, palestrante e "canalhóloga" Desafinando o Coro dos Contentes...
Tradutor
terça-feira, 31 de maio de 2011
segunda-feira, 30 de maio de 2011
Dignidade Já!
Campanhas globais da Anistia Internacional
A maior parte do trabalho que a Anistia Internacional realiza para proteger e promover os direitos humanos organiza-se por meio de campanhas.
Entre as principais campanhas internacionais promovidas pela Anistia Internacional no momento estão:
EXIJA DIGNIDADE
Pessoas que vivem na pobreza são mais vulneráveis a violações de direitos humanos - como os despejos forçados - e essas violações acabam por agravar ainda mais a sua situação.
A campanha Exija Dignidade, da Anistia Internacional, tem por objetivo capacitar as pessoas que vivem na pobreza a exercer e reivindicar seus direitos, a cobrar satisfações dos governos, das empresas e das instituições financeiras internacionais por abusos cometidos contra os direitos humanos, e a tomar parte nas decisões que afetam suas vidas.
A campanha tem por foco quatro temas centrais: favelas e despejos forçados; cumprimento legal dos direitos econômicos, sociais e culturais; saúde materna e direitos sexuais e reprodutivos; e responsabilidade social corporativa.
SEGURANÇA COM DIREITOS HUMANOS
A chamada "guerra ao terror" causou a erosão de todo um conjunto de direitos humanos. Os Estados passaram a se valer de práticas há muito proibidas pelo direito internacional, e vêm tentando justificá-las em nome da segurança nacional.
Por meio da campanha Segurança com Direitos Humanos, a Anistia Internacional demanda que os governos respeitem os direitos humanos em quaisquer ações que venham a tomar em nome da segurança nacional ou do combate ao terrorismo. Além disso, a Anistia está trabalhando também para ajudar as vítimas do terrorismo e dos grupos armados, apoiando-as em sua busca por justiça e compensação.
PENA DE MORTE
A pena de morte nega, de forma fundamental, os direitos humanos. Trata-se de um homicídio premeditado e a sangue-frio de um ser humano pelo Estado. Essa punição cruel, desumana e degradante é feita em nome da justiça. Mas é uma violação do direito à vida, conforme proclamado na Declaração Universal dos Direitos Humanos.
Logo após sua fundação, em 1961, a Anistia Internacional começou a enviar apelos para impedir a execução de prisioneiros de consciência. Hoje, a oposição da organização à pena de morte inclui todos os prisioneiros, independente dos crimes pelos quais tenham sido condenados.
Nas últimas décadas, foram alcançados enormes progressos nessa área e hoje o número de países que aboliram totalmente a pena de morte já chega a 90.
JUSTIÇA INTERNACIONAL
Com essa campanha, a Anistia Internacional se empenha pela eficácia do sistema de justiça internacional, a fim de que assegure justiça, verdade e compensação para os crimes de direito internacional, como genocídio, crimes contra a humanidade, crimes de guerra, tortura, execuções extrajudiciais e desaparecimentos forçados.
CONTROLE DE ARMAS
O comércio desregulamentado de armas provoca desgraça e sofrimento em todo o mundo. Todos os anos, milhares de pessoas são mortas, feridas, estupradas e forçadas a fugirem de suas casas em consequência da violência armada.
A campanha pelo Controle de Armas pede que seja criado um Tratado sobre o Comércio de Armas (TCA) que estabeleça regras estritas para as transferências internacionais de armamentos, e cobre responsabilidade dos fornecedores e comerciantes de armas.
Vejam o vídeo "Exija Dignidade"/Anistia Internacional/Portugal.
Link do vídeo: http://www.youtube.com/watch?v=rgkST5cPMy0
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A maior parte do trabalho que a Anistia Internacional realiza para proteger e promover os direitos humanos organiza-se por meio de campanhas.
Entre as principais campanhas internacionais promovidas pela Anistia Internacional no momento estão:
EXIJA DIGNIDADE
Pessoas que vivem na pobreza são mais vulneráveis a violações de direitos humanos - como os despejos forçados - e essas violações acabam por agravar ainda mais a sua situação.
A campanha Exija Dignidade, da Anistia Internacional, tem por objetivo capacitar as pessoas que vivem na pobreza a exercer e reivindicar seus direitos, a cobrar satisfações dos governos, das empresas e das instituições financeiras internacionais por abusos cometidos contra os direitos humanos, e a tomar parte nas decisões que afetam suas vidas.
