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terça-feira, 8 de março de 2011

Brava Gente Brasileira

Ao longo deste Mês da Mulher, vamos procurar entremear aqui no ABC! relatos sobre mulheres do povo, mulheres da elite, guerreiras, guerrilheiras, trabalhadoras urbanas e rurais, exemplos de força, coragem e dignidade da Brava Gente Brasileira.


Mulheres Guerrilheiras 


Quando os militares marcharam pelas ruas das principais cidades brasileiras, proclamando o golpe de estado, em 1964, foram recebidos de braços abertos pelas mulheres representantes da família e dos bons costumes da moral vigente. Se a presença da mulher foi decisiva na consolidação do golpe militar, ela não foi menor na luta contra a ditadura. Contrariando os princípios estabelecidos pela sociedade do seu tempo, elas abandonaram a vida burguesa para a qual foram criadas, deixaram as salas de aulas das faculdades, pegaram em armas e foram para as ruas das grandes cidades ou para o meio das selvas, combatendo os canhões e fuzis da repressão. Eram as mulheres guerrilheiras.
A maioria delas eram jovens de pouco mais de vinte anos, nascidas nos últimos anos da Segunda Guerra Mundial ou pouco tempo depois, filhas das ideologias da Guerra Fria. Desabrocharam na década de sessenta, divididas entre a revolução sexual, a liberação feminina e os ideais de esquerdas. Lutaram contra a repressão da sociedade do seu tempo e, fundamentalmente, contra a opressão de uma ditadura sanguinária.

Valentes, destemidas, bonitas, femininas, elas suscitaram as mais controversas opiniões, chegando a ser admiradas e respeitadas pelos seus algozes. Muitas sucumbiram às torturas ou tombaram executadas nas matas. Todas muito jovens, universitárias em sua maioria, vindas da militância do movimento estudantil. Depois da queda da UNE, com as prisões das suas lideranças no congresso de Ibiúna e o decreto do AI-5, elas caíram na clandestinidade. Restou, como um último fôlego, a luta armada.

Não perdiam o seu lado feminino, vivendo amores intensos com os companheiros de luta, muitas vezes transformados em maridos. Mas a grande paixão era a ideologia, o que lhes dava força para continuar quando, muitas vezes, viam o companheiro tombar à frente.
Despidas das vaidades femininas, elas foram para as ruas, assaltaram bancos, seqüestraram embaixadores, empunhando armas e coragem. Além das guerrilhas urbanas, dezesseis mulheres fizeram parte das operações da guerrilha do Araguaia. Doze foram executadas, duas foram presas logo no início e duas outras, grávidas, desertaram.

Mulheres guerrilheiras, com a sua tenacidade heróica, tornaram-se ícones e mitos da história recente do Brasil. Muitas foram friamente torturadas e executadas. Algumas sobreviveram, viram ruir a ditadura, as ideologias que defendiam, a mudança dos tempos. Outras desapareceram em valas comuns, sem nunca serem veladas pelas famílias. Outrora os nomes de algumas delas constavam em cartazes de “procura-se” espalhados pelo país, agora voltaram, sendo homenageadas com nomes de ruas ou de centros acadêmicos. O Brasil democrático deve respeito e admiração a essas mulheres, que mesmo errando, resistiram e gritaram, quando a ordem era silenciar e ajoelhar-se ante as truculências de um regime feito nas casernas militares, longe da participação do povo brasileiro.


Vera Sílvia, a Loura Noventa

Nascida em uma classe média alta do Rio de Janeiro, em 5 de fevereiro de 1948, Vera Sílvia Magalhães tinha tudo para desfrutar com tranqüilidade dos benefícios que lhe proporcionava o capitalismo burguês. Bonita, economicamente favorecida, inteligente, ela escolheu caminhar pela esquerda da vida, política e sociologicamente.

Aos onze anos foi presenteada por um tio, com o livro que trazia o “Manifesto do Partido Comunista”, de Marx e Engel. Precoce e ingenuamente, ela assumiu os princípios de ser socialista, distribuindo os seus pertences com os pobres à sua volta. Aos quinze anos, começou a sua militância política através do movimento estudantil. Aos dezenove já pertencia ao comitê central da Dissidência da Guanabara, surgida de um racha do PCB da Guanabara, futuramente chamado de Movimento Revolucionário 8 de Outubro (MR-8).

Quanto mais envolvida na militância política contra a ditadura militar, Vera Sílvia rompia com a sua vida burguesa, deixando aos poucos, a família, os estudos e os antigos amigos. Quando deu por si, já estava a escrever a linha a ser seguida pelo seu partido, ao lado de Franklin Martins, rompendo com a linha pacifista de 1967, herdada do PCB, transformando-o em um partido militarista, radicalizado pelo esquerdismo e disposto a travar a luta armada contra o regime militar. Seguindo esta linha, foi treinada em táticas de guerrilha, por João Lopes Salgado, na mata da Tijuca. Surgia a valente guerrilheira, que de arma em punho, passou ao lado dos companheiros, a fazer ações de assaltos a supermercados e a bancos.

Nos assaltos praticados, Vera Sílvia aparecia usando uma peruca loura, atraindo para si as atenções, tida no imaginário popular como bela e perigosa. Lendas começaram a girar ao seu redor, passando a ser conhecida popularmente como a “Loura dos Assaltos", ou a “Loura 90”, uma referência ao mito de que usava nos assaltos, duas pistolas de calibre 45. A própria Vera Sílvia desfez, mais tarde, a lenda, afirmando que mal tinha um velho revólver 38, que de vez em quando falhava nos disparos.

Mas a ação que deu notoriedade a Vera Sílvia foi o seqüestro ao embaixador norte- americano, Charles Elbrick, em setembro de 1969. Sendo a única mulher a participar da ação, passou a ser a mais procurada e odiada pelo regime militar. O seqüestro resultou em uma grande derrota para a ditadura, que se viu obrigada a negociar com os guerrilheiros, trocando prisioneiros políticos pelo embaixador. A partir de então, os militares endureceram na caça aos guerrilheiros. Em fevereiro de 1970, Vera Sílvia sobreviveu a um cerco policial, mas viu o seu companheiro, José Roberto Spigner, a tombar na sua frente.

Em março de 1970, seis meses após o seqüestro do embaixador norte-americano, Vera Sílvia fazia uma panfletagem na favela do Jacarezinho, quando foi cercada e atingida com um tiro na cabeça. Foi levada para o Hospital Central do Exército (HCE), onde teve a sorte de ser atendida por um companheiro de luta, ali residente como médico. Para evitar que fosse torturada naquele dia, o médico simulou uma convulsão na paciente. No dia seguinte, ela foi levada pelos policiais, com a promessa de que “seria torturada como um homem, como Jesus Cristo”, alusão feita já que estavam na semana da Páscoa. Oito homens torturaram com perversos requintes de sadismo, à “Loura 90”, aplicando-lhe choques, pendurando-a no pau-de-arara, fustigando-lhe todas as partes do corpo. Debilitada e com uma hemorragia renal, ela foi levada para o hospital, em junho, sem poder andar. Foi nesta ocasião que aconteceu o seqüestro do embaixador alemão Ehrenfried von Holleben, trocado mediante a libertação de 39 presos políticos. Vera Sílvia tinha o seu nome incluído na lista. De todos que ali estavam, ela foi a única que gerou constrangimentos ao regime militar, visto que estava tão debilitada, que não podia andar, sendo levada em uma cadeira de rodas até o avião que partiria para a cidade de Argel, tendo a bordo os 39 guerrilheiros rumo ao exílio. O caso de Vera Sílvia atraiu os holofotes internacionais, que ao ver o seu estado precário, numa cadeira de rodas e com 25 quilos a menos, confirmou a tortura nos calabouços da ditadura, veementemente negada pelos militares.

No exílio, Vera Sílvia chegou a seguir para Cuba, onde se tratou e fez treinamentos de guerrilhas. Perambulou pelo Chile, Argentina, Suécia e França, onde permaneceu até a Anistia, em 1979. Em 1973, Vera Lúcia deixou definitivamente a militância em organizações guerrilheiras. Costumava dizer que ela e os seus companheiros não amavam a democracia, amavam a revolução, lutavam pela ditadura do proletariado, não pela democracia.

Vera Sílvia morreu aos 59 anos, em 4 de dezembro de 2007, no Rio de Janeiro. Trazia seqüelas da tortura no corpo e na alma. Da beleza da guerrilheira trazia a determinação, movida por um semblante pesado e pela velha ternura obstinada. Em uma reportagem, disse sobre o período que foi guerrilheira: “Valeu. Só não valeu para quem morreu... O que havia de melhor na minha geração fez o que eu fiz.

