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sábado, 12 de fevereiro de 2011

Dorothy Vive!


Seis anos sem Irmã Dorothy




Na semana em que se completam seis anos do assassinato de Dorothy Stang (a missionária foi assassinada dia 12 de fevereiro de 2005), o comitê batizado com o nome da norte-americana realiza uma programação em Belém e em Anapu, município da região do Xingu onde ela militava na defesa dos direitos humanos e do meio ambiente.

Em 12 de fevereiro de 2005, Dorothy foi abatida a tiros por pistoleiros, dentro do Projeto de Desenvolvimento Sustentável Esperança. Cinco dos quatro cumprem pena de prisão, enquanto Regivaldo Pereira Galvão, o "Taradão", recorre da condenação em liberdade.

O lançamento da "Semana Irmã Dorothy! Uma Sagrada Herança a ser Defendida" aconteceu, na praça da República, no centro da capital paraense. Os militantes do Comitê Dorothy fizeram um manifesto silencioso, com o rosto da missionária estampado em cartazes que foram fincados na grama.

O ato aconteceu ao lado do Movimento pela Vida (Movida), ONG que reivindica justiça na solução de crimes de assassinatos ocorridos em Belém. "A herança da Irmã Dorothy é vasta. Ela defendia a floresta, os PDS Esperança e Virola Jatobá, foi uma educadora e defensora dos direitos humanos", lembra um dos coordenadores do comitê, Dinailson Benassuly. "Ela é a nossa mártir", ressalta.

O comitê foi criado para pressionar as autoridades para que os acusados do crime fossem levados a júri popular. Benassuly observa que a entidade já cumpriu o seu papel no Pará. "Estamos esperando este ano como é que vai ser em Brasília. O Ministério Público e os advogados da Comissão Pastoral da Terra (CPT) estão vigilantes no Supremo Tribunal Federal (STF)", destaca Benassuly. Hoje, o comitê começa a investir no combate ao tráfico de pessoas e do trabalho escravo.


Ir. Dorothy! Uma sagrada herança a ser defendida!

Era dia 12 de fevereiro de 2005, no meio da floresta Amazônica, no município de Anapu – PA, no lote 55 do PDS chamado “Esperança”. Eis a cena: Um corpo estendido no chão, uma senhora, alvejada com seis tiros, imersa numa poça de sangue e com o corpo molhado pela chuva, típica dessa época do ano.

Essa mulher tinha um nome Dorothy Stang. Era Ir. Dorothy, missionária norte-americana, naturalizada brasileira, que doou a maior parte de sua vida no auxílio aos que mais precisavam, fazendo-se pobre entre os pobres, sendo sua voz, sendo sua força, sendo sua esperança. Quando mataram Ir. Dorothy, eles tentaram matar a esperança de todo um povo. Um povo sofrido pelo avanço das fronteiras agrícolas, que por causa do Agronegócio, que enriquece a uns poucos mega fazendeiros, destrói a vida de milhares de inocentes.

Esse povo é o povo simples da floresta, que consegue conviver com ela sem derrubá-la, que preserva a natureza e conhece a terra como ninguém. Esse povo é o povo que sofre vendo a madeira sendo roubada. Esse povo é o povo que sofre vendo a terra sendo-lhes tirada. Esse povo é o povo que sofre vendo e sentindo a força da pólvora e do chumbo que ceifa a vida de famílias inteiras, através da violência dos pistoleiros e do dinheiro dos grileiros. Esse povo é o povo que não tinha voz, que não tinha esperança, que não tinha força, mas encontrou naquela senhora o alívio de suas dores.

Ela lhes deu voz junto às autoridades, ela lhes deu visibilidade em meio ao mundo globalizado, ela assumiu para si uma luta que não era sua, mas passou a ser quando no ímpeto de fazer Jesus conhecido e amado, conheceu o sofrimento desse povo e passou a sofrer com ele suas dores.