A campanha tem por foco quatro temas centrais: favelas e despejos forçados; cumprimento legal dos direitos econômicos, sociais e culturais; saúde materna e direitos sexuais e reprodutivos; e responsabilidade social corporativa.
SEGURANÇA COM DIREITOS HUMANOS
A chamada "guerra ao terror" causou a erosão de todo um conjunto de direitos humanos. Os Estados passaram a se valer de práticas há muito proibidas pelo direito internacional, e vêm tentando justificá-las em nome da segurança nacional.
Por meio da campanha Segurança com Direitos Humanos, a Anistia Internacional demanda que os governos respeitem os direitos humanos em quaisquer ações que venham a tomar em nome da segurança nacional ou do combate ao terrorismo. Além disso, a Anistia está trabalhando também para ajudar as vítimas do terrorismo e dos grupos armados, apoiando-as em sua busca por justiça e compensação.
PENA DE MORTE
A pena de morte nega, de forma fundamental, os direitos humanos. Trata-se de um homicídio premeditado e a sangue-frio de um ser humano pelo Estado. Essa punição cruel, desumana e degradante é feita em nome da justiça. Mas é uma violação do direito à vida, conforme proclamado na Declaração Universal dos Direitos Humanos.
Logo após sua fundação, em 1961, a Anistia Internacional começou a enviar apelos para impedir a execução de prisioneiros de consciência. Hoje, a oposição da organização à pena de morte inclui todos os prisioneiros, independente dos crimes pelos quais tenham sido condenados.
Nas últimas décadas, foram alcançados enormes progressos nessa área e hoje o número de países que aboliram totalmente a pena de morte já chega a 90.
JUSTIÇA INTERNACIONAL
Com essa campanha, a Anistia Internacional se empenha pela eficácia do sistema de justiça internacional, a fim de que assegure justiça, verdade e compensação para os crimes de direito internacional, como genocídio, crimes contra a humanidade, crimes de guerra, tortura, execuções extrajudiciais e desaparecimentos forçados.
CONTROLE DE ARMAS
O comércio desregulamentado de armas provoca desgraça e sofrimento em todo o mundo. Todos os anos, milhares de pessoas são mortas, feridas, estupradas e forçadas a fugirem de suas casas em consequência da violência armada.
A campanha pelo Controle de Armas pede que seja criado um Tratado sobre o Comércio de Armas (TCA) que estabeleça regras estritas para as transferências internacionais de armamentos, e cobre responsabilidade dos fornecedores e comerciantes de armas.
Vejam o vídeo "Exija Dignidade"/Anistia Internacional/Portugal.
Link do vídeo: http://www.youtube.com/watch?v=rgkST5cPMy0
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domingo, 29 de maio de 2011
Esgoto jornalístico quer matar presidenta Dilma
Dono de jornal, de rede de televisão, de veículo de comunicação... tem partido, posição ideológica, interesses. Jornalista também. E blogueiro, idem.
A cidadã e o cidadão brasileiros que ainda estiverem na "idade da inocência" em relação à mídia precisam começar a ficar espertos. Fazer leitura crítica. Ler também nas entrelinhas.
Abra a boca, cidadão! E escancare os olhos, ouvidos e todo o senso crítico também, diante da mídia brasileira.
Os médicos Antônio Carlos Onofre de Lira, diretor técnico, e Paulo Ayroza Galvão, diretor clínico do Hospital Sírio-Libanês, por solicitação da Presidenta Dilma Roussef, emitiram agora à tarde um longo e detalhado relatório sobre os atendimentos prestados a ela. (veja abaixo).
Tratam em detalhes e com absoluta transparência todo os diagnósticos e terapêuticas relativos a eles.
O assunto de interesse público – a saúde da Presidenta – foi tratado com uma transparência ímpar. Aliás, sempre foi, mesmo quando ainda candidata.
Mas não foi transparência o que fez a Época. Foi violação de documentos médicos privados - e cuja divulgação só pode ser feita por autorização do paciente, segundo resolução nº1605/2000, do Conselho Federal de Medicina.
A revista teria todo o direito de formular perguntas sobre a saúde da presidente a ele ou a seus médicos. Mas está confesso nas próprias páginas da revista que “Época teve acesso a exames, a relatos médicos e à lista de medicamentos usados pela presidente da República”. Não foi, repito, informação sobre assuntos ou políticas públicas. Nem mesmo um diagnóstico ou prognóstico que, por sério, pudesse ter interesse para a sociedade. Foram detalhes personalíssimos, que a ninguém dizem respeito.