Virtuália, o Manifesto Digital

Dilma: quem ama, cuida

A presidenta Dilma Rousseff interrompeu ontem seu descanso nas praias da Barreira do Inferno, próximo de Natal, Rio Grande do Norte, para conhecer melhor os trabalhos desenvolvidos pelo Brasil na astronáutica, e participou também, com um grupo de preservacionistas do Projeto Tamar (Tartarugas Marinhas), da soltura de filhotes de tartarugas ao mar.

         Presidente Dilma participa da soltura de tartarugas no Rio Grande do Norte. (Foto: Marcelo Garrido/Agência Força Aérea)
                                                                                   Foto: Marcelo Garrido/Agência Força Aérea


No Dia Internacional da Mulher, quando a gente abre os portais da internet e só vê um festival descarado de bundas, peitos, coxas... mais do que tostados, balançando, requebrando, reduzindo a mulher a seu nível mais baixo e mostrando a apologia do lado mais frágil e perecível do ser humano, feita pela mídia de mercado, é confortador ver a presidenta numa atitude carinhosa, amorosa, ajudando a cuidar das tartaruguinhas, do meio ambiente, da natureza, do planeta, de todos nós.

Ótima notícia. Ganhei o dia!

Parabéns, Presidenta Dilma Rousseff!

Feliz Dia Internacional da Mulher!

segunda-feira, 7 de março de 2011

O podre "latifúndio" blogosférico (em apoio ao André Lux)

Desde a histórica entrevista do presidente Lula a um grupo de blogueiros autodenominados "progressistas", em 24.11.2010, vimos alertando a blogosfera sobre as atitudes autoritárias,  preconceituosas e antidemocráticas de alguns destes blogueiros em relação aos demais editores/redatores de blogs independentes.

Começamos a manifestar preocupação com o comportamento destes "colegas de ciberespaço" no post Fogueira de vaidades e demos continuidade nos posts O "grito dos excluídos", Sabujice blogosférica, Em nome da verdade, Alerta geral: risco à blogosfera e Rebelião blogosférica, todos publicados aqui no final de novembro do ano passado.

O Abra a Boca, Cidadão! é um blog novo, completará 5 meses na próxima semana. Estes posts alertando sobre os riscos de um "pig blogosférico" tiveram pequena repercussão. A questão não foi amplamente debatida, esta reles blogueira foi desautorizada por gracejos e insinuações de alguns blogueiros "medalhões" e o problema continua.

Felizmente, há "vida inteligente" na blogosfera. Gente que pensa com a própria cabeça, que não precisa de "mentores", que rechaça e denuncia intolerância, autoritarismo, vaidade doentia, arrogância, prepotência e outras atitudes típicas da velha mídia reproduzidas em alguns setores da blogosfera.

É o caso do jornalista e blogueiro André Lux, que lucidamente vem postando em seu blog Tudo Em Cima artigos sobre esse grupelho de blogueiros "tubarões", que se dizem "progressistas", mas se comportam ridiculamente como proprietários do ciberespaço, transformando-o numa espécie de feudo, onde eles são os senhores e os demais (nós todos), reles vassalos, relegados ao papel de elogiá-los, aplaudi-los, incensá-los.

Adeptos do pensamento único, não admitindo opiniões divergentes nem vozes dissonantes, costumam falar em nome da blogosfera, sem que tenhamos dado qualquer procuração a eles. E é aí que está o problema.

E quando criticados, denunciados, se colocam como vítimas, ridicularizam, menosprezam, diminuem, fazem pouco. Mas nunca descem do pedestal onde se colocaram. 

Se não nos posicionarmos e denunciarmos tais atitudes, se permitirmos, podem vir a criar oligarquicamente alguma regulamentação, "carteira/registro de blogueiro", crachá, anuidades e outras espertezas mais...

Blogosfera não tem dono. Pioneirismo, número de seguidores, organização de atos públicos, entrevista com Lula... não são credenciais pra ninguém se colocar em torre de marfim, em altar, como semideus. E exigir dos demais coluna vergada, incensamento.

O ABC! não aceita e não faz idolatria de quem quer que seja. Muito menos de reles, imperfeitos e falíveis mortais.

Abaixo o post do André Lux, que apoiamos.

Desabafo: Há algo de podre no reino da blogolândia...


Grupo de blogueiros ataca em bloco a fim
de formar opinião única na blogolândia
Hoje vou tocar num assunto
muito delicado e que certamente vai causar polêmica na blogolândia, mas que vem me incomodando já há algum tempo. Não falei sobre isso antes para não ser acusado de disparar “fogo amigo”, principalmente durante as sofridas eleições do ano passado.

Mas sinto que agora é a hora de colocar o dedo na ferida. O assunto diz respeito ao comportamento de alguns blogueiros ditos progressistas ou de esquerda que, de uns tempos para cá, vem atuando em bloco para construir uma espécie de “pensamento único” dentro da blogolândia e também para barrar qualquer um que pense diferente deles. Ou seja, começam a atuar justamente como o PiG que tanto criticam! Não vou citar nomes aqui porque minha intenção não é acusar ninguém, mas sim desabafar e, quem sabe, chamar a atenção das pessoas para esse fato que certamente vem incomodando outros blogueiros como eu.

O episódio da participação da Dilma na festa da Folha de S.Paulo foi o divisor de águas que finalmente, na minha opinião, escancarou a prática dessa turminha que, infelizmente, está agindo assim por vaidade, soberba, sectarismo, necessidade de autoafirmação ou algum outro motivo obscuro que só seus membros podem conhecer.

O fato de esse grupo ter se ofendido com a participação da presidenta na citada festa não é o problema em si, mas sim a maneira como seus membros agem em bloco para vender a idéia de que a blogolândia em peso possui a mesma visão deles e, pior, a forma grosseira e intolerante como tentam enquadrar os que pensam diferente.

A impressão que dá é que agem da seguinte forma. O blogueiro A liga para o blogueiro B e diz:
- Você viu que absurdo a Dilma na Festa da Folha?
- Vi sim, fiquei revoltado!
- Pois é, depois de tudo que a gente fez para eleger ela, é inadmissível que vá até a Folha!
- Concordo, eu mesmo me sacrifico todos os dias na minha luta contra a imprensa golpista e agora a Dilma vai lá na festa deles, na maior tranqüilidade?
- Faz o seguinte: publica um texto criticando essa atitude dela no seu blog que eu publico depois no meu, com grande destaque. Você sabe que o meu blog é super bem visitado, né?
- Sei sim, o meu também. Inclusive vou ligar para aquela blogueira C amiga nossa e falar para ela também criticar a Dilma e publicar no blog dela outros textos do mesmo naipe dos amigos dela.
- Legal! Aí tenho certeza que toda a blogosfera vem na nossa onda.
- Com certeza, afinal eles devem muito a nós por tudo que fizemos esses anos todos para eles.
- Mas e se alguém reclamar, ficar contra a gente?
- Aí a gente usa aquela velha tática. Eu me faço de vítima no meu blog, jogo na cara de todo mundo o quanto sofro e o quanto já fiz pela blogosfera e você repercute tudo no seu blog.
- Isso, boa!

Esse diálogo acima é totalmente fictício, porém não ficaria surpreso se ele tivesse realmente ocorrido. O que interessa é que esse grupo de blogueiros que se julgam os “reis da cocada preta” começa então a atuar em bloco para vender uma opinião deles como se fosse a voz da blogosfera. E aí, caso alguém ouse discordar deles, passam a atacar essas pessoas da pior forma possível: se fazendo de vítimas (alguns chegam ao cúmulo de dizer que foram ameaçados de censura!) ou simplesmente denegrindo quem ousou discordar deles.

Talvez o fato de terem alcançado seus 15 minutos de fama por causa da blogagem tenha cegado os componentes desse grupelho para um fato importante: a blogolândia não tem dono, nem voz única, muito menos xerife. E quem tenta ser dono, porta voz ou xerife da blogolândia apenas se expõe ao ridículo.

Eu sei bem do que estou falando porque justamente nesse episódio “Dilma na festa da Folha” fui vítima de ataques e retaliações por parte de gente que jura de pé junto que é democrata e defensor da diversidade de opiniões e da liberdade de expressão. Um desses blogueiros, que realmente passou a se julgar o “guru da blogolândia”, chegou a enviar um email pedindo que eu tivesse “grandeza” nesse assunto. No começo não entendi nada, mas depois percebi que na verdade ele tentava me fazer parar de criticar uma blogueira descontrolada que estava agredindo e ofendendo a todos que discordaram dela, inclusive pelo twitter. Quando, depois de argumentar que eu estava apenas defendendo meu ponto de vista e reagindo aos citados ataques, eu perguntei ao sujeito se ele estava querendo que eu oferecesse a outra face, pronto, fez-se de ofendido e cortou relações comigo. Chegou ao ponto de tirar meu blog da lista de indicados do dele - vejam só que coisa terrível, por pouco não me suicidei!