Ir. Dorothy era muito mais que uma simples religiosa que anunciava o Evangelho, era uma mulher de fibra que vivia o Evangelho, que encarnava o Evangelho em sua vida. Muito mais que pregadora da Palavra de Deus ela era Testemunha e semeadora do Reino de Deus. Era muito mais que líder, era liderança! Era muito mais que amiga, era amor! Era muito mais que conselheira, era exemplo!

Qual o seu legado, qual a sua herança? A herança de Ir. Dorothy é a certeza de que não estamos sós, de que juntos podemos muito mais do que sozinhos, é a certeza de que quando acreditamos no Estado de Direito e procuramos as pessoas certas, fazendo as pressões certas, buscando o caminho certo, nada pode dar errado. Que a força do povo organizado, que busca garantir a manutenção de seus direitos e exercer os seus deveres é imensurável. A certeza de que diante do gigante Golias que é o Agronegócio, a grilagem de terras, nós somos o pequeno, porém corajoso, Davi, que com cinco pedrinhas derruba o gigante.

Seis anos após seu martírio, somos levados a olhar o que essa mulher nos deixou. Ir. Dorothy nos deixa como legado a responsabilidade de preservar a floresta de pé. A responsabilidade de denunciar todo e qualquer tipo de ameaça à integridade da floresta e de seu povo. Ela nos deixa como legado um povo que soube se organizar e hoje já começa a produzir. Onde há seis anos existia uma esperança, hoje existe uma realidade.

No entanto, ainda paira o medo no ar. Os pistoleiros ainda tiram a vida de trabalhadores indefesos, a madeira ainda é retirada, terras continuam a ser roubadas, assassinos ainda andam à solta pelas ruas. Tudo pelo que Ir. Dorothy lutou ainda não foi conquistado plenamente. Por isso essa herança não é só para ser relembrada, mas para ser defendida.

Tentaram calar Ir. Dorothy, mas hoje nós somos sua voz, quiseram pela força das balas acabar com um sonho, mas hoje nós somos os grandes responsáveis de fazer o sonho se tornar realidade. Ir. Dorothy, não foi enterrada, ela foi semeada! E nós somos os frutos dessa semeadura, nós temos a imensa responsabilidade de fazer com que a voz que vem da floresta ressoe cada vez mais alto, pelo mundo todo.

“A morte da Floresta é a nossa morte”. Temos que conscientizar o mundo do que acontece no nosso Pará, temos que mostrar ao mundo as atrocidades que ainda são cometidas. Ir. Dorothy foi assassinada, mas continuará viva enquanto houver um coração que ame a floresta e lute por ela.

Celebramos seis anos de sua morte, não com tristeza, nem ódio, mas com uma esperança renovada, porque a cada dia mais pessoas se unem ao nosso coro, a cada dia mais pessoas assumem para si essa luta que não era apenas a luta de Ir. Dorothy, nem mesmo a luta de um povo. Mas essa luta, que hoje assumimos também para nós, é a luta por uma Amazônia Livre!

A esperança não foi vencida, a luta não terminou, a morte não teve a última palavra. A dor deu lugar à garra, o medo deu lugar à coragem, a incerteza deu lugar à confiança. O sonho não acabou, a batalha ainda não chegou ao fim, mas cantamos com esperança renovada: “Vai ser tão bonito se ouvir a canção, cantada de novo. No olhar da gente a certeza de irmãos, reinado do povo!”

Dorothy vive!



Pe. Carlos Augusto Azevedo da Silva, presbítero, incardinado na Arquidiocese  de Belém, Pároco de Sta. Maria Goretti, no bairro do Guamá, Belém-PA, publicado no blog Dorothy Vive Sempre!





Dilma e a bandidagem engravatada



Serei rígida na defesa do interesse público. Não haverá compromisso com o desvio e o malfeito. A corrupção será combatida permanentemente, e os órgãos de controle e investigação terão todo o meu respaldo para atuarem com firmeza e autonomia.