Isso é crime, previsto no Art. 154 do Código Penal. Tanto quanto é crime a violação de um extrato bancário, de qualquer pessoa. Crime para quem viola o que está sob sua guarda, seja um profissional hospitalar ou um gerente de banco, quanto para quem o divulga, sabendo que foi obtido de forma ilícita.
Não havia um crime a denunciar, um perigo a prevenir, algum direito de pessoa ou da sociedade a proteger, com a divulgação.
A intenção, prevista na lei de “produzir dano a outrem” está marcada pela fotografia “fúnebre” da capa e pela reunião maliciosa entre o uso de remédios para uma infecção – a pneumonia – com outras situações que nada têm a ver com ela – o hipotireoidismo, por exemplo – e até substâncias de uso tópico para aftas, como o bicarbonato de sódio e o Oncilon.
Isso nada tem a ver com o dever de dar informações sobre a saúde de uma pessoa pública. Tanto que elas são e foram dadas sempre, nos boletins médicos.
A motivação foi política: gerar medo, intranquilidade e dúvida sobre sua capacidade de governar. O que se praticou foi um crime – e não apenas um violação ética, o que já é grave – e crimes devem merecer responsabilização.
Mas, aqui, no país onde o inimigo político é culpado até que prove sua inocência (e olhe lá), pretender que a imprensa aja dentro da lei é “perseguição”.
***
Época supera Veja em imundície e quer matar Dilma
Alertado por um leitor, fui ver a capa da Época, na qual uma foto da presidenta, de olhos fechados, é usada para ilustrar uma matéria sobre uma suposta gravidade de seus problemas de saúde.
É sordidamente mórbida.
Registra que os seus médicos dizem que ela “apresenta ótimo estado de saude”, mas a partir daí tece uma teia mal-intencionada e imunda sobre os problemas que ela apresentou e os outros que tem, normais para uma mulher da sua idade.
O hipotireoidismo, por exemplo, é problema comuníssimo entre as mulheres de mais idade. É por isso que todo médico pede a eles, sempre, o exame de TSH. E o hormônio T4 – Synthroid, Puran, Levoid, Euthyrox e outros – tomado em jejum, é a mais básica terapêutica, usada por anos e anos por milhões de mulheres do mundo inteiro.
A revista publica uma lista imbecil de “medicamentos” que a presidente tomava, em sua recuperação de uma pneumonia, listando tudo, até Novalgina, Fluimicil e Atrovent (usado em inalação até por crianças), e chegando ao cúmulo de citar “bicarbonato de sódio – contra aftas”.
Diz que o toldo que abrigou Dilma de uma chuva, em Salvador, ” lembrava uma bolha de plástico”.
Meu Deus, o que esperavam que fizessem com uma mulher que se recuperava de um pricípio de pneumonia? Que lhe jogassem um balde de água gelada por cima?
Essa é a “ética” dos nossos grandes meios de comunicação. Não precisam de fatos, basta construírem versões, erguendo grandes mentiras sobre minúsculas verdades.
Esses é que pretendem ser os “fiscais do poder”.
Que imundície!
By: Tijolaço
Alertado por um leitor, fui ver a capa da Época, na qual uma foto da presidenta, de olhos fechados, é usada para ilustrar uma matéria sobre uma suposta gravidade de seus problemas de saúde.
É sordidamente mórbida.
Registra que os seus médicos dizem que ela “apresenta ótimo estado de saude”, mas a partir daí tece uma teia mal-intencionada e imunda sobre os problemas que ela apresentou e os outros que tem, normais para uma mulher da sua idade.
O hipotireoidismo, por exemplo, é problema comuníssimo entre as mulheres de mais idade. É por isso que todo médico pede a eles, sempre, o exame de TSH. E o hormônio T4 – Synthroid, Puran, Levoid, Euthyrox e outros – tomado em jejum, é a mais básica terapêutica, usada por anos e anos por milhões de mulheres do mundo inteiro.
A revista publica uma lista imbecil de “medicamentos” que a presidente tomava, em sua recuperação de uma pneumonia, listando tudo, até Novalgina, Fluimicil e Atrovent (usado em inalação até por crianças), e chegando ao cúmulo de citar “bicarbonato de sódio – contra aftas”.
Diz que o toldo que abrigou Dilma de uma chuva, em Salvador, ” lembrava uma bolha de plástico”.