O mais engraçado da história é que esse tal blogueiro não teve nenhuma “grandeza” quando foi ele o alvo de ataques semelhantes ao que eu sofri, os quais ele revidou de forma bastante veemente e, inclusive, contou com o meu apoio, pois as críticas eram infundadas e injustas. Mas, no meu caso ele fez o contrário: escreveu um texto elogiando justamente a tal blogueira histérica que ofendia a todos que discordavam da opinião dela! Isso que é companheirismo, não?

Muita gente deve ficar triste e preocupada com esses fatos que estou narrando e não entende como isso pode acontecer. A verdade é que blogosfera é um micro cosmo do que é a esquerda na vida real. E, assim como na vida real muitos projetos e sonhos esquerdistas são destruídos por causa da vaidade, do sectarismo, da soberba e da necessidade de autoafirmação de algumas pessoas (mesmo das mais bem intencionadas), a blogosfera também sofre desse mesmo mal. É uma infelicidade, porém algo bem palpável.

Eu depois de ser atacado novamente pelos que
se julgam os "reis da cocada preta" da blogolândia
Da minha parte, espero que esse meu texto sirva para que esses blogueiros parem e reflitam um pouco sobre o que andam fazendo e sobre a forma como agem quando alguém discorda de seus pontos de vista - até porque tenho certeza que são pessoas bem intencionadas.

Mas, como conheço bem a natureza humana, duvido muito que isso vai acontecer. O mais provável é que amanhã pipoquem textos me detonando (direta ou indiretamente), o que no final das contas será apenas uma prova de que vestiram a carapuça mais uma vez. Eu nem ligo. Para quem já foi difamado publicamente pelo editor do jornal mais lido de Jundiaí e por poderosos profissionais da opinião, ser xingado por um blogueiro com delírios de grandeza é fichinha.

Finalizo afirmando que a verdadeira militância não condiz com cobranças, rabos presos ou ataques de estrelismo. Quem se dedica a uma causa de maneira sincera e abnegada não sente jamais necessidade de ficar jogando na cara dos outros o quanto se sacrifica por aquilo ou de ficar enumerando tudo que fez pelo bem daquela causa. O verdadeiro militante é, acima de tudo, um anônimo – e tem orgulho disso! Desconfie sempre, portanto, de quem faz o contrário.

Presidenta Dilma: unanimidade nacional

Até o momento, parece ser esta a posição da presidenta Dilma Rousseff na mídia tradicional e na sociedade como um todo.

O estilo Dilma de governo, muito trabalho e pouco palavrório, tem dado certo. Ao mesmo tempo que neutraliza ou pelo menos dificulta a futricaria midiática, seduz pela dedicação com que gerencia a grande empresa chamada Brasil.

Vozes dissonantes? Existem, claro. Centrais sindicais que pretendiam um reajuste maior no salário mínimo. Parlamentares ligados a estas centrais e da oposição em geral, que precisam exercitar o discurso, obviamente.

Vozes dissonantes também em setores da blogosfera. Não críticas propriamente ao governo da presidenta, mas contrárias ao seu comparecimento na festa de 90 anos do arquiinimigo jornal Folha de S. Paulo. A velha e boa pluralidade de pensamento, diversidade de opinião. Extremamente saudáveis, benvindas e necessárias numa democracia.

Voltando à presidenta... É positivo que Dilma use toda a sua competência também para serenar os ânimos exaltados pela baixaria da campanha eleitoral, promover a civilidade, o respeito às posições contrárias, o convívio pacífico com os adversários. Não se trata de capitular, de abrir mão de posições. Mas como ela mesma deixou claro em seus discursos: é a presidenta de TODOS os brasileiros. O que inclui, gostemos ou não, a velha mídia, seus anunciantes, colaboradores e leitores. O que inclui também artistas populares como Hebe e Ana Maria Braga e seus milhões de fãs e telespectadores.

Reparem que raramente a presidenta vestiu vermelho após a posse. E quando o fez, foi em ocasiões mais "apropriadas". Por exemplo, quando compareceu à festa dos 30 anos do PT. Ela é "antenada". Sabe das coisas...

Abaixo mais um artigo favorável publicado no Estadão a propósito dos posicionamentos e manifestações da presidenta Dilma sobre liberdade de imprensa e outros temas, nestes pouco mais de dois meses de governo. 



Dilma e a liberdade de imprensa


Carlos Alberto Di Franco*

Na celebração dos 90 anos da Folha de S. Paulo, a presidente Dilma Rousseff, armada de um texto sem ambiguidades, resgatou o clima de respeito e de compreensão que, sem prejuízo da necessária independência, deve caracterizar a convivência entre o poder público e a imprensa numa sociedade democrática.

"Uma imprensa livre, pluralista e investigativa é imprescindível para um país como o nosso. (?) Devemos preferir o som das vozes críticas da imprensa livre ao silêncio das ditaduras", disse a presidente da República no evento comemorativo de um importante jornal. Essas mesmas palavras ela já havia dito quando, recém-eleita, pronunciou seu primeiro discurso.

O pronunciamento feito na Sala São Paulo diante de uma plateia de 1.200 convidados teve forte carga simbólica. Dilma, de fato, assumiu um inequívoco compromisso com a liberdade de imprensa e de expressão. E sinalizou uma positiva ruptura com o passado recente de permanente ataque à liberdade de imprensa, ao jornalismo independente e aos formadores de opinião.

Esta coluna, com frequência, criticou a então candidata Dilma Rousseff, sobretudo por sua suposta atuação na primeira edição do 3.º Plano Nacional de Direitos Humanos (PNDH-3). Mas a honestidade intelectual e o dever de isenção, pré-requisitos de quem pretende fazer jornalismo ético, me obrigam a reconhecer o saldo francamente favorável do início do governo de Dilma Rousseff.

Sua posição em relação ao Irã e às ditaduras que pisoteiam os direitos humanos está bem distante da ambiguidade do governo anterior. Sua firmeza na questão do novo salário mínimo também foi emblemática. Dilma, não obstante as dificuldades de navegação nas águas da política fisiológica, demonstra autoridade e rapidez de decisão. Agora, a presidente da República manifesta clara percepção da importância do pluralismo informativo e da investigação jornalística como cimento da democracia. "A multiplicidade de pontos de vista, a abordagem investigativa e sem preconceitos dos grandes temas de interesse nacional constituem requisitos indispensáveis para o pleno usufruto da democracia, mesmo quando são irritantes, mesmo quando nos afetam, mesmo quando nos atingem. E o amadurecimento da consciência cívica da nossa sociedade faz com que nós tenhamos a obrigação de conviver de forma civilizada com as diferenças de opinião, de crença e de propostas." Há muitos anos não se ouviam do chefe da Nação declarações tão claras e diretas sobre os fundamentos da democracia e o papel da imprensa.

O governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), reconhecida liderança do Estado de São Paulo e figura de projeção nacional, foi na mesma toada. Ressaltou a importância de o País manter uma imprensa livre para que a democracia se aprofunde. "A expressão "imprensa livre" deveria ser um pleonasmo. A imprensa só é se for livre", sublinhou. A festa da Folha de S. Paulo foi a moldura de um quadro auspicioso: o reencontro do Brasil com suas raízes de liberdade, pluralismo e tolerância. Foi, também, o reconhecimento da importância do jornalismo.

Perguntam-me alguns, a propósito, se o jornalismo de denúncia não estaria extrapolando as suas funções e assumindo tarefas reservadas à polícia e ao Poder Judiciário. Outros, ao contrário, preocupados com reiterados precedentes de impunidade, gostariam de ver repórteres transformados em juízes ou travestidos de policiais.

Um exame sereno, no entanto, indica um saldo favorável ao esforço investigativo dos meios de comunicação. A exposição da chaga, embora desagradável, é sempre um dever ético. Não se constrói um país num pântano. Impõe-se o empenho de drenagem ética. E só um jornalismo de denúncia, comprometido com a verdade, é capaz de evitar a frustração da cidadania. Os meios de comunicação existem para incomodar. Um jornalismo cor-de-rosa é socialmente irrelevante. A imprensa, sem precipitação e injustos prejulgamentos, desempenha importante papel na recuperação da ética na vida pública.

Políticos, pródigos em soluções de palanque, não costumam perder o sono com rotineiro descumprimento da palavra empenhada. Afinal, para muitos deles, infelizmente, a política é a arte do engodo. Além disso, contam com a amnésia coletiva. Ao jornalismo cabe assumir o papel de memória da cidadania. Precisamos falar do futuro, dos projetos e dos planos de governo. Mas devemos também falar do passado, das coerências e das ambiguidades. Para certos políticos, imprensa boa é a que fala bem. Jornalismo que apura e opina com isenção incomoda e deve ser amordaçado.

