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sábado, 16 de outubro de 2010

MENSAGEM DE DILMA AO POVO BRASILEIRO

Dirijo-me mais uma vez a vocês, com o carinho e o respeito que merecem os que sonham com um Brasil cada vez mais perto da premissa do Evangelho de desejar ao próximo o que queremos para nós mesmos. É com esta convicção que resolvi pôr um fim definitivo à campanha de calúnias e boatos espalhados por meus adversários eleitorais. Para não permitir que prevaleça a mentira como arma em busca de votos, em nome da verdade quero reafirmar:

1. Defendo a convivência entre as diferentes religiões e a liberdade religiosa, assegurada pela Constituição Federal;

2. Sou pessoalmente contra o aborto e defendo a manutenção da legislação atual sobre o assunto;

3. Eleita presidente da República, não tomarei a iniciativa de propor alterações de pontos que tratem da legislação do aborto e de outros temas concernentes à família e à livre expressão de qualquer religião no País;

4. O PNDH3 é uma ampla carta de intenções, que incorporou itens do programa anterior. Está sendo revisto e, se eleita, não pretendo promover nenhuma iniciativa que afronte a família;

5. Com relação ao PLC 122, caso aprovado no Senado, onde tramita atualmente, será sancionado em meu futuro governo nos artigos que não violem a liberdade de crença, culto e expressão e demais garantias constitucionais individuais existentes no Brasil;

6. Se Deus quiser e o povo brasileiro me der a oportunidade de presidir o País, pretendo editar leis e desenvolver programas que tenham a família como foco principal, a exemplo do Bolsa Família, Minha Casa, Minha Vida e tantos outros que resgatam a cidadania e a dignidade humana.

Com estes esclarecimentos, espero contar com vocês para deter a sórdida campanha de calúnias contra mim orquestrada. Não podemos permitir que a mentira se converta em fonte de benefícios eleitorais para aqueles que não têm escrúpulos de manipular a fé e a religião tão respeitada por todos nós. Minha campanha é pela vida, pela paz, pela justiça social, pelo respeito, pela prosperidade e pela convivência entre todas as pessoas.

Dilma Rousseff


sexta-feira, 15 de outubro de 2010

Apenas uma cidadã

NÃO sou petista. Nem roxa nem vermelha. Não me filio a partido algum, a grupo nenhum, ideológico ou de qualquer outra natureza. Sou INDEPENDENTE, LIVRE PENSADORA, CIDADÃ. E socialista.

Sou simplesmente uma brasileira. Que há 34 anos, desde quando iniciou seus estudos na USP, em 1976, sob a feroz ditadura militar imposta ao País, começou a participar de movimentos estudantis (passeatas, atos públicos, manifestos) para "devolver" os militares aos quartéis... Um passado de luta dentro dos espaços que estavam disponíveis.

Sou simplesmente uma brasileira, que por seu esforço alcançou três diplomas na mais importante universidade do País.

Nos últimos 34 anos, fui muitas vezes perseguida nos lugares onde trabalhei, por ter um pensamento e um posicionamento progressista, de esquerda. Recentemente (2004) fui sumariamente demitida como Professora Assistente na Escola de Comunicações e Artes da USP, pois minha presença ali "colocava em risco" grupos de poder que fatiaram em feudos a escola e alguns setores da universidade. NUNCA prestei "culto de vassalagem" a senhor feudal nenhum, muito menos a reles e por vezes intelectual e moralmente indigentes "donatariozinhos"!...

Sou simplesmente uma brasileira que há mais de três décadas procura fazer sua parte para que o Brasil se torne um país digno e soberano. Para todos. E que viu nos últimos 8 anos este País acolher seus filhos mais humildes, tirando milhões da pobreza. Que viu o governo que aí está criar 14 universidades públicas e mais oportunidades de estudo a milhares de jovens. Que viu este País ser ouvido, reconhecido e respeitado internacionalmente.

Sou simplesmente uma brasileira, uma cidadã, que há 24 anos acompanha, estuda e analisa a mídia, e há 19 anos, depois de conseguir o título de Mestre em Ciências da Comunicação (Jornalismo e Editoração), ministrou cursos em universidades públicas e particulares para alunos de Jornalismo, Rádio e TV, Editoração, Letras, Biblioteconomia e outros.

O Brasil, este país maravilhoso que todos amamos, não merece esta mídia canalha, medieval, corrupta e apátrida, que produz diariamente, aos borbotões, jornalismo de esgoto, eivado de mentiras, calúnias, difamações contra uma mulher digna e um governo popular. O Brasil não merece estas elites trevosas, ignorantes, mesquinhas, perversas e pervertidas, cuja única pátria se chama dólar, dinheiro, interesses inconfessáveis.

Em tempos de internet, esta simples brasileira passa a atuar também numa trincheira virtual, para veicular suas ideias, talvez com exagerada veemência algumas vezes, mas sempre com a "indignação justa" de que falava Gandhi.
 

Por Amor ao Brasil

Há tempos venho pensando na possibilidade de criar um blog, abrindo um novo espaço de atuação para divulgação de ideias e pontos de vista. A hora me parece mais do que propícia.

O Brasil vive um momento único em sua história: um clima eleitoral nunca visto, com uma campanha sórdida, eivada de infâmias, desencadeada pelo candidato oposicionista, associado a uma mídia perversa e pervertida e a elites mesquinhas, ignorantes, sem qualquer compromisso com o País. Um descalabro. Um verdadeiro "atentado à cidadania".

Ando engajada diariamente na campanha, em minha "trincheira virtual", acompanhando os sites dos principais jornais e a Blogosfera Cidadã, disparando mensagens por email a amigos, parentes, conhecidos, tentando de alguma forma chamar a atenção deles para o gravíssimo momento que o País vive.

A cidadania corre risco. A democracia está ameaçada.

Não sou eu, uma ilustre desconhecida, que o afirmo. Há pouco li um post a respeito, mostrando o pronunciamento da extraordinária professora e filósofa Marilena Chauí nesse sentido.

O Brasil cresceu muito nos últimos 8 anos, chegando a uma posição nunca antes alcançada, inclusive em termos de prestígio internacional. Graças a um governo comprometido com o povo, com as classes menos favorecidas, com a nacionalidade. E corremos o risco de daqui a duas semanas, no segundo turno das eleições presidenciais, jogarmos todas estas conquistas numa lata de lixo e entrarmos num processo de retrogradação e obscurantismo.

Em pleno século XXI, no Terceiro Milênio, não tem sentido andarmos pra trás como caranguejos, na contramão de todo o avanço planetário. O momento é de estupefação, claro. Mas também de reflexão e ação. Precisamos todos buscar claridade sobre o processo em curso e avançar em atitudes que possam reverter este quadro, afastando o risco de retrocesso. Não em função de um partido ou de uma candidata. Mas por amor ao Brasil.

VIVA O POVO BRASILEIRO!!!