Meu Deus, o que esperavam que fizessem com uma mulher que se recuperava de um pricípio de pneumonia? Que lhe jogassem um balde de água gelada por cima?
Essa é a “ética” dos nossos grandes meios de comunicação. Não precisam de fatos, basta construírem versões, erguendo grandes mentiras sobre minúsculas verdades.
Esses é que pretendem ser os “fiscais do poder”.
Que imundície!
By: Tijolaço
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Sírio-Libanês faz relatório médico sobre Dilma em resposta à revista 'Época'
"Por solicitação da Exma. Presidenta da República, Sra Dilma Vana Rousseff, o Hospital Sírio-Libanês emite o presente relatório médico.No início de 2009 a Presidenta Dilma Vana Rousseff foi submetida a avaliação clínica por seu cardiologista, Professor Dr. Roberto Kalil Filho, quando foram indicados exames de rotina, incluindo uma angiotomografia de coronárias, realizada em 20 de março de 2009 no Hospital Sírio-Libanês. Neste exame foi detectado um nódulo axilar esquerdo, com 2,3 cm. de diâmetro e características suspeitas. Uma biópsia excisional deste gânglio foi realizada no dia 3 de abril de 2009, e o diagnóstico final foi de Linfoma Difuso de Grandes Células do tipo B, CD20 positivo. Exames de estadiamento incluíram PET-CT e biópsia de medula óssea, sem achados adicionais. O estadiamento final foi IA.De abril a julho de 2009, a Sra. Presidenta recebeu tratamento específico para seu tipo de linfoma, incluindo 4 ciclos de R-CHOP (Rituximab, Ciclofosfamida, Vincristina, Doxorrubicina e Prednisona). Durante o tratamento a paciente apresentou miopatia por corticóides e neutropenia transitória. Como complementação ao tratamento quimioterápico, foi indicada e realizada radioterapia envolvendo a axila e fossa supra-clavicular esquerdas. Após o término do tratamento, a paciente foi considerada em remissão completa, passando a acompanhamento de rotina.Em 23 de dezembro de 2009 a Presidenta Dilma veio a este hospital com sintomas de vias aéreas superiores, acompanhados de febre baixa, sendo diagnosticada com Influenza A (H1N1), por técnica de PCR no swab nasal, tendo sido tratada com Oseltamivir, com resolução completa do quadro.Em 20 de março de 2010, a Sra. Presidenta apresentou um edema na região cervical. Nesta mesma data, optou-se pela retirada do cateter venoso central (port-a-cath) com resolução quadro clinico.Na noite de 30 de abril de 2011, a Sra. Presidenta deu entrada no Hospital Sírio-Libanês com sintomas de tosse, febre e mal-estar geral. Foram realizados exames completos que incluíram sorologias, hemoculturas, exames gerais e tomografia de tórax. O diagnóstico final foi de uma broncopneumonia. A Sra. Presidenta foi tratada com os antibióticos Ceftriaxona e Azitromicina, com resolução completa dos sintomas. Os exames sorológicos específicos e culturas não identificaram o agente etiológico. Na mesma data, foram realizados exames de imagem e de sangue para controle do linfoma, todos com resultados negativos. A Presidenta Dilma continua em remissão completa do linfoma, e não há nenhuma evidência de deficiências imunológicas, associadas ou não ao tratamento do linfoma realizado em 2009.Em 21 de maio de 2011 a Sra. Presidenta realizou tomografia de tórax de controle, mostrando resolução completa do quadro de pneumonia detectado no mês anterior.Do ponto de vista médico, neste momento a Sra. Presidenta apresenta ótimo estado de saude.As equipes que assistem a Sra. Presidenta são coordenadas pelos Profs. Drs. Roberto Kalil Filho, Paulo Hoff, Yana Novis, David Uip, Raul Cutait, Carlos Carvalho e Milberto Scaff, Julio Cesar Marino."
Contexto Livre
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sábado, 28 de maio de 2011
Ativismo da Anistia Internacional celebra 50 anos
Hoje, 28 de maio de 2011, a Anistia Internacional, maior organização defensora dos direitos humanos no mundo, celebra seus 50 anos com comemorações em mais de 60 países.
"Desde que a vela da Anistia Internacional lançou luz pela primeira vez nas masmorras do mundo, houve uma revolução de direitos humanos. O apelo à liberdade, à justiça e à dignidade abandonou as margens e se transformou numa demanda verdadeiramente global", afirmou Salil Shetty, secretário-geral da Anistia.