Não é a visão da presidente da República. Felizmente. Dilma Rousseff demonstrou clara percepção da importância da imprensa ao reiterar seu "compromisso inabalável com a garantia plena das liberdades democráticas, entre elas a liberdade de imprensa e de opinião". E foi assertiva: "Um governo deve saber conviver com as críticas dos jornais para ter um compromisso real com a democracia. Porque a democracia exige, sobretudo, este contraditório, e repito mais uma vez: o convívio civilizado, com a multiplicidade de opiniões, crenças, aspirações".

A consciência da necessidade do contraditório, de pesos e contrapesos que garantam o equilíbrio da convivência democrática, ficou muito clara no discurso presidencial. Igualmente, a noção do papel insubstituível da imprensa livre e independente como garantia de transparência nos assuntos de interesse público.

O Brasil depende, e muito, da qualidade ética e técnica da sua imprensa. Os jornais, comprometidos com o interesse público, necessitam de ampla liberdade para investigar, apurar, informar e opinar. A liberdade é o oxigênio da democracia. O discurso de Dilma foi um bom começo.


* DOUTOR EM COMUNICAÇÃO, É PROFESSOR DE ÉTICA E DIRETOR DO MASTER EM JORNALISMO E-MAIL: FRANCO@IICS.ORG.BR





domingo, 6 de março de 2011

No palco, a "Maestrina Dilma"

Mais uma vez, neste curto período de governo, o vetusto e arquiconservador jornal O Estado de S. Paulo, órgão pertencente à tradicional família Mesquita, estampou em editorial, surpreendentemente, elogios à presidenta Dilma Rousseff.

Desta vez, o pomo da discórdia, o motivo da crise, foi o sociólogo Emir Sader, convidado para a direção da Casa de Rui Barbosa pela ministra da Cultura e irmã do Chico, Ana de Hollanda.

Antes de tomar posse, Sader concedeu entrevista ao jornal Folha de S. Paulo, falando de planos mirabolantes para a Casa, dando declarações polêmicas, fazendo críticas à ministra, a quem chamou até de "meio autista".

O governo Dilma funciona como uma orquestra. Uma orquestra sinfônica. Complexa, sofisticada, comandada por uma maestrina exigente, perfeccionista, de percepção apurada, conhecedora em profundidade de cada músico, cada instrumento, cada obra a ser executada, com domínio de partitura e harmonia, e sabedora de que ela e sua orquestra estão o tempo todo sob os holofotes mais potentes.

É óbvio que com tal regente não será permitida a mínima "desafinação" dos músicos e dos instrumentos. Levantada a batuta, iniciado o espetáculo, a orquestra tem que "arrasar", ser aplaudida de pé!...

Resumo da ópera: a dona e regente da orquestra mostrou quem está no comando. Sader nem começou a tocar as primeiras notas e "dançou"... Não teve tempo nem de afinar direito seu instrumento, nem de vestir sua roupa de gala para subir ao palco...

Nem assumiu e já foi descartado. Comportou-se como um "músico" insubordinado, insolente, vaidoso, metido a Mozart, ou melhor, a Salieri. Imaginava ser algum gênio ou algo assim, que pretendia "desafinar" na orquestra e ser estrondosamente ovacionado...

Não com esta regente, não com esta "chefe de orquestra"...

Foi pro "chuveiro". Ou melhor, pro camarim... E de lá, para casa.

Abaixo o editorial elogioso do Estadão sobre a "maestrina revelação do ano"...




A autoridade de Dilma


Ao enfrentar a crise deflagrada por uma sucessão de desastrosas declarações feitas pelo sociólogo Emir Sader às vésperas de sua nomeação como diretor da Fundação Casa de Rui Barbosa, a presidente Dilma Rousseff agiu com precisão cirúrgica. Ela avalizou a decisão da ministra da Cultura, Ana de Hollanda, que cancelou a indicação de Sader, depois que este a chamou de "meio autista", em entrevista à Folha de S. Paulo, para deixar claro que não admite quebra de hierarquia e que em seu governo não haverá espaço para que membros do segundo escalão critiquem ou desautorizem publicamente seus superiores.

A crise no Ministério da Cultura (MinC) começou há duas semanas, quando Sader - que pretendeu ser ministro da Cultura e, com a nomeação de Ana de Hollanda, recebeu a direção da Fundação Casa de Rui Barbosa como prêmio de consolação - anunciou seus planos. Por lei, a entidade, criada em 1928, é um misto de arquivo, museu e biblioteca, com a obrigação de preservar e difundir a obra de seu patrono. Entre outras iniciativas, Sader prometeu converter a instituição em centro de debates, anunciou a vinda de "intelectuais cuja voz não tem sido contemplada na esfera pública" - como Marilena Chauí, Leonardo Boff, Eduardo Galeano e Slavoj Zizek - e anunciou seminários para discutir "temas contemporâneos", com foco no "Brasil de Lula".

Esses planos foram vistos como uma agenda paralela à do Ministério da Cultura, à qual a Fundação Casa de Rui Barbosa está vinculada. Além de preservar arquivos e documentos históricos do final do Império e do início da República, nas últimas três décadas a entidade tornou-se referência em duas linhas de pesquisas - uma envolvendo temas de direito público e outra voltada à literatura. As pesquisas jurídicas da entidade, por exemplo, fundamentaram a Emenda Constitucional n.º 45, que introduziu a reforma do Judiciário. E grande parte das recentes biografias e edições críticas de autores como Clarice Lispector, Manuel Bandeira e Carlos Drummond de Andrade teve origem em estudos ali realizados.

Por isso, vários escritores e artistas acusaram Sader de pretender aparelhar ideologicamente a Fundação Casa de Rui Barbosa e de desvirtuar suas funções, substituindo as linhas de pesquisa por uma "cultura de eventos" e pelo proselitismo político-ideológico.

"Discutir assuntos de esquerda não tem nada a ver com a história da Casa. Quando qualquer instituição fica muito politizada, a pesquisa sai perdendo", disse o historiador Ronaldo Vainfas, que trabalhou na entidade nos anos 80. "Transformar uma casa que pertenceu a um ícone do liberalismo num espaço para seus inimigos ideológicos seria uma grande traição", afirmou José Murilo de Carvalho, da Academia Brasileira de Letras.

Acirrada a polêmica, intelectuais próximos a Sader passaram a criticar, pela imprensa e pela internet, o nome indicado por Ana de Hollanda para a Diretoria de Direitos Intelectuais do MinC e a proposta por ela apresentada de rever o projeto da nova Lei do Direito Autoral, herança do governo Lula. E, no último domingo, também pela imprensa, depois de chamar a ministra de "meio autista", Sader a acusou de não ter reagido aos cortes orçamentários.

Como era de esperar, Ana de Hollanda reagiu com irritação às críticas, cobrando explicações de Sader e exigindo retratação pública. O sociólogo ainda tentou "limpar a barra" afirmando que o repórter que o entrevistou colocou na sua boca palavras que não dissera, mas se desmoralizou quando a gravação da entrevista foi divulgada. Apesar de Sader ter fortes ligações políticas com o PT e de ter recebido apoio do coordenador da campanha de Dilma pela internet, Marcelo Branco, que chamou Ana de Hollanda de "ministra da Cultura do atraso", Dilma agiu de forma exemplar, consciente de que a confirmação de Sader à frente da Fundação Casa de Rui Barbosa abriria um perigoso precedente em seu governo.

Dilma mostrou capacidade de comando, preservando a autoridade de Ana de Hollanda, enquanto Emir Sader, revelando-se por inteiro, apresentava-se como "vítima privilegiada" da mídia conservadora e da "truculência da direita".



sábado, 5 de março de 2011

Folha persegue Dilma e "dá com os burros n´água"...

Nem no Carnaval a presidenta Dilma Rousseff consegue ficar livre do jornalixo tupiniquim.

A presidenta, depois de dois meses de muito trabalho, num governo iniciante mas já bem avaliado, merece, como todo brasileiro nesta época do ano, alguns dias de descanso, de paz e tranquilidade.

No entanto...

Depois da campanha eleitoral suja, com direito até a ficha falsa de Dilma estampada na capa do jornal... Depois do jornal requerer e obter acesso aos autos do processo da ditadura contra a "subversiva" Dilma, publicando partes do documento, no mínimo procurando criar instabilidade... a Folha de S. Paulo resolveu até no Carnaval perseguir a presidenta.

Parece obsessão. Lembra patologia. Será que Freud explica?!...