   (Presidenta Dilma Rousseff, discurso de posse no Congresso)



A corrupção no setor público, graças à cultura da impunidade, corre solta em todos os níveis. Como uma praga, se alastra em todas as direções.  Por todas as esferas. Das grandes capitais às cidadezinhas mais longínquas. A bandidagem engravatada há séculos atua sem pudor, sem medo, descaradamente.

O cidadão silencia geralmente por medo. Ou por desconhecimento sobre como exigir reparação a seus direitos. A mídia silencia muitas vezes por cumplicidade. Ou irresponsabilidade.

Mas há os que se levantam, se alteiam, se dispõem a combater o bom combate. A presidenta já mostrou que é mulher de luta, corajosa, ex-guerrilheira, guerreira. No Legislativo também há vozes que entoam o coro do combate a esta chaga. Como a do ex-delegado e deputado Protógenes Queiroz (PCdoB), que já no início do seu primeiro mandato apresentou projeto de lei visando enfrentamento mais eficaz dos crimes de peculato e corrupção ativa e passiva.

Como delegado da Polícia Federal, o doutor Protógenes ficou muito conhecido pelo comando da Operação Satiagraha contra o banqueiro Daniel Dantas e outros infratores de colarinho branco.

A República, como até as pedras da rua sabem, sustenta-se em três poderes: Executivo, Legislativo e Judiciário. Não basta ter uma presidenta que coloca o País e o interesse público acima de tudo. Não é suficiente parlamentares "tolerância zero" com criminosos de terno e gravata e criminosas de sapato de bico fino... O Judiciário, que tem deixado muito a desejar à sociedade brasileira, precisa começar a fazer urgentemente sua parte: cumprir a Constituição Federal, aplicar com rigor o ordenamento jurídico.

Abaixo mais informações sobre o projeto apresentado pelo delegado-deputado.



Protógenes quer igualar penas de corrupção e homicídio


De acordo com proposta, agentes públicos envolvidos em casos de enriquecimento ilícito estariam sujeitos a penas de 12 a 30 anos de prisão, além de multa a ser fixada pelo juiz
 


Em seu primeiro “dia útil” de trabalho na Câmara, o deputado Protógenes Queiroz (PCdoB-SP) protocolou nesta quinta-feira, 3, um projeto de lei que iguala a pena do condenado por corrupção à pena do condenado por homicídio qualificado. Na proposta de alteração da Lei de Improbidade Administrativa apresentada pelo deputado, os agentes públicos envolvidos em casos de enriquecimento ilícito estariam sujeitos a penas de 12 a 30 anos de prisão, além de multa a ser fixada pelo juiz de acordo com o dano causado ao erário. Atualmente, o Código Penal prevê uma punição de 2 a 12 anos e multa. Seriam enquadrados na nova lei os agentes públicos no exercício do mandato, cargo ou função pública, acusados de peculato, corrupção passiva e ativa.

O deputado propõe a alteração do Decreto-Lei 2.848 do Código Penal de 1940, do Decreto-Lei 3.689 do Código de Processo Penal de 1941 e da Lei 8.429 de 1992. O deputado também propõe a priorização dos processos de improbidade administrativa. “Terão prioridade de realização todos os atos e diligências nos processos e procedimentos judiciais e administrativos, em qualquer instância, destinados a apurar a prática de ato de improbidade”, acrescentou o deputado, em sua proposta.

Na justificativa, o deputado - que foi delegado da Polícia Federal e responsável por operações que culminaram com a prisão de políticos e banqueiros - disse que a corrupção “é uma das principais chagas do Brasil”. O ex-delegado argumentou também que o País ficou em 75º lugar no ranking de 2008 da Percepção de Corrupção, da ONG Transparência Internacional. Segundo o deputado, a corrupção alimenta o tráfico de drogas e resulta num prejuízo de R$ 69,1 bilhões ao Estado por ano, citando estudo da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo, de 2010.