Apesar dos progressos alcançados, as violações de direitos humanos continuam. As disposições expressas na Declaração Universal dos Direitos Humanos são descumpridas por governos de todo o mundo. Cerca de dois terços da humanidade não dispõem de acesso à Justiça. Os abusos provocam e aumentam a pobreza no mundo. A violência contra mulheres é generalizada. E em 2010, a AI constatou tortura e maus-tratos em cerca de 98 países.
De acordo com Salil Shetty, o ativismo é um poderoso motor para as transformações: "Podemos oferecer algo que as forças da repressão jamais poderão conter nem silenciar: pessoas unidas numa ação comum; a forte e poderosa concentração da opinião pública; o acender de uma vela atrás da outra, até que a luz de milhões de velas desmascare a injustiça e produza uma pressão pela mudança".
Em 1977, a Anistia Internacional foi agraciada com o Prêmio Nobel da Paz. A organização vem desempenhando importante papel para combater a opressão, a tirania e a corrupção, fomentando a solidariedade internacional aos direitos humanos.
"50 anos de luta contra a tirania e a injustiça demonstraram que a mudança é possível, e que as pessoas, unidas numa ação comum, além fronteiras e crenças, podem conseguir coisas extraordinárias. Cada pessoa pode fazer a diferença, mas milhões de pessoas unidas e se levantando juntas contra a injustiça podem mudar o mundo", declarou Salil Shetty.
Abaixo um vídeo mostrando um pouco da atuação da Anistia Internacional nestes 50 anos.
Link do video: http:www.youtube.com/watch?v=K9pZ3dorFEo&feature=relmfu
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Fundada em 28 de maio de 1961 em Londres, pelo advogado britânico Peter Benenson, a Anistia Internacional conta hoje com cerca de 3 milhões de ativistas e simpatizantes atuando em 150 países nos cinco continentes.
"Desde que a vela da Anistia Internacional lançou luz pela primeira vez nas masmorras do mundo, houve uma revolução de direitos humanos. O apelo à liberdade, à justiça e à dignidade abandonou as margens e se transformou numa demanda verdadeiramente global", afirmou Salil Shetty, secretário-geral da Anistia.
Apesar dos progressos alcançados, as violações de direitos humanos continuam. As disposições expressas na Declaração Universal dos Direitos Humanos são descumpridas por governos de todo o mundo. Cerca de dois terços da humanidade não dispõem de acesso à Justiça. Os abusos provocam e aumentam a pobreza no mundo. A violência contra mulheres é generalizada. E em 2010, a AI constatou tortura e maus-tratos em cerca de 98 países.
De acordo com Salil Shetty, o ativismo é um poderoso motor para as transformações: "Podemos oferecer algo que as forças da repressão jamais poderão conter nem silenciar: pessoas unidas numa ação comum; a forte e poderosa concentração da opinião pública; o acender de uma vela atrás da outra, até que a luz de milhões de velas desmascare a injustiça e produza uma pressão pela mudança".
Em 1977, a Anistia Internacional foi agraciada com o Prêmio Nobel da Paz. A organização vem desempenhando importante papel para combater a opressão, a tirania e a corrupção, fomentando a solidariedade internacional aos direitos humanos.
"50 anos de luta contra a tirania e a injustiça demonstraram que a mudança é possível, e que as pessoas, unidas numa ação comum, além fronteiras e crenças, podem conseguir coisas extraordinárias. Cada pessoa pode fazer a diferença, mas milhões de pessoas unidas e se levantando juntas contra a injustiça podem mudar o mundo", declarou Salil Shetty.
Abaixo um vídeo mostrando um pouco da atuação da Anistia Internacional nestes 50 anos.
Link do video: http:www.youtube.com/watch?v=K9pZ3dorFEo&feature=relmfu
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sexta-feira, 27 de maio de 2011
Mais um ativista assassinado!
Esta blogueira e este blog, desolados e revoltados, exigem a apuração rigorosa deste descalabro: o bárbaro assassinato destes três ativistas no norte do País nesta semana.
Presidenta Dilma, ministra Maria do Rosário, ministro José Eduardo Martins Cardozo: nós cidadãs e cidadãos brasileiros exigimos providências urgentíssimas do Estado brasileiro para coibir novas atrocidades como estas e punir exemplarmente estes criminosos.
Chega de impunidade!!!