Os fatos: dois "enviados especiais" do tal jornal embarcaram para Natal, Rio Grande do Norte, no encalço da presidenta, para tentar cobrir seus dias de descanso junto da família. A presidenta se encontra em acomodações da FAB, no Centro de Lançamento de Foguetes da Barreira do Inferno, em Parnamirim, município vizinho de Natal, junto da filha, genro e do netinho Gabriel.


            
                                                  Barreira do Inferno. Parnamirim (RN). Foto: Ichiro Guerra/PR


Como era de se supor, os dois repórteres não tiveram acesso à presidenta, nem por via marítima. A embarcação que levava os "enviados especiais" foi interceptada pela Marinha, e os valorosos jornalistas não conseguiram sequer avistar a presidenta, muito menos fotografá-la de maiô ou obter alguma declaração bombástica dela sobre as próximas medidas na economia ou política...

Certamente nossos "herois" não descansarão e continuarão tentando uma aproximação e abordagem da presidenta nos próximos dias.

Como se sabe, o Brasil todo está com olhos e ouvidos voltados para a Barreira do Inferno, querendo saber o que tanto a presidenta Dilma e seus familiares fazem numa praia paradisíaca do Nordeste nestes dias de folia...

Abaixo, a notícia a respeito da perseguição, até o momento infrutífera. 


Dilma aproveita Carnaval para se isolar em praia do RN


BRENO COSTA
JORGE ARAÚJO
ENVIADOS ESPECIAIS A NATAL

 
Em seu primeiro Carnaval como presidente, Dilma Rousseff optou por passar o feriado em total isolamento com a família.

Ela está desde ontem à noite no Centro de Lançamento Barreira do Inferno, da FAB (Força Aérea Brasileira), em Parnamirim (RN).

No local há um hotel de trânsito para militares. A Marinha criou uma ampla zona de proteção ao redor da base em que a presidente está hospedada, para impedir que qualquer um se aproxime.

Por mar, a Folha tentou chegar ao local, mas um bote da Marinha com quatro militares interceptou a embarcação usada pela reportagem, por volta das 9h30.

A interceptação ocorreu em frente ao Morro do Careca, um dos principais cartões-postais de Natal, no limite com o município de Parnamirim.

A orientação dada à Folha foi de ficar a, no mínimo, três milhas náuticas (cerca de 5,5 quilômetros) de onde está a presidente. Uma corveta da Marinha vigia a linha imaginária.

A distância aproximada entre o ponto em que a reportagem foi impedida de continuar e o hotel de trânsito onde Dilma está é de dez quilômetros. Assim, não é possível ver se Dilma estava na praia da base, chamada Praia do Cotovelo.

Portal iG


São Paulo, Brasil


No Carnaval ou em qualquer época do ano.

São Paulo nordestina. São Paulo provinciana. São Paulo cosmopolita.

São Paulo paulistana.



       + DE 200 PROGRAMAS PRA FAZER EM SÃO PAULO



1. Provar o bolinho de bacalhau e o chope do Bar do Leo, que, desde 1940, sai religiosamente abaixo de zero grau e com colarinho, na rua Aurora, 100, em Santa Ifigênia.

2. Experimentar os docinhos de festa da doceira Di Cunto, na rua Borges de Figueiredo, 61, na Moóca http://www.dicunto.com.br/

3. Devorar uma pizza calabresa no Castelões, na rua Jairo Góes, 126, no Brás, com um bando de amigos.

4. Almoçar nas bancas de comidinhas das feiras de antiguidades das praças Benedito Calixto, em Pinheiros, e Dom Orione, no Bexiga, que acontecem no sábado e no domingo, respectivamente.


5. Circular pelas bancas do Mercado Municipal, na avenida do Estado, e consumir, sem medo de ser feliz, toda a sorte de guloseimas que encontrar pela frente. http://www.mercadomunicipal.com.br/

6. Comer uma das especialidades do Bar Sujinho, o frango caipira, a qualquer hora da madrugada. A salada de repolho já faz parte do couvert. Coma sem preconceitos, é divina. O Sujinho fica na rua da Consolação, 2063.

7. Aproveitar essas noites calientes de verão e tomar um sorvete italiano de frutas frescas (maravilhosas) na encantadora Sorveteria Stuppendo, situada à Rua Canário nº 1321 em Moema - São Paulo - Capital, do meu querido e charmoso Chef Edu Guedes. www.stuppendo.com

8. Tomar vários copos de mate com leite espumante no Rei do Mate da avenida São João, 530. http://www.reidomate.com.br/

9. Comer qualquer item do cardápio 100% árabe do Almanara da rua Basílio da Gama, 70, no Centro - só a decoração anos 50 já vale a empreitada. http://www.almanara.com.br

10. Ir ao brunch do Empório Santa Maria, na avenida Cidade Jardim, 790, aos sábados e domingos, e sentir-se no Dean&Deluca de Nova York.

11. Dar um pulinho no Rancho da Empada, na Rua Sena Madureira, 357, na Vila Mariana. As de camarão e palmito são incomparáveis.

12. Provar o penne com melão e presunto cru do Spot, na rua Ministro Rocha Azevedo, 72, em meio ao clima mais hollywoodiano de São Paulo e não dispensar as profiteroles.

13. Deleitar-se com os quindins, cocadas e beijinhos da Doceira Modelo, na rua Padre Raposo, 77, na Moóca.

14. Resistir, se puder, ao tradicional Bauru do Ponto Chic do Largo Paissandu. 

15. Deixar o regime de lado e atacar os generosos sundaes e bananas splits da Sorveteria Alaska, na rua Dr. Rafael de Barros, 70, no Paraíso. O chantilly é simplesmente divino.

16. Se abastecer de pães, frios e cia. na Padaria São Domingos, na Bela Vista, e sentir-se na Itália enquanto escolhe o que levar entre os comestíveis que "decoram" a casa. Fica na rua São Domingos, 330. http://www.bixiga.com.br/telas/padarias.htm

17. Tomar milk-shake com leite maltado no Rocket's, na alameda Lorena, 2090, enquanto ouve os hits dos anos 50 nas mini-jukebox dispostas sobre as mesas. http://www.rockets.com.br

18. Deliciar-se com os bolos e pães preparados pelos monges do Mosteiro de São Bento. O Bolo Santa Escolástica é a melhor pedida. 

19. Provar qualquer prato absurdamente generoso do Gigetto, na rua Avanhandava, 63, e correr o risco de cruzar com figurinhas carimbadas do circuito teatral da cidade. 

20. Comer muitas empanadas e curtir a muvuca organizada do Bar das Empanadas, na rua Wisard, 489, na Vila Madalena.

21. Provar o sensacional filé coberto com muito alho do Filé do Moraes da praça Júlio de Mesquita, no centro da cidade. http://www.filetdomoraes.com.br

22. Conferir toda a tradição do Capuano, restaurante italiano fundado em 1912. Fica na rua Conselheiro Carrão, 416, no Bexiga.

23. Degustar, sem peso na consciência, a dobradinha pastel de feira com caldo de cana em qualquer feira livre da cidade - de preferência na do Pacaembu, que acontece de segunda a sábado em frente ao estádio.

24. Comer um beirute no Joakin´s, que serve os melhores de São Paulo há 31 anos, na rua Joaquim Floriano, 163.

25. Passar pela Cidade Universitária só para saborear o cachorro quente do Super Hot Dog. Fica na Rua do Estádio, Travessa C, logo atrás do Crusp.

26. Tomar café expresso com pão de queijo no Café Girondino, nas imediações do Mosteiro de São Bento. Fica na Rua Boa Vista, 365.

27. Comer o quanto puder no rodízio da churrascaria Fogo de Chão, na avenida Moreira Guimarães, 964, em Moema. 

28. Tentar descobrir quem tem a melhor esfiha, o Jáber ou o Catedral. Os dois ficam quase lado a lado, na rua Domingos de Morais, no Paraíso - o Jáber no número 86 e o Catedral no 54.
29. Provar o polpettone do Jardim di Napoli, na Rua Dr. Martinico Prado, 463, em Higienópolis. 

30. Gastar todas as suas economias num jantar no Massimo. É caro, muito caro, mas vale a pena. O restaurante fica na Alameda Santos, 1826. 

31. Tomar um breakfast supernatureba no Parque da Água Branca aos sábados de manhã e aproveitar para visitar a feirinha de produtos orgânicos que rola no local.

32. Tentar resistir aos caprichados docinhos da Cristallo. Rua Oscar Freire, 914. 

33. Correr para a Vila Madalena num sabadão ensolarado para comer (quase ao ar livre) em algum dos pontos mais concorridos do bairro, como o Bar do Sacha ou o Jacaré !!!!