“Um dos principais problemas que dificultam o combate à corrupção é a cultura de impunidade ainda vigente no País. Essa cultura é ainda mais presente entre os administradores públicos”, afirmou o deputado. Protógenes citou também, na justificativa do projeto, um trecho do discurso de posse da presidente Dilma Rousseff, em que ela citou que a corrupção “será combatida permanentemente, e os órgãos de controle e investigação terão todo o meu respaldo para atuarem com firmeza e autonomia”.

Blog do Protógenes

sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011

Alencar e Dilma: política e carinho

"Esta, às vezes, dura caminhada me fez valorizar e amar muito mais a vida e me deu sobretudo coragem para enfrentar desafios ainda maiores. Recorro mais uma vez ao poeta da minha terra:
“O correr da vida” – diz ele – “embrulha tudo. A vida é assim: esquenta e esfria, aperta e daí afrouxa, sossega e depois desinquieta. O que ela quer da gente é coragem”.
É com essa coragem que vou governar o Brasil.
Mas mulher não é só coragem. É carinho também."

                    (Dilma Rousseff, discurso de posse no Congresso Nacional)



Reproduzo abaixo parte de notícia do Portal iG sobre a visita da presidenta Dilma ao ex-vice-presidente José Alencar, ontem, em São Paulo.

Também de momentos de ternura e carinho vive a política.


Presidenta Dilma Rousseff e o ministro Gilberto Carvalho durante visita ao ex-vice-presidente José Alencar no Hospital Sírio-Libanês, em São Paulo
                                                                                   Foto: Roberto Stuckert Filho/PR

Emocionado, Alencar canta "A Flor e o Espinho" para Dilma


"Tire o seu sorriso do caminho que eu quero passar com a minha dor", diz a música que ex-vice cantou na UTI do hospital


Ricardo Galhardo, iG São Paulo | 10/02/2011


Internado na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do hospital Sírio-Libanês, na capital paulista, o ex-vice-presidente José Alencar recebeu hoje a visita de Dilma Rousseff. No quarto, Alencar cantou três músicas para a presidenta, entre elas "A Flor e o Espinho", de Nelson Cavaquinho, Guilherme de Brito e Alcides Caminha. "Tire o seu sorriso do caminho que eu quero passar com a minha dor", diz a letra. Segundo o iG apurou, Dilma, Alencar e todos os que se encontravam no quarto choraram com a homenagem.

A canção foi a forma que Alencar encontrou de comemorar a vitória de Dilma na disputa presidencial. Ele havia prometido a ela que dançaria um samba em homenagem ao Rio de Janeiro e um xaxado em homenagem ao Nordeste, lugares onde o apoio ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e sua sucessora foi determinante para o resultado das eleições.

Como Alencar não está em condições de dançar, ele cantou segurando Dilma pela mão.

No encontro de hoje, o ex-vice disse à Dilma ter "absoluta confiança de que o País está em boas mãos” e que sabe que ela "fará um grande governo". Neste momento, Dilma chorou novamente.





 

quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011

Dilma: primeiro pronunciamento na TV

A presidenta Dilma Rousseff fez hoje seu primeiro pronunciamento ao povo brasileiro em cadeia de rádio e televisão. A propósito da volta às aulas em todo o País, a presidenta falou sobre "Educação".




Dilma começou saudando pais, estudantes e especialmente os professores pelo início do ano escolar, e convocou todos para unidos dar um "salto de qualidade" na Educação.

Investir na melhoria das condições de trabalho dos professores, aumentar o número de creches, acabar com a progressão automática, criar mais escolas técnicas, melhorar todos os níveis de ensino, acelerar a inclusão digital e implantar a internet rápida, com prioridade nas escolas públicas, eliminar falhas do Enem e Sisu foram alguns dos compromissos firmados pela presidenta em sua fala à nação.