Líder sem-terra é assassinado a tiros em Rondônia
MATHEUS MAGENTA
DE SÃO PAULO
O agricultor Adelino Ramos, líder do MCC (Movimento Camponês Corumbiara), considerado um dos movimentos sociais agrários mais radicais do país, foi morto a tiros na manhã desta sexta-feira (27) em Vista Alegre do Abunã, distrito de Porto Velho.
Segundo a CPT (Comissão Pastoral da Terra), ele informou à Ouvidoria Agrária Nacional, em 2009, que sofria ameaças de morte porque denunciava a ação de madeireiros na região da divisa entre Acre, Amazonas e Rondônia.
De acordo com informações da Polícia Civil de Rondônia, o agricultor foi morto a tiros por um motociclista enquanto vendia verduras produzidas no acampamento onde vivia. O crime ocorreu por volta das 10h.
Nenhum suspeito foi preso até o momento.
Adelino era um dos sobreviventes do massacre de Corumbiara, em 1995, que ocorreu durante a desocupação da fazenda Santa Elina. Morreram no conflito dez sem-terra que estavam acampados na fazenda e dois policiais militares.
Jimmy Maciel/Sepror
Ramos foi morto a tiros por um motociclista enquanto
Presidenta Dilma, ministra Maria do Rosário, ministro José Eduardo Martins Cardozo: nós cidadãs e cidadãos brasileiros exigimos providências urgentíssimas do Estado brasileiro para coibir novas atrocidades como estas e punir exemplarmente estes criminosos.
Chega de impunidade!!!
Líder sem-terra é assassinado a tiros em Rondônia
MATHEUS MAGENTA
DE SÃO PAULO
O agricultor Adelino Ramos, líder do MCC (Movimento Camponês Corumbiara), considerado um dos movimentos sociais agrários mais radicais do país, foi morto a tiros na manhã desta sexta-feira (27) em Vista Alegre do Abunã, distrito de Porto Velho.
Segundo a CPT (Comissão Pastoral da Terra), ele informou à Ouvidoria Agrária Nacional, em 2009, que sofria ameaças de morte porque denunciava a ação de madeireiros na região da divisa entre Acre, Amazonas e Rondônia.
De acordo com informações da Polícia Civil de Rondônia, o agricultor foi morto a tiros por um motociclista enquanto vendia verduras produzidas no acampamento onde vivia. O crime ocorreu por volta das 10h.
Nenhum suspeito foi preso até o momento.
Adelino era um dos sobreviventes do massacre de Corumbiara, em 1995, que ocorreu durante a desocupação da fazenda Santa Elina. Morreram no conflito dez sem-terra que estavam acampados na fazenda e dois policiais militares.
Jimmy Maciel/Sepror
Ramos foi morto a tiros por um motociclista enquanto
vendia verduras produzidas no acampamento onde vivia
EXTRATIVISTA NO PARÁ
A morte de Adelino acontece três dias depois que o casal José Claudio Ribeiro da Silva, 54, e Maria do Espírito Santo da Silva, 53, serem assassinados a tiros em Nova Ipixuna (PA).
Os dois eram lideranças na extração de castanheira na região e lutava contra os madeireiros na região de Marabá. A polícia suspeita que os dois foram mortos em uma emboscada.
A polícia suspeita que os dois foram mortos em uma emboscada.
Em novembro do ano passado, Silva declarou durante uma palestra na conferência TEDx Amazônia que vivia "com uma bala na cabeça" por denunciar madeireiros da região. "A mesma coisa que fizeram com o Chico Mendes e a irmã Dorothy [Stang], querem fazer comigo."
EXTRATIVISTA NO PARÁ
A morte de Adelino acontece três dias depois que o casal José Claudio Ribeiro da Silva, 54, e Maria do Espírito Santo da Silva, 53, serem assassinados a tiros em Nova Ipixuna (PA).
Os dois eram lideranças na extração de castanheira na região e lutava contra os madeireiros na região de Marabá. A polícia suspeita que os dois foram mortos em uma emboscada.
A polícia suspeita que os dois foram mortos em uma emboscada.
Em novembro do ano passado, Silva declarou durante uma palestra na conferência TEDx Amazônia que vivia "com uma bala na cabeça" por denunciar madeireiros da região. "A mesma coisa que fizeram com o Chico Mendes e a irmã Dorothy [Stang], querem fazer comigo."
quinta-feira, 26 de maio de 2011
República da Bandidagem
O presidente do Senado Federal, José Sarney, arquivou denúncia do advogado Alberto de Oliveira Piovesan, que pedia abertura de processo de impeachment contra Gilmar Mendes, ministro do Supremo Tribunal Federal.
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