34. Nada mais paulistano que uma boa pizza, certo? O Pedaço da Pizza, como o próprio nome já indica, serve a iguaria em pedaços. O melhor: fica aberto até altas horas da madrugada. Fica na Rua Augusta, 2931. 

35. Surpreender-se com a mesa inacreditavelmente farta do As Mestiças. Nessa casa de chá em Moema, o cliente paga um preço fixo e tem direito a pães, bolos, salgadinhos, doces, chás, sucos... Alameda dos Aicás, 50. 

36. Assistir a um concerto na Sala São Paulo, na antiga estação Júlio Prestes, que tem uma das melhores acústicas da América Latina.

37. Assistir a uma peça, um balé ou um concerto no Teatro Municipal e sentir-se no Ópera de Paris. http://www.prodam.sp.gov.br/theatro/index.html

38. Assistir a qualquer filme na Sala Cinemateca, que fica no antigo matadouro da Vila Mariana, na rua Senador Raul Cardoso, 207.  http://www.cinemateca.com.br

39. Peregrinar até o Teatro Alfa, ao lado da Ponte Transamérica da marginal Pinheiros, para curtir qualquer um dos espetáculos sensacionais que acontecem no local. http://www.teatroalfa.com.br

40. Pode até parecer um programa batido, mas uma visita ao Masp é realmente um programa obrigatório. Avenida Paulista, 1578. 

41. Ir a um ensaio da escola de samba Vai Vai. A quadra fica na Praça 14 Bis, no Bexiga. http://www.vaivai.com.br/

42. Conferir a programação do Centro Cultural Banco do Brasil, na rua Álvares Penteado, 112, centro da cidade. 

43. Pegar um cineminha no Espaço Unibanco, reduto dos cinéfilos paulistanos. Fica na Rua Augusta, 1475, Consolação. 

44. Conferir as obras de arte do MAM (Museu de Arte Moderna), que fica dentro do parque do Ibirapuera (http://mam.terra.com.br/), e do MAC (Museu de Arte Contemporânea), que fica dentro da USP.  http://www.mac.usp.br/

45. Dar uma passadinha no Museu Lasar Segall, que funciona no imóvel que serviu de residência ao artista até sua morte, em 1932, fincado na Rua Berta - que abriga as primeiras construções modernistas do Brasil. http://www.spguia.com.br/museus/lasarsegall/lasarsegall.html

46. Visitar o Museu de Arte Sacra, na avenida Tiradentes, 676. http://www.saopaulo.sp.gov.br/saopaulo/cultura/museus_sacra.htm

47. Aproveitar o passeio para conhecer a Pinacoteca, também na avenida Tiradentes. http://www.uol.com.br/pinasp

48. Conhecer o Centro Cultural do Liceu de Artes e Ofícios, na Rua da Cantareira, 1351, fundado em 1873.

49. Manter-se antenado na programação eclética do Sesc Pompéia, na rua Clélia, 93.  http://www.sescsp.com.br/sesc

50. Procurar preciosidades na biblioteca Mário de Andrade, na Praça Dom José Gaspar. http://www.prodam.sp.gov.br/bib/mario

51. Visitar o belo (e pouco conhecido) Teatro São Pedro, construído em 1917. Fica na Rua Barra Funda, 171. 

52. Levar as crianças na Sala Disney do Cinemark do Shopping Santa Cruz. Lá são exibidos somente filmes infantis, e a decoração vai fazer a alegria dos pequenos. Rua Domingos de Morais, 2564, na Vila Mariana.

53. Conhecer o Teatro Oficina, na rua Jaceguai, 520, epicentro de manifestos vários nos anos 60. http://www.dialdata.com.br/oficina

54. Conferir a biblioteca do Centro Cultural São Paulo, na rua Vergueiro, 1000. http://sampa3.prodam.sp.gov.br/ccsp/ccsp/index0.htm

55. Sentir-se num pedacinho do Japão no bairro da Liberdade. O ideal é fazer a visita aos domingos, quando acontece uma animada feirinha ao lado do Metrô Liberdade.

56. Dar uma volta na linha de ônibus Machado de Assis - Cardoso de Almeida (408P), que passa por alguns dos pontos mais interessantes da capital. O ponto de partida é na praça da rua Machado de Assis, no bairro da Aclimação.

57. Passear pela Praça Vilaboim, em Higienópolis, no sábado à tarde, com direito a uma parada estratégica na banca de jornal.

58. Conferir a vista privilegiada do Bar do Jockey, na av. Linneu de Paula Machado, 1263, cercado de figurinhas da high society paulistana. http://www.hcj.com.br

59. Visitar o Parque da Luz, na av. Tiradentes, que passou recentemente por uma recuperação como poucas realizadas na cidade. http://www.prodam.sp.gov.br/dph/servicos/rotjdluz.htm

60. Ir a uma festa de arromba no Bar do Hotel Cambridge, que fica na Av. Nove de Julho, 216. http://www.cambridgehotel.com.br

61. Ver o show dos padres do canto gregoriano no Mosteiro de São Bento, no Largo de São Bento, que acontece aos domingos, às 11h da manhã. http://www.mosteiro.org.br

62. Ir ao Parque do Ibirapuera, na av. República do Líbano, durante a semana num dia de sol. http://www.prodam.sp.gov.br/ibira/historico.htm

63. Tomar chá da tarde na Fundação Maria Luiza e Oscar Americano, na av. Morumbi, 4077, uma das boas coisas do Morumbi. http://www.fundacaooscaramericano.org.br

64. Suar na matinê de domingo da boate A Lôca, na rua Frei Caneca, 916. http://www.aloca.com.br/

65. Conferir como ficou bonita a Catedral da Sé depois da reforma.

66. Matar o tempo no bar do Cinesesc, na rua Augusta, 2075, antes do filme começar. 

67. Abastecer-se de produtos naturais e integrais em geral e levar uma vida muito mais saudável visitando o Charmoso Empório Natural Laporta, situado no encantador e tradicional Bairro da Moóca, na Rua Dias Leme, 323 emporionaturallaporta@yahoo.com.br

68. Ir às festas gênero "mamma mia" das igrejas Achiropita, na rua 13 de Maio, 478, na Bela Vista (realizada aos finais de semana do mês de agosto), São Vito, na rua Poliano Amare, 51, no Brás (no dia 15 de junho), e São Genaro (no dia 19 de setembro), na Moóca.

69. Encostar o carro na Praça do Pôr do Sol, no Alto de Pinheiros, no finalzinho de uma tarde de verão. A vista é fantástica...

70. Checar os últimos lançamentos e tomar um cafezinho na Livraria da Vila, na rua Fradique Coutinho, 915, na Vila Madalena. 

71. Testemunhar um casamento nas charmosas capelas São José, na rua Dinamarca, no Jardim Europa, e São Pedro e São Paulo, na rua Pe. José Glieco, 111, no Morumbi.

72. Mergulhar no universo paralelo criado pelas habitués da Daslu, a butique mais exclusiva da cidade, fincada na rua Júlio Diniz, 56, na Vila Nova Conceição.

73. Visitar o Museu da Imigração e tentar descobrir as suas origens. Fica na rua Visconde de Parnaíba, 1316, na Moóca. http://www.memorialdoimigrante.sp.gov.br/Inicial.html

74. Meditar no templo zen da rua São Joaquim, 273, na Liberdade.

75. Visitar as lojas da livraria Cultura e os cinemas em meio ao clima cinquentinha do Conjunto Nacional http://www.livcultura.com.br, na av.Paulista, 2073,   e não deixar de dar uma espiada no romance CROCODILO SONHADOR da Ed. Globo.

76. Embarcar num programa em família no Simba Safári, que agora está menos emocionante, com os animais presos, mas ainda vale uma visita. Av. do Cursino, 6338.

77. Dar um pulinho até a Zona Sul para conhecer o Autódromo de Interlagos e suas corridas. Fica na Avenida Senador Teotônio Vilela, 167. http://www.ainterlagos.com/

78. Subir até o alto da Serra da Cantareira para conhecer as trilhas do Horto Florestal. Rua do Horto, 931. 

79. Participar do terror instrutivo do Instituto Butantã, na av. Vital Brasil, 1500. http://www.butantan.gov.br

80. Assistir a um clássico no Estádio do Pacaembu, na Praça Charles Müller, sem número.

81. Fazer um pit-stop na boate Nostro Mundo, na Rua da Consolação, 2554 - ponto de partida da São Silvestre Gay. 

82. Caminhar pela Avenida Odila, no Planalto Paulista, famosa por suas árvores frutíferas como jabuticabeiras e cerejeiras.

83. Ver "relíquias", como a mala do Crime da Mala, encontradas no Museu do Crime, na Praça Reinaldo Porchat, 219, Cidade Universitária.