"Esta é a grande hora da Educação brasileira", afirmou Dilma.

Continuando seu pronunciamento, a presidenta lembrou que a principal luta do seu governo é o combate à miséria. E que a educação é ferramenta decisiva para superar a pobreza.

A presidenta apresentou, então, a nova marca do governo federal, o que ela chamou de "lema de arrancada" do seu governo:

                   

Finalizando, a presidenta Dilma lembrou que com os esforços de governo e sociedade na superação da miséria, "a única fome deste país será a fome do saber, a fome de grandeza, a fome de solidariedade e a fome de igualdade".

"PAÍS RICO É PAÍS SEM POBREZA"

Apresentada hoje pela ministra Helena Chagas da Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República a nova marca do governo federal, criada pelos publicitários João Santana e Marcelo Kertész.






Democracia planetária

Depois do encontro do poder econômico em Davos, Suíça, ao longo desta semana acontece em Dakar, Senegal, o que realmente importa: o encontro da sociedade civil planetária em todos os seus matizes étnicos, ideológicos, culturais, religiosos etc. A diversidade, a pluralidade e a democracia planetária se reunem na África.

Um Outro Mundo é Possível.

Leia abaixo.



A vez da sociedade civil

  


Fórum Social Mundial discute os novos caminhos para o futuro da humanidade.


Fórum Social Mundial discute os novos caminhos para o futuro da humanidade



De Davos na Suíça para Dacar no Senegal. Do frio congelante da Europa, para o calor escaldante da África. Essas são algumas, mas certamente não as maiores diferenças entre o Fórum Econômico Global encerrado na semana passada e o Fórum Social Mundial que está sendo realizado nestes dias. Elas, sem dúvida, vão muito além de questões geográficas e climáticas.

Ambos os encontros tem a nobre missão de discutir, refletir sobre atuais e futuros caminhos para a humanidade. E, terminam aí as suas semelhanças. Davos teve como protagonistas as cerca de 2.500 lideranças empresarias, executivos representantes do poder econômico mundial. Já o fórum de Dacar terá em torno de 100 mil participantes representantes de uma gama variada de etnias, ideologias, culturas, religiões, enfim de uma enorme diversidade que compõe boa parte da sociedade civil planetária. Um espaço aberto de discussão heterogêneo, plural e participativo.


PALCO DA PLURALIDADE

O Fórum Social Mundial tem sido palco em suas diversas edições, de uma série de propostas que colocam o ser humano no centro do processo. São propostas e caminhos que tem em comum, o fato de colocar a economia a serviço do homem e não o homem a serviço da economia. 

Entre as reflexões que definem o fórum está a busca por organizar a sociedade de uma maneira que ela seja capaz de atender as necessidades humanas. Daí vem o slogan sempre presente nesses encontros da construção de, “um outro mundo possível”. Do desenvolvimento de projetos alternativos para um novo modelo civilizatório.

EXEMPLOS

Vale destacar, como exemplo, algumas das discussões que fazem parte do fórum nesses dias:

Princípios para um novo paradigma de civilização,  que tem como objetivo superar as rupturas com a biosfera criando as condições para harmonizar as necessidades de sustentabilidade do planeta com as necessidades de desenvolvimento. Colocar na mesma agenda, o impulso as forças produtivas ao lado da implementação de justiça social, ética, integridade e transparência.

Diálogo, articulação e construção de plataformas de ação, na busca por uma nova relação entre governos e sociedade civil. Uma nova cultura política baseada na ética, transparência, horizontalidade e compartilhamento do conhecimento.

A crítica contundente é outro aspecto marcante do Fórum Social Mundial. Um painel denominado Críticas aos ideais civilizatórios de crescimento e progresso, afirma que o atual modelo de desenvolvimento e crescimento desordenado é responsável por destruições, exclusões e desigualdades. Pelos problemas climáticos e a agressão aos limites do planeta.  Um modelo que valoriza mais o “ter” do que o “ser”.