84. Encarar o clássico da malhação sem frescura: a ACM Norte http://www.acmsp.com.br, na rua José Amato, 39, Limão. 

85. Passear de carro pelos armazéns antigos da Avenida Presidente Wilson, entre os bairros do Ipiranga e da Moóca.

86. Fugir para algum motel da Marginal Tietê quando a chuva começa a apertar e o trânsito a ficar complicado.

87. Encarar uma noitada nostálgica no legendário Madame Satã. http://www.madamesata.com.br

88. Passar o sábado na feirinha da Praça Benedito Calixto, em Pinheiros, e depois tomar um drink em um dos bares que ficam nas proximidades.

89. Observar a fúria consumista chic do Shopping Iguatemi, na Av. Brigadeiro Faria Lima, 2232 e, no final, investir num coffee break estilo primeiro mundo no Gero Café.

90. Marcar um programinha entre amigos na tradicional Pizzaria São Pedro, na rua Javari, 333, na Moóca.

91. Entrar no embalo das noites regadas a litros de chopp no Bar Pirajá, na rua Nova Faria Lima, 64, em Pinheiros. 

92. Passear de bicicleta em pleno Minhocão. Nos finais de semana, o trânsito de veículos é proibido no local. Se você não tem bicicleta, é possível alugar uma por lá.

93. Enfrentar filas homéricas para brincar nas atrações do Playcenter, na rua Dr. Rubens Meirelles, 380. http://www.playcenter.com.br

94. Curtir o verde do pequeno mas simpático Parque da Aclimação, na rua Muniz de Souza, 1119, na Aclimação.

95. Passar a noite de sábado na Vila Olímpia, cujos bares e boates reúnem a maior concentração de mauricinhos e patricinhas da capital paulista.

96. Presenciar um jogo do Juventus no estádio da rua Javari, na Moóca.

97. Visitar o Hotel Normandie, na av. Ipiranga, 1187, no Centro, e aproveitar para bebericar alguma coisa no bar. http://www.bdh.com.br/hoteis/normandie/indexp.htm

98. Aproveitar a tranqüilidade do Parque Siqueira Campos, mais conhecido como Trianon, um pedacinho de Mata Atlântica em plena Avenida Paulista.

99. Pegar o trenzinho histórico que parte da estação da Luz, na Pça. da Luz, rumo a Paranapiacaba.

100. Dançar bastante no after hours do Susi in Transe, que começa às 8h da manhã. Fica na rua Vitória, 810, centro.

101. Se acabar com o samba rock do Green Express, na Avenida Rio Branco, 90, centro. Ainda dá para comprar ótimos vinis no local.

102. Percorrer a via-sacra paulistana, na avenida Nazareth, Ipiranga, abarrotada de igrejas e colégios católicos.

103. Observar o pessoal que faz bungee jump/rapel no viaduto da Avenida Doutor Arnaldo sobre a Avenida Sumaré.
104. Ir aos jardins do Museu do Ipiranga, na av. Nazaré, s/n, e fazer de conta que está no Jardim de Luxemburgo, em Paris.

105. Conhecer a trilha das boates baixo nível e o caos arquitetônico da Amaral Gurgel, bem embaixo do Minhocão.

106. Conhecer o prédio do iG, na rua Amauri, 299, no Itaim.

107. Andar de bicicleta por bairros mais tranquilos e arborizados, como o Alto da Lapa ou o Jardim Europa.

108. Mergulhar no mar de flores do Ceagesp, na rua Gastão Vidigal, 1946, de preferência na sexta-feira de manhã, quando os preços são bem mais em conta do que no sábado, e o movimento, um pouco menor. http://www.ceagesp.com.br

109. Dar uma voltinha pelo Parque Burle Marx, na av. Dona Helena Pereira de Morais, 200, no Morumbi.

110. Em qualquer passeio de metrô, fazer uma parada estratégica na estação República para observar os painéis de Antônio Peticov.

111. E já que o assunto é metrô, a estação Sumaré também vale uma visita, pela vista e também pelos painéis de Alex Fleming.

112. Fazer um tour histórico pela Ladeira da Memória, que fica na saída da rua Xavier de Toledo da estação Anhangabaú do metrô, e que abriga o primeiro monumento público de São Paulo: um obelisco em forma de pirâmide erguido em 1814.

113. Conhecer os casarões de Campos Elíseos, na região central - e perceber que, mesmo abandonados e transformados em cortiços, ainda conseguem conservar parte de sua beleza.

114. Ficar boquiaberto com os contrastes do Jardim Ângela - que concentra, de um lado, mansões que abrigam parte da nata da sociedade da Zona Sul e, do outro, a área considerada a mais violenta da capital paulista.

115. Curtir o visual do alto do Terraço Itália (av. Ipiranga, 344, 41º e 42º andar) durante um jantar incrementado com baixelas de prata.

116. Aproveitar o clima de praia da represa de Guarapiranga, na zona Sul.

117. Encontrar toda a sorte de folhas milagrosas, utilizadas nos mais variados tipos de chás medicinais, no Largo da Batata, em Pinheiros.

118. Ir até o Mirante da Lapa e conferir um visual cinematográfico deitado no gramado.

119. Visitar o jardim que fica no alto do prédio do Banespa da Praça do Patriarca, no centro da cidade. A entrada é gratuita, e o local está aberto para visitação de segunda à sexta, das 10h às 17h.

120. Visitar todas as lojas da Galeria do Rock, na rua 24 de Maio, 62, e aproveitar a viagem para conhecer a galeria vizinha e comprar todos os CDs importados que o seu bolso deixar.

121. Comprar coisas absurdas na Galeria Ouro Fino, na rua Augusta, 2690 e, se for o caso, aproveitar para investir em uma tatuagem ou em um piercing.

122. Garimpar úteis-fúteis no Promocenter da rua Augusta com a Luís Coelho. http://www.promocenter.com.br

123. Comprar flores no Largo do Arouche.

124. Se entregar a um dia de consumo selvagem no circuito José Paulino, 25 de Março e ladeira Porto Geral.

125. Conferir o sortimento high-tech e as baciadas da Galeria Pajé, na rua 25 de Março.

126. Comprar revistas na banca da avenida São Luiz com a Ipiranga.

127. Vasculhar o acervo de CDs da Pop´s Music, na rua Teodoro Sampaio, 763, loja 4.

128. Conferir o acervo do Sebo Messias, o mais tradicional da cidade, com seus corredores estreitos e toda a sorte de relíquias. Fica no centro da cidade, na praça João Mendes, 166. http://www.terravista.pt/enseada/4538

129. Divertir-se com os contrastes da Loja de Velas Santa Rita, na Praça da Liberdade, 248, que, de um lado, oferece santinhos católicos e, do outro, os ícones máximos do candomblé. http://www.srita.com.br

130. Conferir as novidades do Sex Shop Ponto G, na rua Amaral Gurgel, 206. 

131. Conferir o universo eletrônico da rua Santa Ifigênia e aproveitar o passeio para encontrar tudo, tudo mesmo, no quesito eletrônicos.

132. Encarar, com um sorriso nos lábios, as promoções imperdíveis do Shopping D, na av. Cruzeiro do Sul, 1100.

133. Pechinchar correntinhas, anéis e pulseiras na rua do Ouro, também conhecida como rua Barão de Paranapiacaba, no centro da cidade.

134. Fazer o circuito das lojas de decoração da al. Gabriel Monteiro da Silva.

135. Ir até a rua das Noivas, ou rua São Caetano, e encontrar tudo sobre o tema.

136. Passar a tarde ouvindo CDs e folheando livros na gigantesca Fnac de Pinheiros. Fica na Avenida Pedroso de Moraes, 858. 

137. Garimpar roupas das melhores grifes do brechó Trash Chic. Fica na Rua Carlos de Carvalho, 95, Itaim. 

138. Comprar bijuterias e objetos de decoração na feira hippie da Praça da República, que acontece todos os domingos.

139. Abastecer-se de produtos importados na Casa Santa Luzia, o supermercado mais chique da cidade. Fica na Alameda Lorena, 14,Jardins. http://www.santaluzia.com.br/

140. Subir até a sobreloja do número 176 da Rua Sete de Abril, no centro. Lá estão diversas lojas especializadas em vinis. Ótima pedida para encontrar aquela raridade.

141. Fazer o circuito das lojas de decoração da Alameda Gabriel Monteiro da Silva, no Jardim Europa.

142. Passear pelas três unidades da Livraria Cultura no Conjunto Nacional. Fica na Avenida Paulista, 2073.

143. Conferir o estilo art nouveau do Teatro São Pedro, na rua Barra Funda, 171.
144. Deslumbrar-se com a arquitetura gótica do prédio que abriga a Santa Casa desde 1886. Fica na rua Cesário Motta Júnior, 112, na Vila Buarque.