Chama ainda a atenção propostas polêmicas como a de crescimento zero que visa antes do puro e simples crescimento econômico, a redução da pobreza, das desigualdades e a busca por melhorias na qualidade de vida das pessoas.  


FSM: Rico, plural e democrático

Independentemente dos resultados obtidos no curto prazo, o Fórum Social Mundial é um espaço onde ocorrem momentos inspiradores capazes de trazer à tona, questões importantes sobre o papel a ser desempenhado por governos, empresas e sociedade civil.  Papel que deve levar em conta, acima de tudo, a valorização da diversidade humana baseada em visões de mundo diferentes.

 
Reinaldo Canto é jornalista com 30 anos de profissão. Trabalhou em emissoras de rádio e TV, Record, Globo, SBT, Bandeirantes e Jovem Pan, entre elas. Atuou como assessor de imprensa de grandes empresas. Especializou-se em sustentabilidade e consumo consciente, foi diretor de Comunicação do Greenpeace, coordenador de comunicação do Instituto Akatu pelo Consumo Consciente e correspondente da Envolverde, Carta Capital e mídias ambientais na COP-15 em Copenhague. É colaborador da Envolverde.

Dilma e Kassab? Nada a ver...

O prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab, quer sair do "moribundo" DEM. E quer também ficar longe do outro "moribundo": José Serra. Pelo menos é o que sugere o noticiário da mídia tradicional, há muitas semanas. As "movimentações" do prefeito indicam isso.

Só alguns setores da blogosfera dita "progressista" continuam dando "quórum" para o "cadáver político" José Serra, que nem no PSDB anda encontrando espaço. Nem na velha mídia. Mas em alguns blogs Serra, perdedor, derrotado, "não sai de cena". Engraçado...

Voltando ao prefeito: Kassab tem feito sondagens junto ao PMDB... tudo a ver, no nosso modesto entendimento. E nos últimos dias, pasmem, anda cogitando se filiar a partidos da esquerda, como PSB e PCdoB! Deus os livre e guarde!

Não sou filiada a partido algum. E nem pretendo ser. Sou uma livre-pensadora, como diz meu perfil aqui do lado. Sempre fui. Quero me manter independente, com uma visão aberta sobre tudo, sem "carteirinha", sem "crachá" de partido algum, de grupelho nenhum. Me considero socialista. Para mim, todos e todas são iguais. Perante a Lei, perante qualquer "autoridade" ou divindade. E como todas e todos são iguais, devem ter acesso às mesmas oportunidades, aos mesmos direitos e deveres de qualquer cidadão. Sem privilégios. Sem protecionismos.

Voltando ao prefeito: fala-se também que Kassab anda cogitando fundar um novo partido. Talvez tenha encontrado portas fechadas nos partidos de esquerda. Tomara! Para tais partidos e seus seguidores acredito que seja a melhor saída.

O oportunista e adesista Kassab, agora que constatou a força de Lula e Dilma, que pode comandar o Brasil pelos próximos oito anos (por que não?), quer mais é encontrar apoio para continuar, sob os holofotes, seu projeto mesquinho de "alpinismo" político.

São Paulo merecia prefeito melhor. Já teve grandes: Prestes Maia, Faria Lima, Luiza Erundina, Marta Suplicy. E já teve descalabros também: Maluf, Pitta e este agora...

A política não é feita com o "fígado", dizem. Esta reles blogueira, nada política, se pudesse aconselhar a presidenta Dilma, diria a ela para ficar longe do prefeito de São Paulo, relacionando-se com ele apenas "administrativamente", em benefício dos brasileiros e brasileiras de São Paulo. Nada mais.

A presidenta Dilma, em função da governabilidade e tudo o mais, já tem que "engolir muitos sapos" peemedebistas. Kassab não lhe trará nada de positivo. Até porque, se São Paulo tiver juízo, começará a se livrar dele e do tucanato nas próximas eleições.