145. Se arrepiar ao avistar o prédio art deco da Secretaria de Esportes e Turismo, na Praça Antônio Prado, nº 9, próximo à rua São Bento, no centro.

146. Analisar a arquitetura kitsch do Motel Faraós, na entrada da Via Anchieta, enquanto curte uma noite, no mínimo, bizarra.

147. Incorporar um caça-vampiros antes de visitar os túmulos grã-finos do Cemitério da Consolação.
148. Percorrer a av. Ipiranga para ter a vista mais incrível do histórico Edifício Copan, assinado por Oscar Niemeyer.

149. Conhecer um dos mais famosos verticais da cidade, o edifício Treme-Treme, na Rua Paim, Bela Vista.

150. Conferir a arquitetura art noveau do Colégio Santa Inês, na Rua Três Rios, 362, no Bom Retiro.

151. Visitar o mirante do prédio do Banespa, um dos cartões postais mais populares de São Paulo, na rua João Brícola, 24.

152. Surpreender-se com o vão livre do MASP (Museu de Arte de São Paulo - Assis Chateaubriand), na avenida Paulista, 1578. http://www.masp.art.br

153. Conhecer o mórbido prédio do Dops, vizinho à Estação Julio Prestes, agora transformado em Centro Cultural. Fica no Largo General Osório, 66.

154. Percorrer, a pé, a trilha das mansões das arborizadas ruas do Jardim América, um dos bairros residenciais mais charmosos da zona Sul de São Paulo.

155. Dar uma espiada na casa de Armando Álvares Penteado, na rua Maranhão, 86, uma das construções mais refinadas da cidade a seguir o estilo art noveau. Atualmente a casa abriga as turmas de pós-graduação da FAU (Faculdade de Arquitetura e Urbanismo)

156. Visitar o magnífico palacete da Vila Itororó, hoje transformado em cortiço. O acesso é feito pela rua Martiniano de Carvalho, na Bela Vista.

157. Conhecer o Pátio do Colégio, no centro da cidade, onde tudo começou.

158. Fazer o circuito dos prédios estilosos do bairro de Higienópolis, entre as ruas Piauí e Aracaju - os Edifícios Piauí, Bretagne e Cinderela.

159. Não perder de vista o Edifício Santa Elisa em um passeio pelo Largo do Arouche.

160. Ter o prazer de conhecer uma autêntica vila napolitana na rua Vitorino Camilo, no coração da Barra Funda.

161. Conferir a exuberância da cúpula da Igreja Ortodoxa, ao lado do Metrô Paraíso.

162. Tentar descobrir, em um passeio a pé, se os arranha-céus da Avenida Paulista são bonitos ou horrorosos.

163. Conferir o chic da Igreja Nossa Senhora do Brasil, na esquina da rua Colômbia com a avenida Brasil.

164. Escalar o Pico do Jaraguá para espiar o visual lá de cima.

165. "Babar" com a arquitetura anos 50 da casa que, dizem, já pertenceu a Sílvio Santos, na rua Professor Fonseca Rodrigues, no Alto de Pinheiros, dona de um dos layouts mais atraentes da área.

166. Observar o projeto bizarro da Casa Bola, na rua Amauri.

167. Conhecer a faculdade de Direito do Largo São Francisco.

168. Tomar um café no saguão do Aeroporto de Congonhas e, enquanto espera o seu vôo, apreciar os detalhes da arquitetura dos anos 50 da construção.

169. Tirar uma foto do Edifício Esther, na Praça da República (tombado pelo Condephaat) e do Edifício Viadutos (com arquitetura típica dos anos 50), no final da av. São Luís.

170. Visitar o Palácio das Indústrias, sede da Prefeitura, logo ao lado do Parque Dom Pedro II.

171. Conhecer o Palácio dos Campos Elísios, que foi sede do governo do Estado. Fica na avenida Rio Branco, 1269.

172. Visitar o Edifício Parque das Hortênsias, na av. Angélica, ícone dos anos 50!

173. Visitar o Prédio da Bienal, no Ibirapuera, de preferência em um dia de evento. http://www.uol.com.br/bienal/24bienal/fundacao.htm

174. Ir até a sinagoga Beth-el, na rua Martinho Prado, 175.

175. Surpreender-se com o tamanho e a arquitetura impressionante do Tribunal de Justiça, ao lado da Catedral da Sé.

176. Descer a famosa escadaria da rua Cristiano Vianna, no bairro de Pinheiros, que desemboca na rua Cardeal Arcoverde.

177. Entrar no pátio entre os prédios antigos da PUC (Pontifícia Universidade Católica), na rua Monte Alegre, em Perdizes, para se entregar ao ócio enquanto observa cada um dos detalhes de sua arquitetura.

178. Percorrer as lojas do Shopping Light, no Viaduto do Chá.

179. Visitar o Solar da Marquesa, ao lado do Pátio do Colégio, para ver um pouco da arquitetura colonial, típica de cidades históricas como Parati.

180. Circular pelo jardim interno da Universidade São Marcos, que lembra um claustro, na avenida Nazareth, Ipiranga.

181. Atravessar o viaduto Santa Ifigênia, agora livre dos camelôs.

182. Descer na estação Santa Cruz do metrô só para observar os traços de dois dos colégios que fizeram sucesso nos anos dourados: o Arquidiocesano e o Madre Cabrini.

183. Em um passeio pelo bairro de Perdizes, fazer paradas estratégicas no portão do Colégio Batista, na rua Dr. Homem de Mello, em Perdizes, um dos mais tradicionais da cidade, e na capela do colégio São Domingos.

184. Se estiver passando pela rua General Olímpio da Silveira, nas imediações do Minhocão, dar um pulo no Castelinho, uma das "pérolas" arquitetônicas da cidade que, vira-e-mexe, é invadida pelos sem-teto.

185. Visitar o tradicional Colégio Sion, na avenida Higienópolis, 983.

186. Conhecer o Memorial da América Latina, projetado por Oscar Niemeyer. A construção foi erguida em 1989 e não caiu até hoje nas graças dos paulistanos - que a consideram pouco convidativa.  Fica em frente à estação Barra Funda do metrô. http://www.memorial.org.br

187. Observar a trilha de palacetes da década de 30 no bairro do Ipiranga, na rua Bom Pastor.

188. Ir até a Vila Economisadora (com "s" mesmo), na rua São Caetano, para conferir como viviam os operários no início do século XX.

189. Ir até o prédio do TRT, na Barra Funda, e verificar até onde a corrupção tem relação direta com a arquitetura.

190. Surpreender-se com a atmosfera pós-moderna dos edifícios da Avenida Luís Carlos Berrini, no Brooklin.

191. Fazer seus pedidos ao santo das soluções imediatas na Igreja de Santo Expedito, na rua Jorge Miranda, 264, perto da estação Tiradentes do metrô.

192. Admirar a extravagância do Instituto Tomie Ohtake, na Avenida Faria Lima, 201, em Pinheiros.

193. Rir um pouco com a estátua totalmente desproporcional de Duque de Caxias (incrivelmente assinada por Victor Brecheret) plantada na avenida Rio Branco.

194. Encantar-se com a fachada do Teatro Cultura Artística , que ostenta um imenso painel de Cândido Portinari. Fica na rua Nestor Pestana, 196, centro. Depois do incêndio e da restauração que está sendo feita, continua sendo um lugar que vale a pena. http://www.culturaartistica.com.br

195. Tirar muitas fotos da Catedral da Sé, que recentemente foi restaurada.

196. Conferir a imensidão do Vale do Anhangabaú de cima do Viaduto do Chá.

197. Visitar o prédio histórico dos Correios, no vale do Anhangabaú (hoje é um Centro Cultural).

198. Posar para uma foto em frente ao Monumento às Bandeiras - também conhecido como "Deixa que eu empurro" - de Victor Brecheret, em frente ao parque do Ibirapuera.

199. Curtir um dos cenários mais realistas da vida em São Paulo: o emaranhado de prédios que se vê a partir do bairro da Bela Vista.

200. Visitar a Casa das Retortas. No passado, o local foi um importante centro cultural. Fica na Rua das Figueiras, 77.

201. Visitar a residência modernista do arquiteto Jayme Fonseca Rodrigues na Rua Ceará. A casa foi restaurada no final dos anos 90.

202. Ir visitar o parque São Jorge, e conferir a exuberância do grande Timão na rua São Jorge nº 77, Tatuapé. 
203. Deliciar-se com os irresistíveis sorvetes da Häagen Dasz. A loja mais charmosa da rede fica na rua Oscar Freire, 900, Jardins.